Textos com a Tag 'Zohar'

O Livro Do Zohar Em Português

The Book of Zohar in BrasiliaO Livro do Zohar foi publicado em Português para a próxima Convenção em São Paulo, Brasil.

Um Texto Que Está Limpo Da Casca Corpórea

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, “Bo (Venha ao Faraó)”, O Sacrifício da Páscoa, Item 189: Quando o Criador veio ao Egipto, Ele viu o sangue da Páscoa escrito na porta, e o sangue da aliança – como eles permaneciam à porta.

Pergunta: Como posso preservar a intenção correcta enquanto leio O Livro do Zohar?

Resposta: Não há dúvida que eu não consigo manter a intenção correcta, mas eu preciso imaginar o estado em que quero estar agora.

Primeiro, eu preciso me separar por completo da voz do anunciante, como se não ouvisse nada. Eu sei que estou ligado a um tubo pelo qual a Luz flui até mim e pode ajudar-me ou prejudicar-me: pode tornar-se o “elixir da vida” ou a “poção da morte”. Tudo depende de como eu ouço!

É como se eu pusesse fones de ouvido, mas baixo o volume e não quero ouvir. Primeiro, quero saber que energia, que força, me alcança através destes canais, como a Luz que Reforma deve influenciar-me. Será que recebo como um morcego e me afundo ainda mais profundamente na escuridão, ou como um galo que espera o amanhecer? Tudo depende da minha intenção e por isso tenho que primeiro esclarecer isto.

Portanto, primeiro eu bloqueio os meus ouvidos de forma a não ouvir nada. O que devo fazer agora para que a Luz me alcance, me cure? Não quero que a cobra, que é o símbolo da medicina, se torne numa cobra verdadeira e me envenene com o seu veneno letal. O mesmo veneno pode ser usado como uma medicina, ainda que venha da mesma fonte, da mesma cobra. De forma a fazer isso tenho de me preparar, para estar num grupo juntamente com os amigos, para querer ligar-me a eles no meu coração e alma para me tornar um homem num só coração, para alcançar tal amor pelo qual podemos todos dissolver-nos e sentirmo-nos como um todo.

Na medida em que conseguirmos alcançar isso pela Luz que nos Reforma num só corpo, sentiremos internamente a força que nos une, o Criador. Sentiremos a fonte da Luz Circundante. A Luz determina a ligação entre nós. A fonte da Luz é o Criador que é revelado no vaso que está correctamente preparado.

Primeiro tenho de imaginar todo este estado com precisão. Quando o vejo perante mim imaginando-o emocionalmente e mesmo visualmente, eu começo gradualmente a desobstruir os meus ouvidos. Então eu aumento o volume de forma a ouvir a voz do anunciante, enquanto consigo manter a imagem que criei na minha mente. Mas se o que se está a passar me perturba em manter essa imagem, eu baixo o volume novamente. Se não me perturba, eu sigo a voz.

Eu tento ouvir o anunciante e o que quer que ele esteja a dizer: quer seja sobre a Páscoa, o sangue da circuncisão na porta, os detalhes sobre o êxodo do Egipto, eu tento encontrar todos estes discernimentos nessa imagem na qual estamos todos ligados.

Eu não descrevo a imagem de acordo com o significado corporal das palavras que a “linguagem dos ramos” usa, mas sim traduzo-as na “linguagem das raízes espirituais”: Sefirot, Partzufim, recepção e doação, a ligação entre nós e o Criador, e a união dos conceitos “Israel, a Torá e o Criador”. Eu vejo-me imediatamente livre das palavras actuais, como de uma casca indesejada. É como se retirasse a casca das nozes antes de começar a comê-las, e assim livro-me dos conceitos corpóreos e desloco-me imediatamente dos ramos para as raízes.

Tento imaginar como isso se parece nas raízes espirituais: qual é o significado de “lintel”, “Mezuzah” ou “sangue”. Mesmo se não percebo, não faz diferença. O principal são os meus esforços, querendo saber o que está a ser estudado, ligar-me ao que está a ser estudado. A Luz que Reforma influencia-me de acordo com os meus esforços.

Devemos repetir constantemente estes exercícios, uma e outra vez, em cada livro que estudamos: os artigos do Rabash e Baal HaSulam, O Estudo das Dez Sefirot, O Zohar, a Mishnah, Shulchan Aruch, todos os livros são sobre como conectar o vaso quebrado.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/4/12, O Zohar

Uma Palavra Descreve Todo O Caminho

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se a Torá é o livro de instruções que nos fala sobre o caminho espiritual, como podemos segui-la se não sentimos nada, exceto este mundo?

Resposta: Primeiramente, nós temos que ascender. A Torá não foi escrita para pessoas que estão abaixo da Machsom (a barreira que nos separa da espiritualidade). Mesmo quando ela nos fala sobre diferentes eventos, como o exílio egípcio, os antepassados ou Babel, o real significado do que é dito só pode ser revelado por aqueles que já estão engajados no trabalho espiritual, além da Machsom.

Tudo depende do nível de revelação dos conceitos espirituais. O Livro do Zohar, por exemplo, explica a palavra Beresheet (Genesis) de uma forma que inclui todo o caminho, do início até o fim.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/04/12, Escritos do Rabash

Uma Escada Ascendente Preta E Branca

Dr. Michael LaitmanE aqui está a escada de pé no chão e sua cabeça esticada para o Céu, e aqui estão os anjos do Senhor subindo e descendo” (O Sonho de Jacob, Capítulo “VaYetze“).

Rabash: “Anjos”, que sobem e descem a escada são as pessoas que dizem que foram enviadas a este mundo para realizar correções, e é por isso que elas são chamadas de anjos. Se elas veem que estão n um estado de descida, escuridão, elas devem “descer”. Mas antes, elas estavam numa subida, caso contrário é impossível sentir que a pessoa está num estado de descida… Portanto, somente quando você aspirar a fazer o bem, você vai ver o quanto de mal há em você.

Isso está principalmente relacionado com o trabalho no grupo. Quanto mais a pessoa tenta fazer o bem nele, mais rápido ela descobre que não é capaz disso e que não tem chance de avançar. Para descobrir a verdadeira escuridão, nós temos que subir primeiro. É como se diz: “A vantagem da Luz provém da escuridão”.

Primeiro você precisa se levantar, para receber os novos atributos e discernimentos, e para estar mais perto da doação, para depois ver o que está acontecendo em você. Então, você vai ver sempre uma maior escuridão dentro de si.

Claro, a escuridão não foi criada agora, você simplesmente não a percebia antes. Elevando-se sobre ela e sendo capaz de comparar diferentes atributos e valores, você pode ver agora que estava no escuro, em seus desejos egoístas.

É por isso que devemos aspirar apenas ao bem e o mal será revelado por si só. Há pessoas que estão procurando o mal, cavando e se afogando nele. No entanto, o verdadeiro mal só é revelado ao se ascender e experimentar a alegria, por entender como é bom que o mal tenha sido revelado. Mesmo quando uma pessoa revela o mal, ela está feliz. É um sinal de que o mal é proposital, que é revelado ao longo do caminho, e que a subida é constante.

Mas se a pessoa cai e se desespera, se ela se tortura, é sinal de que ainda não está no caminho certo. A pessoa também deve avançar pela linha da esquerda, e não só pela da direita: ao andar sobre duas pernas, para frente. Mas, ela não deve se afundar na linha esquerda, numa descida.

Se a pessoa recebe o apoio do ambiente e dos livros, se ela ouve o professor, aprende e entende que só deve pensar no avanço positivo que está esperando por ela à frente, e não pensar em nada ruim, somente na grandeza do Criador, então ela economiza tempo e avança constantemente.

No caminho para cima há momentos escuros e brilhantes. Especificamente onde tudo parecia totalmente brilhante, ela agora descobre a escuridão, cada vez mais. Isso significa que ela descobre a linha de esquerda numa subida.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 11/04/12

Viajando Escondendo-se De Si Mesmo

Dr. Michael LaitmanQuando lemos o Livro do Zohar, devemos imaginar que já estamos no estado mais elevado – devemos desejar alcançá-lo. O estado mais elevado é o estado em que estamos conectados.

O Zohar descreve como a força de doação chega até nós e que trabalho ela realiza em nós. Algumas partes da alma sobem e outras descem em seus sentimentos, compreensão e percepção das mudanças que ocorrem em nós. Ao lermos juntos este livro várias vezes, nós esperamos que a força de doação venha nos afetar, realizando todas as ações espirituais dentro de nós.

Se estivéssemos na revelação do mundo espiritual, então, durante a leitura, tudo o que lêssemos se realizaria em nós abertamente. Mas, se estamos num estado de ocultação e queremos que essas ações aconteçam dentro de nós, elas já são realizadas dentro de nós, mas de forma oculta, à medida que ainda não estamos no mundo espiritual!

É como uma criança que se senta num carro de brinquedo, girando o volante e imaginando que está dirigindo. Ela está realmente dirigindo, de uma forma que ela é como o verdadeiro motorista que se tornará em quinze ou vinte anos. Ela já está no processo, mas nos graus e estados preliminares quando ainda não alcançou a realização efetiva. Mas esses estados são essenciais no caminho.

Da mesma forma, pela leitura do Zohar agora e imaginando que estamos nele, nós estamos permitindo que a Luz atue especificamente sobre os atributos que lemos a respeito. Não faz diferença se nós entendemos o que está escrito; entretanto, a Luz nos influencia e nos faz avançar.

Eu não sei o que se esconde por trás dos nomes das Sefirot e dos anjos, e não posso imaginar nada, mas isso não faz diferença. Eu só imagino uma coisa: agora eu estou sob a influência da Luz, a força de doação, que me concederá esta força para que ela governe sobre a força de recepção em mim. Assim, eu continuarei até que a Luz fique comigo permanentemente.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 28/03/12, O Zohar

Um Medicamento Para O Dia Inteiro

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que uma pessoa pode fazer durante a leitura do Livro do Zohar, a fim de ficar em contato com o grupo durante todo o dia?

Resposta: Você recebe certo medicamento de manhã, uma injeção. Suponha que eu tenho pressão alta. Eu tomo um comprimido de manhã para que eu possa me sentir bem o dia inteiro. A pílula faz o seu trabalho porque trabalha no mesmo nível: inanimado, vegetal e animal.

Por outro lado, o nosso desenvolvimento espiritual depende dos nossos esforços. Minha cura depende da minha participação. Por quê? Porque graças a cura, a partir do nível animal, eu atinjo o nível humano (do homem).

Então, não basta tomar uma “pílula” de manhã, por exemplo, meia hora antes de ler O Livro do Zohar, quando estou muito entusiasmado e comovido até as lágrimas pelas fortes emoções. Não é o suficiente. Eu tenho que organizar uma programação diária para que eu possa estar sob esta influência o resto das 23,5 horas.

Em nosso mundo, a pílula tem um efeito sobre mim por 23,5 horas se eu a ingerir por meia hora. Gradualmente, à medida que os sucos digestivos são extraídos, a pílula libera todas as substâncias que contém de modo que estas são absorvidas pelo corpo durante várias horas.

Nos temos que fazer o mesmo. No entanto, a pessoa não pode fazer isso porque ela está constantemente em seu nível, enquanto aqui, ela tem que estar entre os dois níveis. Dois níveis, como diz O Zohar, são as letras “Hey” superior e “Hey” inferior. O “Hey” superior é Bina que age em mim, e eu sou Malchut, o “Hey” inferior. O que deve estar entre nós? O Criador.

Então, eu tenho que colocar o Criador diante de mim, o que significa que todos os despertares que minha Malchut sente, o meu desejo, como resultado de receber meia hora de “infusão”, toda a sua preparação potencial para a correção, tudo deve ser revelado praticamente durante as 23,5 horas. Eu tenho que ajudá-la tentando não me separar do objetivo: “Israel (aquele que anseia pelo Criador), a Torá (a Luz que as reformas), e do Criador são um”. Para isso eu recebi a injeção.

Claro, eu só posso fazê-lo com a ajuda do grupo em que estamos em um pensamento e, portanto, influenciamos uns aos outros. Não há outra escolha. Uma pessoa não pode fazê-lo por si mesma. Mesmo que ela escreve milhares de memorandos e os coloque em toda parte, ela não vai vê-los. Mesmo que ela pegue um servo para lembrá-la, ela não vai ouvi-lo.

Isso só é possível na forma que está acima dela, quando a força que a obriga a ouvir, isto é, para estabelecer uma conexão entre as duas letras “Hey“, vem até ela. Você só pode fazer isso no grupo.

Portanto, a garantia mútua é expressa quando você está nessa atividade, na absorção do medicamento que já está dentro de você. Se você o engolir e não usá-lo, é como se você recebesse veneno de uma cobra, porque todo remédio é veneno. Não é por acaso que o símbolo da medicina é uma cobra enrolada em torno de um copo de veneno.

Se você não usar esse meio corretamente, ele se torna a poção da morte. Então, você vai descobrir isso através do sofrimento e não da Luz. Esta é a mecânica, e ela deverá funcionar desta maneira. Não há nada aqui exceto as leis da natureza.

Esta é a raiz de todos os erros que as pessoas fazem ao longo de suas vidas e ao longo da história humana. Você poderia escrever romances inteiros sobre o assunto, mas a humanidade já não tem tempo para lê-los…

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/03/12, O Zohar

Transmitindo Os Materiais De Nossos Professores Às Massas

Dr. Michael LaitmanEm geral, nós não usamos materiais adaptados. A única exceção é o texto do Zohar L’Am (O Zohar para Todos), que nós não preparamos para nós, mas sim para as pessoas. Nós vemos que ele ajuda a criar um contato mais próximo com a fonte. Então, como parte da ajuda que temos a oferecer à humanidade que está afundando na crise, devemos nos voltar para as massas.

O próprio Baal HaSulam foi para a Polônia a fim de se familiarizar com movimentos de revolta dos trabalhadores. Em geral, ele fez grandes esforços para criar um diálogo com o mundo: ele publicou um jornal, escreveu Os Escritos da Última Geração, tentou se aproximar das pessoas, falou com Ben Gurion sobre as mudanças necessárias na sociedade, na educação, e assim por diante. Portanto, nós, que estamos seguindo os passos do Baal HaSulam, devemos promover e aproximar as massas do método que o Baal HaSulam e o Rabash nos deixaram.

Claro, não podemos escrever sozinhos os materiais corretos. Afinal, não estamos num nível que nos permita preenchê-los com a Luz que Reforma. Não temos qualquer conexão com as Luzes superiores como os nossos professores. Mas, a fim de servir de elo, o tubo que passa a Luz para as pessoas, nós devemos tentar ser “Israel”, o que significa que com a ajuda de nossos professores, ansiar tanto quanto possível ir direto ao Criador (Yashar – El) e também ser “um reino de sacerdotes e uma nação santa” no que diz respeito ao mundo.

Portanto, nós devemos tentar adaptar um pouco o material escrito por nossos sagrados professores para o público – adaptá-los externamente, alterando o conteúdo interno o mínimo possível, na medida em que o entendemos. Isso será, certamente, uma corrupção, mas com isso nós começamos a corrigir alguma coisa. No final, o mundo poderá começar ler os escritos do Baal HaSulam e Rabash em sua forma original.

Portanto, nós adaptamos os artigos que se referem à pessoa e falam sobre seu trabalho interno, sobre sua conexão com o grupo e sobre aproximar-se da natureza, do Criador. Afinal, a Gematria (valor numérico) da palavra “Deus” (Elokim) é a mesma de “natureza” (HaTeva). Nós esperamos que isso ajude as pessoas a se aproximar do método de correção.

Vamos torcer para que o público utilize estes textos. Eles não afastam o leitor, porque foram adaptados de modo que não exista nada que possa parecer religioso, relacionado a alguma seita ou nacionalidade. Trata-se do equilíbrio entre o homem e a natureza em nossos dias, que é uma condição essencial para salvar a humanidade da crise e do colapso total.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/03/12

Transformando Fantasia Em Realidade

Dr. Michael LaitmanOs autores do Livro do Zohar alcançaram os graus espirituais e os descreveram para nós, organizando-os de modo que o fluxo do impacto da Luz a partir da descrição do nosso estado nos beneficiará tanto quanto possível e nos ajudará a perceber o estado em que estamos.

Eles estão no sistema chamado mundo do Infinito, um sistema corrigido de trabalho. No entanto, ele está oculto de nós, e nós não sabemos onde estamos. Nós somos como bebês que não sabem o estado em que estão, em que mundo, o que está acontecendo, quem está cuidando deles e como. É como se eles recebessem tudo pronto, mas não sabem de onde isso vem. Eles têm um mundo próprio que podem sentir, e eles vivem nele.

Nós, também, ainda estamos separados da realidade atual; nós estamos numa espécie de neblina, ocultação, como num sonho. Se pudermos imaginar o estado espiritual em certa medida, não importa o quão preciso ele possa ser, e tentar estar nele, nós atraímos a Luz que reforma desse estado.

Mas não basta imaginar um estado espiritual, mesmo que esta visão seja mais autêntica: que a humanidade está unida, junta, no desejo mútuo de doar, em garantia mútua, em diferentes formas corrigidas de conexão, e até mesmo no desejo de alcançar a qualidade integral da doação, o Criador. Não basta, porque todas as descrições que tentamos imaginar não são nada mais do que a nossa imaginação; elas não são diferentes de nossas fantasias terrenas.

Se quisermos que essas imagens sejam realizadas e assumam uma forma mais realista, sensível, nós precisamos de uma força que influencie esse quadro imaginário do nível superior e transforme a fantasia na verdadeira realidade espiritual, a força que a realizará na prática. Esta força é chamada de “Luz que Reforma”.

É por isso que nós lemos O Livro do Zohar, pois assim nós atraímos sobre nós mesmos a Luz que Reforma da forma mais benéfica e mais forte. Não importa o que lemos. O importante é até que ponto nós queremos estar com esse sentimento, nessa intenção, nesse estado, como os autores do Zohar, que nos dizem sobre isso em palavras que estão além da nossa compreensão. Mas se quisermos estar no mesmo círculo com eles, ele funciona, ele nos influencia. É assim que atingimos o poder de nos desenvolver.

Em nosso mundo, uma criança que se esforça atrai a força de desenvolvimento da natureza, do modo como esta força está disposta para ela pelo sistema. Seja um filhote de cachorro ou uma criança pequena, a mesma lei se aplica a todos. Ambos são pequenos animais.

No mundo espiritual, no entanto, tudo segue a intenção. Lá nós temos que fazer grandes esforços para atrair a Luz que Reforma. Isso é chamado de “ocupar-se com a Torá”. Nós começamos a ler O Livro do Zohar por nossa livre escolha, com a ajuda dos amigos, o grupo e com um grande trabalho interno e preparação, querendo extrair dele a Luz que Reforma.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/02/11, O Zohar

A Geometria Do Mundo Superior

Dr. Michael LaitmanO Zohar é a fonte do poder. Mas este poder é como a eletricidade: tudo depende do que você se conectar a ele – um aquecedor ou um condicionador de ar, um dispositivo que cria uma pressão ou vácuo. Este poder pode realizar o que quiser.

Nosso desejo é chamado de intenção: o que nós queremos que o poder faça por nós. E ele faz. Mesmo os nossos piores pedidos e os nossos melhores pedidos, que visam ao objetivo ou seu oposto, o poder executa tudo de acordo com o pedido do inferior. Mas se minha direção corresponde a esse poder, o benefício que recebo é máximo.

Se minha direção realmente não coincide com a direção do poder, de acordo com a minha divergência com ele, de acordo com o co-seno do ângulo entre nós, eu alcanço apenas satisfação parcial. Se eu me dirijo na direção oposta, eu me oponho a este poder, o poder neutraliza o meu poder, e eu sofro. Mas, através da perda, esse poder ainda me dirige à meta. Isso porque eu sempre recebo uma combinação dos poderes positivo ou negativo conforme a minha direção coincida ou não com o pensamento da criação.

Há uma linha reta para a meta e eu deveria segui-la. Se eu seguir essa linha os nossos poderes se unem. Se eu desviar da linha, embora nossos poderes sejam os mesmos, eu perco o co-seno do ângulo, de acordo com a minha divergência.

Mas se eu tomo a direção oposta, não totalmente oposta mas em certo ângulo, o Criador neutraliza o poder conforme o co-seno do ângulo em que sou oposto a Ele. Então, de qualquer forma, eu recebo uma resposta Dele, embora seja uma resposta negativa. Esta resposta negativa é a combinação do Seu poder e minha energia. Portanto, no final, Ele me coloca na direção certa, através do sofrimento.

Se eu estou abaixo do zero, eu sinto dor, e se estou acima do zero eu sinto prazer. Em qualquer caso, toda a humanidade avança com ou sem intenção. O poder que nos dirige age constantemente. Nós o denominamos Luz que Reforma.

Assim, a principal coisa é o que queremos, porque a Luz age  especialmente durante a leitura do Livro do Zohar.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/02/12, O Zohar

Um Longo Caminho Do Segredo Até A Simplicidade

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se eu gosto de ouvir O Zohar lido em hebraico, eu deveria fazer isso ou devo ouvir a tradução?

Resposta: Sim e não. Se isso ajuda a pessoa a entender melhor o hebraico, então vale a pena. No entanto, se você ficar no mesmo nível, então não, porque, no final, durante a leitura do Zohar nós avançamos através do PaRDeS, na ordem inversa. Eu atravesso as diferentes histórias a partir do segredo (Sod) até a literatura alegórica (Drush), depois, passo para a alusão (Remez) e chego ao significado literal (Pshat).

No começo, eu realmente não entendo do se trata. Então, em Drush, eu começo a entender que se trata de certos atributos no vaso geral, que está quebrado e que deve ser revelado desta forma. O estilo que é usado para dizer isso é Drush e Remez. Entretanto, eu não faço distinção entre eles. Depois que eu começo a avançar, em vez de Drush e Remez, eu começo a ver a rede de conexões entre nós de forma mais clara.

No artigo “Os Quatro Mundos”, o Baal HaSulam descreve o que são os quatro mundos (Assiya , Yetzira, Beria e Atzilut): a revelação da matéria, a revelação da ação e a revelação do operador.

Nós avançamos na leitura do Livro do Zohar até começarmos a ver que ele trata apenas da conexão entre nós: até que ponto se alcança a correção graças à revelação do Criador nela, onde está a deficiência que vem até nós, onde está a correção, e como elas funcionam juntas, como ondas que vêm e vão. Assim, vez após vez, a rede entre nós é revelada gradualmente, em todas as suas diferentes maneiras.

Tudo isso se refere apenas à conexão mútua entre nós, que é construída, ampliada, e revelada graças à revelação do poder de doação, o Criador. Ele preenche o vazio entre nós e, portanto, Ele é revelado. Nossa doação e Sua revelação surgem como um todo.

Portanto, antes de eu olhar essa imagem, eu sinto as dificuldades em descobri-la, que começam a partir de Sod, que é o começo do PaRDeS.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 31/01/12, O Zohar