Textos na Categoria 'Disseminação Cabalística'

A Matriz Global: Não Há Tempo Para Nós Mesmos

Dr. Michael LaitmanA crise está se abatendo sobre o mundo, e as pessoas sentem isso, sentem que as coisas estão ficando pior para elas. De fato, não vai ficar melhor, a menos que comecemos a corrigi-lo através da harmonia com o Criador ou a Natureza circundante, que é a mesma coisa

É por isso que nós precisamos procurar as pessoas que responderão ao nosso chamado; nós precisamos disseminar, “lançar a informação”, utilizar melhor a Internet como um meio. A Internet é praticamente a nossa única oportunidade de estar em todo lugar de graça. Primeiro, precisamos nos organizar, mas por outro lado, quando você começa a organizar os outros, você também se organiza.

A primeira coisa que precisamos para o nosso trabalho é a união interna, e, claro, o aspecto mais importante do nosso trabalho é a disseminação. A crise nos mostra claramente que precisamos cuidar mais dos outros do que de nós mesmos. Nós alcançaremos a meta mais rápido, descendo a avenida mais confiável, se disseminarmos a Cabalá. Através da crise iminente, o Criador está nos mostrando que não temos tempo para nós mesmos. Nós só temos tempo para o mundo: ao organizá-lo, vamos organizar e corrigir a nós mesmos

A crise global tornou-se evidente apenas alguns anos atrás. Ecologistas têm gritado que estamos em apuros há um longo tempo, mas foi especificamente a crise econômica que nos deixou em pânico. Por que econômica? Porque ela reflete as conexões entre as pessoas egoístas: auando essas conexões se tornam globais e integradas, tornam-se um problema.

O que é a economia? É uma representação, uma expressão de nossa conexão egoísta: a quantia que cada um de nós quer mas é incapaz de obter e só conforme permitem as relações e uniões egoístas e econômicas, de acordo com o princípio “Eu por você e você por mim”. A economia é o egoísmo puro em sua forma clara, dura e real. E quando de repente ele entra em um estado global e integrado, descobrimos que este estado é completamente oposta a ele.

Podemos negociar qualquer coisa, mesmo armas atômicas, como resultado do medo. Mas nós somos basicamente incapazes de negociar economia: todo mundo está puxando o cobertor para o seu lado. De que outra forma pode ser?

Este é o nosso problema principal . A economia já está se manifestando no mundo como um sistema global, integrado e interligado, mutuamente inclusivo, e as pessoas ainda não estão prontas para isso.

Esta é a maior discórdia que pode existir em nosso mundo, a maior manifestação aguda da nossa inconformidade com o sistema que agora está se manifestando diante de nós. Nós fomos pegos em uma rede, uma matriz analógica, onde todas as partes dependem umas das outras. Estamos nela incorporados contra a nossa vontade; somos ligados dentro dela pelos antigos laços da economia egoísta de antes, e não temos como escapar. Esta é a natureza desafiando-nos e nos mostrando claramente: “Pessoal, o tempo acabou”.

Nós precisamos avançar por nós mesmos e aliviar este estado, levar a humanidade ao pleno acordo com esta matriz através de explicações, da educação e assim por diante. Se nós não avançamos nesse sentido, mesmo da menor forma, conforme nossas capacidades, então a crise se aproxima.

A matriz tem seu próprio programa de aproximação em relação a nós, e como resultado, até mesmo contradições maiores ocorrem no mundo, como revoluções, guerras, diferentes cataclismos, e assim por diante. O despertar de um vulcão provoca graves consequências em escala global. E se 20-30 vulcões despertassem? Estamos reféns do desconhecido, estamos sentados sobre um barril de pólvora: a nossa Terra com as forças titânicas borbulhando dentro. Nós temos que entender isso e não provocar a dura atitude da natureza para conosco. No entanto, ao contrário, nós perturbamos o seu equilíbrio, e não apenas no sentido ecológico.

É por isso que todos os nossos grupos, todos devem estudar conosco e disseminar. A própria natureza nos obriga. Esta é a única forma de nós avançarmos e abordarmos a matriz global.

Da Lição Diária de Cabala em Moscou 14/06/11, Shamati # 4

Cinco Passos Para Sair Da Crise

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu tenho uma pergunta sobre os níveis superior e inferior. Em nosso estado, o que significa receber um desejo do nível inferior? O que posso fazer com ele e para onde posso dirigi-lo? Como posso receber este desejo mais cedo e avançar sem perder tempo?

Resposta: Na verdade, nós estamos entre o mundo superior e a humanidade. Se quisermos receber os desejos de toda a humanidade, a fim de elevá-los, e receber do Alto a Luz Superior para levá-la para baixo, então este esquema funcionará. Para isso, nós devemos disseminar às massas o conhecimento sobre a solução do problema da nossa crise geral, a qual a humanidade está apenas começando a sofrer. Há muitos problemas pela frente.

Por isso, nós temos que tomar as seguintes medidas: 1) Precisamos fazer com que a humanidade conheça a crise, que ela é proposital e não aleatória; 2) A fim de nos elevar, nós devemos receber da humanidade seu desejo de ascender, de sair desta crise; 3) Nós devemos elevar esses desejos a fim de realizá-los dentro de nós mesmos; 4) Receber a satisfação geral neles, e 5) Passá-los para baixo. Assim, nós trabalhamos com o superior e o inferior.

Da 6ª lição na Convenção de Moscou 12/06/11

Disseminar É Como Dar À Luz No Mundo Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu não sinto que o meu progresso espiritual dependa dos homens. Como posso acelerar o surgimento deste sentimento?

Resposta: Há muitas mulheres que se sentem auto-suficientes. Elas estão envolvidas com disseminação, assistem às aulas e estão conosco em coração e alma. Elas não sentem que são dependentes dos homens. Isso não importa. Elas ainda estão incluídas no nosso desejo coletivo (Kli). No entanto, elas estão conosco.

Mesmo que a mulher esteja participando completamente de um trabalho específico, como tradução, processamento de materiais, ou qualquer outra coisa, sua participação cobre tudo, pois a disseminação é praticamente a aplicação mais importante do desejo da mulher. É como dar à luz em nosso mundo.

Assim, a participação das mulheres na disseminação é a melhor ação para a correção. Há muitas mulheres que vivem em algum lugar distante, sem contato com outras pessoas. Talvez nós precisemos de mais contato virtual. Eu sou a favor de uma boa conexão virtual. Mas mesmo que a mulher esteja sozinha e participe da disseminação, ela ainda está na nossa aspiração coletiva de avançar. Ela definitivamente sente isso e avança conosco.

Eu tenho muitos exemplos. Eu trabalho com tantas mulheres no blog, no processamento de materiais, na tradução, na publicação de livros, e em muitas outras coisas. Eu valorizo ​​muito esse trabalho. Elas são leais, ajudantes de confiança, e eu vejo o progresso delas. Mesmo que o grupo de mulheres não esteja bem organizado, elas estão avançando, e avançando bem com todo mundo, pelo menos tão bem quanto o grupo dos homens.

Da 2ª Lição na Convenção de Moscou 10/06/11

O Mundo Está Preparado Para Ouvir

Dr. Michael LaitmanA Cabalá é o método que fala da necessidade de união entre cada um de nós de acordo com o plano da Natureza, a força única que controla o universo inteiro, todos nós, toda a criação. Desde os dias da Babilónia antiga, esta ciência tem sido escondida de toda a humanidade. A Cabalá apenas afirma que este ensinamento seria passado através de um pequeno “fluxo”, de professor para discípulo, por milhares de anos, da Babilónia antiga até ao presente, até que o nosso mundo se tornasse uma Babilónia moderna, isto é, um todo.

Isto significa a interconexão completa, independentemente de fronteiras, países, continentes, nações, raças, grupos e religiões que têm emergido ao longo do curso da história. A nossa interdependência tornar-nos-á tão fortes que irá eliminar todas estas barreiras.

Por outro lado, o nosso egoísmo permanecerá e continuará a se desenvolver. Devido a isto, iremos detestar-nos uns aos outros ainda mais. Iremos repelir-nos uns aos outros automaticamente; iremos pensar apenas em nós mesmos inconsciente e instintivamente. Não consideraremos os outros e apenas os usaremos ao máximo para o nosso próprio benefício. Esta será a nossa natureza durante 3700 anos, dizem as fontes Cabalistas.

Chegaremos a um egoísmo enorme, e será natural para nós. Não iremos sequer reparar que é especial, mas apenas que isto somos nós e esta é a nossa vida. Ainda assim, este egoísmo juntamente com a nossa conexão integral extensiva, com a comunicação que desenvolvemos entre nós, irá entretanto tornar-nos novamente na Babilónia.

Além disso, durante a última fase de desenvolvimento, quando esta sociedade de egoismo enorme se tornar global, iremos esgotar praticamente todos os recursos naturais e recursos energéticos: água, minerais, metais, petróleo, carvão e gás. Tudo se aproxima de um fim. Mesmo que queiramos aumentar o nosso potencial egoísta, não será possível.

A sociedade de consumo que se desenvolveu durante o século XX saturou-se, esvaziando a Terra de todos os recursos, e como resultado, não podemos continuar nesta vida, mesmo fisicamente. Atingimos tal confronto entre cada um de nós e com o ambiente que nos força a fazer algo.

A nossa sociedade irá tornar-se diferente – incontrolável. Recentemente, nós vemos revoluções ocorrendo em diferentes países; vemos como a comunicação, a conexão entre as pessoas encoraja-as a exigir mudança social. Contudo, ainda não percebemos como ou porquê isto ocorre: hoje é lá, amanhã pode acontecer aqui ou noutro local. Não vemos onde isto nos leva.

Nesse estado de confusão, sem conseguir perceber a próxima fase, vemos a ciência da Cabalá sendo revelada novamente para o mundo. Lembro-me quando estudava com o meu professor: costumávamos viajar para locais especiais, locais Cabalísticos e sentávamo-nos juntos, um diante do outro. Durante essas tardes e noites, ele tentou dizer-me que viria um tempo quando a Cabalá fosse revelada.

O que significa “revelada”? “Revelada” significa que não é você que começa a falar, mas as pessoas que querem ouvir começam a vir. Não depende de si, mas daquele que irá ouvir.

Vemos que este tempo chegou porque há muitas pessoas de diferentes países, em continentes diferentes, em várias línguas, que querem ouvir o que a natureza, o Criador, nos pedem. Querem saber com o que devemos assemelhar-nos, como devemos mudar a nós próprios, subir a que nível, como entrar numa dimensão inteiramente diferente, perceber o nível geral da natureza, a eternidade, a perfeição, para sentir isto aqui e agora no nosso mundo. É dito na ciência da Cabalá que tais pessoas surgiriam no fim do século XX.

Eu não acreditei nisso, não via estas condições. Contudo, no fim do século passado, milhares de pessoas tornaram-se interessadas em Cabalá, inconscientemente, sentindo instintivamente esta urgência graças aos seus desejos, que se desenvolveram e atingiram a maturidade. Na próxima fase, uma nova dimensão é concebida neste desejo egoísta finalmente maduro.

Da 1a Lição na Convenção de Moscou 10/06/11

Da Separação À União

Dr. Michael LaitmanA sociedade humana é dividida em duas partes. As pessoas cujo ponto no coração já despertou compõem uma pequena parte da humanidade: essa parte é nós. O resto das pessoas não têm o ponto no coração, ainda que um forte desejo egoísta esteja concentrado nelas.

Duas forças (positiva e negativa) agem em nós. Nós avançamos criando uma conexão entre o nosso ego e o desejo de alcançar o mundo espiritual, o qual desenvolvemos através do estudo e das forças recebidas do ambiente. A conexão construída pela combinação dessas duas forças é chamada de linha média.

O resto das pessoas, como a ciência da Cabalá explica, gradualmente se juntam a nós, achando que não há alternativa: o seu egoísmo, exigindo satisfação o tempo todo, vai sofrer. Ao longo do desenvolvimento humano o egoísmo do homem foi constantemente crescendo e esforçando-se para satisfazer-se o máximo possível. Hoje, quando o ego humano perdeu a esperança de obter satisfação, depara-se com uma crise.

Isso incentiva as pessoas a se aproximarem de nós, embora elas não saibam de quem e como se aproximar. Para tornar o caminho delas mais fácil, devemos disseminar a sabedoria da Cabalá e explicar que há um método de correção da crise. Quando elas se juntarem a nós, juntos começaremos a trabalhar na linha média e, assim, alcançar o mundo do Infinito.

O que vamos ganhar, como resultado? Vamos alcançar a eternidade e a perfeição. Nós nos elevaremos acima da nossa realidade, acima do ponto da criação do nosso Universo e do mundo inteiro, até a realidade superior.

Atualmente, o ponto no coração desperta em muitas pessoas: já há milhões delas. E as pessoas cujo ponto no coração ainda não foi revelado sentem a crise, além do egoísmo. Elas sentem que lhes falta a força positiva, sem a qual não podemos viver. Elas sabem que devem corrigir a crise, sentem que a solução está oculta na união, mas não sabem como fazer isso.

Em um mundo global e integral, tudo deve ser unificado; a natureza nos mostra isto. Hoje, ela mostra que devemos alcançar o mundo do Infinito, que somos um todo. É exatamente isso que a crise veladamente nos aponta e dirige.

Nas pessoas que deveriam conduzir a humanidade para este objetivo, a crise revela o ponto no coração, uma força positiva, que elas podem adquirir do grupo e do estudo. Com a ajuda dele, elas podem se mover em direção ao mundo do Infinito de forma independente. E aqueles cuja crise não dá a força de unificação, mas sentem que lhes falta essa força, gradualmente receberão explicações daqueles cujo ponto no coração despertou, se juntarão a eles, e junto com eles aspirarão à meta.

Da Lição 2 da Convenção na Espanha,, 04/06/11

Avançando Com Medo Da Morte

Dr. Michael LaitmanPergunta: Pessoas que não têm o ponto no coração podem se associar com a nossa mensagem de união?

Resposta: Sim, elas podem. Há muito conteúdo sério que fala da necessidade de se unir. Pessoas de reflexão entendem que o egoísmo está destruindo a raça humana, enquanto a humanidade está egoísticamente destruindo a Terra, e é por isso que devemos mudar do egoísmo para a união e subir ao altruísmo. Só então aprenderemos a conviver uns com os outros e salvar nosso planeta, o único lar que temos. Afinal, não podemos nos mudar para outro “apartamento”. Muitos autores mundiais descrevem esta imagem com clareza e precisão.

A questão é como fazer essa transição. É evidente que a humanidade está à beira da guerra e enfrenta um futuro sombrio; o ego insaciável a está empurrando para isso. A solução também é óbvia: ser “bons filhos”, “amigos uns dos outros”, restringir o consumo, e aprender a distribuir adequadamente os recursos. Mas como podemos fazer isso do ponto A ao ponto B, se a natureza humana é o desejo de desfrutar? Como podemos  corrigí-lo? Como podemos transformá-lo em doação?

Uma coisa é quando falamos dos instintos básicos, como o amor materno. Mas as pessoas não costumam se sentir desta forma; o amor só aumenta quando a dificuldade vem, como resultado da necessidade. Assim, tente abrir os olhos delas para que elas possam ver como a situação é grave e mostre-lhes uma condição específica: o mundo só vai escapar da morte por meio da união e da participação mútua. Em seguida, sem ter outra escolha, eles concordarão com isso

No entanto, realizar essa transição exige que, a cada momento, em cada detalhe, cada minúscula partícula, cada migalha de pão e gotículas de água, a pessoa sinta claramente: se eu não compartilhar com as outras pessoas, eu estarei morta. Isso deve permear todo sentimento, ação e escolha. Assim deveria ser

E a razão para isso é: em seu desejo egoísta, que está constantemente buscando o prazer, a pessoa sente que vai cair morta se sucumbir ao egoísmo. Se a situação é um pouco diferente e a morte não for instantânea, ela vai roubar. Essa é a natureza do homem. Não podemos pedir ao homem o que está além de seu poder, acima de sua natureza

Assim, parece que todo mundo deve temer isso? É impossível. Na “Introdução ao TES” o Baal HaSulam escreve que nos tempos antigos, os Cabalistas recorriam ao ascetismo, como está escrito: “Viver de pão e água, dormir no chão, e trabalhar na Torá. Se você fizer isso, você será um homem de sorte”. Disso resulta que, mesmo no caminho de tais sofrimentos você precisa do poder da Torá. Caso contrário, você deve sentir constantemente infortúnios que pairam sobre você: unir-se ou perecer.

É por isso que os Cabalistas explicam que ao se submeter a tais estados dolorosos, a pessoa deve “trabalhar na Torá”.Afinal, você ainda tem que atrair a Luz que Corrige. Se não, não há vida, e não há escolha. Qualquer herói neste mundo pode ser facilmente enganado. Vivemos através de  sensações egoístas, e qualquer um pode responder da maneira que desejar. Afinal, o homem é o desejo de receber, não um herói.

Portanto, cabe a nós fornecer a solução para eles. As pessoas vão pensar que encontraram por conta própria, enquanto na realidade, ela será enviada por nós. E quanto mais depressa avançarmos, mais fácil será para nós impedir que elas sejam enganadas.

Nós devemos confiar na lógica e explicar que empregamos a força interior da natureza, o poder da união, a força vivificante que dá vida a tudo o que existe. Todas as nossas definições devem ser levadas um pouco mais perto das pessoas, para que elas não comecem a pensar que estamos falando de alguma força sobrenatural que trabalha além da natureza das coisas. Não, ela é a base da própria natureza e se mantém para nos ajudar.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/05/11, “Prefácio à Sabedoria da Cabalá”

Entrevista Para A Agência De Notícias EFE

Dr. Michael LaitmanA entrevista que eu dei para agência de notícias EFE, na Espanha, foi publicada em portais internacionais de vários países. A EFE é a agência de notícias líder em língua espanhola e a quarta maior do mundo.

A lista de portais e sites internacionais que postaram a entrevista inclui Yahoo News, o MSN Latino (EUA), Terra (seção de Notícias, seção de Ciência), Yahoo Brasil, UOL, Globo, e assim por diante. A entrevista foi publicada em diversos sites da Internet no México, Bolívia, Colômbia, Argentina e Espanha.

O Vaso Do Conhecimento

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Paz”: O profeta condiciona a paz mundial  com o preenchimento do mundo inteiro com o conhecimento de Deus.

Assim, a solução para os problemas mundiais é o “conhecimento do Criador”. Enquanto o mundo inteiro, do menor ao maior, de acordo com seus desejos plenamente revelados, não for preenchido com o conhecimento do Criador, ele não chegará à perfeição, paz e contentamento. Até então, sempre haverá forças que agitam, sacodem o mundo e o empurram para ser preenchido com o conhecimento do Criador, um estado onde o Criador preenche a Sua criação.

Nossos olhos podem ver como os pobres doentes se contorcem em dores terríveis e insuportáveis, e como a humanidade já se lançou para a extrema direita, como na Alemanha, ou para a extrema esquerda, como na Rússia. Mas eles não só não facilitaram a sua situação, como agravaram a doença e a agonia, e as vozes se levantaram para o céu, como todos sabemos.

O que a nossa mente sugere não vai ajudar neste momento, uma vez que sempre nos desviamos para a direita ou esquerda. Às vezes, nós nos mantemos na linha média, mas normalmente apenas enquanto nos deslocamos de um extremo ao outro. Consequentemente, acabamos num problema atrás do outro, e não há maneira de sair até que conheçamos o Criador.

O “conhecimento do Criador” aponta para a correção de nossos desejos, de modo que eles estejam aptos a se tornar o vaso para o conhecimento (Daat), ou seja, tornem-se preenchidos com a Luz de Hassadim (Misericórdia), com a iluminação de Hochma (Sabedoria), como as Sefirot Hochma (“sabedoria”), Bina (“compreensão”), e Daat (“conhecimento”), HBD.

Pergunta: Como o mundo será preenchido com o conhecimento do Criador?

Resposta: As pessoas vão começar a aprender a doar a todos, enquanto vivem com todos em um sistema global, integral e análogo, onde nos submetemos uns aos outros, estamos ligados e integrados, onde a doação mútua e até mesmo o amor governam.

Até que nos unamos a esse tipo de sistema, onde todo mundo sente um desejo coletivo por todos e se esforça para satisfazer e serví-lo, como uma célula do corpo, não chegaremos à perfeição. Até então, os infortúnios continuarão crescendo e nos empurrando para essa perfeição.

Isto é o que chamamos de “conhecimento do Criador”: cada um de nós torna-se um vaso de conhecimento. Zeir Anpin e Nukva ascendem à Hochma e Bina e recebem deles o preenchimento, de acordo com o desejo que eles elevaram. Assim, eles são considerados como “o vaso do conhecimento”. Eles alcançam o nível de “maioridade” (adulto) e, juntamente com o Partzuf paternal de Aba ve Ima, transformam-se em HBD.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 30/05/11, “A Paz”

Derramando O Calor De Nossos Corações

Dr. Michael LaitmanPergunta: Hoje, muitos chegarão até nós para o feriado de Shavuot. Alguns deles não estão conectados à Cabalá. Como devemos tratá-los?

Resposta: É muito importante incendiá-los com inspiração, através de canções, danças e o calor dos corações abertos. Minha conversa com eles não é tão importante, já que as pessoas têm dificuldade em sentir a diferença através da audição. Você pode pensar que a minha palestra seja a coisa mais importante em tudo isso, mas isso não é assim. As pessoas devem levar para casa a sensação prazerosa de tais encontros.

Eu não serei capaz de dar-lhes a sensação prazerosa ou a inspiração, tanto quanto gostaria. Tudo isso é “espírito sem uma subida”. Você tem que levar até lá o seu espírito (energia). Além disso, entre as pessoas, haverá uma grande parte dos nossos amigos com a mesma “bagagem”.

A coisa mais importante é a sensação interna que ficará nas pessoas quando elas sairem, mesmo que ela não esteja vestida em quaisquer palavras. Se a pessoa é incapaz de ficar parada, isso significa que o resultado foi alcançado.

Pergunta: Será que isto vai influenciá-las espiritualmente?

Resposta: Sim, dede que elas queiram se juntar a nós e fazer parte disso. É assim que funciona. Nada passará pela cabeça de qualquer jeito.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 06/06/11, Escritos do Rabash

É Tempo De Começar A Cuidar Do Mundo

Dr. Michael LaitmanQuando a pessoa começa a praticar no grupo, tentando sair de si mesma e se unir com os desejos dos outros em amor e doação, trabalhando acima de seu egoísmo, ela descobre uma distância que a separa dele: a medida completa do seu ódio e resistência egoísta. Gradualmente, ela começa a ver quão infinita é essa distância, isto é, como ela está distante dos outros.

Porém, quando a pessoa trabalha em si mesma e alcança certa proximidade, ela descobre que a distância, assim como a Luz superior (a força superior) está oculta. Resulta que a distância entre ela e os outros está dividida em 125 estágios ou degraus. De modo geral, esse caminho está subdividido em cinco mundos, cada um dos quais consiste de cinco Partzufim, enquanto que cada Partzuf é formado por cinco Sefirot, que também se conta como dez.

A cada novo degaru a pessoa se ajusta mais acuradamente à forma considerada como um Partzuf espiritual, que inclui dez Sefirot. Nós nos movemos adiante ao nos revestir neles e nos estruturar internamente para nos compatibilizar com eles. Gradualmente, nós nos aproximamos de sua forma ideal, até que toda a estrutura da Árvore da Vida tenha se vestido na pessoa. Por isso foi dito que o homem é a Árvore da Vida.

Hoje, no estágio final da evolução da humanidade, nosso egoísmo está saciado. Ele não pode mais se desenvolver. Assim, nós nos sentimos deprimidos, exaustos, e nos voltamos para as drogas e para o terror, insatisfeitos com o modo que vivemos.

Essencialmente, nossa saciedade egoísta é o impulso para sair para uma realidade mais elevada, para nos enriquecer com o amor. De fato, nós não temos outra escolha. Nós pensamos que estamos restringidos pelo mundo integral aprisionado em nós, mas isso está além do ponto. É chegado o tempo da humanidade subir a outro nível de existência, a uma dimensão mais elevada. Por isso o mundo está mudando tão rapidamente diante dos nossos olhos.

Esperemos que tenhamos sucesso em educar o público a alcançar o amor e a união, para que as pessoas possam pisar na nova dimensão tomando um atalho prazeroso, sem mudanças drásticas. Essa é a única razão de estarmos trabalhando ao redor do mundo e contando a todos sobre nossa experiência.

Nossa percepção do mundo ordena que expliquemos às pessoas tão rápido quanto possamos que o mundo está entrando num novo estado, que a natureza é totalmente global. Nós precisamos explicar que a natureza nos colocou numa espécie de “bolha”, onde somente uma força está agindo, e se nós não nos harmonizarmos com essa força, iremos enfrentar enormes problemas.

Mas, como nos harmonizar com a força unificada? Para fazer isso, nós precisamos estar conectados da mesma maneira que os níveis inanimado, vegetal e animal da natureza estão ligados instintivamente. Toda a ecologia é somente uma rede integral de laços, onde somente o homem em seu egoísmo destrói esse equilíbrio. Se nós não nos harmonizarmos com a natureza, não sobreviveremos.

Assim, nós estamos disseminando a Cabalá e explicando à humanidade a necessidade de união, de subir acima do egoísmo e nos alinhar da melhor maneira para nos compatibilizar com a natureza. De outra forma, nós somos um tumor canceroso em seu corpo, que consome o ambiente e morre.

Certamente, existe uma diferença entre o progresso interno, pessoal, e individual e o nosso trabalho em escala global, que oferece uma qualidade inferior. Todavia, nós nos responsabilizamos por essa tarefa simplesmente porque é tempo de começar a cuidar do mundo inteiro. É para isso que a sabedoria de Cabalá é destinada.

Da Palestra em  Roma 20/05/11