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Um Poço Para Uma Humanidade Sedenta

Dr. Michael LaitmanPergunta: A Torá nos diz que Isaac encontrou dois poços na terra de Grar que haviam sido cavados no tempo de Abraão e tinham sido cobertos posteriormente. Estes poços causaram muitas discussões com os pastores locais e depois de um tempo um novo poço foi escavado que não causou disputas.

Então Avimelech (Abimeleque), o rei da Grar (Gerar), ofereceu a Isaac um acordo. Por que as nações do mundo se tornaram tão boas de repente e querem fazer um acordo com os judeus?

Resposta: É porque Isaac tinha começado suas correções.

Um poço é um buraco no chão, numa terra que está cheia de água. Um buraco que está cheio de água da vida é chamado um poço de vida. A água é a essência do atributo de doação que está escondido na terra, ou seja, no desejo. Em outras palavras, o seu desejo começa a fluir para que você possa receber a água da vida através dele, que é o atributo de doação que traz vida a todos.

Basicamente, a história dos poços nos mostra que se nós começarmos a cumprir nossa missão de organizar a nação de Israel, a fim de corrigir o mundo, é o suficiente. Nós, na verdade, não temos que corrigir o mundo, mas apenas nos corrigir.

Nos capítulos 66-67 da “Introdução ao Livro do Zohar“, Baal HaSulam diz que no momento em que a nação de Israel começar a se corrigir, ou seja, se adaptar de acordo com o Criador, a Luz vai imediatamente começar a fluir a partir dela como a água de um poço, e essa Luz vai corrigir todas as outras nações. Desta forma, todo o mundo se tornará um lugar melhor. Afinal de contas, o mundo não pode corrigir a si mesmo, nem pode fazer nada.

Apenas imagine que exista uma nação que controle e gerencie totalmente o mundo, e as outras nações não podem fazer nada e simplesmente esperam que esta nação faça alguma coisa.

O problema está na forma como isso é revelado, e as interrupções podem ser grandes. No momento, nós ainda podemos de alguma forma escapar daqueles que se opõem a Israel. Mas e se essa imagem fosse revelada e, de repente, todo mundo visse que há sete bilhões de pessoas no mundo e há cerca de dez milhões de quem tudo depende?

Eu diria que os sete bilhões são como um corpo que roda no software vida, e este software é o povo judeu. Sua massa não pertence ao verdadeiro corpo do mundo, mas sim ao software, e ele opera num nível diferente.

De um modo geral, o verdadeiro software é meramente um componente virtual no que diz respeito a este assunto. É um esquema, um sistema. Nós podemos dizer que o software da matéria proteica é Israel e a verdadeira matéria proteica é as nações do mundo. Se este software está incorreto, basta imaginar que as doenças e problemas são causados ​​na matéria!

Toda a história da humanidade é basicamente a cooperação contínua entre o mundo e a nação de Israel, assim como duas bobinas na cadeia de DNA. As nações do mundo e a nação de Israel estão em contínua comunicação, contato e esforço entre si. Israel não seria capaz de atingir o estado do terceiro poço sem a pressão das nações do mundo sobre ele. Há aqueles que cavam o desejo e outros que o encobrem. Este desenvolvimento é necessário a fim de alcançar a água da vida, o atributo de Bina.

O primeiro poço refere-se basicamente a Abraão, o segundo a Isaac e o terceiro a Jacó. Quando Jacó se conecta, ele se torna a linha do meio e, assim, nós chegamos à água da vida.

Pergunta: O que isso tem a ver com a vida hoje? Nós temos que descobrir esse poço agora, essa água da vida?

Resposta: Sim. Nós começamos a derramar a doação, e isso só depende da conexão entre nós. A unidade da nação de Israel é a chave de tudo. É a única coisa que pode cavar um poço para o mundo.

Cavar um poço significa mergulhar em nossos desejos. Eles são negativos, ruins, e revelam toda a negatividade que está escondida dentro de uma pessoa, a sua natureza, e sua distância do Criador. Mas nós temos que fazê-lo. Nós temos que criar fortes sentimentos da deficiência da Luz dentro de nós, os atributos de amor e doação. Isso é chamado de um poço vazio ou um buraco. A propósito, há uma diferença entre estes dois conceitos. O que uma pessoa busca depende apenas dela mesma.

Quando cavamos um poço, nós alcançamos o estado, a profundidade em que sentimos a maior dor no que diz respeito ao amor, doação e conexão. Assim, a água, que é a fonte da vida, aparece.

Assim como os animais que sentem onde há água, as pessoas naqueles tempos sentiam onde tinham que escavar e quão profundo, a fim de encontrar água. A propósito, há uma abundância de água no deserto, porque há enormes lagos subterrâneos. Nós só precisamos saber onde cavar e não há nada a temer. Você pode ir a qualquer lugar visto que você sempre vai encontrar água.

Pergunta: Essa busca pessoal é a proximidade e a conexão entre nós?

Resposta: Sim. Ela existe na medida em que fazemos esforços para descobrir o atributo de doação chamado água.

De KabTV “Porção Semanal da Torá” 14/11/14

Cabalistas Sobre A Nação De Israel E As Nações Do Mundo, Parte 12

O Povo De Israel Deve Cumprir A Sua Missão

Do artigo do Baal HaSulam, “Os Escritos da Última Geração”. Adições e rascunhos, Seção 2, da Introdução:

Eu já apresentei a essência das minhas opiniões em 1933. Eu também falei com os líderes da geração, e as minhas palavras não foram aceitas na época, mesmo que eu gritasse como uma garça e advertisse sobre a destruição do mundo; isso não causou nenhuma impressão.

Mas agora, depois das bombas atômicas e de hidrogênio, eu acho que o mundo vai acreditar em mim que o fim do mundo está se aproximando e a passos rápidos; e Israel será queimado antes das outras nações, como foi na guerra anterior; por isso, é bom despertar hoje o mundo para aceitar o seu único remédio e continuar a viver e existir.

Com Respeito Ao Terror, Elevação De Preços E Unificação Da Sociedade, Parte 2

Parece que o custo de vida não é um assunto que pega o coração e obriga-o a bater fortemente. Mas, na verdade, para alguns, isso poderia até ser mais significativo que a intifada.

Se eu acordar todas as manhãs e estiver atormentado com a idéia de como alimentar meus filhos pequenos, como terminar o mês sem déficit, sem novas dívidas e empréstimos bancários adicionais, então isso se torna um assunto de grande preocupação.

Essencialmente, a culpa não reside no banco, nem na empresa que faz iogurte infantil e que infla o preço. Nenhum deles é culpado. Pois eles estão agindo de acordo com sua natureza egoísta. Mas se quisermos influenciá-los, convencendo-os a fazer o preço dos alimentos para crianças quatro vezes menor, de acordo com o preço base de tais produtos, e que ainda eles ficarão com um grande lucro, é necessário mudar a base do pensamento deles.

É possível fazer isso através da influência do meio ambiente; então venha, vamos mudar nosso meio-ambiente! E isso não é através de gritos, protestos e manifestações; em vez disso, isto é feito através de conexão e união entre nós. [Leia mais →]

Quem É O Culpado Pelo Tumulto Árabe?

Pergunta: Hoje, os árabes israelenses, em certa medida, sentem que eles são cidadãos de segunda classe. Como, exatamente, a união entre todos os cidadãos judeus de Israel e as relações corretas entre eles, ajudarão os árabes a livrarem-se da sensação de estar sendo molestados?

Resposta: No final de”Introdução ao Livro do Zohar”, Baal HaSulam escreve que se o povo de Israel unir- se corretamente com base na garantia mútua, em conformidade com o “não faça aos outros o que você odeia para si mesmo”, e “ama o teu próximo como a ti mesmo”, então a força da unidade transbordará a partir deles, a água de um reservatório cheio, e vai espalhar-se para todas as nações do mundo. Eles sentirão donde a força da perfeição vem e juntar-se-ão ao povo de Israel.

Temos que entender que isto diz respeito à única influência viável de uma parte do sistema sobre a outra, e o impacto do povo de Israel sobre as nações do mundo, como resultado de que eles deixarão de considerar-se como nações “de segunda classe”. [Leia mais →]

O Segredo Para Uma Feliz Vida de Casado

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (de Psychologies): “Observando por 40 anos como um casal se comunica com o outro, o psicólogo John Gottman pode, com uma probabilidade de 100%, prever se eles vão ser felizes juntos anos depois ou se a sua relação não tem futuro.

“Casais felizes veem o lado positivo no outro, algo pelo qual eles podem dizer ‘obrigado’, se abraçar e apenas ser feliz que a vida lhe trouxe uma pessoa tão maravilhosa.

“Eles propositadamente constroem uma relação de respeito e gratidão. Casais infelizes, pelo contrário, estão olhando o tempo todo para encontrar falhas no parceiro, capturando cada erro seu.

“Futuros casais infelizes olham calmos ao falar sobre seu relacionamento, mas suas frequências cardíacas estavam rápidas, suas glândulas sudoríparas ativas e seu fluxo sanguíneo rápido.

“Os casais que mantiveram um casamento feliz anos mais tarde, desde o início demonstraram baixo estresse fisiológico. Eles se sentiam confortáveis e confiantes, o que foi expresso numa atitude de cuidado e amor para com o seu parceiro. Mesmo durante uma discussão eles podem criar uma atmosfera de confiança, carinho e amor um pelo outro.

“A principal razão para o divórcio é o desrespeito pelo parceiro. Aqueles de nós que estão procurando a menor desculpa para criticar e não se acostumam a responder aos pedidos do parceiro com respeito, perdem 50% das coisas positivas que são criadas por eles, mas veem o negativo onde não há nenhum. Eles matam o amor. A raiva e a indiferença significam a morte de relacionamento.

“A compaixão é o mais importante indicador da estabilidade do casamento, e quanto mais nós a praticamos, mais forte ela é.

“Não se trata de presentes, mas como nos comunicamos uns com os outros todos os dias: procurar ativamente um motivo para ser grato por algo durante o dia, não se concentrar no negativo, não pensar mal do parceiro se ele fez um erro.

“O problema dos casais infelizes é que muitas vezes eles não podem ser felizes pelo outro. Estar juntos e compartilhar a alegria, o sucesso de quem amamos, é tão importante quanto estar perto durante períodos difíceis”.

Meu Comentário: É intrigante: somente no século XXI é que nós começamos a compreender as relações familiares? E no passado, essa sabedoria não era conhecida pelos nossos antepassados?

Duas Forças Que Criam O Ser Humano

laitman_232_08Em geral, o nosso processo de desenvolvimento é sobre a expansão e a consolidação (“respiração”) que combina ambas as forças. Elas se opõem e ao mesmo tempo preservam a harmonia mútua.

O mesmo mecanismo natural pode ser aplicado às relações humanas. Nós também sentimos distanciamento e proximidade, arrefecimento e ardor.

Assim, nós passamos pelas mesmas formas de desenvolvimento como o universo. A diferença é que nós estamos num nível superior de consciência. É óbvio que não podemos “nos dedicar” apenas a uma dessas grandes forças, uma vez que não vamos sobreviver apenas inalando ou exalando.

A vida é um contraste de opostos. Se tudo é bom e maravilhoso, se a doçura não é salpicada ao menos um pouco com tempero ou amargura, nós perdemos o sentido do paladar e não conseguimos encontrar a essência da vida. É uma condição insuportável.

Apenas uma combinação de ambas as forças (positiva e negativa) nos dá uma sensação correta e, assim, uma centelha de vida emerge entre elas. Caso contrário, tudo desaparece, se dissolve em monotonia.

Pergunta: Como ambas as forças, os processos de expansão e consolidação, se manifestam na história da humanidade?

Resposta: Por um lado, nós nos estabelecemos em todo o mundo, estamos separados e desconectados uns dos outros, odiamos os outros e lutamos com eles. Nós vamos além das antigas fronteiras das limitações anteriores, já não desejando observá-las, nós quebramos nossos acordos, contratos, uniões, “libertando-nos” assim nos das nossas responsabilidades.

A força que nos empurra para este tipo de comportamento é o egoísmo. Quanto maior ele for, menos nós estamos dispostos a estar conectados com alguém ou alguma coisa. Também não queremos dever algo a alguém.

Por outro lado, a força da consolidação e união também nos influencia, fazendo-nos conectar e agrupar, promovendo uma sensação de que precisamos uns dos outros, forçando-nos a buscar as razões para unir, encontrar paralelos, e experimentar a proximidade.

Há uma oportunidade inversa: a força da expansão abre o nosso coração para o mundo inteiro, ao passo que a força da consolidação sai do egoísmo e nos faz buscar o benefício pessoal ao nos conectarmos com os outros.

Tudo depende de qual destas duas forças formam a nossa visão de mundo: boa ou ruim.

De um jeito ou de outro, é a interação entre as duas forças que se origina a sensação de vida em nós. É por isso que é muito importante equilibrar essas energias de modo que ambas sejam orientadas na direção certa.

Por exemplo, nós temos a tendência de idealizar as nossas fantasias sobre um casal “correto” que se assemelha a dois “pombinhos”. No entanto, no mundo real, as famílias são geralmente baseadas em conflitos. Elas precisam de um “tempero”, sem o qual o casamento se torna sem graça; trata-se de “lenhas” que devem ser adicionadas ao fogo do amor.

Assim, ambas as forças devem ser totalmente implementadas, embora ambas devam conduzir a uma realização, meta unificada. Sua combinação deve se basear no equilíbrio e proporcionar uma eficiência máxima que vem de uma fonte comum.

Pergunta: Como podemos criar e manter o equilíbrio entre as duas forças?

Resposta: Nós devemos estabelecer uma meta para ambas.

Em essência, há as forças de doação e recepção, atração e repulsão. Não importa em que nível ou esfera elas são implementadas – se se trata de mecânica, eletricidade ou outros campos da atividade humana.

Neste momento, nós estamos falando da influência de ambas as forças dentro de nós e entre nós, num nível sensual. Por conseguinte, nós devemos equilibrar a intensidade do nosso egoísmo com a força altruísta de doação.

Inicialmente, a força de recepção nos domina: nós queremos atrair e temos em nosso pode tudo o que pode ser benéfico para nós. Além disso, nós não queremos que os outros tenham tudo o que é bom para nós. Esse é o nosso estado original, genuíno. Nós devemos encontrar formas para equilibrar essa força ruim.

Nossos esforços para igualar a força ruim dentro de nós nos levará a um sistema em que mantemos uma harmonia interna, como a célula saudável de um organismo. Juntas, as células vigorosas repõem uma a outra e cuidam bem de seus vizinhos. Se isso acontece, nós estamos autorizados a receber para que possamos beneficiar ainda mais os outros.

Assim, nós estamos formando um organismo geral, cujas partes estão integralmente conectadas. Nós geramos um novo “corpo”, uma nova vida no nível falante, acima do inanimado, vegetal e animal.

Em outras palavras, o nível humano não se refere a nós do jeito que somos hoje. Neste momento, nós só ocupamos o topo do nível animal. Quando construirmos um sistema correto, ele será chamado de “um homem” (Adão). Na medida em que ele conter ambas as forças que estão equilibradas entre si, nós vamos começar a sentir a natureza com maior profundidade e amplitude.

Pergunta: O que nos falta hoje para sermos capazes de criar um sistema que seja adequado para o nível humano?

Resposta: Há uma deficiência da força de doação. Neste momento, só o desejo de receber está agindo em nós.

Atualmente, nós estamos na transição do nível animal para o nível humano. No entanto, é apenas a força de recepção que nós cultivamos. Qualquer uma das nossas ações de doação são destinadas apenas para receber mais e mais. Se não fosse por isso, não seríamos capazes de dar nada.

Assim, não importa o que fazemos, tudo sobre nós é apenas recepção, seja de forma óbvia ou oculta. O desejo de receber governa tudo, enquanto não temos a força de doação.

No entanto, se encontrarmos o caminho para gerar a força de doação entre nós, para equilibrar a energia de recepção com o poder de doação, e assim manter o equilíbrio entre as duas forças, elas vão nos transformar numa nova criatura chamada de “Homem”. Um novo tipo de consciência vai crescer em nós. Ela será construída em ambas as forças que nos permitem formar um sistema de doação acima da estrutura de recepção. Quando conseguirmos construir os dois sistemas, vamos sentir o nível superior da natureza, o nível falante.

Hoje, nós ainda não atingimos este nível. Falta-nos a segunda parte dele, a força da doação. Como resultado, não podemos realmente estar conectados e agora nos assemelhamos a um punhado de nozes num saco que são mantidas juntos apenas com a ajuda da pressão externa; caso contrário, elas simplesmente se dispersam.

De KabTV “Uma Nova Vida” 02/03/14

Prevenir Uma Terceira Intifada, Parte 3

Dr. Michael LaitmanA partir do momento em que a sabedoria da Cabalá foi revelada a um grupo de pessoas chamadas de nação de Israel, esta nação se tornou responsável por tudo que acontece com a humanidade e com toda a natureza em geral.

Israel é responsável por todos os processos na evolução geral e pelo fato de que toda a natureza deve passar por diferentes fases perfeitas no curso do seu avanço em direção ao objetivo final.

Se houver qualquer distorção e esta forma não for mais perfeita, é culpa de Israel. Eles, então, devem sentir a influência mais forte das forças que o evocam, forçando-o a despertar e trazer novamente toda a humanidade a um estado de harmonia.

Essa é a perspectiva da qual nós temos que olhar para todos os problemas, em especial os problemas atuais e todos os eventos em toda a história da humanidade. Nós devemos entender que todas as intifadas e o antissemitismo no mundo vêm de nosso atraso e da nossa participação insuficiente no processo evolutivo do mundo. Nós deveríamos ter começado a puxar todos à conexão e unidade há muito tempo, começando com toda a nação de Israel e depois toda a humanidade. Nós deveríamos ter ajudado a humanidade se tornar mais conectada e unida, e mais perto da forma final perfeita.

Pergunta: Por que você acha que estamos atrasados?

Resposta: Nós podemos ver isso pela pressão que é colocada sobre a nação de Israel. A nação de Israel é um indício claro. Se há uma erupção da violência, isso significa que estamos atrasados ​​em nossa correção. Na verdade, nós atraímos o desequilíbrio das forças positivas e negativas que não conseguem atingir um estado de equilíbrio entre si pelo nosso atraso e recusa em levar o sistema a um estado de harmonia num dado momento.

Toda a humanidade está no meio entre esses prós e contras, entre a inclinação ao mal e a doação, o Criador, e as pressões que afetam toda a humanidade e, através dela, a nação de Israel. Na verdade, é Israel que deve levar todos os outros à forma perfeita.

Esta é a razão que me dói ver a erupção do terror, mas nós temos que entender que somos os únicos culpados pelo que está acontecendo. Todas as nações do mundo apenas executam as ordens das forças da natureza. Elas não têm o livre arbítrio e não determinam nada. Esta é a razão pela qual não podemos esperar que elas corrijam a situação.

É fundamentalmente errado esperar que os americanos ou os europeus sejam capazes de trazer a paz ao mundo, nem que os árabes, de repente, mudem por si mesmos. Nós temos que pensar apenas em como nós (Israel) assumimos o comando e controle das forças da natureza e organizamos a conexão dentro da nossa própria nação.

Nós não somos obrigados a estabelecer conexões com ninguém, nem os árabes israelenses, nem com os nossos vizinhos árabes ou a ONU. Nós não precisamos pensar nos outros para fazer o nosso trabalho. Este trabalho é feito dentro da nação israelense. Mas, na medida em que nos conectamos internamente entre nós, o poder dessa totalidade, a unidade, a conexão e o amor, vão se derramar através de nós para o mundo inteiro, e toda a humanidade, de repente, começará a se acalmar e se conectar.

Então, o mundo inteiro vai sair da crise global que em que se encontra e todas as disputas na ONU e em todo o mundo chegarão ao fim e todo mundo vai se acalmar, se unir e abraçar. Será um maravilhoso estado bom, uma grande comunidade global, e tudo depende de como a nação israelense estabelece as relações internas entre seu povo.

De KabTV “Uma Nova Vida” 13/11/14

Usar O Dinheiro Para O Bem Da Sociedade

Dr. Michael LaitmanComentário: Hoje em dia, a maioria das pessoas está em uma situação muito difícil, e a principal preocupação de cada pessoa é o seu sustento. Infelizmente, nem todo mundo tem renda suficiente para atender até mesmo suas necessidades básicas. O assunto do dinheiro desperta muitos medos e outros sentimentos associados com a incapacidade de ganhar.

Resposta: É verdade, mas é necessário compreender que tudo depende de valores existentes. Se dissermos que a humanidade está começando a mudar sua percepção hoje, este é apenas o primeiro estágio que expõe a incapacidade de uma pessoa de satisfazer-se de acordo com os valores anteriores. Estes valores foram criados por pessoas que queriam obter dinheiro e poder no mundo em detrimento de outros, porque o mundo era dominado pelo dinheiro.

Na verdade, o mundo é dominado por algumas dezenas de famílias que ao longo de centenas de anos acumularam poder que as possibilitou controlar o mundo. E todos os governos com que estamos familiarizados são sujeitos a elas.

Estas famílias determinam quais necessidades devem existir entre a população mundial e de que forma. Esses valores são projetados para provocar as pessoas a trabalhar e prover aqueles no controle com mais poder e lucro.

Nós vemos que nos encontramos num estado em que estas regras não valem nada. Se a humanidade descobre que não pode continuar a se desenvolver como anteriormente, esta situação chama-se reconhecimento do mal.

Hoje uma pessoa tornou-se aparentemente mais livre. Por um lado, ela não pertence ao seu dono, mas por outro lado, desejos que se desenvolveram nela a mantém em cativeiro. A ideia é que os desejos de uma pessoa não se desenvolvem no início da vida em direção a algo mais elevado: eu tenho uma carroça, agora quero um carro; eu tenho um carro pequeno, mas agora quero um grandão; eu tenho um carro grande e quero um avião.

Nossos desejos estão se desenvolvendo não apenas quantitativamente mas também qualitativamente. Um carro ou um avião, em vez de uma carroça, não cria algo diferente em princípio. Em vez disso, o desejo anterior foi simplesmente satisfeito e novas necessidades estão sendo sentidas.

Em última análise, nós nos encontramos em uma situação tensa e limitada em muitos aspectos. Em primeiro lugar, dentro da estrutura atual da sociedade, eu não estou preparado para suprir-me com as necessidades para a existência. Em segundo lugar, eu não posso me desenvolver como me desenvolvi no passado. Em terceiro lugar, eu vejo o fim deste desenvolvimento por parte da natureza. Em quarto lugar, sinto que não estou satisfazendo meus novos desejos e necessidades que de repente cresceram em mim porque não pertencem ao nível no qual fiquei decepcionado.

Historicamente, nosso desenvolvimento sempre mudou naturalmente para uma nova fase sob a pressão das circunstâncias. Mas esta forma de desenvolvimento é muito longa e difícil e é acompanhada pelas catástrofes que acontecem regularmente, e nós vemos que esses desastres estão aumentando.

Nós estamos falando de mudanças climáticas na direção do aquecimento ou resfriamento global e são fenômenos com os quais não podemos lidar. A humanidade pode realmente estar numa situação onde apenas um pequeno grupo de pessoas vai chegar à nova fase de desenvolvimento, no melhor dos casos 1 bilhão pessoas, ou até menos.

Não é melhor aprender com o passado, como afirmado no Talmude Babilônico, Tamid 32a: uma pessoa sábia vê o resultado e começar a se desenvolver somente através de novos métodos? Esta é a pergunta. Segue-se que tudo depende de explicar a situação em que estamos para que a humanidade entenda suas causas e em que direção devemos avançar.

Até agora, a humanidade desenvolveu um sistema educativo que é composto por escolas, creches, faculdades e universidades. Não há nenhum lugar onde as pessoas não recebem educação. E mesmo que um terço da população não saiba ler ou escrever, é possível apresentar uma explicação sobre o método de Educação Integral para a maioria da população, e isto será suficiente. Todo mundo vai apenas se juntar, quase inconscientemente, da mesa forma que elas agora vivem.

Para todas aquelas pessoas que podem ser alcançadas, é necessário dar uma explicação e trazê-las a um entendimento de que a solução para o problema está na mudança da pessoa. Mas isto requer esforço e trabalho de sua parte, e uma pessoa deve trabalhar nisso. E o trabalho necessário para assegurar um nível de vida racional não vai levar mais de duas horas por dia.

Todo o resto do tempo a pessoa vai trabalhar para garantir a cobertura “monetária” para si, para a satisfação das novas necessidades que a sociedade cria nela. E para estas necessidades, não existem limites, uma vez que podemos criá-las através de conexões sociais e da participação da pessoa na sociedade.

De KabTV “Uma Nova Vida” 30/08/12

O Limte De Nossa Evolução

laitman_742_03Pergunta: Nós vemos períodos alternados de destruição e criação na evolução da Terra. Será que nós podemos ver isso como análogo à evolução da humanidade?

Resposta: Parece que a natureza só destrói o que ela cria. Na verdade, isso faz parte do processo evolutivo, onde cada nova fase requer a superação do estado anterior e a construção de uma nova fase acima dela.

Quanto a uma possível analogia com a história da humanidade, tudo ser refere à essência da evolução de um único ego, de nosso desejo de receber, que está em desequilíbrio com Aquele que doa.

A confusão deriva do fato de que o desejo de receber está dividido em duas partes:

  • Por um lado, eu anseio receber para o meu benefício pessoal e direto;
  • Por outro lado, eu estou pronto para dar algo a alguém desde que eu saiba que vou tirar proveito dele. Embora eu simplesmente me sinta bem com a minha bondade, é uma recompensa clara, pois, caso contrário eu ficaria sem combustível para dar.

Assim, eu sou constantemente impulsionado por uma única força de recepção. Não importa o que eu faço, eu faço tudo isso para o meu próprio bem. Ninguém tem o poder de dar algo sem calcular seu próprio benefício. Até mesmo uma mãe cuida de seu bebê, porque sentiria dor se algo viesse a acontecer com ele. Se você cortasse essa dor, a preocupação dela desapareceria.

Basicamente, nós não somos nada mais do que sistemas de pensamentos e resultados. Meu sistema nunca concordaria em fazer até mesmo um grama de esforço se não visse nenhum lucro, resposta ou sentimento em troca. Toda a nossa natureza é organizada desta maneira egoísta, e só sabe como calcular as coisas em seu próprio benefício.

Portanto, toda a nossa bondade, não importa quão sincera seja, é uma mentira. Nós não podemos doar de forma puramente incondicional. Só uma pessoa insana ou doente mental pode fazer algo sem calcular o seu lucro pessoal.

Então, como podemos adquirir o poder de doação, a fim de equilibrar a nossa essência? Isto é o que temos que descobrir.

No entanto, de qualquer forma, esta força se encontra na natureza, em nosso plano oculto, e é agora que nos envolvemos com a subida do nível animal para o nível humano. Um ser humano já é um ser criado que inclui as duas forças.

Enquanto isso, nós usamos a força de desenvolvimento do nível humano apenas de uma forma negativa e não a positiva que deveríamos ter estabelecido acima da negatividade.

Assim, nós passamos por estados terríveis ao longo de um caminho muito difícil até que decidimos que o caminho é ruim e que devemos concluí-lo e equilibrá-lo com a boa força.

Na verdade, nós estamos neste limite, na transição da nossa evolução negativa para a conclusão positiva.

De KabTV “Uma Nova Vida” 02/03/14

Uma Nova Maneira De Pensar Sobre Dinheiro

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como disse Einstein, não podemos resolver os nossos problemas no mesmo plano que os criamos. Que tipo de pensamento novo nós devemos desenvolver em relação ao dinheiro?

Resposta: No passado, as pessoas dependiam de dinheiro muito mais do que hoje. Não havia segurança social, nem saúde ou fundos de aposentadoria, nem qualquer tipo de assistência social para as famílias monoparentais ou pessoas que vivem abaixo do nível de pobreza, etc. Em todos esses casos, as pessoas tinham que ter dinheiro para se manter.

Se, de repente, nós tivéssemos que reembolsar esses montantes que foram subtraídos para a manutenção de escolas, creches e hospitais do salário de uma pessoa, o seu salário iria crescer em um terço. Mas ela certamente não iria ficar com esse dinheiro para tempos difíceis. Ele iria desperdiçá-lo, e se algo lhe acontecesse, ela seria responsabilidade da sociedade.

Nós vemos que o nosso desenvolvimento nos obriga a avançar nessa direção onde o dinheiro, ou seja, a cobertura de todos os tipos de despesas, vai passar cada vez mais pelas mãos da sociedade. Certamente, ele deve ser utilizado corretamente e não para jogos políticos.

Se nós vemos que as pessoas estão preocupadas que o seu salário não é suficiente para manter a sua casa, para pagar os serviços e alimentos, pode ser que nós precisemos avançar nessa direção.

Por exemplo, é necessário fazer uma contabilidade geral para os habitantes de uma cidade a respeito de quanto é necessário para pagar a água, gás e eletricidade para todos. O problema é que nós teremos que educar as pessoas a se planejarem economicamente para cada necessidade, uma vez que sem educação pode haver muito mais despesas do que hoje.

Mas em relação à cesta de produtos básicos, é possível fazer isso. Ao alocar uma determinada quantia do salário de todos, nós podemos fornecer cupons a todos, que eles poderão usar numa loja para conseguir o que precisam de mantimentos para um mês. Nós podemos até mesmo organizar uma entrega semanal.

Além disso, eu também gostaria de sugerir a criação de instalações de armazenamento de várias coisas. Em vez das pessoas manterem as coisas em seu sótão e jogá-las fora depois, vale a pena dar-lhes para uso geral de outros. Quando você precisasse de alguma coisa, você viria e levaria, se não seu, então bens que pertenciam à outra pessoa. Trata-se de vestuário, brinquedos para crianças, e outras coisas, até mesmo utensílios de cozinha.

Desta forma, nós poderíamos utilizar não só utensílios domésticos, mas também nossos serviços profissionais. Por exemplo, nós poderíamos organizar vários sistemas de oferta de serviços mútuos que não podemos pagar por nós mesmos. Uma vez por semana, todos os profissionais trabalhariam voluntariamente por um número de horas e todos estariam cientes disso. Nós não precisaríamos pagar por estes serviços com dinheiro, embora fosse possível. Segue-se que iríamos receber uma adição significativa ao nosso salário.

Comentário: Enquanto isso, nós acreditamos que o dinheiro nos dá independência e não queremos depender tanto um do outro.

Resposta: A economia doméstica demonstra realisticamente a quantidade de água, eletricidade, gás e combustível que eu preciso, o quanto posso alocar para reformas, o quanto vai ser deixado para alimentação, vestuário, etc. Se anotarmos todos esses itens, a pessoa vai ser convencida de que permanecerá sempre em déficit (menos). Isso é o que se chama viver com dinheiro? Ela simplesmente tem imagens em suas mãos com as quais as crianças brincam. Se nós explicarmos tudo isso logicamente, as pessoas simplesmente vão se afastar de uma independência como essa.

De KabTV “Uma Nova Vida” 02/09/14