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O Limte De Nossa Evolução

laitman_742_03Pergunta: Nós vemos períodos alternados de destruição e criação na evolução da Terra. Será que nós podemos ver isso como análogo à evolução da humanidade?

Resposta: Parece que a natureza só destrói o que ela cria. Na verdade, isso faz parte do processo evolutivo, onde cada nova fase requer a superação do estado anterior e a construção de uma nova fase acima dela.

Quanto a uma possível analogia com a história da humanidade, tudo ser refere à essência da evolução de um único ego, de nosso desejo de receber, que está em desequilíbrio com Aquele que doa.

A confusão deriva do fato de que o desejo de receber está dividido em duas partes:

  • Por um lado, eu anseio receber para o meu benefício pessoal e direto;
  • Por outro lado, eu estou pronto para dar algo a alguém desde que eu saiba que vou tirar proveito dele. Embora eu simplesmente me sinta bem com a minha bondade, é uma recompensa clara, pois, caso contrário eu ficaria sem combustível para dar.

Assim, eu sou constantemente impulsionado por uma única força de recepção. Não importa o que eu faço, eu faço tudo isso para o meu próprio bem. Ninguém tem o poder de dar algo sem calcular seu próprio benefício. Até mesmo uma mãe cuida de seu bebê, porque sentiria dor se algo viesse a acontecer com ele. Se você cortasse essa dor, a preocupação dela desapareceria.

Basicamente, nós não somos nada mais do que sistemas de pensamentos e resultados. Meu sistema nunca concordaria em fazer até mesmo um grama de esforço se não visse nenhum lucro, resposta ou sentimento em troca. Toda a nossa natureza é organizada desta maneira egoísta, e só sabe como calcular as coisas em seu próprio benefício.

Portanto, toda a nossa bondade, não importa quão sincera seja, é uma mentira. Nós não podemos doar de forma puramente incondicional. Só uma pessoa insana ou doente mental pode fazer algo sem calcular o seu lucro pessoal.

Então, como podemos adquirir o poder de doação, a fim de equilibrar a nossa essência? Isto é o que temos que descobrir.

No entanto, de qualquer forma, esta força se encontra na natureza, em nosso plano oculto, e é agora que nos envolvemos com a subida do nível animal para o nível humano. Um ser humano já é um ser criado que inclui as duas forças.

Enquanto isso, nós usamos a força de desenvolvimento do nível humano apenas de uma forma negativa e não a positiva que deveríamos ter estabelecido acima da negatividade.

Assim, nós passamos por estados terríveis ao longo de um caminho muito difícil até que decidimos que o caminho é ruim e que devemos concluí-lo e equilibrá-lo com a boa força.

Na verdade, nós estamos neste limite, na transição da nossa evolução negativa para a conclusão positiva.

De KabTV “Uma Nova Vida” 02/03/14

Uma Nova Maneira De Pensar Sobre Dinheiro

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como disse Einstein, não podemos resolver os nossos problemas no mesmo plano que os criamos. Que tipo de pensamento novo nós devemos desenvolver em relação ao dinheiro?

Resposta: No passado, as pessoas dependiam de dinheiro muito mais do que hoje. Não havia segurança social, nem saúde ou fundos de aposentadoria, nem qualquer tipo de assistência social para as famílias monoparentais ou pessoas que vivem abaixo do nível de pobreza, etc. Em todos esses casos, as pessoas tinham que ter dinheiro para se manter.

Se, de repente, nós tivéssemos que reembolsar esses montantes que foram subtraídos para a manutenção de escolas, creches e hospitais do salário de uma pessoa, o seu salário iria crescer em um terço. Mas ela certamente não iria ficar com esse dinheiro para tempos difíceis. Ele iria desperdiçá-lo, e se algo lhe acontecesse, ela seria responsabilidade da sociedade.

Nós vemos que o nosso desenvolvimento nos obriga a avançar nessa direção onde o dinheiro, ou seja, a cobertura de todos os tipos de despesas, vai passar cada vez mais pelas mãos da sociedade. Certamente, ele deve ser utilizado corretamente e não para jogos políticos.

Se nós vemos que as pessoas estão preocupadas que o seu salário não é suficiente para manter a sua casa, para pagar os serviços e alimentos, pode ser que nós precisemos avançar nessa direção.

Por exemplo, é necessário fazer uma contabilidade geral para os habitantes de uma cidade a respeito de quanto é necessário para pagar a água, gás e eletricidade para todos. O problema é que nós teremos que educar as pessoas a se planejarem economicamente para cada necessidade, uma vez que sem educação pode haver muito mais despesas do que hoje.

Mas em relação à cesta de produtos básicos, é possível fazer isso. Ao alocar uma determinada quantia do salário de todos, nós podemos fornecer cupons a todos, que eles poderão usar numa loja para conseguir o que precisam de mantimentos para um mês. Nós podemos até mesmo organizar uma entrega semanal.

Além disso, eu também gostaria de sugerir a criação de instalações de armazenamento de várias coisas. Em vez das pessoas manterem as coisas em seu sótão e jogá-las fora depois, vale a pena dar-lhes para uso geral de outros. Quando você precisasse de alguma coisa, você viria e levaria, se não seu, então bens que pertenciam à outra pessoa. Trata-se de vestuário, brinquedos para crianças, e outras coisas, até mesmo utensílios de cozinha.

Desta forma, nós poderíamos utilizar não só utensílios domésticos, mas também nossos serviços profissionais. Por exemplo, nós poderíamos organizar vários sistemas de oferta de serviços mútuos que não podemos pagar por nós mesmos. Uma vez por semana, todos os profissionais trabalhariam voluntariamente por um número de horas e todos estariam cientes disso. Nós não precisaríamos pagar por estes serviços com dinheiro, embora fosse possível. Segue-se que iríamos receber uma adição significativa ao nosso salário.

Comentário: Enquanto isso, nós acreditamos que o dinheiro nos dá independência e não queremos depender tanto um do outro.

Resposta: A economia doméstica demonstra realisticamente a quantidade de água, eletricidade, gás e combustível que eu preciso, o quanto posso alocar para reformas, o quanto vai ser deixado para alimentação, vestuário, etc. Se anotarmos todos esses itens, a pessoa vai ser convencida de que permanecerá sempre em déficit (menos). Isso é o que se chama viver com dinheiro? Ela simplesmente tem imagens em suas mãos com as quais as crianças brincam. Se nós explicarmos tudo isso logicamente, as pessoas simplesmente vão se afastar de uma independência como essa.

De KabTV “Uma Nova Vida” 02/09/14

Elevar-se Acima Do Vazio Profundo

Dr. Michael LaitmanA depressão é um dos problemas da humanidade moderna; ela apareceu na virada dos séculos XVII e XVIII em formas características da aristocracia daqueles dias. A pessoas que levavam vidas ociosas, não sabiam o que fazer com elas mesmas, com o que se ocupar. Com base nisso, elas secretamente começaram a levantar a questão sobre o sentido da vida; por um lado, tudo parecia estar lá, e, por outro lado, não havia nada.

Para distrair as pessoas desses pensamentos e amortecer o vazio crescente, a sociedade começou a incentivar o romance, sexo e pequenas guerras. Em seguida, o desenvolvimento de várias tecnologias começou, esportes, viagens e a busca da moda tornaram-se populares. Tudo estava focado em manter a pessoa ocupada, dando-lhe um sentimento de satisfação em vez de se concentrar na verdadeira resposta para a pergunta: “Por que estou aqui?”.

Em paralelo, a mídia impressa, o rádio e a televisão, e depois a Internet foram desenvolvidos, que preenchiam ainda mais o tempo de lazer e todos os recursos de uma pessoa. A Internet está cheia de uma grande variedade de informações que preenche o vazio que surge dentro de nós.

Apesar disso, não importa em que a pessoa esteja envolvida, há um senso cada vez maior de consciência interna de inutilidade, insignificância, e os limites de sua existência. A questão do sentido da vida inconscientemente consome qualquer pessoa, seja ela mais ou menos educada. Este buraco negro está dentro dela, e ela precisa fazer algo com ele.

Esse anseio pelas massas causou um nível significativo de depressão, e, a fim de resolver esta questão, as massas recebem sedativos e outras drogas recreativas. Sob a bandeira da luta por uma humanidade saudável, agências governamentais de saúde proíbem o fumo, mas, em vez disso, estão lentamente matando as pessoas com drogas recreativas.

O subproduto de ignorar a verdade e não se concentrar em encontrar a resposta certa levou a tudo que está sendo permitido. A humanidade não é limitada em qualquer tipo de comportamento, ou seja, relacionado a sexo ou fármacos. Satisfaça-se com qualquer coisa, só para que a depressão não seja sentida. Esta abordagem tem levado as massas a estarem dispostas a matar tudo e todos, inclusive a própria pessoa, uma vez que ela já não tem medo de nada.

Buscar o sentido da vida é mais difícil porque para encontrá-lo a pessoa deve se elevar acima de si mesma. A pessoa não pode subir acima de si mesma, exceto quando, por vontade do destino, ela encontra a sabedoria da Cabalá. Embora este também seja um longo caminho, ela pelo menos, vê algum tipo de perspectiva, não através de sentimentos, mas por meio da lógica.

Acontece que a depressão é um problema para toda a humanidade. Quanto mais cedo a humanidade avançar sob a influência da Internet e do desenvolvimento global, mais e mais pessoas vão sentir a insignificância da vida, suas limitações, no curto prazo.

Inconscientemente, nós sentimos que um potencial muito maior é inerente em nossas vidas do que o que existe agora. Pois uma pessoa não foi criada para viver como um animal, ou seja, estar envolvida com ela mesma, com a prole, e a organização de sua própria vida até o túmulo. A pessoa tem certo embrião interno que exige a sua própria autorrealização. Por um lado, há este embrião em cada pessoa, e por outro lado, este embrião pode estar suprimido.

Hoje, a indústria mais importante do mundo é a indústria do entretenimento, que toma grandes quantidades de dinheiro, recursos, etc. Mesmo essa indústria já tem experimentado um revés e nós já não somos satisfeitos por Hollywood e outros locais de entretenimento de massa.

Uma pessoa tornou-se impaciente na busca do sentido da vida. Ela não pode assistir a um vídeo clipe online que dure mais do que cinco minutos. Um ano mais tarde, ele vai ser reduzido em um minuto, e depois mais um minuto. Uma pergunta a atormenta: “Será que eu vou encontrar alguma coisa aqui? Se não, eu nem quero ver”. Afinal, ver clipes longos só aumenta o vazio, por isso é melhor não vê-los.

O problema é quando a pessoa abre um livro ou se envolve em algum negócio, ela tem medo de parar essa atividade devido a uma revelação ainda maior de vazio, insignificância, inutilidade e falta de resposta a esta pergunta que consome; portanto, ela tenta se antecipar a isso. Portanto, as pessoas diminuem suas discussões na Internet e conversas pelo telefone celular, limitando-as a frases curtas como “Até amanhã! Até mais tarde!”, como se quisessem deixar algo para o futuro. E o que elas têm amanhã? O mesmo vazio de hoje, mas parece melhor para quebrar no meio uma conversa, como se houvesse algo para falar depois.

A pessoa tem que sentir que há um futuro! E não há futuro! De alguma forma, hoje ainda podemos vê-lo. Talvez pareça fantasmagórico e nebuloso, mas ainda podemos mentir para nós mesmos sobre o assunto. Mas dia após dia esse sentimento passa, e nas mãos da humanidade não há nada que possa preencher este vazio.

Não importa o que, este vazio permanece e se torna mais escancarado, negro e sombrio. Assim, a geração mais jovem silenciosamente abre mão dessa vida, já que é muito mais fácil esquecer tudo, enquanto se está sob a influência de drogas e sair em silêncio ao invés de carregar esta escuridão internamente.

Nós estamos diante de um grande problema que nos falta o desejo e a capacidade de resolver. Apenas a Cabalá dá uma resposta a esse problema. No entanto, até que as pessoas não se tornem completamente decepcionadas, elas não vão nos ouvir. Nós devemos estar prontos para apresentar a elas a sabedoria Cabalística de uma forma que elas possam compreender. Deve ficar claro que somente nós temos a resposta, e a resposta é só para alcançar a existência infinita, eterna e perfeita, que não está concentrada em nosso corpo, mas entre nós, no sentido de nosso próprio “eu”.

Meu corpo, a substância animal, morre depois de algum tempo; no entanto, o ser humano em mim é para sempre. Portanto, eu preciso separar o “eu” do que eu agora me considero, retirá-lo, isolá-lo do meu corpo, e começar a criar, nutrir e moldá-lo. Este é o ser humano em mim que eu preciso perceber.

Pergunta: Se uma pessoa estiver neste caminho, a sua depressão vai desaparecer?

Resposta: Sim, mas outros problemas certamente começarão a aparecer, porque a pessoa tem que se desenvolver. No entanto, todos vão acabar rompendo com o seu animal. Após ter subido acima do corpo, a pessoa permanecerá lá eternamente e em perfeição. A sabedoria da Cabalá fornece uma resposta real que é compreendida por nós mesmos em nosso mundo e dentro de nós. Aqui nós não dependemos de ninguém e ninguém pode nos restringir! Este é o nosso livre-arbítrio. Para compreender isso não precisamos de ferramentas especiais; tudo está em nossas mãos.

De KabTV “Contos” 23/10/14

Para Mim E Para “Aquele Cara”

laitman_423_01Pergunta: A sensação de dor é construída no próprio fundamento da criação. Por que muitos processos naturais, tais como o nascimento e crescimento, são acompanhados de dor?

Resposta: Dar à luz a qualquer estado é sempre doloroso, causado pelo fato de que o estado anterior nos traz tremenda aflição. Isso é chamado de dores do parto, se estamos falando sobre o parto natural.

Assim, a dor nos leva de um estado para outro. Esta regra aplica-se a todos os fenômenos: desde as erupções vulcânicas, que também representam um “nascimento”, até o nosso nascimento espiritual.

Pergunta: Por que nós, criaturas racionais, nos esforçamos para nos livrar da dor se entendemos que o mecanismo da aflição é benéfico para nós?

Resposta: Os animais instintivamente tratam a dor corretamente. Se ela fica insuportável, na medida em que causa a sua morte, eles morrem. Quando o nosso ego cobriu o nível animal, nós começamos a desenvolver vários métodos de combate à dor. Nós somos egoístas, não nos importamos com o amanhã.

Além disso, o nosso egoísmo é corrupto, individual e pessoal. Portanto, nós não queremos alterar a origem da dor. Nós sentimos dor como resultado da fratura de uma das partes do corpo. Porque quando os órgãos não recebem alimento de outros tecidos ou não entregam o que produzem para o resto do corpo, há dor, problemas e aflições.

O problema não é apenas ter um desejo de receber prazer, mas o fato de que esse desejo é puramente egoísta. Nós pensamos apenas em nós mesmos e não levamos em consideração os outros. A dor que sentimos vem de longe, de sistemas muito elevados, externos, espirituais e mentais, que têm um impacto enorme sobre nós. De repente, nos países que atingiram um estado final de abundância, as pessoas ficam deprimidas ou se sentem impotentes. Por que isso acontece? Porque o sistema geral nos pressiona sem exceções.

Pergunta: Como você vê a dor na história da humanidade? Para onde ela leva a humanidade?

Resposta: Antes do século XX, cada um de nós progrediu individualmente, pessoalmente, separadamente. As pessoas sentiam dor em seus corpos e nunca relacionavam isso com o resto do mundo, nem associavam com o avanço espiritual. Este é o caminho pelo qual a humanidade atravessou as fases inanimada, vegetal e animal do nível humano.

No século XX, o a fase falante do nível humano foi revelada: um sistema totalmente integrado. Nós começamos a conexão com o outro e, de repente, descobrimos que todos nós estamos interligados com o mundo inteiro. Anteriormente, os seres humanos viviam em pequenas aldeias e não tinham nenhuma pista sobre o grande mundo lá fora. Eles não suspeitavam que houvesse vida além dos limites de sua aldeia. Hoje, todo mundo sabe o que acontece em qualquer lugar no globo, mesmo os africanos e sul-americanos. Quando falei com índios americanos, fiquei muito surpreso que eles falam como se viessem de Wall Street.

Agora é moda falar sobre a sabedoria das multidões (massas). Anteriormente não existia esse fenômeno. Não é que ele não tivesse sido descoberto ainda. Não! Ele realmente não existia porque os seres humanos não estavam conectados entre si, na medida em que estão agora. Anteriormente, doenças nervosas só estavam espalhadas na alta sociedade, enquanto que hoje depressão, medos e preocupações sobre o futuro, sobre a ligação com o resto do mundo são sentidos por todos.

Em outras palavras, a dor de cada indivíduo é agora multiplicada quer queiramos ou não. Cada um de nós depende de todos os outros e, portanto, deve cuidar dos outros e fazê-los se sentir melhor. Caso contrário, nós vamos ser os que se sentem mal. A natureza nos empurra a unir.

De KabTV “Uma Nova Vida” 09/10/14

Transição Para Uma Ordem Mundial Altruísta

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como você vê a transição para uma nova ordem mundial altruísta?

Resposta: Por si só, o mundo não pode facilmente chegar a um estado em que começa a reduzir a produção de commodities, consumo e serviços a limites razoáveis, pois a economia simplesmente morreria. As pessoas não saberiam o que fazer e se rebelariam.

Assim, o capitalismo terá que manter artificialmente o emprego das pessoas e encontrar algo para mantê-las ocupadas. Apesar de tudo, isso seria um grande problema. Haveria rebeliões, manifestações, guerras civis, inclusive guerras mundiais, até que a humanidade chegasse à decisão de que deve ser educada novamente para alcançar uma nova ordem mundial em que fabrique apenas o que é necessário, e as pessoas que são liberadas do trabalho estivessem envolvidas na educação integral. Ou, é possível dizer desta forma: todo o resto estará envolvido com o trabalho espiritual de acordo com a regra geral, “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.

A sabedoria da Cabalá não recomenda esperar até que o sofrimento obrigue a pessoa a pensar e chegar ao entendimento de que precisa de uma nova educação e fazer algo sobre si mesma. A sabedoria da Cabalá oferece uma maneira científica para chegar agora a este estado, o que significa compreender que o futuro da humanidade está apenas no consumo moderado e racional de tudo o que uma pessoa precisa para uma existência normal.

O resto de seus recursos e possibilidades devem ser direcionados para a criação de uma única sociedade onde o Criador será revelado, porque, desde o início, ela existe neste mundo apenas para esse fim.

Nós temos que ser capazes de mostrar e dizer a todos que não há nenhuma outra maneira e isto é o que a sabedoria da Cabalá oferece. Nós estamos agora diante de dois caminhos: o caminho natural, na forma de “em seu tempo”, que é a forma de golpes terríveis até que nos tornemos mais inteligentes, ou ir no caminho certo e inteligente, consciente, que é o que a sabedoria da Cabalá oferece. Com isso, nós mesmos nos reeducamos não pela força, mas ao começar a mudar o mundo, ou seja, ao reduzir progressivamente o seu consumo e produção em conformidade e ao providenciar uma distribuição igualitária para todos em conformidade, e assim por diante.

Não há nenhum caminho egoísta suave em direção a este estado, uma vez que o caminho egoísta é dirigido à produção excessiva. Desta forma, ele contradiz o nosso apelo para fornecer quantidades racionais de alimentos, produtos e serviços.

A Contradição Que Traz Equilíbrio

Laitman_707Até o momento, os estudos sobre a evolução da Terra permitem concluir que tudo tem sido gerido pela extensão e conexão. Extensão é a dispersão “generalizada”, enquanto que a conexão significa comunicação, a reunião das partes.

Essas duas forças estão agindo no nosso mundo e devem ser equilibradas. Durante a evolução e a correta integração entre elas, estas forças estabelecem sistemas muito complexos, que depois evoluem numa base de extensão e conexão do seu lado. Um não pode existir sem o outro.

Do lado da natureza, este programa funciona em perfeita harmonia entre dispersão e unificação das partes. No entanto, o ser humano insere muitas distorções no processo.

Tudo é baseado no equilíbrio entre a expansão e contração, resfriamento e aquecimento, e em outros fenômenos derivados dessas forças básicas. Elas também agiram no momento da criação da crosta da Terra quando o fogo irrompeu de debaixo dela. E depois disso, quando a Terra novamente se resfriou e se tornou sólida.

Esse ciclo continuou até que o equilíbrio foi criado: o calor se reuniu no interior da Terra, o resfriamento criou um envoltório duro e tornou possível a evolução das formas de vida vegetal e animal. De uma forma ou de outra essas forças foram projetadas para criar um determinado tipo de conexão, de modo que o aquecimento e resfriamento colaboraram entre si de uma forma equilibrada. Portanto, para onde está nos levando tudo isso? Qual deve ser o nosso próximo estado?

Aqui nós chegamos a um pensamento surpreendente. Os seres humanos estão vivendo na sociedade humana; nisso eles diferem da natureza inanimada, vegetal e animal. De um aspecto social, nós estamos nos tornando uma humanidade única e global onde tudo está integralmente conectado a tudo o resto.

Isso significa que, aparentemente, nós temos que proteger e criar um equilíbrio entre as duas forças: a força centrífuga (que foge do centro para fora), que nos distancia um do outro, e a força centrípeta dirigida para o centro, conectando-nos uns com os outros. Esses dois fatores, para fora e para dentro, devem estar em equilíbrio.

Mesmo que um deles ocasionalmente supere o outro, é assim que nós avançamos em nosso desenvolvimento, movendo um pé e depois o outro. De qualquer forma, manter um equilíbrio entre as duas forças cabe a nos.

E aqui reside o problema. Nós realmente usamos a força de conexão e a força de distanciamento, mas as exploramos egoisticamente. Por exemplo, eu estou pronto para me conectar com outras pessoas para bater em alguém ou conseguir alguma coisa. Em outras palavras, nós não nos conectamos com o propósito da evolução, mas para extrair benefício da luta entre nós.

A verdade é que nós também vemos uma luta constante na natureza, ainda que no nosso nível humano os conflitos não sejam geridos instintivamente. Aqui cabe a nós integrar essas duas forças básicas de uma maneira diferente, conectando uma com a outra. Aqui estamos falando da construção de uma espécie humana totalmente diferente: a nova sociedade.

Primeiro de tudo, a nossa unificação geral humana deve ser completa e absoluta. Ela deve utilizar todas as forças de distanciamento, separação, ódio, etc.

Em princípio, esta conexão é projetada para criar a partir da sociedade humana em todo o mundo um todo único que vai viver em outro nível de compreensão e realização como uma única entidade, como um só corpo. Então nós seremos “células” desse “corpo” coletivo e vamos sentir uma nova forma mais elevada de existência do que aquela quando cada um de nós estava separado. Esta é a conclusão que podemos tirar do que vemos hoje.

De KabTV “Uma Nova Vida” 02/03/14

Exílio Espiritual E Físico

Da antiga Babilônia até a destruição do Templo, o grupo de Abraham passou por muitos vários estados, subidas e descidas. É devido ao egoísmo a que eles foram forçados a unir-se uns com os outros na medida em que eles revelaram as leis anti-egoístas internas da natureza que eles escreveram no livro chamado a Torá. A Torá é o guia pelo qual devemos viver hoje.

Através do cultivo de boas relações uns com os outros, consideração, confiança mútua, e apoio, eles revelaram uma força especial de conexão dentro desta unidade, que é a força da natureza. Esta força mantém dentro de si todo o universo e causa seu movimento em direção à harmonia.

Esta foi a maior descoberta dos descendentes do grupo de Abraão. Tendo compreendido a força fundamental da natureza que causa o desenvolvimento da humanidade, eles viram o processo pelo qual ela se desenvolve. [Leia mais →]

O Rápido Crescimento Do Ego Na Sociedade

Dr. Michael LaitmanPergunta: Os psicólogos afirmam que 20 a 30 por cento das pessoas que vivem em nossa sociedade são classificadas como doentes mentais. Elas não são uma ameaça especial para a sociedade e não são prejudiciais, e, portanto, podem viver entre nós. O que significa este fenômeno?

Resposta: Todos nós sabemos que as pessoas que precisam se concentrar para resolver problemas difíceis ou realizar missões perigosas passam por um treinamento especial. Elas praticam em condições especiais e de acordo com um programa especial. Quando já realizaram a sua missão, elas são autorizadas a descansar para que possam restaurar suas forças e voltar à vida normal.

Nós, por outro lado, estamos numa corrida constante pela sobrevivência, por toda a vida. Uma reação incômoda que se afunda em nosso inconsciente e penetra diferentes sistemas é processada e mantida em nossa memória. Isso se relaciona com tudo o que vem do ambiente e, assim, os nossos sistemas naturais não podem lidar com tantos problemas que continuam a se aprofundar e ampliar.

Comentário: Ao mesmo tempo, nós afirmamos que a sociedade está mais desenvolvida e culta.

Resposta: A nossa sociedade se tornou pior e mais egoísta. Isso é especialmente evidente entre as crianças. No jardim de infância, as crianças já são competitivas. Com a idade de três ou quatro elas são tão mentalmente desenvolvidas como eram as crianças de oito ou nove anos de idade no passado. Se no passado uma criança precisava da companhia de seus pares na idade de seis ou sete anos, hoje as crianças brincam entre si com a idade de dois ou três.

Elas já têm habilidades e hábitos sociais, e começam a competir e a adotar os desejos umas das outras, sem mencionar o que se passa na escola. Nas salas de aula, há a rainha da classe e o herói da classe e aqueles que são mais populares e os que são rejeitados. Isso não existia 40 ou 50 anos atrás, quando as crianças eram muito mais ingênuas.

Tais fenômenos são resultado da influência da televisão e da indústria do cinema. Parece que as crianças de hoje são usadas ​​para isso, mas, na verdade, elas estão sob grande pressão emocional interna e monstruosas sensações desde o jardim de infância.

Pergunta: O que nós podemos fazer sobre isso?

Resposta: Olhem para o que os psicólogos fazem. Eles reúnem as pessoas em pequenos grupos, de modo que os participantes se apoiem mutuamente. Por este efeito mútuo, eles estabelecem um muro de proteção atrás do qual eles existem. As pessoas vêm como animais assustados e se unem num grupo, agarrando-se uma a outra. Em seguida, elas se sentem mais seguras

Nós estabelecemos uma sociedade que serve como uma parede para quem está nela incorporado ao realizar palestras, workshops e discussões em mesas redondas. Nesta sociedade, não só encontramos proteção, mas também uma influência positiva.

Pergunta: Toda a nossa vida parece ser uma competição sem fim, uma perseguição contínua, da qual não podemos escapar. Pode haver competições positivas e como podemos realizar isso?

Resposta: O ego nos empurra a competir, mas a sociedade é dependente da forma como nós cumprimos essas competições. Nós não precisamos destruir nenhuma inclinação natural que temos. Competir uns com os outros como quem ajuda mais os outros, quem ama, sorri, e faz com que os outros se sintam bem. Tudo depende da capacidade da sociedade de ver certos valores como maiores do que os outros. Esportes competitivos também é uma boa ideia.

Nós temos que pensar em como satisfazer essas inclinações e não apenas deixar a pessoa gerenciá-las por si mesma. Toda a indústria do jogo ainda pode ser relevante, mas de uma forma saudável. A inclinação a jogar e procurar aventuras é natural e decorre do nosso nível animal para caçar e trazer a presa para casa.

Portanto, nós devemos permitir que as pessoas possam competir entre si e participar de jogos, mas estes devem ser jogos benéficos. Esta é a essência.

De KabTV “Uma Nova Vida” 21/10/14

O Crescimento Secundário Do Terror, Parte 3

Dr. Michael LaitmanPergunta: Hoje o ISIS (Estado Islâmico) está atraindo um grande número de jovens de diferentes países, incluindo aqueles que não são muçulmanos, mas que, de repente, transformaram suas vidas inteiras. O que obriga um jovem europeu moderno a se juntar a uma organização tão estranha tendo características totalmente diferentes?

Poderia ser que o seu “poder de atração” está ligado ao vazio que envolve o Ocidente? Tanto quanto parece, o ISIS está pronto a fornecer uma sensação de calor, unidade, fraternidade, família, propósito e satisfação.

Por que meios nós podemos atrair o jovem a nós? Como poderia a unidade do mundo em seus olhos pender a balança para o nosso lado, em vez das ideias desses extremistas do Oriente?

Resposta: É necessário recrutá-lo para outro exército, um exército onde ele vai lutar pela igualdade, uma vida melhor para todos, e a unidade que inclui uma base mútua para a bondade. É necessária a criação de forças especiais, que serão uma organização que vai superar o ISIS numa frente ideológica.

Isto é porque nós realmente estamos oferecendo uma revolução mundial à pessoa, que é a transformação do mundo num jardim do Éden, onde todos são iguais, felizes, e recebem as necessidades e segurança para hoje e amanhã. Todo mundo pode estar de bom humor e pensar em como tornar as coisas boas e agradáveis para os outros. Haverá uma linha de equilíbrio entre nós, onde ninguém precisa se preocupar com o que vai acontecer consigo mesmo no presente e no futuro. Aqui, a nossa saúde, crianças e todos os aspectos de nossas vidas estão bem.

Pergunta: Mas para os jovens, por vezes, algo é necessário além da pastoral, a possibilidade enlouquecer, usar a força, derramar sua energia.

Resposta: Pois bem, a pessoa tem que lutar, mas em vez de lutar contra os inimigos, ela luta contra o próprio ego que não está interessado e não quer nada disso.

Basicamente, eu não quero me unir e conectar com outras pessoas; Eu não sinto uma unidade específica por isso. Sim, eu estou pronto para receber os benefícios que nós descrevemos acima, mas dar algo em troca, não. Então eu tenho que lutar comigo mesmo por essa unidade.

Pergunta: Por que o ISIS tem tal poder de atração?

Resposta: Este é o poder da segurança. Sob uma bandeira negra, a pessoa tem certeza de que tem apoio e propósito. Assim, ela vai conquistar o mundo com a cabeça erguida, orgulhosa.

Pergunta: Como é possível criar um orgulho positivo semelhante sobre a unidade?

Resposta: Através de um processo educativo que nós temos que implementar. É possível fazer isso.

Há conhecimento e há educação, e estes dois métodos devem ser usados ​​aqui em paralelo.

Se os terroristas estão organizando dezenas de milhares para seus próprios propósitos, então, com a ajuda de vários países e instituições internacionais, são capazes de chegar a bilhões, para manter ‘convenções relevantes e começar a trabalhar em toda a Europa, África, América, etc. Afinal, se nós estamos abertos e nossas intenções são claras, nós podemos mobilizar enormes recursos e apoio ao redor do mundo para a implementação.

Em princípio, nós estamos dizendo a todos: “Não haverá mais guerras; não haverá mais fronteiras. Esta é uma família, exceto os terroristas, todos eles. Eles são os únicos que temos que controlar nesta fase, até que desapareçam”.

Pergunta: Existe algum tipo de significado para o fato de que uma força, um inimigo, está ameaçando a todos nós, obrigando-nos a nos unirmos contra ele? Será que isto vai ser usado para mudar o pensamento global?

Resposta: Eu não acho que o propósito da nossa unificação deva ser uma guerra com essa força. Unir contra o mal significa aprender algumas de suas características. Certamente, o exército ir contra os terroristas, mas nós não temos qualquer possibilidade real de para-los de uma vez por todas através disso.

Assim, ao mesmo tempo, nós, os cidadãos, devemos cuidar de nós mesmos e devemos nos unir com o outro.

De KabTV “Uma Nova Vida” 07/09/14

Confronto Entre Dois Sistemas

laitman_628_1Pergunta: Eu cresci numa vila. Não tínhamos nada entre as casas, separando-as umas das outras. Hoje, cada nova casa está rodeada por uma cerca alta. Esta imagem é muito clara. Como podemos remover a fronteira entre nós?

Resposta: No passado nós não nos sentíamos num sistema geral e integral. Quando ele começou a ser revelado, nós começamos a prestar atenção nos limites, porque nós somos solitários e individualistas.

Depois nós sentimos a diferença entre o sistema integral, que quer nos conectar juntos, e os indivíduos separados e solitários que querem viver “juntos” como nas células de uma colmeia.

Isto significa que cada um se sente separado em sua célula pessoal, protegido por regras jurídicas claras. Em particular, isto foi destacado no desenvolvimento do Ocidente. Nos EUA, não há nada mais valoroso do que proteger a propriedade privada.

Agora, tudo isso está caindo aos pedaços. Portanto, nós começamos a sentir o quanto, por um lado, dependemos uns dos outros e podemos causar dor e, por outro lado, não queremos esta dependência.

Está acontecendo uma colisão entre as duas abordagens. Do lado da natureza, as forças estão nos pressionando para nos conectar juntos; do nosso lado, um processo oposto está ocorrendo. Cada um de nós quer ficar sozinho, consigo mesmo. Nós ouvimos de todos os lados, “O que você quer de mim? Eu sou um cidadão obediente, não violo as regras, não sou culpado de nada”.

Como você sabe que não tem a culpa? Você é um egoísta, não participa do sistema geral junto com todo mundo. Como é possível que você seja inocente? De acordo com quais regras você verificou que não é culpado? É de acordo com o que você quer? Em relação ao seu ego, você acha que tudo está bem?

Então a dor que é revelada agora é derivada de um confronto entre dois sistemas. Certamente nós estamos sofrendo cada vez mais. Não há escolha, nós temos que nos mover rumo à adaptação com as exigências da natureza. Pois a natureza certamente vai ganhar.

Pergunta: Então não haverá qualquer dor?

Resposta: A dor aparece na fronteira onde eu pressiono você, você me pressiona e a natureza pressiona nós dois. Abra a porta e você não vai sentir dor. Às vezes nós lutamos, ficamos irritados uns com os outros, e com duas palavras alguém ao lado nos reconcilia e ficamos aliviados; então está tudo bem entre nós, podemos cooperar.

Um “click” acontece, e em um momento tudo está resolvido, a fronteira desaparece. Quando isso acontece, não há lugar para dor fisiológica, mental ou espiritual. Em última análise, todo o problema está nisso.

Pergunta: É dito, “o sofrimento de muitos é metade da consolação”.

Resposta: Isso é realmente como se sente. A dor em si não pode ser medida; você não verá sua “quantidade” em algum instrumento. Então quando a minha dor é transmitida a você e a outras pessoas, e eu vejo que todo mundo está sofrendo, o nível de dor é psicologicamente diminuído, realmente pela metade.

De KabTV “Uma Nova Vida” 09/10/14