Textos na Categoria 'Estudo Cabalístico'

Confronto Interminável

laitman_552_02Pergunta: Por que a pessoa deve estudar a sabedoria da Cabalá, se ela pode esperar apenas problemas? Não existem problemas suficientes?

Resposta: Os problemas de um Cabalista têm um caráter totalmente diferente: são problemas de amor.

O Criador aparentemente flerta com a pessoa, se esconde um pouco, depois é revelado, mais uma vez se esconde, e de novo é revelado, de modo que a pessoa aprenda a identificar e senti-Lo. Na verdade, o Criador está diante da pessoa todo o tempo, mas ela não O sente. Ela não tem a possibilidade de senti-Lo.

Com a ajuda do trabalho de cortejar o Criador, cabe à pessoa encontrá-Lo. Suponha que uma pessoa experimente algum tipo de desconforto. O Criador faz isso intencionalmente para que, através disso, a pessoa O veja e sinta, e, por vezes, a descoberta também vem em situações agradáveis.

Isto é, todos os problemas são projetados para a descoberta do Criador em todos os níveis e em todas as circunstâncias por trás das quais Ele se encontra.

Da Lição de Cabalá em Russo 16/02/16

Nova Vida # 704 – Sexualidade Espiritual

Nova Vida # 704 – Sexualidade Espiritual
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Tal Mandelbaum ben Moshe

Resumo

Pergunta: Por que o sexo desempenha um papel tão central na nossa vida?

Resposta: É porque a vida é criada pela conexão entre opostos, e o desejo de sexo é realmente um desejo de vida. Nossos desejos sexuais aumentam durante a nossa evolução como seres humanos. Na natureza nós vemos também que o macho (masculino) quer ter filhos e a fêmea (feminino) quer pertencer somente a ele. Isso está enraizado em nós. Nossa atitude em relação ao sexo é realmente a base para tudo em nossa vida, mesmo quando não estamos conscientes disso. Freud também falou sobre isso.

A sabedoria da Cabalá nos ensina que isso vem da raiz superior a qual pretendemos estar acoplados, em uma conexão perfeita, em uma perfeita conexão mútua entre as pessoas, em uma conexão na qual cada indivíduo atua tanto como masculino e feminino, como aquele que dá e aquele que recebe.

No auge da nossa evolução, vamos chegar a um estado em que estamos conectados como um só, uma vez que todos vêm de uma só alma. A maior percepção que precisamos adquirir é que ninguém pode preencher a si mesmo e que cada indivíduo tem tanto uma parte masculina e outra feminina para se conectar, o que significa a prontidão para dar e receber.

A sabedoria da Cabalá lida com a sexualidade espiritual e nos diz que essa é a base da natureza. Toda a nossa percepção da vida vem da raiz espiritual e inclui relatos de doação e recepção, e quando eu me conecto corretamente com mais e mais pessoas, um sistema corrigido de interconexão é construído entre nós. Como seres criados, todos nós existimos como um feminino diante do masculino que quer nos preencher: o Criador, a força superior, o bom e benevolente. Essa é a alegria final e todos os nossos desejos e paixões vêm disso.

Pergunta: Por que o desejo sexual humano não é limitado a determinadas épocas do ano, como no mundo animal?

Resposta: Quanto mais desenvolvida é uma espécie, mais ilimitada ela é. É daí também que derivam as distorções sexuais humanas. A sabedoria da Cabalá nos diz como alcançar um acoplamento espiritual, a conexão final entre nós, independentemente do sexo.

Quanto mais um indivíduo preenche o outro de uma maneira mútua e perfeita, mais ascendemos a um nível espiritual da existência.

As mulheres querem parecer bonitas e atrair os homens, por natureza, enquanto os homens prestam menos atenção a sua aparência. O desejo sexual que está enraizado em nós desde o pensamento da criação é “fazer o bem a Seus seres criados”. Nós ainda vamos descobrir o acoplamento espiritual!

De KabTV “Nova Vida # 704 – Sexualidade Espiritual”, 17/03/16

A Cabalá Pode Ser Prejudicial?

laitman_600_04Pergunta: O que a sabedoria da Cabalá dá a uma pessoa que as religiões não dão?

Resposta: A sabedoria da Cabalá dá a uma pessoa secular uma coisa única: o caminho para alcançar o mundo superior, a compreensão do sistema que gere esse mundo, a revelação do Criador.

A sabedoria da Cabalá não lida com ritos e costumes religiosos. As Mitzvot e ritos religiosos com os quais estamos familiarizados são leis e costumes de nosso mundo. Mas a Cabalá lida com as leis do mundo superior.

Se começarmos a aprender essas leis e tentar ser semelhante a eles, vamos começar a sentir e compreender o mundo superior. O objetivo da sabedoria da Cabalá é ensinar uma pessoa como alcançar o mundo superior.

Pergunta: O que é a Cabalá prática? Eu entendo que estamos falando de uma conexão muito forte entre um Cabalista e o Criador. O ritual do “Pulsa deNura” – “Chicotadas de Fogo”, é Cabalá prática?

Resposta: É simplesmente teatro. Na verdade, não há magia, não há como prejudicar ninguém.

Há outra possibilidade: o mau-olhado. Mas tudo isso não existe de forma alguma na Cabalá. Vá a qualquer avó que tenha tais poderes, e ela vai trazer o mau-olhado a você. Essas pessoas têm um sentimento especial, um desejo especial: elas podem enviá-lo a outra pessoa, e algumas ondas internas a afetam. Então, as pessoas podem ficar doentes ou até mesmo morrer. Mas essa não é a ação do Pulsa deNura Cabalístico. Ninguém sabe o que ele é e ninguém sabe como fazê-lo!

Um Cabalista não pode prejudicar ninguém, porque o fundamento da sabedoria da Cabalá é somente o bem.

Da Lição de Cabalá em Russo 24/01/16

O Mundo Superior Está Aberto Para Todos

Pergunta: Enquanto na clandestinidade, Cabalá adquiriu todos os tipos de mitos como cordas vermelhas, água benta, amuletos, etc.. Como podemos estabelecer a diferença entre a verdade e um mito?

Resposta: É do conhecimento comum que existem segredos na natureza que não foram revelados pelo homem ainda, mas que podem ser revelados. Isto é no que a ciência está sistematicamente envolvida, movendo-se para frente e revelando os segredos da natureza em todos os seus níveis.

Há segredos que a ciência não pode revelar, porque há forças na natureza que a ciência não pode perceber.

Qualquer coisa associada a problemas internos da psique humana, como o mecanismo do pensamento e compreensão, é, na verdade oculta de nós e é duvidoso que a ciência algum dia será capaz de revelá-la.

Talvez, apenas no nível corporal, quando visualizamos o cérebro humano como um computador, uma espécie de máquina, o que significa, quando nos relacionamos com o nosso cérebro como a natureza inanimada, podemos estudá-lo, realizar experimentos com ele, retratar características diferentes, e criar mecanismos que aparentemente se assemelham ao homem. [Leia mais →]

Altruísmo Congênito

Nas Noticias (newsroom.ucla): “Depois de explorar as áreas do cérebro que alimentam nossos impulsos de empatia – e temporariamente desabilitam outras regiões que se opõem a esses impulsos -. Dois neurocientistas da UCLA * estão descendo para o lado otimista da natureza humana.

“Nosso altruísmo pode ser mais envolvido ou alcançado por circuitos permanentemente conectados do que anteriormente pensávamos”, ‘disse Leonardo Christov-Moore, um pós-doutorado do Instituto Semel de Neurociências e Comportamento Humano da UCLA *.

“Os resultados, relatados em dois estudos recentes, também apontam para uma possível forma para fazer as pessoas comportarem-se de forma menos egoística e mais altruística. disse o autor sênior Marco Iacoboni, professor de psiquiatria na UCLA.

“Isto é potencialmente inovador”, disse ele”.

Meu comentário: Baal HaSulam escreveu que em cada geração, 10% nascem como altruístas, e suas ações já são determinados por essa qualidade inata que é realizada por eles em várias relações sociais.

UCLA – Universidade da Califórnia em Los Angeles

[181260]

Material relacionado:

Altruísmo: Não Mais de 10% ou 100%

Egoístas Altruístas

Altruísmo Egoístico – O Caminho Para Superorganismo E O Fascismo

Uma Pessoa Espiritual

laitman_214Pergunta: Em sua opinião, quem pode se considerar uma pessoa espiritual?

Resposta: Alguém que transcende a si mesmo com a ajuda do método da sabedoria da Cabalá, criando nele um sentimento novo chamado “alma”. A pessoa que faz isso, percebe a substância espiritual através da característica de doação, ou seja, não dentro si mesma, mas fora de si mesma. Em nosso mundo há poucas pessoas assim, ninguém as reconhece, elas não são reveladas a ninguém, e não ensinam ninguém.

A única organização que está seriamente envolvida com isso é a Kabbalah La’Am (Cabalá para o Povo), que atua como um Centro de Educação de Cabalá internacional, estabelecendo para si o objetivo de ensinar a sabedoria da Cabalá a outras pessoas porque recebe essa missão de Cima. Nós tentamos criar as condições adequadas para que cada pessoa que queira atingir um estado espiritual e sentir o mundo fora de si possa fazer isso.

Da Lição de Cabalá em Russo 21/02/16

“O Fracasso Como Motor Do Sucesso”

Laitman_002Nas Notícias (Harvard Business Review): “Entre os antigos produtores de vinho há um ditado: ‘Para que a videira se torne bonita, ela deve sofrer’. Antes de obter um grande vinho, eles sujeitam a videira ao estresse, umedecendo o solo ao limite da sobrevivência do vinhedo. Após o vinhedo passar por um ‘teste’ como esse, as uvas produzem vinhos complexos, delicados e seletos.

“Nos idiomas japonês e chinês, o caractere para o termo ‘catástrofe’ tem o duplo significado de fracasso e novas possibilidades”.

Meu Comentário: Isso significa que o uso de estresse, até mesmo de desastres, desenvolve novas oportunidades de crescimento. Foi dito: “A quem o Criador ama, Ele envia dificuldades”.

A Cabalá explica isso de forma simples: como a nossa natureza egoísta é oposta ao Criador, à propriedade do amor, nosso objetivo na vida é mudar a nós mesmos para a equivalência com o Criador. O Criador nos envia adversidades que nos obrigam a mudar. Caso contrário, o ego não se moveria. Isso é perfeitamente observado na história do povo judeu.

Nossa metodologia da Cabalá nos ajuda a compreender de forma rápida e correta a pressão do Criador, e a usá-la para “novas oportunidades” de desenvolvimento em equivalência com o Criador.

O Efeito Dos Livros Cabalísticos

Laitman_165Pergunta: Como devemos usar o poder dos livros Cabalísticos?

Resposta: Não há nenhuma força especial no livro em si. O poder está na pessoa que se conecta ao que está escrito no livro e tenta alcançar a essência interna, o nível espiritual, que as letras e as palavras nos livros Cabalísticos representam.

Por exemplo, pegue duas palavras: “bife” e “Malchut”. Nós sabemos o que é um bife, sentimos imediatamente o seu sabor em nossa boca, entendemos o que é e quando precisamos dele, mas não sabemos o que é “Malchut“. Portanto, da nossa perspectiva essa palavra é como uma erva sem gosto que não invoca nenhum sentimento.

Os livros Cabalísticos foram escritos de tal forma, em tal terminologia, e em tal linguagem que não invocam qualquer pensamento ou sentimentos.

Como podemos nos conectar com eles, por que eles nos falam sobre o mundo superior, nossa gestão e nosso destino? Nesse caso, é necessário fazer o que os Cabalistas nos dizem. Os Cabalistas nos aconselham a se unir com um grupo de dez amigos e estudar juntos em um círculo.

Ao estudar juntos os livros Cabalísticos, nós devemos sentir que nos conectamos mutuamente e atingir um estado onde os nossos desejos e pensamentos sejam compatíveis, quando cada um se anula diante de todos os amigos e todos se sentem como um todo único.

Isso significa que temos que se assemelhar à Luz Superior tanto quanto possível no nosso mundo corpóreo, à Luz que é uma só e única, e assim ela vai brilhar sobre nós de acordo com os nossos esforços.

Comentário: Por um lado, nós dizemos que a sabedoria da Cabalá não é misticismo, mas atrair a Luz é um ato místico.

Resposta: Não há nada místico aqui. O “eu” é o corpo físico que tem certas forças de atração e rejeição. Atrair a Luz não é misticismo, mas uma ação física.

Pergunta: Como vamos descobrir que os livros nos influenciam?

Resposta: Não é o livro que influencia você, mas o seu desejo comum.

Você vai senti-lo como o calor em relação aos amigos de acordo com a força comum que aparece entre vocês e os conecta. Você vai começar a sentir o que os livros Cabalísticos dizem sobre fundir-se, a conexão, as qualidades de Bina e Malchut, e a força de doação entre elas.

Da Lição de Cabalá em Russo 07/02/16

Salafismo E A Sabedoria Da Cabalá

laitman_626Opinião (welt.de): “O Salafismo [Jihadista-Salafismo] é a maior ameaça do nosso tempo, nem as deficiências em nossos sistemas sociais ou educacionais, mas os missionários de uma religião sanguinária. Se nós os deixarmos, eles vão destruir a nossa civilização.

“A integração falha – com este conceito é explicada a metamorfose de jovens desorientados em assassinos islâmicos. No entanto, a descrição muito mais adequada é: desintegração bem-sucedida. A falta de perspectivas dos adolescentes, a monotonia das desistências ou o sentimento de não pertencer, não é o que faz os jovens da Europa Central caçar dezenas e centenas de vítimas ….

“Na verdade, uma série de assassinos islâmicos na Europa foram bem integrados na sociedade. Um dos homens-bomba de Bruxelas estudou engenharia elétrica. Depois ele se voltou para a fabricação de bombas, ferindo milhares de vítimas e destruindo a vida. …

“Os pilotos terroristas do 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos eram homens privilegiados de países árabes ricos, viviam com os amigos, bebiam álcool em festas em Hamburgo; antes muitos pensavam que esses assassinos em massa tinham uma vida social chata.

“O homem que cortou a garganta do cineasta holandês Theo van Gogh em uma rua aberta era anteriormente ativo como político municipal, e não podia falar árabe”.

Meu Comentário: Na sociedade moderna não há nada que possa substituir o movimento radical, preenchendo a vida neste mundo, dando uma perspectiva de vida eterna, exceto a disseminação da sabedoria da Cabalá a círculos mais amplos da sociedade. A Cabalá permite descobrir uma vida maior, aqui e agora.

Ela exige que os indivíduos façam esforços internos, mas com uma organização adequada; a qualidade de esforço é substituída pela quantidade de participantes. Afinal, nós estamos falando de massas e seu trabalho na revelação do mundo superior e do Criador.

Não é hora de disseminar a sabedoria da Cabalá ampla e claramente, especialmente entre os círculos islâmicos radicais, mas logo esse movimento vai desaparecer e, então, será possível, mesmo entre eles, revelar o programa de desenvolvimento do mundo.

Pode ser que a disseminação da ideia de unidade e amor entre todas os povos aconteça na sociedade muçulmana não como a disseminação das ideias da sabedoria da Cabalá, mas como o relançamento do sufismo (a versão islâmica da Cabalá).

Nós Podemos Ensinar A Torá A Todos!

Laitman_137Pergunta: Por que você acredita que tem permissão para ensinar a Torá às pessoas que não são judias?

Resposta: De acordo com a Torá, o objetivo da criação é trazer todos os seres criados à adesão com o Criador. A adesão é atingida pela correção do ego em amor, como se diz: “ama teu amigo como a ti mesmo; essa é a grande regra da Torá. “Os judeus são uma nação que deve cumprir a regra do Criador em primeiro lugar, e depois ensiná-la a todo o mundo. Isto é o que a sabedoria da Cabalá diz e o que eu acredito. Vou me referir aos seguintes itens:

A fonte da proibição

O rabino contemporâneo Yoel Shwartz, diz: um não judeu que estuda a Torá comete um pecado. É proibido aos judeus ensinar a Torá aos gentios. A proibição para um gentio estudar a Torá é mencionada pela primeira vez no Talmude Babilônico: Rabi Yochanan disse: “Um gentio que estuda a Torá deveria morrer, como se diz, ‘Moisés nos deu a lei, como herança da congregação de Jacó’. (Deuteronômio 33:4). Este é o nosso legado e não deles!” (Sinédrio 59:1).

“É proibido ensinar a Torá aos gentios” (Hagigah, 13:1). Rambam cita o Rabi Meir como a autoridade, ‘um gentio que estuda a Torá deveria morrer, e eles estão autorizados a estudar apenas o que está relacionado com os sete mandamentos’ (Mishná Torá, as Leis dos Reis 10:9).

Shmuel Abuav, que viveu no século XVII, disse: Os cristãos usam os escritos judaicos para provar a confiabilidade de sua fé e por isso é proibido ensinar-lhes a Torá.

No entanto, existem muito poucos exemplos de rabinos famosos que ensinaram a Torá aos gentios. Um professor do pesquisador alemão do judaísmo Johan Raichlin foi o compositor dos comentários clássicos da Bíblia, “Nossa História“. Tais pessoas conheciam a Halacha e não poderiam quebrar conscientemente as regras da Torá!

Rambam disse que é proibido ensinar a Torá apenas para os gentios que não reconhecem a natureza divina da Torá. “Nós podemos ensinar a Torá aos cristãos, porque eles acreditam que a nossa Torá foi dada a nós por Deus, por nosso professor Moisés (Pe’er Ha’Dor, 38).

O estudioso do Talmudee da Idade Média, Menachem HaMeiri, disse que, se um gentio estuda a Torá por curiosidade, não é proibido ensiná-lo. Isso se tornou relevante nos tempos modernos, quando surgiu a questão de saber se é permitido ensinar matérias judaicas em universidades.

O rabino americano Jacob Weinberg disse que quando um gentio estuda a Torá para fins académicos, não há proibição de fazê-lo. Ele era professor na Universidade não-judaica de Giessen, na Alemanha, que ensinava a Torá e o Talmudee.

No século XIX, o rabino lituano Israel Salenter sonhou em transformar o Talmude em um dos temas nas universidades não-judaicas e naquele tempo apenas gentios estudavam nas universidades.

Ensinar grupos mistos

Autoridades em Halacha, tais como Jacob Weinberg, Isaac Klein, Moshe Finestein, Ovadia Yosef e outros, afirmaram que a proibição de ensinar a Torá se refere apenas a um grupo que é totalmente não-judaico, mas é possível ensinar a Torá a um judeu na presença de gentios, mesmo que eles também possam estudar.

De acordo com o rabino Finestein, um escravo não judeu de Raban Gamliel, Tabie, é mencionado no Talmude como um grande especialista na Torá. Tabie adquiriu seu conhecimento quando estava presente nas lições dadas por Raban Gamliel aos seus estudantes judeus. Os sábios do Talmude não tinham nenhum problema em ensinar a Torá, mesmo quando havia não-judeus entre os ouvintes.

O sétimo rabino de Lubavich elogiou o estudo da Torá pelos modernos meios de comunicação e nas línguas modernas, embora essa forma de ensino incluísse muitos leitores e ouvintes não-judeus.

Restrição: A proibição de ensinar a Torá aos não judeus é anulada se houver um decreto do governo, porque desobedecer tal decreto pode pôr em perigo a comunidade judaica. Hoje qualquer tentativa de separar alunos judeus de não-judeus em instituições acadêmicas pode suscitar respostas negativas. Assim, um professor judeu pode acreditar que está constantemente sob o decreto do governo que anula a proibição de ensinar a Torá aos não-judeus.

Existe uma proibição de ensinar a Torá aos não-judeus?

Rav Isaac Ilinburg (1550-1623) percebeu que seus colegas italianos ensinavam a Torá aos não-judeus. Ele enfatizou que nem Rambam nem outras autoridades em Halacha mencionaram a proibição de ensinar a Torá aos não-judeus.

Ele concluiu, assim, que as expressões paralelas em Masechet Hagigah não são a Halacha em tudo. Ele disse que não estava pronto para declarar isso publicamente só por medo das reações de seus colegas.

Rav Arie-Leib Ginsburg (2695-1785), o autor do Rugido do Leão, tem a mesma opinião.

Resumo:

A história nos fornece inúmeros exemplos de não-judeus que estudaram a Torá e usaram o seu conhecimento não para prejudicar a nação judaica, mas em seu favor, a fim de contradizer as falsas acusações contra o Judaísmo.