Textos na Categoria 'Baal HaSulam'

A Linguagem Do Cabalista

laitman_526Pergunta: Quais eram as relações entre Baal HaSulam e seus alunos? Qual era a sua conexão com eles e as cartas que escreveu para eles?

Resposta: A conexão entre um Cabalista e seus alunos é descrita muito bem nas cartas de Baal Ha Sulam e Rabash.

Eles escreviam mais do que falavam. De forma prática, eu nunca ouvi o Rabash dizer: “Parece-me que meus olhos veem os amigos, meus braços os abraçam e minhas pernas dançam com amor e alegria junto com eles em um círculo, e o meu ‘eu’ é anulado e dissolvido em meus amigos”.

Quanto ao Baal HaSulam, ele expressava tudo de forma acadêmica.

Observação: No entanto, ele teve um avanço quando escreveu: “A única coisa diante de vocês é o amor de amigos”.

Resposta: Ele aponta para isso como a coisa mais importante; caso contrário, qual é o uso de todas as outras ações se não houver uma intenção clara de unir o grupo onde tudo isso é revelado?

O fato é que existem quatro linguagens para explicar as ações: a linguagem do Tanach, ou seja, a Torá e tudo o que existe atrás dela, a linguagem do Talmude, a linguagem das lendas e a língua da Cabalá. Nós precisamos conectar tudo isso para explicá-la plenamente. Este é HaVaYaH – o nome completo do Criador – isto é, a revelação completa da força superior, a propriedade de doação na propriedade de recepção.

Somente nisso o amor de amigos é revelado. Portanto, Baal HaSulam escreve que o mandamento mais importante é o mandamento da unificação e agora ele está diante do mundo inteiro.

Eu espero muito que, com a ajuda de figuras tão grandes como Baal HaSulam e Rabash, nós possamos fazer isso. Pelo menos, nós vemos como tudo isso se materializa.

Da Lição de Cabalá em Russo 16/10/16

Melodias De Baal Hasulam

627.2Pergunta: Por que Baal HaSulam começou a escrever música?

Resposta: O grupo de Baal HaSulam consistia em menos de dez pessoas, e todos vieram de lugares diferentes. Cada um tinha suas próprias melodias que eles faziam na hora das refeições ou durante as orações, especialmente no dia da expiação (Yom Kippur).

Portanto, Baal HaSulam compôs suas próprias melodias e ensinava aos estudantes a não cantarem orações estranhas às palavras do livro de orações. Foi assim que surgiram as melodias dos textos do Ari e “Bnei Eichal“, “Kel Mistater“, etc.

Pergunta: Essas melodias e sua letra de alguma forma podem afetar a pessoa que as escuta?

Resposta: Elas possuem certas forças espirituais. Uma melodia tem um grande poder, mas só pode ser alcançada na medida em que a pessoa esteja habitando nela.

Da Lição de Cabalá em Russo 16/10/16

Para Que A Energia Mais Elevada Penetre O Mundo

laitman_212Após a guerra, Baal HaSulam foi capaz de realizar bastante: publicar suas obras, embora elas não fossem numerosas. Ele escrevia muito, mas geralmente acabava queimando seus escritos. Uma vez, ele deu a seu netinho, o filho do Rabash, uma sacola de papéis para queimar. Seu neto era um garoto esperto. Ele entendeu que havia algo precioso ali e salvou a sacola.

Quando cheguei ao Rabash, o filho dele mostrou-me a sacola e começamos a classificá-la juntos. A primeira coisa que fiz foi fotografar esses escritos. Não era fácil fazer cópias de manuscritos naquela época.

Então eu fiz as cópias para o Rabash e uma para mim. Mais tarde quatro livros foram produzidos a partir deles, incluindo O Fruto do Sábio. Os dois primeiros livros saíram quando Rabash ainda estava vivo. Nós costumávamos ir ao parque juntos, ler o texto, e ele o editava. E os dois últimos livros foram produzidos após sua morte.

Anteriormente, os Cabalistas sempre queimavam seus escritos. Às vezes, seus trabalhos eram inclusive enterrados com seus corpos, como ocorreu com o Ari, que foi enterrado com seus manuscritos. E algum tempo depois, os trabalhos foram desenterrados e reescritos. O mesmo aconteceu com O Livro do Zohar que foi ocultado por muitos anos até que alguém encontrou suas páginas separadas usadas como papel de embrulho.

Pergunta: Que tipo de ação é essa quando um Cabalista escreve algo e depois queima?

Resposta: Quando eu estudei com Rabash, durante as aulas acontecia muitas vezes que ele ia dizer uma frase, eu olhava para ele e não entendia nada. Ele continuava falando sobre o tema, acrescentando outra frase e, novamente, nada era compreendido, embora parecesse que não havia nada de místico no assunto.

O Cabalista faz isso de propósito para que esse conhecimento, esse poder, possa sair dele para o mundo geral. Ao deixá-lo no mundo superior, ele lhe dá o direito de existir no mesmo nível que o seu próprio, e inferior.

Por que ele não pode dizer isso quando está sozinho? Porque, diante dele, há “bebês”, ou seja, estudantes, que estão atualmente no nível do nosso mundo. Quando ele passa algo a eles, suas palavras e energia, a Luz transcende através delas e começa a afetar o mundo inteiro.

Nada mais é necessário. É por isso que grandes Cabalistas queimaram seus escritos.

Pergunta: E ninguém sequer os leu?

Resposta: Não. Isso foi suficiente.

Pergunta: Você também quer queimar alguma coisa, ou você já queimou?

Resposta: Não, meu trabalho é diferente. Eu explico tudo a vocês, verbalizo.

A questão é, você não pode fazer isso de outra maneira! Não há mistérios aqui! O mistério é apenas o que você não entende. Esse é o único quadro para as restrições.

Revelação é a tarefa primordial, a tarefa mais valiosa. Nós temos que revelar a qualidade de doação; não há mais nada no mundo. Dentro de nós, nós temos a qualidade de recepção, oposta a ela está a qualidade de doação; você revela uma dentro da outra. Aqui, você tem todos os mistérios da natureza e de todos os mundos.

Da Lição de Cabalá em Russo 16/10/16

Vinte Anos Antes Da Guerra

laitman_250Vinte anos antes da Segunda Guerra Mundial, ninguém a imaginava. No entanto, Baal HaSulam sabia disso com bastante antecedência. Ele advertiu os judeus na Polônia do perigo e implorou-os para sair, mas eles não ouviram. Quando a guerra começou, nenhum outro país os queria e eles morreram.

Naquele tempo, Baal HaSulam já estava morando na Palestina. Quando as tropas lideradas pelo general Rommel se aproximaram, as pessoas começaram a entrar em pânico. No entanto, Baal HaSulam estava absolutamente confiante de que as tropas parariam e disse isso a seus estudantes e conhecidos.

E, de fato, Rommel parou diretamente na fronteira palestina, embora tivesse o apoio do Egito. As previsões dos Cabalistas se tornaram realidade.

Baal HaSulam entendia tudo o que estava acontecendo na Europa na época e estava muito preocupado com isso.

Isso levanta a questão: um Cabalista pode afetar as forças superiores? Sob certas condições, sim. Talvez não seja porque ele deseja fazer isso, mas porque é guiado dessa maneira de cima. Ele não possui nenhum cálculo sobre isso.

Eu acho que essa poderia ter sido sua ação espiritual: um guia era necessário para que isso acontecesse em nosso mundo. O mesmo acontece a cada momento com cada um de nós. Nós nos afetamos a cada momento e determinamos o estado uns dos outros. Também é possível determinar o estado uns dos outros em momentos críticos.

Pergunta: Você não diz que um Cabalista não pode afetar o futuro corpóreo?

Resposta: Esse não é o futuro corpóreo, uma vez que, de fato, não há nenhuma matéria. Esse é um estado de forças, suas correlações mútuas.

O que significa “corporeidade”? Se pesquisarmos qualquer objeto, veremos que ele consiste em um vácuo. O que está nele? Átomos? São partículas separadas umas das outras por enormes distâncias. Isto é, matéria é força. Não há nada corpóreo.

Portanto, nós e tudo o que sentimos ao nosso redor é um acúmulo de forças. E tudo se move dentro de um único campo chamado alma. Esse campo é o que precisamos cuidar, moldando-o para que ele se torne semelhante à força que está dentro desse campo. E isso depende de nós, das pessoas. Essa é a correção.

Da Lição de Cabalá em Russo 16/10/16

Sobre O Que O Cabalista Fala?

laitman_227Comentário: Baal HaSulam em A Última Geração descreve cerca de trinta milhões de anos de desenvolvimento da Terra. No entanto, isso contradiz todas as religiões.

Resposta: A Cabalá é uma ciência e fala muito claramente sobre isso. Mesmo no Livro do Zohar, escrito há dois mil anos, afirma-se que a Terra é redonda. É bom que os Cabalistas não tenham sido capturados pelos inquisidores, afinal, quinze séculos depois, cientistas foram queimados por tais declarações! Está escrito simplesmente sobre isso no Livro do Zohar.

Pergunta: Sobre que trinta milhões de anos de desenvolvimento Baal HaSulam fala?

Resposta: Ele simplesmente imagina esses períodos geológicos de desenvolvimento da Terra. Ele mora neles!

No entanto, o que importa? Os Cabalistas não contemplam isso porque isso não se aplica ao propósito da criação. Pergunte o que aconteceu cinco bilhões de anos atrás, como o Sol, a galáxia e os buracos negros foram formados, e eles vão lhe contar.

Um Cabalista sente tudo isso em seus desejos. Afinal, se você trabalha com os desejos no nível de Adam – Homem, que não é o nível humano, mas o próximo nível de união dos desejos, então, naturalmente, você pode considerar todos os níveis anteriores e estudá-los. Está escrito na Cabalá que os Cabalistas conheciam a linguagem dos animais, o idioma dos peixes e assim por diante.

Estas não são apenas palavras bonitas ou uma alegoria. Você pode penetrar e entender a essência de todos os graus espirituais abaixo de você. Isso significa que você entende tudo de forma totalmente clara, da mesma forma que entendemos um bebê, pelo menos em algum nível e em algum volume, também tudo o mais nos níveis animal, vegetal e inanimado.

Da Lição de Cabalá em Russo 16/10/16

Duas Encarnações De Uma Grande Alma

Baal HaSulam é o maior Cabalista da nossa época. É muito difícil falar de uma força tão grande porque não entendemos realmente o que significa ser um Cabalista. Ele vive junto a nós e, ao mesmo tempo, em um mundo diferente. Um Cabalista vive de fato em dois mundos.

Para um Cabalista, não há confusão. Ele vê o mundo superior e o mundo inferior. Mas o que mais o interessa é sua interdependência: como é possível fazer correções no mundo superior a partir do mundo inferior, de modo que ele influencie novamente o mundo inferior e o nosso mundo suba para o nível superior. Essa é a tarefa de cada Cabalista.

Um Cabalista vem do desejo que o caracteriza no sistema geral da alma chamado “Adão”. Cada um de nós tem uma raiz diferente. Isso se chama “ponto de referência” ou “ponto no coração”. è por isso que cada um revela o mundo superior de sua maneira única.

No entanto, todos os pontos do coração revelam esse sistema de forma relativamente similar. Porém, todos aqueles que escreveram antes de Baal HaSulam, por exemplo, tiveram dificuldade em escrever um comentário ao Livro do Zohar.

Antes do surgimento do Livro do Zohar, ninguém conseguiu escrever nada parecido, apesar do fato de que muitos Cabalistas sabiam mais do que o Rabi Shimon. Eles simplesmente não podiam descrevê-lo como ele.

Isto é, na Cabalá existem muitas dessas condições: você pode ser ótimo, um gênio espiritual, mas não pode descrever nada, simplesmente não tem a capacidade.

Mas Baal HaSulam tinha essas duas qualidades. É incrível! Em toda a história da Cabalá, praticamente não houve um Cabalista com tal habilidade.

Moisés foi o maior Cabalista, e os Cinco Livros escritos por ele estão escritos de tal maneira e em tal linguagem que todos podem interpretá-los da maneira que quiserem.

E o que o Ari escreveu no seu trabalho, A Árvore da Vida, não pode ser entendido; aqui, é necessária uma clara conquista do mundo espiritual para a pessoa inclusive começar a entender o que ele está falando. Nesse livro, dados puramente físicos são apresentados, assim como em qualquer livro de física.

Por isso, quando o Ari começou a ensinar, o único que conseguia apreciá-lo era um grande Cabalista de seu próprio tempo, o Ramak. Ele também enviou todos os outros alunos para o Ari, enfatizando que esse material era algo novo. Mas nem eles, nem ele, conseguiram entender o sistema do Ari, nem mesmo até o dia em que morreu. E isso ocorre porque o Ramak pertencia à geração anterior de almas, aquelas que vieram a este mundo antes do Ari.

É por isso que Baal HaSulam diz abertamente: “Tudo o que eu consegui, eu consegui seguindo a alma do Ari encarnando em mim”, em outras palavras, ele era a próxima encarnação do Ari. O que se entende aqui não é o corpo físico, uma vez que ele não existe e nem o nosso mundo. O único que existe é o desejo quebrado e disperso em um enorme espaço egoísta.

Nesse espaço há gotas, como passas em um bolo que tem inclinações para a unidade, para a adesão ao Criador. Mas nós não sentimos essas inclinações porque existimos em um oceano de egoísmo, nos sentamos nessa massa, é por isso que nem sentimos o nosso ego. Cada “passinha”, cada ponto do coração, sofre todos os tipos de correções.

Baal HaSulam passou a ser o resultado dessa mesma “passinha”, que foi o Ari, a mesma alma que era o Ari, que continuou seu trabalho. Isso é chamado de “encarnação”. Em outras palavras, essa não é uma alma separada, mas essa mesma alma continua seu trabalho, apenas sob diferentes condições, em uma geração diferente.

E o que significa “geração”? Não é o que acontece conosco em nosso mundo. Quando muitos pontos no coração, embriões de uma alma, mesmo que eles estejam mudando constantemente, enquanto ainda existem em um tipo de conexão errada entre si, eles se imaginam ostensivamente experimentando nosso mundo.

É por isso que é muito importante que pensemos não neste mundo, apresentando-se através de nossos cinco sistemas sensoriais de animais, mas sim no que está acontecendo através do ponto no coração.

Pergunta: Quando uma alma reencarna, a individualidade é preservada?

Resposta: A alma envolve várias condições externas. O Ari trouxe para o nosso mundo a Árvore da Vida. Na próxima vez que o mesmo Ari veio, ele se chamou Baal HaSulam e trouxe às nossas vidas o Talmud Eser Sefirot.

Pergunta: Em outras palavras, ele possuía o mesmo nível espiritual de realização do Ari?

Resposta: Ainda maior.

Da Lição em Russo, 16/10/16

Ari: O Ponto De Virada Da Escuridão À Luz

laitman_222_0Ari, “Árvore da Vida”: Eis que, antes das emanações serem emanadas e as criaturas serem criadas, a Luz superior simples preenchia toda a existência…

O objetivo da criação é trazer as criações para a conquista do Criador, a adesão com Ele, para chegar ao Seu nível. Todo o desenvolvimento do ser humano neste mundo ao longo de milhares de anos é dirigido à realização dessa tarefa.

Houve muitas pessoas em toda a história humana que foram capazes de sair do grau animal para o grau ser humano, desde Adão, o primeiro homem, Adam HaRishon. Tais pessoas são chamadas de Cabalistas, e durante todas as gerações elas continuaram ajudando os outros a chegar à realização da força superior, a entrar no grau espiritual.

Toda a nossa vida nesse mundo, dentro do nosso desejo egoísta, existe com a finalidade de sair dele e elevar-nos ao nível de doação, à mais alta existência, eterna e ilimitada.

Assim, devemos agradecer a essas pessoas, que, tendo alcançado o próprio Criador, empregaram todos os seus esforços para desenvolver a ciência da Cabalá, ajudando os outros a atingir o mesmo grau e percorrer os mesmos estados no caminho para alcançar a realidade superior.

Toda a evolução pode ser dividida em dois estágios. Inicialmente, há uma maturação instintiva e o desenvolvimento do desejo de prazer. No entanto, em algum momento, aquele desejo se desenvolve na medida em que exige sua correção no desejo de doar. Esse ponto de virada é simbolizado por um Cabalista especial, cujo nome era Ari.

Esse mensageiro do alto fez por nós o que ninguém jamais fez. Não há outra pessoa que tenha contribuído mais para a correção geral. Começando com ele, a humanidade entrou no período de libertação. Pois foi o Ari que revelou a ciência da Cabalá, a metodologia de correção, que a pegou de cima e trouxe-a profundamente até nós.

É por isso que a data de hoje [27 de julho de 2017] é tão importante para nós: o dia da Memória do Ari. Pois tudo o que temos em nossa vida espiritual, para o que nos esforçamos, investimos toda a nossa vida, veio realmente do grande Ari. É a alma que simboliza o ponto de virada do mundo das trevas para o mundo da correção.

Ele foi o primeiro Cabalista que trouxe às pessoas a metodologia prática de correção que inclui a estrutura dos mundos superiores, a circulação das almas, distribuição da Luz e desenvolvimento. Ele ligou essas explicações aos os feriados e citações da Torá.

O Ari criou a linguagem da Cabalá e a habilitou para o estudo, investigação e implementação. Ele traduziu a Cabalá da linguagem das parábolas e conselhos, recebida por ele dos Cabalistas, em uma linguagem moderna, precisa, científica: medidas, graus, Aviut (profundidade do desejo), Kashiut (força da tela) – todos termos científicos.

Depois dele, a Cabalá se transformou em uma ciência real, devido ao mais alto grau que o Ari alcançou, permitindo-lhe abranger todo o mundo superior.

É por isso que ele começa seus escritos com as quatro fases de Luz Direta, em todos os detalhes. Toda a estrutura dos mundos que a ciência da Cabalá ensina veio do Ari. Baal HaSulam escreve que ele alcançou suas alturas espirituais devido ao fato de que recebeu um embrião da alma do Ari. Por causa dessa alma especial, Baal HaSulam alcançou suas realizações e continuou o trabalho do Ari.

Da lição sobre O Dia em Memória ao Ari 27/07/17

Canal De TV Israelense 9: “A Cabalá Conquista Roma”

O site do Canal de TV israelense 9 publicou um artigo “A Cabalá Conquista Roma” sobre o Congresso Internacional de Cabalá do Bnei Baruch “Todos Como Um” que aconteceu em Roma de 28 a 30 de julho de 2017.


Para Quem São Os Artigos Do Baal HaSulam

Pergunta: Por que o Baal HaSulam escreveu artigos que fornecem uma análise comparativa da Cabalá e da filosofia, da Cabalá e da psicologia, e da Cabalá e da ciência?

Resposta: Baal HaSulam viveu há cem anos, quando o mundo ainda não tinha ouvido falar sobre o que é a sabedoria da Cabalá. Até esse dia, o Judaísmo estava em um estado de estagnação e constantemente negado e opôs-se à sabedoria da Cabalá. Ele queria despertar o mundo adormecido, especialmente antes da Segunda Guerra Mundial, antes do Holocausto. Assim, nos anos vinte e trinta do século passado, escreveu artigos para as pessoas e, em 1940, ele publicou o jornal The Nation.

Ele planejou produzir cinqüenta panfletos, cada um incluiria cinco artigos. Mas, só conseguiu publicar a primeira revista, que continha os artigos, “MatanTorá (A Entrega da Torá)“, “A Arvut (Garantia Mútua)“, “Paz No Mundo”, “A Paz“, e outros artigos. Depois disso, fechou a pequena editora e disse que não iria escrever mais, porque o mundo não estava pronto ainda para isso. Só podemos imaginar o quanto nós perdemos.

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Da Lição de Cabala em russo 28/2/16

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Nova Vida # 624 – Baal Hasulam- Rav Yehuda Levi Ashlag

Nova Vida # 624 – Baal Hasulam- Rav Yehuda Levi Ashlag
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Tal Mandelbaum ben Moshe

Resumo

Quando se olha para a vida de um Cabalista, deve-se dividir o ponto de vista em dois níveis, o nosso mundo e o mundo superior. Quando Baal HaSulam encontrou o livro do ARI, A Árvore da Vida, na casa de seu professor, ele ficou surpreso ao descobrir o que estava escrito há. Alguns anos mais tarde, ele organizou um grupo de famílias para imigrar para Israel, mas foi banido, e no final emigrou sozinho. Ele trouxe consigo uma máquina para Israel. Ele acreditava que o homem deve trabalhar e não ser uma esponja e receber caridade. Mas quando descobriram que ele tinha sido um juiz rabínico em Varsóvia, o nomearam para ser o rabino de Kiryat Shaul.

Ele se voltou ao público secular, já que um Cabalista que atingiu o sistema geral pensa e se preocupa com todos. Ele explicou como podemos participar conscientemente no processo de desenvolvimento que devemos percorrer. A essência da correção é transformar nossa natureza egoísta, a hostilidade e o ódio, no amor ao próximo. Ele queria introduzir as ideias da Cabalá às pessoas, por isso se reuniu com Ben-Gurion e os líderes da comunidade.

Ele previu o Holocausto e a Segunda Guerra Mundial. Por estar em Israel, ele parou espiritualmente Rommel e Stalin. Ele escreveu muito e é chamado fr Baal HaSulam por causa da interpretação “escada” (Sulam) que ele escreveu para O Livro do Zohar, que é a escada dos níveis de correção.

No final de cada dia, ele dava seu dinheiro de modo que não tivesse nada para o dia seguinte, a fim de atrair as forças espirituais para mais perto das pessoas. Mas eles nunca escutaram, e hoje nós temos que tornar o seu sistema um sistema público, a fim de corrigir a situação em Israel e no mundo. Em seus escritos da “Última Geração”, ele explicou que, no final, nós devemos atingir a vida do amor ao próximo e a igualdade social. Não houve ninguém mais importante para a nossa geração, porque ele nos deu as ferramentas para alcançar a vida superior, a paz e a eternidade.

De KabTV “Nova Vida # 624 – Baal HaSulam – Rav Yehuda Levi Ashlag”, 10/09/15