Textos na Categoria 'Lição Diária de Cabalá'

Um Mensageiro Do Criador

961.2Hoje comemoramos o dia em memória do meu professor Rav Baruch Ashlag (Rabash). Milhares de Cabalistas viveram antes dele e milhões de pessoas que sonhavam em revelar a espiritualidade.

Mas agora todo esse trabalho está voltado a nós e devemos tentar chegar à forma da chamada última geração para alcançarmos o nível espiritual pela fé acima da razão, a primeira associação com o mundo espiritual, com suas forças e possibilidades.

Toda a humanidade está começando a sentir sua dependência mútua, tanto no bom quanto no mau sentido, tanto sua dependência de grupos terroristas famintos por guerra quanto de pessoas que se esforçam em se unir.

Todos nós fazemos parte da humanidade e estamos cada vez mais conscientes de nossa conexão uns com os outros. Até agora, essa dependência se expressa de formas desagradáveis, como a pandemia, por exemplo. Mas, por outro lado, estamos avançando cada vez mais porque vemos que nossa conexão vem de cima como condição necessária para seguir em frente.

Dois grandes Cabalistas: Baal HaSulam e seu filho mais velho, Rabash, criaram um método projetado para a última geração, para nós. Portanto, somos extremamente gratos a esses dois Cabalistas e ao Criador que os enviou até nós. Rabash escreve que se um grupo de pessoas unidas por um objetivo comum se reúne pronto para anular interesses pessoais em prol da conexão, tal grupo é capaz de alcançar o objetivo sublime mesmo aqui neste mundo.

Quanto mais uma pessoa valoriza o grupo, o professor e o Criador, mais ela se aproxima da força de doação e alcança a fé acima da razão. Há um princípio fundamental que opera aqui chamado “A Torá, o Criador e Israel são um”. Uma pessoa busca se juntar à dezena, que ela organiza para que se torne um lugar para a revelação do Criador.

Devemos atuar neste mundo como mensageiros do Criador, cumprindo o desejo do alto e ajudando a realizá-lo na humanidade. Afinal, não existe tal conexão entre o Criador e a humanidade que permita às pessoas sentir a intenção do Criador. Portanto, precisamos implementar esta conexão, para subir ao nível espiritual de fé acima da razão, e ao mesmo tempo estar dentro da razão, isto é, servir como uma transição entre o Criador, a força de Bina e Malchut para toda a humanidade.

Desta forma, seremos capazes de transferir todas as nossas forças e intenções à humanidade, que se juntará a nós e se elevará conosco como uma força de apoio, o AHAP do nível espiritual.

Claro, não há nada de novo sob a lua, e o conceito de fé acima da razão era conhecido pelos Cabalistas mesmo antes do Rabash. Mas não foi esclarecido e explicado em detalhes como o Baal HaSulam e o Rabash fizeram ao trazer essa técnica para a implementação prática entre as massas.

O Rabash explicou o método do Baal HaSulam em detalhes e o expandiu em seus artigos. Na verdade, ele percorreu todo o caminho espiritual que uma pessoa deve percorrer e o explicou minuciosamente. Todos os seus artigos são como um romance fascinante que explica o desenvolvimento espiritual de uma pessoa e sua ascensão do nível animado ao humano.

Nós nem mesmo entendemos a profundidade infinita que os artigos do Rabash escondem. Somente quando subirmos a escada espiritual para a correção final, seremos capazes de avaliar como esse homem preparou todo o caminho para nós e que graus supremos ele descreve em seus artigos.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/09/21, ”Dia em Memória do Rabash”

Ajude-nos A Nos Tornarmos Novas Pessoas!

239Todos os feriados simbolizam estados especiais na elevação espiritual de uma pessoa. Se trabalharmos como devemos, ano após ano, dia após dia, subiremos a escada espiritual mais e mais até alcançarmos a adesão completa com o Criador.

A ascensão acima do egoísmo é chamada de Pessach, a saída do Egito e a aquisição da força de doação é chamada de feriado de Shavuot.

Então a pessoa se julga e vê que não é capaz de dar, o que se chama 9 de Av. Então ela decide começar toda a sua vida de novo com uma nova relação com o Criador, que é chamada de Ano Novo, Rosh Hashaná.

E o mais importante é fazer um cálculo correto de como entrar nesse novo período, nesse novo tempo. Muitas vezes em sua vida, a pessoa quis mudar sua vida e, como se, começasse tudo de novo. Esse é um sinal do Dia do Juízo, Yom Kippur, um dos dias que a pessoa deve passar para alcançar a equivalência com o Criador.

Yom Kippur vem da palavra “expiação” (Kapara); é quando uma pessoa pede perdão ao Criador. Afinal, ela se testou e viu que muitas vezes teve a oportunidade de se corrigir e alcançar a adesão ao Criador, mas negligenciou isso e não conseguiu superar seu egoísmo.

Um mês antes do Yom Kippur, a pessoa começa a se controlar e vê que tem desejos egoístas de obter prazer para si mesma e não quer usá-los para se corrigir e se aproximar do Criador. E por isso pede perdão, percebe-se que naquele momento não teve força e oportunidade de superar seu orgulho e pedir ajuda. Afinal, toda a nossa correção consiste em pedir ao Criador o poder de correção.

Acontece que todo o nosso crime é que não pedimos ajuda e devemos pedir perdão por isso. “Lamento não ter pedido”, o que significa pedir ao Criador que nos perdoe por não nos voltarmos a Ele com um pedido para nos corrigir.

O Criador criou o egoísmo, mas o homem deve perceber que o egoísmo é o único mal que existe nele. Através do prisma deste mal, olhamos para o mundo inteiro e, portanto, o mundo inteiro parece ruim para nós. E de acordo com isso, nos relacionamos com o Criador porque toda essa imagem estragada do mundo supostamente vem Dele. Acontece que culpamos o Criador por tornar a nós e a este mundo tão maus.

Nesse momento, a pessoa não percebe que o Criador lhe deu o egoísmo e a capacidade de olhar através dele para o mundo inteiro, a fim de pedir ao Criador para corrigir este egoísmo e substituir a natureza má por uma boa.

Esse é o trabalho da pessoa. A única coisa que precisamos fazer é conhecer o mal contido em nós e perceber que o Criador o deu intencionalmente para que nos voltássemos a Ele e pedíssemos a Ele para substituir o egoísmo e a incapacidade de fazer boas ações, para corrigir todo o mal em bem.

Afinal, não existem forças boas em nós e não haverá se não as pedirmos ao Criador, e seremos capazes de sentir e ver o mundo inteiro através de um desejo bom. Então o mundo parecerá um verdadeiro paraíso para nós.

Portanto, todo o nosso trabalho é revelar nosso mal, a razão pela qual vemos o mal ao redor e dentro de nós, e nos voltarmos ao Criador para transformar esse mal em bem. Esse trabalho é feito pelo Criador e, portanto, é chamado de trabalho do Criador (Avodat Hashem). E o pedido para que o Criador faça isso é chamado de dia do arrependimento, Yom Kippur.

Acontece que esse não é um dia de luto, mas um dia de alegria porque julgamos a nós mesmos e vemos que, a fim de corrigir nossa condição, só precisamos pedir ao Criador para transformar o desejo mau com o qual Ele nos criou em um desejo bom.

Portanto, temos alguém a quem recorrer e o que pedir. E tudo depende apenas do nosso pedido. E todo o passado, quando éramos fracos e incapazes de fazer boas ações, éramos escravos confusos e insignificantes de nossa natureza que nos domina em tudo, tudo foi deliberadamente criado pelo Criador para nos mostrar nossa impotência e despertar em nós o desejo de libertar nós mesmos do nosso egoísmo e transformá-lo em doação.

Esse é o principal significado do Dia do Juízo, Yom Kippur, quando pedimos ao Criador que tire nosso desejo mau e egoísta e o transforme em um desejo bom e altruísta, em amor. Então subiremos de um buraco profundo até uma alta montanha.

Portanto, Yom Kippur é o dia mais significativo do ano, quando passamos todas as 24 horas pensando em como pedir perdão por nossas fraquezas, todo o mal que criamos em nosso egoísmo que foi dado pelo Criador. E já que decidimos que esse mal foi criado em nós pelo Criador, temos a oportunidade de nos voltar a Ele e pedir o poder do bem em vez desse mal. Como resultado desse pedido, ganharemos mais e mais forças do bem e nos elevaremos cada vez mais alto até o final da correção.

Acontece que cada um de nós e todos nós juntos devemos fazer esse trabalho não apenas uma vez por ano, em Yom Kippur, de acordo com o calendário, mas todos os dias e tanto quanto possível, devemos nos voltar ao Criador e pedir-Lhe para transformar nossa inclinação ao mal em uma inclinação ao bem. Na medida de nossa capacidade de nos voltarmos ao Criador e exigir essa correção, seremos capazes de nos tornar como Ele e alcançar a adesão e a perfeição com Ele, ou seja, o fim da correção.

É nisso que você precisa pensar e tentar implementar nas próximas vinte e quatro horas.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/09/21, “Yom Kippur – O Dia da Expiação”

Aprendendo Com Os Erros

41.01Nem sempre é possível para uma pessoa superar seu desejo egoísta e se elevar acima dele. Isso significa que sua inclinação para doar ainda é muito fraca em comparação com seu grande desejo de receber. Portanto, ela se sente desapontada por não poder receber os resultados de seu trabalho dentro do egoísmo.

De acordo com o programa da criação, sua alma já deve ter progredido para o desejo de doação e em vez de ser direcionada a si mesma para ser direcionada ao Criador. Portanto, é mostrado a ela que ela cometeu um erro em alguma parte do processo espiritual. Ela precisa verificar onde estava esse erro para ter sucesso na próxima vez. A próxima vez pode ser em alguns segundos ou minutos.

Se não vejo sucesso em meu caminho espiritual, ainda não estou pronto para isso, e agradeço ao Criador por me mostrar que ainda não sou capaz de progredir diretamente, mas apenas de erro em erro. Aprendemos assim na escola: primeiro escrevemos, depois trabalhamos os erros cometidos e aos poucos fomos progredindo.

O mesmo é verdade no avanço espiritual, até o final da correção, sempre revelamos nossos erros e avançamos sobre eles. Todo o nosso avanço se baseia no fato de revelarmos os erros e aprendermos com eles.

Está escrito: “Mil vezes os justos cairão e se levantarão novamente”. Somente como resultado da queda, revelamos nosso erro, o corrigimos e subimos para o próximo estado. No próximo estado, tentamos fazer algo, errar, cair, revelar a queda, o erro, o motivo do fracasso, corrigir nossa atitude e subir.

É assim que acontece todas as vezes, portanto está escrito: “Mil vezes os justos cairão e se levantarão novamente.” Não pense que você vai subir os altos degraus da escada espiritual como se estivesse em uma escada rolante. Sempre haverá uma queda primeiro para que você entenda por que caiu e se corrija.

Precisamente ao corrigir as quedas, estamos examinando os Reshimot. Como no mundo de Adam Kadmon, quando AB e SAG nascem de Galgalta.

Por que o Partzuf se desenvolve? Porque sente sua fraqueza e incapacidade de receber luz. Portanto, é impossível avançar sem cair. É a queda que revela um desejo de receber mais profundo escondido em uma pessoa, qualidades mais sutis e profundas, e ajuda a avançar.

É o mesmo em qualquer profissão: primeiro, revelamos os problemas e deles chegamos à quebra e à correção. Não há escolha, os seres criados podem alcançar o perfeito apenas a partir do imperfeito. Quanto mais avançamos, mais imperfeições vemos no Criador e, ao mesmo tempo, descobrimos que isso é exatamente o que é a perfeição se olharmos para ela com olhos corrigidos.

De KabTV, Lição Diária de Cabalá, 11/09/21, “Fé Aacima da Razão”

Quem É Como O Criador

585.01Zohar para Todos, Lech Lecha, item 102: Naquela época, o grande sacerdote, Michael, pega o Ruach e o oferece como uma oferenda de sabor doce perante o Criador, ZA. Ele fica lá em ZA de Atzilut e é refinado naquele feixe de vida, no qual está escrito: “Nem os olhos viram um Deus além de Ti”.

Depois, ele desce de lá para o Jardim do Éden na terra e é refinado com todos os tipos de refinamentos, veste aquela vestimenta do ar do Jardim do Éden mais uma vez, e se senta lá agora em uma coroa que é duas vezes maior como o que era antes de sua subida à ZON de Atzilut.

A subida é realizada por uma força especial que atua da mesma forma que, por exemplo, um ímã, vento ou a força da gravidade atuam em nosso mundo.

Assim como existem quatro graus no mundo corporal: inanimado, vegetativo, animado e humano, também nos mundos espirituais de Assia, Yetzira, Beria e Atzilut existem quatro forças diferentes que realizam a subida.

Essas forças são chamadas de anjos Michael, Gabriel, Uriel e Rafael, e elevam uma pessoa nos níveis dos mundos espirituais. Em princípio, cada mundo tem sua própria força. No entanto, todas trabalham juntos em cada um dos mundos, apesar do fato de que um deles é o líder lá.

A primeira força que eleva uma pessoa ao mundo superior é Michael, “Mi-kaEl” – “Quem é como o Criador.”

De KabTV, “O Poder do Livro do Zohar” # 18

Estados Que Levam Ao Nascimento Espiritual

537Pergunta: Quais são os três componentes: Nefesh, Ruach, Neshama?

Resposta: Eles são os três estágios de desenvolvimento espiritual quando ascendemos do nosso mundo, do nosso estado atual de busca, escuridão, incompreensão, confusão, desapego e vazio que a humanidade está experimentando hoje. Agora, quase todo mundo passa por estados que nos levam ao nascimento espiritual.

É um sentimento de fim, um sentimento de limitação, uma falta de perspectiva, um desejo de algo se desenvolver porque estamos decepcionados com nosso desenvolvimento, pois ele nos traz apenas decepções contínuas e um vazio ainda maior.

Todos esses estados são muito úteis e representam exatamente aquelas forças pelas quais nos elevamos de nosso mundo ao primeiro mundo espiritual, o mundo de Assia, e entramos no desenvolvimento intrauterino real e começamos a sentir em certa medida a presença do superior.

Começamos a sentir que estamos dentro de uma natureza global, que é um único organismo que afeta toda a humanidade, o mundo inteiro e até algo mais – algum tipo de pensamento, plano, começo, fim, objetivo e processo dentro do qual nós existimos.

Conseguir isso é atingir o nível de Nefesh e o mundo de Assia.

De KabTV, “O Poder do Livro do Zohar” # 19

A Caverna Dos Antepassados E Suas Propriedades

923Zohar para Todos, Lech Lecha, Item 104: Quando o Ruach sai deste mundo e entra na caverna de Adam haRishon e os patriarcas, eles lhe dão lá uma carta como um sinal, e ele vai para o Jardim do Éden. Quando ele se aproxima, ele encontra o Querubim lá e aquela espada flamejante que gira em todos os sentidos. Se ele for recompensado, eles veem a carta que é o sinal, abrem o portão para ele e ele entra. Se não, eles o repelem para fora.

Do ponto de vista espiritual, uma caverna é um lugar onde uma pessoa passa nove meses de desenvolvimento intrauterino e aí vive. Em outras palavras, uma caverna é o nível inanimado do habitat ao seu redor. Inicialmente, as pessoas viviam em cavernas porque o microclima de uma caverna é o melhor para o homem. As pessoas sabiam escolher um lugar favorável para morar.

Uma caverna tem propriedades especiais; estamos cercados pelo poder da Terra por todos os lados. Não sentimos isso porque hoje vivemos em prédios altos, em andares acima do solo. E de acordo com a Cabalá, a pessoa não deve ficar muito longe disso.

É claro que, em nosso tempo, tudo isso realmente não importa mais. Devemos usar outras forças.

Quando uma pessoa atinge o estado de entrar na caverna dos antepassados ​​onde Abraão, Isaque e Jacó estão localizados, as três linhas, ela encontra essas propriedades básicas da raiz de sua alma. Adam HaRishon, de quem essas três propriedades espirituais vêm, também está lá.

Esta caverna também é chamada de Machpelah, que significa caverna dupla, ou seja, a união de Bina e Malchut.

Não é apenas uma caverna. Podemos dizer que há outra nela: Malchut e Bina em Malchut, ou Bina e Malchut em Bina. Ou seja, das duas propriedades de Bina e Malchut, quatro propriedades são obtidas: Malchut, Bina, Bina em Malchut e Malchut em Bina.

Estas são as quatro propriedades chamadas pelo nome do Criador: Yod-Hey-Vav-Hey ou HaVaYaH. Quando a pessoa as descobre em si mesma e as molda corretamente, passa a perceber quem a criou e quem a dirige.

As quatro letras dão a ela a primeira qualidade espiritual na qual ela ascende e se torna cada vez mais semelhante ao Criador. Assim, ela chega aos portões do Jardim do Éden. Se ela se prepara corretamente, os anjos, isto é, as forças, que agora deveriam revelar nela o estado chamado Jardim do Éden, agem sobre ela.

E se ela não estiver preparada, apesar do fato de ter recebido todos os ingredientes abaixo: tanto o encontro dos antepassados ​​quanto a chamada carta (Igeret, Mikhtav), ela não atinge o nível do Jardim do Éden, ele não pode revelar essa propriedade em si mesma, e deve descer e começar sua subida novamente.

De KabTV, “O Poder do Livro do Zohar” # 19

Abrir O Livro Da Vida

281.01Zohar para Todos, Lech Lecha, Item 105: Também está escrito que quando Ruach sai deste mundo e entra na caverna de Adam haRishon e os patriarcas, eles lhe dão uma carta como sinal, já que a dura Klipa, a sepultura, não governa Ruach, mas requer mitigação de Bina mais uma vez. Consequentemente, ele entra na Caverna de Machpelah, o local de mitigação das duas letras Hey juntas, que são Malchut e Bina. Essa mitigação é chamada de “caderno”, que é uma carta dobrada, como o feto no útero de sua mãe, que é dobrada como um caderno, com a cabeça apoiada nos joelhos, indicando a subida de NHY para HGT, três em três.

Quando NHY é incluído em HGT, o bebê não tem o conceito de acima e abaixo: as partes inferior e superior de seu corpo são dobradas juntas. Estar dentro da mãe em um estado dobrado, ele é como uma “mensagem”. Isso significa que dentro desse estado está todo o registro de suas informações espirituais, tudo o que mais tarde se desenvolverá a partir dele.

E quando ele sai, ele se abre como se abrisse uma carta e, como resultado, ele começa a ler seu DNA, seu gene espiritual: tudo o que o Criador escreveu nele.

De acordo com essa mensagem, a pessoa começa a se desenvolver, lendo aos poucos todo o seu destino ao longo das linhas, passando-o na realidade. É por isso que se chama que uma pessoa representa uma “mensagem” ou um “livro”.

Pergunta: O que significa estado dobrado?

Resposta: O fato é que ele deve ser dobrado porque a princípio é apenas um ponto, não há realizações, nenhuma sensação nele ainda, ele ainda não se desdobrou diante de si mesmo, ainda não começou a ler.

É como um livro que, ao abri-lo, começa a entender do que se trata. Antes disso, o livro do seu destino e da sua vida está fechado porque você está no estado de “dentro do útero”, no escuro.

Assim, uma pessoa recebe uma “mensagem” do grau anterior enquanto em nosso mundo ela não se sentia de forma alguma e não sabia sobre o ponto no coração, sobre o livro, ou sobre esta mensagem. Este é o “livro do destino”.

De KabTV, “O Poder do Livro do Zohar” # 19

Como Derrotar Seu Inimigo Principal?

709Sabedoria dos nativos americanos: torne-me forte, não para superar meu irmão, mas para derrotar meu maior inimigo: eu mesmo.

Está correto. Essas são pessoas que foram criadas com a ideologia da natureza.

Eu conheci verdadeiros nativos americanos que vivem nas montanhas. Eles se sentem relacionados um com o outro, como parte da natureza e cada um como parte dos outros. Eles não têm um egoísmo tão grande como os europeus, especialmente como nós. Se alguém tem algo, ele oferece tudo aos demais. Sem nenhum pensamento. Simples assim, porque somos nós. Esses somos nós.

Pergunta: Diga-me, por favor, precisamos de décadas ou séculos para ter essa ideia?

Resposta: Acho que milênios.

Pergunta: Mas, em princípio, se tivermos essa ideia, faremos algum tipo de revolução?

Resposta: Faremos uma revolução em nós mesmos quando começarmos a pensar em nós e não em mim. Basta substituir eu por nós em uma escala mundial e pronto. Nada mais é necessário. Com isso, você muda tudo. Tudo! Sua sensação e percepção do mundo.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 15/07/21

Aniversário Do Homem

742.03O desejo de receber não desaparece e não se extingue em nós, mas gradualmente aprendemos a usá-lo para doar. A qualidade de recepção, que é chamada de Malchut, permanece em nós, e a qualidade de doação, a qualidade de Bina, é revestida nela. Portanto, tornamo-nos semelhantes ao Criador e somos chamados de homem, Adão, isto é, semelhantes (Edome em hebraico) à força superior.

Desta forma, a pessoa pode avançar tornando-se cada vez mais parecida com o Criador. Isso significa que ela sobe os graus de equivalência de forma com a força superior. Ela quer preferir o governo do Criador ao governo da criação, preferir o desejo de doar ao desejo de receber. Então ela sobe desse mundo, onde a qualidade de Malchut reina, para o mundo superior, onde a qualidade de Bina governa.

Ainda não entendemos o que significa “fé acima da razão”, isto é, o governo de Bina sobre Malchut. Estas parecem ser palavras vazias para nós até que façamos essa transição de Malchut para Bina. Malchut permanece, mas se esconde dentro de Bina, e Bina envolve Malchut e lhe dá forma, isto é, determina seu comportamento, controlando Malchut.

E Malchut apoia Bina; quanto mais Malchut cresce, mais alto ela eleva Bina. Portanto, o Criador diz às criaturas: “Vocês Me fizeram”.

Dentro do nosso egoísmo, o Criador está no grau mais baixo de todos os graus possíveis e, portanto, se esconde de nós. Mas quanto mais alto O elevamos acima do nível de Malchut, mais podemos revelá-Lo. Nós elevamos o Criador, Bina, para reinar sobre Malchut. É assim que superamos nosso egoísmo e estabelecemos o Criador como rei do mundo.

A partir do momento em que tomamos uma decisão interna de que Bina governará Malchut, que a fé governará a razão, o nível humano começa a se desenvolver em nós. E este marco do nosso desenvolvimento é chamado de “Rosh HaShanah” (ano novo). Declaramos que neste dia nasceu o primeiro homem, Adam HaRishon, um homem nasceu em nós, algo já semelhante ao Criador. A partir deste momento começa um novo período, o “ano novo”.

É por isso que este mundo foi criado: para que a pessoa eleve a qualidade de doação acima da qualidade de recepção, substituindo a força do egoísmo pela força de doação. E quanto mais alta a qualidade de Bina, mais alto nosso desejo de receber aumenta com ela, até que toda Malchut sobe a Bina e então a Keter. Isso completa todas as correções da criação preparadas para nós pelo Criador.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/09/21, “Fé Acima da Razão”

A Diferença Entre Corpos Físicos E Espirituais

546.02Pergunta: Parece-nos que o mundo espiritual é algo sutil, quase imperceptível. Os sentimentos que surgem no mundo espiritual entre os chamados conceitos feminino e masculino são mais fortes ou mais fracos do que no mundo material?

Resposta: É muito mais forte em magnitude. Bilhões de vezes!

Portanto, ao ler as fontes primárias, não devemos visualizar o que está escrito nelas nas imagens do nosso mundo. Na espiritualidade, tudo é totalmente inverso, pois visa a satisfação e o deleite dos outros. Existe uma compreensão completamente diferente dos conceitos feminino e masculino.

Em nosso mundo, por corpos físicos – inanimados, vegetativos e animados – queremos dizer um objeto que ocupa um certo volume, tem um certo peso e alguns parâmetros físicos.

No mundo espiritual, um corpo significa um objeto espiritual que tem parâmetros espirituais correspondentemente e, em particular, o desejo de receber prazer.

De KabTV, “O Poder do Livro do Zohar” # 18