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E De Repente, Veio Um Vírus E Parou Hollywood

laitman_547.05Comentário: O mundo inteiro tem um problema com Hollywood. Há vários meses que o setor está fechado, os cinemas estão vazios, todo o dinheiro investido está congelado ou perdido. Portanto, todos os super-heróis têm medo desse vírus de 60 mícrons.

Seiscentos programas que deveriam ser produzidos agora estão sendo colocados em espera. A cerimônia do Oscar foi adiada.

Além do mais, Hollywood está enfrentando um dilema com relação à escrita do roteiro: “Nossa maneira de contar histórias mudará para sempre. Tudo antes da pandemia parecerá ultrapassado”.

Minha Resposta: Naturalmente. Pessoas de todo o mundo mudaram muito.

Comentário: As pessoas costumavam acreditar nas histórias de Hollywood, em todas essas novelas e programas de TV. De repente, ocorre um desastre que as leva a buscar a verdade, a essência, algo que é bem diferente.

Minha Resposta: Nós entramos em um novo mundo. Já somos diferentes.

Pergunta: Então, o que gostaríamos de ver? Estou interessado como produtor. Que roteiro nos agradaria? O que o mundo gostaria de ver? Como isso vai mudar Hollywood?

Resposta: Eu nunca escrevi um roteiro.

Comentário: Mas você é um grande dramaturgo, sério!

Minha Resposta: Mas essas não são minhas ideias! Eu as pego das fontes.

Comentário: Estamos vivendo o roteiro da Última Geração.

Minha Resposta: Sim. Esse roteiro está sendo implementado. Schwarzenegger também pode lutar pela verdade aqui. É uma luta contra o egoísmo, que está nos agarrando pela garganta, não nos permitindo respirar.

Até que agarremos essa velha magricela pela mão e rasguemos sua garganta, nada vai mudar. Ela continuará nos pressionando o tempo todo, de novo e de novo.

A humanidade terá que fazer isso.

Comentário: Então, você acredita que esse herói aparecerá?

Minha Resposta: Deve haver um herói. Nós precisamos de um herói.

O herói é o Criador. Mas precisamos que esse herói seja alguém com quem possamos amar, odiar, concordar ou discordar, ficar desiludido, apenas para depois perceber que era tudo Ele! ELE!

Pergunta: Mas você sente que esse herói está se movendo em direção ao Criador? Você realmente acha que está chegando a hora de um herói assim?

Resposta: Já estamos nisso. Estou falando sério. Ainda não sentimos isso porque, como sempre, só vemos as coisas em retrospecto. Mas já estamos nisso, absolutamente! Além disso, é muito claro externa e internamente. A primeira onda do coronavírus já passou e tudo o que vemos agora são os restos dela. Essa onda passou e já estamos pensando e nos sentindo diferentes; tudo é diferente.

O vírus passa por nós quando lidamos com nossa própria doença. Nós vemos o mundo de maneira diferente; ainda não percebemos isso, mas a consciência de quanto mudamos e de que forma diferente vemos tudo agora virá. Assim, a primeira onda já passou.

Pergunta: Você acha que o tempo de se divertir nessas “novelas” com brigas e violência no cinema está gradualmente passando?

Resposta: Você pode até ver isso na juventude que ainda estava interessada nisso há apenas meio ano. Você pode ver se eles ainda estão interessados ​​nisso hoje. Estou confiante de que não estão mais. E os pré-adolescentes que estão crescendo não terão interesse nisso. Pareceria a eles como uma Hollywood antiquada do século passado.

Pergunta: Você acha que eles estarão procurando algo além dessa luta, dessa violência?

Resposta: Eles estarão procurando uma ação maior. E a maior ação já é dentro. Não é em lutar, nem em arremessar alguém do 20º andar, e ela pegar o trem de pouso de um avião e voar. A necessidade estará além da ação mecânica, além das imagens ou da estrutura deste mundo. Será interna.

Pergunta: Escrutínio interno?

Resposta: Sim. Ou pode ser uma guerra como o coronavírus está lutando contra nós. Assim, nosso herói se acostuma a ele e viaja dentro do corpo humano, dentro da sociedade humana, lutando contra esse vírus que quer ferir a humanidade. E nosso herói é contra.

Então ele talvez comece a perceber que não deveria lutar contra ele, porque tudo o que o vírus faz é bom.

Era apenas eu que pensava que ele precisava ser destruído. Não! Devemos ajudar o vírus a destruir o egoísmo humano. Ele visa apenas destruir o ego e não prejudicar a humanidade. Pelo contrário, está salvando a humanidade.

Comentário: Então, o homem realiza a missão positiva deste vírus, que é direcionada contra o egoísmo humano. E se o renunciarmos …

Resposta: De repente, percebe-se que, se não fosse por esse vírus, estaríamos nos dirigindo para a destruição do nosso planeta. Se o vírus não tivesse chegado até nós agora, certamente o teríamos destruído em um futuro muito próximo.

Na verdade, soa como um ótimo título: “E De Repente, Veio Um Vírus”.

De KabTV, “Notícias com Michael Laitman”, 27/04/20

“Fake News Para Um Mundo Fake” (Medium)

Medium publicou meu novo artigo: “Fake News Para Um Mundo Fake

O diretor da Organização Mundial da Saúde disse sobre a COVID-19: “As fake news (notícias falsas) se espalham com mais rapidez e facilidade do que esse vírus”. De fato, se você está procurando a verdade no mundo de hoje, então a verdade é que todo mundo está mentindo. Todo meio de comunicação distorce e manipula as notícias de acordo com a agenda de seu dono.

Podemos continuar evitando a busca sincera da alma que precisamos fazer e seguir o caminho que seguimos por décadas, mas evidentemente isso não nos levará a lugar algum bom.

No passado, quando jornais e televisão recebiam financiamento de assinantes, de pessoas que compravam cópias reais de jornais, a imprensa era obrigada a fornecer aos leitores ou espectadores histórias verdadeiras. Hoje, quando a mídia é de propriedade de magnatas da mídia e depende dos anunciantes para sua existência, ela é devedora apenas deles, e a geração de relatórios honestos se tornou obsoleta. A boa notícia, se você pode chamar assim, é que hoje todo mundo já sabe que todo mundo está mentindo.

Ainda consumimos notícias da mídia, já que não há outra fonte de notícias, mas pelo menos é com um grão de sal. E por falar em sal, a mídia hoje é como a comida que comemos: grande, brilhante e sem aparência. Mas por dentro, a comida é bombeada com hormônios, esteroides e antibióticos. Todos sabemos disso e todos a comemos. O que mais podemos fazer?

Aqui precisamos ser honestos conosco mesmos. É verdade que a mídia está corrompida, mas isso não é novidade há muito tempo. Então devemos perguntar: de onde vieram os jornalistas? Onde cresceram? Onde foram educados? Onde aprenderam a distorcer e manipular? Eles aprenderam no mesmo lugar em que crescemos, onde fomos educados, onde aprendemos a manipular um ao outro. A mídia não é mais corrupta do que o ambiente que a criou, e somos todos nós. Ela é feita à nossa própria imagem.

Para receber notícias verdadeiras, não basta condená-las; elas não podem ser melhores do que o público que as gerou. Em vez disso, precisamos nos olhar no espelho, admitir que as pessoas que apadrinhamos com nossa própria justiça realmente refletem quem somos e nos perguntamos se essa é a sociedade em que queremos viver.

Se fizermos isso, não há nada do que reclamar. Mas se não fizermos, a muito a fazer. Podemos começar aprendendo como estamos todos conectados. Assim como uma pessoa com o coronavírus pode infectar dezenas de pessoas, se não mais, também podem nossas ações e até nossos pensamentos. Quando a má vontade em relação ao outro é alta, as pessoas fazem coisas más umas às outras, refletindo o que sentem por dentro. Mas quando se sentem conectadas às suas comunidades e países, quando se preocupam com o próximo, não se prejudicam. Portanto, a raiz do problema que cria uma má imprensa é que nós mesmos somos maus um para o outro. Se somos maus um com o outro, podemos reclamar que alguém é ruim para nós?

Estamos revertendo o lema de JFK: “Não pergunte o que seu país pode fazer por você; pergunte o que você pode fazer pelo seu país” e reclame quando não funcionar. Em princípio, todos concordamos com o JFK, mas queremos que todos os outros façam primeiro. Com essa atitude, morreremos antes que alguém faça alguma coisa.

O presente é o que é porque evitamos lidar com nós mesmos, com o modo como nos relacionamos e com que tipo de sociedade estamos promovendo. Podemos continuar evitando a busca sincera da alma que precisamos fazer e seguir o caminho que seguimos por décadas, mas evidentemente isso não nos levará a nenhum lugar bom.

Como alternativa, podemos decidir que precisamos finalmente sair do sofá e começar a trabalhar um pelo outro. Isso não exige mudanças radicais; não precisamos doar nossas economias, se tivermos, e não precisamos sacrificar nada. Só precisamos olhar para dentro de nós mesmos e observar como nos relacionamos, porque é aqui que estamos realmente doentes. Esse é o vírus que estamos dando um ao outro de manhã, ao meio-dia e à noite. Se quisermos nos tornar diferentes um do outro, nos tornaremos, desde que desejemos isso juntos. Essa é a ideia que precisamos promover, de que juntos podemos construir uma sociedade solidária, onde pessoas são responsáveis ​​umas pelas outras. Se adotarmos essa pequena mudança em nossa mentalidade, veremos um mundo diferente. Juntos, podemos mover montanhas.

“O Que A Coronafobia Nos Diz Sobre A Natureza Humana” (Medium)

Medium publicou meu novo artigo: “O Que A Coronafobia Nos Diz Sobre A Natureza Humana

O medo mata. À medida que a COVID-19 continua se espalhando e o número terrível de mortes na América e no mundo aumenta, o medo do desconhecido está causando extrema ansiedade: a coronafobia”. Os médicos norte-americanos estão preocupados com a ocorrência de mortes adicionais, pois um grande número de pacientes com doenças fatais parou de procurar tratamento em hospitais porque tem medo de contágio. Há muito mais nesse novo fenômeno do que parece. Ele reflete uma mudança fundamental na natureza humana, uma nova percepção da interação social que a pandemia desencadeou. Precisamos nos tornar mais conscientes dessa mudança, a fim de nos ajustarmos adequadamente.

Agora é a hora de percebermos que somos uma humanidade interconectada e interdependente e de nos esforçarmos para preservar o senso de integralidade que a atual crise nos ensinou.

Nossos estilos de vida e hábitos mudaram dramaticamente, talvez para sempre, como consequência do coronavírus. Aqueles com transtorno obsessivo-compulsivo agora veem comportamentos semelhantes em um nível generalizado, pois as pessoas evitam contato pessoal, apertos de mão, tocam em coisas que não são delas e lavam constantemente as mãos para evitar contrair a doença. Muitos estão ansiosos para sair de casa e se expor ao mundo exterior não estéril, a menos que não tenham escolha e estejam equipados com máscaras e todos os equipamentos de proteção necessários.

O que se manifesta na superfície como um medo irracional da doença é sintomático de uma mudança na percepção humana nas prioridades da vida em um nível mais profundo. Sem dúvida, o tratamento da doença não deve ser adiado ou evitado por medo, mas essa recente tendência humana de se voltar para dentro surge por uma razão.

Essa enorme agitação mundial se abriu diante de nossos olhos. A epidemia diminuiu o ritmo, obrigou-nos a parar e pensar duas vezes sobre a relevância de nossa busca interminável por prazeres. Percebemos que a busca obsessiva de indulgência a todo custo é nossa verdadeira armadilha, uma vez que, assim que um desejo é realizado, surge um novo e maior desejo. Assim, caímos constantemente no mesmo ciclo vicioso de vazio e falta de sentido em nossas vidas.

Em nossa nova realidade, ficar em casa começou a se tornar um hábito, uma segunda natureza. O que foi percebido pela primeira vez como estando na prisão, preso em um ambiente estressante, de repente parece confortável e seguro. Obviamente, é impossível generalizar e dizer que todos se sentem assim ou se relacionam com isso. Também não há interesse em empurrar alguém nessa direção, mas a tendência indica que ocorreu uma transformação na maneira como nos relacionamos e vivemos nossas vidas.

As ocupações também mudaram em comparação com as gerações anteriores. Estamos movendo rapidamente nossos trabalhos para o espaço virtual – uma maneira fácil de nos conectar com pessoas sem limites físicos e geográficos. Apesar de ainda estarmos acostumados ao contato físico, estamos percebendo cada vez mais que os benefícios de trabalhar em casa compensam de várias maneiras – mais tempo de qualidade com a família, menos deslocamentos longos e cansativos e economia financeira em custos indiretos mais baixos nos escritórios.

No entanto, o estágio em que estamos agora não é nosso destino final. O espaço virtual é apenas um ponto de passagem na transição da existência no mundo físico para um mundo mais interno e introspectivo. Quanto mais cedo começarmos a nos sentir parte integrante de um espaço virtual global, mais profunda será a nossa conexão interna. Esse tipo de conexão refere-se à unidade dos corações que não é medida pelo número de interações físicas que temos no mundo corpóreo.

Em poucas palavras, a realidade virtual para a qual a pandemia nos levou é a preparação para o estabelecimento de uma sociedade mais interna e integral, uma conexão integral. Neste novo mundo, precisaremos aprender a nos conectar acima de nossas diferenças e criar conexões significativas, além de participar de atividades comerciais e de subsistência.

Este é o estágio que a raça humana precisa implementar agora. Precisamos entender os elementos e meios dessa nova realidade e aprender a usá-los para promover melhores relações humanas. Agora é a hora de perceber que somos uma humanidade interconectada e interdependente e de nos esforçar para preservar o senso de integralidade que a atual crise nos ensinou.

Nosso único requisito é fortalecer nossa conexão interna para criar uma sociedade integral entre nós, baseada no princípio “o amor cobre todos os crimes”, como escreveram nossos sábios. Esse ambiente dissipará todas as fobias, incertezas e ansiedades em relação ao futuro.

“Teorias Da Conspiração, Chips E Outras ‘Explicações’” (Newsmax)

Meu artigo no Newsmax: “Teorias Da Conspiração, Chips E Outras ‘Explicações’

Situações incomuns produzem explicações incomuns. Isso é verdade na crise do COVID-19. É por isso que provavelmente não houve uma crise na memória recente que produzisse mais notícias falsas, teorias da conspiração e outros sustos que ninguém sabe quem os espalhou e se são verdadeiros ou falsos.

Mas se o coronavírus foi ou não produzido em um laboratório em Wuhan, na China e se deve ou não nos assustar em concordar em implantar em nós um chip que monitorará todos os nossos movimentos, essas teorias têm uma falha importante: elas ignoram a causa principal do vírus. No final, não importa quem criou o vírus ou qual foi a finalidade. O que importa é que ele está aqui e está mudando a própria estrutura da sociedade humana. Isso é algo que nenhum ser humano pretende alcançar e nenhum ser humano pode controlar.

O coronavírus está de fato expondo algo, algo que meus professores chamam de “reconhecimento do mal”, o mal da natureza humana. O vírus desligou todos os nossos sistemas e nos enviou para pensar um pouco. Enquanto estávamos em casa, a natureza prosperou e os animais começaram a vagar livremente onde não vagavam há décadas, demonstrando o quanto prejudicamos a natureza.

Enquanto estávamos em casa, por medo de contrair o vírus ou infectar nossos entes queridos mais vulneráveis, jovens manifestantes impetuosos protestaram contra o bloqueio, reunindo-se e carregando cartazes dizendo “Cuomo protege criminosos” e “Cuomovírus, a verdadeira ameaça no estado de Nova York”.

Enquanto o povo comum está implorando por benefícios federais para manter suas famílias e empresas à tona, os magnatas estão fazendo centenas de bilhões de dólares às custas de todos os outros. Até os hospitais mais ricos recebem o dobro da ajuda do governo que os hospitais mais pobres. Como alguém justifica isso? Se isso não é o reconhecimento do mal, não sei o que é.

Há uma boa razão para apontar todos esses exemplos de feiura humana. O coronavírus não os criou; apenas colocou um espelho diante de nossos olhos para que pudéssemos ver quem somos, como nos tratamos e como somos alienados um do outro. E se é assim que nos tratamos, não é de admirar que também seja assim que tratamos a natureza. É para isso que queremos voltar? É isso que queremos reabrir? Afinal, é isso que travamos, então, quando reabrirmos, é isso que sairá.

Precisamos viver, mas precisamos fazer o que é certo. Por “certo”, quero dizer que precisamos abrir apenas empresas que são verdadeiramente essenciais e não, como dizia a placa de um manifestante: “Todos os empregos são essenciais”. Essencial para quem? Para aqueles que querem nos manipular para comprar o que não precisamos? Nem todo negócio é essencial e nem todos os trabalhos são essenciais.

Antes, todas as pessoas são essenciais. Pessoas cujos negócios contribuem com valor real para a sociedade, como alimentos, roupas, assistência médica, educação, construção e assim por diante, devem ser abertos e permanecer abertos. O resto de nós deve fazer a transição para um campo totalmente novo de especialização: a educação humana.

Por educação humana, quero dizer aprender a ser humano, ou seja, humano um com o outro. Devemos aprender que todos somos dependentes um do outro, porque claramente, no momento, não temos consciência disso. Devemos aprender que, quando promovemos valores como consideração mútua, cuidado mútuo, preocupação e responsabilidade com nossas comunidades e cidades, somos os primeiros a se beneficiar disso. Se queremos ter um futuro, precisamos reconhecer que a qualidade do nosso futuro depende da qualidade da sociedade em que vivemos. E se não construirmos uma sociedade boa e solidária para nós mesmos, quem o fará?

O ativismo é excelente, desde que seja direcionado para a união da sociedade, melhorando a vida de todos e não para promover os interesses de vários grupos de pressão. Para resolver os problemas da sociedade, todas as facções e elementos da sociedade devem participar do processo, compartilhar suas necessidades, e a sociedade (ou seus representantes) deve decidir em conjunto sobre as prioridades na alocação de recursos e esforços para resolvê-los.

Na sociedade interdependente de hoje, se uma facção permanecer insatisfeita, inevitavelmente derrubará toda a sociedade. Se não entendermos isso agora, entenderemos depois da segunda ou terceira onda do vírus. Então, por que não fazer isso agora, um milhão de vítimas antes?

A Suécia Tenta Integrar Aposentados E Imigrantes

Laitman_419Pergunta: Eles estão sempre conduzindo experimentos na Suécia. Ultimamente, eles decidiram integrar aposentados com imigrantes. Aqueles que tiveram a ideia acreditam que ela ajudará os idosos a lidar com o sentimento de solidão e, ao mesmo tempo, ajudará os imigrantes a se integrarem no país e na nova cultura. O que você acha desse plano?

Resposta: Eu acho que é um bom plano para a destruição mútua de ambos.

Pergunta: Isso significa que você acredita que é impossível integrar os dois grupos?

Resposta: É impossível integrar os dois grupos. Mesmo pessoas que compartilham a mesma religião, os mesmos valores na vida e a mesma cultura que se originam da mesma nação, pessoas que se entendem sem palavras, não podem viver em paz umas com as outras. Aqui, por outro lado, eles estão tentando fazer algo totalmente contraditório, como se fosse de outro planeta. Como eles vão viver juntos? Pelo que?

Pergunta: Você acredita que os aposentados se sentirão mais solitários e os imigrantes ficarão ainda mais distantes?

Resposta: Os aposentados sofrerão! Ambos os grupos se transformarão em bestas selvagens. Na natureza, existe a lei da equivalência de forma. A proximidade mútua é baseada na semelhança. Isso significa que nos aproximamos de alguém na medida em que parecemos com ele e nos afastamos na medida em que diferimos. Essa é a lei no espaço livre simples. Se você começar a reunir pessoas diferentes umas das outras, ondas de choque e desequilíbrio começarão a aparecer entre elas até que elas atinjam uma explosão real. Então porque fazer isso? As pessoas que fazem isso não têm ideia do que estão lidando. Será impossível apagar o choque com dinheiro ou uísque.

Pergunta: Você acha que nem mesmo a psicologia funcionará aqui?

Resposta: Não. Demorará várias gerações antes que esses grupos de pessoas comecem a se parecer. Isso significa que eles provocarão a divisão da sociedade e outros resultados horríveis. Quem deixaria isso acontecer?! Eu enviaria meus parentes para viver nessas condições?! Perto de imigrantes?!

Os imigrantes também não são responsáveis ​​por nada disso. Eles têm seus próprios valores e suas próprias atitudes em relação à vida; uma perspectiva diferente e uma mentalidade diferente. Eles não entendem os europeus do norte. Na melhor das hipóteses, eles vêm do sul da Europa, África ou Ásia.

Isto é horrível. Quem teve essa ideia?! Isso mostra uma total falta de entendimento das leis da natureza.

Comentário: Agora eu entendo que esse objetivo não será alcançado.

Minha Resposta: Não apenas isso não será alcançado, mas também chegará a estados em que a polícia terá que patrulhar por toda parte.

Pergunta: Há um problema com pessoas solitárias na Suécia, especialmente aposentados. O que você faria se tivesse todas as opções à sua disposição, a fim de atenuar um pouco a situação para que elas não fiquem sozinhas?

Resposta: Os suecos devem se envolver com outros suecos, só isso! Eles devem pegar a geração mais jovem ou os desempregados, ensiná-los e depois empregá-los como assistentes sociais.

Pergunta: E o que você faria com os imigrantes? Este também é um problema na Suécia. Como eles devem integrá-los à sociedade?

Resposta: Eles precisam colocá-los em estruturas de estudo intensivas e sérias, de manhã até a noite, durante todo o dia, estruturas de estudo para crianças, adolescentes e adultos. Um número muito grande de pessoas é necessário para isso.

Pergunta: Então o problema não será simplesmente resolvido com o tempo?

Resposta: Não, não será resolvido. Haverá novos problemas, como gangues de rua, abuso de drogas e tudo o mais que vemos nessas situações. Tudo se deve apenas à falta da abordagem correta.

De KabTV, “Notícias com Dr. Michael Laitman”, 13/01/20

Como Curar O Egoísmo?

laitman_433.02Pergunta: Eu me lembro de mim na primeira infância nos anos 80. Nadávamos em rios e bebíamos água deles; flores e frutos na floresta cheiravam tão fortemente que seu aroma era simplesmente intoxicante.

E hoje vejo como tudo mudou. Agora, esses rios são inadequados mesmo para a irrigação de gado. Consequentemente, tenho um certo sentimento de que nós, nosso egoísmo, engolimos este planeta. O que podemos fazer para curar o egoísmo? Como podemos corrigi-lo?

Resposta: Em princípio, isso não é tão difícil. Nós só precisamos querer isso juntos e nos apoiar, para que milhares de pessoas se reúnam e tentem agir de maneira não egoísta, mas acima do egoísmo, usando o mínimo possível.

E não precisamos fazer nada de especial, mas antes de tudo, apenas poupar a natureza, parar de roubar nossa Terra. Em segundo lugar, poupar as pessoas, ou seja, tratar um ao outro com o máximo de compreensão e amizade.

Se agirmos dessa maneira em relação à natureza e ao homem, atrairemos até nós mesmos as forças positivas da natureza, a luz superior, como a chamamos, e ela nos corrigirá. Nós nos tornaremos mais amigáveis, abertos, confiantes.

Poderemos ver através da natureza como as forças do bem e do mal interagem umas com as outras. E as equilibramos como mais e menos em circuitos elétricos. Afinal, é impossível sem o sinal de menos.

Precisamos aprender como fazer isso. Toda a minha vida foi dedicada a ensinar as pessoas a usar adequadamente as duas forças inerentes à natureza: positiva e negativa.

O poder negativo é o nosso egoísmo. Ele se manifesta em todos os lugares e apenas nos queima. Mas há uma força positiva que não estamos revelando. Só pode emergir quando somos despertados para ela. Se o despertar não existe, ela (força positiva) não aparece e permanecemos apenas sob o controle da força negativa. Como resultado disso, chegamos a um estado em que tudo se torna apenas negativo: natureza inanimada, vegetativa, animada e o homem.

De KabTV, “Encontros com a Cabalá: Victoria Bonya”, 29/03/20

O Derretimento Das Geleiras É Perigoso Para A Humanidade?

Laitman_702.01Pergunta: Os cientistas dizem que o derretimento das geleiras pode ser mortal para nós.
Cientistas dos Estados Unidos e da China foram ao Tibete, onde está o gelo mais antigo. Ao estudá-lo, eles encontraram 28 tipos diferentes de vírus congelados. E se o gelo começar a derreter, eles ganharão vida.

Agora, no contexto do coronavírus, há um pânico terrível. Os vírus são antigos e estão congelados há cerca de 15.000 anos. O que eles trarão para a humanidade ?! Dizem que pode ser ainda pior que o coronavírus!

Resposta: É bem possível. Esta é uma descoberta terrível. Talvez, de alguma forma, isso esfrie os fanáticos e, em primeiro lugar, os políticos. Afinal, tudo depende deles.

Pergunta: Como os políticos estão conectados ao coronavírus?

Resposta: Eles estão conectados pelo fato de ajudarem a aclimatação da Terra [AG1] ao aquecimento global e tudo mais – deixe-os jogar bilhões nisso. Mas, talvez, eles ainda me escutem e, então, não haverá necessidade de jogar bilhões “na Terra”, mas eles educarão a população e a empurrarão para a unidade.

Pergunta: Como a educação está conectada a vírus?

Resposta: De acordo com o plano da natureza, já deveríamos estar nos aproximando uns dos outros. Se não começarmos a nos aproximar seriamente de uma humanidade unificada, é claro que enfrentaremos grandes problemas!

E não é apenas o derretimento das geleiras. Estamos violando a ecologia integral da Terra e de todo o espaço circundante. Estamos violando a ecologia do sistema solar! Não entendemos isso, mas todos esses são sistemas fechados que afetam um ao outro, antes de tudo, a nós, o Sol e a Lua. Todos esses são sistemas interconectados que estão tão próximos (embora nos pareçam estar muito distantes) que pode haver consequências imprevisíveis e muito rápidas. Temos que pensar sobre tudo isso.

No entanto, para fazer isso, precisamos de políticos diferentes, líderes diferentes e maneiras diferentes de controlar a Terra. Considere o que eles estão pensando – apenas sobre como remover um ao outro de seus lugares e como reinar por um ano ou dois; por isso eles estão prontos para sacrificar o bem-estar dos habitantes da Terra. Não sei como descrever isso para tocar o coração das pessoas. A humanidade poderia trazer a ordem, se quisessem.

Pergunta: Por que eles não querem?

Resposta: Eles não querem reconhecer o que está acontecendo. Eles fecham os olhos. Mas talvez eles o façam agora, com esses tipos de golpes, que aumentarão o tempo todo. Isso é obrigatório. E se eles encontrarem um antídoto para esse vírus, haverá ainda piores. E outro antídoto vai piorar ainda mais e assim por diante.

Pergunta: Mas você não é contra o fato de que eles estejam procurando um antídoto?

Resposta: Não, não sou contra; eu acho estúpido porque você não pode fazer nada com isso. Você simplesmente segue o mesmo caminho de erros e quedas, erros e quedas, o tempo todo. Não é isso que deveríamos estar fazendo. Precisamos entender a fonte de nossa atitude errada em relação a nós mesmos, em relação à natureza e às pessoas, para que tudo dê certo.

Observação: A humanidade está procurando um meio de impedir que as geleiras derretam e assim por diante.

Meu Comentário: Para quê?! Essas não são as ferramentas certas; elas são mecânicas! Nada é resolvido em seu próprio nível! Devemos sempre subir para o nível superior. Como Einstein disse: “Você quer consertar alguma coisa? Você tem que pular acima da mesa se quiser pousar na mesa”.

Pergunta: Sim, mas como eles podem entender isso?

Resposta: Eles devem ouvir os Cabalistas. Falamos de maneira totalmente razoável, sensata e empírica e tentamos explicar tudo.

Observação: O que tornará a humanidade mais próxima não entrará em suas mentes.

Meu Comentário: Essa é a maior força da natureza. É porque nos expressamos dessa maneira, no nível humano, e tentamos tornar a natureza o mais integral possível. Então a natureza começa a se equilibrar em todos os outros níveis.

Afinal, qual é o motivo de todo o problema? Isso se deve ao fato de que tudo está desequilibrado. Se as pessoas, em seu próprio nível, começarem a criar esse equilíbrio (estamos desequilibrados há muito tempo, o que fica claro em nossos relacionamentos), todas as outras partes da natureza automaticamente começarão a se equilibrar.

Pergunta: O que teremos então? Os vírus que vieram para a morte virão para a vida?

Resposta: Claro! Tudo será equilibrado. Eles funcionarão normalmente, como deveriam. Não há nada de ruim na natureza. Somos nós, em nosso nível, quem violamos a harmonia das interações entre as forças da natureza e, portanto, a natureza se manifesta em níveis inferiores dessa maneira.

Vulcões, furacões e vírus são todos fenômenos naturais, mas eles já estão começando a se manifestar no nível dos fenômenos biológicos. Então eles também existirão no nível humano. Isto é, a humanidade de repente deixará de entender o que está fazendo e onde existe, como se estivesse sob a influência de algum tipo de droga. E não haverá nada que você possa fazer com as pessoas.

Elas estarão andando por aí como se estivessem desligadas, fazendo coisas estranhas e terríveis. Alguém vai pensar em pressionar algum botão em uma usina nuclear.

Pergunta: Isso significa que os problemas subiram para o nível humano?

Resposta: Claro. Eles gradualmente sobem de baixo, assim como a água sobe e inunda todos os níveis de um edifício humano.

Pergunta: Você é uma pessoa da ciência exata, mas é muito difícil ouvi-lo. Os políticos não vão ouvi-lo. Então, a quem você se dirige?

Resposta: Às pessoas. Eu não falo com políticos. Não há nada que se possa fazer, exceto através da conscientização das pessoas. Não políticos; eles são programados pela natureza. O que as pessoas querem, os políticos implementam.

Precisamos desejar que as pessoas desejem os objetivos certos e, em seguida, os políticos agirão. Os políticos não ouvem nada! O principal para eles é estar no poder. Se eles ouvirem que as pessoas querem isso, eles dirão e farão o que as pessoas querem. A principal coisa para eles é estar no comando.

Pergunta: O que as pessoas deveriam querer agora para mudar repentinamente os políticos?

Resposta: As pessoas devem querer estar conectadas entre si em uma boa conexão.

Precisamos pensar no que fazer. Porque se isso se desenvolver de maneira natural e egoísta, é claro que será ruim. Precisamos corrigir urgentemente a tendência da natureza, orientá-la na direção do acordo e da conexão mútua. Então, tudo ficará equilibrado.

Não temos como escapar dos vírus e de outros organismos de algum tipo. Estes são todos os organismos biológicos. Precisamos desenvolver tudo isso para melhor. Se nos voltarmos para o melhor, eles não farão mal a nós. Pelo contrário, participarão conosco de um tipo diferente de desenvolvimento: um desenvolvimento civilizado.

Observação: Para a vida.

Meu Comentário: Claro. Portanto, tudo depende do homem.

De KabTV, “Notícias com Dr. Michael Laitman”, 03/02/20

O Que A Natureza Quer De Nós?

laitman_600.02Pergunta: O que exatamente a natureza quer de nós? O que cada um de nós deve mudar para um futuro melhor?

Resposta: Nós temos uma natureza global e integral, como se estivéssemos dentro de uma bola. Todo o sistema da natureza é interdependente e está em um certo equilíbrio interno. Nós humanos somos criados especialmente como egoístas; perturbamos constantemente esse equilíbrio em nós mesmos e no campo que nos cerca: inanimado, vegetativo, animado e humano.

O problema é que, apesar do constante desenvolvimento e trabalho do nosso egoísmo, devemos alcançar um estado em que equilibramos completamente o ego, fazemos uma restrição nele, o chamado Tzimtzum, e depois o usamos ao contrário: para doação, para uma comunicação adequada uns com os outros, quando todos consomem apenas o necessário para si.

Hoje, qualquer pessoa comum de uma sociedade ganha dinheiro, tem família, filhos, casa, trabalho e vive normalmente. Não é preciso muito. Por suas ações, ela não deve prejudicar o meio ambiente, mas planejá-las de maneira que estejam em equilíbrio com o mundo exterior – não em um estado petrificado constante, mas em equilíbrio dinâmico.

Se uma pessoa se comporta dessa maneira, é bom para ela e bom para o mundo. Ela começa a sentir e a se familiarizar com o sistema da natureza através deste mundo: por qual fórmula funciona, que tipo de força está dentro da natureza que controla tudo. Essa força superior é chamada de Criador.

Em princípio, a natureza nos criou deliberadamente de maneira oposta ao nosso equilíbrio, para que começássemos a sentir em nosso desenvolvimento o quanto não correspondemos a ela, ou seja, ao Criador, quanto podemos mudar e como estar mais perto da natureza, do Criador. A certa altura, começamos a compreender essa força que nos controla e quer estar em equilíbrio e se comunicar conosco o tempo todo.

Aqui reside o propósito da existência do homem: alcançar o nível de conexão com a força geral da natureza chamada Criador. Ao alcançá-lo, sentiremos que estamos no estado de maior conforto, conhecimento, eternidade e perfeição. Nós devemos chegar a este estado.

Portanto, o vírus que agora estamos despertando e que, por sua vez, está nos despertando, existe precisamente para que possamos encontrar a interação correta com a natureza, equilibrando-a com a revelação do Criador, comunicando-se com Ele.

Pergunta: Como você pode sentir e perceber o equilíbrio com a natureza? Afinal, todo mundo tem sua própria visão disso.

Resposta: Você trata todos como você. Isso é o melhor. Se nos relacionarmos assim, em todos os níveis: inanimado, vegetativo e animado, tudo estará em ordem. Estaremos em equilíbrio dinâmico com o mundo à nossa volta e começaremos a sentir através dele o sistema de gerenciamento superior: o programa chamado Criador.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 05/04/20

A Natureza Não Pode Tolerar Mais Tempo!

laitman_566.02Pergunta: Você diz que a situação com o coronavírus levará seis meses a um ano. Quando tudo isso vai acabar?

Resposta: Não espere! A natureza deve nos domar, nos guiar por um caminho completamente novo, o caminho supraegoísta. Não podemos continuar mutilando-a, somos obrigados a viver de maneira diferente.

Você não pode gastar 80% de sua força, energia e mente destruindo a natureza e deixar 20% ou menos em sua própria existência. Não podemos mais agir dessa maneira porque, quando fazemos isso, violamos as leis e condições do equilíbrio da natureza. A natureza não aguenta.

Apenas nos dois meses em que paramos de interferir na natureza, ela começou a se recuperar. A natureza não pode mais tolerar! O sistema não pode permanecer oprimido!

De KabTV, “Encontros com a Cabalá. Victoria Bona”, 29/03/20

Dez Bilhões Em Um Coração

laitman_929Baal HaSulam escreve que, se a humanidade não quiser se unir e se tratar com bondade, enfrentaremos guerras mundiais e desastres naturais, após os quais um punhado de pessoas permanecerá na Terra, tendo que incluir todas as almas e chegar a amar o próximo de qualquer forma.

Por que não fazemos isso agora sem esperar pelos golpes? Vamos nos perguntar.

Toda a humanidade deve se unir como uma dezena e incluir o Criador dentro de si. Uma dezena pode consistir em dez bilhões de pessoas; o principal é que elas se conectem como um grupo, uma dezena.

O número de pessoas não importa; a conexão é importante. Mas lembre-se de que quanto menos pessoas permanecerem na Terra, mais egoísmo cada pessoa teria. Ou seja, elas teriam que passar por maior sofrimento e miséria, a fim de receber maior força do alto para corrigir seu desejo egoísta. O crescimento da população mundial é causado pelo desejo crescente de desfrutar da revelação que requer correção.

Quanto maior o número de pessoas que desejam superar seu egoísmo, mais fácil é para elas se corrigirem. Se não queremos melhorar, a natureza nos pressiona, nos destrói e nos mata, mas em todos os sobreviventes ainda há muito mais sofrimento, problemas e disposição para abandonar seu egoísmo. Tudo depende não do número de pessoas, mas de sua vontade de se unir como uma dezena.

Quando falo sobre como será o mundo na era pós-coronavírus, sou acusado de ser socialista. Mas esse estado já foi descrito por Baal HaSulam e pelos profetas há muito tempo.

Precisamos nos elevar acima de nossa visão corporal e nos vermos existindo em um só coração. Isso não depende da condição em que os corpos físicos estão ou de seu número: serão dez bilhões de pessoas na Terra ou vinte bilhões.

Devemos chegar a um estado em que isso se torna sem importância para nós, em que forma material nós vivemos e, mais importante, que existimos e que possamos ser unidos por nossas almas, proporcionando assim um lugar para o Criador ser revelado. Não importa como meu corpo animal vive; o principal é que me sinto como um coração com todos os habitantes deste mundo.

Da Lição de Cabalá em 18/04/20, Baal HaSulam, “O Amor pelo Criador e o Amor pelos Seres Criados”