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Da Baixeza À Grandeza

Dr. Michael LaitmanDe acordo com o propósito da criação, nós devemos ascender à altura do Criador. No entanto, nosso desejo egoísta não é capaz disso. Aparentemente, ele quer crescer, tornar-se grande porque é “algo do nada”. Ele tem um grão de “algo”, ou seja, a Luz que o produziu, mas por sua natureza, por sua essência, vem “do nada”.

Esta é a base da contradição inerente à nossa natureza: por um lado, aspira à grandeza, e por outro lado, não pode alcançar nada. Vemos isso na evolução, na história do desenvolvimento humano. No desejo de receber, é impossível obter qualquer coisa sob a forma de satisfação permanente ou crescente. No final, a única chance para uma aplicação bem sucedida do egoísmo é revelar o mal inerente nele.

Portanto, é tão importante mostrar a própria humildade. Se a pessoa age como um pesquisador em um laboratório, a fim de revelar a propriedade de baixeza no desejo de receber, é o caminho mais curto, bom e verdadeiro para revelar o Criador.

Aqui, somos obrigados a trabalhar na autonegação. Dentro de sua estrutura, todos devem elevar a meta aos seus olhos e aos olhos do amigo, e receber do grupo os exemplos de devoção, amor dos amigos, amor pelo Criador. Tudo isso é para que, no final, ele revele a sua baixeza. Diz-se que apenas o baixo verá o Criador.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/11/13, Shamati #26.

O Depósito De Segurança Que O Criador Deixou Na Criação

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, Capítulo “BeHukotai“, item 30-31: Há uma alegoria sobre um homem que amava seu amigo. Ele disse: “Na verdade, já que eu te amo tanto, eu quero morar com você”.

Seu amigo perguntou: “Como posso ter certeza de que você vai morar comigo?” Então, ele pegou os pertences mais valiosos e os trouxe para seu amigo e disse: “Aqui está uma garantia de que eu nunca vou me separar de você”. Da mesma forma, o Criador quis morar com Israel. Ele deu Sua preciosa Shechiná, rebaixou-A a Israel e disse: “Aqui está minha garantia; ela mostra que nunca vou Me separar de você”.

Mesmo que o Criador fosse retirado de nós, sua garantia ainda está conosco, já que a Shechiná nos acompanha no exílio. Nós preservamos Sua jóia, e quando chegar a hora, Ele vai nos pedir para devolver a garantia, e Ele vai voltar e ficar conosco. No entanto, enquanto Israel ainda está no exílio, ele mantém a garantia do Criador e nunca vai abandoná-la.

O Criador criou o desejo de receber. Ele o desenvolveu com a ajuda da Luz Superior e o preenche indefinidamente. Todos os outros estados existem apenas na percepção da criação. O Criador parou de atuar nos quatro estágios da Luz direta. Ele parou na fase de Malchut do mundo do infinito. Ao agir desta forma, Ele “entregou-Se” à criação, e mais tarde a criação passou a atuar para alcançar seu Criador.

Portanto, todas as Suas ações estão associadas com a criação. O Criador deu a Si mesmo como uma “garantia” à criação, preenchendo-a com revelações viáveis, amor e Luz. A tarefa da criação é atingir o perfeito estado potencial que pode ser alcançado entre o Criador e a criação. O desenvolvimento completo trata-se apenas desse processo.

É por isso que se diz: “Eu, HaVaYaH, não mudo” e “a Luz está constantemente em estado de repouso absoluto”, o que significa que o Criador já fez a sua parte do trabalho; Ele estabeleceu-Se para sempre na criação e fundiu-Se com ela infinitamente. No entanto, a criação tem que realizar várias ações por conta própria, a fim de sentir completamente Aquele que a criou, que a preenche, com quem ela se adere, e assim descobrir a “garantia” que o Criador deixou nela. Até agora, a garatia está oculta dentro da criação e está aguardando a criação revelá-la, por sua disponibilidade em revelar o Criador através da obtenção de qualidades semelhantes a Ele.

Toda a ocultação só existe quando olhamos para ela do ponto de vista da criação. Quando dizemos que “o Criador está em ocultação”, são só palavras; na verdade, a “bola” está nas mãos da criação. De acordo com as leis atuais, as propriedades e as condições que foram passadas à criação por Ele, tudo depende apenas do menor.

É claro que não está em nosso poder mudar a base da criação nem podemos alterar o HaVaYaH original. Nossa tarefa é subir ao infinito de acordo com as mesmas leis. Ao mesmo tempo, a velocidade e natureza da nossa elevação dependem unicamente de nós. Nós podemos agir livremente dentro dos limites da lei que define as relações entre a Luz e o desejo, até que, finalmente, encontramos o Criador dentro de nós, percebemos que Ele já está presente, e que Ele nos espera para Se revelar. Assim, por um lado, tudo acontece de acordo com as leis superiores, razão pela qual estudamos o capítulo chamado “BeHukotai“, no entanto, nós somos os únicos que devemos revelar a Luz.

Da preparação para a Lição Diária de Cabalá 19/06/13

Atualizar A Ação Da Criação Diariamente

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos nos agarrar ao grupo, se você recebe uma nova forma, uma nova carga no coração e é difícil justificar o Criador?

Resposta: Qualquer pessoa que esteja incluída no grupo recebe de vez em quando novas formas e passa por altos e baixos. Entre eles, ela passa por um ponto de interrupção na parte superior da crista da onda e na parte inferior, o ponto de ruptura, de quebra. Só é possível permanecer em tais condições se você estiver conectado com algum tipo de apoio que vai prendê-lo. Se você não tem nada remanescente da velha forma e não tem nenhuma nova forma, mas apenas uma Reshimo, então você está como que suspenso no ar.

Há vários desses momentos nos estados de subida e descida, quando a pessoa perde qualquer orientação, rompendo completamente com a velha forma. É como se ela começasse sua vida de novo, a partir de uma gota de sêmen; ela começa a partir do estado que não tem nada, do “nada” (Ayin), porque o nosso material está sendo atualizado, “surgindo do nada” (Yesh mi-Ain).

A Reshimo é um gene de informação pura, sem qualquer material. Quando o material, surgindo do nada, é atualizado, você aparentemente passa por uma barreira de energia. Como se você fosse com o seu material até uma parede, corresse para ela, mas apenas a Reshimo, energia, pudesse atravessar a parede. E por trás da parede, a Reshimo adquire material de novo: até a próxima parede. Apenas algumas informações passam por outra parede, e assim você avança.

Quando você se transformar em um gene da informação, não é mais você, mas a própria Reshimo que “surgiu do nada”, criada pelo Criador no ato original da criação (Maase Beresheet). Agora, uma parte desta ação inicial de criação está acontecendo com você, e a mesma coisa com qualquer outro. Isso significa: “Atualizar as ações da Criação diariamente”.

Uma nova forma é uma vida nova, novo céu, nova terra, tudo de novo. Mesmo a pessoa que está apenas começando o seu caminho sente pela primeira vez essa mudança em si mesma, como se estivesse mudando de roupa:10 Sefirot. Esta é uma nova percepção, uma nova sensação, uma nova atitude. Às vezes, essa transição leva muito tempo e a pessoa fica num estado vago, como num nevoeiro. A principal coisa é entender que este desenvolvimento é normal para o ser humano, ao contrário dos animais.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/08/13, Escritos do Baal HaSulam

Tornar-Se O Governante Do Plano Da Criação

Dr. Michael LaitmanO grupo precisa convencer cada um que eles são dirigidos pelo Criador e que não há nada que surja por si só, ou seja, que só Ele controla tudo, “não há outro além Dele.” Assim, eu preciso ver o Criador em cada um dos amigos.

Junto com isso, eu não anulo ou mostro desagrado pelo amigo, afirmando que ele é como uma marionete, que é controlado por uma mão estranha. Não! Pelo contrário, eu o comparo e identifico com o Criador. Pensem nisso!

Quando eu digo que alguém é operado pelo Criador, eu posso pensar que ele é como uma marionete numa corda, e também posso dizer o contrário: “Não, quem está diante de mim é uma revelação do Criador”. Nós aprendemos no sistema de percepção da realidade que tudo ao nosso redor é uma revelação do Criador. Quando a pessoa chega a esse estado e trabalha certamente desta forma, e não apenas filosofando, então ela realmente entra no sentimento correto da realidade.

Nós precisamos falar sobre a grandeza do Criador, mas não filosofar nem proferir slogans. É possível também não falar sobre isso, mas a importância dessa força que mantém toda a criação e dirige tudo ao se tornar aderida à Divindade, precisa estar com cada um de nós como a alma do mundo. E tudo o que acontece, acontece como resultado da presença desta força.

Assim, a grandeza não é expressa através de todos os tipos de atividades cosmológicas, mas por isso estar dirigido a cada um de nós, para que, através desta imagem, nós O alcancemos, o plano da criação, e não se tornando partes, mas governantes sábios deste plano. Unificação significa que nos tornamos Ele.

Da Convenção em São Petersburgo “Dia Dois” 13/07/13, Lição 4

A Criação Está Quebrada Em Pedaços E Está Em Suas Mãos

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa ser parceiro do Criador?

Resposta: Diz-se que o Criador começa a criação e o justo a termina. Nosso trabalho é fazer tudo o que Ele preparou para nós, estes blocos de Lego, todo esse quebra-cabeça, e reconstruir a imagem inicial que Ele criou. Assim, nós nos tornamos parceiros do Criador.

Nós reunimos a Sua criação, mas na forma oposta. Ao coletar e montar todas as partes da criação, nós descobrimos onde cada parte foi criada, por isso que foi criado dessa maneira, como está conectada com as outras partes, e o que deve ser feito, a fim de conectá-la com as outras.

É como se tivéssemos um monte de peças de uma máquina que foi desmontada e que estão todas misturadas em total desordem. Nós não sabemos por onde começar e como conectar essas peças, mas essa pilha contém tudo o que precisamos e não há nada faltando, exceto a habilidade de saber por que foi criada dessa forma, para quê, e o que deve ser feito para que este mecanismo comece a trabalhar.

Que tipo de trabalho esta máquina deve fazer? Como eu estou conectado a ela na medida em que me torno parte integral desta máquina? Esta máquina tem os elementos da natureza inanimada, vegetal e animal, com a qual é mais fácil gerenciar e que eu acho mais fácil de organizar. Mas há a parte falante, com a qual eu não sei o que fazer, não a entendo, e ela não pode ser conectada. Isso só é possível com a ajuda do Criador.

É apenas juntando a máquina, esse quebra-cabeça, que nós atingimos a essência da atitude do Criador para conosco. Nós nunca atingimos o Emanador em Si mesmo, mas somente a Sua atitude em relação a nós, aos nossos vasos, o seu plano, o pensamento da criação, como está escrito: “De suas ações, O conheceremos”. Assim, nós aprendemos como a Luz de Hassadim preenche os vasos e alcançamos a Luz de Hochma. Depois, nós alcançamos Keter através de Bina e Hochma, ou seja, a ideia de criação.

Mas esse é o pensamento da criação no que diz respeito a nós, e não Ele. Nós não temos vasos para realmente alcançá-Lo. Pelo menos é isso que os Cabalistas dizem. Nós não sabemos o que acontece depois nos níveis superiores após o fim da correção.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 25/06/13, Shamati # 54 “O Propósito do Trabalho”

Cobrir Toda A Criação Sozinho

Dr. Michael LaitmanAs leis da Torá são muito complexas. Nós podemos estudar e examiná-las de acordo com O Livro do Zohar ou de acordo com os escritos do ARI, mas todas elas se referem a sistemas muito complexos. Uma vez que cada pessoa é realmente um sistema que está “estendido” sobre toda a criação, cada um de nós é como a pele que está estendida sobre todos os mundos.

No entanto, nós não temos esse conhecimento e esses sentimentos. Nós não vivemos nessa dimensão, para que possamos discuti-la ao entendê-la, e através das interrupções que inserimos no sistema geral de nossas ações, sejam elas positivas ou negativas. De certa forma, este sistema funciona mutuamente conosco ao evocar em nós certos vazios, desejos e despertares, e nós devemos responder a tudo isso.

Portanto, eu devo sentir todo o sistema. Ele deve estar dentro de mim, e eu devo controlá-lo, gerenciá-lo. Neste caso, nós podemos falar sobre a forma como uma pessoa é responsável por tudo isso. Acontece que todas as leis da Torá são realmente os esclarecimentos do meu estado dentro do sistema. Onde eu posso descobrir a minha corrupção agora, minha incorporação incompleta no sistema? Como eu devo completar tudo isso, o que significa se afastar de uma coisa e se aproximar de outra?

De um modo geral, toda a vida de uma pessoa que está corretamente integrada no sistema se resume em ela determinar a sua forma de “espalhar-se” ainda mais ao longo de todo o sistema e ser incorporada nele de forma mais completa, de modo a cobrir todos os cinco mundos com sua essência. Então, eu me torno uma pessoa totalmente corrigida. Assim, as cinco partes da Torá nos falam sobre como eu cubro gradualmente toda a criação em círculos: todos os mundos de Assia, Yetzirah, Beria, Atzilut e Adam Kadmon (o homem primordial), pois toda a criação está dentro de mim.

“Cobrir” significa sentir e cooperar totalmente com toda a criação. Já é toda a minha estrutura interna e completa, minha constituição interna. Mesmo hoje, toda a criação está dentro da pessoa, mas ela simplesmente não sente isso. Ela sente o mundo externo a ela.

No entanto, ela deve sentir que tudo está dentro dela, como um músico ou um pintor que sente por seu sentido interior que tudo o que querem transmitir é através de sua criação, de dentro de si. A pessoa chega a esse sentimento quando quer sentir que está conectada com o mundo todo.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno”,  29/04/13

“As Estantes Da Criação”

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos conectar os mundos e as almas?

Resposta: A criação inteira é como um armário projetado para livros. E nós colocamos os livros nele. Este armário é chamado de “estante de livros”. Esta estrutura deve ser composta de dez Sefirot. E cada inanimado, vegetal, animal e “falante” deve preencher essas “prateleiras”, estas dez Sefirot. Os níveis inanimado, vegetal e animal preenchem essas “prateleiras” de acordo com sua estrutura e são chamados de “mundo” no que diz respeito à pessoa.

Será que a pessoa se identifica com esta estrutura, a própria “estante”? Não. Ela só sente os níveis inanimado, vegetal e animal. Ela não vê a estrutura interna do mundo que deve ser organizado de acordo com o HaVaYaH; ela só vê o que o preenche. Eu vejo os livros, mas não as prateleiras. As prateleiras representam a estrutura que vem e se estende de Cima. Se eu começo a preencher essas prateleiras da forma correta, eu descubro que existe uma ordem específica aqui. Antes eu não tinha descuberto isso.

A mesma coisa acontece com a gente em nosso mundo. Nós evoluímos e descobrimos todos os tipos de fenômenos. De repente, descobrimos que as notas musicais devem ser organizadas numa ordem particular, que até mesmo as cores são dispostas numa ordem única, também as ondas sonoras são organizadas com determinados comprimentos de onda, e assim com tudo. Para cada fenômeno desconhecido que eu investigo, eu começo a descobrir nele uma particularidade, uma ordem única, leis específicas. Eu descubro como esse fenômeno preenche o HaVaYaH original, as prateleiras. Mas eu não descubro essas prateleiras desde o início.

Imagine uma pessoa que não entende nada de música mesmo milhares de anos antes do desenvolvimento de ouvir música e da criação de instrumentos musicais e composições musicais. Ela começa a compor uma música. Ela não sabe o que é isso, simplesmente começa a tocá-la de uma forma natural.

É a mesma coisa com as línguas. De onde eu poderia saber que a língua hebraica é composta de 22 letras e mais cinco letras finais, e que as suas estruturas precisam ser organizadas dessa forma? Eu não sei disso. No entanto, eu existo na natureza e assim desenvolvo a linguagem a partir dela, eu preencho as prateleiras. Em seguida, as prateleiras são chamadas de “mundo”. O HaVaYaH foi preparado para nós; ele se estende de cima para baixo. E com os nossos esforços, nós precisamos preencher essas “prateleiras” de baixo para cima, com livros que escrevemos. Isso é chamado de nossa necessidade de escrever o livro da Torá no tabuleiro dos nossos corações, no desejo.

Pergunta: Os “mundos” são algo vivo e mutável?

Resposta: Não. Esta é uma estrutura permanente com 125 níveis.

Pergunta: E as almas?

Resposta: As almas também não existem; nós precisamos fazer com que as almas se formem. Existem 125 prateleiras vazias e há centelhas quebradas, vasos, Kelim. Você precisa organizar e preencher tudo isso.

Você precisa dividir o seu desejo em “Mocha“, “Atzamot“, “Gidin“, “Bassar” e “Or” (medula, ossos, tendões, carne e pele). Você precisa “abater” a si mesmo, remover a “Or” (pele) de si mesmo, separar a sua camada interna (pergaminho) do lado de fora e começar a escrever sobre o pergaminho, o interior da “Or” (pele) externa sendo a parte interna da nossa “Or” (pele). Escrever a Tora ali, não na própria parte externa, mas na própria parte interna da parte externa. Escrevendo isso, você começa a preencher todas essas prateleiras desde as primeiras palavras: “No princípio Deus criou…” até “Israel”, no final. Com isso, você preenche todos os 125 níveis.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/06/13, O Zohar

Um Olhar Sobre O Propósito Da Criação Sem Ilusões

Dr. Michael LaitmanNão devemos esquecer que uma pessoa sozinha não pode alcançar o sentimento de grandeza do Criador, e isto significa a grandeza da meta, pois a meta é se aderir ao Criador, dando-Lhe satisfação. Nossa correção final está nesta adesão, a última estação, todo a meta da criação.

O Criador criou o desejo de desfrutar, mas agora nós estamos na ilusão pensando que somos criados para desfrutar receber. Nós estamos neste engano e é por isso que cada vez que obtemos algum prazer, ele imediatamente desaparece. Nós precisamos entender essa contradição que precisamos precisamente do desejo de doar, porque a meta da criação é desfrutar a doação.

“Dar prazer à criatura” significa trazê-las ao estado em que vão receber prazer a partir da doação e não o dar egoísta em prol da recepção, e nem mesmo dar em prol de dar, mas de receber em prol da doação. Isto é, nós temos que usar nossos desejos, todas as nossas habilidades para doar.

Acontece que qualquer mudança em nossa natureza só é possível sob a condição de que nos alimentamos de alguma fonte externa de inspiração, importância, desejo, atração, e nos esforcemos em direção a uma meta espiritual da qual deriva todo o poder que nos avança à correção. Toda esta energia vem do ambiente. Uma pessoa é capaz de fazer algo apenas se for influenciada pelo ambiente. E se não existe tal influência, ela não terá sucesso.

Há momentos em que a pessoa recebe um despertar de cima e, depois, ela é capaz de transformar o ambiente. Mas, na maioria dos casos, ela própria não consegue se transformar, e o ambiente deve ter o cuidado de transmitir a importância da meta e inspiração a todos. Só então seremos capazes de avançar na direção certa.

Portanto, não há nenhuma tarefa mais importante do que a construção de um ambiente adequado. Está escrito: “Quem dera que eles me deixassem e mantivessem a minha Torá, pois o brilho dentro dela iria devolvê-los ao bem”. A Luz só vem quando estamos conectados um com o outro. É por isso que a construção do ambiente é a condição principal.

Não há porque esperar por uma verdadeira revelação espiritual de Cima se ela vier de nossos próprios esforços em se unir com seres humanos como nós. Nós precisamos entender e lembrar o fato de que tudo que acontece em nossas relações com o mundo externo, de nós para ele e dele para nós, para todos, e nós juntos, só vem através da nossa conexão.

Da Preparação a Lição Diária de Cabalá 30/06/13

Entre O Positivo E O Negativo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Há duas forças na criação: positiva e negativa, o desejo de doar e o desejo de receber, a força masculina e a força feminina. Talvez a conexão entre as forças masculina e feminina esteja faltando para se descobrir a força única chamada “Uno”. Se isso for verdade, como podemos nos conectar?

Resposta: Somente através da inclusão do Criador. Não há outra maneira! Só Ele pode criar harmonia entre o positivo e o negativo. Diz-se “um homem e uma mulher, a Shechiná (Divindade) entre eles”. Um homem e uma mulher, positivo e negativo, estas duas forças opostas nunca serão capazes de se conectar sem a revelação do Criador.

Na natureza sempre deve haver uma resistência entre o positivo e o negativo, onde a energia mútua entre eles se torna proeminente, e é o Criador que desempenha esse papel. Primeiro Ele se revela na forma do ego, a resistência entre o positivo e o negativo, depois Ele conecta tudo num único sistema, e depois, no topo desta resistência, sua revelação torna-se revelada e começamos a senti-Lo.

Nós não podemos realmente senti-Lo. Ele é sentido em nossos desejos, em nossos vasos, na resistência que criamos entre o positivo e o negativo.

Suponha-se que esta é a nossa resistência, positivo ou negativo, o nosso ego (Ego). Se existe uma “corrente” que flui através dela, o que significa que estamos nos conectando apesar do ego, então no topo do resistor (R) nós começamos a revelar o Criador.

O Criador é o oposto do nosso ego, uma vez que Ele criou a escuridão a partir da Luz. Portanto, é em cima deste “instrumento” que descobrimos o Criador. Este “instrumento” é o nosso Masach (tela).

Da  Convenção Europeia na Alemanha 23/03/13, Lição 3

Uma Porta Para O Desconhecido

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, artigo 26: Nós já dissemos que o primeiro estado necessita do terceiro estado para se concretizar totalmente como era no Pensamento da Criação — no primeiro estado — sem omitir uma única coisa.

Os três estados da criação, o estado inicial (1), o estado intermediário (2) e o estado final (3) obrigam um ao outro a existir. No início, a criação está em Ein Sof (Infinito). No segundo estado (nós) estamos no nosso mundo. Em seguida, o terceiro estado é o fim da correção.

Durante a transição do primeiro estado para o segundo estado, nós atravessamos quebras e restrições, e durante a transição do segundo estado para o terceiro estado, nós atravessamos subidas e correções. Além disso, nós corrigimos GE no caminho e, em seguida, AHP de Aliya. Assim nós avançamos da Luz de Nefesh para as Luzes de NRNHY.

Nós devemos lembrar que todos esses estados só existem em nossa percepção, mas temos que usar tudo que temos até alcançarmos um desejo que é preenchido por um único pensamento. É porque o desejo são as emoções (um coração) e o pensamento é a mente. Eles têm que se conectar para que na conexão entre eles nós alcancemos o Criador.

Isto se tornará o nosso estado final, e este é o nosso objetivo hoje. Não sabemos o que vem depois disso, mas devemos saber que, após o fim da correção, nós iremos em alguma direção desconhecida. A criação vai continuar, já que corrigimos os vasos, nossos desejos.

É como consertar um carro estragado e aprender a dirigi-lo: o trabalho está feito, os reparos estão concluídos, e eu aprendi a dirigi-lo. Sento-me no meu carro perfeitamente consertado e o que vem depois? Para que eu corrigi os meus vasos?

Portanto, a equivalência de forma com o Criador é apenas o começo. Em seguida, Ele abre a porta do seu palácio para mim, convidando-me a entrar…

Nós subimos ao Seu nível, e não sabemos o que vem depois. Eu não vejo as dicas que os Cabalistas deram sobre isso. Eles dão a dica de que há algo depois em termos que não podemos compreender. Simplesmente não podemos compreender essas dimensões.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/03/13, “Introdução ao Livro do Zohar“