Textos com a Tag 'Grupo'

Nós Devemos Levar A Luz Às Nossas Famílias?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós, os homens, entendemos como interagir no grupo e a que aspirar. A questão é como nós levamos para casa, para nossas famílias, a Luz que atraímos?

Resposta: Livre sua esposa de seu sofrimento. Eu entendo que você quer rapidamente contar todas as coisas boas que você aprende. Faça uma pausa. Estou falando sério, não faça isso. Todas essas coisas só podem ser realizadas em grupo, e não fora dele.
Da Convenção de Vilnius 25/03/12, Workshop 4

Um Em Vez De Bilhões

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que uma pessoa deve fazer para se anular? Como isso pode ser implementado de forma prática no grupo?

Resposta: É por isso que deve haver um em vez de dez. Em vez de milhões ou bilhões, deve haver um. Isto significa que devemos nos sentir como um. Se você não consegue se anular diante dos amigos, você não será capaz de avançar, e permitir que a Luz seja revelada. A primeira restrição (Tzimtzum Aleph) é a condição segundo a qual tudo funciona. Depois, vem a próxima parte, a próxima etapa.

Pergunta: O que devo fazer para me anular? No que devo pensar?

Resposta: Você deve pensar que quer que os amigos alcancem tudo, e esta é a única coisa que faz você feliz. Como é que uma mãe pensa em seu filho? “Eu quero que ele tenha tudo. Não importa o que será de mim, o que importa é que ele fique bem”.

Da Convenção de Vilnius 24/03/12, Workshop 2

Nós Exigimos Arvut (Garantia Mútua)!

Dr. Michael LaitmanO Criador não é alcançado sem o grupo. Por outro lado, o grupo sem o Criador não é um grupo, mas “o trono dos escarnecedores”. Portanto, eu, o grupo e o Criador compomos um todo. Isto é o que se entende por “Israel, a Torá e o Criador são Um”.

A Torá é a força que nos solda num grupo, se quisermos nos unir a despeito da força de repulsão. Assim, a Entrega da Torá e a garantia mútua estão conectadas. Depois de tudo, a garantia mútua por si só é impossível. Nós não a implementamos, mas exigimos que ela seja implementada. Isso é chamado de “o milagre do êxodo do Egito”. Nós só participamos dela, e as alterações não são realizadas por nossa força, mas apenas de acordo com nosso desejo.

O nosso trabalho é querer muito, tanto quanto pudermos, e, assim, a resposta virá. Ao mesmo tempo, nós já estamos fazendo o “bezerro de ouro”, como no tempo da Entrega da Torá. Isso acontece, mas nós não esquecemos de gritar! Nós temos que estar preparados e exigir o máximo, tanto quanto pudermos. Exigir e não pensar sobre o que vai acontecer depois. Uma exigência geral é necessária aqui. Então, vamos receber o poder da união, e se o nosso egoísmo surge no momento seguinte, visto que o sistema é programado, não é problema nosso.

O nosso problema coletivo é exigir a correção do egoísmo que recebemos agora, só isso, e nada mais. A pessoa é avaliada de acordo com as circunstâncias atuais. Nós devemos apenas sentir o que é necessário, tanto quanto pudermos, na nossa prontidão para atacar.

Da Convenção de Vilnius 24/03/12, Workshop 2

“Escuridão Econômica Aprofunda Crise Política Na Europa”

Dr. Michael LaitmanOpinião (Marcus Walker e Charles Forelle, do The Wall Street Journal): “Em toda a Europa, muitos eleitores, políticos e investidores estão se preocupando com a fraqueza econômica e o alto endividamento, buscando o equilíbrio entre o crescimento e a disciplina fiscal. A divisão está crescendo entre um campo liderado pela Alemanha, que argumenta que não há alternativa à austeridade para todos, e os críticos que dizem que a estratégia é empurrar a zona euro numa espiral descendente”.

Meu comentário: Isto porque a integração deve ser completa; não há meia independência, virgindade ou amor! A falta de preparo da sociedade na forma da educação integral será manifestada com mais força até que esta seja executada ou até que fujam. Só que é terrível imaginar isso, porque isso não ocorreria de uma maneira agradável!

Nós Somos Necessários Para O Mundo

Dr. Michael LaitmanAtualmente, o grupo não pode estar fechado em si mesmo; ele não pode evitar levar o método às massas. Ele deixaria de ser um grupo e não seria a sabedoria da Cabalá.

O isolamento não pode ser considerado; caso contrário, nós simplesmente não sobreviveremos. Pelo contrário, a cada dia, o mundo está exigindo cada vez mais de nós.

Ele agora está começando a entender do que depende o seu bom futuro, como ser resgatado da crise ou adoçá-la um pouco. Até agora, há investigações, mas já está se tornando claro que uma nova direção deve ser tomada para avançar o homem, e não é ciência ou tecnologia.

A principal coisa é o mundo interior das pessoas e o respeito mútuo entre elas. Enquanto a humanidade compreende isto, descobre a sua impotência.

Da mesma forma conosco, nós estamos investindo grande esforço no caminho espiritual, e não vemos resultados. Entretanto, não temos outra escolha. Devemos mudar a nós mesmos.

Os especialistas externos também entendem isso, mas aqui surge a questão: “Como podemos fazer isso?”. Mesmo nós aceitamos com grande dificuldade o pensamento de que a Luz que Reforma é o único meio.

Às vezes, só depois de dez anos que a pessoa entende que é especificamente esta Luz que devemos colocar em primeiro lugar. Acontece que meus esforços devem ser direcionados para isso, a fim de despertar a Luz, e ela irá executar a tarefa.

Na verdade, o mundo atual está num estado semelhante, onde muitos procuram. Eles estão procurando maneiras onde seja possível mudar uma pessoa. No final, eles vão ver que é só através da educação integral que nós, o movimento Arvut (Garantia Mútua), recomendamos.

O mundo vai descobrir isso. Eles não têm outra escolha. Portanto, o mundo realmente precisa de nós. Entretanto, precisamos disseminar este conhecimento e sistema para as pessoas o máximo possível, de modo que será mais fácil para elas acelerar o tempo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/04/12, Escritos do Rabash

O Grupo Que Adotou O Meu Coração

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos corrigir a situação quando o coração não concorda com as boas intenções que eu entendo na minha mente?

Resposta: Nós não somos os donos do coração, o ambiente controla-o. Se eu quiser pensar em algo sério e sublime, eu levo um livro ou assisto a um filme, ou falo para mim mesmo. Mas se eu quiser mudar o desejo em meu coração, eu preciso de influência externa.

Tudo depende de como eu organizo minha vida. Você tem que considerar a vida comum como um teatro, isto é, dar-lhe apenas a importância que for necessária. Eu tenho que trabalhar e levar uma vida normal como todo mundo. No entanto, eu não vou tratá-la como minha vida real, mas sim como uma peça de teatro, em que há actores que interpretam o seu papel como foi determinado pelo Criador e que nem sequer estão cientes disso.

A única coisa que pode realmente me influenciar é o grupo. Em toda a realidade há  apenas este instrumento, que eu posso influenciar e que pode me influenciar. Eu posso me preparar para ter uma percepção mais sensível de sua influência e depois vou buscá-la.

Assim, todo o meu trabalho se concentra apenas dentro do grupo. Não há outra maneira de mudar o coração de uma pessoa. Às vezes, as pessoas pensam que é possível estudar e disseminar mais para o avanço. Mas o estudo não é nenhum substituto para o grupo. O avanço de uma pessoa só é possível através do grupo.

O grupo pode ser muito grande ou muito pequeno, ou mesmo virtual e não físico. Mas, em todo caso, eu tenho que estar próximo de pessoas que sejam como eu, em relação as quais eu posso praticamente anular-me, dar-lhes presentes, respeitá-las e vê-las como as maiores de nossa geração. Eu tenho que agir diante delas vendo a mim mesmo como um zero total, como a poeira sob seus pés. Depois, através do grupo a Luz vai me influenciar, porque eu me anulo. Esta é a anulação real e não certa imaginação, como em relação ao Criador, diante de quem todos estão prontos para baixar suas cabeças. 

Então, eu vou ver até que ponto essas acções são eficientes e como poderiam ter me ajudado se eu as tivesse conhecido há muitos anos. Eu não entendo por que não havia ouvido falar sobre isso até agora. Afinal, é tão simples. Na verdade, eu ouvi, mas não quis executá-lo. Demora muito tempo até que a pessoa finalmente ouça e comece a fazer alguma coisa.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/04/12, O Zohar

Como Superar o Medo

Pergunta: Quando eu saio do grupo, bons sentimentos permanecem na minha memória. No entanto, quando eu retorno a ele, um certo temor aparece dentro de mim que me obriga a esclarecer do que eu tenho medo.

Resposta: Você não está suficientemente ligado ao grupo. Você não tem nada a temer se você é pequeno entre eles. Se você ainda está com medo, você precisa tornar-se ainda menor, até o ponto de um feto dentro do ventre de uma mãe. Então, você não terá nada a temer.

O problema todo é que você está tentando proteger-se e medos aparecem junto com todos os tipos de dúvidas, preocupações, e assim por diante. Para a extensão desses medos, dúvidas e preocupações, você precisa entender que eles são dadas a você para que você se torne mais profundamente integrado ao grupo. Em seguida, esses medos, dúvidas e preocupações desaparecerão. Anulando-se diante do grupo, você vai encontrar-se dentro dele sob a sua protecção. O grupo torna-se um útero para você, como algo grande no qual você existe.

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Devemos Encontrar A Saída

Dr. Michael LaitmanEmbora o método de união no grupo, e a conquista da realidade superior através dele, tenham existido durante mais de 5000 anos, isso nunca foi descrito em nenhuma das fontes. As pessoas não tinham esta necessidade uma vez que o nosso ego não se tinha desenvolvido o suficiente para que exigíssemos a mudança dentro de nós e no mundo. O egoísmo tem de descobrir sua insolvência por si próprio; tem de perceber que atingiu um beco sem saída no seu desenvolvimento, quando nós juntos, globalmente, no planeta inteiro, começamos a sentir que é impossível continuar esta vida.

Apesar do facto de que muitas pessoas e sociedades acreditam que ainda temos um futuro ao qual aspirar e algo para conquistar no nosso desenvolvimento, ninguém pensa sobre isto de forma séria. Enquanto isso, o movimento continua por inércia. Os governos e economistas estão perdidos, mas continuam a insistir que tudo acabará em breve e a vida será normal novamente. Mas, na verdade, todos sabem que não há saída.

Precisamos encontrar esta saída, realizá-la, e tornar-nos um exemplo para todos. Uma vez que hoje em dia existe tal necessidade, o método está a ser igualmente revelado, o qual fora, no passado, transferido de professor para aluno, através de uma cadeia de indivíduos independentes em cada geração até aos nossos tempos. Por isso, o meu professor foi o primeiro na história a escrever sobre o grupo nos seus artigos. Ninguém jamais tinha escrito sobre o trabalho em grupo antes dele. É possível encontrar apenas algumas frases e secções nas fontes antigas de 300, 500 ou mesmo 1000 anos atrás, mas elas são apenas pequenos comentários e nada mais.

O meu professor (Rabash) foi quem primeiro descreveu o trabalho sistemático no grupo, esclarecendo como nos conectar entre nós de forma a criar um órgão sensorial para sentir o estado superior. Tudo começou a partir dessa famosa folha de prata do pacote de cigarros onde ele escreveu o primeiro artigo que começa com as palavras: “Reunimo-nos aqui para estabelecer uma sociedade para todos os que desejam seguir o caminho e método do Baal HaSulam, o caminho pelo qual subir os degraus do homem e não permanecer como um animal…”. E é isto o que nós fazemos.

Da Convenção de Vilnius 23/2/12, Lição 2

Dissolver-Se No Grupo

Dr. Michael LaitmanTodos os nossos vários anos de estudo (temos pessoas que já estudam por 10-15 anos) são destinados apenas a fazer você alcançar o estado onde começa a trabalhar no grupo, à medida que você percebe que não há mais nada além dele. E tudo o que você fez ao longo de muitos anos foi destinado apenas para finalmente fazer você entender que a única coisa que pode mudá-lo e revelar-lhe que o que você quer está bem na sua frente, mesmo que este seja o último passo.

Normalmente, nós levamos muito tempo para chegar lá, para convencer a nós mesmos; de alguma forma, nós tentamos nos esquivar disso, tentando ir para algum outro lugar. Nós estudamos a Cabalá, fazemos qualquer coisa que precisamos fazer no que diz respeito à disseminação, tudo mesmo, só para evitar o trabalho no grupo.

E mesmo quando já entendemos que não há outra solução, ainda, no último momento, fugimos encontrando razões para não participar deste processo. Nós não nos permitimos fechar os olhos, joguar-nos dentro do grupo, como na água, e desaparecer completamente nele. Passa-se muito mais tempo, meses, algumas vezes anos, até que a pessoa finalmente entra no grupo.

Mas nós podemos encurtar este tempo com o nosso esforço conjunto, e vamos tentar fazê-lo.

O período de tempo que a pessoa estuda não importa, nem seu conhecimento, se ela é inteligente ou não, forte ou fraca, persistente, estável ou preguiçosa. Quando você entra no grupo e participa de sua força comum, você “desaparece” nele, se dissolve nas qualidades comuns de seus amigos, a tal ponto que adquire a integração de todas as suas habilidades, e todos elas se tornam suas.

Não precisa vir com desculpas, tais como eu ainda sou jovem, não estou pronto para isso, talvez depois de algum tempo, na próxima convenção. Agora! Não deve haver outro pensamento! Não há mais nada além deste lugar e desta ação que devemos tomar.

E a ação é muito simples: tente realizar a chamada Primeira Restrição (Tzimtzum Aleph), suba tanto quanto possível acima do seu egoísmo, sem levar em conta quaisquer das suas persuasões, razões, truques e peculiaridades. Nós devemos entender que isto aponta para as falhas em nossa aspiração, em nossa intenção.

Quando a minha intenção e aspiração não são fortes o suficiente, vou sentir que algo me distrai. E cada perturbação aponta para o que eu preciso adicionar a minha intenção de para dirigi-la de forma séria e torná-la forte o suficiente no seu tamanho e vetor. Em outras palavras, eu preciso ir direto ao objetivo e ter força suficiente para dirigir-me a ele.

É por isso que nós percebemos os distúrbios como um presente. Nós nunca nos ressentimos deles, nunca ficamos com raiva de nós mesmos; pelo contrário, cada vez que eles aparecem, nós subimos acima deles e nos esforçamos ainda mais, nos tornando mais próximos dos outros.

A principal coisa é ter paciência para com os nossos amigos, como somos pacientes com as crianças pequenas, com nosso filho favorito. Não há nada que possamos fazer sobre isso; isso também é o nosso egoísmo, que não nos permite nos conectar com os outros e nos mostra onde devemos nos aproximar e nos posicionar.

Da Convenção de Vilnius 23/03/12, Lição 2

Três Níveis Num Grupo

Dr. Michael LaitmanNós geralmente estamos em um dos três níveis em relação aos nossos amigos:

1. Quando o amigo e o grupo são maiores do que nós; em outras palavras, nós consideramos nossos amigos e o grupo superiores a nós, a fim de sentirmos a sua grandeza;
2. Quando os amigos e o grupo estão abaixo de nós;
3. Quando eles são iguais a nós.

Quando eu os considero como maiores do que eu, eu me coloco num estado em que sou capaz de aprender com eles, receber deles o que eles têm, como alguém pequeno que aprende com aqueles maiores do que ele. Eles são capazes de me influenciar. Eu recebo a sua energia, força e entusiasmo.

Se eu os percebo como sendo menores do que eu, então eu sou capaz de dar a eles como alguém que é grande dá ao pequeno.

De qualquer forma, eu tenho certo tipo de comunicação com eles, quando eu recebo a grandeza do seu objetivo, ou quando a inflamo neles introduzindo meu poder, meu investimento na grandeza da meta, na grandeza da união. Tudo isso é para atingir um estado de equivalência com eles. Então, seremos realmente amigos.

Quando eles estão acima de mim, eles são o meu professor. Quando eles estão abaixo de mim, eles são os alunos. Somente quando somos iguais é que somos amigos. É assim que sintonizamos nossos pensamentos em relação ao grupo. Eu sempre vejo: onde eu posso acrescentar, o que eu posso receber e onde eu posso me tornar completamente igual a eles.

A comparação deve ser sempre a meta. E o estado de estar abaixo ou acima deles é o estado quando eu me ajusto em relação a eles.

Da Convenção de Vilnius 23/03/12, Lição 2