Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Por Trás Da Face Oculta-se O Criador

Dr. Michael LaitmanRabash, Shlavey HaSulam (Degraus da Escada), Artigo, “A Torá é Chamada de Linha Média”: A pessoa deve ter fé de que existe “Nenhum outro além Dele”, ou seja, que somente o Criador a leva a fazer boas ações. Mas como ela ainda não mereceu saber que é obrigada pelo Criador, o Criador se reveste em outras pessoas [como se existissem fora da pessoa] e realiza estas ações com ajuda delas.

Nós pensamos que estamos cercados por muitas pessoas, que nos influenciam de várias formas, e que devemos reagir a elas. Mas se começarmos a nos relacionar com elas (“elas” significando o grupo de pessoas que estudam a Cabalá, e não todo o mundo exterior) como a manifestação do Criador, a Sua presença entre nós, a Sua apresentação para nós, então, à medida que nos unimos no grupo, começamos a estudar e alcançá-Lo.

A pessoa precisa ter fé de que por trás das imagens humanas encontra-se o Criador e realiza todas as ações das pessoas.

Da Lição 8, Convenção NÓS! 03/04/11

A Realização Geral E A Realização Particular

Dr. Michael LaitmanNós existimos em uma sensação de vida considerada “este mundo”. É o mais baixo, menor, e o pior de todos os mundos, ainda que seja algum tipo de vida, e geralmente entendemos o que seja. Mas como podemos entrar nos detalhes, ou seja, nos mundos superiores, e começar a subí-los?

Isso só pode ser feito se tivermos vontade de subir os degraus desses mundos, a fim de exaltar e glorificar o Criador. Precisamos de todos esses mundos para uma única finalidade: para que através deles sejamos capazes de realizar nossa doação, o amor pelos outros. Neste caso, em vez da perspectiva comum e superficial do homem enfrentando a si mesmo “neste mundo”, seremos autorizados a entrar em todos os detalhes e, assim, subir os 125 degraus da realização espiritual pessoal.

Cada peculiaridade que você deseja experimentar, realizar, e ver nestes mundos espirituais exige que seus esforços tenham o objetivo certo, e que a revelação que você acabará por receber seja somente para o benefício dos outros, ou do Criador (que é a mesma coisa). Caso contrário, por que você deve cavar todos esses detalhes, para sua própria satisfação pessoal? Isso é impossível, porque o prazer espiritual é o prazer de doar, ao invés de receber para si!

Portanto, mover-se da realização geral para a realização particular neste mundo implica grande aspiração e a oportunidade de satisfazer-se cada vez mais, de ver algo interessante não de longe, mas se envolver pessoalmente e participar de determinado processo. Certamente, há uma grande diferença entre ser um observador de fora e estar no centro dos acontecimentos, o que traz uma satisfação muito maior.

Da mesma forma, na realização espiritual pessoal, você também terá a oportunidade de uma maior doação; e a medida que você estiver pronto para ela, esta realização pessoal será revelada a você. Assim, a pessoa que deseja ver não apenas a imagem geral (“este mundo”), mas também todas as particularidades, todos os mínimos detalhes da criação e atos do Criador, antes de tudo deve começar a equipar-se com a intenção de “doar”.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/04/11, Escritos do Rabash

Em Frente do Absoluto

Pergunta: Qual é a oracão correta?

Resposta: Verdade, a fim de sermos transformados, só precisamos rezar. A oração correta é expressa nas palavras: “Israel, a Torá e o Criador somos um”.

Juntamente com todo o mundo, todos os amigos, todos os outros, eu gostaria de chegar a um estado em que estamos todos unidos e, assim, ter prazer em doar ao Criador. Em relação a nós, Ele é bom e faz o bem. Não há nenhum outro além Dele. Então, nós estamos bem e fazemos o bem em relação a ele. Não há ninguém mais além de nós.

Diz-se que Ele e Seu nome será um deles. Em outras palavras, a Luz e o vaso, o Criador e nós, chegamos a adesão, unidade.

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Irmãos, Eu Quero Abraçar-vos

Na medida em que você quer ver o grupo unido e inteiro, existindo em interna garantia mútua, você influencia todo o grupo e lhe infunde com seu poder, o seu desejo, a qualidade da doação. Você quer permear os amigos para que eles sejam preenchidos com esta qualidade. Este é o significado de “amar os amigos como a si mesmo”, já que você se esforça para realizá-los como você faz consigo mesmo, além disso, eles são são muito importantes para você.

Parece estranho? Todo mundo pode sentir isso. Você quer imaginar seus amigos unificados juntos e você os satisfazendo até a borda! Aqui você não pensa em seu benefício pessoal ou perda, mas apenas nos amigos, sobre Shechiná (Divindade). E se você está apenas pensando sobre eles, você não vai sentir quaisquer descidas ou subidas pessoais, mas vai continuar a viver seus desejos.

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Um Ponto Negro Num Oceano De Bondade

Dr. Michael LaitmanToda a diferença entre os Cabalistas (pessoas com o ponto no coração que seguem o caminho do desenvolvimento espiritual) e as massas religiosas está em sua atitude para com o Criador. Os Cabalistas dizem: “Tudo depende de mim, eu preciso mudar, enquanto que o Criador é absoluto e, assim, imutável”.

Os únicos que podem mudar são aqueles que podem ser melhores ou piores, mas o Criador é somente “O Bom, que faz o Bem”. Como posso pedir que Ele mude e Se aprimore? Isso não O tornaria “mau” agora?

Um Cabalista acredita que ele é o único que precisa mudar, e ninguém mais é objeto de correção: nem o mundo, nem os amigos, nem o grupo, nem uma só pessoa. Agora mesmo, eu existo dentro do Bom que faz o Bem, o Criador, a única força da natureza: “Não há ninguém além Dele”. Como eu O percebo depende de minhas qualidades.

Quando eu trabalho com o grupo, eu sou aquele que trabalha; eu sou aquele que muda. Por isso me parece que existe um grupo que passa por diferentes estados, mas na verdade, eu trabalho com minha sombra, minhas qualidades.

É o mesmo com respeito ao Criador. Parece-me que Ele me trata de diferentes formas. Algumas vezes Ele se aproxima de mim, e algumas vezes Ele Se distancia, mas sou eu trabalhando comigo mesmo contra o absoluto, o Bom que faz o Bem, e não há ninguém além Dele. Eu estou dentro Dele.

Assim, “cada um julga de acordo com suas próprias falhas”. Eu vejo minha sombra em oposição ao Criador. Isso sou eu me vendo externamente, o reflexo de minhas próprias qualidades.

Dessa forma, o mundo inteiro, exceto os Cabalistas, está pedindo que o Criador mude, e todos estão prontos para fazer tudo que for necessário somente para que o Criador seja amável com eles. Eles não pensam que precisam mudar sua natureza, corrigir sua “inclinação ao mal”, seu ego, mas pedem ao Criador que seja bom com eles assim do mesmo modo que eles são bons.

Os Cabalistas dizem o oposto: O Criador é “Bom e faz o Bem”, e “Não há ninguém além Dele”, a força universal e única da natureza. Nada mais existe além do Criador. Além Dele, só há um ponto do desejo de receber prazer, a “existência a partir da ausência”. Várias ações acontecem dentro desse ponto, e essas são mudanças em sua consciência, sua existência na Luz superior.

De repente, esse ponto sente que está se expandindo para a escala de Malchut do Infinito, a forma dos mundos, e algumas mudanças acontecem. Porém, é o mesmo ponto experimentando tudo isso. Nada mudou. Todas as mudanças só estão acontecendo em suas sensações.

 Isso continua até que ele alcança um estado constante, a sensação que ele é como um ponto negro que existe dentro do “Bom que faz o Bem”, o Único que existe. Todo esse círculo, que passamos dentro criação até a completa correção (Gmar Tikkun), tem somente a intenção de determinar nosso verdadeiro lugar, revelando o Criador.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 26/04/11, Shamati No.1

Pavimentar O Caminho Para A Luz

Dr. Michael LaitmanA escravidão no Egito começa com o desejo de José de se unir com seus irmãos, mas, ao invés disso, o ódio se revela entre eles. Esse é ponto quando eles entram no Egito e o vendem.

José (o homem justo, o fundamento do mundo) é o que é chamado de solo (base), Sefira, que conecta todas as Sefirot precedentes a ela, ou “os filhos de Jacó”. Ele quis unir todos eles, mas eles não acataram; cada um deles desejou ficar sozinho. E José diz: “Vocês devem se unir em mim”, uma vez que a Sefira Yesod une dentro dela todas as outras Sefirot; ela não tem nada dela mesma.

Porém, todas as outras qualidades no homem são opostas a ela, e por isso eles começaram a experimentar o exílio no Egito. Em outras palavras, todo nosso trabalho pertence somente à unificação, na qual você tem o grupo mundial, bem como os grupos locais. E cada um de nós tem oportunidades de avançar quer nos grupos físicos ou nos virtuais. Ademais, todos já fizeram alguma preparação para a união, mas nós ainda não fomos capazes de tomar a decisão final.

E pode ser que nós tenhamos que tomar a decisão final a cada instante e que nada irá acontecer a menos que nos unamos, acima do egoísmo pessoal de cada um. Lá, no ponto de nossa união, está a espiritualidade. Esse minúsculo ponto escuro de repente se revela e nós encontramos nele a entrada para o mundo espiritual . Ele é como uma passagem estreita e apertada e seria difícil de acreditar que algo realmente pudesse se abrir ali.

É semelhante a dar à luz. Primeiro, a saída está fechada, o embrião permanece dentro do útero, considerado como “Mem Stuma” (a letra “Mem” é a qualidade de Biná, fechada por todos os lados). E só depois, quando o enorme desejo de nascer está presente, essa letra “Mem” se divide em duas portas (as letras “Dalet”, da palavra “porta” ou “Delet”) em duas articulações (“Tzirim” ou “dobradiças”, a palavra que também significa contrações do parto), e é assim que o bebê nasce.

Mas, no instante que antecede, o recém-nascido não tem nenhuma chance de saber, prever, ou sentir que o estado em que está pode se abrir. Desta forma, um ambiente forte é necessário. Ele irá pressionar constantemente cada um de nós e nos assegurar a garantia: o poder de apoiar, a força de despertar que sempre ira me trazer de volta à intenção pela união.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 21/04/11, Beit Shaar HaKavanot

Cruzar A Fronteira Do Egito

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que posso fazer se tenho um grande desejo de união com os amigos, mas não importa o quanto me esforço para fazer isso, sou incapaz de ficar assim por mais de cinco minutos e sou levado por toda sorte de pensamentos irrelevantes?

Resposta: Você precisa se transferir de um pensamento para outro, repetidamente. O que você pode fazer se nosso trabalho é feito em pequenos passos, como crianças que crescem pouco a pouco a cada dia. Mas, a criança não trabalha o dia inteiro para avançar. Ela constantemente testa o ambiente e a si mesma: o quanto ela pode se adequar a ele e empregá-lo, como desenvolver-se, para tirar o maior proveito do ambiente.

Mas, nós não fazemos o mesmo. A cada segundo nós não examinamos como devemos usar nosso ambiente, qual o melhor jeito de nos conectar com ele. Nós não desejamos nos unir e nos testar: Doamos ao ambiente? Você pode realmente fazer isso a cada momento, como uma criança faz? É aí que estão os nossos problemas; essa é a razão do nosso progresso ser tão lento.

Nada está nos detendo. Nós recebemos todos os instrumentos; tudo está escrito para nós; tudo está explicado; e tudo que precisamos é pular nisso juntos e fazer só isso! Então, toda e qualquer pessoa, mesmo que esteja no canto mais distante da Terra, também irá sentir que não pode fazer isso de outra maneira.

O Egito não é tão necessário se nós estamos atravessando-o juntos. O Criador organizou tudo para que possamos tolerar essa confusão que é considerada como a “dor de amor”, quando eu sonho em me encontrar com alguém que eu amo e anseio por Ele, por essa antecipação do encontro que está adiante.

Eu naturalmente sofro, já vez que ainda não cheguei a esse encontro e nós não nos reunimos, mas eu já estou ansioso por ele, na antecipação iluminada do futuro. A única dificuldade nesse caminho é a falta de união entre nós. Além disso, não há nada mais.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 21/04/11, Beit Shaar HaKavanot

Quando Eu Recebo A Vida

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a conexão entre disseminar a sabedoria da Cabalá e a realização espiritual?

Resposta: A realização espiritual vem somente através da disseminação. Sabemos da sabedoria da Cabalá que uma alma consiste de duas partes: GE (Galgalta ve Eynaim) e AHP (Awzen, Hotem, Peh), que são as minhas qualidades (Kelim), pelas quais permaneço em doação aos outros. GE obedece a lei da Restrição, onde apenas a Luz de Hassadim (Misericórdia) está presente. Não é a realização, mas apenas a correcção do Kli (vaso).

Contudo, se desejo atingir a Luz de Hochma (Sabedoria), preciso envolver o meu AHP, os meus Kelim (vasos) de recepção. Por outras palavras, devo doar aos outros; senão, não serei capaz de ativar o meu AHP. Devo receber MAN deles, que resultará em ser capaz de canalizar a Luz de Hochma a eles.

Portanto, é dito: “Aprendi uma grande lição com meus professores, mais com os amigos e ainda mais com os estudantes”. Afinal, os estudantes trazem-me os seus desejos insatisfeitos, e eu elevo-os para o Infinito, tiro de lá e canalizo através de mim a Luz de Hochma que eles pedem, e assim apreendo.

A pessoa nunca alcança a espiritualidade em seus Kelim, mas apenas adicionando os desejos dos outros aos seus próprios. Ela pode ativar o seu AHP apenas se dentro dele houver o GE de outro. E o AHP do último, por seu turno, tem de estar ligado a mais alguém, e por aí fora. Nenhum de nós está livre.

Assim, todos os Partzufim espirituais são formados até o mundo do Infinito. Tomemos o Partzuf da minha alma, por exemplo (veja o diagrama em baixo). A sua parte inferior reside dentro do Partzuf inferior, totalmente controlado por ela. E na segunda parte da minha alma reside a superior. Por outras palavras, com a parte superior da minha alma eu pertenço ao superior, e com a parte inferior, ao inferior. Então, onde está o meu Eu?

Bom, eu não existo. Não consigo existir por mim mesmo. A minha vida (e nós iremos em breve começar a ver isso no nosso mundo global) está ligada quer ao superior como ao inferior, a ambos, mas ela certamente não me pertence. Se na minha parte superior eu me entrego completamente ao superior, junto com ele, eu alcanço no meu GE e no AHP dele em mim as dez Sefirot completas. E por baixo, no meu AHP e GE do inferior, eu também alcanço todas as dez Sefirot. Desta forma, eu recebo vida.

Mas eu nunca tenho o meu próprio Kli, excepto na conexão com os superiores e inferiores. Eu não possuo as minhas próprias dez Sefirot ou, para ser ainda mais preciso, eu não tenho quaisquer Sefira de mim mesmo. A minha única parte superior está sempre totalmente ligada ao superior, enquanto que a outra, a inferior, está completamente atada ao inferior. E apenas no meio posso eu fazer uma decisão para me separar nestas duas partes.

É precisamente isto que revelaremos agora como resultado de uma crise mundial global. Não há outra ligação entre pessoas, nações, países, e todas as partes da natureza. Estamos todos ligados como células de um único organismo. E se fizermos um esforço para preencher esta condição, iremos achar uma boa vida. E se não, iremos sofrer.

Esta é a lei espiritual que define como os Partzufim estão ligados. Aprendemos isto no Estudo das Dez Sefirot.

Pergunta: Quanto tempo devemos dedicar à análise interna e quanto tempo à disseminação externa?

Resposta: Dedique 100% à unidade interna com 100% de disseminação ao mundo em cima disso!

Da Lição 7, Convenção NÓS! 03/4/11

O Início Do Nascimento

Dr. Michael LaitmanEu acho que os dias de união durante a Páscoa foram muito bons para nós. Basicamente, nós revelamos um importante momento no desenvolvimento espiritual do homem, que marca o início do seu nascimento espiritual, o início da saída do exílio espiritual: o “lugar” da união do grupo, os amigos, foi descoberto em cada um de nós.

Esta sensação do lugar espiritual tem que se expandir. Esta é a nova realidade. Quando a pessoa não abandona a preocupação com esse “lugar”, ela rapidamente avança para sua realização. No final, ele se tornará o lugar da revelação do Criador, e continuará a se desenvolver até o ponto de adesão completa do ser criado com o Criador: o mundo do Infinito.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/04/11, “Revelando Uma Parcela, Cobrindo Duas”

A Disseminação É Como Dar À Luz Na Espiritualidade

Dr. Michael LaitmanPergunta: A minha pergunta diz respeito à disseminação. Na escola, eu falo com meus colegas sobre a Cabalá. Há uma impressão de que eles estão interessados nela, o que cria um certo contato entre nós, mas assim que eles vão para casa, a atitude de desprezo das suas famílias e ambiente em relação à Cabalá estraga tudo. O podemos fazer para que estas famílias percebam a importância da meta?

Resposta: Eu não tenho certeza, pois nunca lidei com isso. Afinal, estamos falando do amor dos amigos e do amor dos outros não com estranhos, mas com aqueles que já se juntaram a nós.

A sabedoria da Cabalá ensina que devemos disseminá-la passivamente, sem forçar ninguém a ela. Eu preciso fornecer certas informações à pessoa: porque o mundo está sofrendo, qual é a causa disso, para qual direção estamos indo, e porque as crises ocorrem.

Também tentamos explicar a ela que tudo isso está acontecendo devido ao programa da natureza, de modo a demonstrar-nos que a evolução egoísta da crescente curva exponencial atingiu o seu ponto final e agora estamos caminhando para a ruína. Isto significa que iremos sentir a dor e os problemas (possivelmente graves), visto que o nosso desenvolvimento egoísta acabou, e precisamos superar o ego.

Este é o tipo de informação que precisamos para disseminar ao mundo. Mas se eu começar a falar com as pessoas sobre isso, vai demorar muitas horas para explicar as coisas a elas, até que elas compreendam. É por isso que disseminamos a sabedoria da Cabalá de maneira passiva, através de livros ou pela Internet, e aqueles que se interessam por ela, e sentem que ela satisfaz certa necessidade neles, vão nos encontrar.

Nós estamos no campo da força superior, em um campo de Luz. E se a pessoa tem uma inclinação para a correção pessoal e um tipo de tendência à unificação, à espiritualidade, o que equivale ao amor aos outros, à doação ao Criador, ela encontrará as nossas fontes. Não há absolutamente nenhuma necessidade de chegar às pessoas, pressionar, e começar uma enorme propaganda.

Você pode conversar com os amigos sobre a Cabalá, o que não é proibido. Mas se você perceber que depois eles imediatamente se esquecem ou perdem o interesse nela, ou se eles mudaram rapidamente o pensamento, mesmo que inicialmente concordassem com alguma coisa, tudo isso é um sinal de que esta sabedoria provavelmente não é para eles.

Se eu estivesse no seu lugar, eu lhes daria um livro para ler que, em sua opinião, melhor lhes convêm. Tenha uma pequena biblioteca em casa. Eu sugiro que todo mundo faça o mesmo.

Todos aqueles que estudam a Cabalá devem ter uma coleção completa de nossos livros. Além disso, mantenha três ou cinco livros mais adequados para iniciantes e empreste-os a outras pessoas para ler um por um, e depois que elas terminarem pegue-os de volta. Então você vai ver se elas mostram algum interesse ou não.

Um livro tem um poder exclusivo. E mesmo que eu costume ler e trabalhar com um texto em um computador, eu ainda mantenho um livro na minha frente. Ele tem uma raiz espiritual, que o computador não tem.

Mas o que eu realmente aprecio neste jovem e o elogio por isto é seu desejo de disseminar a sabedoria da Cabalá. Ele é tão grande! E nós devemos seguir seu exemplo.

Cada um de vocês deve verificar o que pode fazer na disseminação, visto que quanto mais você dissemina a sabedoria da Cabalá, mais internamente enriquecido você se torna. Em correspondência, quanto mais pessoas recebem o conhecimento do mundo espiritual ou a realização espiritual através de você, o mesmo grau de realização espiritual também passará por você. É como se você desse a luz a elas, e elas se tornassem seus filhos mais tarde, o que estimula seu crescimento.

E a pessoa que não aproxima ninguém da sabedoria da Cabalá e não impacta ninguém espiritualmente neste mundo é semelhante a alguém que nunca deu vida a ninguém e não tem continuação. Cada um de nós deve se tornar um disseminador.

Da Lição 5, Convenção NÓS 02/04/11