Textos na Categoria 'Crise'

Uma Discrepância Sistemática

Nunca estivemos na situação que estamos hoje. Nós nunca enfrentamos uma discrepância entre os dois sistemas. Hoje todos nós, juntos, constituímos um sistema comum e integral (“Nós”), mas é egoísta. E, ao mesmo tempo, estamos dentro do sistema natural, que é permeado por doação e amor. A diferença ou falha entre estes dois sistemas é o que cria a sensação de uma crise.

Essa diferença continua a crescer porque estamos desenvolvendo-a no nosso egoísmo, enquanto o sistema superior está chegando perto de nós. Em particular, a crise está sendo expressa, precisamente devido à revelação da natureza.

No passado, ampliamos o nosso sistema ao longo da história, até chegar hoje. Integralidade e interligação. No entanto, cada pessoa continua a operar dentro dos seus interesses estreitos, mesmo que ela não possa mais esconder a fusão mundial e é totalmente dependente das outras. [Leia mais →]

A Fruta Amadureceu

Por que precisamos da ciência da Cabalá? Qual a necessidade disso?

Percebemos o mundo através dos cinco sentidos. Nós vemos a “imagem” deste mundo, vivemos nele, e organizamos nossas vidas nele. Nós desenvolvemos as ciências, a fim de atingi-lo. Temos mente suficiente e sensação para isso. Nós estudamos o mundo e nos acomodamos a ele tempos alegres e difíceis. Então, por que precisamos da ciência da Cabalá, mesmo se não for fantasias ou mentiras? É para saber quantos anjos existem no céu? Ou se familiarizar com a força superior, o mundo superior? …. Talvez seja hora de ir visitar um médico?

 

Não entendemos por que precisamos disso. Mesmo as pessoas que admitem que a Cabalá fala sobre o mundo espiritual ainda não sentem uma necessidade para ela. Algumas pessoas tem um pouco de medo dela, alguns sentem repulsa por ela e estão negativamente dispostas a isso. Há uma abundância de obstáculos. E ninguém os coloca lá deliberadamente. É que é assim que somos construídos, esta é a nossa natureza. Erguemos os obstáculos no caminho nós mesmos: nós negligenciamos, não desejamos, e rejeitamos. Afinal de contas, somos movidos pelo desejo egoísta, que está longe do mundo espiritual e oposto a ele.

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A Cabalá Para O Mundo

Dr. Michael LaitmanHoje, um paradigma completamente novo, uma nova visão de mundo e uma nova abordagem estão surgindo diante de nós que nunca existiram antes. No passado, nós mudamos o mundo, mas agora o mundo é invariável e nós temos que mudar a nós mesmos.

Estas mudanças internas na pessoa só podem vir por sua escolha, pelo seu desejo, por uma decisão consciente que ela faz a cada passo. E a Cabalá é essencialmente o método, o plano de ação neste caminho.

Por definição, a ciência da Cabalá é a revelação do Criador para a criação. Ao mudar, a pessoa alcança a semelhança com a natureza. Ser semelhante à natureza significa ser semelhante ao Criador. Uma pessoa (Adam) é aquela que é similar (Domeh) ao superior. Isto é o que devemos constantemente descobrir no processo que está envolvendo o mundo.

Por termos um método Cabalístico e sermos seus representantes em nosso mundo, nós devemos ajudar toda a humanidade revelando este método de todas as formas. Obviamente, isso deve ser feito com o entendimento de que as pessoas resistem às mudanças, não as querem, e as desprezam. Isso é verdade, mas, no entanto, é assim que tudo deve ser. Da nossa parte, nós devemos melhorar a apresentação, a fim de levar o método às pessoas de forma confortável e agradável.

Caso contrário, o mundo irá, naturalmente, sofrer cada vez mais de um dia para o outro, imergindo em confusão, desamparo e perplexidade. As pessoas podem ficar tão confusas que questões se expandirão para uma guerra. Afinal, quando você está confuso e desorientado sob uma saraivada de golpes, seus nervos podem não resistir.

Então, você estará disposto a fazer qualquer coisa para parar o caos. Mesmo a guerra parecerá a salvação, porque ela parece colocar tudo em seu lugar. Assim como uma pessoa pode ter raiva, a humanidade também pode, e nos nossos dias nós entendemos que isso significa uma guerra mundial.

Depende de nós: quão rapidamente assimilaremos a ciência da Cabalá e a disponibilizaremos em uma apresentação clara e correta para o mundo inteiro? Todos nós juntos devemos nos tornar uma organização de educação e instrução que ajuda as pessoas e explica como mudar, a fim de estabelecer a correta interconexão e, assim, alcançar equivalência com a natureza ou com o Criador, que é a mesma coisa.

Se não conseguirmos alcançar o equilíbrio e a harmonia com a natureza, então, além dos fracassos sociais, sentiremos golpes devastadores, que nos liquidarão. Afinal, mesmo na atual sociedade humana, nós somos incapazes de qualquer coisa até que mudamos a nós mesmos. O egoísmo está atraindo uma enorme quantidade de problemas sociais, mas não podemos parar.

A sociedade de consumo está esgotando a terra. Duzentos anos de era industrial esgotaram todos os seus recursos e em breve eles secarão completamente. Água potável, petróleo e outros recursos estão todos chegando ao seu fim. Finalmente, não seremos nem mesmo capazes de levar uma vida normal, para não mencionar os excessos. Mesmo assim, nós somos incapazes de nos conter, de limitar a produção e a poluição.

E nós não conseguiremos fazer isso até mudarmos a natureza do homem. Nenhuma solução artificial nos ajudará. Nós ainda colocamos nossas esperanças nos métodos antigos, mas a natureza não aceita mais de nós “o pagamento por crédito” (por mérito). Ela aceitará apenas uma coisa de nós: a harmonia com ela, a homeostase com este sistema global.

A necessidade de mudar o homem está obrigando a nós, Cabalistas, a sair dos limites anteriores e começar a fazer ações na escala global. E nós não temos outra escolha. Como o Baal HaSulam escreve no artigo “A Ciência da Cabalá e sua Essência”: Como um todo, a Cabalá é a revelação do Criador. Onde? Na pessoa. De acordo com o quê? Com Sua equivalência de forma. A pessoa adquire semelhança com o Criador, a natureza envolvente e global, tornando-se um único todo com ela.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/07/11, “O Ensino da Cabalá e sua Essência”

Nosso Mundo É Como O Titanic

Dr. Michael LaitmanOpinião: (Giulio Tremonti, Ministro Italiano de Economia e Finanças, msnbc.msn.com): “Dirigindo-se ao Senado pouco antes da votação, o ministro da Economia Giulio Tremonti disse que a Europa precisava de uma solução política para resolver a crise da dívida, porque nenhum país seria poupado das terríveis conseqüências.

“Ninguém deve ter ilusões de salvação individual. Assim como no Titanic, nem mesmo os passageiros de primeira classe serão salvos”, disse ele, referindo-se às economias mais fortes da Europa”.

Meu comentário: O mundo está em uma situação difícil hoje se você olhar para seu estado a partir de uma perspectiva tradicional. Ou a situação é completamente oposta se você entender que a natureza nos deu um problema para resolver: desenvolver-nos em direção à sociedade integral, e nós temos que enfrentar isso agora, sem ser preguiçosos ou retardar a decisão. Caso contrário, teremos de “trabalhar nos erros”, e isso será ainda mais difícil.

O problema está em uma nova atitude perante o mundo: nós temos que aprender a vê-lo como único, fechado e interconectado, e perceber que essas conexões manifestaram-se desde dentro da sociedade humana que se desenvolveu até este nível. Não temos como voltar.

Há apenas uma saída: aprender a viver no novo sistema, mudando as pessoas de acordo com ele. Ou seja, nós precisamos da educação e formação universal: estudar uma nova natureza do mundo.

O mundo tornou-se integral e unificado, e isso significa que nós somos totalmente dependentes uns dos outros. Na medida em que podemos agir assim, ganharemos. Caso contrário, perderemos.

Ela Ainda Está A Nossa Frente

Dr. Michael LaitmanOpinião: (Mikhail Koroluik, Diretor Executivo, IFC Solid, expert.ru): “ Em 2008 nós entramos numa fase de contração de crédito, e ela irá continuar até 2015 pelo menos. Durante esse tempo, o mundo vai ser sacudido por crises de crédito e dos bancos, e a política de “ apertar o cinto” irá conduzir ao crescimento de uma economia fraca. A crise de crédito Europeia irá alcançar o coração da Europa, os Estados Unidos irão lutar com seu colossal débito cumulativo , e os problemas de débito da China irão aflorar também (a próxima principal crise mundial pode começar particularmente lá). Assim, ela ainda está a nossa frente…”

Meu comentário: De alguma forma todos acreditam que o próprio destino vai resolver nossos problemas, sem que façamos qualquer esforço! “Nós vamos superar isso, mesmo se não fizermos nada”. Assim, nós estamos nos conduzindo para uma guerra. Nós estamos nos tornando progressivamente opostos à natureza, que se manifesta a nós como um sistema unificado.

Educação Global Em Um Mundo Global

Dr. Michael LaitmanGradualmente, nós temos que levar nossas explicações a todas as pessoas, em sua linguagem e nível de compreensão. A explicação tem que vir de forma gradual, até que as pessoas consigam sentir que, precisamente a conexão entre nós dá-nos a sensação de uma vida diferente, como se estivéssemos em um planeta diferente, em uma dimensão diferente.

É impossível falar disso nesse exato momento. Nós sempre temos que abordar os indivíduos e grupos de pessoas em diferentes níveis de desenvolvimento, de acordo com o desejo que eles estão enfrentando agora. Portanto, num primeiro momento a explicação deve ser apresentada em uma linguagem que eles entendam: “Você vai se sentir bem. Não haverá guerras, terrorismo, ou drogas. Seus filhos vão ter mais sucesso, haverá menos divórcios”, e assim por diante.

Diferentes camadas da população devem ser abordadas de uma forma que seja adequada para elas: algumas são mais propensas a assistir filmes, outras a ouvir música, outras ainda à leitura de livros, e outras podem ser abordadas através da ciência, economia, e qualquer outra coisa.

O ambiente deve ser semelhante a uma esfera que irradia muitas oportunidades em cada pessoa, de modo que entendamos o que significa “o mundo global” em que vivemos. Assim como o mundo é global, o sistema de educação deve ser global, isto é, deve incluir todas as formas de influência, em todos os níveis, em todas as formas, e em todas as línguas – pot todos os lados que rodeiam uma pessoa.

Este é o sistema de educação que nós temos que construir. Sem ele a humanidade não avançará. Ela será afetada por todos os tipos de problemas e desastres, e será forçada a construir a si mesma dessa maneira de qualquer forma. Afinal, com isso ela percebe a sua independência, porque através da construção de um ambiente para si, a fim de mudar e se tornar corrigida, ela realiza a sua liberdade de escolha. Portanto, ela constrói a si mesma no nível humano.

Não Há Saída Para Esse Impasse

Opinião: (Mikhail Leontyev, analista, ensaísta, ganhador do prêmio “A Caneta de Ouro da Rússia”, ruskline. ru): “O algoritmo do futuro colapso financeiro é evidente. A Europa irá afundar primeiro, uma vez que ela não está preparada para suportar tais desafios, apesar da política financeira Europeia ser mais responsável do que a Americana. Ainda assim, o modelo Europeu não está planejado para resolver crises. Isso significa fazer as pessoas felizes…

“É impossível efetivamente sincronizar o comportamento financeiro de economias tão diversas e consolidá-las em um sistema. Elas só podem ser sincronizados pela mobilidade de capital, e o que nós vemos hoje é o resultado disso… Nós podemos levar a Grécia à falência e descobrir que a França e a Alemanha vão ter um colapso porque elas financiaram a Grécia. E é o mesmo com respeito à Itália, Espanha, Portugal, Irlanda, Islândia, Bélgica, e outros. E depois, irá levar, inevitavelmente, ao colapso dos Estados Unidos. Em qualquer dos casos, está claro que o processo não vai parar na Europa. Não é segredo que os americanos hoje estão simplesmente imprimindo dinheiro. Ao fazer isso, eles estão essencialmente transformando o dinheiro do mundo em nada, para que, no final das contas, todo o dinheiro do mundo seja o dinheiro americano. Não há outra moeda no mundo…

“Desta forma, não há saída para esse impasse. A única questão é quem vai primeiro e quem vai depois. Embora, isso não mude nada realmente. Para sair da crise, os gastos dos principais protagonistas financeiros mundiais precisam ser equilibrados com suas receitas. O equilíbrio da microeconomia será restaurado a qualquer custo… e isso é exatamente o que nós iremos testemunhar em breve”.

Meu comentário: Mas o analista não vai mais além, na causa e no objetivo da crise econômica. A economia é a projeção de nossa natureza e dos nossos relacionamentos egoístas. Se nós não os transformarmos, não seremos capazes de formar uma conexão financeira integral, global e sincronizar as economias de todos os países do mundo. Para tal, temos que primeiro sincronizar a nós mesmos, isto é, temos que alcançar o entendimento mútuo de nossa meta comum.

Em outras palavras, somente tendo nos unido ao Criador compreenderemos como construir uma economia integral. Até lá, nossa mente e qualidades será incapazes de criar tal sistema.

A ONU Na Crise Global

Dr. Michael LaitmanDas Nações Unidas “Pesquisa Mundial Económica e Social 2011“:
Embora a humanidade tenha feito enormes progressos na melhoria do bem-estar material ao longo dos últimos dois séculos, este progresso veio com o custo da degradação constante do nosso ambiente natural. Cerca de metade das florestas que cobriam a terra se foram, recursos hídricos subterrâneos estão sendo esgotados e contaminados, enormes reduções na biodiversidade já ocorreram e, através da maior queima de combustíveis fósseis, a estabilidade do clima do planeta está sendo ameaçada pelo aquecimento global… A incidência de desastres naturais aumentou cinco vezes desde 1970… Para que as populações dos países em desenvolvimento alcancem um padrão de vida decente, especialmente os bilhões que ainda hoje vivem em condições de extrema pobreza, e o adicional de 2 bilhões de pessoas que terá sido adicionado à população mundial até meados do século, será necessário um progresso econômico muito maior.

A continuação ao longo de caminhos anteriormente trilhados de crescimento económico agravará as pressões exercidas sobre os recursos e o ambiente natural do mundo, que se aproximariam de limites cujo sustento não seria mais sustentável…  A utilização de energia está se expandindo rapidamente, impulsionada principalmente pelos combustíveis fósseis, o que explica a razão da humanidade estar à beira de romper fronteiras planetárias de sustentabilidade através do aquecimento global, perda de biodiversidade e perturbação do equilíbrio do ciclo de nitrogênio e outras medidas de sustentabilidade do ecossistema da Terra. Uma ampla transição energética global é urgentemente necessária a fim de evitar uma grande catástrofe planetária. …

A redução do uso de energia e das emissões de gases de efeito estufa, associada ao crescimento e aumento das populações urbanas, exigirão mudanças drásticas nos padrões de consumo, sistemas de transporte, infra-estrutura de casas e edifícios, e sistemas de água e saneamento.

Meu comentário: É impossível fazer a transição para qualquer economia prudente de consumo sensato sem corrigir a natureza do homem. Mas a correção da natureza do homem, de egoísta para altruísta, é contrariada por parte das autoridades e do sistema porque, assim, eles perderão o seu poder sobre o mundo.

Portanto, enquanto for possível, a principal tarefa das autoridades e dos bancos é evitar que as pessoas pensem na crise – mesmo à custa do aumento da dívida nacional, como os EUA está fazendo. E todos os governos concordam com isso.

O Colapso Do Egoismo

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Arvut (Garantia Mútua)”: Se parte da nação não quer manter a Arvut, mas antes escolhe rejubilar-se no amor próprio, eles fazem com que o resto da nação permaneça imersa na sua sujeira e baixeza sem que alguma vez encontrem uma forma de sair da sua sujeira.

Pergunta: Como posso corrigir o meu desejo pela sujeira e baixeza?

Resposta: Eu actuo em relação aos amigos, e os amigos actuam em relação a mim. Isto significa que eles me corrigem? Sim, corrigem-me. E eu corrijo-os a eles? Sim, corrijo. Como posso corrigir-me a mim mesmo? Eu corrijo-me através da correcção deles.

É isto o que significa a garantia mútua. Ninguém faz isto sem os outros, e ele depende dos outros em todas as suas acções no sentido positivo e negativo, na alegria e tristeza. Ele depende das boas e más acções deles, e eles dependem de suas boas e más acções.

Hoje, isto está a tornar-se uma realidade que se manifestará no nosso mundo de uma forma muito desagradável. Se algo mau ocorre num país, os outros países sentirão logo isto. Por outro lado, se algo bom ocorre em outro lugar, os outros mudarão igualmente para melhor.

Este é um verdadeiro colapso para o meu egoísmo. Eu quero que os outros se sintam mal e que eu me sinta bem, ser um vencedor em comparação a eles. Quero o que é pior para eles em vez de para mim, e isto magoa o meu coração. Mas agora, vemos como a integridade da natureza nos compele a pensar diferente. Ensina-nos que ninguém pode se beneficiar sozinho. Se é bom para alguns, será também bom para outros. Não há tal situação em que é bom para alguns e mau para outros.

Gradualmente, aproximamo-nos desta imagem do mundo. Vejam o que está a acontecer nos países desenvolvidos. Se existe uma derrocada num deles, o resto não sabe o que fazer, e eles caiem logo após. Atingimos uma ordem económica tal, isto é, tal egoísmo, que todos dependem de todos os outros. Esta é a garantia mútua, e assim é como ela se manifesta.

Não penso que dependa, digamos, da França. O que é que eu tenho a ver com a França? Contudo, agora devo cuidar que nenhuma falência ocorra lá. Se a França for à bancarrota, então indubitavelmente, irá afectar o meu bolso dois dias depois. Além disso, irá afectá-lo negativamente. Se eu colhi benefícios disso, deixarei que vão à bancarrota. Mas não funciona dessa forma: eu magoo-me também.

Além disso, anteriormente, os problemas dos outros trouxeram benefícios. Antes do mundo se conectar num sistema integral, todos agiam no seu próprio interesse, não considerando os outros. Cada país preocupava-se apenas com o seu próprio ganho. Cada vez, fazíamos análises vigorosas e egoístas para ganhar à custa dos outros. Mesmo se isto requeresse começar uma guerra contra eles e destruir o outro lado até ao chão, era melhor para mim.

Hoje, gostaríamos de seguir ao longo das mesmas linhas, mas não podemos. Em breve, descobriremos que uma guerra não pode ser começada. Dependemos uns dos outros em tal medida que eu não consigo fornecer algo a mim mesmo sozinho. Faltar-me-á qualquer coisa que eu destruir aos outros.

É a isso que chegámos. Desejando o bem para nós próprios, para nossa nação, o nosso país com as suas estruturas e instituições, eu devo tomar conta de toda a gente. Apenas então será bom para mim.

Este mecanismo age na doação entre Partzufim, entre pessoas, e entre a pessoa e o Criador. Tenho de tomar o desejo do meu amigo com o objectivo de satisfazê-lo e colocar o meu desejo ao seu serviço. Apenas sob a condição de que eu satisfaça e tome conta dele, fluirá toda a abundância através de mim e revelar-se-á em mim 620 vezes maior.

O mundo não percebe ainda em que sistema estamos a entrar. Para tal acontecer, precisamos dizer isto às pessoas assim que possível. Caso contrário, o desespero delas irá levá-las à guerra. Elas simplesmente não terão escolha.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/7/11, “O Arvut (Garantia Mútua)”

A Torre Financeira De Babel: Raízes Das Crises

Opinião: (Professor Robin Matthews, presidente da Liga de Gestão Estratégica e Contabilidade): “Na história da Torre de Babel, os babilônios tentaram criar uma Torre consumista que chegou até os céus. O projeto fracassou, a Torre desabou e as pessoas deixaram de ser capazes de se comunicar…

“Na Bíblia, as pessoas começaram a criar uma Torre que era para ser uma escada material para o céu. A Torre desmoronou-se quando os mecanismos de comunicação das finanças foram perdidos. Nos últimos 20 anos a economia mundial passou por um enorme crescimento econômico. A Europa e a América do Norte criaram uma Torre de Babel material baseada no consumidor, feita de dívida e excessiva alavancagem. Esta Torre desmoronou-se à medida que a confiança na linguagem do mundo financeiro (dívidas, a securitização de alavancagem, antídotos e confiança, liquidez e empréstimos interbancários) desmoronou. A extensão do tremor ainda é uma questão em aberto…

“Embora a recente crise pareça ter origem no setor financeiro, as origens são muito mais profundas. O capitalismo e a busca incansável em obter vantagem competitiva tem resultado em grandes volumes e variedade de bens e serviços. A procura deve manter o ritmo com a oferta, o que os comerciantes parecem entender, mas os economistas ignoraram. Nos últimos 20 anos, a busca maníaca das empresas por vantagem competitiva tem sido mais acentuada na mentalidade especulativa do sector financeiro, criando Torres de dívida baseadas na especulação…

“A recente Torre de Babel, como a arquetípica, foi construída sobre bases ilusórias de símbolos, ou blocos de construção de ativos que tinham valor somente enquanto as pessoas continuavam a enganar-se de que tinham valor. Ela foi obrigada a entrar em colapso em algum momento; o ponto crítico ocorre quando a linguagem da comunicação quebrou. Os construtores, fornecedores e gerentes da Torre finalmente deixaram de se comunicar porque não acreditavam mais que os ativos do seu comércio, dívida e liquidez tinham qualquer valor real…

“Os recentes aumentos de riqueza são fundamentados na divisão necessária (naquela época), ocorrida no século XVI, entre as linguagens da ciência e do espírito: entre a linguagem da ciência e da linguagem do misticismo. Um dos resultados, além da riqueza em si, foi a confusão da espiritualidade e do misticismo com a superstição… Talvez a compreensão do colapso da Torre de Babel financeira moderna como sinalização de um ponto crítico, abrindo a possibilidade do surgimento de novas linguagens e nova compreensão das dimensões do Ser ….

“Os efeitos positivos podem estar dormentes dentro da complexidade da rede financeira global… Eles surgem a partir de sua complexidade e independência. Talvez tenhamos alcançado um ponto crítico onde a mudança em todas as escalas é possível. Talvez a mudança possa ser o reconhecimento de que a cooperação deva substituir a competição, a busca de vantagem competitiva e ganância. Talvez surjam novas formas de existência no mundo: o reconhecimento da interdependência é um passo para perceber a necessidade, em um nível prático bem como em um nível espiritual para a compaixão”.