Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Apenas Continue!

506.6Pergunta: Você nos deu este padrão para o trabalho espiritual: no primeiro estágio, anular-nos para nos dissolvermos em nossos amigos e, no segundo estágio, tentar elevar a todos.

Hoje, enquanto exploramos a inveja e todos os seus aspectos, isso é alguma nova estrutura, um novo estágio? Estamos deixando para trás a estrutura de ontem, ou continuamos os mesmos de ontem, só que com uma qualidade maior?

Resposta: Estamos constantemente tentando expandir as qualidades que usamos ontem para construir uma forma melhor de mundo.

Pergunta: Então continuamos a nos anular, dissolver em nossos amigos e nos esforçar para ascender? E tudo isso agora também está imbuído de inveja em relação a eles?

Resposta: Sim.

Da Lição Diária de Cabalá 16/02/25, “Alcançando Lishma através da Inveja”

Perguntas Sobre O Trabalho Espiritual — 221

235Pergunta: Você disse que o Criador desperta uma pessoa de acordo com suas capacidades e prontidão. Uma pessoa pode aumentar essas capacidades e prontidão? Se sim, como isso é feito e por quais meios?

Resposta: Isso é feito pelo Criador.

Pergunta: Quando falamos sobre o sistema em Achishena (aceleração), ele se aplica a um indivíduo, a uma dezena, ao nosso grupo ou ao mundo inteiro? Como abordamos esse sistema que queremos revelar dentro de nós mesmos e agradecer ao Criador por ele? Onde ele se revela?

Resposta: Este sistema é revelado dentro de cada pessoa, em seu desejo de receber e entre as forças da alma e as forças do coração. E aí, é preciso ver até que ponto ela existe dentro de suas próprias forças.

Da Lição Diária de Cabalá 15/02/25, “Alcançando Lishma através da Inveja”

Encontre Um Contato Com O Grupo

530Uma pessoa é como uma semente: até que sinta contato com o solo, ela permanece sem vida. Baal HaSulam dá esse exemplo em seus escritos. Assim que você planta uma semente no solo e ela encontra contato com ele — isto é, com o ambiente, com o grupo — tudo começa. Ela começa a crescer.

Forças internas despertam dentro dela, forças que a própria semente desconhecia previamente. Ela nunca sequer considerou que poderia crescer e se tornar mãe. Afinal, ela é meramente uma consequência de um estágio anterior: alguém a criou, alguém a gerou, alguém a cultivou.

Digamos que um grão de trigo cai de um talo de trigo no chão e começa a brotar — o que significa que ele começa um caminho inteiramente novo, um novo ciclo de vida. Quando esse ciclo começa? Quando ocorre o contato com o ambiente ao redor, aquele adequado para seu desenvolvimento, para o Reshimo dentro de você.

O contato com o ambiente ativa seu Reshimo, que por sua vez desencadeia influências secundárias sobre você: ar, calor, luz solar e assim por diante.

Mas para estabelecer contato com o ambiente, você deve, por exemplo, entrar no solo para perceber que está dentro dele. Você não pode se inserir nele, algo o coloca lá, mas você deve encontrar contato com ele, ou seja, conexão com o grupo. Então tudo seguirá em frente.

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. Comunidade Virtual, Parte 2”, 16/05/10

A Sociedade Do Futuro No Espaço Virtual

962.2Ao se envolver no espaço virtual, você interage com um grupo que parece existir fora de você. Mas, na realidade, é seu Kli pessoal, seus desejos pessoais, sua alma. Porque, além do ambiente, além do mundo inteiro, que é, na verdade, esse mesmo domínio da sua alma, existe apenas o ponto no coração, apenas esse gene espiritual (Reshimo).

Tudo o mais no mundo, além deste ponto, que existe fora dele é o que você atualmente percebe como sendo você mesmo; estes são seus dados informativos.

Assim, nosso mundo inteiro é intencionalmente apresentado a nós como algo externo e até mesmo oposto a nós, de modo que, ao nos relacionarmos com ele inicialmente de forma egoísta, gradualmente começamos a transformá-lo em nós mesmos, a atraí-lo, a absorvê-lo de forma altruísta, querendo dar a ele. Em outras palavras, posso me conectar com o mundo na medida em que estou pronto para dar a ele, pertencer a ele, amá-lo.

O mesmo se aplica ao grupo. Eu crio deliberadamente uma força virtual composta de muitas forças, influências e qualidades fora de mim, que começa a trabalhar ativamente em relação a mim.

Ou seja, o mundo inteiro está agora embutido neste simulador, neste campo de testes, onde começo a me refinar através de todos os textos, todos os artigos e todos os princípios Cabalísticos em relação ao grupo ou ao mundo. Com o tempo, o mundo inteiro entrará neste simulador. O ponto é que, no final, construiremos a sociedade do futuro dentro de um espaço virtual.

Isso significa que agora estou começando a me programar para a ascensão espiritual. É exatamente isso que a Cabalá exige. É nosso trabalho mais real, e não é separado da vida. Aqui, eu estudo minhas próprias qualidades; atuo como meu próprio psicólogo interior. Baal HaSulam sempre endossou a psicologia corpórea.

O grupo me estimula. Por outro lado, embora eu possa me programar até certo ponto em certos estágios ou participar da formação dos meus próprios passos selecionando diferentes opções, ainda há uma divisão de psicólogos, ideólogos e programadores que desenvolvem continuamente esse sistema. E nesse processo, eu também posso participar ativamente.

Vejo nessa ação coletiva, nesse jogo, uma realização muito clara do nosso movimento em direção ao Criador porque, no mínimo, você tem algo tangível em suas mãos: seu relacionamento com o grupo e o relacionamento do grupo com você. Cada um de nós percebe nosso ambiente como algo externo, e juntos deliberamos sobre como despertar uns aos outros.

Este é um sistema que fica entre o grupo e cada um de nós. E seremos nós que programaremos nossos relacionamentos com o grupo. Teremos controle sobre como o grupo influencia o indivíduo e como o indivíduo deve responder a essa influência.

Por enquanto, esta é a única visão que tenho para implementar os princípios delineados nos escritos do Rabash. Ele é praticamente o único Cabalista que nos forneceu uma descrição detalhada do relacionamento entre uma pessoa e o grupo — relacionamentos que servem como a ferramenta primária para atingir o propósito da criação.

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. Comunidade Virtual, Parte 4”, 16/05/10

Sistema Virtual Em Vez De Um Grupo Físico

963.3Pergunta: Você diz que em um nível físico, é impossível alcançar o que pode ser alcançado no espaço virtual. Você acha que somente um sistema sem vida pode nos ajudar?

Resposta: Não funciona para nós dessa forma. Não podemos simplesmente sentar, chegar a um acordo e então começar a influenciar sistematicamente um amigo. Não podemos.

Comentário: Mas esse sistema é auxiliar; ele não substitui de forma alguma o grupo.

Minha Resposta: Não sei até que ponto esse sistema pode substituir um grupo físico, mas acho que em grande medida.

Veja, o que significa um grupo físico? Quando vejo os outros? Quando me expresso em relação aos outros como um doador, levo café a eles, dou algo a eles, cuido deles?

Um grupo físico é o mesmo que nossos relacionamentos espirituais internos. E contato físico, isso significa que vejo seu rosto, sinto seu cheiro como animais ou toco você com meu ombro? Sim, o contato físico pode ocorrer, mas é fundamentalmente necessário? Não sabemos. Ainda não conhecemos esses estados, então os testaremos em nós mesmos. Eu também não os conheço. Não passei por isso em um grupo.

Tudo o que experimentei, passei no antigo sistema: professor – aluno. Então, não tenho experiência de como os alunos que organizam seu próprio espaço espiritual Cabalístico devem interagir uns com os outros, onde eles se moldam cada um dentro do grupo como uma semente no solo. E dessa forma, todos em relação uns aos outros criam tal ambiente para o avanço espiritual.

Como Rabash escreve, é somente então que o grupo se torna seu ambiente espiritual, e apesar do fato de que eles são pequenos, tudo depende da sua atitude em relação a eles. Se você acredita que pode receber nutrição deles, então receba. Apenas comece a tratá-los dessa forma, e você descobrirá que através deles, todas as forças superiores vêm até você.

Eu não tenho essa experiência. E ninguém tem a prática. As pessoas podem dizer o que quiserem. Mas, até hoje, não vemos isso em nosso mundo.

Esperamos que, por meio de nossos esforços, finalmente criemos a possibilidade de tal interconexão. Isso servirá como um estímulo para cada um de nós no movimento espiritual, um que é controlado por nós. Rabash escreve sobre isso em seus artigos, e Baal HaSulam em suas obras sobre a realização do livre-arbítrio. Nada mais é necessário.

No final, veremos que o ambiente que criamos virtualmente pode incluir esferas concêntricas como camadas de uma cebola, com pessoas mais distantes do objetivo espiritual brilhante e com menos fervor para atingir a espiritualidade.

Ela pode ser estruturada de tal forma que abranja o mundo inteiro com todas as suas possibilidades, com todos os seus serviços de apoio necessários para nossas vidas, incluindo a educação das crianças e da família e, em geral, todos os nossos relacionamentos com qualquer pessoa e de qualquer forma: social, sociopolítica e outros.

Mas o começo disso deve crescer a partir do ponto central.

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. Comunidade Virtual, Parte 5”, 17/05/10

Vitrine Atrás Da Qual Estamos

959Pergunta: Imagine que criamos um sistema de espaço virtual que parece estar funcionando, mas não tem vida; não sabe como dar os próximos passos.

Quando você vê o estado de uma pessoa, você joga algo em sua direção. Como um sistema inanimado pode fazer isso? Ele não sente nada.

Resposta: Há pessoas por trás do sistema. Teremos que ajustá-lo constantemente; todos os dias introduzimos novas perguntas, novas oportunidades, novos quebra-cabeças e novos movimentos que conectam uma pessoa à sociedade, e a sociedade a ela. Trabalharemos ativamente nisso.

Um computador é apenas um registro de informações; é nossa demonstração, como uma vitrine atrás da qual estamos. Portanto, precisamos sentir como influenciamos cada um de nós e como cada um de nós responde a isso. Este é um sistema interativo de conexão bidirecional muito profunda.

Pergunta: Mas não há o risco de esse sistema simplesmente entrar em colapso?

Resposta: É bem possível. Deixe este computador entrar em colapso! Deixe o grupo começar a trabalhar ao vivo! E daí? Para mim, esta máquina não é algo sagrado, nem algum tipo de templo. É apenas um meio para eu me conectar com um milhão de nossos amigos ao redor do mundo. Isso é tudo.

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. Comunidade Virtual, Parte 6”, 18/05/10

O Primeiro Contato Com O Grupo

938.01Comentário: Quando uma pessoa nova chega à Cabalá ou ao Bnei Baruch, ela fica profundamente impressionada. Mas depois de algum tempo, ela começa a notar aspectos negativos.

Minha Resposta: Naturalmente, porque seu egoísmo deve neutralizar a impressão inicial. Ela não pode se sentir sempre inferior ao grupo inteiro e, portanto, começa a ver falhas nele.

Mas se ela entende que, em vez das deficiências do grupo, ela deve ver suas próprias deficiências e tentar descobrir que o Criador lhe permite ver as deficiências do grupo para poder superá-las com fé acima da razão, contrariamente aos seus sentimentos e aos fatos aparentes, ela se desenvolve.

Ela não volta pensando: já estou acostumada com o grupo, está tudo bem, conheço todo mundo, está tudo como sempre. Pelo contrário, ela está cultivando cada vez mais sua impressão inicial.

Pergunta: Então, o primeiro contato com o grupo é, em princípio, o mais puro, quando a pessoa vê todos os seus amigos como perfeitos?

Resposta: Sim, todos são perfeitos, enormes, ótimos e especiais. É necessário se esforçar para não cair desse nível e continuar avançando.

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. Primeira Impressão da Cabalá”, 22/06/10

Uma Visão Dupla Sobre Qualquer Aspecto

528.04Pergunta: Quando uma pessoa começa a condenar e criticar seus amigos e o sistema dizendo que isso é errado e aquilo é errado, ela deveria lutar contra isso? Ou é algo natural e deveria ser deixado de lado?

Resposta: Não, depois da crítica, ela é obrigada a voltar a elogiar e ver qualquer aspecto pelos dois lados.

Pergunta: As críticas dela não interferem nas dos outros?

Resposta: Ela interfere, e deveria interferir e ao mesmo tempo ajudar.

Não há nada absoluto na Cabalá, assim como, em princípio, em nosso mundo. Mas na Cabalá, nossa atitude não deve ser unilateral. Ela deve sempre incluir dois lados opostos.

Fomos criados dessa forma, e é assim que queremos nos desenvolver — consistindo tanto de nós mesmos quanto do Criador!

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. Não Há Absoluto”, 26/06/10

Uma Dupla Perspectiva Do Mundo

528.01Pergunta: Como os Cabalistas do passado mantiveram a importância da maeta e apoiaram uns aos outros?

Resposta: Assim como estamos fazendo hoje. Eu preciso do apoio do grupo porque, de outra forma, não posso atingir o desejo pela espiritualidade. Eu avanço apenas com o desejo que recebo do meu ambiente, da sociedade. Portanto, preciso de um ambiente adequado.

Devo pressioná-los, bajulá-los, amá-los, literalmente sacudi-los, tudo para obter deles — de forma positiva ou negativa — o entusiasmo e a importância da meta.

É com esse entusiasmo que posso me voltar ao Criador. Portanto, preciso de um ambiente que esteja no mesmo nível que eu como uma fonte de desejo com a qual me volto ao Criador. E de lá, recebo a força que me corrige e me eleva.

Pergunta: Mas houve momentos em que os Cabalistas riram uns dos outros e de si mesmos, por exemplo, enfiando migalhas em suas barbas. Para quê?

Resposta: Eles riram de si mesmos. Isso tudo foi uma autoironia especial sobre o estado em que estavam. Sim, isso aconteceu.

Em geral, humor, sátira e autozombaria são inerentes à natureza do povo judeu. Na verdade, todas as piadas sobre si mesmos eles mesmos criam. Esta é uma condição necessária para o autocontrole e a análise, o que os ajuda a seguir em frente.

Pergunta: Você diz que o grupo, como se intencionalmente pressionasse uma pessoa, cria vários obstáculos para ela. Mas, ao mesmo tempo, dá a ela a importância da meta. Por que tal caminho é necessário? Por que irritar uns aos outros?

Resposta: A questão é que inicialmente consistimos em duas partes. Eu consisto em uma parte que é egoísta e quer usar tudo para si mesma, e a segunda parte, o ponto no coração que deseja aspirar ao altruísmo, doação, adesão com o Criador, isto é, à equivalência com as propriedades do absoluto em doação e amor.

De acordo com essas duas partes, eu percebo o mundo ao redor de uma maneira dual. Portanto, sempre experimento esse desequilíbrio, diferença, dipolo, tanto mais quanto menos dentro de mim. Além disso, vejo positivo e negativo em tudo ao meu redor: não há bem sem mal e vice-versa.

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. Apoio no Grupo”, 13/06/10

O Amor Cresce A Partir Do Temor

511.01O primeiro passo para alcançar amor e doação é alcançar o temor.

É semelhante a uma mãe que está constantemente com medo, preocupada com seu bebê e tudo o que acontece com ele. Esse medo natural e inato vibra constantemente dentro dela e não lhe dá paz.

Devemos atingir a mesma atitude e cuidado para com o Criador. Precisamos ter preocupação e temor constantes. Preciso verificar se estou pensando Nele ou se posso acrescentar algo mais ao meu cuidado?

Se eu quiser atingir a qualidade de Bina, aquele a quem eu quero dar é como meu filho para mim. Não importa que eu O chame de Criador! Eu me preocupo e cuido Dele como se fosse uma criança, porque quero ser um doador!

É aqui que a conexão de uma pessoa com o Criador começa. Mas antes disso, devemos atingir a mesma conexão cheia de temor com a humanidade ou, pelo menos, com uma pequena parte dela, com nosso grupo. Devo aprender a cuidar dela como se fosse uma pessoa muito querida e amada.

Recebemos exemplos semelhantes em nosso mundo ao cuidar de nossos filhos ou pais, isto é, de alguém fora de nós, mas ligado a nós por laços inquebráveis.

Um medo interior, um temor deve viver dentro de mim: serei capaz de ajudá-los e trazer-lhes o bem? Esta é a qualidade de Bina da qual tudo começa, e sobre ela, começamos a construir doação e amor.

O Criador nos dá tais exercícios dentro do nosso egoísmo para que possamos gradualmente atingir outra realidade, uma realidade altruísta, para que tenhamos exemplos e uma base a partir da qual construímos dentro de nós a qualidade de Bina, de doação.

Da Lição Diária de Cabala 22/07/10, Escritos do Rabash, “Vocês Estão Aqui Hoje, Todos Vocês”