Textos na Categoria 'Crise'

O Que Vai Acontecer Com O Mundo?

Dr. Michael LaitmanOpinião (Michael Khazin, economista): “A ideia do sistema de Bretton Woods é uma expansão do território do dólar. Através da expansão do território do dólar é possível imprimir dólares, criando renda adicional que pode ser redistribuída. Se essas nações obedecem as regras gerais do Fundo Monetário Internacional, ela recebem uma quota de dólares adicionais.

Nos anos 70, o território para a expansão foi terminado, embora a expansão continuasse através do fornecimento de empréstimos a particulares e do refinanciamento de dívida privada. No ano de 1990, a União Soviética se desfez e expandiu o território para o dólar à custa das nações socialistas. No ano de 2000, a crise começou, embora a impressão de dólares continuasse através da redução do custo do crédito.

“No ano de 2008, a crise eclodiu novamente, e a impressão de dólares continuou à custa de mudanças na oferta de dinheiro (taxas reduzidas, especificamente o incentivo de empréstimos). Como resultado disso, a atribuição de crédito do mercado monetário era 17 vezes maior do que a atribuição de dinheiro pronto.

“Quando os recursos para a impressão de dinheiro terminaram, os problemas começaram; a demanda privada estava em declínio, mesmo que a economia dos Estados Unidos aparentemente mostrasse crescimento.

Hoje está claro que a bolha nos mercados de ações entrará em colapso; ou seja, o valor dos ativos vai cair e os passivos, ou seja, a dívida, permanecerá. Isto significa falência em massa. A fim de acabar com os passivos, os bancos planejam guerras no Oriente Médio, na qual, por um lado, há petróleo, e, por outro lado, há Israel com a sua bomba atômica.

“Outra possibilidade é um ataque terrorista em massa. Isso é algo que vai possibilitar aos bancos dizer àqueles que têm dinheiro que os riscos têm crescido a tal ponto que eles são forçados a atrasar os pagamentos, pois o sistema de seguro para riscos financeiros foi destruído.

“Há dois cenários: salvar o sistema financeiro global em detrimento da economia americana (esta é a percepção do Partido Democrata dos Estados Unidos), ou salvar a economia americana à custa do sistema financeiro global (esta é a percepção do Partido Republicano). Esta situação causou a derrota do Partido Democrata nas eleições de meio de mandato, e o reforço das forças isolacionistas no Partido Republicano (o mundo não se importa conosco, nós devemos salvar a nós mesmos!).

“Os políticos europeus dependem da CIA, do SNA, e assim por diante, onde cada uma dessas organizações possui provas contra eles. Portanto, esses políticos estão lutando por suas vidas. Os Estados Unidos vão destruí-los, se a Europa tomar medidas de seu interesse e não em interesse de Washington. Neste caso, a Europa se encontra diante de uma guerra civil, como na Ucrânia, e em estado de desintegração. A Rússia tem o seu destino: o estado de inanição.

“Hoje os políticos ativos no governo estão com menos de 65 anos, e não estão familiarizados com a escala desses problemas. E os idosos, como Kissinger, não são mais influentes. Assim, o mundo está à porta no limiar de uma reorganização cruel (territorial, nacional e uma reorganização das elites). Muito provavelmente alguns desses políticos serão derrotados nas eleições de 2016 nos Estados Unidos, e, em seguida, a situação vai mudar.

Meu Comentário: Nós precisamos produzir novas relações socioeconômicas com base nas condições da “Última Geração” através da educação integral, da unidade de todos numa única sociedade baseada na igualdade plena, trabalhar apenas o que é necessário para suprir as necessidades essenciais da sociedade. Os recursos liberados e o tempo serão encaminhados às universidades públicas envolvidas com a educação da nova geração na humanidade.

Por enquanto, não vemos atualmente a possibilidade de uma transformação gradual e fácil de uma economia de mercado para uma economia comunista, de modo que isso agora depende do sucesso da disseminação da educação integral.

Comunidade Como Um Desafio Ao Capitalismo

laitman_600_02Pergunta: Os sociólogos afirmam que os seres humanos são criaturas sociais, que sua necessidade de fazer parte de uma comunidade ou de uma sociedade é básica e fundamental. Ultimamente, a estrutura das comunidades foi submetida a múltiplas crises que tornou quase impossível imaginar o que a vida comunitária deve ser e o que significa ser um membro de uma comunidade, e em que medida as comunidades influenciam os indivíduos. O que deve ser a vida comunitária, neste momento, na sua opinião?

Resposta: Ao longo de toda a história, as pessoas nasceram e viveram em comunidades. Comunidades eram as casas das pessoas, famílias, e substituíram todo o mundo! Foi assim na África, Ásia e Europa. A comunidade era uma pequena aldeia ou tribo, ou seja, algum tipo de ambiente que constantemente as envolvia com carinho e cuidado.

Esta atitude experimentada pelas pessoas não veio apenas de seus pais. Era uma parte de todo mundo e todo mundo pertencia a uma comunidade; não havia muita diferença entre os membros da comunidade, nem competição, aqueles que eram maiores ou menores. No entanto, um avanço maior foi baseado na evolução do egoísmo. Na medida em que se expandiu, o egoísmo distanciou cada vez mais as pessoas umas das outras.

Esta é a razão pela qual a vida comunitária normal se deteriorou: algumas pessoas ficaram mais ricas do que outras, algumas mais pobres; algumas se saíram melhores, outras piores; algumas eram mais fortes, outras mais fracas.

Ultimamente, o nosso egoísmo tem crescido exponencialmente. Neste momento, nós estamos experimentando “um salto” que só é comparável à explosão do egoísmo na antiga Babilônia. Até recentemente, nós ainda tínhamos alguma vida comunitária em conjunto dentro dos limites de nossos países ou cidades. Cidades medievais ergueram paredes em torno de seus territórios. Elas tiveram que reforçar a sua conexão para resistir aos inimigos externos.

Neste momento, não há nada assim: eu vivo em meu apartamento e me escondo de todo mundo tentando ser completamente independente. Eu nem mesmo sei quem são meus vizinhos; não há nada que me una a eles.

De manhã eu saio do meu apartamento com meus filhos, coloco-os no carro e levo-os para um jardim de infância ou escola. À noite eu trago meus filhos de volta para casa; eles vão para seus quartos, fecham as portas, e na maioria das vezes sequer compartilham o jantar comigo. Esta é como a nossa vida continua.

Ao mesmo tempo, a nossa dependência global da natureza nos espreme e força a conectar cada vez mais. De nossa parte, nós resistimos a esse processo e tendemos a romper as fronteiras desde dentro. Estas duas tendências evolutivas criam um fenômeno que chamamos de crise.

Devido à globalização, nós podemos prover a todos com as coisas essenciais. No entanto, nenhum de nós realmente quer ficar conectado com os outros. Assim, o nosso desejo de viver uma boa vida se transforma em aflição.

É de conhecimento comum que as comunidades têm influência sobre fornecedores públicos, empresas de serviços, etc. Se vivêssemos numa cidade pequena, seriamos capazes de fazer muitas coisas boas para os outros moradores.

Nós estabeleceríamos preços rígidos para os fabricantes e vendedores de alimentos, bem como para aqueles que vendem eletricidade, gás e água. Os preços dependeriam exclusivamente de nós, já que seríamos os principais compradores. Então, nós seríamos os únicos que teriam o direito de exigir e definir preços.

Se criássemos uma ou várias comunidades no ambiente contemporâneo, competiríamos com a abordagem capitalista egoísta que tende a tomar tudo de nós, querendo tirar vantagem de nós com indisfarçável agressão e cinismo. A nossa situação atual nos permite escolher a quem nos dirigir a fim de organizar as nossas vidas da melhor maneira possível.

As coisas podem ser organizadas de forma que as comunidades serão as encarregadas de organizar suas vidas. Isso significa que elas não contratarão empresas de serviços ou firmas se segurança; em vez disso, elas vão criá-las de uma forma nova. No entanto, a primeira coisa que as pessoas devem fazer é estabelecer uma conexão mais estreita entre si, de modo que a sua unidade as molde de acordo com a natureza global. Não é uma tarefa fácil de alcançar.

De KabTV “Uma Nova Vida” 10/08/14

A Luta Constante Da Vida

Dr. Michael LaitmanPergunta: Este tópico ardente das relações se tornou extremamente importante em nosso tempo nos círculos dominantes e seu impacto negativo na sociedade sob a sua liderança.

Governos são substituídos, mas cada vez que a mesma situação retorna. Apenas os atores e as forças mudam, mas a dinâmica permanece a mesma.

Existem vários partidos principais que lutam pelo poder, e eles estão constantemente em guerra uns com os outros, tentando desarmar o outro. Se eu o venço hoje, tudo que você faz a partir deste momento até a próxima eleição é tentar me derrubar.

Assim, um político que chegou ao poder e pretendia fazer alterações concebidas por ele é incapaz de fazer qualquer coisa porque o resto de seus adversários está se esforçando em ter certeza que ele falhe.

A próxima eleição chega, alguém ganha, e todos os outros adversários começam a interferir e tentam derrubá-lo. Tudo retorna à estaca zero. Nesta altura, todo o país está sofrendo com o fato de que os políticos estão tentando culpar uns aos outros dentro do governo. Isso só prejudica mais os cidadãos.

Esta é a nossa realidade hoje. Por que ocorre esta luta sem fim e, mais importante, como podemos mudar as coisas para melhor?

Resposta: É natural que exista uma luta pelo poder, porque todos nós somos egoístas. Uma pessoa que batalha pelo poder muitas vezes é mais egoísta do que uma pessoa simples, porque ela se eleva a este nível. No aparato da decisão, um ou duas centenas de líderes e vários milhares de funcionários são os maiores egoístas de todos.

Portanto, existe um ambiente muito aquecido e agressivo onde problemas, suborno e fraude estão concentrados. Isso é natural. Esta não é uma propriedade de um país em particular porque acontece em todos os lugares. Em alguns países é menos pronunciado, como na Escandinávia, que é tradicionalmente caracterizado por uma forma bastante tranquila de vida e valores socialistas.

A mesma luta pelo poder acontece em todos os outros países da Europa e nos Estados Unidos. Na medida em que os países se desenvolvem, eles se tornam jogadores nos mesmos jogos governamentais. É como um caldeirão fervendo que ferve continuamente em cima de uma forte chama versus ferver em fogo baixo.

Pergunta: Digamos que nós temos políticos que concordaram ir às urnas em conjunto, e conseguiram ganhar em uma coalizão. Antes disso, nós tínhamos um interesse comum que nos unia. Nós chegamos ao poder e fomos capazes de ter reformas úteis. Se continuarmos a trabalhar em conjunto, pelo menos nessa cadência, as coisas vão bem.

Mas isso não funciona! Apesar do interesse geral de permanecer no poder, não podemos agir como parceiros. Há intermináveis jogos egoístas ​​e intrigas, que não nos permitem alcançar qualquer sucesso. Por que isso acontece?

Resposta: Estes são jogos egoístas que não podem ser evitados. O egoísmo nos queima por dentro e exige que subamos cada vez mais alto, caminhando sobre a cabeça das outras pessoas para chegar lá. Apenas neste caso a pessoa se sente bem sucedida, forte, e especial. Portanto, esse egoísmo, ainda engajado numa luta, pega uma nova intriga sem qualquer motivo justificável. Esta é a vida do egoísmo, caso contrário ele não se sente vivo.

Comentário: Mas, no final, isso prejudica a todos, inclusive a pessoa que começou o conflito.

Resposta: Não importa. Enquanto esta intriga ocorre, ela preenche nossas vidas. O nosso egoísmo nos incita a lutar, mesmo em situações em que não há quase nenhuma chance de ganhar. Nós nos tornamos conscientes de que estamos numa perda e ainda nos dirigimos rumo ao conflito, porque não podemos manter uma vida tranquila. Na realidade diária, não há piadas nem vida. A luta egoísta, conflitos e atritos nos dão um sentido de vida.

É por isso que nos engajamos na luta social como clãs mafiosos rivais ou como crianças que lutam no quintal. Meninos brigam o tempo todo, mesmo que sejam irmãos. Caso contrário, eles não se sentem como se estivessem vivos. Se forçarmos todos a se sentarem calmamente no canto, isso se torna simplesmente morte para essas pessoas.

A luta reside na nossa natureza egoísta, e é por isso que todos estão suscetíveis a ela, começando com as crianças pequenas até os principais políticos.

De KabTV “Uma Nova Vida” 23/12/14

Diferentes, Mas Iguais

laitman_423_01Pergunta: Todas as pessoas são diferentes por natureza. Uma é sábia e ágil, enquanto outra é preguiçosa e tola. De acordo com o grau de maturidade de uma pessoa, estas características são expressas mais e mais, e, como resultado, a pessoa tem realizações materiais mais elevadas, enquanto que outra não tem dinheiro para comer. A própria natureza criou diferenças como estas numa sociedade. Isso é dado.

Como a sociedade deve se relacionar com o fraco se ela afirma ser socialmente “progressista”? Afinal, os fracos não recebem qualquer pagamento na natureza. A sociedade precisa apoiá-los e assegurar-lhes as necessidades mínimas para a existência?

Resposta: Sim, e, em geral, cabe a nós começar a se relacionar com pessoas totalmente diferentes. Elas devem ser integradas num sistema único de educação que melhora as atitudes sociais de modo a começar a se preocupar com a sociedade em geral, sua florescente e saudável unidade social, a conexão inclusiva entre todos, e a responsabilidade mútua.

Cabe à liderança nacional tomar para si a organização de um sistema como este. A aprendizagem não será limitada pelo tempo. Afinal, o ego desperta mais e mais dentro da pessoa, e deve ser constantemente equilibrado pela educação adequada.

Portanto, se a pessoa estuda regularmente, ela melhora e se encontra numa sociedade que a pressiona e exige sua participação consciente e útil, direcionada a um objetivo na vida social. Portanto, cada pessoa deve ser receber um padrão de vida mínimo que seja suficiente para existir.

Pergunta: O que é esse mínimo? Como seria a minha vida se eu recebesse uma bolsa como essa?

Resposta: Eu recebo apoio suficiente para manter a minha família, para criar e educar meus filhos até eles amadurecerem. De um modo geral, eu vivo com a dignidade da merecida segurança social. Ela vem a mim, porque eu sou parte da sociedade e me preocupo com isso e seu desenvolvimento.

Pode ser que alguém com deficiência seja apenas capaz de se sentar num depósito e trazer ferramentas de lá ou de realizar outros trabalhos simples. A sociedade o coloca num lugar onde ele seja capaz de ser útil. Além disso, ele é educado e educa seus filhos também.

Por tudo isso, a pessoa recebe um “salário mínimo”, mas isso é o suficiente para manter a existência de sua família com respeito e cuidado com todas as suas necessidades.

Agora, suponha que ela tenha um vizinho de sucesso, bem estabelecido e profissional. Ele é muito útil para a sociedade, desenvolve novos dispositivos e tecnologias, ou é um líder no comércio de grande escala. Ele consegue tudo o que precisa para o seu trabalho. Será que ele ainda precisa de algo diferente para sua casa e família que seu vizinho humilde?

Pergunta: A humanidade nunca construiu um sistema social como este. Afinal de contas, de acordo com a nossa natureza, nós queremos sempre mais do que aquilo que temos.

Resposta: É exatamente isso que alcançamos com a educação, que vai ser maciça, permanente, sob pressão, colocando tudo no lugar.

Graças a isso, nós alcançamos a igualdade geral. Esta não seria uma igualdade forçada que já se esgotou no século passado. Pelo contrário, é tal igualdade, onde cada um tem tudo o que precisa para existir em dignidade e para proporcionar uma vida boa, florescente e organizada para seus filhos.

Além disso, em relação ao resto dos impulsos egoístas – inveja, luxúria, honra, e assim por diante – a pessoa vai realizá-los também, mas para o bem da sociedade. O ambiente em si, a atmosfera social encorajadora, vai obrigá-la a agir dessa forma. Ela simplesmente vai ter vergonha de se destacar com suas exigências excessivas, através das quais é como se ela estivesse roubando abertamente dos outros.

Eu repito, numa sociedade como esta, cada um vai se preocupar em viver com dignidade, garantindo o desenvolvimento pessoal e profissional de seus filhos, mas apreciando a si mesmo não de acordo com a sua riqueza, não de acordo com sua fama ou superioridade sobre os outros, mas de acordo com seu investimento na sociedade. Além disso, em geral, a sociedade preserva um padrão uniforme de vida.

De kabTV “Uma Nova Vida” 23/12/14

O Mistério De Israel

Dr. Michael LaitmanNos últimos anos, os políticos começaram a falar sobre a consolidação legislativa do caráter judaico do Estado de Israel. A razão para isso é a ampla onda de ataques antissemitas. O mundo inteiro tem um problema com o povo judeu, perguntando: “Por que eles tomam a posse de terras que não lhes pertencem?”

Muitos sequer concordam com a divisão original do território de acordo com a resolução da ONU. Hoje, um voto secundário certamente nos privaria do direito ao nosso próprio Estado.

Após o desastre, o mundo estava desconfortável diante de nós, e se de fato tínhamos que ter um país, isso continuará, de acordo com as leis do desenvolvimento comum.

No entanto, nós temos que torna-lo realmente nosso, tomar a terra santa (Eretz) como o desejo (Ratzon) de purificar e formar, não como uma coleção de exilados, mas como o povo de Israel, no sentido pleno da palavra, totalmente unido e aspirando direto ao Criador (Yashar El).

Nós temos que realizar um curso sobre coesão, amor e unidade, para nos tornar como um homem com um coração.

Se tivéssemos organizado nossa nação dessa forma, não teríamos que realizar guerras intermináveis pelos últimos 66 anos sem um único segundo de descanso e relaxamento. E a situação não teria sido como é hoje, de tal forma que todo Israel é forçado a planejar uma evacuação de emergência, um plano de fuga em caso de um desastre.

Pergunta: Uma e outra vez, a vida nos confronta com questões básicas que afetam a nossa existência na terra de Israel. E este tópico sempre cobre a névoa da incerteza e da indefinição. Por que existe essa incompletude agonizante na nossa autodeterminação? Por que não foram colocados todos os pingos nos “is”?

Resposta: É porque nós queremos ser como todas as outras nações e definir o nosso país como todos os outros, de acordo com as representações tradicionais de território, fronteiras e entidades públicas. No entanto, isso não funciona para nós e não se aplica a nós. Este formato habitual não causa uma resposta fiel em nós, onde não sentimos por nós mesmos, e não encontramos qualquer correlação com a forma como o nosso país deve ser identificado e parecer como povo, e cada pessoa nele.

Acontece que não somos o povo de Israel como ele deveria ser, e não vivemos na terra de Israel, nem no país de Israel, como deveria ser de acordo com as fontes originais, de acordo com a nossa base. Nós temos tentado adotar o conceito de conceitos externos, simplesmente captando-os, mas eles não chegaram a ser concretizados. O rótulo internacional padrão se descola repetidamente.

Como resultado, nós sentimos que isso não é adequado, mas continuamos a nos sobrecarregar com isso, sem ter uma definição clara. E o mundo, por seu lado, não entende as nossas ações e vê o Estado de Israel como uma entidade artificial.

Nós podemos argumentar eloquentemente que essa é a nossa terra. Podemos até mesmo nos sacrificar pelo bem de vida. No entanto, ainda não entendemos o que “o povo” e “o país” significam para o povo judeu.

Baal HaSulam escreveu um ótimo artigo sobre isso no jornal “A Nação” (HaUma), que, aliás, foi fechado após seu lançamento inicial. Neste trabalho, a natureza desses conceitos e a necessidade de voltar às suas raízes depois de dois mil anos de exílio foram descritas em detalhes.

Por que devemos recorrer à história antiga e à vida primitiva, agora que isso já foi vivido por nossos antepassados? Pelo contrário, nos séculos anteriores, nações avançadas plantaram suas culturas em todos os lugares. A cultura estrangeira, com um sucesso particular, foi transferida aos povos indígenas da África e América. Idiomas morreram, bem como tradições e crenças, dando lugar à influência inglesa, espanhola e francesa.

Mas nós ainda não fomos capazes de nos manter dentro das margens do presente. Não há nada que possamos tomar emprestado dos povos do mundo. Pelo contrário, nós estamos organizados de tal forma que os povos do mundo adotam as coisas corretas de nós.

Isso não depende de nós e não é orgulho ou arrogância. Nós estamos ligados desta forma. Não é por acaso que o mundo nos vê como um povo inteligente e desenvolvido, alimentando um propósito de vida. O mundo sente que o povo judeu tem um segredo que não quer abrir para os outros; isso significa que eles devem nos forçar a desistir.

Este sentimento é indestrutível, e nós finalmente temos que entender o que eles querem de nós. Na verdade, que tipo de mistério reside dentro de nós? Se nós soubéssemos, poderíamos vendê-lo pelo triplo do preço. Mas não, isso não funciona dessa maneira.

Afinal, o que temos dentro e que se encontra no povo de Israel sem o seu conhecimento é este grande, bonito, sedutor e brilhante objetivo, o futuro do mundo.

O nosso mundo está ligado à irmandade que vivíamos antigamente. Nós precisamos recuperá-la, em outras palavras, viver juntos como um povo que respeita a lei, amar o nosso próximo como a nós mesmos, de acordo com os princípios que recebemos no Monte Sinai, e ser como um homem com um coração.

Hoje nosso mundo global e integrado sente a relação inquebrável de todas as suas partes, literalmente exige isso, e exige o cumprimento dessa lei. Se nós revelarmos um guarda-chuva de garantia sobre todos nós, vamos nos encontrar num mundo que é para nós como o Jardim do Éden.

É por isso que nessa era moderna, o mundo presta atenção em nós, sem saber como ou por que, e começa a exigir a lei de nós, pela qual vai viver amanhã. Afinal, a vida atual parece cada vez mais intolerável para o mundo, obscura e sem esperança. Ela já não apresenta um quadro de amanhã. Inconscientemente, as pessoas sentem que o povo judeu tem a resposta.

Como consequência, o antissemitismo floresce em todo o mundo, afetando milhões de pessoas. Assim, ele simplesmente nos obriga a perguntar sobre a lei e o modo de vida que devem formar a base da nossa existência aqui.

Se realmente voltássemos às raízes, se colocássemos em prática o conceito de “povo de Israel” aspirando “direto ao Criador” (Yashar-El), ou seja, à unidade, solidariedade e amor, se assim fosse, nós educaríamos o povo com base na lei, combinados uns com os outros, como um homem com um coração, ajudando-se e unindo as pessoas com esta parceria. Isto serviria como um exemplo para o mundo. Além disso, nós ensinaríamos as pessoas a construir a unidade.

Assim, o mundo entenderia que somos uma parte especial dele e que realmente precisamos aprender. E há muito o que aprender, já que é o futuro e a salvação de toda a humanidade. Não é apenas por algumas décadas compreendendo a expectativa de vida de cada geração, mas sim uma nova base para uma nova fundação sendo colocada aqui, na qual nosso mundo será aperfeiçoado e ascenderá a um novo nível, para a condição eterna e perfeita.

Hoje, o nosso egoísmo se devora e, como resultado, nós vivemos uma média de 70 a 80 anos. Se passássemos do desejo de receber egoísta para um altruísta, para a doação, e se todos vivessem com seu coração bem aberto no meio de sua nação, cuidando de tudo, encontraríamos outras leis naturais, as leis do amor e da doação. Nesse ponto nós entraríamos na vida eterna e perfeita, e o nosso mundo abriria a oportunidade de viver além das limitações de tempo, espaço e movimento. Nós começaríamos a perceber o mundo em que não há limites.

Nesse meio tempo, os problemas em relação ao povo judeu, que nós chamamos de antissemitismo, vai crescer cada vez mais. Nós não podemos nos livrar disso. Pelo contrário, vamos ter que dar uma resposta, uma vez que é necessário enfrentar essa situação.

Ao mesmo tempo, vamos ter que resolver o problema do caráter judaico do país, recentemente exposto para discussão pública. Porém, não deve ser pela linguagem artificial e não com base nas leis que herdamos do mandato britânico ou do domínio turco. Não, nós temos que assumir a Torá e tirar todas as definições necessárias.

Por milênios, desde os dias de Abraão, os Cabalistas têm explicado o significado de “povo de Israel” e “país de Israel”, e quem é uma “pessoa judaica”. Nós precisamos nos abrir ao mundo, abandonar os limites e adotar o nosso entorno, todos aqueles que desejam viver de acordo com a lei de amor e unidade, sob a égide da doação. É isso mesmo, mais do que geográficas, as fronteiras da terra de Israel, ou seja, a garantia mútua universal, se estenderá a todo o mundo.

Em princípio, a terra de Israel não é o território na superfície do globo, mas um lugar onde as pessoas vivem de acordo com a lei do amor. Portanto, agora ela não existe. Afinal, terra (Eretz) significa desejo (Ratzon). Se existe a lei do amor entre pessoas que vivem em qualquer lugar e seguem essa lei, a sua relação, o seu desejo comum chama-se a terra de Israel, o desejo aspirando direto ao Criador (Yashar-El), e, assim, elas querem ser como a força superior.

Isso é o que nós temos que explicar, demonstrar e oferecer a todos os povos. Então, em vez de ódio, vamos sentir empatia, respeito e carinho, que é o que sentimos agora dos nossos milhares de alunos em todo o mundo. Nós vemos como eles estão comprometidos conosco quando os ensinamos a se unir para alcançar cooperativamente o poder superior.

De KabTV “Uma Nova Vida” 30/11/14

Uma Borboleta No Monte Sinai

Dr. Michael LaitmanPergunta: A desintegração da sociedade que estamos testemunhando agora em Israel e em todo o mundo nos faz lembrar o nascimento de uma borboleta. Primeiro, há a lagarta, que vive por um tempo, come plantas e está feliz.

Porém, num determinado ponto a lagarta chega ao fim e não pode se preencher mais. Ele se transforma numa crisálida e entra num estado de escuridão fechando-se dentro de um casulo onde seu corpo começa a se desintegrar.

A lagarta deixa de ser o que era antes. Os cientistas descobriram que os genes que posteriormente a transformarão numa criatura totalmente diferente já estão na lagarta. Depois de um período de caos e desintegração, uma linda borboleta de repente sai do casulo; uma criatura alada que é muito mais desenvolvida.

Será que nós estamos no período do casulo agora e, portanto, vemos como tudo ao nosso redor está fora de equilíbrio e se despedaçando?

Resposta: É realmente assim, mas, a fim de nos tornarmos uma borboleta bonita, nós temos que mudar. Nós podemos alcançar essas mudanças quer de uma forma agradável, fácil e curta pela conexão entre nós, ou pela guerra e problemas terríveis que nos forçarão a unir. Isto significa que nós podemos passar por este processo de forma passiva ou ativa.

Comentário: Então, no final, nós nos conectaremos com ou sem guerra.

Resposta: Sim, mas há uma enorme diferença. Afinal de contas, não vai ser apenas mais uma guerra, mas uma guerra nuclear.

Pergunta: E se nós não conectamos?

Resposta: Não pode ser. Ela já está em nossos genes, assim como a lagarta é deve se tornar uma linda borboleta no final. Nós também temos os genes de acordo com o quais temos que levar o mundo inteiro à correção e eles já estão impressos nos genes da sociedade humana, em nosso programa interno. Nós só temos que cumprir isso.

Nós temos duas opções: boa ou ruim. A opção ruim é através de guerras e sofrimentos e a opção boa é por alcançar o cumprimento da sabedoria da Cabalá por nós mesmos, alcançando a força da conexão por ela ao atrair a força, a Luz que Reforma para nós mesmos. É dito: “Eu criei a inclinação ao mal, eu criei a Torá como um tempero, uma vez que a Luz nela reforma”.

Pergunta: Você fala sobre a Torá, então se trata de religião?

Resposta: Não. A Torá é a Luz, a força que nós descobrimos dentro do círculo, que nos solda juntos. A força que reforma é chamada de Torá. Não é um conceito religioso. Não é um livro ou um pergaminho que tem palavras escritas nele, mas uma força interior.

A inclinação egoísta não nos deixa conectar, enquanto que a Torá é a Luz Superior, o meio para corrigir a inclinação ao mal, que é sentida apenas por aqueles que sentem que têm que se conectar com outras pessoas e não podem fazê-lo. É como se toda a nossa nação se sentasse num grande círculo de oito milhões de pessoas e todo mundo só pensasse no fato de que não podem se unir. É um fato que, se não há nenhuma pressão externa, a sociedade permanece separada e independente.

Nossa missão é passar do estado um para o estado dois. O estado um é o nosso atual estado de insegurança e sem nenhum futuro, como resultado da falta de conexão entre nós por causa da nossa natureza egoísta.

Existem duas formas de alcançar o estado dois. O caminho certo é o caminho que os Cabalistas nos ensinam. Eles dizem que, se quisermos avançar, temos que conectar. Se nos sentarmos em círculos e começarmos a discutir a questão de como ser “como um homem em um só coração”, vamos descobrir o quanto somos contra essa ideia. Esta resistência que sentimos pela conexão é chamada de inclinação ao mal.

A inclinação ao mal não é revelada a uma pessoa em sua vida comum, quando ela desrespeita todos, mas somente quando deseja se conectar a outros. Só então ela vê que não quer que esta conexão e é repelida por isso, embora entenda que é preciso alcançar a unidade, apesar de sua repulsa natural.

Nós sentimos isso durante a última operação militar em Israel, uma vez que conseguimos nos unir somente sob pressão externa. No momento em que a pressão se foi, nós imediatamente voltamos ao nosso estado inicial e começamos a brigar e lutar. Então, o que podemos fazer? Depois de tudo, nós precisamos conectar!

O que realmente está faltando no momento é o reconhecimento de que precisamos de conexão. Nós precisamos disseminar amplamente e explicar que o nosso bom futuro depende da unidade da nação e que, de outro modo, enfrentaremos o desastre.

Se nós descobrimos que não podemos unir, embora desejemos, nós precisamos da Torá como meio para atingir a unidade. Isso significa que estamos no pé do Monte Sinai, que é a montanha do ódio. Nós queremos chegar à unidade, mas não podemos, uma vez que a alta montanha do ódio mútuo nos separa.

Então nós somos dignos do recebimento da Torá, que é a revelação da força de conexão que deve vir e nos conectar. Isto significa que a Luz da Torá reforma. É uma força de unidade, uma força de luz e amor. Quando ela é revelada, nós começamos a sentir proximidade, dependência e conexão mútua entre nós.

Pergunta: Onde nós podemos encontrar essa força?

Resposta: Esta força está escondida na natureza. Agora também, ela está entre nós, mas nós a descobrimos apenas na medida em que ansiamos em nos conectar. É disso que trata toda a Torá. Assim, toda vez que os Cabalistas se conectaram num grupo, eles descobriram o Criador, a força superior de conexão.

Pergunta: Este círculo também é adequado para pessoas que não são religiosas?

Resposta: O círculo é adequado para todos, não só para as pessoas que não são religiosas, mas também para as mulheres e pessoas de todas as nações. Afinal de contas, a nação de Israel tem que ser uma luz para as nações, ensinar a todos a sabedoria da conexão, e revelar a todos que o Criador é a natureza superior. Durante a última guerra, as mulheres e mães é que realmente manifestaram o apelo à unidade da nação.

De KabTV “Uma Nova Vida” 02/09/14

De Volta Às Nossas Raízes

laitman_229Assim como as pessoas saudáveis podem ser infectadas por outras, cada um de nós pode ser infectado por outra pessoa e usar seu ego incorretamente em vez de corrigi-lo e cura-lo.

Nós vemos como isso acontece todos os dias, quando os meios de comunicação manipulam as pessoas e nos bombardeiam com diferentes vírus e nós engolimos a isca e infectamos uns aos outros com isso.

Cada jornal é propriedade de um magnata que está ligado a um movimento político. Todos estão sob a supervisão dos funcionários superiores e é o mesmo até o topo, enquanto não fazemos ideia de quem está por trás de presidentes, bancos, etc. As pessoas podem realmente não entender que estão fazendo algo errado, mas elas não têm escolha. Não há nada que possamos fazer sobre isso. Este sistema opera como a lepra e infecta todo o mundo.

Pergunta: Ele pode ser curado?

Resposta: Claro! No final, tudo vai chegar ao fim da correção e à perfeita harmonia, mas nós queremos que isso aconteça rapidamente e sem problemas. Engula uma pílula e fique bem! É o mesmo na espiritualidade. Junte-se a uma sociedade saudável e comece o tratamento correto com eles e fique bem!

O problema é que todas as pessoas no mundo, especialmente aquelas que estão no topo, têm percebido que não há outra maneira, exceto essa. Elas já estão muito perto de perceber que há maneiras de aprender a avançar ao longo deste caminho.

Não há nada mais do que isso. Um passo para a esquerda, um passo para a direita e nos afundamos em grandes aflições, tanto de forma geral como particular. Até mesmo a redução da população mundial de 7 ou 8 bilhões de pessoas para 1 bilhão de pessoas não resolverá o problema. Seria inútil porque novos problemas surgiriam. Também será inútil continuar a trabalhar para aumentar o número de zeros no banco porque nós imprimimos dinheiro e entendemos o quão inútil é isso.

Por conseguinte, a ideologia dos nossos líderes deve gradualmente mudar internamente. Isso já começou. Hoje tudo está avançando muito rapidamente, uma vez que estamos todos em um espaço fechado, em um sistema. O que acontece com as massas, finalmente acontecerá com o topo. Não há onde se esconder! O único problema é a falta de cooperação entre as pessoas, a falta de doação mútua e equilíbrio.

Nós devemos atingir a correção não por um dramático ato de cura, mas de uma maneira leve e rápida, pela compreensão de que temos que chegar a uma coisa: encontrar a melhor maneira de nos desenvolver na direção certa com a revelação do nosso livre arbítrio.

Nós já estamos nos desenvolvendo, implementando e disseminando este método às massas, para que elas o alcancem gradualmente. Entretanto, é muito difícil oferecê-lo diretamente, porque estamos falando de um caminho espiritual em que todos são iguais; cada um é diferente e todo mundo é igual. Como isso pode ser feito? Nós temos que expor as massas à educação integral. A reconstrução de uma pessoa é a reconstrução de toda a sociedade.

É dito: “Seja gentil com os filhos dos pobres visto que a Torá virá deles”. Se uma pessoa é pobre, o que significa que sente que não tem nada e que tem que descobrir o significado da vida, ela vai conseguir. Nós temos que disseminar a ideia da educação integral aqui em Israel. Nós precisamos alcançar de alguma forma aqueles que estão no topo e convencer os líderes que esse deve ser o rumo político interno e a ideologia interna das pessoas. Na verdade, nós estamos regressando às nossas raízes.

Isso não contradiz o sionismo e o socialismo! Na verdade, nós podemos unir todas as políticas e correntes em torno da nossa ideologia e ninguém se oporá a isso. Claro, qualquer um pode dizer que é exatamente como o que ele a oferecer, já que todo mundo quer demonstrar amor mútuo, doação e conexão. Mas onde estão todos? Alguém tem um método claro e uma maneira de implementar isso? Não vemos isto, apesar de todas as boas promessas dos nossos líderes. Eles atingem o governo e têm os meios, mas, e depois/e No final, eles também afundam no mesmo pântano.

Portanto, nós temos que apresentar nosso método em ações e, assim, as pessoas verão que não são apenas promessas, como todos os outros líderes fazem quando falam muito bem, mas não mantém suas promessas.

A diferença é que nós apresentamos a maneira de implementar o método por um exemplo de certa cidade e dizemos que o mesmo pode ser feito em todo o país. Veja nossas estatísticas em comparação com outras áreas do país. Estas não são vãs declarações daqueles que administram as posições de governo.

Eu acredito em dar o exemplo pessoal, que é a prova do que pode ser feito em nosso país. Então as pessoas vão votar corretamente, ou seja, numa ideologia de correção e conexão entre as pessoas. Isto realmente vai corrigir, conectar, proteger e elevar-nos para o próximo nível em que temos que ser uma luz para as nações. Assim como uma pequena cidade em Israel pode ser um exemplo para todo o país, e nosso país deve se tornar um exemplo para todo o mundo.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 19/02/14

Combatentes Espirituais

laitman_547_06Pergunta: Hoje há um terrível conflito entre Rússia e Ucrânia. Moradores de Lugansk e Donetsk têm que enfrentar uma questão de saber se defendem a sua terra até o fim, sofrendo enormes perdas, ou se tomam alguma outra atitude. Como a Cabalá vê este problema?

Resposta: Infelizmente, todos os conflitos no mundo estão ligados a nós. Como regra, eles se acumulam e se voltam contra nós, porque nós não fazemos nada, apesar de sermos a única força capaz de equilibrar todo o negativo e positivo no mundo.

Portanto, Lugansk, Donetsk, a Faixa de Gaza, e qualquer conflito familiar interno, onde quer que ocorram, estão todos unidos num único nó.

Tudo está amarrado num único sistema, começando com pequenos conflitos que surgem dentro do nosso corpo como diferentes doenças, e terminando com um tumulto na sociedade humana em todos os níveis: econômico, político, espiritual e familiar. Só o povo judeu pode equilibrar isso se eles começarem a se unir corretamente uns com os outros de acordo com o método da Cabalá.

Portanto, eu não posso dizer nada de bom sobre Donetsk e Lugansk, enquanto nós mesmos não nos ocuparmos dessa questão.

Comentário: Pode ser entendido que há a necessidade de uma força de ataque israelense que trará a ordem lá.

Resposta: Não, nós não precisamos de qualquer força de assalto! Nós precisamos apenas que o povo judeu chegue a um acordo mútuo entre si, a correta relação mútua, que é o que a verdadeira Torá exige de nós. E isso é antes de tudo. Nós somos o povo judeu, e todo o mundo está à beira de tais eventos críticos que eu não posso impedir ao confundir as pessoas, na esperança de que de alguma forma vai dar tudo certo.

Nossa Academia (Centro de Educação de Cabalá) é composta por alunos que não são apenas judeus. Assim, eles podem ser os portadores do espírito da Cabalá. Isto significa que a paz será levada ao território ucraniano não só pelo povo judeu, mas também pelo povo ucraniano que estuda Cabalá.

De KabTV “Uma Opinião Special” 17/08/14

O Direito De Escolha, Parte 2

Dr. Michael LaitmanSe todos nós somos partes de um mecanismo, de um círculo suave, então todos são iguais. Por isso, qualquer pessoa define o estado de todos como se fosse um rei. Sem dúvida, qualquer um de nós!

Talvez nós ainda não sintamos isso, mas assim é a natureza. Se nós nos movemos no sentido da descoberta da comunidade integrada onde todos estão interconectados, então não podemos continuar com nossa natureza protecionista egoísta, que nos leva a negligenciar os outros e nos preocupar apenas com nós mesmos.

Não podemos nos tornar parte de uma humanidade solidária com essa abordagem natural egoísta. Enquanto isso, a natureza nos pressiona mais.

A pessoa quer ser independente e ser deixada aos próprios artifícios onde não seria obrigada nem à nação ou às outras pessoas. Estes são dois processos opostos executados em paralelo. O mundo se conecta por laços cada vez mais estreitos, dentro dos quais todos nos tornamos mais insensíveis e egoístas.

A pessoa costumava se envergonhar se fosse pega roubando. Havia até vergonha de se divorciar. Hoje as pessoas se sentem completamente livres para se casar e divorciar várias vezes e a geração mais jovem não quer se casar.

Nós não podemos existir na forma integral em nossa civilização com a nossa natureza atual. Afinal de contas, não estamos integrados, muito pelo contrário. Não há pior contradição do que tentar nos conectar, terríveis individualistas. Ninguém quer essa conexão, e todos fogem dela como ovelhas de lobos.

O povo de Israel é especialmente oposto a tal unidade, apesar do fato deles estarem numa situação tão difícil e sob a pressão de um ambiente hostil por todos os lados.

Portanto, um político que vai ganhar a eleição e arrogantemente espera alcançar melhorias no país deve compreender que não pode fazer isso. Não importa de que ala ele seja, quer da direita, da esquerda, ou do centro, nenhum deles pode ser bem sucedido.

Afinal de contas, eles não sabem a base sobre a qual repousa a sociedade israelense, pensando que ela não é diferente da democracia ocidental habitual. Eles não sabem o que a natureza preparou para Israel e para o mundo inteiro, a missão do povo de Israel, nem o propósito de todo o mundo nesta longa batalha pela qual todos nós devemos ir. O que é de especial importância no nosso tempo é a falta de conhecimento do que está acontecendo durante este período de desenvolvimento.

Eles não sabem nada disso. Eles pensam que se endurecerem as leis e baixarem impostos tudo vai dar certo. Estas não são as ferramentas que você possa usar para gerenciar o país.

A lei geral da natureza, a lei da integralidade, influencia o nosso governo. Esta lei vem até nós de cima, e o mecanismo que age no povo de Israel compromete a nossa nação a se tornar uma entidade interligada. As pessoas do mundo também exigem o mesmo de nós, porque no próximo nível, elas também irão se conectar à mesma forma de sociedade.

Elas devem alcançar isso, mas não conseguem, porque ninguém pode ensiná-las a fazer isso. Só Israel pode se tornar uma luz para as nações do mundo e ensiná-las, uma vez que Israel passou por este nível no passado. Se não cumprirmos a nossa missão em relação ao resto do mundo, vamos sofrer imensamente com isso.

De KabTV “Uma Nova Vida” 09/12/14

Assimilações Incontroláveis

Pergunta: Se o povo judeu começar a implementar o método cabalístico, o que vai acontecer no mundo? Como isso afetará o anti-semitismo no mundo?

Resposta: Em vez de sentir o anti-semitismo, as pessoas começarão a tratar-nos com simpatia, respeito e amor. As nações do mundo vão levar-nos em seus braços, porque vamos dar-lhes o método para a vida eterna perfeita.

A sabedoria da Cabala explica como devemos trabalhar corretamente com o nosso ego para que ele não seja apenas uma força do mal, mas uma ajuda contra nós, uma ajuda que vem de sua oposição. Quando cumprimos esse trabalho, vamos atingir o pico de nossa evolução.

Pergunta: Há pessoas que oferecem diferentes soluções para o problema do anti-semitismo, como o que sugere que todos os judeus devem vir para Israel ou, pelo contrário, assimilar-se às nações. O que você pode dizer sobre isso?

Resposta: Absurdo. Tais planos não funcionarão. É porque a própria natureza está a gerir todo o processo. Mais cedo ou mais tarde, teremos de descobrir o potencial escondido em cada um de nós e tornaremo-nos professores para toda a humanidade. [Leia mais →]