Textos na Categoria 'Lição Diária de Cabalá'

Veja A Verdadeira Imagem Do Mundo

laitman_928Pergunta: Meus desejos também são um teste?

Resposta: Seus desejos são a base sobre a qual você constrói seu Kli (vaso) espiritual. Não há nada supérfluo, nada hostil no mundo.

Tente ver em tudo a propriedade do Criador, Sua preparação, Sua ajuda, ou seja, aquilo que é referido como ajuda contra você. Você descobrirá que todos os problemas externos e internos de uma pessoa são necessários apenas para reconhecer que tudo é feito pelo Criador.

Quando você começa a concordar que tudo vem do Criador, de repente você começa a sentir sua conexão com Ele através de todos esses problemas. Eu me sinto mal aqui, me sinto mal lá, mas também é diferente: o Criador faz tudo isso para que você se dirija a Ele.

Acontece que você já criou a imagem correta do nosso mundo e do mundo espiritual. Portanto, tente agir dessa maneira a cada momento, e você verá como tudo se manifestará em você: como a imagem do nosso mundo que obscurece a verdade começará a se dissolver. Você vai entender que tudo é uma farsa, um teatro que o Criador propositadamente retrata na sua frente, e que você tem que vê-Lo através de todos esses fantoches, como Ele age em você.

Da Lição Diária de Cabalá em Russo, 06/03/18

Hebraico: A Língua Para Perceber O Criador

Laitman_151O hebraico é muito mais adequado para expressar a ciência da Cabalá do que qualquer outra língua. Ele tem uma oferta maior de palavras adequadas que expressam com mais precisão um sentimento interior. Afinal, a língua hebraica surgiu da ciência da Cabalá. Esta ciência, sua abordagem, a aspiração em direção ao Criador, criou e formou a língua.

Portanto, o hebraico contém todos os símbolos para esclarecer o Criador. A forma das letras, a forma como são escritas, a gramática, tudo é adaptado apenas para explicar a essência do desejo em que o Criador pode ser percebido.

Não há outra língua que possa ser comparada com o hebraico na expressão da Cabalá. Outras linguagens não possuem tais propriedades.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá, 03/10/18, Lição sobre o Tema “A Sabedoria da Cabalá no Mundo Moderno – A Real Percepção da Realidade”

Hoshana Raba: Uma Oração Pela Salvação

laitman_284.07Hoshana é como um pedido de salvação. Uma pessoa pede ao Criador para salvá-la e, para atingir esse estado, ela deve passar por vários estágios. Quando uma pessoa vem estudar a sabedoria da Cabalá, a princípio não sabe o que está procurando. Gradualmente, como resultado de seus estudos, recebe novos valores na vida e, em seguida, começa a entender o que pedir, a quem pedir e do que quer ser salva. Ela tem que passar por um escrutínio interno bastante complicado, a fim de parar de pedir a resolução dos problemas de sua vida e a salvação de adversidades menores ou mais sérias.

Uma pessoa não entende a quem se dirigir: o que é essa força superior, o Criador, e outra natureza? Ela conhece apenas sua vida corpórea, este mundo. Alguém, ao contrário, imagina que o Criador o pune por erros e pede indulgência. Leva tempo para uma pessoa entender a quem pedir e para quê, e somente depois se desespera para entender sua vida e destino e abrir os céus com suas próprias forças.

Às vezes, uma nuvem escura desce sobre ela, e então, pelo contrário, tudo se torna claro, transparente, compreensível, agradável e leve, e então, novamente, um peso incrível cai sobre ela, um torpor na cabeça e no coração.

Nós suportamos muitos desses estados até decidirmos que somos totalmente controlados de cima porque somos criaturas que estão sob o controle do governo superior. A força geral governa cada um individualmente e todos juntos, fazendo conosco tudo o que quer. Uma pessoa se desespera para mudar alguma coisa, perdendo qualquer esperança de influenciar a força superior.

Demora muito tempo até ela finalmente acreditar nos Cabalistas de que podemos mudar nosso destino. No entanto, é impossível apelar para a força superior sozinha, porque ela ouve apenas um apelo perfeito, isto é, uma oração comum, de dez pessoas juntas. Além disso, talvez dez pessoas tenham se reunido, mas todas pedem algo para si mesmas. Como sabemos as aspirações ocultas do coração de alguém sobre as quais até mesmo a própria pessoa pode não saber?

No entanto, precisamos de um desejo para todas as dez pessoas, um coração comum, e então o Criador irá gradualmente realizar um ato de correção para que entendamos o que queremos, o que devemos querer e avançar para o estado “Eu sou para o meu amado, e meu amado é para mim.

Em essência, este é todo o nosso trabalho, a razão pela qual entramos no estado chamado “este mundo”, nesta completa ocultação e realidade imaginária como os Cabalistas explicam.

Nós nos imaginamos em algum mundo, na Terra, que é dividido em diferentes nações e existe no universo massivo. Tudo isso é uma ilusão. Na realidade, apenas o mundo superior existe. Porém, onde está isso? Afinal, não sentimos isso. Não temos esses órgãos de percepção, que podem sentir que a corporeidade é uma ilusão e a espiritualidade existe. Ainda precisamos chegar a isso para ver que nossa atual “realidade” é apenas uma tela escondendo a verdade e revelando este mundo verdadeiro em nossos novos sensores. Tudo isso depende da nossa correção.

Em vez de visão, audição, olfato, tato e paladar, revelaremos novos órgãos de percepção: Keter, Hochma, Bina, Zeir Anpin e Malchut. Elevando-nos acima de nosso desejo de receber na doação acima da recepção, na fé acima da razão, revelaremos a verdadeira realidade.

Nós nos sentiremos existindo em dois mundos simultaneamente: neste mundo, na realidade imaginária, e também na verdadeira realidade, no mundo espiritual. Um mundo é descrito nos desejos de receber e o segundo nos desejos de doar.

O caminho está aberto diante de nós. Não há dúvida de que estamos avançando e o Criador, todas as forças da natureza, nos lideram e nos acompanham, organizam, reúnem, protegem e nos filtram. É necessário acelerar sua influência sobre nós, porque Israel, isto é, as pessoas que procuram revelar o Criador, têm a força para acelerar o tempo. Se trabalharmos como um canal transitório entre o Criador e toda a humanidade, mereceremos o cuidado do Criador e aceleraremos nosso desenvolvimento.

A noite de Hoshana Raba é um pedido comum, grande e perfeito com todas as forças e com todas as correções necessárias. A Luz de Retorno vem até nós através da palha da Sucá e corrige o desejo de receber que é colocado sob a tela (Masach). É assim que juntos mereceremos nos tornar uma só união. O principal é não esquecer que o objetivo final é corrigir o mundo e trazê-lo ao Criador para que Ele desfrute Suas criaturas. Vamos tentar e ter sucesso. Amém.1

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá de 29/09/18, Lição sobre o tema “Hoshana Rabbah”

1 minuto 0:50

Com A Respiração Suspensa Ouvindo O Criador

laitman_283.01Precisamos entender, lembrar e viver o estado em que o Criador é o primeiro, e se nos voltarmos a Ele, este apelo também é organizado por Ele, o desejo veio Dele. Todos os nossos desejos são despertados por Ele e só precisamos sentir e ouvir atentamente com a respiração suspensa, para não perder nenhum movimento que Ele tenha feito em nossa mente e coração, para sentir como Ele trabalha em nossa mente e coração. O Criador trabalha em minha mente e coração porque Ele é o primeiro.

É necessário aumentar nossa sensibilidade de tal modo que eu possa constantemente me agarrar ao fato de que, mesmo antes de pensar ou sentir algo, esse pensamento veio do Criador como resultado de Seu trabalho. De repente, eu despertei porque Ele me despertou, e todos os pensamentos e desejos que sinto depois foram enviados pelo Criador.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/09/18, Lição sobre o Tema “Hoshana Rabbah

1 minuto 1:49:50

Como Reduzir O Sofrimento

laitman_294.2Rabash, “Amor dos Amigos” Artigo nº 6: O mais importante é sempre lembrar o propósito da criação, que é conhecido por “fazer o bem às Suas criações”. Assim, se Ele quer lhes dar deleite e prazer, por que estas três questões acima – fé, medo e “ama teu amigo”? Significa que eles precisam apenas qualificar seus vasos para receber o deleite e prazer que o Criador deseja dar às criaturas.

A matéria da criação é o desejo de desfrutar. É assim que o Criador nos criou. Todas as formas de desejo nos níveis inanimado, vegetativo, animal e humano só querem uma coisa: preencher-se para que sintam prazer.

O prazer é um conceito muito complexo. O que acontece no corpo quando ele está desfrutando?

Nós percebemos tudo como animais: “Eu sinto prazer!” O que é prazer? Onde se passa? Em quais células e sistemas internos? Você sente certo tipo de satisfação contra algum sentimento de carência? Um completa o outro?

Com base nisso, vemos que o prazer só pode ocorrer sempre que houver uma necessidade preliminar, e somente na medida de sua satisfação a pessoa pode sentir prazer.

Em princípio, o que o Criador deveria ter feito? Apenas uma coisa: Tendo desejado dar deleite e prazer ao ser criado, Ele precisava criar um desejo por esse prazer, ou um sentimento de deficiência. No entanto, o Criador fez o oposto: criou o mal, um menos (negativo), de modo que, depois, neutralizando e preenchendo esse menos com uma qualidade oposta, o ser criado sentiria o mais (positivo).

É por isso que está escrito “Eu criei o mal…” e isso é desconcertante para uma pessoa comum. O mal, no entanto, foi criado apenas para substituí-lo pelo bem. Isso significa que precisamos fazer algum trabalho aqui, certa manipulação de nós mesmos, ou da natureza, ou do Criador, para irmos do sentimento de mal para o sentimento de bem, do ódio para o amor.

Isso levanta muitas questões. Como eu poderia sentir todas as qualidades que são opostas ao Criador? Por que tenho que passar por todas as sensações terríveis que são piores que a morte? Se o Criador quer me dar uma realização perfeita e eterna, isso significa que eu tenho que sentir um estado oposto a isso?

A solução é a seguinte: eu não tenho que passar por estados terríveis, vazio que é “pior que a morte”, e assim por diante. Eu simplesmente preciso perceber que depois de sentir o menor sofrimento, eu posso imediatamente passar para o prazer. Mais precisamente, eu deveria sentir o sofrimento da ausência de prazer, e assim nunca sentirei o sofrimento em si.

É nessa direção que a sabedoria da Cabalá nos leva. Ela está nos chamando para lutar por conexão, bondade e amor, e é aí que eu começo a sentir que sou completamente oposto a isso. Entretanto, nesse ponto eu já estarei no campo positivo, no campo do Criador, em Sua metade.

É por isso que o contraste que sentirei quando aspirar a esclarecer o que Ele é e quem Ele é também será positivo, já que é uma indicação de que não sou como Ele. Precisamente nesse ponto, poderei exigir e pedir sem me afastar Dele. Ao tentar aderir à propriedade do Criador – doação e amor – eu sentirei como o meu “eu”, minha natureza, está me afastando Dele e ao mesmo tempo me apego imediatamente a Ele através do grupo.

Assim, eu não tenho que passar por estados terríveis, opostos, mas apenas por pequenas sensações desagradáveis, como um bebê que está sendo separado de sua mãe. Isso é suficiente para ele se agarrar a ela e estar sempre preocupado em se aproximar dela.

Esses pequenos estados alternantes pelos quais passamos são chamados de estágios de nosso desenvolvimento. Cada vez, enquanto buscamos o Criador através do grupo e constantemente pensamos em como incitar os amigos a Ele, eu sinto o quanto comparado a eles ainda não estou conseguindo isso, e dessa maneira me aproximo do Criador, adquiro suas propriedades.

Em outras palavras, não temos que passar por estados de escuridão, separação e estranhamento, que são opostos à adesão com o Criador. Trabalhando ao lado Dele, trabalhando através do grupo, é suficiente para nós sentirmos literalmente um pouquinho de separação Dele a cada vez, a fim de nos puxar para Ele e realizar nosso trabalho dessa maneira.

As ações do Criador sobre nós serão então sentidas como pequenos estímulos e calibrações, da mesma forma que uma mãe cutuca uma criança: “Isto é o que precisa ser feito, experimente”. Elas serão sentidas apenas desta maneira e não na verdadeira forma do enorme abismo negro que é “pior que a morte”.

De KabTV “A Última Geração” 22/03/18

Governança Genuína E Imaginária

laitman_290Nós vemos a realidade de dentro de nós mesmos, estando dentro do Criador, dentro da força superior, além da qual não há nada. Nós existimos em tal realidade, envoltos na casca do nosso egoísmo, através do qual vemos algumas outras formas e imagens ao invés do Criador: uma realidade imaginária, um mundo ilusório e evanescente.

Nós devemos tentar neutralizar essa tela obscura que nos confunde, representando que vemos um mundo grande dentro do qual há movimentos, ações, vida inanimada, vegetal e animal, pessoas.

Se a verdadeira percepção nos for revelada, veremos o verdadeiro governo: uma força agindo em todo o universo, boa que faz o bem. Além dela, encontramos um gerenciamento falso e externo, projetado para nos confundir. Afinal, quando nos esforçamos para tentar descobrir a verdadeira governança, vemos várias possibilidades para contornar esse engano e ver a verdade por trás dele, romper as barreiras que estão no caminho e descobrir que tudo isso é feito pela Criador, por uma única força boa, e nada mais.

Não apenas a força superior trabalha ao nosso redor, criando várias imagens, barreiras entre ela e nós, um mundo inteiro de ocultação. Ela também existe dentro de nós, moldando todos os nossos pensamentos, desejos e até mesmo o fato de que estou falando sobre ela agora, sem perceber que isso é orquestrado pelo Criador.

Nós precisamos imaginar, descobrir e começar a viver nesse sentimento até nos identificarmos completamente com o Criador. Todos os distúrbios devem ser percebidos como ajuda para vermos o Criador agindo na realidade: tanto dentro quanto fora de mim. “Eles ajudaram todos os seus amigos” é se encontrar dentro da força superior, tentar descobri-la a cada segundo e perceber que todos os nossos pensamentos, desejos e sensações não vêm de nenhuma outra fonte além do Criador.

O começo desta revelação é chamado de “embrião espiritual”. Uma pessoa se anula, descobrindo que tudo deriva de uma única fonte em que ela existe, como no útero de uma mãe. Nada mais existe.

Assim que alcançamos esse estado, os distúrbios aparecem imediatamente. Ao superá-los e relacionar tudo apenas ao Criador, começamos a avançar pelos “nove meses de gravidez”. É assim que continuamos até o final da correção. Ao longo de 6.000 anos, o desejo não corrigido tem despertado dentro de nós. Corrigindo-o, nós revelamos o Criador. No final, nós chegamos ao fim da correção, estabelecendo em todos os nossos sentidos que “não há outro além Dele”.1

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá, 05/10/18, Lição sobre o tema “Percepção de Uma Realidade, Uma Única Força” (Preparação para a Convenção)
1 minuto 5:45

Alma: Um Por Todos E Cada Um Tem O Seu

Laitman_177.13Pergunta: De que partes é composto um objeto espiritual chamado “uma alma”? Ele é permanente ou está sujeito a mudanças?

Resposta: A alma consiste em dez Sefirot. Ela muda constantemente dependendo do trabalho de uma pessoa em si mesma. Mas há sempre dez partes conectadas em um único sistema integral, e é tudo.

A alma é um por todos ou cada um tem o seu, assim como o nosso mundo é um por todos e cada um tem o seu. Mas o que percebemos em nosso egoísmo é chamado de “nosso mundo”, “este mundo” e o que percebemos na propriedade da doação e talvez até mesmo o amor, a saída do nosso egoísmo, é chamado de “mundo espiritual” ou “alma”.

Pergunta: A alma e o mundo superior são os mesmos?

Resposta: O sentimento do mundo superior é chamado de “alma” ou “dez Sefirot“. As dez Sefirot são o esqueleto da alma.

A palavra “Sefira” vem da palavra “luminoso” (Sapir). É um ponto que era egoísta e tornou-se doador, altruísta. Portanto, brilha.

Da Lição de Cabalá em Russo 10/06/18

Sefirot Brilhantes

laitman_275Uma Sefira é o desejo de receber prazer que se restringe e se abre para doar a um amigo, isto é, já tem uma tela e reflete a Luz, um cálculo de doação. Na medida em que doa a um amigo, ele é considerado radiante e, portanto, é chamado de Sefira. O desejo é dividido em dez Sefirot que querem brilhar, doar uma a outra e, assim, unir-se para doar ao Criador. Nesta medida, o Criador brilha sobre elas. Então, elas começam a brilhar e são chamados de dez Sefirot .

Podemos trabalhar com estas dez Sefirot em muitos níveis, desde que possamos superar nosso desejo e transformá-lo em radiação, uma fonte de Luz.

Obviamente, eu não posso ser a fonte da Luz, mas na medida em que quero doar, a Luz começa a aparecer em mim e me doa a força de doação. Assim, eu me torno o canal para conduzir a Luz superior aos outros. Todo mundo tem que se tornar um canal desse tipo, conectando o Criador com os outros. É assim que reconstruiremos o sistema quebrado de Adam HaRishon – uma alma comum da humanidade.

Nós pertencemos à última geração, que tem um enorme desejo de receber prazer e que é muito difícil de corrigir. Portanto, resistimos muito a essa correção e alongamos o tempo.

Por outro lado, esse é um processo tão difícil e longo, porque estamos realizando uma correção coletiva. Há muito tempo atrás, uma única pessoa ou um grupo pequeno era o suficiente para se aproximar do Criador, revelar a força superior e alcançar sua correção porque eles estavam se corrigindo. Hoje, no entanto, estamos no início do processo de correção coletiva e, portanto, temos que construir um adaptador de transição de nós mesmos para a humanidade como um todo, para todas as almas.

É por isso que nossa correção é tão vasta e ampla, diferente de qualquer outra na história. É por isso que temos que nos esforçar tanto para a primeira entrada no mundo espiritual.

Acelerar o desenvolvimento espiritual só é possível através da nossa conexão. Além disso, é importante saber por que precisamos dessa conexão, como está escrito: “o fim de um ato está no pensamento preliminar”. Estamos vivendo na era do fim da correção (Gmar Tikkun). Portanto, devemos fazer um movimento em direção a esse estado desejado e, a partir dele, começar a girar a roda para trás e ver o que precisamos fazer agora. No entanto, devemos visar o objetivo final desde o início. O círculo mais largo no final da correção e o mais próximo, com as dez dentro dele, que não são mais um círculo, mas uma linha, tudo tem que estar incluído em um único objetivo.1

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá, 27/09/18, Lição sobre o tópico “Sucot
1 minuto 35:22

Sucot É O Símbolo Do Trabalho Interno

laitman_284O feriado de Sucot simboliza uma cobertura, uma tela anti-egoísta sob a qual o desejo de receber prazer está oculto – uma pessoa inteira. Sucot é o símbolo do trabalho interno de forma corrigida: o desejo de receber prazer sob a restrição e a tela. A pessoa se certifica de que a sombra é maior que a luz do sol, sentada na sucá por sete dias, de acordo com as sete Sefirot: Hesed, Gevurah, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod.

Até que ela corrija todas e chegue ao feriado de Simchat Torá (a Alegria da Torá), isto é, até que agrade ao Criador corrigindo seu desejo de receber prazer neste estágio e se aproximando do fim da correção.1

Da Lição Diária de Cabala 27/09/18, Preparação da Lição
1 minuto 12:20

Sucot

laitman_294.1É importante ver que ação espiritual cada feriado e que “bom dia” indica e como realizá-lo. Quando falamos dos símbolos do feriado de Sucot na linguagem dos ramos: sobre a cobertura da Sucá feita a partir do lixo do celeiro e da adega, a bênção dos Arba Minim (quatro espécies de plantas), devemos sempre apontar para a raiz superior. A partir disso, seremos capazes de entender melhor o que fazer com nossos desejos e intenções, como realizar essas ações em conexão entre nós com a ajuda do trabalho material, construindo uma forma espiritual dentro da dezena.

Sentar-se à sombra da Sucá significa estar sob uma tela. Juntos, podemos construir uma tela tão grande que não podemos apenas dar, mas até mesmo receber em prol da doação – este é um feriado real. Nós poderemos receber “convidados” nesta Sucá, isto é, toda vez que tivermos a Luz de Hassadim suficiente para alguma revelação da Luz de Hochma.

No feriado de Sucot, deixamos nosso lar permanente e entramos em um lar temporário, a Sucá. A morada temporária muda a cada vez, mas é mais valiosa para nós do que o lar permanente porque assim adquirimos uma “sombra”, isto é, a tela na Sefira de Malchut, e podemos receber em prol da doação como um Partzuf espiritual.1

Um feriado, um “bom dia” (Yom Tov) é receber a Luz que retorna à fonte, que nos dá uma tela para nosso desejo de desfrutar e nos torna semelhantes ao mundo superior, ao Criador, à doação. É chamado de “dia” porque, por meio dessa iluminação, podemos obter a intenção de doar, e o “bom” é a recepção da Luz em prol da doação.

A cobertura da Sucá deve ser suficientemente densa, de modo que a sombra nela seja maior do que a luz do sol penetrando na cobertura. É o símbolo de uma preocupação constante por tal Grande Luz de Hassadim que cobre todos os nossos desejos de modo a não se ter medo de receber a Luz para si mesmo.2

O feriado de Sucot simboliza a construção da tela anti-egoísta. Nós vivemos em segurança em nosso “lar permanente”, no desejo de desfrutar, e agora temos que sair para uma morada temporária, que é o símbolo de seguir um caminho espiritual. Afinal, não há nada de permanente na espiritualidade: estamos constantemente em “moradia temporária”, em constantes mudanças, cuidando da cobertura, da tela, para não retornar ao “lar permanente”.

A casa mais permanente é a sepultura; não haverá mais mudanças lá. E no intervalo entre a sepultura e a eternidade, nos é dada uma casa material.

Se somos capazes de viver o tempo todo em uma morada temporária, isto é, em mudanças, cuidando da tela, elevando-nos acima de nossos desejos e nos esforçando para nos tornar semelhantes à doação, ao Criador, então vivemos como se flutuando no ar. em um colchão de ar. O principal é tomar cuidado para que a doação esteja no topo, que a cobertura da Sucá esteja acima da cabeça, porque é o símbolo da tela. Portanto, em Sucot é aceito comer somente na Sucá .3

Sucot é a alegria de superar o egoísmo pessoal e receber a Luz do sol em prol da doação através da cobertura da Sucá, através da tela que construímos sobre nossas cabeças. Este é o retorno ao amor: “Eu sou do meu amado e meu amado é meu”. Primeiro, “Eu sou do meu amado”: na medida em que sou capaz de doar ao Criador, sinto que Ele me doa. Todos os símbolos do feriado de Sucot – um abraço à direita, um abraço à esquerda, um beijo, uma fusão – são resultado de correções feitas em Rosh Hashaná, Yom Kipur, os Dias do Arrependimento.

A alegria de Sucot vem do fato de que conseguimos superar nosso desejo de desfrutar e construir uma tela, uma cobertura sobre ele.4

A primeira correção é a restrição do egoísmo da pessoa. Como se eu saísse de casa e fechasse a porta atrás de mim, garantindo que não voltaria mais à recepção egoísta.5

Se alcançamos uma conexão na dezena, o Criador é certamente revelado entre nós. Ele mostra se existe uma conexão entre nós ou não. Se só podemos doar em prol da doação, então a Luz de Hassadim é revelada, isto é, o Criador é revelado de longe, como um adulto, um professor entre crianças. Se já podemos receber em prol da doação, isto é, no amor, e não apenas apoiando um ao outro, o Criador é revelado como nosso parceiro, preenchendo e abraçando a todos.6

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/9/18, Lição sobre o Tema “Sucot
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