Em Direção Ao Sexto Sentido
Pergunta: Por que precisamos aumentar a aspiração pela espiritualidade, isto é, o desejo teórico, no processo de preparação, em vez de um desejo em prol da doação?
Resposta: Em geral, somos uma caixa com cinco entradas pelas quais a informação entra em nós. Essa informação entra no centro do prazer, nosso Kli (vaso) espiritual. Dentro de nós mesmos, em nosso cérebro, podemos detectar apenas processos eletroquímicos. Mas onde está o prazer em si?
Sabemos que, se uma área específica do cérebro for estimulada, a pessoa sente prazer. Nesse caso, não importa se ela é uma pessoa ou um macaco.
Mas o que é o prazer em si? Como as reações químicas e elétricas se transformam em uma sensação? Isso é algo que não sabemos porque reside na outra metade da criação, no desejo de receber. Mas a ciência não consegue detectar a transição de uma para a outra; ela pode ver a transição em si, mas nada mais.
Imagine uma divisória, atrás da qual reside o desejo. É impossível trabalhar com o desejo em si usando métodos puramente científicos, porque ele pertence à espiritualidade. Não importa se é santidade ou Klipa (impureza), já que se relacionam não às vestes externas, mas a uma categoria espiritual.
Além dessas cinco entradas pelas quais você recebe estímulos e os interpreta como prazer ou sofrimento, existe outra entrada conhecida como sexto sentido ou ponto no coração.
Certas informações também nos chegam por meio dela, mas não estão revestidas de vestimentas externas. Ou seja, uma pessoa não as recebe por meio de comida, bebida, sexo, dinheiro ou mesmo por meio de um impulso elétrico, como estimular uma parte específica do cérebro para fazer alguém acreditar que está comendo um bife.
A luz circundante não opera dessa maneira. Poderíamos dizer que é uma influência “nua”, ou seja, a influência da luz em sua forma pura. Ela tem sua própria vestimenta, mas essa vestimenta também é espiritual. Contudo, ela também alcança o centro do prazer. Nesse caso, recebo dois tipos de prazeres: os prazeres deste mundo e aqueles chamados prazeres do mundo espiritual. Então preciso preferir um ao outro.
Se, por meio da prática e de ações preparatórias, eu estiver em um estado em que espero apenas um prazer, aquele que deve vir através do “sexto sentido”, enquanto todos os outros recebidos pelos cinco sentidos restantes me atraem pouco, eu realmente tenho um forte desejo de espiritualidade.
Contudo, quanto mais avanço, mais meus prazeres animalescos se intensificam, especialmente os mais primitivos, como o prazer do tato. Afinal, o tato é o sentido mais imediato para mim dentre os cinco sentidos: tátil, auditivo, olfativo, visual e gustativo. Além disso, esses prazeres são bilhões de vezes maiores para mim em comparação a uma pessoa comum, e não importa se sou secular ou religioso: se sigo este caminho, deixo de estar no nível inanimado.
Portanto, se alcancei um estado em que desejo apenas a luz circundante, significa que realmente tenho um forte desejo por ela! Claro, ele ainda não está corrigido, não com a intenção de doar, mas está direcionado apenas para Ele. Diz-se sobre isso: “Estou doente de amor” ou “Ele não me deixa dormir”.
Da Lição Diária de Cabalá 04/08/26, Rabash, “A Klipa [Casca/Pele] que Precede o Fruto”
O desejo de espiritualidade começa no ponto do coração que o Criador coloca dentro de cada pessoa. Isso pode acontecer tanto com uma pessoa religiosa quanto com uma completamente secular. Geralmente, acontece com a pessoa secular porque ela busca algo mais, já que a religião não a satisfaz mais.
Pergunta:
Pergunta:
Pergunta:
Palestras sobre os Degraus da Escada
Celebramos o Rosh HaShana (o início do ano) com base em dois aspectos.
Comentário:
Comentário:
Comentário: