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A Amargura Insuportável Da Escravidão

Dr. Michael LaitmanShamati, artigo 159: Isso significa que, se Israel está sob o domínio de determinada nação, essa nação os controla e eles não podem se retirar de seus domínios. Assim, eles provaram um sabor suficiente neste trabalho e não podiam ser redimidos.

Então, o que fez o Criador? “O rei do Egito morreu”, ou seja, eles perderam essa servidão. Assim, eles não podiam mais trabalhar…

É bom que o Faraó tenha morrido? Afinal, ele aproximou os filhos de Israel da Santidade, forçando-os a cumprir dois discernimentos dentro deles. Por um lado, eles tinham potes cheios de carne, mas por outro lado eles eram escravos.

Se nós não pensamos na espiritualidade, nós esquecemos a escravidão e não sentimos que somos escravos. Você trabalha para o seu ego e tem bom lucro. A escravidão começa quando, apesar das panelas estarem cheias de carne, você sente que não tem a espiritualidade, porque você não consegue conexão e amor, a oportunidade de sair do ego.

A escravidão só é sentida quando você tem dois pontos de discernimentos: no nível corporal tudo está bom, mas no nível espiritual não há nada e não haverá nada. Neste caso, isso é chamado de “escravidão”, a dominação da matéria sobre o espírito. O Criador nos ouve apenas quando nos conectamos entre nós e começamos a separar a corporalidade da espiritualidade, e ver que temos de olhar para o ponto espiritual na conexão entre nós.

É por isso que nós somos chamados de “filhos de Israel” e “irmãos sentados juntos”, aqueles que se sentem como escravos no Egito e que não têm o poder de alcançar a conexão. No início, tudo parecia possível, era bom e maravilhoso. Então, os problemas começaram, e vemos isso em diferentes grupos. Esta é a segunda etapa da escravidão no Egito, onde os Filhos de Israel gemem pelo trabalho duro. Eles não conseguem se conectar, mas ao invés de fugir, continuam a trabalhar na conexão.

Se a pessoa não abandona o grupo por causa disso, mas continua a bater neste ponto, tentando alcançar a conexão, no final ela se desespera e clama porque lhe faltam as forças. Se nós estamos conectados, nós recebemos um vaso para descobrir o Criador, mas não podemos criá-lo por nós mesmos, porque a pessoa não consegue realizar sozinha as ações espirituais.

Então, nós gememos por este trabalho, o que significa que entendemos que precisamos da ajuda da força superior. Só ela pode nos corrigir e nos conectar. Este gemido já é uma salvação, a grande revelação do “não há outro além Dele”, e que só Ele pode nos conectar. Nós alcançamos o desejo de nos conectar através do nosso trabalho quando entendemos que esta é a única coisa que precisamos sem quaisquer condições tentadoras corporais, não importa quais elas possam ser.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/04/12, Shamati # 159

O Salto Para O “Mar Vermelho”

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa quando você tem que saltar para o “Mar Vermelho”, a fim de escapar do “Faraó”?

Resposta: É um estado de desespero, quando o Faraó (o seu ego) o empurra por trás. Ele não deixa você, ele quer engolir, comer você, e você sente que estar nele é pior que a morte.

Quando as Torres Gêmeas queimaram em Nova York, as pessoas pularam do 50º andar. Não havia sentido, mas a pessoa simplesmente conseguia ficar no fogo. Para ela ficar um segundo sequer fora do fogo parecia a redenção, e assim ela saltava.

A pessoa sente a mesma coisa ao escapar do Egito. Você não pode ficar nesta situação mais um segundo e está pronto para saltar no mar, não importa onde, pois para você isso é a redenção. Quando você chega a este estado o mar se abre.

Você supera o ponto de separação, o ponto de ruptura, e não há volta. Você já tomou a decisão e consigo matou totalmente, cortou e quebrou a conexão com o seu ego.

Pergunta: Será que o ego hoje chegou a este estado, em que você só consegue superá-lo num grupo?

Resposta: Sim, este é o ponto coletivo no grupo que é descrito como Nachshon, aquele pulou na água primeiro.

É o ponto de “Moisés”, o centro do grupo, mas que muda o seu papel a cada vez, de acordo com o atributo que é revelado a cada momento.

Assim, o ponto de Nachshon é revelado no grupo, quando todo o grupo está convencido de que proximidade, união e apoio mútuo, são as coisas mais importantes para ele.

Ao mesmo tempo, as pessoas não se importam de estar no escuro. O importante é chegar mais perto, mesmo que elas morram juntas. Isso é mais importante do que estar sozinho no ego e existir nele da forma mais confortável e bestial. Este é todo o nosso livre arbítrio.

Então, o mar é dividido, o que significa que você simplesmente descobre o próximo nível, ou seja, o salto para o “Mar Vermelho”.

Este é o fim do período em que você viveu sob o controle do seu ego. A partir desse momento você não retorna a ele.

Você nunca mais volta ao nível anterior. Se você acha que está numa situação pior, é só porque você recebeu o nível seguinte, que ainda não está corrigido.

De KabTV “Fundamentos da Sociedade Integral” 01/04/12

As Sementes De Luz São Semeadas Agora

Dr. Michael LaitmanO feriado de Pessach (Páscoa) começa amanhã. Nós temos que entender o que ele é. Em primeiro lugar, “Pessach” é o estado mais importante. Lembramo-nos deste êxodo do Egito em todas as correções subsequentes. Por quê? Porque este é o fundamento, de onde a escada dos degraus espirituais começa.

Em segundo lugar, Pessach é o nascimento espiritual do ser humano.

Em terceiro lugar, nós estamos falando da escuridão, onde construímos a base preparatória para as nossas correções, porque não temos mais nada para corrigir, exceto o que é revelado no “Egito”. Por um lado, esses anos de preparação são úteis porque revelam nossos desejos corruptos; por outro lado, eles são difíceis porque o exílio é uma coisa desagradável.

No entanto, tudo depende de como nós aceitamos o que está acontecendo, nos esforçando para compreender, entender e reconhecer este estado, o quanto somos cientes de sua necessidade no grupo, e quanto podemos nos sentir florescendo nele.

Da mesma forma, a Idade Média foi um período escuro da história, que foi caracterizado pela brutalidade, confusão humana, a crueldade da inquisição, a agressão religiosa e costumes animalescos. No entanto, indo mais fundo, vemos que ela se tornou a preparação para a eclosão da Renascença, para o desenvolvimento da ciência e outras conquistas posteriores.

Até o fim da Idade Média a humanidade foi adquirindo grandes vasos, desejos. Depois, ocorreu uma explosão cultural, e a Idade do Iluminismo começou, durante a qual usamos o que tínhamos preparado antes. Agora, nós estamos nos aproximando de um resultado lógico: a crise de todos os desejos que se esgotaram e não há mais nada a fazer em nosso mundo.

Se traçarmos um paralelo com a espiritualidade, a preparação atual nos permite alcançar o fim da correção e usar corretamente os nossos desejos. Afinal, nós revelamos o nosso mal durante o período de exílio do Egito. É por isso que todas as novas correções são chamadas de “memória” do êxodo do Egito.

Neste caso, o mal nos é revelado somente nas relações entre amigos. Por conseguinte, se percebermos corretamente os problemas que surgem entre nós, nós nos preparamos para a subida. Nós devemos solicitar a correção desses estados; porém, sob a condição de que queremos unir, nós sentimos a necessidade disso, vemos que não podemos e, no entanto, continuamos forçando. Quanto menos formos bem sucedidos, mais pressionamos.

Nós precisamos revelar a doação particularmente nesta pressão mútua entre nós. Mesmo se, em vez disso, nós revelamos a recepção, o mal, que se manifesta acima do bem, nós não recuamos, não relaxamos e não nos desesperamos. Nós vamos até o fim, até que o estado sobre o qual é dito na Torá: “E os filhos de Israel gemiam do trabalho” (Êxodo 2:23).

Não serão apenas gemidos; nós vamos realmente sentir que somos impotentes para fazer qualquer outra coisa. Ou seja, quando uma pessoa levanta as mãos para o Criador e se funde na oração coletiva.

Assim, nós devemos respeitar o período atual. Não podemos sair dele até prepararmos o desejo por novas correções. É impossível receber a revelação do Alto, se não pressionarmos, forçando a força superior a nos revelar o nosso mal.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/04/12, Escritos do Rabash

Revelando A Unidade Da Natureza

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se atingirmos o objetivo e nos unirmos num Kli mundial comum, que mudanças ocorrerão na Europa?

Resposta: Nós temos que entender que todos os problemas, incluindo a crise com todo o sofrimento, surgen por um motivo: orientar as pessoas a encontrar a raiz da causa, descobrir por que isso está acontecendo. Nós vemos que os cientistas, economistas e políticos não podem fazer nada.
O mundo entrou na fase que a Cabalá mencionou muito tempo atrás. Nós conversamos sobre isso antes do século XXI. Eu ouvi falar disso há vinte anos e não acreditava que poderia acontecer. “Então”, eu pensava, “eles falam. O que eu posso fazer?”.

O mundo entrou numa fase diferente. Hoje, nós estamos num nível completamente diferente. Temos que revelar a unidade da natureza. É por isso que o mundo é global, integral, não só em nós, mas em torno de nós.

Hoje, revelamos a força superior em todos os níveis do desenvolvimento; o nível inanimado da natureza, incluindo o espaço, para não mencionar as camadas mais altas, e a natureza vegetal e animal são um todo. Tudo isto é uma força global e integral de zero até ao infinito, um todo.

Há uma excepção que é um problema. No interior, há o ser humano, o centro do mundo. A ele é dada a liberdade, e ele faz tudo o que gosta, apesar de tudo. Ele é terrivelmente oposto a tudo o resto.

Nós comparamos este ser humano, isto é, toda a humanidade, esta imagem coletiva, ao crescimento de um câncer, porque ele come tudo a sua volta. Ele destrói tudo que vive, e está em contradição com o resto da natureza. O resto da natureza é global, integral, e unido. Nós não somos unidos de forma alguma, nem integral, nem global.

Dizemos que a crise global chegou. O que isso significa? Significa que vocês não combinam com o resto da natureza! Onde está a crise? Está em vocês ou no que os rodeia?

Vocês devem se reconstruir. Vocês representam uma sociedade humana que também deve se tornar global e integral. Como isso pode ser feito? Isso pode ser feito através da união, alcançando a igualdade, a intercpnexão e compreensão mútua. Todo o nosso desenvolvimento nos mostra até que ponto estamos interconectados. Nós não podemos fugir disso.

Olhe o que acontece: um país é boicotado, desconectado de transações financeiras ou qualquer outra coisa, e não pode fazer nada. É isso aí, a vida cessou. Corte-o do resto do mundo e ele não poderá existir. Isso é o quanto o mundo é global. Isso nunca aconteceu antes.

Nossa sociedade é oposta a essa globalização; a atual natureza humana é oposta a ela. É por isso que, obviamente, se removermos essa contradição, vamos ver a força da natureza revelada em sua totalidade.

Nós nos encontraremos totalmente conectados com o mundo inteiro e, além disso, como ilimitados, infinitos. Nós nos sentiremos existindo eternamente em harmonia com todas as outras camadas da natureza.

Isso se aplica não apenas aos países que estão sofrendo com a crise. Nós devemos considerar o nível ao qual nos elevamos e ver todos esses fenômenos da crise como obstáculos a serem superados para alcançarmos a meta mais elevada. Assim como uma pessoa tem crises, no sentido individual, o estado as tem no plano nacional e a sociedade humana em termos globais. Esta é a única maneira de olhar a vida.

Não podemos abordar os governos hoje e falar sobre isso com eles, porque eles são os maiores egoístas e não serão capazes de compreender. No entanto, suas mentes estão mudando. Há uma grande diferença entre o que diziam há cinco anos e o que dizem hoje, porque golpes e punições tornam a pessoa mais sábia e receptiva. É por isso que eu espero que sejamos capazes de conseguir isso.

Além dos materiais que estão sendo preparandos para serem apresentado à UNESCO, às Nações Unidas e outras organizações internacionais, nós estamos conectando muitos cientistas que têm a mesma opinião que a nossa ao nosso trabalho, aqueles que entendem que a natureza humana, a natureza da sociedade humana, deve ser mudada fundamentalmente.

O problema é que eles não têm um método. Não há dúvida de que precisamos estar em equilíbrio global com a natureza, para estar em homeostase com ela. Milhares de cientistas em todo o mundo estão falando sobre isso, mas nós também devemos fazê-lo. Como isso pode ser feito? Nós devemos…? Não há resposta.

Milhões de pessoas ao redor do mundo estão ficando desempregadas. A crise nos levará a um ponto onde produziremos apenas coisas que são necessárias à nossa existência.

É por isso que as pessoas devem entender. Elas devem estudar e transformar a si mesmas em vez de poluir e esgotar a natureza. Eu não preciso de muito para alimentar o meu “animal” para a minha existência normal.

Eu tenho que dedicar o tempo restante, o resto da minha força, para mudar a sociedade humana. Então, vamos sentir a harmonia eterna e total. Isso será muito mais do que o que tentamos alcançar hoje. Portanto, devemos ver a crise como um obstáculo acima do qual nós temos que subir juntos. É por isso que estamos aqui.

Da Convenção de Vilnius 24/03/12, Lição 3

Desenvolver Um Sentimento Pelo Criador

Dr. Michael LaitmanAgora, nós estamos criando um novo órgão sensorial. A ciência da Cabalá não é apenas a ciência da recepção, é o método de desenvolvimento do órgão sensorial mais elevado em nós.

Ele não existe numa única pessoa, mas é revelado entre as pessoas quando elas estão tentando criar essa interação entre si que irá revelar a Força Superior que preencherá todo o espaço entre elas.

Só nós podemos estimular esse detector, este sensor. Ele pode aparecer somente entre nós, e não em cada um de nós, mas entre nós. Na medida em que nós nos esforçamos em nos aproximar uns dos outros e nos transformar num todo, vamos descobrir essa força que nos preenche de acordo com a lei da equivalência de forma, a lei da equivalência, do equilíbrio e da homeostase. Este é o método da Cabalá.

Eu me lembro quando comecei a estudar com o Rabash e ainda não entendia nada. Ele me dizia algumas frases que eu me lembrava, embora não entendesse o que ele queria dizer. Ele dizia: “A coisa mais importante é desenvolver um sentimento pelo Criador, que preenche tudo, por essa força da natureza que nos rodeia”.

Desenvolver um sentimento? Eu não sabia o que significava “desenvolver um sentimento”. Em geral, a minha natureza é de cientista; eu quero entender, em vez de sentir.

Levou muito tempo antes que eu percebesse que isso não é alcançado pela mente, mas apenas através do desenvolvimento de um órgão sensorial adicional.

Mas o sentimento só pode ser desenvolvido se cooperarmos entre nós, transformando-nos num todo, como essa grande força que nos rodeia.

Nós nos reunimos aqui para unir, para criar essas condições entre nós, para que isso se manifeste. Conforme a nossa conexão, a nossa aproximação mútua, esta força será manifestada.

Da Convenção de Vilnius 23/03/12, Lição 1

É O Serviço Secreto Ou Nós?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós dizemos que, devido à nossa união, a situação no mundo mudou: tornou-se mais pacífico; há menos terrorismo. Se um funcionário do serviço secreto nos ouvisse, ele diria: “Nós estamos trabalhando de manhã até a noite, neutralizando terroristas, então a situação melhorou por causa de nós não, porque você está se unindo”. O que você pode dizer a esse cético ou é melhor não contrariá-lo?

Resposta: Eu não costumo entrar em qualquer debate com quem quer que seja. Deixe-os falar; isso não importa. Se eles pensam que estão fazendo isso melhor, que assim seja.

Além disso, eu não acho que possamos substituir os serviços de segurança, etc., porque a humanidade está longe de ser capaz de avançar de forma consciente. As pessoas que querem fazer mal devem se deparar com uma ordem pública organizada.

Eu não tenho nada para lhe dizer; ele não percebe e nunca entenderá o que estamos fazendo, se ele não vier para os nossos cursos.

Da “Discussão sobre Educação Integral” # 14, 18/12/11

Estágios De Ascenção Em Direção Ao Criador

Dr. Michael LaitmanA ciência da Cabalá descreve os estágios do desenvolvimento que devemos atravessar ao nos aproximarmos uns dos outros a fim de revelar a Força Superior. De acordo com as nossas aspirações em direção à união, ao anularmos nosso egoísmo, subirmos acima dele e nos unirmos, nós chegamos ao primeiro nível e sentimos esta força no nível de Nefesh (nível inanimado). Nós começamos a sentir que algo está entre nós, mas ainda não podemos compreendê-lo exatamente. Existem algumas sensações, mas que ainda não são definíveis ou determináveis.

Mais tarde, com um desejo mais forte pelo outro, nós chegamos a uma conexão mais forte e começamos a sentir como “penetrar” um pouco um no outro e sentir mais a conexão. A partir daí, emerge uma maior sensibilidade, a capacidade de sentir. E não apenas sentir, mas determinar e compreender como fazê-lo. Assim, surge a sensação no nível de Ruach, o nível do movimento. De acordo com o nosso movimento em direção ao outro, nós podemos entrar em contato com esta força em diferentes níveis de esforço, mais ou menos de acordo com as nuances de nossos encontros. Nossos movimentos e a compreensão desta força superior acontecem em algum tipo de diálogo: em nosso esforço e na sua resposta, a reação da força superior.

Nós avançamos no sentido de estabelecer uma harmonia ainda maior entre nós e de começar a sentir como nos conectar, mas também para dar e receber do outro. Assim, nós chegamos à sensação da força superior e nos comunicamos com ela doando ou recebendo dela. Este nível é chamado de Neshama, o nível de Bina, um nível extremamente elevado.

Então, nós chegamos a uma percepção mais profunda da interação entre nós: qual o caminho a trabalhar, recebendo do outro ou dando ao outro através de si mesmo. Ao dar aos outros através de si mesmo, nós alcançamos o nível da Luz de Hochma ou Haya.

Finalmente, nós chegamos ao estado em que sentimos todos como um todo. Não há diferenças, comunicação, transições e transmissão, mas tudo se funde numa gota de água e, em seguida, toda a separação desaparece totalmente. Nós chegamos ao nível de Yechida (da palavra “união”): a união completa entre nós e a força superior.

Esses cinco níveis somente são alcançados conforme a conexão entre nós; quando o nosso egoísmo pessoal, o protecionismo e tudo que é pessoal forem removidos, a pessoa sobe e vive apenas em comum.

Para desenvolver esta possibilidade, tal instrumento de percepção, nós nos reunimos num grupo durante os congressos, em todas as nossas ações, e gradualmente desenvolvemos isso dentro de nós mesmos.

A nossa época é especial, porque nos obriga e nos move em direção a isso, e não só nós, mas toda a humanidade é movida em direção aos estágios iniciais, quando a pessoa ainda não entende o que significa “desenvolver sentimentos, unir e se conectar com os  outros”.

É preciso muitos passos antes que a pessoa descubra: “Por que tudo isso? Eu tenho isso?”. Ela age automaticamente ao olhar para os outros. E só mais tarde, algo começa gradualmente a “se mover” dentro, como se rompesse de dentro. Ela começa a sentir algo mais, algo novo e totalmente desconhecido surge lá, como uma entrada para uma área absolutamente nova, que estava completamente oculta antes.

E o mundo nos ajuda com isso hoje, ao permanecer num estado totalmente incompreensível e confuso. Todas as pessoas no mundo, de jovens a idosos, pobres e ricos, fortes e fracos, ninguém sabe onde está. Todo mundo está procurando, mas não sabe onde. Eles agem mecanicamente tentando viver a vida que costumavam ter, mas ela não está mais lá.

Da Convenção de Vilnius 23/03/12, Lição # 1

Um Tampão Entre A Natureza E A Humanidade

Dr. Michael LaitmanPergunta: Os nossos esforços em unir e disseminar criam mudanças no resto do mundo. Isso por sua vez, nos afeta? Por exemplo, se criarmos cursos para as massas e começarmos a conectar essas pessoas, seu número vai crescer. Será que isso terá um efeito sobre a nossa capacidade de avançar e unir mais rápido? Estes processos estão interligados?

Resposta: Esses processos estão definitivamente ligados. Nós recebemos a oportunidade de avançar para que possamos ser capazes de conduzir toda a humanidade. Do ponto de vista da natureza não há nenhuma necessidade da nossa existência. Nós servimos como um tampão que deve trabalhar em coordenação com a natureza e com o resto da humanidade, porque ela não pode avançar por si própria.

Por esta razão, nós devemos estar juntos com as sete bilhões de pessoas. Nós temos que tentar criar um método que seja compreensível para elas e organizar tudo de uma forma que será fácil, agradável, conveniente e alegre. Nós temos que despertar o seu interesse em nos seguir. Isso nunca deve ser forçado, porque o seu avanço tem que ser voluntário e consciente.

Nós temos que elevar constantemente o seu desenvolvimento para que elas possam perceber a importância de avançar. Deste modo, elas avançarão. Basicamente, nossa educação é dirigida a levar as pessoas à compreensão da necessidade do desenvolvimento pessoal.

Da “Discussão sobre a Educação Integral” # 14, 18/12/11

Nosso Bebê

Dr. Michael LaitmanDurante a última Convenção no deserto de Arava, nós já atingimos o ponto de união que está acima de nós. Ele ainda é obscuro em nossa percepção; no entanto, ele é o nosso “bebê” comum Agora, nós precisamos elevar nosso cuidado e preocupação com ele, com a união, a um novo nível.

Até agora, nós temos apenas uma gota; nós estamos revelando rejeição, névoa e confusão, e precisamos usar essas coisas para trabalhar a fim de elevar o nosso bebê. Como o amor não surge do nada, ele é formado como resultado ódio.

O congresso passou, tudo aparentemente se recolheu para o passado, e os problemas atuais começaram a nos distrair e desorientar. Enquanto isso, nós precisamos converter tudo essa confusão em lucidez. Cada um precisa combater as forças de separação que agem dentro de si, a fim de atingir o ponto central de todos os grupos – o Congresso que unirá todos nós.

Através do ódio, da rejeição, do distanciamento e da indiferença nós vamos subir acima do ponto de união anterior, até o próximo nível. Então, vamos sentir nossa união como certa construção. O ponto vai adquirir volume. Afinal de contas, a diferença entre uma gota de sêmen e um feto é determinada pelo nosso cuidado, nosso “poder de resolução”. Este só é aumentado com a adição de mais “material”, isto é, mais desejo egoísta, ódio, e assim por diante. Se pudermos anexar tais aspectos negativos ao nosso ponto de união, seremos capazes de ver um embrião, ou talvez até mesmo um bebê nele.

Nós estamos falando do tipo de alma que nós adquirimos, sentindo assim o mundo espiritual através dela. Mesmo o “embrião” já é uma medida de inclusão. É um sentimento que determina corretamente toda nossa postura em relação ao material e o espiritual, e que nos orienta corretamente em relação a tudo que acontece em nosso mundo. Isto é o que nós precisamos alcançar agora.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/03/12, Escritos do Rabash

Receba A Luz Do Grupo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Diz-se: “Não há homem justo sobre a terra que só faça o bem e não cometa nenhuma transgressão”. O que impede a pessoa de viver de acordo com este princípio?

Resposta: Isto é devido à falta de confiança, ou em outras palavras, a ausência da Luz de Hasadim. É exatamente isso o que precisamos obter.

Por exemplo, eu estou no primeiro nível e preciso chegar ao segundo nível. A Luz de Hassadim é a diferença entre os dois níveis. Eu não tenho esta Luz e não há ninguém que possa me dar. Minha única opção é me incluir no ambiente e obter a Luz de Hassadim dele. Afinal, o ambiente é a qualidade de Вina.

Após obter esta Luz eu me elevo até o segundo nível e obtenho uma realização: a Luz da OM (Ohr Makif) vem e enche Hassadim.

É assim que eu obtenho tanto a Luz quanto o vaso.

Tudo depende do nível em que a pessoa se abaixa diante do ambiente correto.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 21/03/12, O Estudo das Dez Sefirot