Textos na Categoria 'Estudo Cabalístico'

Cuidado Com Substitutos

Dr. Michael LaitmanQuando o grupo de Cabalistas, que se tornou uma nação, espalhou-se por todo o mundo após a descida espiritual, ele se separou. Os judeus se afastaram uns dos outros em diferentes partes do mundo e a sabedoria da Cabalá foi ocultada até que chegasse a hora. Sob essas condições, embora isso seja resultado do livre arbítrio, certas pessoas que realmente não atingiram a espiritualidade criaram diferentes métodos alternativos, percepções e crenças. Esta é a origem das diferentes religiões, que são realmente “adaptações” corrompidas da sabedoria da Cabalá.

Isso começou nos dias de Abraão. Ele trouxe ao povo de seu tempo os meios necessários para seu desenvolvimento: métodos que os levaram a verdade de alguma forma, que os elevou acima do nível “animal” e permitiu-lhes, pelo menos, tocar a percepção mais avançada da força superior, da vida e da morte.

Hoje, no entanto, é muito difícil falar da verdadeira sabedoria da Cabalá, porque todo mundo tem sua própria opinião sobre ela. As pessoas têm ouvido muito sobre misticismo, fitas vermelhas, milagres, amuletos, orações especiais, rituais, etc., sem mencionar aqueles que simplesmente lucram com isso. Mesmo a abordagem sincera e honesta não garante uma busca espiritual exitosa, embora até mesmo essas ideias fossem atribuídas à sabedoria da Cabalá.

Como resultado de tudo isso, existe uma grande confusão nos dias de hoje. Nós estamos falando de uma sabedoria que se revela especialmente em nossos dias, já que estamos nos aproximando do estágio fatal na história. Afinal, uma interpretação incorreta da sabedoria pode trazer muito derramamento de sangue, se não nos permitirmos seguir o caminho correto e simples.

No artigo “O Atributo Geral da Sabedoria Oculta”, Baal HaSulam cita o Livro de Provérbios: “A glória do Senhor está oculta”. Esta regra é a regra estrita que se aplica à ocultação da sabedoria da Cabalá, como ele diz: muitos foram vítimas de revelações desse tipo. É daí que todos os magos e místicos se originam, quando os alunos que não tinham princípios foram na direção errada e começaram a ensinar todos os materiais que possuíam sem verificar se a pessoa estava apta a essa finalidade. Assim, eles começaram a usar a sabedoria para alcançar objetivos humanos, como resultado da luxúria e ambição, vendendo coisas atribuíveis à Santidade e chamando isso de “Cabalá prática”.

No artigo “Revelando uma Porção, Cobrindo Duas”, Baal HaSulam acrescenta: “Do meio destes derivam todos encantadores, sopradores e Cabalistas “práticos”, que caçam as almas com a sua esperteza, e os místicos, que usam a sabedoria deformada que veio pelas mãos de estudantes indignos, a fim de atrair benefícios corporais para si ou para outrem. O mundo sofreu muito com isso, e ainda está sofrendo”.

Para nós a Cabalá Prática significa que nós realmente corrigimos a nós mesmos quando nos unimos no grupo conforme o princípio da garantia mútua. Mas para outros se trata de determinadas ações que ajudam a eliminar o mau-olhado, mudar seu destino, etc.

No geral, existem duas abordagens diferentes:

  1. Eu reconheço o fato de que tudo está nas mãos do Criador e somente com sua ajuda, quando eu transcendo a mim mesmo, é possível mudar algo. Tudo em nosso mundo é para mudar a nós mesmos e não para tentar mudar o nosso destino. No final, eu olho para mim e para o mundo através do prisma da oportunidade de dar alegria ao Criador, quando eu me assemelho a Ele, alcanço a adesão com seus atributos, e, assim, permito que Ele seja revelado na criatura. Olhando para a realidade desta forma a sabedoria da Cabalá é a revelação do atributo de doação na criatura, sendo aquilo que a preenche completamente.
  2. Quanto à correção do restante: a saúde da pessoa, questões familiares, o país, o mundo, tudo isso nada tem a ver com a sabedoria da Cabalá, mas com a psicologia, rituais, etc.

É um dos dois: ou o meu único objetivo é perceber o mundo de acordo com o princípio da união com o Criador, de modo a realmente descobri-Lo através da minha correção, ou eu uso diferentes meios para corrigir o meu estado externo.

Da Lição Diária de Cabalá 18/05/12, A Essência da Sabedoria da Cabalá

Como Falar Sobre Um Mundo Desconhecido

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que é muito mais fácil manter a intenção correta ao ler o Estudo das Dez Sefirot (TES) que ao ler O Zohar?

Resposta: A questão é que precisamos de uma linguagem para explicações. Afinal, não há palavras no mundo espiritual e os Cabalistas tem que usar a linguagem dos ramos, que nos confunde.

A linguagem dos ramos é boa para aqueles que já estão no mundo espiritual. Se eu estou acima da Machsom (barreira), eu não tenho problema com a compreensão, não importa a linguagem da explicação. Isso é porque eu realmente sinto este mundo, eu o entendo e percebo no nível dos 125 graus ao qual eu ascendi. Eu vou entender o que está acontecendo a partir da explicação da mesma forma que entendo um conto sobre este mundo com o qual estou familiarizado.

How To Speak About An Unfamiliar World

Mas se eu estou abaixo da Machsom, eu sou incapaz de compreender a linguagem alegórica dos ramos. É mais fácil para eu entender a linguagem do TES, que fala em termos técnicos e usa definições espirituais, nomes das Luzes, Sefirot, Partzufim, e as alturas dos níveis. Eu posso entender isso de alguma forma; pelo menos é claro para mim que o grau 120 é menor que o grau 125, e Nefesh é menor do que Ruach.

Mesmo que eu não entenda o que é isso, eu ainda posso de alguma forma comparar e avaliá-los. E isso é muito importante. Mesmo que eu não sinta esses conceitos em meu coração, eu posso, pelo menos, separá-los em níveis em minha mente: Reshimot Dalet/Gimel, Gimel/Bet, Partzufim AB, SAG, MA, BON.

Aqui qualquer um pode ser sábio se estudou o material. Mesmo que não tenha atingido praticamente nada, ele ao menos aprendeu a terminologia e pode explicar-se. É por isso que ele é tão necessário para nós e não seríamos capazes de expressar alguma coisa sem ele. Afinal, os Cabalistas devem estabelecer certa conexão conosco, a fim de usá-lo para atrair a Luz que Reforma sobre nós.

Eles precisam de certo fio que os conecta conosco para serem capazes de derramar constantemente um medicamento sobre nós através dele. Caso contrário, não conseguimos nos conectar a eles, porque eles estão em outro mundo que está separado de nós. Nós não vemos os canais pelos quais a informação flui até nós.

Os Cabalistas criam esse canal, contando-nos sobre os Partzufim AB, SAG, MA, e BON. À medida que nós os estudamos teoricamente e estabelecemos uma conexão externa com eles, basicamente sem qualquer entendimento, mas apenas repetindo obedientemente as palavras depois deles, desta forma nós expressamos nosso desejo de receber o medicamento a partir deles, a Luz da correção, e é por isso que nós a recebemos. Mas esta conexão é necessária.

Se os Cabalistas, em vez de falarem a linguagem do TES (Talmud Eser Sefirot – O Estudo das Dez Sefirot), falam a língua do Tanach, você imediatamente imagina que eles estão falando deste mundo e que você entendeu tudo. Este é todo o problema. As pessoas não entendem que a lenda pertence ao mundo espiritual, às ações de doação (chamada de Bina Sagrada, a qualidade de doação), e elas a atribuem a este mundo, que gera todas as religiões e crenças.

No entanto, à medida que as noções de grupo, conexão e disseminação se aproximarem de você, você vai sentir que o material no TES está se tornando mais claro. Você nunca será capaz de compreendê-lo apenas teoricamente com sua mente. Você pode memorizar todas as palavras, mas não vai avançar mais do que isso. Se a pessoa deseja avançar através da realização sensorial dentro de seu desejo, ela não vai entender o TES até conectá-lo a certa correção pessoal já atingida. Já antes da Machsom, ela vai começar a perceber o significado interno das noções, e se tornará mais fácil para ela estudar.

Quando uma pessoa avança corretamente, a realização vai da sensação à mente. É por isso que não é preciso ter uma grande mente para aprender. O conhecimento teórico não está de forma alguma ligado ao avanço espiritual.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/05/12, O Estudo das Dez Sefirot

Os Frutos Maduros Da Convenção

Dr. Michael LaitmanPergunta: Depois da Convenção, eu tenho a sensação de que tudo foi como um sonho, e é difícil perceber o que aconteceu. Como você resumiria os resultados da Convenção?

Resposta: Isto não é fácil. Se você tivesse conhecido o Rabash, saberia como ele era fechado, escondendo-se e não querendo dar nenhuma explicação, além das necessárias. Mas é claro que ele queria dar o máximo possível aos seus alunos, pois está escrito: “A vaca quer alimentar mais do que o bezerro quer mamar”.

Mas o problema é o nível de prontidão do aluno. O professor não pode lhe dar uma “fruta verde”, já que em vez de ajudar, isso irá prejudicá-lo e levá-lo a um impasse, uma descida, confusão, e isso exigirá dele muito tempo e grandes esforços para sair deste estado. Todo mundo vai pagar caro por isso – o professor e o aluno, bem como aqueles que devem se unir a ele num único sistema. Este é um cálculo muito complexo.

É por isso que está escrito: “Crie um rapaz a sua própria maneira”. Ou seja, o professor não deve dar ao aluno de acordo com a exigência infantil do aluno: “Dê-me!”. Mas deve fazê-lo correta e deliberadamente, como convém a seu nível de desenvolvimento.

Obviamente, isso evoca constantemente a pressão na relação entre o professor e os alunos. Eles estão gritando para o professor, “Dê-nos!”. Eles não entendem que ele só pode dar-lhes o método, mas não a real satisfação. Eles terão de receber a satisfação através da realização deste método em si mesmos.

Portanto, algumas pessoas não pensam que estão avançando bem. Algumas não conseguem justificar esse método e percebê-lo. Elas até conseguem entender com sua mente, mas não estão dispostas a concordar com ele em seu coração. Como resultado, elas começam a desconsiderar o professor, o método e as fontes. E nada pode ser feito sobre isso – assim é a vida.

Eu acho que nós já superamos etapas muito difíceis, e quem ficou depois disso, entre os milhares que passaram por aqui, vai seguir em frente. E quem partiu ainda pode voltar. Nós estamos esperando que todos,  o mundo inteiro, se juntem a nós.

Mas, no futuro, não haverá escolha: todos os novos níveis serão sempre revelados a partir dos vasos, os desejos vazios. Portanto, você só deve realizar estritamente o conselho das fontes e dos professores, e depois de concretizar este conselho você vai receber respostas e satisfazer-se! A satisfação não pode vir de cima até um espaço vazio, se não houver nenhum vaso.

Esperemos que agora tenhamos alcançado uma melhor compreensão desses princípios e a ordem do nosso trabalho. Muitas pessoas novas participaram da Convenção, e não tinham a experiência que nós já temos. Porém, ao se sintonizar com a união comum, elas serão capazes de aprender esses princípios rapidamente, assim como qualquer nova geração conta com a experiência da anterior e recebe dela. E nós ficaremos felizes em dar-lhes tudo o que temos, de modo que por meio da sintonia com nosso grupo mundial, elas imediatamente se tornarão tão experientes e conhecedoras como nós, e até mais.

 Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/15/12, Escritos do Rabash

Aulas Gravadas: Congresso Latino Americano de Cabalá, “Celebrando a Vida” 2012

 

 
Olá, amigos!
Estamos felizes em informá-los que as aulas do Congresso Latino Americano de
Cabalá, “Celebrando a Vida” já estão disponíveis para download.
O Congresso ocorreu de 4 a 6 de
maio de 2012, em Águas de Lindóia, São Paulo, com a participação do Cabalista
Rav Michael Laitman. Caso você não pôde ir e deseja assistir a elas, basta salva-las
para poder assistir no seu computador através dos seguintes links:

Dia 4 de maio 2012:

Aula 1:
http://files.kabbalahmedia.info/video/por_o_rav_2012-05-04_lesson_congress_n1.wmv
Workshop 1 (espanhol):
http://files.kabbalahmedia.info/video/spa_t_norav_2012-05-04_program_congress_sadna-1.wmv

Dia 5 de maio de 2012:
Aula 2:
http://files.kabbalahmedia.info/video/por_t_rav_2012-05-05_lesson_congress_n2.wmv
Workshop 2:
http://files.kabbalahmedia.info/video/por_t_rav_2012-05-05_program_congress_sadna-2.wmv
Aula 3:
http://files.kabbalahmedia.info/video/por_t_rav_2012-05-05_lesson_congress_n3.wmv
Workshop 3:
http://files.kabbalahmedia.info/video/por_t_rav_2012-05-05_program_congress_sadna-3.wmv
Aula 4:
http://files.kabbalahmedia.info/video/por_t_rav_2012-05-05_lesson_congress_n4.wmv


Dia 6 de maio de 2012:
Workshop 4:
http://files.kabbalahmedia.info/video/por_t_rav_2012-05-06_program_congress_sadna-4.wmv
Aula 5:
http://files.kabbalahmedia.info/video/por_t_rav_2012-05-06_lesson_congress_n5.wmv
Workshop 5:
http://files.kabbalahmedia.info/video/por_t_rav_2012-05-06_program_congress_sadna-5.wmv
Workshop 6:
http://files.kabbalahmedia.info/video/por_t_rav_2012-05-06_program_congress_sadna-6.wmv

Penetre No Mundo Do Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Em sua opinião, foi importante ter manifestado a nossa exigência comum durante o workshop? Eu tive a sensação de que em algum momento você estava empurrando o foco do grupo para expressar “Criador, preencha-nos! Estamos prontos. Mude-nos”. Essas palavras devem ser ditas em voz alta? Ou talvez apenas “Eu sentia. Eu percebi…?”.

Resposta: Não. Nós temos que avançar por meio das fontes Cabalísticas. Nós precisamos ler artigos, analisá-los, e precisamente através destes artigos penetrar no mundo do Criador cada vez profundamente.

Nós só podemos revelá-Lo se houver uma fonte Cabalística primária diante de nós. Sob nenhuma circunstância você deve confiar em seus pensamentos e desejos! É necessário seguir o texto. Se você não gosta de um texto, pegue outro, você pode alterá-los.

Eu abro um livro, digamos o Shamati, em qualquer página e começo a fazer um trabalho espiritual com ele. Se eu perceber que a página que abri não está certa e não corresponde exatamente ao meu estado, eu posso virar outras 15-20 páginas – isso não é importante. Então, eu começo a ler e trabalhar aqui. Mesmo assim, eu trabalho como o que quer esteja escrito no livro.
Afinal, um Cabalista descreve as ações sequenciais de causa e efeito que gradualmente o fazem avançar.

E se você estiver construindo as coisas com base nessa massa de pensamentos e sentimentos que surgem dentro de você, quem sabe aonde isso vai lhe levar. Quando pequenos, nós aprendemos a ser assim com crianças mais velhas, e elas nos dizem o que fazer, como e por que. Portanto, nós devemos continuar estudando assim, progressivamente.

Da Convenção de Vilnius 25/03/12, Workshop 2

Nas Pegadas Dos Cabalistas Para O Mundo Superior

Ao ler os artigos, nós temos que aprender a seguir o pensamento do autor, a ansiar entrar nos estados que os nossos professores descrevDr. Michael Laitmanem. Quando uma pessoa começa a assistir a um filme cativante, ela se esquece de todo o mundo e vive com os heróis na tela, experimentando tudo o que eles experimentam.

É assim que devemos nos relacionar com a leitura dos textos. Nós devemos nos anular e aderir ao autor, aos seus estados no momento em que ele estava escrevendo o artigo, e ao seu pensamento, e constantemente fluir com esse pensamento, manter-nos dentro dele. É como se eu não existisse, o que significa que eu me apego aos livros e seus autores.

Nós não temos outra maneira de alcançar nossos professores. Neste momento, não vejo tanta prontidão por parte dos alunos. Mesmo antes da aula, antes de ler o texto, devemos pensar que estamos prestes a fazer algo especial. Ao ler ou ouvir um texto escrito por um Cabalista e ao fazer esforços constantes para manter seus pensamentos, agarramo-nos ao Criador.

Não devemos pensar em nada ou fazer qualquer análise, mas simplesmente fluir com o Cabalista na mesma onda. Não importa se eu entendo o que diz o texto ou não. Eu me sinto como um bebê nos braços de um adulto. Alguém me levantou e está cuidando de mim. Assim, aos poucos eu começo a crescer e entender porque e como tudo acontece.

Primeiro, eu simplesmente descubro o que está acontecendo, e depois eu vou entender os motivos. Esta atitude é essencial durante a leitura dos artigos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/04/12, Escritos do Rabash

O Significado Da Lição Matinal

Dr. Michael LaitmanPergunta: Desde a convenção, eu desenvolvi um sentimento de que agora devemos nos concentrar na lição matinal, na união. Ou devemos fazer mais disseminação? Algo ficou claro, parece que tudo o que fizemos até agora não basta, precisamos de acrescentar algo mais.

Resposta: Tudo o que acrescentarmos agora deve ser feito na lição matinal! É impossível continuar avançando sem a lição matinal! Não há movimento sem ela! A lição matinal é tudo – alfa e ômega – não há mais nada a dizer.

Mas, além da lição matinal, tudo o resto que fazemos deve ser feito no espírito da integração, que estamos constantemente despertando na lição matinal.

A principal coisa é começar o dia com a lição. Mesmo que por algum motivo você fosse incapaz de fazê-lo, você ainda precisa começar o dia com a lição, independentemente do momento em que você acorda: dedique pelo menos meia hora para a lição, caso contrário, o dia inteiro será uma descida, uma perda, e você vai gastar muito tempo pagando por isso.

Da Lição Virtual 26/02/12

Absorvendo Os Materiais Da Convenção

Dr. Michael LaitmanComentário: Você disse que nos próximos dias, ao invés de se envolver em disseminação, é desejável examinar o ponto interior, de modo a fortalecer a união…

Resposta: Eu acredito que você deva revisar constantemente, em seu tempo livre, os materiais sobre garantia mútua, união, reciprocidade e integralidade. Talvez seja melhor usar a versão adaptada ao invés da original, porque os originais estão escritos numa linguagem especial que nos distrai de experimentar este material diretamente na vida. Talvez você devesse simplesmente assistir a convenção passada mais uma vez.

Você deve viver de acordo com isso e passar por isso repetidamente, a fim de criar a Reshimo mais forte possível, isto é, memórias e sentimentos, e trabalhar com essas sensações. De repente, você vai descobrir que nós conversamos sobre coisas que possam ter escapado da sua atenção lá, ou que você possa ter ouvido num contexto diferente, numa perspectiva diferente. Você deve revisar o que aconteceu com você lá, e fazer isso várias vezes.

Eu testemunhei muitas vezes que as pessoas ouvem muito seletivamente. Deus lhe ajude a extrair algo da informação que eu coloquei, não secretamente dentro das minhas palavras, mas com clareza, verbalmente. Na realidade, as pessoas não apreendem mais do que 10-15 por cento do que ouvem. Eu, pessoalmente, repassava todos os dias pelo menos duas vezes qualquer lição com o Rabash (qualquer lição! Eu nem sequer menciono nossas convenções), além do fato de ter participado dela.

Eu também fazia um plano: por que ele explica dessa maneira particular, onde está o início e o fim, como ele começa uma pergunta, como ele a termina, como ele procede do início ao fim, desenvolve um tema, dá perguntas adicionais ou coloca algumas tarefas obscuras no meio. Eu tentava “entrar” na cabeça dele, penetrar em sua abordagem. Como resultado, resultou que devido a este trabalho mecânico eu comecei a senti-lo, comecei a perceber melhor.

Isso é necessário. Isso é o que eu quis dizer, dizendo que agora não se deve fazer qualquer outra coisa. São vocês, os que experimentaram a convenção e estavam lá, que agora devem absorvê-la bem.

De KabTV “Bases da Sociedade Integral” 26/02/12

Num Círculo Em Volta Do Pilar Da Luz

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar é a principal ferramenta que nos permite sair deste mundo para o mundo superior. Devemos esperar e torcer para que isso aconteça a qualquer momento.

O Zohar age como um mecanismo especial. Podemos estar prontos para entrar na espiritualidade, mas incapazes de atrair a Luz sobre nós mesmos. Ou podemos aparentemente atrair a Luz, mas não estarmos prontos para ela. Este livro é um sistema que cria a correspondência entre o grupo, onde primeiro nos odiamos e, em seguida, nos conectamos. Mas isso também ocorre apenas sob a influência da Luz. Até mesmo para sentir ódio, precisamos sentar-nos juntos diante do livro.

Se a luz não nos influenciasse, nós não sentiríamos tanto ódio para com o outro. Mas quando a Luz é revelada pela primeira vez, de repente compreendemos quão profundamente nos odiamos. Como resultado do trabalho sobre nós mesmos e do uso correto da Luz, podemos transformar o ódio em amor e respeito, e então descobrir o que está escrito no livro.

Estudar a Torá significa descobrir todo esse ódio e nossa incapacidade de nos conectar, a nossa impotência, e, no início, até mesmo a falta de desejo. Devemos descobrir todas as etapas, todos os atributos, e depois mudá-los, descobrindo o que devemos ansiar. Tudo isto é feito apenas com a ajuda do livro.

Isso não significa que temos que aprender o texto de cor e saber o que está escrito lá. Os graus devem se conectar corretamente numa escada, para que o AHP do superior penetre o GE do inferior, e a conexão entre eles abra caminho para os pedidos que se erguem ao alto e para a satisfação que desce do Alto, que é a via para a força superior. Tudo isso é feito por um sistema chamado “livro”: com a ajuda de um livro, um escritor, e uma história.

Aqueles que lêem o livro juntos e querem atingir algo precisam sentir que são iguais. Os sábios do Talmude tornaram o estudo mais fácil para nós, e agora, para termos êxito, não precisamos de quaisquer restrições corporais, como se diz: “Viva a pão e água, durma no chão, e sinta-se com sorte”. Em vez disso, eles prepararam este estudo para nós, através do qual atraímos a Luz que Reforma.

Eles introduziram em seus livros uma influência sobre nós que nos aproxima do “pilar” pelo qual é habitual para orar. Esta é a linha do meio especial, que conecta e equilibra as forças de recepção em nós e as forças de doação que queremos adquirir, conectando tudo isso à nossa solicitação.

Eles conseguiram tornar as coisas mais fáceis para nós através da construção do sistema por suas almas, para completar o sistema espiritual inicial dos antepassados. Agora, podemos nos conectar com eles através de nossos professores: Rabash, Baal HaSulam, e todos os outros Cabalistas ao longo dos tempos, até que possamos atingir os sábios do Talmude e os antepassados. Assim, iremos nos conectar ao “pilar” espiritual.

O Livro do Zohar nos permite conectar com o espaço organizado numa linha (Kav). Mas a fim de receber desta linha, temos que construir um círculo. A parte 2 do Estudo das Dez Sefirot é dedicada a este tema e conta-nos como a Providência superior passa dos círculos para a linha e, como a partir da linha é possível conectar-se aos círculos.

Se quisermos nos juntar á linha dos grandes Cabalistas do passado, não há outra maneira, exceto formar círculos. É como um bebê que está nos braços de sua mãe. A mãe o trata como uma linha: com cuidado e ponderação, sabendo exatamente o que acontece com ele. Enquanto que o bebê se anula totalmente e existe “em círculos”, incapaz de apreciar as ações de sua mãe ou diferenciar que algo está vindo de cima ou de baixo. E isso permite que eles se conectem.

Temos de atuar da mesma maneira. Isso só é possível se mutuamente nos anularmos no grupo e organizarmos o grupo corretamente, conforme instruções do Rabash. Depois, através do livro, do sistema da linha que foi formada pelos grandes Cabalistas que passam a energia espiritual para nós, seremos capazes de receber essa força, mesmo se não soubermos como ela funciona. Vamos deixar a Luz Superior fazer o seu trabalho, e vamos ver o resultado.

Vamos vê-lo da mesma forma que uma criança que cresce sente o resultado de seu desenvolvimento, se saber de onde vem e como se desenvolve. Tudo que é exigido dela é o desejo de crescer. Nós também temos que exigir apenas o desejo correto, ou seja, constantemente temos ansiar por uma maior conexão. Isso indica que nós nos anulamos perante o superior e que nos conectamos a linha.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/04/12, O Zohar

Filosofia Vazia Ou Ciência Prática

Dr. Michael LaitmanAo longo dos muitos anos em que tenho explicado o método da cooperação integral, dou como exemplo o nosso corpo feito de diferentes órgãos. Todos os órgãos parecem operar por si próprios: o coração, os pulmões, os rins, ou o fígado. Cada um opera no seu próprio ritmo e ordem e em cada um existe um programa interno, um software, mas tudo é baseado na cooperação.

Embora todos eles operem em planos diferentes, em ritmos diferentes, com tarefas internas completamente diferentes, todos eles devem ter uma tarefa colectiva: manter o corpo todo num estado equilibrado, que depende apenas da cooperação correcta de cada parte corrigida. Uma parte corrigida é a parte que coopera com todas as outras, e o seu trabalho interno orienta-se apenas de acordo com todas as outras partes do corpo.

Nós, também, devemos cada um sentir-nos como pequenos órgãos num grande corpo. A criação do nosso vaso colectivo de percepção, de um novo órgão sensorial, depende do facto de que ninguém opera como um corpo separado, mas em concordância com todas as outras partes do sistema.

Portanto, tudo deve ser dirigido não para o nosso desenvolvimento individual interno, que na verdade não existe, mas apenas para a conexão!

Há ainda muitas pessoas que nos procuram e estudam a partir dos livros, mas apenas para saberem, verem o que está escrito lá. Mas elas não estão incluídas no trabalho geral de conexão e unidade, e assim elas não percebem para onde tudo isto se dirige. “Oh bem, é uma ciência, uma teoria, que fala sobre mudar de lugares e movimentos num espaço imaginário qualquer, para cima e para baixo, sobre diferentes conexões entre algum tipo de objectos estranhos. Onde estão eles? É tudo muito abstracto porque no nosso mundo nada disto existe. Portanto, o que devo eu fazer com isto?”.

Estas pessoas não percebem que têm de conectar-se entre elas, e apenas na conexão entre elas começarão a ver através destes laços: “Onde estão estas partes? Onde é este nível de Bina, a doação, a recepção, a restrição do desejo, a ascensão acima do desejo na conexão com os outros, recebendo deles e doando a eles?”. Até que tentem implementar tudo isto na conexão entre sia, a sabedoria da Cabalá será para eles uma filosofia vazia, que não diz nada.

Portanto o principal não é estudar o que está nos livros, mas desejar sentir o que estudamos, para o implementar na nossa vida, na conexão entre nós. Caso contrário, como os nossos professores nos dizem, uma pessoa “seca”. Ela simplesmente não vê os resultados do que ela lê. Claro, há muitas coisas interessantes lá, muita informação, mas é apenas um estudo abstracto e nada mais que isso. Enquanto que o próprio método é muito prático, e nós temos de o implementar entre nós.

Do Congresso em Vilnius 23/3/12, Lição 1