Textos na Categoria 'Disseminação'

Transição Para Uma Ordem Mundial Altruísta

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como você vê a transição para uma nova ordem mundial altruísta?

Resposta: Por si só, o mundo não pode facilmente chegar a um estado em que começa a reduzir a produção de commodities, consumo e serviços a limites razoáveis, pois a economia simplesmente morreria. As pessoas não saberiam o que fazer e se rebelariam.

Assim, o capitalismo terá que manter artificialmente o emprego das pessoas e encontrar algo para mantê-las ocupadas. Apesar de tudo, isso seria um grande problema. Haveria rebeliões, manifestações, guerras civis, inclusive guerras mundiais, até que a humanidade chegasse à decisão de que deve ser educada novamente para alcançar uma nova ordem mundial em que fabrique apenas o que é necessário, e as pessoas que são liberadas do trabalho estivessem envolvidas na educação integral. Ou, é possível dizer desta forma: todo o resto estará envolvido com o trabalho espiritual de acordo com a regra geral, “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.

A sabedoria da Cabalá não recomenda esperar até que o sofrimento obrigue a pessoa a pensar e chegar ao entendimento de que precisa de uma nova educação e fazer algo sobre si mesma. A sabedoria da Cabalá oferece uma maneira científica para chegar agora a este estado, o que significa compreender que o futuro da humanidade está apenas no consumo moderado e racional de tudo o que uma pessoa precisa para uma existência normal.

O resto de seus recursos e possibilidades devem ser direcionados para a criação de uma única sociedade onde o Criador será revelado, porque, desde o início, ela existe neste mundo apenas para esse fim.

Nós temos que ser capazes de mostrar e dizer a todos que não há nenhuma outra maneira e isto é o que a sabedoria da Cabalá oferece. Nós estamos agora diante de dois caminhos: o caminho natural, na forma de “em seu tempo”, que é a forma de golpes terríveis até que nos tornemos mais inteligentes, ou ir no caminho certo e inteligente, consciente, que é o que a sabedoria da Cabalá oferece. Com isso, nós mesmos nos reeducamos não pela força, mas ao começar a mudar o mundo, ou seja, ao reduzir progressivamente o seu consumo e produção em conformidade e ao providenciar uma distribuição igualitária para todos em conformidade, e assim por diante.

Não há nenhum caminho egoísta suave em direção a este estado, uma vez que o caminho egoísta é dirigido à produção excessiva. Desta forma, ele contradiz o nosso apelo para fornecer quantidades racionais de alimentos, produtos e serviços.

De Acordo Com A Ordem Do Dia

laitman_214Pergunta: Nós temos dado toda a nossa força e investido toda a nossa alma na correção do mundo, mas é claro que é impossível fazer qualquer coisa enquanto a Luz Superior não vier nos ajudar. Nós temos feito essa grande obra em Israel, mas até agora não tivemos sequer sucesso em fazer um buraquinho na abertura de canais de comunicação entre nós. O que mais pode ajudar se não a oração?

Resposta: Em primeiro lugar, nós temos que nos sentir responsáveis por tudo o que está acontecendo, o que significa reconhecer que o estado e a correção do mundo dependem de nós. Então, as coisas vão se mover. O problema é que nós somos impermeáveis ​​a tudo que está acontecendo; não entendemos e não sentimos que estamos no centro de todos os problemas.

Estas não são apenas palavras bonitas e uma autocrítica. Realmente, nós só devemos declarar isso: nós somos os únicos que têm o método da correção, as explicações, uma organização e um sistema.

Se não percebermos isso em nós mesmos, não estaremos preparados para começar uma retomada para extinguir a pressão e o ódio, e então não teremos o direito de existir. Nesse caso, nós estamos desperdiçando nossas forças e recursos para nada. Se não podemos ativar a nós mesmos corretamente, não há justiça nisso.

Pergunta: Onde é melhor para realizar a disseminação de modo que nossos esforços sejam mais úteis: entre os judeus israelenses ou árabes?

Resposta: Como não há tempo a perder, nós temos que trabalhar apenas entre o público israelense, com aqueles que têm o livre arbítrio para se juntar a nós, os desejos de Galgalta ve Eynaim (Keter e Hochma).

Pergunta: Nós estamos falando do povo de Israel, mas todos os nossos amigos no nosso grande grupo Gabalístico mundial também pertencem a “Israel” no sentido espiritual. Como podemos trabalhar juntos, em parceria?

Resposta: Tentem elevar uma oração comum, organizar workshops e atividades de disseminação generalizada, tanto quanto possível em todas as nações do mundo, especialmente entre os judeus. Nós somos obrigados a realizar ações para elevar a consciência com força total.

Se nós disseminarmos com toda a nossa força, então todo o resto virá de Cima. Esta é a ordem do dia. Nós já estamos prontos para isso. Quantas vezes nós podemos ler os mesmos artigos? Chegou a hora de começar a inverter a tendência negativa para uma positiva e correta.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/11/14, Escritos do Baal HaSulam

Levar Luz Para O Mundo

laitman_568_01Pergunta: Nós temos um problema ao expressar o papel da nação de Israel corretamente. É dito que nós devemos ser uma “Luz para as nações”, mas o que isso significa?

Resposta: “Luz para as nações” não se refere às conquistas científicas. Baal HaSulam diz que, nesse sentido, nós somos os alunos das nações, elas desenvolveram a ciência e nós só nos juntamos ao processo.

Isso não é o que se espera de nós. Alguém já nos agradeceu pelos nossos prêmios Nobel ou pelas nossas descobertas científicas? Ninguém vai nos agradecer ou realmente apreciar isso, mas só irá atribuir intenções maliciosas a nós. As nações do mundo não apreciam tudo o que temos contribuído para a humanidade, exceto a Luz que Reforma. Elas não se relacionam com nada, exceto ela.

Vocês querem o reconhecimento: “Olhem para o que temos dado ao mundo, que medicamentos temos desenvolvido ou que tecnologias nós inventamos…”. “E daí? Muito bom. Nós vamos aos seus hospitais para o tratamento”. Elas não respondem internamente ao fato de que parece que estamos fazendo um favor, ajudando e cuidando delas. Nós inclusive tratamos nossos inimigos, mas ninguém sente que nos deve algo. Nós esperamos uma atitude positiva em retorno, mas as nações não sentem nenhuma necessidade disso.

Não é porque elas são ingratas. A questão é que nós temos que lhes dar algo que seja totalmente diferente. Em tudo o mais que nós lhes damos, é como se estivéssemos pagando uma dívida em vez de realmente dando-lhes algo.

Nós podemos baixar os impostos para o setor árabe, ou comprar nossos “primos” com diferentes bônus e pavimentar toda Jerusalém Oriental com o ouro, mas isso não seria presente para eles. Este é o erro que o governo está fazendo, pensando que esta é a forma como vamos assegurar o apoio dos árabes. É errado.

Os árabes exigem de nós algo que é totalmente diferente, e eles não precisam de nada, exceto isso. É assim que uma pessoa se sente de acordo com a raiz da sua alma: ela tem que receber a Luz que Reforma de nós, e nós, por outro lado, fechamos a torneira e a sufocamos.

Para tudo o resto, por sua boa vida no Oriente Médio em fúria, eles nunca nos agradecerão. Eu repito, não podemos culpá-los por serem ingratos. Nossos presentes simpesmente não são o que realmente devemos dar a eles. Eles recebem isso como algo que devemos a eles, como se pagássemos uma dívida.

Nós temos que realmente esclarecer esta questão. Muitos já se ofereceram para dar-lhes mais, para que eles pudessem apreciar os benefícios da conexão conosco… de jeito nenhum !! A menos que nós dermos a eles a Luz que Reforma, a sua atitude em relação a nós não vai mudar.

O mesmo vale para o mundo inteiro. Não faz diferença que desculpas nós temos e o que podemos dizer sobre a nossa contribuição, o mundo não precisa dela. As pessoas não vêem isso como uma coisa boa. Nós temos que dar ao mundo algo que seja totalmente diferente e por isso temos que nos preocupar e fazer isso: dar ao mundo a Luz que Reforma.

Quando eu leio os jornais e vejo a abordagem geral de nossa política interna, percebo que ela está totalmente distorcida de cima para baixo. É tudo mentira e as pessoas não entendem o que está acontecendo.

Não deem nada aos árabes, exceto a Luz que Reforma e vocês verão os resultados. Assim, eles não vão nos enganar e não vão jogar um jogo sujo. É porque nós vamos obrigá-los pela Luz, e não haverá nada a temer. Deem-lhes a Luz e eles serão seus, não só como “primos”, mas como verdadeiros irmãos. Abram as fronteiras, derrubem as barreiras, sintam-se livres, e vocês verão como eles olham para vocês. Mas nós estamos fazendo exatamente o oposto…

Baal HaSulam escreve sobre isso na “Última Geração”: os judeus deveriam apresentar diante dos gentios uma novidade na sabedoria da religião, na justiça e na paz. Nisso, a maioria dos gentios é nossos discípulos e esta sabedoria é atribuída somente a nós.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/11/14, Escritos do Baal HaSulam

De Onde Vem A Luz Que Reforma?

Pergunta: Quais ações de doação estamos realizando agora, antes de entrar no mundo espiritual?

Resposta: No momento nossas ações estão em nos preocuparmos que os amigos devem vir para a aula, e, em apoiar um ao outro, manter alto o espírito do grupo, e dar um exemplo para os outros a respeito de quanto nós ansiamos pela meta e quanto nos preocupamos com a organização de nosso centro, de modo que vamos ser capazes de estudar e manter diferentes atividades e eventos lá, a fim de alcançar a adesão com o Criador.

Disseminação e estudo no campus, etc., são todas ações de doação. Nós realizamos muitas ações de doação, mas faltam-lhes as intenções certas. Este é o nosso principal problema. As pessoas constantemente me perguntam: “O que mais deveríamos fazer a fim de doar mais, a fim de fazer mais?” [Leia mais →]

Reunir As Rosas Entre Espinhos

Dr. Michael LaitmanÉ dito que o povo de Israel foi para o exílio para unir as almas do mundo a si mesmo. Isto significa que há muitas centelhas espirituais que precisamos encontrar e prender a nós mesmos. Isso acontece no momento em que Israel está entre as outras nações.

Estar no exílio não se refere a uma presença física num lugar estranho, mas a uma queda do grau de doação e amor. No entanto, a iluminação passa por Israel às almas das nações do mundo, que começam a despertar as centelhas, as almas para quem é hora de juntar os desejos de Galgalta ve Eynaim e tornar-se Israel (aspirar direto ao Criador).

Elas não se juntam a Israel desde o início, nem a partir do momento em que Abraão começou a reunir este povo na Babilônia, mas mais tarde, e em outras gerações. Mas durante este processo, há escrutínio e escolha dos desejos adequados, em prol de que o povo de Israel foi para o exílio.

O exílio não aconteceu porque o povo de Israel precisava ser corrigido. Pelo contrário, Israel tanto se corrigiu, que no momento do exílio foi capaz de conectar os desejos adicionais, os genes espirituais que estão entre as forças egoístas (Klipot).

É necessário tratar todos os representantes de outras nações que hoje se juntam a Israel em conformidade. Este é o nosso trabalho no exílio, e ele poderia terminar rapidamente. Tudo depende do nosso trabalho com as almas que despertam. Portanto, especial respeito, amor, e o desejo de se aproximar deles são necessários.

Noite, escuridão e exílio representam o tempo de trabalho. Neste momento, existem certas ocultações pelas quais nós podemos fazer contato com as centelhas dentro das forças egoístas. Ao conectá-las a nós, nós exigimos nossa ascensão coletiva. Mas nós queremos subir apenas por elas e não para nós mesmos.

Se o povo de Israel se entrega para a correção do mundo, então o exílio é longo. Na verdade, com isso nós percebemos o nosso verdadeiro destino. Nós somos apenas o meio que se destina a atrair todos os desejos adequados para a correção das profundezas do egoísmo. Israel é um adaptador, um guia, pronto para descer ao mar das forças impuras para retirar centelhas espirituais.

Assim, é tão importante disseminar e trabalhar com todos os nossos grupos de todo o mundo, todos os amigos. Isso é chamado de trabalho na escuridão, no exílio.

O Rav Chaim Vital escreve sobre isso em seu livro Os Oito Portões dos Escritos do Ari. Qual é a razão para o exílio do povo de Israel entre as nações? O fato é que Adam HaRishon incluía todas as almas e todos os mundos. E depois de suas transgressões, estas almas caíram nas forças egoístas e se dividiram em 70 nações. Por isso, Israel precisa revelar essas forças dentro de cada nação e reunir todas as rosas das almas santas espalhadas entre os espinhos. Os sábios disseram que Israel foi para o exílio só para conectar as almas dos povos do mundo a si mesmo.

Isso prova que o trabalho que fazemos em disseminação é o mais correto, e nós precisamos investir ainda mais esforços nisso. Nós devemos tratar cada pessoa que quer se juntar a nós, como aqueles que estão agora na Convenção Europeia em Verona, como fortes participantes, que necessitam muito fazer o trabalho do Criador.

De fato, por causa dessas almas, Israel passa por um exílio longo e terrível. Tudo isso é para espalhar um pouco de Luz entre estas almas, chegar mais perto delas, e ser capaz de elevar-se da escuridão junto.

Israel mergulha nos desejos egoístas (Klipot) e retira as centelhas espirituais. Mas, ao mesmo tempo, Israel é apenas um intermediário, e, na realidade, o Criador precisa das almas de outras nações. Afinal, elas são os verdadeiros vasos onde a Luz da Hochma se veste.

Israel pertence somente a Galgalta ve Eynaim, os desejos de doar. Nossa função é doar em prol da doação, oferecendo às outras nações a força com a qual elas serão capazes de receber a Luz a fim de doar.

Portanto, noite e dia, exílio e libertação, são conceitos relativos. Tudo depende de como a pessoa os percebe, já a noite e o exílio não são necessariamente maus momentos. Estes foram os períodos originalmente planejados no processo que estamos passando e temos que usá-los para o nosso trabalho.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/11/14, Shamati # 16

Alcançar O Céu

Dr. Michael LaitmanNa época que o povo de Israel deixou a Babilônia, havia duas tendências. Desde então, essas duas tendências, esses dois mundos, têm existido um dentro do outro. Os judeus foram misturados com humanidade, e ao mesmo tempo, não se dissolveram nela. Eles se espalharam, mas não conseguiram desaparecer; pois em sua fonte, eles são uma sociedade completamente diferente, que está conectada e ligada entre si de outra forma.

Essas duas tendências não podem se misturar. O povo judeu e os outros povos têm tais fontes naturais e espirituais diferentes que uma separação muito clara e tangível existiu e ainda existe entre eles. Isso é impossível de descrever e compreender.

Houve um tempo em que a Babilônia, o berço da humanidade, era como uma família. Depois, ocorreu uma grande erupção do ego e o Rei Nimrod chegou ao poder. A Babilônia, de maneira fundamental, se tornou a capital de todo o avanço daqueles tempos: do misticismo, do oculto, etc.

A Babilônia estava realmente no centro da humanidade. E neste centro, um pequeno ponto foi criado. Era o sacerdote babilônico chamado Abraão, seu pai Tera e seu avô Naor. Eles eram grandes mestres da sabedoria, homens cultos, astrólogos e cientistas. Eles formavam uma família muito educada para aqueles tempos.

De repente, na Babilônia, problemas e diferenças de opinião emergiram. A erupção do ego separou as pessoas e causou brigas, conflitos, lutas entre irmãos, e outros problemas que não existiam no passado. Uma necessidade foi descoberta por tribunais, advogados, guardas, policiais, etc. De fato, os princípios capitalistas de repente começaram a se materializar.

A família de Abraão participou ativamente disso, porque estava essencialmente envolvida no trabalho ideológico com a população.

Assim, os babilônios atingiram uma situação em que decidiram construir a Torre de Babel, o que significa que alegoricamente ela chegou aos céus. Sua arrogância cresceu em dimensões tais que o seu poder, eu diria, a sua audácia e ousadia, explodiu tanto que eles queriam alcançar as estrelas.

Abraão começou a investigar o assunto, porque este assunto tocou-lhe diretamente. Eu acho que ele começou sua investigação por razões totalmente egoístas. Afinal, se as pessoas queriam alcançar as estrelas, isso ameaçava sua profissão, riqueza, poder e autoridade.

Pergunta: Então, no início Abraão decidiu ir num caminho científico simples?

Resposta: Ele tinha que resolver este problema. As pessoas primeiro se voltavam a ele para aconselhamento sobre problemas simples diários: será que elas deveriam irrigar os campos ou não, deveriam ir à pesca ou esperar, quem deveria se casar? Elas perguntavam coisas assim. Mas as pessoas se tornaram tão egoístas, tão imersas no narcisismo, e tão seguras de si, que era como se parassem de sentir uma necessidade por ele.

Abraão sentiu que elas o evitavam, e esta situação ameaçava seu futuro.

Compreensivelmente, eu estou exagerando um pouco, mas, em princípio, deve-se notar que no início ele era um egoísta comum. Ele fazia estátuas de ídolos e as vendia lucrativamente para a comunidade, que as adoravam. No final, todos lucravam com isso, já que a comunidade recebia um sentimento de segurança e Abraão recebia seu lucro.

De repente, as pessoas deixaram de estar satisfeitas com estátuas. Elas sentiram que estavam acima delas. Isso estava ameaçando o próprio Abraão, o seu futuro, a sua profissão e seu status. Então ele começou a investigar o que aconteceu.

É necessário dizer que, em seu coração, ele era um verdadeiro investigador. Em outras palavras, a verdade era mais importante para ele do que seu ganho pessoal.

Quando ele explorou a natureza do fenômeno que havia encontrado no ambiente da Babilônia, Abraão viu uma tendência muito interessante no desenvolvimento do ego. Durante este processo, as pessoas começaram a negligenciar seus ídolos, pois seu ego se tornou como um deus para elas. E nesse sentido, a satisfação, o desejo e a glorificação do ego substituiu todos os outros cultos.

Na era moderna, nós vemos os mesmos processos em todo o mundo. Por que as pessoas se afastam da religião? Porque o ego cresceu nelas. “O que eu tenho que ver com a divindade que está sentada quem sabe onde, se tenho a minha própria divindade: meu ego, meu eu, que é mais importante para mim do que qualquer outra coisa?”

Até agora, judeus e cristãos têm se afastado de sua religião em massa, e no mundo muçulmano, a luta contra o fundamentalismo está acontecendo, uma vez que também estão passando por um processo que os afasta da religião. Quanto aos indianos, eles também têm a mesma luta, mas em silêncio e de forma encoberta. Sua forma é um pouco diferente, mas também está levando ao mesmo objetivo.

Não há nada a fazer sobre isso, uma vez que esta é a forma universal de desenvolvimento. No entanto, uma vez que cada nação tem uma finalidade diferente, isso se expressa de diferentes maneiras.

De qualquer forma, o ego se tornou uma nova religião. Isso é apenas como era no antigo Egito, quando o Faraó disse: “Quem é o Criador para que eu ouça a sua voz? Eu mesmo sou supremo”.

Isso é também o que aconteceu na antiga Babilônia. Quando Abraão investigou este fenômeno, ele descobriu sua essência: o ego cresceu para tais dimensões que se tornou a imagem ativa central, o poder supremo. Mais elevado na hierarquia da adoração pessoal: para mim não há nada maior do que o meu ego.

E assim Abraão pensou: Como, em geral, é possível enfrentar esse ego?” Suponha que ele realmente é a coroa da criação, o poder supremo da natureza. Na verdade, pelo que eu vejo, a impressão é criada de que o ego humano domina tudo. Ele destrói e constrói; tudo de bom e tudo de ruim é feito apenas por ele, com a sua ajuda, e por sua causa. Mas se o seguirmos cegamente, vamos destruir tudo e aniquilar uns aos outros e toda a civilização”.

Isto é o que Abraão viu. E ele foi ajudado pelo rei Nimrod que ofereceu a sua própria solução: separar-se e distanciar-se um do outro, para acalmar as coisas, e espalhar-se por todo o espaço compartilhado.

Nimrod foi muito inteligente. Ele entendeu que não podia fazer nada contra o que estava acontecendo por si mesmo. Assim, ele trabalhou em prol do processo de separação.

Mas Abraão olhou para a frente: “Ok, vamos nos dispersar. E o que vai acontecer em seguida? Afinal de contas, esta é apenas metade do trabalho. Nós realmente devemos acalmar os babilônios que anteriormente viviam como uma família e se tornaram odiosos entre si. Mas isso só atrasa a descoberta da solução e, a partir deste aspecto não nos aproxima.

“A verdadeira direção egoísta exige que, pelo contrário, nós cooperemos e nos consolidemos. É verdade que o ego separa e nos incita um contra o outro, onde há um conflito de interesses. Mas, por outro lado, nos conecta para que possamos desfrutar um ao outro”.

Portanto, o desenvolvimento egoísta é ambos, e dentro dele existem aspectos opostos. Então, todo mundo sentia isso, mas não sabia como usá-lo.

“Eu sei que eu não posso viver sem o meu vizinho. Sim, eu preciso ficar longe um pouco, estar distante dele onde nós perturbamos um ao outro. Eu suponho que há um rio que corre entre nós agora, ou uma escada se encontra entre nós. Mas, por outro lado, o vizinho produz alguma coisa e eu produzo algo, para que possamos ajudar uns aos outros e, apesar de tudo isso, nós precisamos estar conectados para o bem da nossa satisfação egoísta”.

Aqui o problema de como podemos cooperar corretamente uns com os outros é imediatamente revelado. O exemplo mais claro é os europeus com o seu mercado comum. Quando eles estavam separados, existiam de forma razoável. Certamente, eles estavam lutando o tempo todo, mas existiam. Eles queriam se conectar e não sabiam como fazer isso. Em outras palavras, era ruim de um lado e ruim por outro, e eles não sabiam como trabalhar com o ego.

Mas, na realidade, é impossível trabalhar com ele. Esse problema ficou claro desde o início. Tanto Abraão como Nimrod estavam diante do problema de como transformar o ego numa força vital. Como eu uso o meu ódio para com os outros, a minha dependência dos outros, o meu desejo de dominar os outros numa forma positiva? Nesse sentido, a mesma atitude existe dos outros em relação a mim, que é o desejo de dominar, odiar, conquistar, e assim por diante. Como alguém traz tudo isso para um denominador comum?

Afinal de contas, se não resolvermos o problema, estaremos constantemente imersos em disputas, aniquilação, guerras, etc. Isto é o que temos visto até hoje. As pessoas já estão cansadas ​​de tudo isso.

Olhe para o mundo moderno. Desde o início, sempre houve tumultos em todos os lugares. Logo não haverá qualquer lugar que seja calmo. América Latina, China e Japão se levantarão de novo; em todos os lugares há os primeiros sinais de guerras futuras.

Como podemos embalar nosso ego corretamente? Se esta é uma força natural, como podemos usá-la corretamente?

O uso correto do ego foi uma descoberta de Abraão. Não unilateral, de acordo com o princípio da separação, nem de acordo com o princípio militar de que vai derrotar quem, o que leva à autodestruição, mas um cálculo claro: nós precisamos do ego de modo que do ódio que o tipifica, nós iremos criar as características de amor e conexão mútua.

Em conclusão, Abraão resolveu o problema de como transformar o ego. Sem entrar em detalhes filosóficos, históricos, técnicos e psicológicos, que são inerentes às características da natureza e suas leis, em geral, este é o legado de Abraão.

Como resultado de muitos anos de investigação, Abraão conseguiu entender esse fenômeno natural, e depois de penetrar cada vez mais profundamente no ego, lá ele encontrou o poder superior da natureza.

Ele entendeu por que era necessário que a humanidade passasse especificamente por esse desenvolvimento, de modo que a pessoa vai realmente subir para o nível do Criador. Depois, segue-se que a aspiração da civilização para construir a Torre de Babel até o céu estava certa, mas é necessário construí-la especificamente de acordo com uma tecnologia supraegoísta. O ego humano, o material de construção da Torre de Babel, crescerá continuamente, mas cada um deve estar acima dele. O pequeno homem está acima da pilha, acima da montanha que está em constante crescimento.

Abraão pesquisou todos os componentes que apareceram, contra a sua vontade, naquela pequena humanidade de Babilônia. Ele os utilizou de acordo com a sua designação, e descobriu que na verdade existe apenas uma solução. E ele percebeu esta solução.

Ele percebeu-a reunindo um grupo de seus partidários, seus alunos, que realmente se levantaram aos céus, o que significa que construíram uma torre de Babel espiritual acima do seu ego. Como resultado, eles chegaram ao ponto mais alto da natureza, a característica de doação e amor. Eles cresceram a este nível.

Em outras palavras, Malchut, a base egoísta da humanidade, atingiu o nível de total doação e amor, o nível de Bina.

Para chegar a isso, o grupo de Abraão teve que deixar a Babilônia e trabalhar por muitos anos. Abraão viveu por volta do ano 1700 a.C., e construiu a Torre de Babel correta, ou seja, o Primeiro Templo atribuído ao ano 900 a.C.

Em geral, o conceito da Torre de Babel passou por toda a história humana e a humanidade aspira a isso inconscientemente. Abraão, no final, a construiu, e claramente numa forma totalmente diferente do que os próprios babilônios imaginavam.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 24/09/14

O Rápido Crescimento Do Ego Na Sociedade

Dr. Michael LaitmanPergunta: Os psicólogos afirmam que 20 a 30 por cento das pessoas que vivem em nossa sociedade são classificadas como doentes mentais. Elas não são uma ameaça especial para a sociedade e não são prejudiciais, e, portanto, podem viver entre nós. O que significa este fenômeno?

Resposta: Todos nós sabemos que as pessoas que precisam se concentrar para resolver problemas difíceis ou realizar missões perigosas passam por um treinamento especial. Elas praticam em condições especiais e de acordo com um programa especial. Quando já realizaram a sua missão, elas são autorizadas a descansar para que possam restaurar suas forças e voltar à vida normal.

Nós, por outro lado, estamos numa corrida constante pela sobrevivência, por toda a vida. Uma reação incômoda que se afunda em nosso inconsciente e penetra diferentes sistemas é processada e mantida em nossa memória. Isso se relaciona com tudo o que vem do ambiente e, assim, os nossos sistemas naturais não podem lidar com tantos problemas que continuam a se aprofundar e ampliar.

Comentário: Ao mesmo tempo, nós afirmamos que a sociedade está mais desenvolvida e culta.

Resposta: A nossa sociedade se tornou pior e mais egoísta. Isso é especialmente evidente entre as crianças. No jardim de infância, as crianças já são competitivas. Com a idade de três ou quatro elas são tão mentalmente desenvolvidas como eram as crianças de oito ou nove anos de idade no passado. Se no passado uma criança precisava da companhia de seus pares na idade de seis ou sete anos, hoje as crianças brincam entre si com a idade de dois ou três.

Elas já têm habilidades e hábitos sociais, e começam a competir e a adotar os desejos umas das outras, sem mencionar o que se passa na escola. Nas salas de aula, há a rainha da classe e o herói da classe e aqueles que são mais populares e os que são rejeitados. Isso não existia 40 ou 50 anos atrás, quando as crianças eram muito mais ingênuas.

Tais fenômenos são resultado da influência da televisão e da indústria do cinema. Parece que as crianças de hoje são usadas ​​para isso, mas, na verdade, elas estão sob grande pressão emocional interna e monstruosas sensações desde o jardim de infância.

Pergunta: O que nós podemos fazer sobre isso?

Resposta: Olhem para o que os psicólogos fazem. Eles reúnem as pessoas em pequenos grupos, de modo que os participantes se apoiem mutuamente. Por este efeito mútuo, eles estabelecem um muro de proteção atrás do qual eles existem. As pessoas vêm como animais assustados e se unem num grupo, agarrando-se uma a outra. Em seguida, elas se sentem mais seguras

Nós estabelecemos uma sociedade que serve como uma parede para quem está nela incorporado ao realizar palestras, workshops e discussões em mesas redondas. Nesta sociedade, não só encontramos proteção, mas também uma influência positiva.

Pergunta: Toda a nossa vida parece ser uma competição sem fim, uma perseguição contínua, da qual não podemos escapar. Pode haver competições positivas e como podemos realizar isso?

Resposta: O ego nos empurra a competir, mas a sociedade é dependente da forma como nós cumprimos essas competições. Nós não precisamos destruir nenhuma inclinação natural que temos. Competir uns com os outros como quem ajuda mais os outros, quem ama, sorri, e faz com que os outros se sintam bem. Tudo depende da capacidade da sociedade de ver certos valores como maiores do que os outros. Esportes competitivos também é uma boa ideia.

Nós temos que pensar em como satisfazer essas inclinações e não apenas deixar a pessoa gerenciá-las por si mesma. Toda a indústria do jogo ainda pode ser relevante, mas de uma forma saudável. A inclinação a jogar e procurar aventuras é natural e decorre do nosso nível animal para caçar e trazer a presa para casa.

Portanto, nós devemos permitir que as pessoas possam competir entre si e participar de jogos, mas estes devem ser jogos benéficos. Esta é a essência.

De KabTV “Uma Nova Vida” 21/10/14

O Princípio Da Disseminação

Dr. Michael LaitmanPergunta: O Midrash Gadol nos diz que Moisés passou a repreensão divina e instruções às pessoas. Primeiro ele ensinou seu irmão Aarão de forma privada, levando em conta o seu elevado nível de compreensão.

Depois ele convidou os filhos de Aarão, e na presença de seu pai, começou a explicar a Torá a eles num nível que eles pudessem entender. Os mais velhos se juntaram a eles, seguido pelos homens, e, finalmente, toda a nação de Israel, incluindo as mulheres e crianças.

Como ocorre a descida ao povo, quando já é possível dizer a todos eles sobre o método Cabalístico?

Resposta: Considerando-se a organização do nosso grupo e nosso ritmo de avanço, nós vemos que se passaram muitos anos antes de começarmos a realmente entender e sentir o material interno, falar sobre o sentido de unidade e conexão, e como isso deve ser realizado entre nós e como deve ser realizado entre as massas.

Agora nós vamos começar a organizar gradualmente círculos de discussão entre as pessoas e explicar porque a conexão e a unidade são as respostas para todos os nossos problemas. Essa é a ideia da nossa disseminação.

As pessoas que têm um ponto no coração, como Aarão, seus filhos e os anciãos podem revelar um significado relativamente profundo do método espiritual.

Homens (Gever – da palavra hebraica “superar”) significam aqueles que podem superar seu ego, podem ser ensinados um pouco menos.

Só depois o povo pode ser abordado: as mulheres, os idosos e as crianças (que são todas as categorias espirituais do povo em diferentes níveis de desenvolvimento), aqueles que não podem trabalhar em si mesmos com seriedade. Mas, graças a sua massa e juntando todos os outros níveis da sociedade que já estão corrigidos, pode ser explicado de forma que eles também vão receber a Luz da correção e se tornar santos.

Isto significa que o avanço espiritual é de cima para baixo de acordo com uma pirâmide hierárquica. Primeiro Aarão é ensinado, depois seus filhos, os anciãos, os homens e o resto do povo. Em seguida, todas as camadas da sociedade trabalham junto.

É impossível desenvolver uma ampla gama de treinamento sem uma conexão cada vez mais profunda e estreita com os círculos internos anteriores. Portanto, Moisés e Aarão precisam aumentar e intensificar constantemente a conexão, não só entre si, mas também com os anciãos e os homens, para que eles tenham o poder de trabalhar com o povo.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 26/03/14

O Crescimento Secundário Do Terror, Parte 3

Dr. Michael LaitmanPergunta: Hoje o ISIS (Estado Islâmico) está atraindo um grande número de jovens de diferentes países, incluindo aqueles que não são muçulmanos, mas que, de repente, transformaram suas vidas inteiras. O que obriga um jovem europeu moderno a se juntar a uma organização tão estranha tendo características totalmente diferentes?

Poderia ser que o seu “poder de atração” está ligado ao vazio que envolve o Ocidente? Tanto quanto parece, o ISIS está pronto a fornecer uma sensação de calor, unidade, fraternidade, família, propósito e satisfação.

Por que meios nós podemos atrair o jovem a nós? Como poderia a unidade do mundo em seus olhos pender a balança para o nosso lado, em vez das ideias desses extremistas do Oriente?

Resposta: É necessário recrutá-lo para outro exército, um exército onde ele vai lutar pela igualdade, uma vida melhor para todos, e a unidade que inclui uma base mútua para a bondade. É necessária a criação de forças especiais, que serão uma organização que vai superar o ISIS numa frente ideológica.

Isto é porque nós realmente estamos oferecendo uma revolução mundial à pessoa, que é a transformação do mundo num jardim do Éden, onde todos são iguais, felizes, e recebem as necessidades e segurança para hoje e amanhã. Todo mundo pode estar de bom humor e pensar em como tornar as coisas boas e agradáveis para os outros. Haverá uma linha de equilíbrio entre nós, onde ninguém precisa se preocupar com o que vai acontecer consigo mesmo no presente e no futuro. Aqui, a nossa saúde, crianças e todos os aspectos de nossas vidas estão bem.

Pergunta: Mas para os jovens, por vezes, algo é necessário além da pastoral, a possibilidade enlouquecer, usar a força, derramar sua energia.

Resposta: Pois bem, a pessoa tem que lutar, mas em vez de lutar contra os inimigos, ela luta contra o próprio ego que não está interessado e não quer nada disso.

Basicamente, eu não quero me unir e conectar com outras pessoas; Eu não sinto uma unidade específica por isso. Sim, eu estou pronto para receber os benefícios que nós descrevemos acima, mas dar algo em troca, não. Então eu tenho que lutar comigo mesmo por essa unidade.

Pergunta: Por que o ISIS tem tal poder de atração?

Resposta: Este é o poder da segurança. Sob uma bandeira negra, a pessoa tem certeza de que tem apoio e propósito. Assim, ela vai conquistar o mundo com a cabeça erguida, orgulhosa.

Pergunta: Como é possível criar um orgulho positivo semelhante sobre a unidade?

Resposta: Através de um processo educativo que nós temos que implementar. É possível fazer isso.

Há conhecimento e há educação, e estes dois métodos devem ser usados ​​aqui em paralelo.

Se os terroristas estão organizando dezenas de milhares para seus próprios propósitos, então, com a ajuda de vários países e instituições internacionais, são capazes de chegar a bilhões, para manter ‘convenções relevantes e começar a trabalhar em toda a Europa, África, América, etc. Afinal, se nós estamos abertos e nossas intenções são claras, nós podemos mobilizar enormes recursos e apoio ao redor do mundo para a implementação.

Em princípio, nós estamos dizendo a todos: “Não haverá mais guerras; não haverá mais fronteiras. Esta é uma família, exceto os terroristas, todos eles. Eles são os únicos que temos que controlar nesta fase, até que desapareçam”.

Pergunta: Existe algum tipo de significado para o fato de que uma força, um inimigo, está ameaçando a todos nós, obrigando-nos a nos unirmos contra ele? Será que isto vai ser usado para mudar o pensamento global?

Resposta: Eu não acho que o propósito da nossa unificação deva ser uma guerra com essa força. Unir contra o mal significa aprender algumas de suas características. Certamente, o exército ir contra os terroristas, mas nós não temos qualquer possibilidade real de para-los de uma vez por todas através disso.

Assim, ao mesmo tempo, nós, os cidadãos, devemos cuidar de nós mesmos e devemos nos unir com o outro.

De KabTV “Uma Nova Vida” 07/09/14

Qual É A Consequência Do Incêndio No Oriente Médio?

Laitman_079_01Pergunta: Como devemos nos relacionar com a recente tragédia em Jerusalém — o ataque terrorista numa sinagoga que colocou o país inteiro de luto?

Resposta: Nós temos que entender: tudo isso está acontecendo porque ainda não completamos a criação.

Em todos os lugares nos livros Cabalísticos é explicado que nós vivemos num sistema unificado. A natureza inanimada, vegetal, animal e humana é única. E os três primeiros níveis: inanimado, vegetal e animal, são ativados pela natureza instintivamente.

As pessoas sofrem o mesmo processo de desenvolvimento e, como resultado, elas devem se tornar semelhantes ao Criador, como um homem com um coração. Está escrito pelo profeta Isaías: “Minha casa será chamada casa de oração para todos os povos”.

O povo de Israel está à frente desse processo. Ele conduz o mundo inteiro. Portanto, ele é obrigado a estudar a parte interna da Torá, bem como torná-la disponível para toda a humanidade, começando consigo mesmo, e depois a todas as pessoas. Como Baal HaSulam escreve no artigo “Shofar do Messias”, antes de libertação, as nações do mundo têm que aprender sobre a correção, que é confiada ao povo de Israel. Portanto, nós temos que disseminar a notícia sobre o nosso trabalho em todos os lugares, todos explicando o que é o sistema geral e o que temos que fazer.

Assim, há uma interação: nós ajudamos as nações, elas nos ajudam, e todos nós queremos reviver, restabelecer a rede quebrada de nossas conexões mútuas.

Consequentemente, nossos problemas e infortúnios são um sinal de que ainda não temos tempo para divulgar o método da correção. Portanto, nós precisamos sentir a nossa própria culpa.

Na verdade, tudo depende de nós. As “setenta nações do mundo”, os 7 bilhões de pessoas, exceto aqueles 15 milhões que são chamados de “povo de Israel”, não têm livre arbítrio. Quanto mais nós atraímos a Luz, quanto mais transmitimos o método de correção, dessa forma nós influenciamos os outros.

Afinal, a cada segundo Reshimot continuam a se intensificar e mudar, mesmo a partir da quebra, precedendo os mundos de BYA e repousando na base do nascimento de Adam HaRishon (Primeiro Homem). A quebra inclui todos os vasos. E agora nós devemos afetar a parte chamada “as nações do mundo”. É impossível chegar à correção sem que o povo de Israel trabalhe na situação atual. Este trabalho deve ser mostrado e tornar-se claro para todos. E nós temos que realizá-lo com todos os nossos esforços.

Portanto, todos os nossos grupos, todos os amigos ao redor do mundo, têm que entender, tanto quanto possível, que eles precisam dar a sua contribuição, aceitar o nosso programa de disseminação e implementá-lo. Se conseguirmos fazer o que nos é confiado, os infortúnios não vão superar a recepção da medicação. Em outras palavras, nós temos que dar às pessoas o medicamento antes que elas sintam os sintomas da doença. Este é o nosso trabalho, e esse princípio é imutável.

Caso contrário, não há nada que possamos fazer sobre isso. Afinal, hoje a situação é a mesma como na Polônia e na Alemanha antes da Segunda Guerra Mundial. Então, os Cabalistas chamados de judeus partiram para a terra de Israel para escapar do massacre. No entanto, ninguém queria ouvi-los; os que ficaram, foram mortos.

Neste momento, condições semelhantes estão se formando ao redor do mundo, e Baal HaSulam escreve sobre a possibilidade de uma nova guerra mundial e assim por diante. Além disso, mesmo a simples lógica indica que a Terceira Guerra Mundial vai estourar aqui. Se alguém realmente quer incendiar o mundo, não há nenhuma região mais quente: por um lado, existem armas nucleares, e por outro lado, há uma ameaça externa poderosa, não deixando espaço para uma guerra convencional.

Até agora nós conseguimos afastar os nossos inimigos com armas convencionais. Porém, a longo prazo, não seremos capazes de superá-los com armas convencionais. Então não teremos outra escolha, que, na verdade, o mundo inteiro está aguardando. As elites americanas e europeus acreditam que desta forma serão capazes de sair da crise global, da fatalidade e mortalidade que ainda estão escondidas do olhar.

Portanto, agora nós temos que ir em direção à correção certa, espalhando a sabedoria da Cabalá no mundo, para que todos conheçam sua mensagem. Nem todos deveriam estudá-la; alguns são responsáveis pelo estudo e implementação, e os outros irão se juntar a eles. No entanto, pelo menos para todos os judeus do mundo e para todos que querem isso, nós temos que revelar todos os nossos materiais e colocá-los no caminho certo do desenvolvimento.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/11/14, Escritos do Baal HaSulam