Textos na Categoria 'Percepção'

Além Do Tempo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quem criou o Criador?

Resposta: Nós existimos num mundo que tem um começo, um fim, tempo, limites e expansões, ou seja, mudanças. E o mundo espiritual, mesmo em seu nível mais baixo, é plenitude. A plenitude não pode ser mudada; não pode ser que algo pleno, completo, tenha um começo e um fim. Portanto, a pergunta sobre o que acontece no mundo espiritual, para não falar do Criador, é ilógica. Para você ver, nada muda lá.

Somente em nosso mundo tudo muda, e ele muda do primeiro até o último ponto, do estado infinito no qual somos como um embrião, até o estado no mundo infinito onde nós estamos completamente corrigidos. Em toda a transformação espiritual apenas o menor fragmento neste caminho (o nosso mundo) passa por mudanças. E não há mudanças em todo o resto; lá reina a eternidade e a plenitude; o tempo é ausente.

Físicos e psicólogos já falaram sobre isso. Portanto, não há razão para discutir quem criou o Criador, se houve algo antes Dele ou não.

Eu espero que no futuro próximo nós façamos o esforço necessário, e daí vocês vão sentir o que significa “além do tempo”, sobre o qual nós aprendemos no O Livro do Zohar, na “Introdução ao Livro do Zohar“. Isto foi descrito há mais de dois mil anos. Já naquela época, os Cabalistas escreveram abertamente que o tempo não existe, que o mundo espiritual encontra-se além do tempo, e que a compreensão atual de nossa realidade é falsa. Basicamente, o mundo encontra-se dentro de uma “matriz”, numa dimensão completamente diferente, onde não há espaço, tempo e movimento.

Isso que parece fora de mim encontra-se, basicamente, dentro de mim. Nós vamos crescer e perceber tudo isso.

Da Refeição antes da Convenção Europeia na Alemanha 23/03/13

Condenados À Extinção?

Dr. Michael LaitmanHoje eu compreendo a imagem da realidade no desejo de receber, e como resultado disso, sinto-me cansado o tempo todo e não quero abrir as janelas da minha percepção mais ampla, e existem aqueles que preferem fechá-las completamente. Limito-me o tempo todo porque o meu desejo é muito pequeno, muito estreito.

Nós construímos todos os tipos de dispositivos que ampliam a nossa visão de mundo: telescópios, microscópios, receptores de rádio, e descobrimos uma realidade que é muito mais rica do que a realidade que sentimos sozinhos. Mas nós tentamos contrair e até mesmo limitar este segmento da realidade encontrado dentro do alcance da nossa visão.

No final, eu fico cansado e fechado até morrer. Eu morro porque concordo com a morte e quero contrair meus instrumentos de percepção. O quadro se torna repulsivo para mim e eu gradualmente desapareço juntamente com o desaparecimento da minha vida. Isto é o que acontece com o desejo de receber.

Por outro lado, com o desejo de doar, que eu construo acima do desejo de receber, eu me abro e descubro uma realidade que se encontra fora de mim, fora do desejo de receber. Esta é uma realidade eterna, e ela começa a me suprir com forças de vitalidade. Agora, mesmo que o meu corpo morra de uma forma natural, eu já vivo em outra “região” que se encontra para além do tempo e do espaço. Lá eu recebo a Luz que flui de todos os lugares.

Em nosso mundo, nós nos movemos de um lugar outro onde nós vemos uma espécie de realidade nele. Mas se eu me movesse perto da velocidade da luz, como resultado de uma mudança na percepção do espaço, eu iria ver a realidade que me rodeia por todos os lados. E o problema aqui não é a minha visão, mas sim a própria luz que, aparentemente, me atinge dessa forma. De acordo com isso, eu saio de uma compreensão “linear” e entro numa “circular” na Luz Circundante (OM, Ohr Makif).

Nós contraímos o tempo precisamente desta forma. Com isso, distância e tempo são “zerados”, e eu não apenas recebo a Luz de todos os lados, mas começo a perceber toda a realidade existindo em círculos; eu subo acima do tempo. Agora ele não existe mais para mim; ele simplesmente não pode existir. Não existem mais espaços entre “hoje” e “amanhã”, nenhum espaço entre dois momentos. Eu recebo tudo igualmente de todas as direções, tudo está equilibrado, mutuamente anulado, e eu me encontro em todos os lugares o tempo todo num todo integrado, na realidade unificada da criação.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/03/13, “Introdução ao Livro do Zohar“

Quando A Cortina Cai

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução a O Livro do Zohar,” Item 20: E o mesmo “corpo,” na sua má forma que nos é dada no presente, este também não estraga nossa essência pois este e todas as suas qualidades estão prestes a ser anuladas completamente juntamente com todo o sistema de impureza que é sua fonte, e tudo o que está prestes a ser queimado é como se já estivesse queimado e é considerado como se nunca tivesse existido.

A essência da alma (Nefesh), vestida no corpo, está meramente nesta fase de desejo, mas o desejo de doar é derivado de um sistema de quatro mundos de ABYAde santidade; ela existe eternamente, porque esta forma de desejo de doar está em equivalência de forma com a fonte da vida e é imutável.

Nós existimos na realidade de Ein Sof (Infinito) e todos os mundos (olamot), ou seja as ocultações (alamot), são somente filtros que ajustam a imagem de Ein Sof para nós; o grau de ocultação existe somente na nossa percepção e eles desaparecerão no momento em que sejamos capazes de anular o nosso corpo,” o desejo de receber para si mesmo.

Contudo, este desejo precisa ainda de ser revelado. Onde existe ele realmente? Na realidade, hoje todos os meus desejos estão na realidade a agir no nível animal. O verdadeiro desejo em prol de receber é revelado somente quando eu começo a trabalhar em prol de doar  e descubro que tudo é oposto ao desejo de doar. Opondo a linha direita, a linha esquerda é revelada, contra santidade, impureza é revelada.

Aqui em baixo, sob a linha da percepção espiritual, nós estamos no mundo imaginário onde nossos desejos, como é dito, “Todos parecem bestas.” Mas se eu trabalhar no grupo, disseminação, em conexão, para os amigos, para a humanidade e finalmente para o Criador, nós revelamos a nossa inclinação para o Alto, então revelamos o nosso “corpo” corrupto, ou seja o desejo de receber com a intenção de receber.

Em prol de corrigir este desejo, a intenção precisa de mudar para em prol de doar. O desejo de receber em si mesmo permanece e acima dele eu construo um desejo em prol de doar que é chamadoalma (Neshama). Sua essência está na minha doação a todos. Ao dar a todos, amando todos, eu desenvolvo a alma acima do meu “corpo.” E nesta forma, nós alcançamos a correcção.

Então este mundo desaparece e eu consigo ver todos os mundos até ao mundo do Infinito.

Agora também existimos no mundo do Infinito. E agora, também, tudo depende da minha intenção. Nada é imutável e constante, pois tudo está a ser retratado e acontece somente nas minhas qualidades.
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Da 4ª parte da Aula Diária de Cabala 3/13/13, “Introdução a O Livro do Zohar”

 

Uma Porta Para O Desconhecido

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, artigo 26: Nós já dissemos que o primeiro estado necessita do terceiro estado para se concretizar totalmente como era no Pensamento da Criação — no primeiro estado — sem omitir uma única coisa.

Os três estados da criação, o estado inicial (1), o estado intermediário (2) e o estado final (3) obrigam um ao outro a existir. No início, a criação está em Ein Sof (Infinito). No segundo estado (nós) estamos no nosso mundo. Em seguida, o terceiro estado é o fim da correção.

Durante a transição do primeiro estado para o segundo estado, nós atravessamos quebras e restrições, e durante a transição do segundo estado para o terceiro estado, nós atravessamos subidas e correções. Além disso, nós corrigimos GE no caminho e, em seguida, AHP de Aliya. Assim nós avançamos da Luz de Nefesh para as Luzes de NRNHY.

Nós devemos lembrar que todos esses estados só existem em nossa percepção, mas temos que usar tudo que temos até alcançarmos um desejo que é preenchido por um único pensamento. É porque o desejo são as emoções (um coração) e o pensamento é a mente. Eles têm que se conectar para que na conexão entre eles nós alcancemos o Criador.

Isto se tornará o nosso estado final, e este é o nosso objetivo hoje. Não sabemos o que vem depois disso, mas devemos saber que, após o fim da correção, nós iremos em alguma direção desconhecida. A criação vai continuar, já que corrigimos os vasos, nossos desejos.

É como consertar um carro estragado e aprender a dirigi-lo: o trabalho está feito, os reparos estão concluídos, e eu aprendi a dirigi-lo. Sento-me no meu carro perfeitamente consertado e o que vem depois? Para que eu corrigi os meus vasos?

Portanto, a equivalência de forma com o Criador é apenas o começo. Em seguida, Ele abre a porta do seu palácio para mim, convidando-me a entrar…

Nós subimos ao Seu nível, e não sabemos o que vem depois. Eu não vejo as dicas que os Cabalistas deram sobre isso. Eles dão a dica de que há algo depois em termos que não podemos compreender. Simplesmente não podemos compreender essas dimensões.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/03/13, “Introdução ao Livro do Zohar“

Pisando Sobre A Linha Vermelha

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 19: … E toda essa agonia é sentida somente pela Klipa do nosso corpo, criado apenas para perecer e ser enterrado. Isso nos ensina que o desejo de receber para si mesmo foi criado apenas para ser erradicado, abolido do mundo, e para ser transformado no desejo de doar. E as dores que sofremos são apenas descobertas de sua nulidade, e do mal nela.

Nós estamos confinados numa “gaiola”, chamada “este mundo”, que é toda angústia. Por outro lado, todos os 125 degraus espirituais onde nós continuamente obtemos a intenção altruísta (Lishma), trabalhando em três linhas, revelam “o Bom que faz o Bem” para nós. Consequentemente, o nosso estado atual e este mundo são “inexistentes” no sentido espiritual da palavra, uma vez que a “existência” genuína significa equivalência com o Criador, a intenção de doar. Quando nós anulamos as fronteiras deste mundo e nos elevamos acima dele, entramos no reino onde he “o Bom que faz o Bem”.

Sem dizer que este trabalho contém várias “surpresas” que são de uma natureza muito desagradável. Cada vez, nós descubrimos coisas más em nós mesmos. Isso acontece para nos dar a chance de corrigir o mal dentro de nós. O nosso caminho se refere à correção dos vasos quebrados.

Entretanto, neste mundo nós não corrijamos nada, pois este é um período de preparação. Só depois que ele acaba é que nos aproximamos de uma verdadeira correção e encontramos respostas para as nossas perguntas: “Por que”, “para que” e “como” devemos implantar este conhecimento? No entanto, nós não vamos entender as respostas com o nosso intelecto atual, uma vez que no plano espiritual todos os esclarecimentos são feitos numa ordem inversa…

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/03/13, “Introdução ao O Livro do Zohar“

A Noite Se Transformará Em Dia E O Dia Se Transformará Em Noite

Dr. Michael LaitmanO sucesso de uma pessoa depende do ambiente que ela consegue organizar para si mesma. Nessa medida ela gradualmente começa a mudar seu conceito: o dia e a noite são luz e escuridão. Ela agora começa a ver que o que ela considerava ser a luz (seu sucesso em relação aos outros, o preenchimento de seus desejos egoístas de orgulho) agora parece escuridão total, como um estado terrível do qual ela deve fugir, a fim de pensar na doação aos outros, no sucesso do amigo e na doação ao Criador.

Na verdade, isso é o que se torna agora a luz e dia para uma pessoa, em vez da luz e do dia que ela sentia anteriormente no seu próprio sucesso. Na medida em que ela consegue se anular e restringir com força, ela encontra grande resistência por parte de seu corpo, e quanto mais vê a importância do outro e do Criador, mais avança.

No final, ela preenche a medida do seu esforço e recebe suficiente Luz que Corrige para que a Masach (tela) possa nascer nela. Em seguida, uma força de resistência pelo desejo de receber começa a agir nela, e, graças à equivalência de forma com a Luz que ela alcançou, ela é recompensada com a primeira revelação.

Nosso trabalho reside em encontrar os critérios corretos para verificar: onde é dia e onde é noite, onde está escuro e onde está a Luz? De acordo com esses valores, eu tenho de julgar: é para o meu próprio benefício ou para o Criador? Se eu começar a entender que isso é totalmente oposto aos meus critérios anteriores, é sinal de que já estou no caminho certo. Se eu começo a ter uma luta interior com a qual começo a avaliar o estado, é sinal de que já estou avançando.

Se eu oro para que minha escala de valores, o sistema de medição da luz e da escuridão, do dia e da noite, seja alterado para que eu seja capaz de vê-los espiritualmente, então é um estado ainda mais avançado. Quando eu realizo a adesão com a doação com todas as minhas forças e tento ver todos os estados dessa perspectiva, então estou pronto para me separar do desejo de receber. Se eu peço constantemente para que isso aconteça, e se sinto constantemente que o Criador está me enviando interrupções para fortalecer o meu pedido, então eu já estou perto dele, a fim de realmente trabalhar em Lishma (em Seu nome).

Assim, o que antes era escuridão se transforma em luz, e o que era luz para mim se transforma em escuridão, e eu realmente fujo. Tudo se transforma no estado oposto: dia e noite. O que era escuridão da noite antes se transforma em luz brilhante do dia.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/03/13, Shamati # 16

Da Restrição Total À Revelação Total

Dr. Michael LaitmanNosso crescimento e desenvolvimento espiritual começa com a restrição do desejo de receber, que inicialmente nos domina. No momento que tentamos nos restringir, nós entramos no estado de Ibur (gestação) espiritual, sobre o qual se diz: “Um embrião no ventre de sua mãe vê o mundo de um extremo ao outro. Há uma vela acesa acima da sua cabeça e lhe é ensinada toda a Torá”.

Isso significa que ele não está limitado de forma alguma, pois se restringiu totalmente — o pequeno desejo egoísta que ele tem nesse momento em que ele sente o mundo corporal. É porque ele não sentiu o mundo espiritual de forma alguma, mas só este mundo, a realidade fictícia, como uma pessoa que está inconsciente, alucinando. Mas quando ele restringe seu desejo de receber, ele se torna ilimitado, não precisa mais receber, uma vez que a Luz de Ein Sof (Infinito) se ilumina para ele como a Luz Circundante, que é como estar no ventre da mãe. Assim, ele atravessa os estágios de Ibur.

Depois que ele nasce, ele já começa a trabalhar com o primeiro Aviut (espessura) do desejo, em vez do Aviut no nível da raiz, e depois é limitado novamente. A Luz de Ein Sof que não fica mais fraca de forma alguma, não o alcança, pois ele não tenta totalmente se anular e aderir ao superior. Ele próprio constrói Masachim (telas) e aumenta seus desejos a fim de realmente alcançar a Luz de Ein Sof pelo seu próprio trabalho e vesti-la em seus vasos.

Agora existem diferentes limitações em seu trabalho, e a Luz ilumina apenas na medida em que ele pode recebê-la a fim de doar em seus vasos corrigidos. Portanto, diz-se que: “o Criador odeia os corpos”, ou seja, o desejo de receber. O desejo de doar, no entanto, não é mais chamado de corpo, mas alma, uma parte Divina do Alto.

Assim, há um estado em que a pessoa se restringe de modo que a Luz de Ein Sof possa alcançá-la infinitamente. Mas a plenitude está em permitir que a Luz de Ein Sof seja revelada sem quaisquer restrições por parte da pessoa. A própria pessoa tem que descobrir com a ajuda de um Masach e trabalhar no nível de Ein Sof por si mesma, de modo a atingir a plena adesão com a Luz que não está limitada por qualquer restrição.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 12/03/13, Shamati #15

Os Amigos Entre Os Quais Eu Vivo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como posso me mover de “eu” para “nós”? Qual é o significado de justificar o Criador apenas quando a pessoa está feliz não porque é bem sucedida, mas porque seu amigo é bem sucedido?

Resposta: A questão é que você deve se aderir ao amigo, e através dele sentir a realidade. Como posso verificar minha devoção aos meus amigos? De acordo com o quão feliz eu me sinto quando eles estão felizes e quão triste me sinto quando eles estão tristes, indo ao grupo apenas para ajudá-los a alcançar o bom estado.

Aqui eu começo a descobrir até que ponto eu quero realmente o oposto: que fogo de ódio e inveja é revelado em mim em relação a eles, e em que medida não quero nada de bom para eles porque gosto deste estado separado.

Há uma grande quantidade de trabalho que eu tenho que fazer aqui para que esses exames me levem à conclusão certa: que eu não tenho nada, exceto os amigos, entre os quais eu vivo!

Se meu amigo tem um problema, eu trabalho com ele como se houvesse um obstáculo colocado entre eu e o Criador. Não faz diferença. Eu serei capaz de me anular lá, o meu “eu”, e por outro lado, vou me sentir  bem em relação aos amigos, ou seja, que quero fazer tudo para que eles se sintam bem, como uma boa mãe.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/03/13, Shamati #6

Quem Determina O Sabor Do Pão Do Céu (Maná)?

Dr. Michael LaitmanO Senhor falou a Moisés, dizendo: “Eu ouvi as queixas dos filhos de Israel. Fale com eles, dizendo: ‘À tarde comereis carne e pela manhã sereis saciados com pão, e conhecereis que eu sou o Senhor, vosso Deus’”. ( Torá, Êxodo, “BeShalach”, 16:11-16:12)

Para entender o que é o “maná”, devemos considerar a seguinte comparação. Alguém quer lançar uma nova máquina, uma “impressora 3D”, que está preenchida com proteínas, massas, legumes, soja e muito mais. Você apenas ajusta a impressora com o que você quer comer, e em breve você receberá o prato desejado. Podemos obter salsicha que é feita de soja e tem gosto de carne.

Este dispositivo tem vários cartuchos: pimenta, limão, etc. Quando o pedido é feito, a impressora prepara o pedido e a dá entrega a você num prato. Já pedimos um churrasco picante defumado? Por favor, desfrute! Nós preferimos quaisquer outros sabores? Não há problema! Todos esses “gostos” são feitos de um único recheio, como por exemplo, soja.

Então, o que é o “maná”? A Luz superior não tem qualquer característica específica; todas as propriedades são configuradas pelo consumidor. Afinal, os cartuchos da impressora não têm nenhuma propriedade específica. Nós definimos os parâmetros; podemos escolher as combinações que queremos e defini-las, definindo a ordem. Então você acha que quer carne à noite e pão de manhã. Mas, na verdade, apenas um produto funciona na máquina, apenas o consumidor determina o sabor, a cor e a aparência.

De KabTV “Mistérios do Livro Eterno”, 04/02/13

Disseminação Genuína

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como é que os Cabalistas do passado se mantinham sem disseminação? Como podemos espalhar a Luz que recebemos do grupo sem perder as suas qualidades enquanto interagimos com as massas?

Resposta: Vamos ver o que significa disseminar. Se pensarmos que a alma é colocada fora do corpo de uma pessoa, isso implica que todos os sete bilhões de “forasteiros” representam partículas da alma dessa pessoa. Não se trata de palavras bonitas; é a verdade!

O que devemos fazer com isso? Temos que disseminar. Se a pessoa não anexa essas partículas a si mesma, não vai obter um lugar, um Kli, vaso, onde vai sentir o mundo superior.

Como posso juntar todas estas partículas a mim? Eu só posso fazer isso se eu dar a elas, se tratá-las como partes de mim. É por isso que se diz: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”; então, ele vai se tornar uma parte interna de você. Conforme a nossa capacidade de se relacionar com o mundo, de acordo com esse princípio, será concedida a oportunidade de sentir a nossa alma. Ela está “localizada” nos outros, apesar de não percebermos esse fato. Ao neutralizar nosso egoísmo e mudar a nossa atitude em relação a todos os sete bilhões de “forasteiros”, teremos acesso a nossa própria alma. Isso explica por que não podemos denominar este processo de “caridade”. É porque nós estamos tentando descobrir os nossos próprios “eus” eternos e perfeitos.

A sabedoria da Cabalá nos parece como o “negócio mais lucrativo” de todos. Não há nada mais “rentável” do que a eternidade, a perfeição e o infinito. Naturalmente, todas essas questões exigem muita contemplação; nós devemos pensar nestes assuntos até “digerirmos” totalmente as questões e dúvidas. No entanto, você tem que entender que não há ninguém fora de nós e que tudo e todos (pessoas e toda a natureza) são apenas o nosso Kli (vaso) externo.

Na Cabalá, nós aprendemos que a alma consiste de Shoresh, Neshama, Guf, Levush e Heichal. Nossos desejos internos são compostos de Shoresh, Neshama, e Guf, enquanto nossos Kelim externos são Levush e Heichal, ou seja, “vestimentas” e “palácios”. Eles representam os desejos externos. Se nos relacionamos com eles como a nós mesmos, começamos a sentir a Luz superior, a vida superior e nossa existência eterna neles.

É por isso que nunca se deve olhar o mundo como externalidade. Ele só parece estar fora de nós. Na verdade, o mundo inteiro está dentro de nós. Nós estudamos a “Introdução ao Livro do Zohar”, onde o Baal HaSulam explica que tudo o que nos parece como externalidade está, na verdade, dentro de nós. Em outras palavras, o mundo inteiro está dentro de mim.

Algo que parece externo a nós é uma ilusão que deve ser destruída o mais rápido possível, ao se relacionar com todos e tudo com amor. Somente sob esta condição podemos servir como “transmissores” da Luz superior aos outros. Ela vai passar por nós e nos permitir sentir a perfeição eterna.

Da Lição Virtual 03/03/13