Textos na Categoria 'união'

Tudo Depende De Vocês

Dr. Michael LaitmanA confusão que vocês sentem após a aula é boa. Vocês já passaram por muitos estados e não sabem o que fazer.

Venham para o nosso workshop à noite e falem sobre seu futuro. Na medida em que vocês são capazes de se unir, vocês receberão a resposta. Não há outra maneira de revelar algo.

Vamos esperar que isso ocorra. Portanto, vamos nos preparar à medida que nos aproximamos dele, vamos pensar mais nele, enquanto expurgamos todos os outros pensamentos, para que possamos nos preparar melhor para nos unir com os amigos.

Além disso, não esperem nada de mim; qualquer um pode sentar aqui no meu lugar. Tudo depende apenas da união entre os amigos. Obviamente, eu vou tentar orientar o workshop, mas tudo depende de vocês.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 20/05/12, O Estudo das Dez Sefirot

A Vida De Doação: Fácil E Bonita

Dr. Michael LaitmanHoje, gradualmente, uma conexão mais profunda e rigorosa entre os países, nações e pessoas está sendo revelada. Mesmo individualmente, estamos conectados por meio de cadeias com vários links. No entanto, existe certo problema: Não somos ainda capazes de perceber adequadamente esta conexão.

A crise moderna está se expandindo e abrange o mundo. Ela não vai acabar, embora muitos estejam prometendo que logo as coisas começarão a melhorar.

Os problemas não terminarão até que alcancemos o equilíbrio. Afinal, a causa da crise é o desequilíbrio, em outras palavras, a falta de conexão entre nós.

Aqui é onde nós descobrimos a lei da garantia mútua. A Torá nos explica que no final a pessoa vai amar ao próximo como a si mesma.

“Amor” é a união sistemática adequada quando cada pessoa trabalha para o benefício de todos, e há uma harmonia absoluta entre nós. No fim, quando chegarmos à correção final, todos nós passaremos novamente a ser partes de uma única alma, como órgãos do corpo que funcionam de maneira totalmente diferente, mas existem em harmonia unificada, e é por isso que o corpo vive.

Cada órgão executa seu trabalho, sua própria função, mas no âmbito de um programa comum, que abrange e obriga todos a trabalhar juntos. Por outro lado, quando existe um desequilíbrio entre as partes do corpo, as doenças aparecem.

Nós devemos tratar a nossa correção de acordo com o mesmo princípio. Hoje, eu existo em egoísmo absoluto, total. Eu quero que tudo “gire” sob meu comando, realize meus desejos, e pense como eu. Todos nós começamos a nossa jornada neste estado.

Na primeira etapa do trabalho em mim mesmo, eu devo chegar ao grau de Hafetz Hessed. Eu não fico no caminho dos outros. Como uma engrenagem, eu corro livremente no meu eixo, de acordo com os desejos dos meus vizinhos (próximos). Façam o que quiser comigo. Estou pronto para “girar” a seu pedido, como se eu não tivesse desejos próprios, como se não fosse eu, mas uma força de apoio destinada a vocês.

Nós estamos falando de um grau muito elevado. Afinal, eu devo trabalhar com o meu egoísmo para que ele não fique no meu caminho quando eu servir aos outros.

Para fazer isso, eu preciso conhecer os desejos dos outros e nunca ficar no caminho de sua realização, sendo absolutamente neutro. Nós estamos nos falando de uma enorme correção, durante a qual eu levanto telas dos níveis zero, primeiro e segundo sobre o meu desejo.

Então, eu me elevo ao próximo nível. Eu dirijo meus desejos, habilidades, qualidades e todo o potencial da minha força e energia, tudo, para o benefício dos meus vizinhos (próximos). Agora, o meu egoísmo não apenas está neutralizado, eu não estou apenas correndo livremente no eixo, mas eu estou conectado ao meu próprio motor que funciona em seu benefício. Este é o grau do amor. Eu dou tudo para o bem dele.

Este caminho se estende desde o nosso mundo até o mundo do Infinito (∞) através de 125 graus. Parte deles eu percebo no grau de Hafetz Hessed, sendo neutro, e a outra parte eu percebo ativamente colocando meus esforços para beneficiar meus vizinhos.

Durante a primeira fase, eu corrijo 248 desejos e durante a segunda fase, eu corrijo 365. No geral, a correção de 613 desejos é chamada de observar os mandamentos. Desta forma, o desejo comum é dividido de acordo com a minha estrutura interior.

Tudo isso para alcançar a completa e absoluta garantia mútua, um estado onde eu vou interagir com todos em harmonia, assim como qualquer outra pessoa.

Portanto, é claro o tipo de correção a que a humanidade deve chegar: todos vão perceber e incluir neles toda a realidade, a ponto da plena identificação com ela. É por isso que a Cabalá está sendo revelada agora, porque se nós não soubermos como realizar isso, nosso caminho vai ser muito difícil e doloroso; na verdade, será realmente o “caminho do sofrimento”.

No entanto, se tentarmos agir no grupo, o nosso caminho não será fácil, mas vai ser bom. Nós ficamos juntos, sentimos um ao outro, evocamos a Luz, e ela age em nós, nos influencia e nos desperta. Ao sentirmos mutuamente um ao outro, permitimos que a Luz faça seu trabalho.

Esta é a essência do método. Você não sabe nem entende nada, você não é capaz de nada, mas você quer “engolir” todo o prazer, e você só precisa aprender a evocar a Luz. Se você aprender, você vai alcançar o sucesso de forma tão fácil e maravilhosa, juntamente com todos, em alegria.

Da Convenção One em Nova Jersey 12/05/12, Lição 3

A Reserva Comum De Energia Espiritual

Dr. Michael LaitmanNão importa o quão difícil pareça ser a realização espiritual; na realidade, não há nada mais simples. Imagine um sistema que seja completamente unificado, saudável, conectado entre todas as suas partes, nos mínimos detalhes. Tudo funciona em harmonia absoluta e aspira a uma única meta – tudo se destina à conexão, a fazer uma análise comum; em outras palavras, ao Criador que existe entre nós.

Nós O revelamos como uma consequência da harmonia que surge entre nós, através de nossos esforços constantes para nos conectar harmoniosamente. Como resultado do encontro da harmonia dentro de nossos desejos, nós revelamos a Luz que os preenche.

O Criador está em nós! Nós estamos no mundo do Infinito. Portanto, vamos pelo menos revelar o primeiro grau deste estado perfeito, o menor e mais fácil dos graus. Revelá-lo significa corresponder-se a ele, tornarem-se iguais em qualidades, atingir o equilíbrio com a Luz que preenche pelo menos o primeiro grau: Nefesh de-Nefesh de-Nefesh do mundo de Assiya.

Para isso é necessário atingir a igualdade de todas as partes do vaso comum. Mas como isso pode ser alcançado quando a igualdade não pode ser medida? A única coisa que pode ser medido é a diferença entre um e outro, o delta. Mas quando as coisas são idênticas, nós não conesguimos avaliá-las, porque perdemos a escala para medi-las. Como pode duas cores absolutamente pretas ser comparadas, ou como alguém pode comparar branco com branco? Nós precisamos de certa diferença para avaliar as coisas.

No entanto, nós devemos verificar a nossa igualdade, porque se eu não sou completamente igual a outro, eu não posso considerá-lo meu amigo, eu não estou conectado a ele por uma conexão mútua, aberta. É por isso que precisamos de duas qualidades: recepção e doação. Eu devo doar ao grupo como alguém grande em relação àqueles que são pequenos, dando-lhes a grandeza da meta, o reconhecimento da importância do Criador e amigos. Por outro lado, eu devo me rebaixar na mesma medida em relação a eles, a fim de receber a influência e apoio deles, à medida que os percebo como os maiores da geração.

Em outras palavras, eu alcanço o máximo de doação e o máximo de rebaixamento de mim mesmo. Esses dois extremos levam a minha igualdade. Eu não posso construir a igualdade sozinho, apenas considerando-me igual: esta igualdade não vale nada. A igualdade só é revelada como conseqüência de dois estados extremos: o mais alto e o mais baixo.

Quando todos no grupo agem da seguinte maneira: no máximo e no mínimo, dando tudo para o grupo e recebendo a força, o despertar, e a inspiração deles, então, é como se eles estivessem se conectando por um único tubo (canal) aberto. Antes, nós estávamos acostumados a nos conectar uns com os outros através de tubos, através dos quais fluia a energia, mas agora, todos eles se fundem e nós temos um grande lago; um reservatório comum está sendo descoberto.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/05/12, Escritos do Rabash

Força Conjunta Contra O Egoísmo Individual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu tenho estudado Cabalá há vários anos, e esta semana vou participar da minha primeira Convenção. Como devo preparar meu coração e mente para este evento?

Resposta: Não temos outro lugar, outra fonte, outra possibilidade de receber a força espiritual. O grupo e os estudos, as conversas, palestras e disseminação – estas coisas são a “prosa” do dia a dia. Naturalmente, isso também contribui para a nossa unidade; no entanto, uma Convenção (Kenes) representa outra coisa, uma convocação (Kinus) dos corações.

Na espiritualidade, tudo se correlaciona com a unidade, de onde tiramos nossa força. Todos os dias nós procuramos falar e perceber isso, nós construímos intenções, temos encontros de amigos e aulas especiais a cada semana; no entanto, estes não são os estados onde é realmente possível receber uma força grande e poderosa que vai nos empurrar para frente como numa Convenção.

Malchut do Mundo de Atzilut é chamada de “Assembléia de Israel” (Knesset Israel) porque reúne e une todos os nossos desejos voltados à meta espiritual. Basicamente, a Convenção é a construção de Malchut do Mundo de Atzilut, a criação de um vaso espiritual corrigido e unido. Não há alternativa para isso.

E é principalmente por isso que eu recomendo a todos participar da Convenção, para terem certeza que não a perderam. A pessoa não tem outra chance de receber a força para o avanço espiritual.
Além disso, com base na experiência, nós sabemos que as Convenções são seguidas por períodos não muito agradáveis de descida. Você precisa da Convenção para armazenar força e passar suavemente esta descida como se ela não existisse. É como se estivéssemos nivelando a pressão entre dois pólos. Recebemos o pólo “positivo” nos reunindo e dando enorme força um ao outro, e cada um de nós recebe o pólo “negativo” individualmente após a Convenção; esta negatividade nos divide e separa. No entanto, eu trabalho com ela com a ajuda da força comum que recebi de todos os outros, e no final eu a corrijo.

Eu não tenho outra oportunidade de corrigir o meu pólo “negativo”, meu egoísmo, meu “veneno”, meu “anjo da morte”, a minha inclinação ao mal. A única coisa que eu posso fazer é tornar-me inspirado pela ascensão comum e usá-la para corrigir minha descida pessoal. O mesmo acontece nas aulas e reuniões de amigos; no entanto, as Convenções são chances sem precedentes para atrair a força dos amigos, corrigir o mal particular em você, se unir e apoiar uma conexão unificada com todos, tentando dar a eles. Assim, nós podemos avançar.

Houve convenções que não foram realmente seguidas de descidas. Mas ultimamente nós realmente começamos a “cair”, e agora entendemos que não há nada artificial aqui. Isso é necessário para a existência; caso contrário, vamos morrer espiritualmente.

Chegou a hora: todas as nossas Convenções se destinam a juntar forças, que mais tarde nos permitem corrigir a nós mesmos. Eu não estou indo para me divertir e me distrair, assistir aulas e concertos com os meus amigos. Não, eu preciso desta união para imediatamente após esta união, corrigir a minha inclinação ao mal, as forças de separação que despertam em mim.

É por isso que é tão importante ir à Convenção e também é muito importante manter uma conexão máxima entre nós depois dela, tentando sentir a luta que estamos levando. Se após a Convenção, cheio de tensão e dilacerado por contradições, eu ainda posso igualmente passar esta fase, mantendo a força que recebi de todos e mantendo-me no grupo; se quando eu experimentar uma descida, eu subir acima dela, então o pólo “positivo” e o pólo “negativo” se fundem num todo único: a inclinação ao mal – um grande desejo egoísta – se manifesta em mim, mas uma tela -o poder da união, que eu adquiri – reina sobre ela.

Esperemos que esta seja a forma como usamos nossas Convenções.

Da Lição em Nova Jersey 09/05/12, Shamati # 25

Os Construtores De Uma Nova Realidade

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se o Criador é revelado entre nós, e não em cada pessoa individualmente, como cada pessoa sente este campo de uma única força?

Resposta: A espiritualidade é doação. A doação é algo que se revela fora de cada pessoa e não dentro. Dentro de nós, nós só podemos sentir o que sentimos agora: a imagem que chamamos “este mundo”.

Portanto, se eu quiser revelar algo sobre a minha existência corpórea, algo fora do que acontece no meu corpo animal, eu preciso construir um corpo novo, diferente. Esse corpo é chamado de unificação entre as pessoas. Como elas também são criadas a partir de corpos animais, nós construímos um novo corpo entre nós, que surge entre nós e sente a nossa realidade fora do corpo.

Essa realidade se chama mundo espiritual ou realidade superior, uma vez que contém todas as forças e qualidades, o programa da criação e seu objetivo. Tudo fica ali, entre nós. Esse campo, a força superior, nos controla. É chamado de Luz, Criador, Elokim, e muitos outros nomes.

Assim, nós não temos escolha, exceto construir a união entre nós. Ao nos esforçarmos por esta união, mesmo egoisticamente, despertamos certa influência dela sobre nós e começamos a senti-la no grau chamado de Lo Lishma. Então, ela nos afeta cada vez mais, e começamos a senti-la no primeiro grau espiritual, e, depois, com intensidade cada vez maior. O poder da nossa unificação determina o poder da Luz que Reforma, a sensação de doação que está sendo revelada. No entanto, tudo isso é revelado entre nós.

Esse é o nosso trabalho. Nós só precisamos tentar imaginar constantemente este estado de uma maneira mais autêntica e real, e juntar a isso tudo o que sabemos da psicologia, ciência, e das relações entre nós. Então, vocês verão como isso é verdade. De repente, tudo se unirá.

Da Lição em Nova Jersey 10/05/12, Shamati

Transformar Mal Em Bem

Dr. Michael LaitmanPergunta: O Criador criou a inclinação ao mal e a inclinação ao bem. Está escrito: “Eu criei a inclinação ao mal”. Então, de onde vem a inclinação ao bem?

Resposta: Na realidade, não há inclinação ao bem. Há apenas a inclinação ao mal, que foi inicialmente criada pelo Criador. É por isso que Ele nos informa que criou a inclinação ao mal. Mas nós a corrigimos com a ajuda da Torá e a transformamos em inclinação ao bem.

“Inclinação” é o desejo. O desejo permanece. Mas “mal” significa que eu sempre desejo receber para o meu próprio bem, e isso me faz mal porque eu me fecho neste mundo como um pequeno animal, vivendo os anos que tenho que viver. Na realidade, este é o tipo de vida mais miserável possível.

A inclinação ao bem significa que tentamos nos unir no grupo e vemos que não somos capazes disso, e começamos a gritar numa oração comum. Então, a Luz que Reforma vem e cria a união entre nós, e dentro dessa união a intenção de doar (a Luz) se revela. Então, em vez da inclinação ao mal, temos a inclinação ao bem, o mesmo desejo mas com a intenção de se unir com o próximo.

Do 3º Seminário da Convenção de Nova Jersey, 12/05/12

Aulas Gravadas: Congresso Latino Americano de Cabalá, “Celebrando a Vida” 2012


 

 
Olá, amigos!
Estamos felizes em informá-los que as aulas do Congresso Latino Americano de
Cabalá, “Celebrando a Vida” já estão disponíveis para download.
O Congresso ocorreu de 4 a 6 de
maio de 2012, em Águas de Lindóia, São Paulo, com a participação do Cabalista
Rav Michael Laitman. Caso você não pôde ir e deseja assistir a elas, basta salva-las
para poder assistir no seu computador através dos seguintes links:

Dia 4 de maio 2012:

Aula 1:
http://files.kabbalahmedia.info/video/por_o_rav_2012-05-04_lesson_congress_n1.wmv
Workshop 1 (espanhol):
http://files.kabbalahmedia.info/video/spa_t_norav_2012-05-04_program_congress_sadna-1.wmv

Dia 5 de maio de 2012:
Aula 2:
http://files.kabbalahmedia.info/video/por_t_rav_2012-05-05_lesson_congress_n2.wmv
Workshop 2:
http://files.kabbalahmedia.info/video/por_t_rav_2012-05-05_program_congress_sadna-2.wmv
Aula 3:
http://files.kabbalahmedia.info/video/por_t_rav_2012-05-05_lesson_congress_n3.wmv
Workshop 3:
http://files.kabbalahmedia.info/video/por_t_rav_2012-05-05_program_congress_sadna-3.wmv
Aula 4:
http://files.kabbalahmedia.info/video/por_t_rav_2012-05-05_lesson_congress_n4.wmv


Dia 6 de maio de 2012:
Workshop 4:
http://files.kabbalahmedia.info/video/por_t_rav_2012-05-06_program_congress_sadna-4.wmv
Aula 5:
http://files.kabbalahmedia.info/video/por_t_rav_2012-05-06_lesson_congress_n5.wmv
Workshop 5:
http://files.kabbalahmedia.info/video/por_t_rav_2012-05-06_program_congress_sadna-5.wmv
Workshop 6:
http://files.kabbalahmedia.info/video/por_t_rav_2012-05-06_program_congress_sadna-6.wmv

Hoje, Todos Os Caminhos Levam A Nova Jersey

Dr. Michael LaitmanPergunta: Existe diferença entre assistir a Convenção em casa, no monitor do computador, ou ir até lá pessoalmente? Será que uma pessoa consegue alguma coisa adicional estando lá pessoalmente?

Resposta: Você provavelmente sabe que no século XVIII era popular entre a classe rica comprar a sua própria cadeira ou reservado na ópera ou teatro. Se uma pessoa queria ouvir sua ária favorita numa ópera, podia ir apenas naqueles 15 minutos, apreciá-los, e depois voltar para casa. Naquela época não havia gravadores ou gravações de modo que as pessoas tinham que ir lá pessoalmente para ouvir uma sinfonia ou ópera.

Mais tarde, gravadores e televisores foram inventados. Portanto, porque os teatros não foram fechados até hoje? Por exemplo, um bilhete para uma ópera italiana de um cantor famoso custa muito dinheiro. Uma vez eu fui a uma ópera em Londres e o assento mais barato no topo da galeria custava 40 libras. Mas as pessoas ainda vão lá, porque é impossível transferir uma impressão através da tela.

Para obter uma impressão completa, você tem que estar naquele lugar pessoalmente. “Um lugar” é uma noção espiritual, que também existe em nosso mundo.

E isto é ainda mais verdadeiro em se tratando de uma Convenção Cabalística, porque nela nós nos reunimos para unir! Para isso não basta vê-la na tela ou ouvi-la através do microfone. Se até mesmo uma ópera gravada não lhe dá a mesma impressão que uma apresentação ao vivo, isso é ainda mais verdadeiro com o sentimento de união.

O propósito de toda a Convenção é a união. Todos os eventos, seminários e discussões são dedicados a isso. Este é um processo único e vivificante que não pode ser transmitido de forma alguma. Por isso eu estou disposto a viajar para qualquer grupo, para qualquer ponto do mundo, mesmo que isso seja muito pesado para mim. Mas não há escolha, eu não posso realizar a minha missão de outra forma e você não pode alcançar a meta de outra forma.

Somente se alguém vive num local muito remoto e não tem oportunidade de assistir, e realmente não pode (e ele terá de provar isso ao Criador, não para nós), então, aparentemente, existe um cálculo pessoal, especial consigo. Mas eu não deixaria a oportunidade de participar de uma Convenção passar por mim por nada.

Há um famoso exemplo de uma pessoa que viveu há milhares de anos no deserto de Negev, que trabalhava na agricultura, e que uma vez por ano viajava a pé para estudar em Jerusalém. Ela só era capaz de ficar e estudar lá por um dia, porque o caminho era tão longo que ela tinha que voltar para retornar a tempo de começar a trabalhar no campo. Até hoje, dedica-se um dia especial a sua honra (“um aluno por um dia”), quando todos se sentam e estudam.

É impossível passar a energia de uma pessoa para outra sem contato pessoal, físico, quando estamos todos juntos. É por isso que vivemos neste mundo! Este mundo é especial porque todos nós somos egoístas e, portanto, capazes de começar a nossa conexão apenas desta forma.

Afinal, nós ainda não estamos conectados a uma conexão espiritual. Portanto, outro nível inferior nos foi dado, chamado de “este mundo” – uma realidade imaginária onde a nossa conexão nasce. Depois disso ela já começa a se desenvolver na espiritualidade.

É como uma flor que não cresce até que o grão apodreça na terra e um broto cresça a partir dele, o qual depois cresce para se tornar uma flor. É assim que devemos plantar o início de nossa conexão. Apesar de estarmos no mundo egoísta, nosso grão deve apodrecer neste solo egoísta e um novo broto vai surgir dele.

No entanto, esta fase preliminar, esta conexão física entre nós é necessária, e é por isso que todo este mundo existe.

Eu acho que depois destas palavras, uma explosão deve ocorrer e todos que não se inscreveram vão correr para se inscrever para a Convenção. Se eu morasse vive nos EUA, eu não ficaria em casa…

Você pode colocar uma televisão com a maior tela na frente de você e definir as condições ideais, mais confortáveis, tirar férias do trabalho para que ninguém o impeça de assistir, mas isso ainda não vai lhe dar o contato real. Você vai perder a coisa mais importante: a sensação interior, e vai ver apenas a imagem externa.

Da Lição nos EUA de 08/05/12, Shamati

Treinamento Psicológico

Dr. Michael LaitmanNós devemos tentar aprovar o sistema que tem sido oferecido a nós pelos Cabalistas, o método que possui a capacidade de mudar o mundo.

Nós tentamos implantar o conselho dos Cabalistas como a única possibilidade de começar a sentir o nosso próximo passo, a união, fora deste mundo material.

Neste momento, as pessoas tentam estar minimamente conectadas e equilibradas com a natureza integral. No entanto, através da nossa união com os outros, com o grau de esforço que aplicamos para nos conectar com a natureza eterna e global, e a nossa inspiração em senti-la como algo tangível entre nós, no final vamos acabar experimentando uma sensação genuína de doação e amor, uma sensação de calor, uma onda que abrange todos nós.

Esta força foi ocultada de nós até agora, mas ela pode surgir se todos nós nos esforçamos para isso. Se nós possuímos até mesmo o mínimo desejo de alcançar este estado que, de fato, já foi concedido a nós, e se fizermos um esforço para unir, poderemos ter a certeza de que já possuímos todos os pré-requisitos necessários para alcançar a união.

Todos nós devemos querer alcançar a sensação de união, utilizando as possibilidades já recebidas. A nossa aspiração deve ser dirigida para ver e sentir a energia que preenche todo o universo.

Então, vamos perceber que somos colocados dentro do Kli (vaso) comum, que é preenchido com calor, Luz, e doação, como um feto no ventre de sua mãe.

Da Convenção de Vilnius 23/03/12, Lição 1

Uma Ponte Sobre O Conflito Eterno


Da Lição dedicada ao Dia da Independência de Israel

Em um dia como hoje, nós normalmente não falamos sobre as deficiências, ou seja, os desejos não realizados, mas sempre medimos tudo em relação aos vasos.

Primeiro temos que entender que o termo “Israel” simboliza a intenção de “Yashar – El” (direto para o Criador). Nós vamos realmente comemorar o verdadeiro dia da independência de Israel quando formos libertados do domínio do nosso ego, quando nos reunirmos acima do amor próprio, quando mantivermos esta conexão, pelo menos, em um nível mínimo, e quando ela prevalecer sobre o desejo separado que se enfurece dentro de nós como a inclinação para o mal. Então, o poder da união irá governar sobre o poder da separação. Este é o êxodo do exílio para a independência.

Será que nós somos livres no nível corporal? O nosso grupo é livre no mundo espiritual? Isto é o que devemos perguntar a nós mesmos e medir. Afinal, tudo é relativo, e à medida que subirmos os níveis espirituais, vamos descobrir o tamanho poderoso da separação repetidamente, de acordo com novas Reshimot (reminiscências). Então, vamos adquirir o poder da união com a ajuda da Luz que Reforma.

Este é o caminho: a união e a separação alternadamente substituindo uma à outra. Então, onde está a nossa independência? Ela se reduz a nossa supervisão do processo. Mesmo quando caímos e parecemos perder a nossa independência sob o governo de maus desejos, nós ainda sabemos como a subir. Portanto, somos chamados de independentes.

Hoje ainda somos dominados pelas nossas necessidades e desejos egoístas. Neste mundo nós ainda não estamos unidos como uma nação, ainda rejeitamos um ao outro e não queremos o amor fraternal, ainda não aceitamos isso como nosso objetivo, mas vemos como uma opção: é desejável, é possível, mas “não há pressa”. E nós sentimos dor, pois este fogo não está ardendo dentro de nós.

Nós estamos num estado de exílio e não num estado de liberdade e independência. Afinal, a independência significa que pelo menos nós fazemos os esforços para atingi-la. Nós recebemos todos os meios necessários de Cima, a fim de determinar a nossa independência, subindo acima do nosso ego em união geral. Nós não a atingimos ainda de modo a transmiti-la imediatamente para o povo e para o mundo.

Todos os nossos amigos ao redor do mundo precisam sentir isso, tanto na corporalidade quanto na espiritualidade, e nós temos que cumprir nossa missão e alcançar a independência do desejo de doar sobre o desejo de receber. Isso é chamado de “fé acima da razão”. Isto é o que estamos enfrentando.

A singularidade do nosso tempo está no fato de que tudo está pronto para correção. O mundo está se aproximando disso e nós entendemos isso melhor e temos o que é necessário. Ninguém está se contrapondo em nosso caminho, nem fisicamente, nem moralmente, e nem mentalmente. Nós não temos inimigos ferozes que nos impedem de realizar a nossa missão.

Então, o problema está só em nós. Temos que realmente sentir que estamos sob o domínio do Faraó que reina dentro de nós, uma força estranha, e só ela não nos permite guerrear pela independência.

Pergunta: Há uma crescente necessidade de mudança. Todo mundo já entende o motivo de todos os nossos problemas, nós entendemos que tudo se resume ao ambiente, a separação e a falta de confiança mútua. Como as pessoas podem alcançar uma perspectiva comum?

Resposta: “O amor vai cobrir todos os pecados”. Este é todo o segredo. Nós não corrigimos nada diretamente, mas simplesmente construímos nossa união acima de todos os problemas e divergências.

Permanecendo num labirinto de opostos, nós não vamos conseguir nada. Se você começar a purificar este pântano, o Egito vai simplesmente “engolir” você, e enterrá-lo sob suas pirâmides maciças. Este é o exílio no Egito, do qual não seremos capazes de nos elevar se trabalharmos diretamente com os defeitos que são revelados entre os amigos. Nós não devemos fazer isso. É por isso que o Faraó, o ego, nos força e parece estar logicamente nos mostrando os problemas que precisam ser resolvidos primeiro. Ele está dizendo: “Bravo, continue com o avanço espiritual, mas só no meu território, nas relações corruptas mútuas entre nós”. Nós não devemos ouvi-lo!

Deixe o ego, você não o está corrigindo, você quer construir uma ponte de amor sobre ele. Só então você vai ter sucesso, na “fé acima da razão”. Afinal, a espiritualidade está acima da corporeidade. O Criador dispôs as coisas desta maneira. Portanto, eu só tenho que escapar do Faraó, ou em outras palavras, subir acima dele. Nós não temos que destruí-lo ou corrigi-lo. Quando eu começar a construir algo em cima dele, o “anjo da morte” vai se transformar no “anjo sagrado”. Isto é o que Moisés está pedindo: “Deixe meu povo ir!”.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 26/04/12, “A Nação Israelense (Dia da Independência)”