Textos na Categoria 'Educação'

A Rede Que Vive E Respira

laitman_550Pergunta: Eu concordo que a salvação da nação de Israel está em nossa unidade, e eu estou tentando estabelecer boas relações com as pessoas em casa e no trabalho, mas vejo que mesmo os conflitos mais banais anulam imediatamente todos os meus esforços e levam à raiva e disputas.

Então, como eu posso alcançar esta unidade se não sou justo e facilmente explodo no momento em que alguém me corta na estrada?

Resposta: A sabedoria da Cabalá não é sobre as relações simples entre nós, mas sobre algo totalmente diferente. Ela ensina que se quisermos ver o mundo corretamente, devemos agir como se estivéssemos unidos, especialmente nesses casos, quando a raiva e insatisfação irrompem em nós.

Se há um conflito na estrada, no trabalho ou na família, e sabemos como trabalhar acima de todas essas interrupções, intensificando a conexão entre nós, a nossa unidade é estreitada por essa conexão e começamos a sentir como esse mundo é construído. Nós vemos como todos os elementos da natureza estão conectados, e começamos a ver e sentir que esta rede vive e respira.

Nós descobrimos que estamos todos nela, ligados por conexões sem fim, e que a distância entre nós não é vazia, mas sim como o ar cheio de ondas de rádio em todas as frequências ultra e infra. Nós descobrimos que estamos todos conectados e que esta conexão está em movimento contínuo, numa dinâmica especial.

Nós sentimos o fluxo da vida nessa conexão, e começamos a afetar a conexão entre nós e, consequentemente, o nosso destino. É porque o bom destino depende de nossas relações mútuas, e essa mudança está em nossas mãos. Então, não teremos que brigar com nossos vizinhos e seremos capazes de resolver todos os problemas pelas boas conexões entre a nação israelense.

Nós não teremos que depender das políticas de governos estrangeiros como Estados Unidos, Rússia e França. Nós podemos corrigir todo o mundo através do reforço e da intensificação da conexão entre a nação judaica. É disso que trata a sabedoria da Cabalá. Os judeus receberam essa oportunidade, e por isso é doloroso ver como estamos destruindo nossa própria vida e a vida de todo o mundo.

O mundo entende que a nação de Israel pode melhorar a vida de todos e que não o faz, e assim culpa os judeus por todos os seus problemas. Na verdade, a nação judaica é que pode afetar a rede de conexões entre todas as nações e tornar maravilhosa a vida de todos neste mundo.

Do Programa da Radio Israelense 103FM, 08/02/15

Dê: Para Encontrar A Fonte Da Felicidade Em Si Mesmo!

laitman_568_01Nas Notícias (de Psychologies): “A felicidade para nós é habitualmente medida pelo capital. Nós acumulamos na forma de coisas, a ganhamos e recebemos como presente. Essa felicidade mensurável pode ser mostrada para os outros e avaliada.

“Mas quanto mais nos concentramos em coisas que nos dão prazer, mais rápido a sensação desaparece e perde o seu valor. Um dos grandes paradoxos da ciência da felicidade é a condição em que a pessoa dá e ao mesmo tempo sente satisfação máxima.

“Estudos mostram que ao exercitar regularmente a bondade para com as pessoas, a nossa visão da fonte da felicidade muda. Nós podemos encontrá-la dentro de nós mesmos. Essa sensação de poder, a capacidade de influenciar o mundo ao nosso redor e, assim, levá-lo ao bem nos impulsiona a fazer o bem repetidamente”.

Meu Comentário: Isso é verdadeiro e simples: dê, então encontre a fonte da felicidade em si mesmo!

Uma Pergunta Que Conduz À Vida Eterna

Laitman_109Pergunta: Eu cresci numa aldeia, e desde então tenho estado muito conectado à natureza. Quando você olha para uma flor ou uma nuvem no céu, você vê que não há dúvidas; elas habitam em tranquilidade e bondade em seu lugar.

Você se pergunta: “Então, onde eu estou? Por que não há harmonia e beleza como essa na minha vida?” Por que os seres humanos, as criaturas mais desenvolvidas da natureza, são ao mesmo tempo as mais miseráveis?

Resposta: Quanto mais desenvolvida a criatura, mais ela sofre. As pedras sofrem? Sua força interior age para mantê-las sob essa forma, e isso é tudo. As plantas já sofrem, pois são desenvolvidas. Elas exigem chuva, sol e calor, sofrem de frio, e estão sujeitas a todos os tipos de pressões externas.

No entanto, para os animais, é ainda pior. Eles precisam fugir de coisas o tempo todo para se proteger e procurar comida constantemente. A natureza não os provê com tudo em abundância. Eles devem estar preocupados com eles mesmos.

Para o ser humano, como está escrito: “… a sua mão será contra todos, e a mão de todos contra ele…” (Gênesis 16:12). Ele realmente depende de tudo, embora seja o mais desenvolvido de todos.

Pergunta: Mas por que a vida é tão difícil para as pessoas? Minha esposa trabalha num jardim de infância e diz que a cada ano que passa, as crianças são mais miseráveis. Suas vidas são tão difíceis como se já desde tenra idade elas sofressem, vivendo sob constante pressão, se relacionando entre si com violência, e em nenhum lugar há uma boa atmosfera, nem em casa e nem no jardim de infância. Por que vivemos sob pressão constante?

Resposta: É para nos levar à meta da criação. Nós precisamos nos fazer perguntas difíceis, viver vidas difíceis, caso contrário não a alcançamos. Isto é especialmente verdade em nossos tempos, pois no final do século XX nós chegamos a tal ponto no desenvolvimento humano sobre o qual os Cabalistas falaram: do ano 1995 em diante, a humanidade entrou no período da vinda do Messias. O Messias (Mashiach) não é uma pessoa num burro branco como muitos supõem. Pelo contrário, é uma força que atrai e nos leva ao próximo nível de desenvolvimento.

Pergunta: Essa é a meta da criação sobre a qual você falou?

Resposta: Sim, nós precisamos alcançar o estado de Adam, o nível de “Homem”.

Hoje, nós vivemos de acordo com o nível bestial e não de acordo com o nível humano, na medida em que estamos preocupados apenas com nossos corpos e como construir o nosso ninho, a nossa casa. Será que alcançamos o sentido da vida com isso? Todo o sentido da nossa existência para nós é como organizar nossas vidas, que é no que se envolvem também os animais.

Em comparação com eles, em resumo, nós somos organismos mais complexos, mas não mais do que isso. Nós não nos tornamos mais felizes que isso porque não atingimos o sentido da vida. Nós não sabemos por que nascemos, como vivemos, quem nos gere, e o que acontece depois da nossa morte.

Pergunta: A pessoa nasce para sofrer?

Resposta: Não, é exatamente o contrário! Todos os sofrimentos que nós sentimos são apenas a força da natureza nos empurrando para alcançar a totalidade, harmonia, felicidade e Luz.

Pergunta: É importante que nos perguntemos sobre o sentido da vida?

Resposta: Sim, porque durante a sua vida neste mundo, você pode sair para o nível do mundo eterno, como está escrito: “Você vai ver o seu mundo em sua vida” (Masechet Berachot 17a).

As pessoas que começam a estudar a sabedoria da Cabalá chegam a essa pergunta: “Qual é o sentido da minha vida?” A pessoa deve perguntar isso! Mesmo que tudo seja bom com ele, ela pergunta: “Então, com tudo isso, para que estou vivendo?”.

Ela quer saber por que tudo é organizado dessa forma. Ela não tem uma resposta, e não sabe como se orientar. Levantar-se pela manhã, ir trabalhar, voltar para casa à noite, e o que mais? Ela quer saber que talvez exista um objetivo mais nobre, de modo que possa justificar sua existência, porque é muito difícil dizer que eu vivo apenas para prover a minha família e que os meus filhos vivem só para isso.

Nós já nos desenvolvemos a tal estado onde devemos nos perguntar sobre o sentido da vida, e encontrar uma resposta para isso.

Do Programa da Rádio Israelense 103 FM, 18/01/15

Alcançar A Felicidade

laitman_558Opinião (Hugh Mackay, pesquisador social, autor de doze livros, incluindo cinco best-sellers): “Eu, na verdade, ataco o conceito de felicidade. A ideia de que – eu não me importo de que as pessoas sejam felizes –, mas a ideia de que tudo o que fazemos é parte da busca da felicidade, me parece uma ideia muito perigosa e conduziu a uma doença contemporânea na sociedade ocidental, que é o medo da tristeza. É uma coisa realmente estranha que estamos agora vendo as pessoas dizendo ‘Escreva 3 coisas que o fez feliz hoje antes de ir dormir’ e ‘anime-se’ e ‘felicidade é nosso direito’ e assim por diante. Estamos meio que ensinando nossos filhos que a felicidade é o valor padrão –é lixo. Nós deveríamos estar lutando por integridade e parte disso é tristeza, decepção, frustração e fracasso; todas essas coisas que nos fazem quem somos. Felicidade, vitória e realização são pequenas coisas boas que nos acontecem também, mas não nos ensinam muito. Todos dizem que podemos crescer com a dor e assim que experimentam dor dizem ‘Rápido! Sigam em frente! Animem-se!’ Eu gostaria de ter apenas um ano de moratória da palavra ‘felicidade’ e substituí-la pela palavra ‘integridade’. Pergunte-se ‘isto está contribuindo para minha integridade?’ e se você está tendo um dia ruim, que seja….”.

Meu Comentário: A Cabalá oferece a relação com o mundo na linha do meio — para determinar tudo de acordo com os benefícios da conquista da meta da existência, que é a convergência de felicidade e dificuldades. Mas é necessário revelar o verdadeiro propósito que pode estar apenas acima da vida que leva a esta meta e comparar o que está acontecendo com a aproximação do alvo.

As Metas Pessoais Permanecerão Na Sociedade Do Futuro?

laitman_244Pergunta: Na sociedade do futuro, construída sobre as leis espirituais e operando como um único corpo, todas as metas pessoais permanecerão com a pessoa ou haverá apenas metas coletivas?

Resposta: Tudo o que é relevante para os nossos corpos físicos será disposto de maneira mais simples, porque todos os desejos e metas ligados à existência corpórea pertencem ao nível animal. Certamente, todos precisam de nutrição, sexo e família, e você dispõe tudo isso, mas não mais do que o necessário.

Afinal, nada vai lhe interessar além de atingir a meta no grupo, em sua sociedade. Lá, no seio da sociedade, você vai sentir que sua vida está em outro nível, no nível espiritual, humano. Portanto, a nossa vida física será muito simples.

Pergunta: No novo mundo haverá cientistas, professores e músicos? Digamos que eu sou um violinista, será que eu terei uma meta pessoal?

Resposta: A sua meta será a de tocar violino da forma mais bela e melhor, a fim de estar integrado na sociedade e causar conexão entre as pessoas. Afinal de contas, se você trouxer benefícios para a conexão geral e fortalecê-la, vai alcançar sua meta pessoal: viver em cada um.

Pergunta: A nossa meta é sentir a nós mesmos conectados como um homem com um coração?

Resposta: Esta não é uma meta, mas um meio. A meta é sentir a fonte da vida e sentir que eu sou útil a todos quando eu amo os outros como a mim mesmo.

Pergunta: A meta de um violinista é tornar-se o melhor intérprete. Qual será o seu objetivo no mundo corrigido?

Resposta: Será também tornar-se o melhor violinista! No entanto, hoje para você o significado de “ser o melhor” é ganhar muito dinheiro e respeito. Assim, o ego empurra-o para ser o melhor com uma meta pessoal pragmática.

No entanto, no mundo do amanhã, você terá um desejo de se tornar o melhor violinista não para o ego, mas a aprtir do amor pelos outros. O que motiva você não é o amor próprio em detrimento de outros, mas o desejo de servir as pessoas. Tudo é completamente diferente: desde o início do trabalho até o seu fim.

Esta abordagem possibilita que você sinta toda a criação através do coração e da mente da sociedade. Então você vai ver o mundo superior. Você não vai sentir o mundo animal, como faz hoje; um mundo que é percebido através dos cinco sentidos, visto que nossos corpos pertencem ao nível animal. O novo mundo será sentido através dos cinco sentidos coletivos que são construídos depois de reunir todos os desejos e as paixões dos amigos.

Portanto, você vai sentir o mundo num nível superior. Em vez dos habituais sentidos (visão, audição, olfato, paladar e tato), os sentidos chamados de Keter, Hochma, Bina, Zeir Anpin, e Malchut serão criados com você.

De KabTV “Uma Nova Vida” 29/04 /14

Sentidos Do Grupo

laitman_938_04Nosso avanço no mundo moderno é diferente do que era no passado, visto que não há necessidade de lutar por alimentação, abrigo, cuidados de saúde, e assim por diante. Nós já organizamos as condições necessárias para a nossa existência física. Portanto, os golpes virão da conexão errada entre nós, da sociedade e das disputas nacionais.

Basicamente, as deficiências não serão mais físicas; não será uma sensação de fome ou desconforto, mas uma sensação de peso e vazio na vida, que as pessoas vão tentar suprimir com drogas e álcool. A vida vai se transformar numa direção completamente diferente, se não começarmos com a correta educação e formação.

O problema é que a pessoa não vê a meta a sua frente.

Pergunta: Quais objetivos estarão a nossa frente no novo mundo?

Resposta: Para ver isso, há a necessidade de um novo sentido: um sentido do “grupo”. Este sentido será descoberto como resultado da conexão entre as pessoas. Nós estamos entrando num estágio de desenvolvimento tal que não podemos ver qualquer meta adequada diante de nós, se não nos provermos com o grupo ou sentidos sociais.

Eu devo observar as coisas não através dos meus olhos, mas através dos olhos do grupo; devo ouvir não com os meus ouvidos, mas com os ouvidos do grupo. É necessário criar a imagem de uma pessoa formada de uma multidão de pessoas ansiando em se conectar juntas em algum tipo de todo. Eu começo a ver a vida, suas metas e os meios para atingi-las, através desta imagem coletiva. Tudo é somente através deste sentido coletivo.

Pergunta: Será que todas as metas pessoais permanecem para mim?

Resposta: A metas pessoais permanecerão apenas no caso de que estejam incluídas nas metas do grupo. Eu não posso realizá-las aparte dos outros. A meta pessoal só pode existir dentro do grupo e pode ser alcançada por meio da participação em grupo.

Pergunta: Mas o grupo não é composto por indivíduos?

Resposta: As pessoas individuais vão desaparecer dentro de um grupo que tem uma meta comum. É claro que todo mundo vai estar preocupado com o que é fundamental para sua existência: sua casa, sua família. No entanto, se nós estamos falando da meta da vida pela qual a sua alma anseia e pela qual ela direciona todos os seus pensamentos, aspirações e anseios, o objetivo será dentro do grupo.

Afinal, uma pessoa vai alcançar a vida numa dimensão mais elevada através do grupo. Ela vai começar a diferenciar entre a vida sentida pelo corpo físico e a vida que é sentida pela conexão com os outros, ou seja, através da alma. Esta é uma vida completamente diferente num nível totalmente diferente de existência, com outras metas, realizações, e poderes.

Assim como um gato não pode entender uma pessoa, neste momento também não somos capazes de compreender esta imagem comum que todos nós construímos juntos quando nos conectamos corretamente.

De KabTV “Uma Nova Vida” 29/04/14

A Confiável Arma Da Bondade

laitman_938_03Pergunta: Como nós podemos explicar ao público que podemos sentir a força que nos dá a sensação do sentido da vida na conexão entre nós?

Resposta: Nós sentimos o sentido da vida na conexão entre nós, onde a força superior da natureza é revelada. Toda a natureza é doação e, portanto, esta força de doação criou toda a criação.

Somente a força única da doação opera no universo, desde o Big Bang até o dia de hoje, e nós somos o seu resultado. Se aprendermos a conviver com essa força, viveremos uma vida boa.

É porque nós vemos que a vida é dedicada a reviver a matéria. Se soubéssemos como aderir a essa força, realmente nos tornaríamos eternos. Nós não simplesmente prolongaríamos a nossa vida como a medicina nos permite fazer nesses dias para viver até a idade de 200 anos, uma vez que isso não tem sentido.

Nós podemos alcançar a eterna existência com a condição de que nos aproximemos desta força de doação. Isso só é possível de acordo com as leis da física, com a condição de que nos equivalemos a ela e nos tornemos iguais a ela.

Só há um meio que podemos usar, a fim de nos assemelhar a ela, o qual está em contraste com a nossa natureza: começar a unir e conectar. Esta é a razão para a atual crise que nos obriga a unir. Mas podemos evitar o golpe, avançando e alcançando a unidade sem esperar que a força do mal se aproxime de nós.

O mesmo calor maravilhoso e agradável que sentimos quando nos conectamos durante o workshop não é apenas agradável, mas, na verdade, tem um grande poder que pode curar muitos problemas em nossa vida. Nós podemos sentir esse calor em toda parte: nas nossas relações com os outros, nas lojas, no trabalho, na família, na comunicação com as crianças.

Nós podemos trazer esse calor para as salas de aula nas escolas onde nossos filhos estudam, podemos trazê-lo para o trabalho, para a rua, para o governo e para o mundo inteiro, a fim de direcioná-lo para nós de uma forma amigável. Nós podemos trabalhar com essa força, usando-a como uma boa arma, como um remédio geral, que cura todas as doenças do mundo.

Nós podemos prometer às pessoas que vamos demonstrar como a força da conexão cura as nossas relações com as crianças na próxima vez que nos encontrarmos. Qualquer pessoa que tenha relações ruins com seus filhos vai querer melhorá-las. Quando os deixamos, nós lhes damos Reshimo de Hitlabshut (reminiscências), uma sensação de calor, por um lado, e por outro lado, Reshimo de Aviut (espessura), um pouco de fome e apetite para o nosso próximo encontro.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/05/14, Escritos do Rabash

Garantia De Felicidade

laitman_285_01Pergunta: Descobriu-se que os laços sociais em nossas vidas têm uma influência muito forte sobre o quão feliz nos sentimos na vida. Se pessoas otimistas e alegres me cercam, elas influenciam o meu humor e eu me sinto feliz.

Quanto mais amigos eu tenho, melhor me sinto. Isso ainda tem um efeito positivo na saúde. É claro que ao ter um monte de amigos, a pessoa pode contar com o seu apoio, tal como a assistência na busca de um emprego, bem como com o dinheiro. No entanto, por que as relações públicas ocupam um lugar central entre todos os fatores que influenciam a felicidade?

Resposta: Essa é a lei da natureza. Todas as suas partes – começando com as menores partículas elementares nos átomos até as enormes acumulações de matéria, estrelas, todo o sistema ecológico integrado, toda a simbiose da natureza inanimada, vegetal e animal – vivem e se movem numa única direção: na direção de compostos cada vez mais sofisticados e complexos.

Um grau de conexão e comunicação entre todas essas partes da natureza determina o nível de vida, sentimentos, impressões e a capacidade de sobreviver, de nos proteger. Quanto mais desenvolvida é a comunicação na sociedade, maior é a nossa capacidade de compensar e corrigir o problema em alguns sistemas em detrimento de outros.

Nós os construímos à semelhança do nosso corpo, que é capaz de equilibrar-se e superar os problemas, doenças e vírus, e tudo isto é devido ao grande número de ligações. Em qualquer célula do corpo, não há nada de especial quando vistas separadamente.

Uma vez que todas estas células estão conectadas entre si por ligações recíprocas e multilaterais, elas sempre podem se apoiar mutuamente. Há sempre a oportunidade de ajudar as partes problemáticas do corpo dentro do sistema para superar a doença, restaurando o equilíbrio nela.

O corpo monitora constantemente todas as suas partes e aloca recursos de acordo com o grau de importância em cada uma delas e a necessidade de sua existência. Se pudéssemos nos mover para a mesma forma de relações na sociedade humana, atingiríamos o equilíbrio completo, uma economia social e psicológica bem equilibrada e uma família harmoniosa.

Há uma falta das conexões corretas para alcançar isso. E, vice-versa, você pode ver que outros sistemas nós precisamos a fim de construir uma harmonia global baseada nas ligações já construídas. Assim, as conexões recíprocas começam seu trabalho, permitindo-nos saber quais partes do sistema precisam de mais desenvolvimento para melhorar nosso ambiente, a sociedade e as pessoas nele.

De KabTV “Uma Nova Vida” 17/10/13

Como Ter Sucesso Na Escola Da Vida

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu sou uma pessoa prática real que não acredita em qualquer poder superior ou outra coisa. Eu só quero saber como governar a sorte (destino).

Resposta: Você pode governar a sorte se mudar a si mesmo, para ser como o poder da sorte.

Pergunta: E se eu sou um ateu, será que posso governar a boa fortuna de acordo com o seu método?

Resposta: Isso não está relacionado à fé. É uma técnica com a qual as pessoas práticas e pragmáticas que querem ter sucesso na vida chegam a um resultado muito mais rápido.

Pergunta: Como posso governar a sorte?

Resposta: A força que move você ao longo da vida não muda. Você tem que se tornar como essa força. Assim como uma criança que não quer ir para a escola tem que mudar seu ponto de vista, sua direção.

A criança precisa ver que se ela muda para caber no grau em que se encontra, não quer mudar o grau de acordo com ela, mas, se ela se senta calmamente e estuda, faz o seu dever de casa, então ela pode alcançar um grande objetivo como resultado.

Pergunta: Pelo que eu entendi, o objetivo de toda essa escola da vida é me ensinar a amar?

Resposta: É verdade; não há nada além disso. Está escrito: “‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’ é a principal regra de toda a Torá”.

O que se pode ganhar com isso? Ao alcançar as propriedades do amor, você se conecta a um poder superior e alcança o mesmo estado em que esse poder reside na eternidade e perfeição, sem quaisquer restrições.

Pergunta: Quem é o poder supremo no seu exemplo sobre a escola? É o principal?

Resposta: Imagine que há alguém acima do diretor da escola, eterno e perfeito. E ele deseja que você alcance a mesma condição que ele, para se tornar eterno e perfeito, à custa de suas mudanças internas, de sua transformação interna. Quando? Aqui e agora! Afinal de contas, não há tempo e tudo depende do seu esforço e perseverança.

Pergunta: O que é o poder superior?

Resposta: Um poder superior é a força abrangente, única da natureza, além da qual não há nada. E nós estamos todos nela. Nós só existimos porque essa força é o poder do amor e doação, e nós devemos atingir o mesmo estado em que ela reside.

Nós vamos alcançá-la, uma vez que devido a essa força nós recebemos a Torá, a chamada Luz que Reforma, o método da Cabalá, através do qual podemos mudar a nós mesmos facilmente e nos tornarmos como o poder da sorte.

Qualquer pessoa que queira governar a sorte tem que vir para a Cabalá, e aprender como ter uma boa sorte o tempo todo.

De KabTV “Uma Nova Vida” 08/01/15

Família: Uma Massa De Concessões Mútuas

Laitman_095Pergunta: Se nós quisermos falar com o público em geral sobre o tema da família, por onde é preferível começar a conversa na aula introdutória?

Resposta: É preferível começar a conversa com uma explicação sobre a natureza dos homens e a natureza das mulheres, pois isso proporciona certo fundamento. Mas vale a pena abrir a explicação sobre a sua natureza à distância. Este é um assunto muito sério.

Primeiro de tudo, é preciso explicar que uma família não é construída no amor, mas no respeito mútuo, no complemento mútuo, na amizade e ajuda mútua, no anseio de compreender o outro, e a principal e mais importante coisa na qual a família é construída é a concessão mútua.

A verdadeira conexão entre um homem e uma mulher é construída na concessão mútua. De forma alguma nós vamos corrigir o parceiro; nós não tentamos falar sobre seus defeitos; pelo contrário, nós o aceitamos como ele é, e tentamos nos tornar alguém que o complementa.

Uma pessoa é uma entidade egoísta direcionada ao benefício pessoal dentro de si mesma. Quando alguém está ao lado dela e ela não pode explorá-lo em todos os momentos para o seu próprio benefício, é como se ela acumulasse cargas elétricas e, assim, centelhas começassem a “voar” entre eles, pois o outro é também um egoísta.

Será que nós podemos existir juntos em paz numa situação como esta? Por um período particular, quando o amor nos deslumbra, nós estamos cheios de felicidade e prontos para qualquer coisa. No entanto, quando isso passa e o véu do amor cai de nossos olhos, eu percebo que estou vivendo ao lado de um egoísta como eu, embora pensasse que tudo seria para mim e para o meu bem, e que as coisas seriam boas e agradáveis com a minha outra metade. No entanto, de repente, tudo é o oposto. Por isso, é necessário organizar tudo de maneira diferente, e não sob a influência da insanidade do amor que nos entorpece, mas com a sanidade do conhecimento.

Como nós podemos coexistir pacificamente? Então, gradualmente, nós levamos as pessoas a começar a discutir a relação complicada entre elas de forma neutra, discutindo apenas como fisiologia.

Elas não devem olhar para uma família em particular, mas geralmente esclarecer o que é uma família, o que é um ser humano, e isso as levará para longe de si mesmas, as levará para fora, uma vez que se houver um problema como este com todas, elas estão falando de um problema geral. Elas reduzem a tensão interna entre si e vão para a filosofia, onde falam de maneira geral e descobrem a natureza de um homem e uma mulher.

Elas são semelhantes em alguns aspectos e diferentes em outros. Elas são semelhantes na medida em que ambas são egoístas, e elas são diferentes em que o ego é expresso de um modo diferente em cada uma delas de acordo com cada um dos seus sistemas hormonais e psicológicos.

Depois disso, nós podemos ir ao próximo problema, o problema do casamento. O casamento é uma aliança; é uma aliança complementar: eu preciso dela e ela precisa de mim.

Quando nós entendermos isso, será claro para nós que a essência da nossa natureza é a recepção: eu sempre quero receber do parceiro. É assim que começamos a ensinar às pessoas os fundamentos da sabedoria da Cabalá.

Não há nenhuma provocação aqui! Eu quero roupas limpas, que o jantar esteja pronto, uma habitação arrumada. E o meu parceiro quer ver um homem na casa, um marido e um pai com tudo o que está envolvido nisso. É possível satisfazer as exigências do parceiro? Será que queremos fazer isso?

Visto que em geral nós dois estamos trabalhando, temos filhos, obrigações particulares depois do trabalho (banco, fazer compras, etc.), será que é objetivamente possível exigir do nosso parceiro o cumprimento de todas as nossas demandas?

Se nós vemos a lista de exigências mútuas, entendemos que, de fato, nunca nos conhecíamos. Eu não entendia o que ela queria de mim; afinal de contas, isso não é da minha natureza. Ela nunca me disse nada; em vez disso, esperava que eu achasse isso por mim mesmo.

É assim que mostramos às pessoas que o problema numa família é que somos egoístas: cada um de nós se senta e aguarda que o outro o satisfaço, mesmo quando ele não diz nada sobre isso. Assim, ele está constantemente ferido com antecipação de quando seu parceiro vai finalmente entende-lo.

Esta forma está completamente errada. Não vamos começar a nos aproximar de acordo com a lista de exigências: eu concedo – ela concede; eu faço algo por ela – ela faz algo por mim. Mesmo que vejamos as listas de cada um, não podemos nos prender a elas.

Vamos fazer isso de forma mais simples: nós começamos a conceder e a agradar um ao outro, nos transformamos em amigos que se ajudam mutuamente. Eu penso no que fazer por ela, ela pensa no que fazer por mim; nós começamos a jogar um jogo chamado “o método das concessões mútuas”. Este é um jogo, mas nós entramos nele. Cada um pensa em como dar ao parceiro o que ele agora gostaria de obter de mim.

Se nós nos comunicamos num formato como esse, começamos a educar e a internalizar dentro de nós esse hábito de conexão mútua, e, como resultado disso, algo chamado “amor mútuo” é criado entre nós. Este não é o mesmo amor onde nos beijamos à luz das estrelas, mas o amor que aparece numa base de concessões mútuas. Nós o construímos em nós mesmos e, depois, criamos algo compartilhado, não “ele” e “ela”, mas uma coisa chamada “família” ou “casal”.

A questão principal aqui é mostrar ao parceiro que mesmo que eu esteja fervendo de raiva e discordância com ele, eu faço um esforço para me voltar a ele calmamente, como se nada tivesse acontecido.

As concessões são realizadas subindo-se sobre o meu ego. Eu não escondo isso de forma a ensinar o outro, a dar-lhe um exemplo. E se um dos parceiros não está pronto para subir sobre si mesmo, o outro deve ajudá-lo.

A pessoa deve se transformar em alguém que inclui dentro de si pelo menos duas imagens. Uma imagem é que no presente momento eu estou odiando a minha outra metade. No entanto, por outro lado, apesar disso, eu me identifico com ela de forma correta, boa, suave, e, assim, ela vê que eu estou subindo sobre mim mesmo.

Nós temos que jogar com isso. Não temos outra opção para salvar a família. O ego tem crescido. Se não agora, então em mais alguns anos as pessoas não serão capazes de viver uma com a outra. Elas devem entrar nesta imagem e experimentá-la de modo que uma impressão disso vai permanecer nelas.

Depois disso nós lhes damos a lição de casa: até amanhã não digam uma palavra ruim ao outro, mas sim sorriam e obtenham prazer com a subida interior e a luta consigo mesmo.

Depois de tudo, todos obtêm prazer, primeiro por subjugar a si mesmos; e, segundo, com isso eles se conectam com outras pessoas, que lhes dão prazer adicional que eles não experimentaram antes. Em outras palavras, eles têm um componente espiritual aqui.

A família é uma massa que é criada seguindo as concessões mútuas, e como resultado, elas produzem uma conexão que é chamada de “amor”. O amor é criado somente quando entendemos como depende de nós completar um ao outro e tentar fazer isso.

O que significa “E amarás o teu amigo como a ti mesmo”? Eu tomo seus desejos e tento satisfazê-los. Ela toma os meus desejos e tenta me satisfazer.

Mas nós não falar com eles sobre isso; em vez disso, nós simplesmente os trazemos às concessões mútuas, às ações de acordo com a sabedoria da Cabalá no âmbito da família.

Aos poucos, a nossa antiga natureza desaparece em algum lugar lá dentro e sobre ela é construída uma camada de um novo relacionamento mútuo, que se torna a nossa realização comum, a posse, um tesouro da família. Depois disso, a partir dele o amor nasce. Isso é chamado de amor verdadeiro: “E amarás o teu amigo como a ti mesmo”.

De uma Palestra sobre a “Família” 28/05/14