Textos na Categoria 'Estudo Cabalístico'

Cabalá – O Único Método De Revelar O Criador

laitman_214Pergunta: Por que existe apenas uma verdade e ela está na Cabalá? Por que não existem outros caminhos diferentes para descobrir o mundo espiritual?

Resposta: O egoísmo é criado em oposição à luz superior. Não há nada além do Criador (luz, qualidade de amor e doação) e do ser criado (qualidade de recepção, preocupação própria, sensações em si mesmo).

Assim, tudo o que é necessário é construir a conexão correta entre eles para que o egoísmo (desejo de desfrutar) adquira a forma do Criador. É tão simples quanto um mais um, nada mais. Portanto, não pode haver muitas metodologias.

Por sua natureza, o método da Cabalá é muito rígido e categórico. Ele diz: “Faça isso, e pronto!” Portanto, não podemos oferece-lo dessa maneira a outros. Por enquanto, temos que amolecê-lo, estruturá-lo, colocá-lo em alguns parâmetros socialmente aceitáveis, para que pareça mais palatável, como uma pílula amarga com um revestimento doce.

Pergunta: Mas todas as outras metodologias também vêm do Criador: “Não há outro além Dele”. Existem cerca de 3.800 várias práticas espirituais. Este é um jogo da parte Dele para que toda a humanidade se aproxime Dele?

Resposta: Há um número enorme de almas diferentes que abordam sua correção final de maneira diferente. No entanto, sua correção final ainda ocorrerá com a ajuda do método da Cabalá.

Elas devem necessariamente adquirir uma tela sobre seu egoísmo e tornar-se semelhantes ao Criador. Mas, por enquanto, não são atraídas por isso. Existem tantas religiões, crenças, filosofias e práticas místicas por aí.

Pergunta: Então, para estabelecer uma conexão com o Criador, uma pessoa deve “vestir” seu desejo – adquirir uma tela sobre seu egoísmo?

Resposta: Sim. Como na tecnologia: deve haver um sinal de mais, um sinal de menos e um resistor entre eles. Caso contrário, ocorrerá um curto-circuito.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 25/03/19

A Essência E A Raiz Da Unidade, Parte 2

laitman_258A Cabalá Não Opera Com Números

Comentário: A Cabalá, em regra, fala de algum tipo de condição qualitativa. Por exemplo, os historiadores escrevem que três milhões de pessoas deixaram o Egito, dos quais 600.000 eram homens, e o restante eram mulheres e crianças. Mas a Cabalá não opera com números. Gematria é uma quantidade qualitativa.

É possível que não foram três milhões de pessoas que deixaram o Egito, pois esse número significa uma certa quantidade qualitativa.

Minha Resposta: Existe um certo padrão no qual os estados potenciais das forças espirituais, descritos nas fontes primárias, devem se materializar pelo menos uma vez.

Historiadores e arqueólogos procuram isso através de suas próprias fontes, medem-no segundo seus padrões, pesam em gramas e quilogramas, traduzem-no em quilômetros e, portanto, o fazem de maneira um pouco diferente.

Pergunta: Como devemos usar essas informações? Suponha que eu li que vários milhares de anos atrás houve um êxodo do Egito. Mas não sou historiador e não estou interessado nisso. Como posso usar isso para meu próprio bem?

Resposta: Estamos falando da ascensão acima do nosso egoísmo, que é realizada por um grupo de pessoas que se esforçam por isso. Em nossos dias, assim como naqueles dias, isso é realizado através das mesmas ações, esforços e unificação entre as pessoas chamado garantia mútua.

Não faz diferença se você existia há 3.000 anos e, portanto, se elevou do egoísmo, ou seja, “saiu do Egito”, ou hoje, onde você faz isso em um grupo de pessoas, na dezena, aqui ou no outro extremo do mundo. Afinal, temos muitos grupos que trabalham em diferentes países e falam idiomas diferentes.

De KabTV, “Análise Sistemática do Desenvolvimento do Povo de Israel”, 24/03/19

A Essência E A Raiz Da Unidade, Parte 1

laitman_570A Singularidade Da Abordagem Cabalística

Pergunta: Existem muitos métodos para estudar processos históricos. Há a filologia (comparação de textos), a genética e a arqueologia. Qual é o método Cabalístico? O que o torna tão único? Como os Cabalistas exploram processos históricos?

Resposta: Baseamos tudo em fontes Cabalísticas e nada mais. Todas essas fontes são conhecidas desde Adão até Abraão, depois Isaac, Jacó, Moisés, Arão, José, Davi e, além disso, até os Cabalistas de nossos dias.

A propósito, os Cabalistas nunca se interessaram pela história do povo de Israel. Eles apenas pensaram em como elevar o povo judeu a suas alturas, cujo fundamento foi estabelecido no mundo espiritual, para que essa ascensão possa servir de exemplo para toda a humanidade.

Observação: Essa abordagem é única de uma maneira que todas as fontes primárias, como O Livro do Zohar, o Pentateuco, as Escrituras, os Profetas, o Talmude, a Mishnah e outras, e as condições espirituais de uma pessoa ou de toda a humanidade, incluindo o povo de Israel, são descritas.

Segundo a Cabalá, existe um padrão que todos os estados espirituais devem materializar pelo menos uma vez. No entanto, eles podem não corresponder à escala dos eventos, nem ao tempo de sua implementação.

Portanto, historiadores e arqueólogos, enquanto conduzem suas pesquisas, costumam ver que a escala e as datas dos eventos descritos na mesma Torá não correspondem ao tempo indicado.

Minha Resposta: De fato. Nesse sentido, o conceito de “Armageddon”, que associamos a terríveis eventos no fim do mundo, é muito indicativo. De fato, essa palavra vem do nome da pequena colina “Har Megido“.

A Cabalá não significa objetificação física de nenhum fenômeno ou objeto, mas seu estado espiritual. Em uma forma espiritual, tudo isso tem grande importância, por exemplo, o Templo. Veja quantos côvados (do cotovelo à ponta do dedo médio), conforme indicado na Torá, o Tabernáculo deve ser feito junto com outras coisas.

No nível do material, tudo isso é muito pequeno e insignificante. No entanto, quando recebem grandeza espiritual, então multiplicando uma pela outra, elas realmente dão um grande poder superior.

De KabTV, “Desenvolvimento da Análise Sistemática do Povo de Israel”, 24/03/19

Treinamento Psicológico Ou Cabalá?

Laitman_049.01Pergunta: Voltei recentemente de uma viagem à Ásia, onde estudei o estado de estar sem pensamentos. Nesse estado, comecei a conhecer pessoas e percebi que era capaz de senti-las, ver o que elas queriam e o que eu quero dar a elas.

Quando comecei a praticar ainda mais, comecei a sentir esse maravilhoso estado interno sendo gerado entre nós, transmitido a todos que estavam por perto. É sobre isso que você está falando quando fala sobre luz interior?

Resposta: Não. Não é o mesmo. Você fala sobre estados psicológicos, e eu falo sobre estados espirituais.

Primeiro, quando você estudar Cabalá, verá que não é a mesma coisa.

Segundo, para sentir o que está experimentando, você não precisa se elevar acima do egoísmo, acima de sua natureza. Esse treinamento psicológico ajuda você de alguma forma a sentir os outros em um nível mais profundo e nada mais. Não é a saída do egoísmo, e não é o que a Cabalá discute.

Existem muitas técnicas em nosso mundo que atraem pessoas. Não estou dizendo para você parar de fazer o que lhe interessa. Ao mesmo tempo, participe da Cabalá e você verá que técnica realmente o ajudará a sair do seu egoísmo, da nossa natureza.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 26/01/20

A Sabedoria Do Rei Salomão: Não Agarre Um Cachorro Pelas Orelhas

laitman_583_04Provérbios, 26:17: Um transeunte que se envolve numa briga que não é dele é como alguém que agarra um cachorro pelas orelhas.

Pergunta: Isso significa que uma pessoa mexe com seu destino?

Resposta: Claro! Se você se intrometer na briga de outra pessoa, causa raiva na outra pessoa no nível de um cachorro.

Nós sabemos que é melhor não interferir. O melhor é deixar a pessoa resolver a situação em que está, sem nenhuma sabedoria ou conselho; caso contrário, você se tornará um inimigo para ambos.

Pergunta: Digamos que haja uma briga. O que uma pessoa deve fazer?

Resposta: Uma pessoa de fora não faz nada. Deixa-os sozinhos e se afasta.

A polícia ou outra pessoa que deveria facilitar as coisas, isso é assunto deles. Um indivíduo não tem o direito de interferir.

Pergunta: É porque ele não sabe quem está certo e quem está errado?

Resposta: Ele não tem o direito de se intrometer. Caso contrário, esses estados não encontrarão sua solução.

Pergunta: O rei Salomão disse que a briga está dentro de mim. Que tipo de briga existe dentro de uma pessoa?

Resposta: Uma briga constante, porque a pessoa é criada a partir de dois desejos: egoísta e altruísta. Mas um ser humano verdadeiro é aquele em quem há uma batalha constante entre o bem e o mal, alguém que incita especificamente o bem ao mal.

O mal surge constantemente, quer tudo para si e assim por diante. Uma pessoa, no entanto, se ela quer se educar, sempre desenvolve o bem em si mesma e está constantemente nessa batalha interna.

Portanto, todos esses provérbios são construídos sobre a revelação do mal em uma pessoa, mas na medida em que ela tenta revelar o bem em si mesma.

Pergunta: Isto é, o mal está em mim, o egoísmo está dentro de mim, o tempo todo; essa é a minha natureza?

Resposta: Sim, e você pede ao Criador que lhe dê uma natureza boa além dela, para que você possa equilibrar essas duas naturezas. Você pode dizer: “Peço ao Criador que remova essa natureza má de mim”. Não. Isso é imprudente.

Você deve pedir uma natureza boa para que essas duas naturezas existam dentro de você em equilíbrio. Uma não deve ser maior que a outra, e a positivo não deve estar acima da negativa.

A linha do meio entre elas é um estado incrível. Eu estou constantemente nesse equilíbrio. Estou com duas pernas acima delas. Só então posso sentir completamente o menos e o mais e toda a natureza abaixo de mim.

Pergunta: Uma pessoa que inclui sua própria natureza e a natureza do Criador é uma pessoa harmoniosa?

Resposta: Claro. Ela é então chamada de “Adão”, isto é, “semelhante ao Criador”, porque todas as propriedades internas que são opostas ao Criador também se assemelham ao Criador.

De KabTV, “Notícias com Dr. Michael Laitman”, 16/12/19

“O Significado De Purim” (Kabnet)

A KabNet publicou meu novo artigo: “O Significado de Purim

Purim, que acontece no dia 14 de Adar, é o feriado dos opostos. Ele se liga entre felicidade e desespero, ocultação e revelação, Mordechai (Mardoqueu) e Hamã, exílio e redenção.

Purim (que deriva da palavra “Pur” [“lote”]) é a situação espiritual ideal, a correção final (Gmar Tikkun). É um estado em que os desejos de uma pessoa são corrigidos com a intenção de doar, e a pessoa se une a todos os desejos, preenchendo assim o desejo com a revelação do Criador (isto é, a revelação da qualidade de doação e amor que se conecta entre todos os desejos).

O Significado Espiritual De Purim

Megillat Ester (O Livro de Ester) descreve as forças que se desdobram na pessoa. Essas forças são o que uma pessoa que alcança a espiritualidade descobre em conexão com o Criador. Elas gerenciam tudo o que acontece na vida de todos e receberam os nomes de Mordechai, Ester, Hamã, além de muitos outros.

A história de Purim se desenrola antes da construção do Segundo Templo, logo antes da Aliá (ascensão) para a terra de Israel. Ela descreve a batalha final antes da correção final (Gmar Tikkun). Nesse estágio, o povo de Israel, o desejo mais profundo da pessoa que aspira à espiritualidade, vive em calma e paz no reino de Assuero.

Mordechai, o desejo espiritual que quer apenas se aderir ao Criador (a qualidade de doação e amor), vivia feliz e o reino estava em paz.

O povo de Israel representa a maioria dos desejos que querem ir direto a Deus para aprender a lei do universo (a palavra “Israel” vem das palavras “Yashar Kel” [“direto a Deus”]).

De fato, no início da história, a narrativa sugere que há algo errado: “Existe uma nação que está espalhada entre as nações”. Esta passagem também pode ser lida como: “Há um desejo que está espalhado entre os desejos”. É esta nação, Israel, o desejo de espiritualidade (um desejo de doação e amor), que deve estar unida contra todas as outras nações, que são desejos de satisfação própria. A força do desejo de espiritualidade (Israel) vem apenas de sua unidade; portanto, quando está disperso, significa que a pessoa ainda não cumpriu seu destino, pois apenas o povo de Israel (o desejo unido de doação e amor acima de todos os outros desejos) pode levar as outras nações (todos os outros desejos de gratificação pessoal) ao objetivo comum, a adesão com o Criador.

O maligno Hamã, que representa os desejos egoístas da pessoa, quer explorar a situação para obter ganhos pessoais. Ele finalmente quer derrubar o rei de seu trono. Hamã acredita que o fato de o povo de Israel, os judeus, estar disperso testemunha sua fraqueza, confusão e falta de fé. Portanto, ele acha que a situação é uma rara oportunidade de eliminar os judeus da face da terra, pois eles são a única força que fica entre ele e a exploração do Criador.

O que Hamã deixa de entender, no entanto, é que os judeus estão dispersos por uma razão: a dispersão dos judeus (isto é, a dispersão da pequena quantidade de desejos espirituais entre a grande quantidade de desejos egoístas) é para que todos os desejos adquiram a forma de doação e amor, ou seja, que a unidade espiritual venha em integração e equilíbrio perfeito com todos os desejos, e não em separação deles. De fato, veremos a verdade quando, no final da história, todas as pessoas se reformarem. O significado é que todos os desejos da pessoa, chamados “povo”, aceitam os desejos espirituais que levam à confiança e à felicidade, chamados “Israel”.

O Israel em uma pessoa (a parte altruísta) é limitado. Essa limitação só pode ser superada pelo maligno Hamã. É por isso que precisamos encontrar o Hamã (a parte egoísta) dentro de nós.

“Como Ateu, O Que Você Pensa Sobre A Cabalá?” (Quora)

Dr. Michael LaitmanMichael Laitman, no Quora:Como Ateu, O Que Você Pensa Sobre A Cabalá?

A Cabalá difere do ateísmo e das religiões em geral, pois facilita a realização clara do Criador, de modo que você O sentirá como se fosse um amigo seu, e até mais. Portanto, não há espaço na Cabalá para crer em algo que outros lhe disseram. Em vez disso, você deve atingir por si mesmo, o mundo inteiro e todas as almas, e dentro deles – o Criador em Sua totalidade.

O ateísmo é uma crença de que o Criador não existe, enquanto a religião é uma crença de que o Criador existe. Por outro lado, a Cabalá é a revelação do Criador, investigando a Natureza dentro de você ou dentro de suas percepções.

A este respeito, a Cabalá é semelhante a outras ciências. Entretanto, as outras ciências revelam o mundo dentro dos sentidos que já possuímos, enquanto a Cabalá faz isso em um sentido adicional – a alma, que você primeiro precisa desenvolver dentro de si. De qualquer forma, assim como qualquer outra ciência, a Cabalá fala apenas das coisas que estão presentes nos sentidos! Não está interessada em nada imperceptível e que não possa ser investigado, repetido e testado, e considera essas coisas irreais. Essa abordagem a torna uma ciência por definição. Veja a definição de Cabalá no artigo de Baal HaSulam, “A Essência da Sabedoria da Cabalá” – “Cabalá é o método da revelação do Criador a uma pessoa em nosso mundo” – a cada pessoa e a todos juntos.

Como todas as ciências, a Cabalá usa o método ou instrumento científico (embora os cientistas achem difícil concordar com isso porque estão acostumados a investigar o mundo apenas através do corpo animado). O método científico pressupõe que:

  • Toda declaração científica deve ser comprovada por experimento.
  • Toda declaração científica pode ser provada errada.
  • Não faz sentido discutir uma ideia que não pode ser verificada na prática. Por exemplo, aqui está uma opinião científica sobre a existência de Deus: Immanuel Kant mostrou que não se pode provar que Deus existe tão bem quanto Ele não existe. A própria noção de um Deus inatingível e Todo-poderoso não está sujeita a experimentos, porque se Deus é Todo-poderoso, é capaz de controlar o resultado do experimento. As pessoas não aceitam Deus através de evidências, mas através da fé. Portanto, a ideia de Deus está além da ciência. Qualquer pergunta do tipo, “Por que é assim e assim?”, pode ser respondida: “Porque é a vontade de Deus”. (Foi assim que a religião obrigou as pessoas a responder a todas as perguntas e, portanto, diminuiu o progresso científico.) A Cabalá permite revelar o Criador e Suas ações na prática. No entanto, é tão indiferente às coisas que não podem ser verificadas na prática quanto as ciências terrenas.
  • Toda declaração científica deve ser lógica e não contradizer as leis que já são conhecidas. Geralmente, as leis antigas se tornam casos particulares das novas leis.
  • Toda declaração científica deve indicar seus “pontos fracos”; deve mencionar quais constituintes estão sujeitos a dúvidas e objeções.

“Quem É O Deus Da Cabalá?” (Quora)

Dr. Michael LaitmanMichael Laitman, no Quora:Quem É O Deus Da Cabalá?

Deus na Cabalá significa a força geral da natureza, onde, além dessa força, nada existe.

Por si só, consideramos Deus um conceito abstrato e não podemos discutir algo que existe fora da nossa percepção. Ninguém nunca sentiu isso. Esse estado de Deus, também chamado de “o Criador”, não pode ser percebido por nós e, portanto, essa força é chamada de “Atzmuto“, ou seja, “Sua essência”.

Tudo o que alcançamos e o que é possível alcançar são as ações da força superior em relação a nós. A sabedoria da Cabalá lida com a revelação dessas ações em relação a uma pessoa.

Chamamos essa força superior de “o Criador” porque Ele criou o ser humano e todas as nossas qualidades, dentro das quais sentimos nosso mundo e podemos explorar o Criador através de nossos sentidos. Podemos explorar por que Ele nos criou com tais qualidades, limitações e habilidades, e o que Ele quer de nós.

Ao progredir nessa exploração, começamos a alcançar o Criador. Não atingimos a essência ou o “eu” do Criador (Atzmuto), mas o Criador em relação a nós. Está escrito sobre isso: “Nós O conheceremos por suas ações”. Exploramos as ações do Criador, como Ele criou nosso mundo e todos os outros mundos, como um sistema de conexões entre Ele e nós. Esse sistema de conexões em graus que cascateia até nós é chamado de “mundos”, e esse sistema nos influencia em todos os momentos de nossas vidas.

Ao estudar esse sistema, esses mundos, estudamos o Criador e a nós mesmos, tanto a nossa natureza quanto a natureza do Criador, e progredimos no entendimento de quais estados nos conectamos a Ele. Podemos mudar nosso comportamento e nossas ações de acordo com isso, a fim de nos elevarmos a conexões superiores, para nos conectarmos diretamente com o Criador.

Em outras palavras, podemos ver que tipo de reações nossas ações produzem Nele e, inversamente, que reações as ações Dele produzem em nós. Podemos alcançar uma conexão absolutamente completa, aberta e bidirecional.

Quando começamos a alcançar essa oportunidade, a revelar e alcançá-la gradualmente, naturalmente mudamos nosso comportamento de acordo com o que revelamos e entramos em um estágio completamente diferente do nosso desenvolvimento, onde começamos a sofrer mudanças para nos tornarmos cada vez mais semelhantes ao Criador.

Ao mesmo tempo, nosso mundo e nós mesmos nos transformamos radicalmente e nosso estado se torna cada vez mais confiável, conveniente e verdadeiro.

“A Cabalá Esotérica Está Chegando À Legitimidade?” (Quora)

Dr. Michael LaitmanMichael Laitman, no Quora:A Cabalá Esotérica Está Chegando À Legitimidade?

A Cabalá não é uma forma de esoterismo.

As pessoas querem rotular a Cabalá como esotérica ou mística e conectá-la a bênçãos, maldições, encantos e muitos outros fenômenos. Esses rótulos foram ligados à Cabalá porque havia uma proibição no estudo da Cabalá nas massas por milhares de anos, uma vez que o desejo espiritual da humanidade ainda não havia amadurecido. No século XVI, quando o Ari (Cabalista Isaac Luria) levantou a proibição no estudo da sabedoria da Cabalá, alegando que havia chegado o momento da Cabalá ser revelada à humanidade, ele também mencionou a proibição do uso de encantos e bênçãos, pois eles não têm nada a ver com a Cabalá.

A Cabalá é uma ciência que ensina a lei da realidade, da qual fazemos parte. Por meio dessa ciência, descobrimos essas regras e o mundo espiritual, que é a razão de tudo o que acontece aqui conosco. São regras coletivas, que abrangem as leis de todas as ciências em nosso mundo.

A Cabalá não é outra crença ou uma visão imaginária da vida. Em vez disso, oferece leis precisas e claras que descrevem a estrutura dos mundos superiores.

É quando estudamos a Cabalá que adquirimos o conhecimento do mundo fora do nosso. Descobrimos o mundo espiritual superior e, gradualmente, atingimos a capacidade de afetá-lo. Através de testes e experimentos, aprendemos como fazer isso e depois entramos na realidade abrangente.

Nesse ponto, começamos a trabalhar não de dentro de nossos próprios corpos, mas de nossas almas, que são nossa verdadeira essência. O ser humano não é o corpo físico que é substituído no início de cada nova vida. O ser humano é a alma que atualmente não sentimos.

O objetivo da criação é que possamos agir de dentro de nossas almas, do mundo superior, e vivamos no mais alto grau possível, e não no mais baixo (nosso mundo), que está no nível animal. Ao descobrir nossas almas, alcançamos contato com o mundo superior e, assim, alcançamos uma vida inteira, completa, eterna e bem-aventurada.

Passando Conhecimento Espiritual Na Época De Abraão

laitman_942Pergunta: Como Abraão ensinou as dezenas de milhares de pessoas que se reuniram ao seu redor se ainda não havia um Pentateuco que estabelecesse os mandamentos?

Resposta: Naquela época, as pessoas estavam em um nível em que os entendiam internamente.

Comentário: Abraão escreveu vários livros, dos quais apenas o Livro da Criação (Sefer Yetzira) chegou até nós. Eu o li muitas vezes, mas não diz nada sobre conexão.

Minha Resposta: No Livro da Criação, Abraão escreveu sobre a força superior que influencia as pessoas. Ele escreveu este livro para que pudéssemos entender a força superior da maneira como ele a descreveu.

Para fazer isso, precisamos ter a ferramenta apropriada. Esta ferramenta é a conexão com outras pessoas nas quais as leis superiores são reveladas.

Pergunta: No entanto, não foi escrito em nenhum lugar especificamente sobre a conexão. Era óbvio para elas?

Resposta: Sim. Isso é chamado de “Torá Oral”, que Abraão explicou aos seus seguidores.

Pergunta: Rambam escreveu: “Abraão semeou esse grande princípio em seus corações e escreveu livros sobre ele”. No entanto, esses livros descrevem o que uma pessoa sente em conexão com o Criador, com a força superior da natureza. Isso significa que a comunicação entre as pessoas foi passada boca a boca?

Resposta: Essa é uma sabedoria prática que Abraão transmitiu a seus discípulos Isaac e Jacob.

Pergunta: Eles não eram seus filhos?

Resposta: Você pode chamá-los de “filhos”, não importa. No entanto, a Cabalá se refere aos discípulos através dos quais o método de correção do egoísmo humano foi passado para toda a nação, para todo o grupo de pessoas que se reuniram ao redor de Abraão na Babilônia.

Tudo isso é descrito na Torá através de uma pessoa. Primeiro o que aconteceu com Abraão, depois com Ló, e assim por diante. Onde estão as outras dezenas de milhares de pessoas que se reuniram ao seu redor?

O fato é que a descrição não leva em consideração o número de pessoas de quem Rambam falou, mas apenas seu nível espiritual. O nível espiritual já é de 70, 50, 10 pessoas e assim por diante – não importa, porque na espiritualidade não contamos o número de cabeças, mas a força de sua conexão um com o outro.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 24/06/19