Textos na Categoria 'Baal HaSulam'

Para Quem São Os Artigos Do Baal HaSulam

Pergunta: Por que o Baal HaSulam escreveu artigos que fornecem uma análise comparativa da Cabalá e da filosofia, da Cabalá e da psicologia, e da Cabalá e da ciência?

Resposta: Baal HaSulam viveu há cem anos, quando o mundo ainda não tinha ouvido falar sobre o que é a sabedoria da Cabalá. Até esse dia, o Judaísmo estava em um estado de estagnação e constantemente negado e opôs-se à sabedoria da Cabalá. Ele queria despertar o mundo adormecido, especialmente antes da Segunda Guerra Mundial, antes do Holocausto. Assim, nos anos vinte e trinta do século passado, escreveu artigos para as pessoas e, em 1940, ele publicou o jornal The Nation.

Ele planejou produzir cinqüenta panfletos, cada um incluiria cinco artigos. Mas, só conseguiu publicar a primeira revista, que continha os artigos, “MatanTorá (A Entrega da Torá)“, “A Arvut (Garantia Mútua)“, “Paz No Mundo”, “A Paz“, e outros artigos. Depois disso, fechou a pequena editora e disse que não iria escrever mais, porque o mundo não estava pronto ainda para isso. Só podemos imaginar o quanto nós perdemos.

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Da Lição de Cabala em russo 28/2/16

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Uma Escada Ascendente
Com o Que Baal HaSulam Contribuiu Para o Sistema Espiritual

Nova Vida # 624 – Baal Hasulam- Rav Yehuda Levi Ashlag

Nova Vida # 624 – Baal Hasulam- Rav Yehuda Levi Ashlag
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Tal Mandelbaum ben Moshe

Resumo

Quando se olha para a vida de um Cabalista, deve-se dividir o ponto de vista em dois níveis, o nosso mundo e o mundo superior. Quando Baal HaSulam encontrou o livro do ARI, A Árvore da Vida, na casa de seu professor, ele ficou surpreso ao descobrir o que estava escrito há. Alguns anos mais tarde, ele organizou um grupo de famílias para imigrar para Israel, mas foi banido, e no final emigrou sozinho. Ele trouxe consigo uma máquina para Israel. Ele acreditava que o homem deve trabalhar e não ser uma esponja e receber caridade. Mas quando descobriram que ele tinha sido um juiz rabínico em Varsóvia, o nomearam para ser o rabino de Kiryat Shaul.

Ele se voltou ao público secular, já que um Cabalista que atingiu o sistema geral pensa e se preocupa com todos. Ele explicou como podemos participar conscientemente no processo de desenvolvimento que devemos percorrer. A essência da correção é transformar nossa natureza egoísta, a hostilidade e o ódio, no amor ao próximo. Ele queria introduzir as ideias da Cabalá às pessoas, por isso se reuniu com Ben-Gurion e os líderes da comunidade.

Ele previu o Holocausto e a Segunda Guerra Mundial. Por estar em Israel, ele parou espiritualmente Rommel e Stalin. Ele escreveu muito e é chamado fr Baal HaSulam por causa da interpretação “escada” (Sulam) que ele escreveu para O Livro do Zohar, que é a escada dos níveis de correção.

No final de cada dia, ele dava seu dinheiro de modo que não tivesse nada para o dia seguinte, a fim de atrair as forças espirituais para mais perto das pessoas. Mas eles nunca escutaram, e hoje nós temos que tornar o seu sistema um sistema público, a fim de corrigir a situação em Israel e no mundo. Em seus escritos da “Última Geração”, ele explicou que, no final, nós devemos atingir a vida do amor ao próximo e a igualdade social. Não houve ninguém mais importante para a nossa geração, porque ele nos deu as ferramentas para alcançar a vida superior, a paz e a eternidade.

De KabTV “Nova Vida # 624 – Baal HaSulam – Rav Yehuda Levi Ashlag”, 10/09/15

O Maravilhoso Mundo Do Amanhã

Dr. Michael LaitmanA sabedoria da Cabalá é revelada especificamente em nosso tempo porque estamos no ano 5776, que está no final de um período de 6.000 anos de desenvolvimento humano que começou com a primeira revelação da força superior a um ser humano.

Então, vale a pena usarmos o conhecimento desta sabedoria tão rapidamente quanto possível para deixar todos os nossos problemas para trás e alcançar uma vida completamente diferente. Nós vemos como a gestão mais elevada nos influencia e constantemente nos coloca em situações muito difíceis para nos obrigar a refletir sobre a questão: “O que pode nos ajudar a melhorar nossas vidas?”

Baal HaSulam escreveu no artigo, “Introdução ao Livro do Zohar”, seção 39: Agora nós mostramos que a meta desejada pelo Criador para a Criação que Ele criou é doar às Suas criaturas, para que elas soubessem da Sua veracidade e grandeza, e recebessem todo o deleite e prazer que Ele havia preparado para elas…

Então, onde está tudo isso ?! Cada pessoa pergunta: “Onde está esse bem ou, pelo menos, algo que não seja tão ruim assim?” E tudo isso é porque nós existimos dentro de nossos cinco sentidos, dessas limitações, e sem evolução não podemos atingir o que o Criador preparou para nós. Afinal, eles não são projetados para isso. Nós associamos essa vida em que agora existimos com o nosso corpo. Mas esta vida maravilhosa e tudo de bom que está preparado para nós pelo Criador pertence à nossa alma.

Pergunta: Isso é o que se chama “mundo vindouro?”

Resposta: Sim. Mas está escrito: Você vai ver o seu mundo em sua vida (Berachot 17a).

Nós precisamos alcançá-lo aqui nesta vida e neste mundo. Uma pessoa não adquire o próximo mundo após a sua morte; ela o alcança aqui em nosso mundo.

Mesmo agora, nós estamos neste mundo infinito, mas não o sentimos porque nossos cinco sentidos da visão, audição, olfato, paladar e tato nos bloqueia neste diminuto envelope chamado “este mundo”.

Se expandirmos nossos sentidos com a ajuda da sabedoria da Cabalá, a sabedoria da percepção, e imediatamente nos separarmos deste mundo, fora de suas limitações, sentimos o mundo vindouro, ou seja, o mundo que vem como uma revelação. E lá descobrimos todos os prazeres que o Criador preparou para nós.

Baal HaSulam escreveu no Shamati # 75, “Há o Discernimento do Próximo Mundo e Há O Discernimento Deste Mundo”: Existe o discernimento do “próximo mundo”, e há o discernimento “deste mundo”. O próximo mundo é considerado “fé”, e este mundo é considerado “realização”.

Está escrito sobre o próximo mundo, “eles comerão e terão prazer”, o que significa que não há fim para a saciedade. Isto é assim porque tudo o que é recebido pela fé não tem limites. No entanto, o que é recebido através da realização já tem limites, uma vez que tudo o que vem nos Kelim do inferior, o inferior o limita. Portanto, há um limite para o discernimento deste mundo.

A fé é a nova força que adquirimos com a ajuda do estudo da sabedoria da Cabalá. Nós recebemos o poder da fé, uma sensação única que nos ajuda a abrir as fronteiras do mundo e começamos a sentir o que está além dele.

Nós expandimos o mundo da mesma forma que uma criança que sai de seu quarto e vê um vasto mundo: No entanto, o que é recebido através da realização já tem limites, uma vez que tudo o que vem nos Kelim do inferior, o inferior o limita. Portanto, há um limite para o discernimento deste mundo.

Pergunta: De que limites Baal HaSulam está falando aqui?

Resposta: Se nós saímos de nossos cinco sentidos e adquirimos um sentido adicional chamado o sentido de doação, amor, unidade e conexão, com isso passamos para um mundo mais amplo, uma esfera mais ampliada do que aquela em que sentimos nossa vida e existência.

É chamado de redenção quando você sai do âmbito deste mundo, como de uma masmorra ou prisão onde você sente que tudo está pressionando-o, é limitada no tempo e no espaço, e você não pode ser livre de todos os problemas que o esmagam dentro dele, e assim você sai para um mundo espaçoso e maravilhoso.

Do Programa da Rádio Israelense 103 FM, 09/08/15

Artigo Do Ynet: “Dois Gigantes Intelectuais Que Previram O Futuro”

Dr. Michael LaitmanDois dos maiores espíritos do século XX, que foram retirados do mundo durante os Dias de Expiação – previram o que aconteceria a nós hoje, e eles não estavam errados… Coluna especial do Rav Michael Laitman sobre Rav Yehuda Ashlag (Baal HaSulam) e seu sucessor, o Rav Baruch Shalom Ashlag, marcando os dias de suas mortes.

“Dois Gigantes Intelectuais Que Previram O Futuro”

Numa noite fria e chuvosa, em 1979, eu não conseguia dormir, pensamentos me atormentavam. De repente eu me encontrei ao volante, dirigindo sem direção. Uma grande placa interrompeu meus pensamentos: “Bnei Brak”. Entrei. As ruas estavam desertas. Na esquina da rua Chazon Ish eu encontrei um transeunte. “Onde é que eles estudam aqui?”, perguntei. Ele olhou para mim e respondeu: “Vá ao final da rua, lá você vai ver um pomar, do outro lado da rua”.

Assim, pela primeira vez encontrei meu mestre, Rav Baruch Shalom Ashlag, o filho mais velho e herdeiro de Baal HaSulam (o maior Cabalista do século XX). A partir deste momento minha vida mudou consideravelmente.

Durante doze anos, eu servi como seu assistente pessoal e aluno, e absorvi dele tudo o que sei sobre a sabedoria da Cabalá. Todo dia ele se retirava para o segundo andar e escrevia. É assim que nasceram seus artigos profundos que pavimentaram o caminho espiritual mais adequado para cada pessoa hoje. Ninguém antes dele escreveu numa linguagem tão simples e prática. Como um pai que orienta seus filhos para o caminho, ele pega os leitores pela mão e leva-os até que eles descubram o verdadeiro significado da vida.

Rabash seguiu os passos de seu pai, Baal HaSulam, o Cabalista famoso por ter escrito o “Comentário Sulam do Livro do Zohar“. Ambos absorveram a antiga sabedoria da cadeia de Cabalistas que os precedeu, e foram o elo que a adequou a nossa geração. “Eu estou contente de ter nascido em tal geração em que é permitido revelar a sabedoria da verdade”, escreve Baal HaSulam (“O Ensino da Cabala e sua Essência”).

Tempo de Agir

No ano de 1922, onze anos antes de Hitler subir ao poder, Baal HaSulam previa a ameaça de aniquilação diante do povo Judeu na Europa.

Ele teve o cuidado de avisar os chefes da comunidade Judaica em Varsóvia que a afiada espada nazista já havia sido colocada em cima de seus pescoços. Ele exortou-os a unir-se e voltar à terra de Israel, mas eles se recusaram a dar atenção às suas chamadas e o condenaram ao ostracismo, e ele emigrou para Israel sozinho. A Segunda Guerra Mundial veio e não ignorou os membros dessa comunidade Judaica, que pereceram nos campos de extermínio.

Nos anos trinta, Baal HaSulam fez enormes esforços para se reunir com os chefes do Yishuv (assentamento): David Ben-Gurion, Zalman Shazar, Moshe Sharett, Chaim Nachman Bialik, Chaim Arlozorov e outras figuras públicas. Ele tentou falar com eles sobre a importância da unidade e a necessidade de conectar as partes dos Yishuv Judaicos que estava emergindo na terra de Israel.

Em 1940, apesar das objeções dos círculos ultraortodoxos de se engajarem na sabedoria da Cabalá, Baal HaSulam publicou um jornal chamado, A Nação, o primeiro jornal de seu tipo dedicado à unidade sócio espiritual do povo Judeu. Seus adversários voltaram-se para o governo Britânico e cuidaram do fechamento do jornal.

Baal HaSulam esperava que, precisamente em nossos dias, a religião perderia a sua influência sobre as pessoas, a base política desmoronaria, e o facciosismo social destruiria todas as suas partes boas – até que a humanidade permanecesse sem uma resposta. Ele tentou falar sobre isso com todos os que concordam em se encontrar com ele. O assunto ardia nele, e ele sentiu a necessidade da hora. Ele sabia que o único remédio para o sofrimento esperado para Israel e o mundo era restaurar a unidade que sempre foi a fundação da nação, caso contrário eles se levantariam contra nós para nos aniquilar.

A Última Geração

A mensagem de unidade que Baal HaSulam gerou, é mais relevante do que nunca. Ondas de ódio emergente e antissemitismo estão ameaçando nossa existência continuada. “Nós nos reunimos aqui para estabelecer uma sociedade para todos que desejam seguir o caminho e método de Baal HaSulam” começou meu professor Rabash em seu primeiro artigo (“Dargot HaSulam,”Propósito da Sociedade 1″).

Depois de sua partida, em 1991, pessoas começaram a se reunir em torno de mim cujos corações estavam ardendo com o desejo de descobrir o propósito de sua existência. Aos poucos, o grupo Bnei Baruch foi fundado, em homenagem ao Rav Baruch Ashlag, que se tornou a organização “Cabalá para o Povo”.

Todas as manhãs nós estudamos dos livros dos Cabalistas: O Estudo das Dez Sefirot, O Livro do Zohar com o comentário Sulam e outros escritos do Baal HaSulam e Rabash. Nós tentamos continuar e disseminar o método para todos os que querem isso, exatamente de acordo como meu professor transmitiu a sabedoria de seu pai para mim.

Até o dia de hoje somos cerca de dois milhões de estudantes em Israel e no mundo, e vemos o nosso papel como a realização no caminho dos dois grandes luminares, e assim como Baal HaSulam enfatizou, “… só através da expansão da sabedoria da Cabalá nas massas é que vamos obter redenção completa “(Introdução ao Livro, Panim Meirot uMasbirot).

Nestes dias nós comemoramos a partida dos dois maiores da geração. Eu espero que tenhamos a sensação de caminhar fielmente em seu caminho.

A Consciência É Luz Estruturada

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (econet): “A luz penetra o cérebro através de tecidos vivos transferindo fótons. Microtúbulos conduzem vibração; neurônios e dendritos transmitem ondas de fótons de uma célula para outra.

“Neste processo, não há perda de energia. Os microtúbulos formam linhas de conexão ao longo do corpo, criando assim a interação entre o campo quântico e o cérebro humano. Esse sistema é uma reminiscência de uma internet biológica, uma rede de microtúbulos e membranas dendríticas.

“Os neurônios se comunicam (falam) uns com os outros através de um processo quântico. Os microtúbulos formam uma estrutura que cria uma sequência de ondas no nosso corpo. Nós chamamos esse processo de ‘luminescência excedente’.

“Ele possibilita que sequências de sinais passem pelo corpo e que a coordenação dos sinais forneça um comando para os fótons se mover pelos tubos de luz. Tal fenômeno tem sido chamado de ‘iluminação intrínseca’. Quando os fótons penetram o núcleo dos túbulos microscópicos, eles se conectam com outros elementos. É assim que a cooperação coletiva das partículas subatômicas é produzida.

“Isso nos possibilita pensar e refletir sobre diferentes coisas ao mesmo tempo. Especificamente, a cooperação coordena todo o corpo e a reação instantânea da mente, a transmissão de informação, dentro de um décimo de milésimo de segundo.

“Os elétrons, estando num estado quântico, movem-se em canais de luz e, juntos, permanecem isolados e independentes. A fibra óptica principal é energia coordenada e organizada. Os túbulos microscópicos são ocos, enquanto que o processo quântico ocorre em água estruturada que se encontra dentro deles. Os raios de luz são criados lá, seus diâmetros são acomodados para o tamanho dos microtúbulos, atingindo o valor absoluto de 15 nanômetros.

“A consciência é luz estruturada, que, como um fenômeno global, abrange todo o corpo e a mente. Processos no corpo humano como um organismo dá origem a oscilações quânticas. O corpo de uma pessoa cria uma circulação mútua de informações com o campo quântico, provando que existe uma conexão inclusiva que determina a factualidade da unidade; organismos vivos e a essencial existência independente de partículas carregadas cooperam mutuamente dentro do campo quântico e trocam informação quântica entre eles”.

Meu Comentário: O título do post: “A Consciência É Luz Estruturada” implica obviamente que tudo foi criado e realizado por meio da Luz Superior e seu ramo neste mundo, os fótons.

A ciência finalmente começou a falar a língua da Cabalá, que é em si uma ciência.

Baal HaSulam escreve que: a) O sofrimento em nossas vidas, e b) A descoberta da natureza única do nosso mundo, levarão a humanidade a uma consciência da verdade da sabedoria da Cabalá que determina e revela essa unidade em tudo. Nós devemos nos mover rumo à unidade com outras pessoas e reduzir a busca da verdade por meio do sofrimento.

O Sonho De Baal Hasulam

Laitman_043Pergunta: O que o Baal HaSulam poderia ter feito quando advertiu sobre o perigo do nazismo e da Segunda Guerra Mundial para eliminar esse perigo? Ele poderia ter influenciado os eventos de alguma forma?

Resposta: Baal HaSulam poderia ter trazido com ele da Polônia para Israel a fortíssima comunidade judaica da qual ele era o líder. Ele era um juiz em Varsóvia, esse era um papel muito respeitável.

Ele queria trazer 300 famílias e já tinha encontrado patrocinadores que estavam dispostos a comprar casas pré-fabricadas para elas. Ele queria ir com elas e estabelecer um Kibbutz, um assentamento rural, e ensinar-lhes a sabedoria da conexão. Este era o seu sonho.

Se 300 famílias tivessem se unido em torno de Baal HaSulam, sem dúvida teriam atingido o fim da correção.

Pergunta: Então, teria acontecido o Holocausto?

Resposta: Claro que não! A Alemanha teria ido numa direção completamente diferente. Hitler nunca teria vencido, e eles não teriam substituído o ex-chanceler.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/04/14, Temas Escolhidos em: Dia em Memória do Holocausto

Não Briguem Em Vão

Dr. Michael LaitmanPergunta: Há facções entre o povo de Israel que estão envolvidas na separação das pessoas e demonização da nação, incluindo até mesmo os valores que compõem o consenso. Como nós lidamos com isso; como é possível alcançar a unidade em face disto?

Resposta: Nós não precisamos estar envolvidos com as pessoas e suas ações, mesmo que elas representem o governo. É dito em Provérbios 21:1: O coração do rei está na mão do Senhor… Mesmo que eles sejam aqueles que em nosso mundo são considerados conhecedores ou influentes, eles são, basicamente, apenas a execução das ações que lhes são impostas pela força superior. Cada um deles é apenas um fantoche.

Nós devemos nos voltar à força superior que os administra e não levar as pessoas em conta. Nós prestamos atenção neles só porque através disso estamos analisando se estamos ou não construindo corretamente a nossa relação com o Criador.

De acordo com isso, vamos examinar se estamos construindo correta ou incorretamente a nossa relação com o Criador. Além disso, o princípio de Êxodo 10: 1: Venha ao Faraó, porque endureci o seu coração… funciona aqui.

Portanto, aqui nós simplesmente precisamos trabalhar mais na unidade, conexão e disseminação.

Nós não temos nada no que trabalhar além da conexão dentro do grupo, a fim de influenciar o Criador. Não devemos nos relacionar com nada externo a menos que venha contra nós numa guerra. A guerra exige uma resposta e devemos influenciar tudo o resto através do Criador.

Nada influencia a pessoa diretamente. As disputas são inúteis. Discussões ajudam a esclarecer alguns pontos, de modo que eles sejam mais compreensíveis para todos. Isso é outro assunto, e para esse propósito eu estou pronto para falar com a pessoa, não para convencê-la, mas para levar a mensagem às outras pessoas.

Somente a Luz Superior pode corrigir. E por isso não temos necessidade de argumentos; eles não funcionam. Só podemos convencer alguém através do poder superior. O Criador gerencia tudo. A força superior, a Luz, influencia todos, e em cada momento organiza o estado atual do mundo entre as pessoas em todos os tipos de formas e relações.

Assim, conclui-se que é preciso voltar-se para a Luz Superior e não para o mundo. Nós também vemos que ninguém está disposto a influenciar ou convencer ninguém. Mesmo os líderes mundiais realmente descobrem sua insignificância no entendimento do que está acontecendo e de suas próprias habilidades. Eles estão discutindo como crianças na rua.

Ao contrário deles, nós podemos influenciar a força superior, e através disso, a correção do mundo. Esta é a nossa missão.

“Não há outro ao lado Dele”, e voltando-se para Ele, não há outro além de você. Se você quer organizar o mundo de forma bela e correta, e prepará-lo para a revelação do Criador, então você está correndo junto com a Luz na direção certa.

Pergunta: O que significa “influenciar o Elyon (superior)”?

Resposta: Significa criar todas as condições para que Ele seja revelado. Através disso eu Lhe dou satisfação. E essas condições estão trazendo os poderes de doação, Ohr Hassadim (Luz da Misericórdia) para este mundo. Afinal, o Criador é Ohr Hochma (Luz da Sabedoria), que após o Tzimtzum Aleph (primeira restrição) só pode ser revelada se a Ohr Hassadim precede-a. Isso é o que eu devo trazer para o mundo.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/05/14, Escritos do Baal HaSulam

O Desaparecimento Do Rei Do Egito

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Shamati 159, “E Aconteceu No Decorrer de Muitos Dias:” Este é o significado de “o rei do Egito morreu”, que todas as dominações do rei do Egito, que ele estava fornecendo e nutrindo, tinham morrido.

O rei do Egito morreu dentro de nós e o controle do ego sobre nós desapareceu. Portanto, não fomos mais capazes de trabalhar. Nós estávamos sempre trabalhando a fim de receber e, depois, doar a fim de receber. E, de repente, não há ninguém para quem trabalhar, uma vez que o desejo de receber desapareceu. E se não há desejo, não há nada a fazer, nenhum desejo de doar ou receber. O ego desaparece, nós chegamos ao desespero e não sabemos para onde ir.

Não temos uma razão para nos mover, nos sentimos desconectados da vida, que de repente se torna em vão. Mas, certamente essa é exatamente a passagem para o próximo nível. Se neste momento somos impotentes, isso indica precisamente a nossa dependência da força do desejo e como ela nos mantinha em seu completo controle.

“O rei do Egito morreu”, isto é, o nosso ego deixou de ser importante para nós. Nós já não tentamos satisfazê-lo como antes, nem sentimos que há alguma vitalidade nesta realização.

Na vida comum, é claro para nós que se estamos fartos de um jogo, ele não é tão importante quanto antes, ou seja, que o rei do Egito, o ego, que era parte do jogo e nos satisfazia, não nos satisfaz mais. Portanto, nós devemos procurar outro jogo, mudando o nosso local de trabalho ou estilo de vida.

Mas, no trabalho espiritual não sabemos como mudar um problema. Na vida normal, temos TV, Internet, anúncios, e estamos constantemente escolhendo onde mais podemos encontrar prazer e o que mais pode ser experimentado. Nós entramos no supermercado e vemos infinitas variedades de vinho, queijo e carne nas prateleiras. Se você não quer uma coisa, toma outra. Isso confunde as pessoas e cria uma ilusão de uma variedade de prazeres, e isso acalma as pessoas, mostrando-lhes que há sempre algo para satisfazê-las. No entanto, vemos que com todos os sofrimentos, uma grande porcentagem de pessoas sofre de depressão, desespero completo e uso de drogas.

Como nós progredimos em direção ao trabalho espiritual mútuo, hoje em nosso mundo as pessoas não entendem para onde o rei do Egito desapareceu. Antes ele fornecia aspiração ao trabalho, do qual recebíamos diferentes realizações. Mas hoje, tudo desapareceu e este é um problema em nossas vidas.

Nós entendemos que não podemos mais mudar de emprego; não há lugar para onde escapar, e vamos precisar nos concentrar em encontrar um novo rei. Ou seja, devemos receber o controle da força de doação sem qualquer recompensa, receber força de cima e executar ações que são direcionadas para cima e às pessoas fora de nós.

Nós só precisamos pedir para nos desconectar de qualquer benefício pessoal, de nosso futuro, da satisfação e de sentimentos bons ou ruins dentro de nós.

E depois, quando eles caminharam no deserto e chegaram a um estado de Katnut, (pequenez), eles desejavam a servidão que tinham tido antes da morte do rei do Egito.

Quando o homem já se desconectou de trabalhar para o seu ego e subiu acima dele, ele é novamente trazido de volta ao sentimento dos desejos, intenções, prazeres e realizações que teve no passado! Isso é feito para que, acima de seu sentimento de desconexão, ele construa o mesmo estado num nível espiritual.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/04/14, Shamati # 159

As Implicações De Longo Alcance Da Briga Doméstica

Dr. Michael LaitmanNossa boa fortuna (sorte) depende do estabelecimento de boas relações entre nós. Eu tento fazer isso em todos os sentidos, mas, de repente, há uma explosão e alguém me desequilibra e me afasta da direção certa. A fim de manter esta intenção, nós devemos ter um acordo geral, um sistema de educação projetado especialmente para esse fim.

Isto é o que deve ser ensinado às crianças na escola, de modo que elas não se comportarão da maneira como fazem hoje. Este é um problema nacional que deve ser resolvido numa escala nacional, e não depende apenas do desejo ou da falta de desejo de alguém.

Ninguém quer isso, pois é contrário ao nosso ego e difícil de perceber. Portanto, nós temos que criar um sistema de educação que nos aproxime um do outro.

Toda a nossa salvação está somente nisso. Dois mil anos atrás, o povo de Israel perdeu suas terras exatamente por causa do ódio infundado. Hoje, nós nos encontramos novamente numa situação perigosa, portanto vamos nos aproximar uns dos outros.

Baal HaSulam escreve: Toda a nossa esperança está em recriar uma educação nacional que seja projetada para descobrir o amor natural que está latente em nosso povo, de modo que por todos os meios nós voltemos e revivamos os mesmos músculos nacionais que não temos operado em nós por dois milênios.

Desde os dias de nosso pai Abraão, que deixou Babilônia, até a destruição do Segundo Beit HaMikdash (Templo), ou seja, por cerca de 1500 anos, o povo de Israel viveu em completa unidade.

Pergunta: O que significa viver em unidade? Será que isso significa que não haverá brigas com a esposa em casa?

Resposta: Para isso é necessário ter uma educação que leve à boas atitudes, incluindo mulheres e crianças.

Pergunta: Isso soa como uma espécie de utopia. O que exatamente vai acontecer com as pessoas? Será que elas vão parar de ser egoístas?

Resposta: As pessoas serão capazes de controlar seu ego. Você não vai fazer isso para tornar-se bom e não brigar com sua esposa, mas porque através das brigas, você está destruindo a vida de todas as pessoas no mundo. Isso é especificamente você, e mesmo porque você brigou com sua esposa.

Imagine que o seu relacionamento com sua esposa influencia as relações de um imenso número de homens com suas esposas, porque você é um judeu.

Pergunta: Portanto, se um francês briga com sua esposa, isso não influencia os outros tão fortemente?

Resposta: Não, isso não tem a mesma influência que um homem judeu discutindo com sua esposa. Isso ocorre porque os judeus são os primeiros no sistema geral que devem perceber a lei do Arvut (garantia mútua), a conexão entre todos. Depois disso, o mundo inteiro deve também ser incluído nesta lei do Arvut, na unidade geral. É especificamente na direção da unidade geral que a natureza está nos empurrando, para a unidade geral.

Do Programa da Radio Israelense 103FM , 08/03/15

Um Mundo Com A Dimensão Da Doação

Dr. Michael LaitmanBaal Ha Sulam, Introdução ao Livro do Zohar, item 40: E eu sei que isso é completamente inaceitável aos olhos de alguns filósofos. Eles não podem concordar que o homem, a quem eles pensam como baixo e sem valor, seja o centro da magnífica criação. Mas eles são como um verme que nasce dentro de um rabanete e acha que o mundo do Criador é tão amargo e escuro como o rabanete em que nasceram.

Mas assim que a casca do rabanete [de seu egoísmo] se quebra e ele se espreita para fora [sai do egoísmo, da intenção "para seu próprio benefício", e entra na doação e amor pelos outros], ele se pergunta [no temor do mundo superior que ele revelou] e diz: “Eu pensei que o mundo inteiro era do tamanho do meu rabanete, mas agora vejo diante de mim um mundo grande, belo e maravilhoso.

Isso é o que nós sentimos quando descobrimos um tesouro escondido que estava sempre em nossa posse sem o nosso conhecimento. Agora nós podemos abrir o portão e ver o que está acontecendo para além dos limites deste mundo, no qual atingimos um beco sem saída. Quando a saída é descoberta, nós vemos diante de nós um “mundo grande, belo e maravilhoso“.

Pergunta: O que o verme viu quando saiu do rabanete?

Resposta: Ele viu o sol, as flores, o céu azul. Imagine que diferença era essa comparada com o rabanete escuro e amargo! Nós somos como este verme quando é revelado que o mundo é infinito, que a morte não existe, que a vida aqui é pior que a morte, e que estamos nele. O mundo é revelado diante de nós com dimensões totalmente diferentes. Nós começamos a ver o mundo numa dimensão de doação e amor, e, assim, seus limites são alterados.

Agora, nós percebemos o nosso mundo de uma forma bastante limitada e as nossas possibilidades dentro dele são limitadas, nossas vidas são tão curtas. De repente, todas essas limitações desaparecem e os limites são expandidos. Antes disso, nós existíamos dentro do nosso ego, e era possível receber apenas o quanto era exitoso para nós. Mas, para a característica de doação que adquirimos no lugar do ego, não há limites e fronteiras. Por isso nós sentimos a vida como eterna e não limitada por nada.

Para isso, só precisamos sair do rabanete e ver o mundo verdadeiro.

Do Programa na Radio Israelense 103FM, 15/02/15