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Uma Proposta Benéfica Para O Governo E Para Todos

laitman_547_06Pergunta: Se os políticos argumentam não só porque querem bater uns nos outros nas eleições, mas realmente discordam e têm diferentes programas, o que irá ajudá-los a se unir para trabalhar para o bem da sociedade?

Resposta: Eles só serão capazes de se unir em prol de uma meta muito elevada que só pode ser alcançada por meio da conexão. Suponha que há vinte de nós que juntos formam o governo, mas todo mundo puxa para si. De repente, nós descobrimos que podemos receber uma centena de bilhões de dólares que nos permitem implementar todos os nossos programas. No entanto, para fazer isso, nós precisamos nos unir. Você acha que valeria a pena?

Pergunta: O que significa “unir”?

Resposta: Unir significa, pelo menos, não prejudicar o outro. Todo político tem o seu programa, mas imagine que alguém, um estranho, oferece recompensas fabulosas, bilhões de dólares, sob a condição de que eles parem suas divergências e trabalhem em conjunto na implementação de seu programa.

Pergunta: Quem é este homem rico que pode fazer tal proposta ao governo?

Resposta: Este é o Criador, a força superior da natureza, o programa da criação que está acima de nós. De acordo com o programa da natureza, durante a nossa unidade, nós chegamos a outro nível de vida. No entanto, este programa não é compatível com todos os jogos egoístas e planos dos políticos.

Nenhum deles tem conhecimento deste programa, e todo mundo quer puxar todo mundo para o seu lado, como normalmente acontece. Por isso, nenhum programa será bem sucedido, como acontece com todos os governos anteriores. A situação só vai piorar ainda mais.

Assim, o Criador, a força superior da natureza, aparece e diz: “É hora de parar. Eu estou comprando este governo! Eu estou lhe dando um objetivo que só pode ser alcançado com a condição de sua unidade, e eu prometo a vocês uma recompensa que cobre todas as suas necessidades. Basta seguir o meu programa”.

Pergunta: Se nós tivéssemos opiniões diferentes, por que nos reconciliaríamos repente um com o outro?

Resposta: Nós examinamos a natureza e vemos que devemos nos unir em um só mecanismo global integral, nos aproximar e completar. Em outras palavras, todos nós precisamos trabalhar em conjunto, como partes de um corpo que funcionam em total harmonia, e, assim, este corpo é saudável e vive. Nós precisamos nos comportar na sociedade humana, nos conectar, sem tropeçar uns aos outros. Pelo contrário, precisamos pisar em nosso egoísmo e trabalhar na conexão mútua acima dele.

Não é fácil, e para isso nós precisamos que uma nova educação trabalhe em nós mesmos. No entanto, a recompensa é enorme. Na verdade, nenhum governo pode tornar a vida de seu povo melhor, melhorar o Estado e a sociedade durante o seu mandato. Sempre vai piorar; a tendência é bastante clara.

Nós só podemos parar essa queda com a condição de que comecemos a obter uma nova educação que permita que todos se tornem um elemento positivo da sociedade, não como é agora, quando todo mundo se esforça em subir, empurrando e pressionando os outros.

Pergunta: Será que nós estamos falando da mudança das relações entre as pessoas na sociedade?

Resposta: Sim, mas a pessoa não faz isso de graça. Para isso, ela recebe a revelação do Criador, o mundo do infinito, a vida eterna e perfeita que ela começa a sentir enquanto ainda vive em nosso mundo. Ela sobe gradualmente ao nível do mundo espiritual, sentindo-se no fluxo da vida eterna.

Isso nos liberta de todos os problemas. Nós subimos ao nível, a tal essência, em que deixamos todos os nossos argumentos neste jardim de infância. Nós superamos esse mercado de compra e venda e chegamos a uma sociedade corrigida, à vida corrigida, mesmo não em nosso mundo.

Afinal de contas, a correção em nosso mundo é apenas um meio pelo qual o mundo, na medida em que nos unimos, começa a subir ao nível dos valores do mundo espiritual. O valor espiritual é o amor pelos outros como para si mesmo.

De KabTV “Uma Nova Vida” 23/12/14

Características do Estado Judeu

laitman_936Pergunta: Independentemente da abundância de problemas que Israel sofre hoje em dia, muitas vezes nós somos os únicos que acrescentam à lista dos problemas. Ultimamente, a questão do status legalmente imposto do “Estado judeu” foi apresentado ao público em geral.

Na verdade, o público em geral tem que reconhecer que Israel é o lar nacional do povo judeu de todo o mundo que tem o direito de auto realização e autodeterminação. Além disso, a nova lei afirmará que a terra de Israel é a pátria histórica de todo o povo judeu.

Resposta: Nunca antes tais questões foram levantadas na Diáspora. Nós “nos sentamos calmamente” ao redor do mundo cuidando do nosso negócio.

Quando nos foi dada a oportunidade de voltar à terra de Israel, a questão com respeito a quais leis deveríamos viver emergiu neste país.

O conceito bíblico da “santidade da terra” não é aplicável à situação atual em Israel. Aplica-se apenas sob a condição de que o Templo existe. É por isso que este território não pode ser chamado de “a terra de Israel”. É uma terminologia que se refere ao futuro, ao tempo da chegada do Messias, como parte da fé do povo, ou ao momento em que será criado as boas relações entre nós.

Se nos referirmos às raízes, ainda temos que encontrar definições corretas de termos como “o povo de Israel”, “a terra de Israel”, “Estado de Israel”, e “os judeus”. Além disso, nós temos que definir as noções de “países da dispersão”, “países do mundo”, e “nações do mundo”. Esses termos precisam de um esclarecimento completo. Nós temos que compreender de que forma as nossas leis são diferentes das leis de qualquer outro país no mundo.

Há uma diferença aparente entre o povo de Israel e as nações do mundo. Nós estamos cientes desta divergência independentemente de nós vivermos neste país ou estarmos dispersos por todo o mundo. Tanto em Israel como fora de suas fronteiras, nós vemos uma atitude muito específica para com os judeus em nome das nações do mundo. Por exemplo, nós somos acusados de causar problemas em todo o mundo.

Depois que um policial baleou um cidadão afro-americano em Ferguson (EUA), enormes faixas apareceram nas ruas difundindo que o acidente aconteceu por causa de Israel e é resultado do confronto judeu com os palestinos. Qualquer evento, mesmo aqueles que não têm nada a ver com os judeus, acaba sendo “por causa de nós”. Tem sido sempre assim. Nós podemos ver que estes incidentes acontecem o tempo todo. Essa tendência é construída em sua base.

É por isso que nós devemos perceber exatamente o que acontece conosco e nosso ao redor. O antissemitismo é causado pelo fato de que somos realmente uma nação especial criada por Abraão, no princípio de amar o nosso próximo como a nós mesmos. De acordo com este princípio, nós temos que viver em amor fraterno uns com os outros para que todos sejamos amigos e ninguém faça aos outros o que odeia para si mesmo. Esta é a condição da garantia mútua, união, reciprocidade, quando todo mundo cuida dos outros e os outros se preocupam com um.

Abraão reuniu seus estudantes de toda a antiga Babilônia e criou um grupo que mais tarde se tornou uma nação. Foi o que aconteceu há três mil anos. Em essência, os judeus não são uma etnia no sentido tradicional do mundo; em vez disso, eles são a assembleia de Abraão, os descendentes dos babilônios que se juntaram à Abraão sob o lema do amor fraterno.

Não importa de que tribo ou etnia cada um deles vinha. Se alguém queria fazer uma “cúpula de amor” acima das coisas que os separavam uns dos outros, se alguém estava pronto para se dedicar ao estabelecimento da conexão, do desapego, então se unia à irmandade e se tornava parte do povo de Israel. Esses homens se viam como um todo unificado, não como entidades separadas. Isso é o que Abraão ensinava.

Esta é a base do povo de Israel. Este é o lugar de onde a nossa Torá, o estudo da unidade, vem. Nós não estamos unidos por raízes étnicas. Cada pessoa no mundo pode se tornar um judeu se quiser se unir com os outros e viver de acordo com a lei do amor.

Na verdade, a lei do amor é uma lei do caráter judaico. O objetivo do povo de Israel é levar todo o mundo a entender um princípio unificado: “Ama o próximo como a ti mesmo”. Em outras palavras, o objetivo é levar as pessoas à unidade onde não há desigualdade ou distância. Este é o objetivo da criação. Nós todos temos que alcançá-lo.

É por isso que se diz que temos que ser “a Luz para as nações”; isto é, a nossa tarefa é explicar essa noção a todo o mundo e ajudar outras nações a atingir o estado final.

De KabTV “Uma Nova Vida” 30/11/14

Comunidade Como Um Desafio Ao Capitalismo

laitman_600_02Pergunta: Os sociólogos afirmam que os seres humanos são criaturas sociais, que sua necessidade de fazer parte de uma comunidade ou de uma sociedade é básica e fundamental. Ultimamente, a estrutura das comunidades foi submetida a múltiplas crises que tornou quase impossível imaginar o que a vida comunitária deve ser e o que significa ser um membro de uma comunidade, e em que medida as comunidades influenciam os indivíduos. O que deve ser a vida comunitária, neste momento, na sua opinião?

Resposta: Ao longo de toda a história, as pessoas nasceram e viveram em comunidades. Comunidades eram as casas das pessoas, famílias, e substituíram todo o mundo! Foi assim na África, Ásia e Europa. A comunidade era uma pequena aldeia ou tribo, ou seja, algum tipo de ambiente que constantemente as envolvia com carinho e cuidado.

Esta atitude experimentada pelas pessoas não veio apenas de seus pais. Era uma parte de todo mundo e todo mundo pertencia a uma comunidade; não havia muita diferença entre os membros da comunidade, nem competição, aqueles que eram maiores ou menores. No entanto, um avanço maior foi baseado na evolução do egoísmo. Na medida em que se expandiu, o egoísmo distanciou cada vez mais as pessoas umas das outras.

Esta é a razão pela qual a vida comunitária normal se deteriorou: algumas pessoas ficaram mais ricas do que outras, algumas mais pobres; algumas se saíram melhores, outras piores; algumas eram mais fortes, outras mais fracas.

Ultimamente, o nosso egoísmo tem crescido exponencialmente. Neste momento, nós estamos experimentando “um salto” que só é comparável à explosão do egoísmo na antiga Babilônia. Até recentemente, nós ainda tínhamos alguma vida comunitária em conjunto dentro dos limites de nossos países ou cidades. Cidades medievais ergueram paredes em torno de seus territórios. Elas tiveram que reforçar a sua conexão para resistir aos inimigos externos.

Neste momento, não há nada assim: eu vivo em meu apartamento e me escondo de todo mundo tentando ser completamente independente. Eu nem mesmo sei quem são meus vizinhos; não há nada que me una a eles.

De manhã eu saio do meu apartamento com meus filhos, coloco-os no carro e levo-os para um jardim de infância ou escola. À noite eu trago meus filhos de volta para casa; eles vão para seus quartos, fecham as portas, e na maioria das vezes sequer compartilham o jantar comigo. Esta é como a nossa vida continua.

Ao mesmo tempo, a nossa dependência global da natureza nos espreme e força a conectar cada vez mais. De nossa parte, nós resistimos a esse processo e tendemos a romper as fronteiras desde dentro. Estas duas tendências evolutivas criam um fenômeno que chamamos de crise.

Devido à globalização, nós podemos prover a todos com as coisas essenciais. No entanto, nenhum de nós realmente quer ficar conectado com os outros. Assim, o nosso desejo de viver uma boa vida se transforma em aflição.

É de conhecimento comum que as comunidades têm influência sobre fornecedores públicos, empresas de serviços, etc. Se vivêssemos numa cidade pequena, seriamos capazes de fazer muitas coisas boas para os outros moradores.

Nós estabeleceríamos preços rígidos para os fabricantes e vendedores de alimentos, bem como para aqueles que vendem eletricidade, gás e água. Os preços dependeriam exclusivamente de nós, já que seríamos os principais compradores. Então, nós seríamos os únicos que teriam o direito de exigir e definir preços.

Se criássemos uma ou várias comunidades no ambiente contemporâneo, competiríamos com a abordagem capitalista egoísta que tende a tomar tudo de nós, querendo tirar vantagem de nós com indisfarçável agressão e cinismo. A nossa situação atual nos permite escolher a quem nos dirigir a fim de organizar as nossas vidas da melhor maneira possível.

As coisas podem ser organizadas de forma que as comunidades serão as encarregadas de organizar suas vidas. Isso significa que elas não contratarão empresas de serviços ou firmas se segurança; em vez disso, elas vão criá-las de uma forma nova. No entanto, a primeira coisa que as pessoas devem fazer é estabelecer uma conexão mais estreita entre si, de modo que a sua unidade as molde de acordo com a natureza global. Não é uma tarefa fácil de alcançar.

De KabTV “Uma Nova Vida” 10/08/14

As 72 Receitas Para Um Destino Maravilhoso

Dr. Michael LaitmanPergunta: Há muitos anúncios que oferecem o uso dos nomes sagrados do Criador, a fim de mudar o nosso destino. De acordo com a Cabalá, há 72 nomes sagrados para o Criador, cada um dos quais tem um poder especial que pode ajudar a pessoa num determinado aspecto.

A indústria como um todo se desenvolveu em torno disso, incluindo a produção de diferentes enfeites e objetos. O que está por trás de tudo isso? Qual é o segredo dos 72 nomes do Criador sobre os quais a sabedoria da Cabalá fala?

Resposta: Um nome sagrado é uma receita de acordo com a qual a pessoa pode executar com precisão uma ação espiritual. Por exemplo, é como uma receita de bolo, de acordo com a qual você pode fazer um bolo assim como sua mãe costumava fazer quando você era uma criança. Você pode saboreá-lo e confirmar que ele é realmente o mesmo bolo.

Os 72 nomes sagrados são uma receita de acordo com a qual nós assamos nosso bolo. Eles nos instruem como avançar corretamente ao longo do caminho certo ao mesmo destino, ao mesmo objetivo que temos que alcançar. Nós temos que chegar à última série nesta escola, quer queiramos ou não, e passar todos os exames, a fim de obter o nosso certificado de graduação. Só então estamos prontos para a vida.

Se você pegar os componentes da receita que estão incluídos nos 72 nomes e executar as ações especificadas, você irá alcançar um estado em que vai ser capaz de gerir o seu destino. Esta receita pertence a você e os componentes estão dentro de você.

Isso se refere a diferentes atributos que você tem, os quais devem estar conectados de modo que você vai ter um bolo maravilhoso que leva o seu nome. Este será o resultado de seus dez anos de estudo.

Pergunta: Será que isso significa que eu uso os meus poderes mentais, meus atributos internos, e de alguma forma os preparo e os asso juntos e obtenho um bolo maravilhoso que tem o meu nome?

Resposta: No final, uma nova pessoa sai do forno, e esta é a sua oportunidade de gerir o seu destino.

Pergunta: Mas se eu não tenho nenhuma receita, não sei que componentes usar e como preparar o bolo corretamente, o bolo que sai é intragável?

Resposta: Infelizmente, isso é o que vemos nos dias de hoje. Se nós vivemos hoje sem pensar, sem saber o objetivo, a nossa vida não leva a nada de bom.

A sabedoria da Cabalá não tem apenas 72 nomes, mas também muitos conselhos, fórmulas e outras condições que a pessoa deve ter em todos os níveis de seu avanço. Ela nos adverte o que devemos temer, do que devemos nos manter longe, e, por outro lado, do que devemos nos aproximar e o que realizar.

A pessoa passa por todo o currículo, como em diferentes níveis na escola onde ela aprende vários assuntos diferentes. Gradualmente, esses temas convergem e formatam a pessoa, permitindo-lhe compreender, ver e conhecer. Ela começa a encontrar o seu caminho em torno da biologia, geografia e história, e, gradualmente, todos esses assuntos convergem e a ajudam a compreender a natureza. Então, ela estará preparada para estudá-la de forma geral e globalmente.

De KabTV “Uma Nova Vida” 21/12/14

Diferentes, Mas Iguais

laitman_423_01Pergunta: Todas as pessoas são diferentes por natureza. Uma é sábia e ágil, enquanto outra é preguiçosa e tola. De acordo com o grau de maturidade de uma pessoa, estas características são expressas mais e mais, e, como resultado, a pessoa tem realizações materiais mais elevadas, enquanto que outra não tem dinheiro para comer. A própria natureza criou diferenças como estas numa sociedade. Isso é dado.

Como a sociedade deve se relacionar com o fraco se ela afirma ser socialmente “progressista”? Afinal, os fracos não recebem qualquer pagamento na natureza. A sociedade precisa apoiá-los e assegurar-lhes as necessidades mínimas para a existência?

Resposta: Sim, e, em geral, cabe a nós começar a se relacionar com pessoas totalmente diferentes. Elas devem ser integradas num sistema único de educação que melhora as atitudes sociais de modo a começar a se preocupar com a sociedade em geral, sua florescente e saudável unidade social, a conexão inclusiva entre todos, e a responsabilidade mútua.

Cabe à liderança nacional tomar para si a organização de um sistema como este. A aprendizagem não será limitada pelo tempo. Afinal, o ego desperta mais e mais dentro da pessoa, e deve ser constantemente equilibrado pela educação adequada.

Portanto, se a pessoa estuda regularmente, ela melhora e se encontra numa sociedade que a pressiona e exige sua participação consciente e útil, direcionada a um objetivo na vida social. Portanto, cada pessoa deve ser receber um padrão de vida mínimo que seja suficiente para existir.

Pergunta: O que é esse mínimo? Como seria a minha vida se eu recebesse uma bolsa como essa?

Resposta: Eu recebo apoio suficiente para manter a minha família, para criar e educar meus filhos até eles amadurecerem. De um modo geral, eu vivo com a dignidade da merecida segurança social. Ela vem a mim, porque eu sou parte da sociedade e me preocupo com isso e seu desenvolvimento.

Pode ser que alguém com deficiência seja apenas capaz de se sentar num depósito e trazer ferramentas de lá ou de realizar outros trabalhos simples. A sociedade o coloca num lugar onde ele seja capaz de ser útil. Além disso, ele é educado e educa seus filhos também.

Por tudo isso, a pessoa recebe um “salário mínimo”, mas isso é o suficiente para manter a existência de sua família com respeito e cuidado com todas as suas necessidades.

Agora, suponha que ela tenha um vizinho de sucesso, bem estabelecido e profissional. Ele é muito útil para a sociedade, desenvolve novos dispositivos e tecnologias, ou é um líder no comércio de grande escala. Ele consegue tudo o que precisa para o seu trabalho. Será que ele ainda precisa de algo diferente para sua casa e família que seu vizinho humilde?

Pergunta: A humanidade nunca construiu um sistema social como este. Afinal de contas, de acordo com a nossa natureza, nós queremos sempre mais do que aquilo que temos.

Resposta: É exatamente isso que alcançamos com a educação, que vai ser maciça, permanente, sob pressão, colocando tudo no lugar.

Graças a isso, nós alcançamos a igualdade geral. Esta não seria uma igualdade forçada que já se esgotou no século passado. Pelo contrário, é tal igualdade, onde cada um tem tudo o que precisa para existir em dignidade e para proporcionar uma vida boa, florescente e organizada para seus filhos.

Além disso, em relação ao resto dos impulsos egoístas – inveja, luxúria, honra, e assim por diante – a pessoa vai realizá-los também, mas para o bem da sociedade. O ambiente em si, a atmosfera social encorajadora, vai obrigá-la a agir dessa forma. Ela simplesmente vai ter vergonha de se destacar com suas exigências excessivas, através das quais é como se ela estivesse roubando abertamente dos outros.

Eu repito, numa sociedade como esta, cada um vai se preocupar em viver com dignidade, garantindo o desenvolvimento pessoal e profissional de seus filhos, mas apreciando a si mesmo não de acordo com a sua riqueza, não de acordo com sua fama ou superioridade sobre os outros, mas de acordo com seu investimento na sociedade. Além disso, em geral, a sociedade preserva um padrão uniforme de vida.

De kabTV “Uma Nova Vida” 23/12/14

Uma Geração De Sábios

Laitman_083Pergunta: O que eu devo fazer se quero mudar meu destino através da sabedoria da Cabalá? Eu devo pedir isso para os Cabalistas que possuem essas forças?

Resposta: Em primeiro lugar, você mesmo precisa aprender a sabedoria da Cabalá. A pessoa chega a Cabalá porque quer aprender sobre o seu destino.

Pergunta: Se a pessoa estuda Cabalá, ela consegue a força para mudar seu destino?

Resposta: Claro que não imediatamente, mas com o tempo, ela vai ser capaz de fazer isso. Ela estuda para fazer isso.

Pergunta: E, se eu pedir a outro Cabalista para mudar meu destino, ele vai ser capaz de fazer isso?

Resposta: Não, isso é impossível. Você precisa aprender a mudar seu destino. Um Cabalista pode influenciar o seu próprio destino, mas não o de outra pessoa. Afinal, todo mundo tem que mudar seu próprio destino por sua própria correção.

Para isso, nós existimos neste mundo para atingir o estado desejado, passando por todas as fases intermédias de nosso desenvolvimento. Nós passamos por esse processo de desenvolvimento como uma criança na escola que deve estudar. Ela ainda vai aprender, seja forçada pela vara, constantemente recebendo punição, ou vai se tornar mais inteligente, vai fazer sua lição de casa e se formar com distinção, sentindo o amor de todos e curtindo a vida.

Nós podemos concluir deste exemplo que precisamos conhecer todo o nosso programa pessoal, bem como o programa geral, que forma desejada nós precisamos atingir. Quer gostemos ou não, seremos obrigados a chegar a isso como definido em nosso destino.

O destino desce até nós desde cima, como para uma criança que não é perguntada se quer ir para a escola ou não. Ela deverá entrar na escola, uma vez que existe a lei do ensino secundário universal. No entanto, cabe a você como você vai estudar pessoalmente. Se você é inteligente e percebe que não há escolha e que você deve concluir o ensino médio, então você tenta aprender o que é exigido de você em cada etapa. Você tenta fazer tudo o que é necessário, mas na forma mais conveniente.

Alternativamente, você pode até encurtar o seu tempo de estudo e se formar antes do tempo, em sete ou oito anos, em vez de dez.

Pergunta: Portanto, a própria pessoa deve examinar o programa geral e, assim, ser capaz de se integrar melhor nele. Se eu pedir a bênção de um grande Cabalista, como isso vai afetar a minha vida?

Resposta: Isso tem apenas um efeito psicológico. Um Cabalista não pode afetar o seu destino, seja no bom ou mau sentido. Afinal de contas, ele não pode privá-lo de uma oportunidade de aplicar o seu próprio esforço; ele não pode roubar a sua liberdade de escolha, o seu trabalho, através do qual você deve mudar a si mesmo. Da mesma forma, os pais não podem fazer a lição de casa para o seu filho, passar nos exames, e se formar na escola em vez dele.

No entanto, a pessoa acredita que a bênção de um grande homem vai trazer-lhe sucesso. Isto lhe dá confiança, como uma criança que se sente confiante sob o cuidado dos pais, e, uma vez que a pessoa se acalma, ela realmente se recupera, se preocupa menos com seus problemas e resolve-os. Por isso, ela acha que a bênção ajudou.

No entanto, isso é apenas um efeito psicológico; não muda o destino. Apenas a própria pessoa pode mudar seu destino, cada um devido a seus próprios esforços. Só assim ela pode mudar o seu destino, avançando do ponto de partida até o fim.

Comentário: Portanto, a fim de mudar o destino, eu devo evoluir como pessoa. Eu mesmo devo me familiarizar com o plano de desenvolvimento e ver o meu lugar nele.

Resposta: Isso se tornou possível somente em nossa geração, mas não antes. No passado, as pessoas não perguntavam sobre isso. Elas só viviam e pronto. Cem ou duzentos anos atrás, apenas certos homens sábios, filósofos ou psicólogos questionavam a finalidade da criação do ser humano.

A pessoa vivia sem fazer perguntas. Ela sabia que se seu pai era um ferreiro, ela também se tornaria um ferreiro, e depois seu filho. Então, isso passava de geração em geração. Tudo mudou apenas recentemente, nas últimas décadas.

Pergunta: Será que isso significa que as pessoas estão ficando mais inteligentes de geração em geração e que hoje nós recebemos oportunidades para alcançarmos o mesmo poder sobre nossas vidas que milhares de anos atrás estava disponível somente aos maiores sábios?

Resposta: Sim, a humanidade evoluiu tanto que hoje em dia as pessoas comuns estão no mesmo nível de desenvolvimento em que há dois mil anos só grandes sábios como Aristóteles, Platão, e assim por diante, estavam.

De KabTV “Uma Nova Vida” 12/12/14

Separar-se Da Infância

Laitman_115_05Duas ideologias, hebraica e grega, colidiram nos dias dos Macabeus. A primeira falava do bem ao próximo, a segunda falava do benefício pessoal em detrimento de outros.

Este conflito é ainda relevante hoje. Afinal, a abordagem judaica não é uma abstração; é um caminho altamente específico e prático para os tempos modernos. Esta não é apenas uma percepção do mundo, mas também instruções para o uso diário.

Nos dias dos Macabeus, estas instruções lhes permitiram vencer a guerra espiritual para a percepção do mundo, para a relação com a natureza, com a pessoa, com a sua existência e essência, e mais importante, com a sua meta de vida. Os gregos viam o propósito da vida como um sucesso material, um bom corpo, e os Macabeus, pelo contrário, destinavam-se a elevar o espírito para o bem do por que uma pessoa vive.

Pergunta: Por que a vitória dos Macabeus foi temporária?

Resposta: Porque há um programa da criação de acordo com o qual nós deveríamos resistir por algum tempo antes da destruição do Segundo Templo.

Em geral, ao longo da história, a humanidade se desenvolve aumentando o egoísmo, enquanto o povo de Israel se desenvolveu espiritualmente desde o tempo de Abraão, passando pelo Egito, a construção do Primeiro Templo, e depois, o retrocesso ocorreu a partir deste elevado nível espiritual até o colapso do Segundo Templo há dois mil anos; isso não acabou com a nossa tendência de unir em prol da revelação do Criador.

Em cada geração o egoísmo crescente nos divide cada vez mais, e hoje nós vemos em primeira mão que não há um povo assim, mas apenas uma coleção de exilados.

Tudo é construído no programa de desenvolvimento do mundo. Por outro lado, é dito que no final do século XX nós começamos a trabalhar na integração do povo, onde em nossa unidade nós revelamos a força superior. Mas vai ser uma libertação completa, na medida em que vamos levar toda a humanidade a nos seguir.

Em geral, o termo “libertação” significa a revelação da força superior. No curso de seu desenvolvimento, a humanidade deve formar a capacidade de revelar o Criador (Bore), que significa “venha e veja” (Bo-re). Em outras palavras, nós precisamos nos desenvolver num determinado processo até chegarmos ao estágio em que “vemos” o Criador e O revelamos em todas as sensações formadas.

Tendo chegado a esta fase, as pessoas se sentem vivendo numa dimensão mais elevada, fora do corpo. O corpo está lá, mas a sua importância é reduzida; ele desaparece. Agora, as pessoas empregam diferentes sentimentos, o sentimento de doação, amor e união entre si. Então, todos os pequenos sentimentos egoístas relacionados com o corpo animal, nossos relacionamentos primitivos, gradualmente se dissipam.

Precisamente na medida em que nós amadurecemos, a infância e a adolescência passam. Ao longo do tempo, nós deixamos os nossos jogos e a diversão juvenil na caixa de areia.

A mesma coisa vale para o caminho espiritual; começando o “jogo” no mundo superior, nas forças superiores, ao sairmos do corpo humano, nós revelamos a realidade superior. Então o nosso passado, os jogos “infantis” se desvanecem e dissipam.

De KabTV “Uma Nova Vida” 14/12/14

Uma Solução Brilhante Para Todos Os Tipos De Problemas

laitman_530Pergunta: Suponha que uma tarefa seja imposta a um grupo de três pessoas. Cada uma tem seus próprios cálculos, conhecimento, tarefa e experiência. Elas podem realizar o trabalho de qualquer jeito, mas também podem criar uma inteligência em grupo. Todo o tempo, ao aumentar as conexões emocionais, elas aumentam sua capacidade de pensar. Existe algum limite para esse processo?

Resposta: Sim. E aqui é muito importante verificar quais são os obstáculos acima dos quais as pessoas se conectam. Se é difícil para elas ficarem mais próximas umas das outras por causa do comportamento desagradável entre os membros do grupo, os conflitos internos e as rejeições, mas, apesar de tudo isso, conseguem se conectar acima disso, então a diferença entre o nível em que o ego está no controle e a altura que se elevam acima dele para alcançar a unidade lhes dá uma intensa conexão emocional.

Pergunta: Assim, para obter uma solução brilhante, eu devo reunir os trabalhadores mais egoístas num único coletivo. O que eles devem fazer para se unir?

Resposta: Ansiar por um único sentimento mútuo. Isso significa que cada um pensa positivamente nos outros, submete e contrai-se, ergue-se acima de seus sentimentos pessoais, e começa a amar o outro como se esse o outro fosse a pessoa mais próxima a ele.

Ele vê no outro a pessoa mais maravilhosa e ideal e quer fazer o bem para ela de qualquer maneira possível. Ao mesmo tempo, ele não oblitera o sentimento de ódio; em vez disso, constrói conscientemente uma conexão de amor acima dele.

Para isso, nós realizamos uma série de encontros especiais onde esclarecemos como cada um deve subir acima de si mesmo, contrair seu ego sem obliterá-lo, mas só contrair sua atividade. É assim que precisamos nos anular, a fim de sermos incluídos nos outros e senti-los como eles são e não como nos parece que são. Eu quero ser incluído com outra pessoa, como se não sentisse nada em relação a ela, nem amor nem ódio. O que ela quer? O que ela ama, o que ela odeia, o que lhe atraí? Quais são as suas tendências, preferências e planos? Eu quero apreciá-la; isso é o principal.

Pergunta: Aprender sobre um colega ou dois no trabalho não é difícil. E se somos dez, isso significa que eu tenho que apreciar cada um deles?

Resposta: É isso mesmo! Cada um se anula para sentir os outros. E no próximo exercício eu não preciso me anular, mas sim me sinto maior do que todos vocês, pronto para satisfazer todos vocês.

Segue-se que para verificar o que falta ao outro, eu devo me reduzir e ser incluído com ele sem o meu ego. Eu devo ser como um sensor indetectável, criando nenhuma interferência. A fim de preenche-lo, eu preciso usar toda a minha capacidade. Isto significa que, na minha capacidade de preencher, eu já sou maior do que todos. Eu não sou o menor no grupo, mas sim o maior. Então eu tenho uma influência positiva sobre eles.

Pergunta: Como é que, graças à atmosfera de boas atitudes entre nós, nós alcançamos as melhores soluções?

Resposta: A ideia não é na atmosfera. A capacidade de construir um novo sentimento integral e uma nova inteligência integral acima da natureza que separa cada um de nós, é isso que importa! Crie algo semelhante à natureza coletiva que me possibilite encontrar uma solução num nível superior ao nível em que cada um de nós se encontra, mesmo que ele seja Einstein.

De KabTV “Uma Nova Vida” 26/01/14

Reinstale-se

laitman_537Pergunta: O senhor diz que os Macabeus estavam lutando por uma abordagem espiritual, altruísta para o bem do mundo e para o bem do lugar da pessoa nele. Como exatamente a realidade espiritual está conectada às relações entre eu e as outras pessoas?

Resposta: Ela determina o princípio “Ama o próximo como a ti mesmo”. A pessoa chega a uma percepção da realidade externa onde começa a colocar o outro acima de si mesma. Esta é a diferença entre a abordagem judaica e a abordagem grega. É por isso que os Macabeus estavam lutando.

Bem, hoje a abordagem egoísta é típica de todos, incluindo os judeus.

Pergunta: Como essas duas abordagens estão conectadas a um relacionamento com o Criador se, em princípio, isso se refere às relações entre pessoas?

Resposta: Eu tento sair do meu ego, dos meus interesses pessoais em relação aos outros. Nós construímos relacionamentos como estes num grupo, onde os amigos se tornam mais importantes aos meus olhos que eu para mim mesmo.

Todos em nosso grupo querem atingir a percepção de uma realidade superior, mas para isso é preciso ir além dos limites dos nossos cinco sentidos corporais, elevando-se acima deles. E nós nos elevamos quando colocamos um novo sentido baseado na doação acima da nossa percepção egoísta, no amor ao próximo.

Os Cabalistas descreveram este trabalho de uma forma muito precisa e clara. E se agimos desta forma, nós descobrimos entre nós que algum tipo de força altruísta nos cerca e nos envolve. Anteriormente, ela evitava a nossa percepção, ao passo que agora nós sentimos que devemos descobrir e senti-la.

Por isso eu devo me tornar como ela, aquirir um poder semelhante de doação e amor. Somente de acordo com mudanças internas como estas eu posso sentir a força superior que habita fora. Caso contrário, eu simplesmente não posso absorvê-la, eu sou cego a ela.

Porém, primeiro nós nascemos como “gregos”, cada um se concentrando em si mesmo. Isto é totalmente natural, e não pode ser de outra forma. É dito: “… a imaginação do coração do homem é má desde a sua mocidade” (Gênesis 8:21) e, ainda, é dito: “Eu criei a inclinação ao mal” (Kiddushin 30b). Em outras palavras, é especificamente a criatura, o ego, a inclinação ao mal, que domina cada pessoa.

A sabedoria da Cabalá diz que é necessário superar essa essência, transformar o ego, e em vez de odiar o outro, amá-lo.

Pergunta: Para quem é projetada essa “atualização do sistema operacional”? É apenas para os judeus ou para todos?

Resposta: É para todos. Cada um está pronto para isso se tem a inclinação e unidade apropriadas para isso. Gradualmente, com o desenvolvimento geral da humanidade, vamos chegar a um momento em que essa inclinação será despertada em muitos. Todos poderão, e, finalmente, cada um será obrigado a fazer um “upgrade” (atualização). A partir do estágio atual, ao longo de várias gerações, todos chegarão a isso.

Pergunta: Suponha que uma pessoa, em seu trabalho sobre si mesma, consegue criar uma mudança interior como essa. O que ela obtém disso?

Resposta: Ela adquire a vida em outro mundo, onde só o poder da Luz habita, ou seja, o poder de doação e não o poder de recepção. A pessoa se identifica com ela e se encontra num mundo que é todo bem. Não há mais a concorrência; não existe o mal, mas apenas eternidade e perfeição.

Isto é o que nós adquirimos quando mudamos a nós mesmos, elevando-nos acima da vida e da morte, acima do mal rumo ao bem.

Este “upgrade” não é percebido por ninguém de fora, não é por meio de um “clique” em algum supercomputador; sim, nós mesmos o realizamos. Eu faço tudo por mim mesmo, consciente e deliberadamente, e assim eu sinto e adquiro toda a realidade da criação.

De KabTV “Uma Nova Vida” 14/12/14

O Direito De Mudar Seu Destino

laitman_259_01Pergunta: Quando uma pessoa ouve sobre Cabalá, ela é principalmente surpreendida pelo fato de que recebe a oportunidade de mudar o seu próprio destino. Cada um de nós quer evitar as vicissitudes da vida, miséria, problemas com ganhar a vida, com saúde e família, em todas as áreas de nossas vidas. A Cabalá é tão poderosa que permite que uma pessoa controle o seu próprio destino e mude isso?

Resposta: Eu estou contente que mais e mais pessoas perguntam sobre como é possível mudar seu destino, sobre se há essa possibilidade, se é real. Isto levanta várias questões:

  • Nós estamos nas mãos do acaso, nas mãos de um destino cego ou esse destino é pré-planejado e projetado para nos levar a uma meta?
  • Será que temos a capacidade de influenciar esse destino? Afinal de contas, nós sentimos que estamos completamente à sua mercê.

Há inclusive pessoas que podem prever o futuro. Eu conheci pessoalmente algumas dessas pessoas e posso confirmar que elas têm feito previsões corretas, que mais tarde foram cumpridas. Elas tiveram uma premonição do que iria acontecer em poucos anos.

Isto é, todos os eventos já estão registrados num determinado programa acima de nós. E depois ele é baixado como a execução de um programa de computador. Nós estamos neste programa e estamos nos movendo de acordo com ele.

O destino realmente existe, e hoje estamos mais convencidos de que estamos em suas mãos. Anteriormente não conhecíamos as leis da natureza, as forças que atuam nela, e não éramos capazes de lidar com os problemas e doenças. Vivíamos isolados uns dos outros: país de país, continente de continente, e, portanto, não sentíamos que não estamos no controle de nossas vidas.

Hoje, a situação é diferente: a humanidade tem suficiente poder, conhecimento, inteligência, capacidades, desejos e necessidade interior de gerir a sua vida. Mas nós vemos que não somos capazes disso. É só um milagre que nós estamos fazendo de tudo para melhorar a nossa vida, e isso não funciona; só fica cada vez pior.

Anteriormente não era assim, mas hoje em dia, nós descobrimos a nossa total impotência e incapacidade de controlar de alguma forma o nosso próprio destino. E aqui surge a pergunta: será que é possível influenciar o destino?

Em cada geração, há visionários que podem revelar o futuro e dizer o que vai acontecer. Mas uma coisa é prever o destino, e outra coisa é muda-lo. Ninguém é capaz disso. Se alguém lhe promete isso, você precisa ter muito cuidado.

Pergunta: Acontece que o destino é como o roteiro pronto de um jogo, o qual é, então, apenas realizado. E há pessoas que são capazes de prever o destino, mas nenhuma delas pode mudá-lo. A Cabalá permite que a pessoa veja o próprio destino e, mais importante, mude-o?

Resposta: A Cabalá é a ciência que, em primeiro lugar, destina-se a revelar o programa de criação para nós, isto é, o processo que estamos atravessando. Este processo nos controla, levando a algum objetivo, de geração em geração. Tudo começou com o início da criação, ou seja, antes do surgimento do nosso universo, e vai nos levar até o fim da criação, quando o mundo inteiro passa para a próxima forma, diferente da atual.

A sabedoria da Cabalá fala apenas sobre parte do programa geral. O programa em si é muito mais amplo e abrange outras dimensões, além do tempo, espaço e movimento. Mas a sabedoria da Cabalá diz o que precisamos fazer aqui, enquanto existimos no chamado “este mundo”: como podemos mudar o nosso destino nesta vida. Ela nos permite mudar os nossos estados a cada momento para que todos fiquem melhor, nós mesmos, nossos filhos e netos.

A Cabalá é uma ciência muito prática e destina-se ao uso prático.

A Cabalá diz que há o destino e tudo o que nele está escrito deve acontecer. Mas nós podemos mudar a natureza da passagem desses estados. Suponha que eu sou uma criança cujos pais a enviaram para a primeira série, e não tenho escolha; agora tenho que estudar nesta escola durante dez anos, até me formar.

Porém, depende de mim como esses 10 anos vão passar para mim: de forma amorosa e agradável ou de forma terrível e dolorosa, se vou sentir me bem ou mal, se vou buscar punição ou premiação. Isso é chamado de mudar o próprio destino.

Pergunta: Acontece que o roteiro já foi escrito, e de acordo com ele, eu deveria estar na escola. Mas depende de mim como vou me sentir nesta situação pré-determinada?

Resposta: Depende de mim como este programa atuará em mim, de acordo com o quanto vou estudar e usá-lo.

De KabTV “Uma Nova Vida” 21/12/14