Uma Tempestade É Como Uma Chance

Dr. Michael LaitmanPergunta: Um padre já disse que a super tempestade Sandy foi causada pelos pecados de Obama e Romney. Grandes catástrofes são sempre culpadas pelos pecados de alguém. Como fazemos para não cair nessa armadilha quando explicamos para as pessoas o que está acontecendo?

Resposta: Basicamente, existem duas opções: o caminho da Torá e o caminho do sofrimento. E se nós não tendemos para o positivo, tendemos para o negativo.

Em geral, tudo de bom e ruim que uma pessoa sente neste mundo é parte da administração geral. Não é possível dizer que qualquer fenômeno está separado da espiritualidade e não tem nada a ver com isso. Ele tem.

Agora, imagine que as qualidades de julgamento (Gevurot) que são reveladas hoje são revestidas em misericórdia (Hassadim). Devido a esse poder, o mundo poderia avançar muito bem. Afinal, a força de doação ganharia o poder de abrir as propriedades internas do julgamento, que agora se manifestaram em uma tempestade. A divisão social poderia ser diminuída ao redor do mundo, o valor da união iria crescer, a educação integral iria se desenvolver…

No entanto, na realidade, o oposto é verdadeiro, e a tempestade é consequência disso. Só que ela não foi enviada como um castigo. Não há nenhum castigo; estas são as ações das mesmas forças que nós não corrigimos no momento, de acordo com o programa. Elas se acumulam e se tivéssemos feito tudo certo, elas teriam nos feito subir para um grau mais elevado. Agora, este grau, em que devíamos estar, manifesta-se sob a forma oposta, sob a forma de uma catástrofe natural.

O mesmo fator aparece não positivamente, como deveria ser, mas negativamente. No entanto, nós mudamos os trilhos do caminho da Torá para o caminho do sofrimento. O “interruptor” está em nossas mãos.

Portanto, não é um castigo, mas uma consequência natural que causamos a nós mesmos. Não há nenhuma necessidade de imaginar como se o Criador decidisse nos punir de uma forma ou de outra. Não é nada parecido; nós estamos lidando com a lei da natureza: você não realiza as Reshimot reveladas (genes informativos), elas se acumulam numa conta grande, uma “multa” que temos.

Esta “multa” é como um aviso. E a pergunta é se podemos aceitá-la corretamente.

Diz-se que as punições suavizam e purificam o corpo. Portanto, talvez isso seja para melhor! “Eu fui punido, uma catástrofe caiu sobre mim e fiquei mais limpo. Eu tenho sofrido, mas me purifiquei…”.

Isso é uma mentira absoluta, um erro sem precedentes. Eu mesmo atraí o que recebi, porque não realizei corretamente as Reshimot. Na verdade, eu estou recebendo uma chance agora. Até agora, através da sequência das Reshimot, eu não entendi como me comportar. Eu joguei, estava confuso em meu próprio egoísmo e mudanças de humor.

E agora, tendo encontrado uma situação difícil, eu finalmente consegui um “presente”: eu tenho a oportunidade e a capacidade de julgar corretamente. Em outras palavras, o desastre veio para me ajudar, para me abalar: “Acorde! Isso não pode continuar assim! Você causa danos a si mesmo”. Neste caso, um desastre é um remédio, embora amargo. Da mesma forma, uma criança pode ser tratada de forma dura para mantê-la longe de problemas.

Eis porque a tempestade deve ser vista, por um lado, como um aviso e, por outro lado, como uma situação que pode nos ajudar a fazer um cálculo correto e seguir em frente.

Então, isso é ótimo! Devemos dizer “Obrigado!”.

A abordagem é simples: tudo o que aconteceu antes tinha que acontecer. Não olhamos para trás. “Se” não conta. Agora, manifesta-se um golpe; portanto, temos que continuar a fazer o cálculo, o cálculo sobre como corrigir os desejos corruptos, a propriedade de julgamento.

Note que quando isso acontece: uma semana antes da eleição presidencial. Então vamos ver o que acontece: Sandy ajudará a reavaliação do que está acontecendo? Se não, veremos piores furacões, graves catástrofes. Depende dos eventos da próxima semana como os EUA vão sobreviver ao inverno.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 31/10/12, “Matan Torá (A Entrega da Torá)”

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