Textos na Categoria 'Crise'

O Mundo Está Numa Crise De Confiança

laitman_272Opinião (Yaroslav Romanchik, presidente do Centro de Pesquisa Científica Mises): “O dinheiro não pode comprar o amor – um bem insubstituível para manter as famílias felizes. Bem-estar econômico não é suficiente para isso. Nós precisamos de confiança, que não pode ser comprada com dinheiro. A confiança só pode ser formada e ‘montada’ com cuidado a partir de minúsculos grãos sob controle cauteloso do senso comum e um coração generoso. A confiança é especialmente necessária para superar a crise.

“Um marido não pode repor a falta de confiança simplesmente assinando um cheque para sua esposa. Quando o negócio está em crise, o mero aumento da linha de crédito não vai resolver o problema; pelo contrário, ele provavelmente irá agravar a situação.

“Obviamente, os governos não podem se livrar de crises aumentando os empréstimos, vendendo a “prata de sua casa” e/ou reduzindo as receitas nacionais.

“Nós estamos precisando de muita confiança: entre investidores e bancos, instituições financeiras e mutuários, empresas e autoridades, cidadãos e governos, consumidores e fabricantes, pessoas comuns e líderes políticos, público em geral e empresas, meios de comunicação, organizações comunitárias, etc. A fim de sair da crise, nós precisamos de autoridades morais poderosas. A lista das pessoas mais influentes não coincide com a classificação das pessoas mais ricas publicadas na Forbes -500”.

Meu Comentário: As pessoas não vão confiar umas nas outras se forem regidas pelo egoísmo; cada um de nós deseja o bem apenas para si mesmo. Só o medo de que vamos nos prejudicar ainda mais nos impede a destruição mútua. Nós podemos confiar apenas naqueles que nos amam, como crianças nos braços de suas mães.

Se sob a influência de uma educação integral, nós conseguirmos transformar em amor o nosso inexplicável (natural) ódio pelo outro, então isso, no final, irá descer ao nosso mundo. A natureza preparou o método deste processo para nós. A questão é se isso vai acontecer antes ou depois de admitirmos nosso ódio  mútuo infundado.

Como Montar Uma Humanidade Perfeita

Dr. Michael LaitmanToda a humanidade está dividida numa parte interna e externa. A fim de levar a criatura ao estado de perfeição, por um lado nós precisamos que a criatura seja completamente independente, separada do Criador, mas, por outro lado, ser independente permite que a criatura mude e se torne como o Criador. Ou seja, a criatura deve atingir as principais qualidades do Criador para que poder descobrir o que lhe pertence e o que pertence ao outro, uma vez que nada mais existe além do Criador e a criatura. Ela deve absorver as qualidades do Criador, entender o que é importante, classificar e selecionar as coisas usando o livre arbítrio e não a força, e chegar a um estado onde muda suas próprias qualidades egoístas, as qualidades de recepção, para as qualidades do Criador, a qualidade de doação. Neste caso, ela atinja a igualdade e equivalência com o Criador, e sobe ao nível de eternidade e perfeição.

Isto é alcançado ao se dividir um grande desejo em muitos pequenos desejos, como um quebra-cabeças de papelão que é cortado em peças. Essas peças representam partes de uma criatura cujas peças estão distantes umas das outras e não sentem qualquer conexão; é por isso que cada peça avalia e percebe seu próprio estado, a sua própria vida, separado de todos os outros. Essa percepção de uma vida privada existe em cada um de nós. Há muitas outras pessoas ao nosso redor, outros elementos desta imagem comum, que não percebemos, devido à falta de conexão entre nós, e é por isso que não percebemos o universo real, sua vida enorme e plena.

Por exemplo, se fôssemos dividir o corpo humano numa infinidade de peças existindo separadamente, cada peça existiria no nível vegetal percebendo apenas o seu próprio consumo de elementos benéficos e a liberação de seus elementos desnecessários. Mas quando essas partes se conectam e começam a interagir entre si como um todo coletivo, tornam-se a natureza animal em vez da natureza vegetal; elas se elevam ao nível seguinte e percebem o movimento de todas as partes. Assim, a conexão de cada um dos órgãos com os outros fornece a cada um a percepção da existência no nível animal.

Em outras palavras, a existência de elementos separados é característica do nível vegetal da natureza. Mas quando eles se conectam e trabalham juntos em harmonia, apoiam-se uns aos outros, e quando cada parte está preocupada com a conexão com outros, entendendo suas necessidades, fornecendo-lhes os elementos comuns, funções e os nutrientes necessários para uma existência mútua, eles percebem esta harmonia coletiva e atingem sua interação compartilhada no próximo nível de existência: o nível animal.

E é o mesmo em nosso nível. Quando cada um de nós existe em seu próprio país, o nosso organismo existe como um corpo animal; nós não pensamos na maneira que ele existe. Mas quando sentimos a necessidade de se conectar num único sistema, quando apoiamos um ao outro, nos preocupamos com a harmonia entre nós, quando cada pessoa pensa em ajudar os outros num sistema de apoio mútuo para que o nosso corpo, a comunidade, exista em harmonia, então nós começamos a perceber uma vida harmoniosa num só corpo, o próximo nível do universo chamado Adão (Homem). E esse nível de existência nos dá a percepção da força superior da natureza, seu próximo nível e a próxima dimensão.

É nessa direção que a natureza está nos empurrando agora; no entanto, nós temos nos desenvolvido gradualmente. Antes éramos minerais, depois começamos a completar um ao outro por meio da conexão, por agrupamento de acordo com características especiais. Nós começamos a fazer certas conexões, que adquiriram novas qualidades, e através de sua interação moléculas vivas apareceram. Em outras palavras, um determinado sistema de apoio mútuo apareceu nelas que já continha um determinado programa do seu desenvolvimento, e, portanto, a natureza vegetal se desenvolveu a partir da natureza inanimada.

Depois, a natureza animal se desenvolveu a partir da natureza vegetal no próximo nível de conexão. E no nosso tempo, a natureza animal está se conectando agora no nível social numa nova qualidade, e quando se conectar corretamente, o próximo nível, o nível humano, surgirá a partir de nós.

A natureza nos pressiona de forma dura sempre que nos impulsiona a desenvolver. Nós estamos constantemente experimentando grandes problemas, pressão, e somos obrigados a procurar soluções para evitar alguma forma de sofrimento, e isso nos obriga a desenvolver. Conforme a evolução continua, estamos alcançando nosso próximo estado, que está nos fazendo sofrer, não nos permitindo permanecer em nosso estado atual, e é por isso que devemos abandoná-lo.

Desta vez, o nosso próximo estado vai nascer não só sob a pressão da força da natureza nos empurrando por trás, mas também pela necessidade que temos de entender o que está acontecendo. Nós não estamos apenas inconscientemente sendo empurrados em direção ao nosso próximo estado como em nossas fases anteriores de desenvolvimento. Hoje, temos que escolhê-lo e chegar a ele conscientemente. Em outras palavras, é preciso avaliar o nosso estado atual, entender que a natureza nos oferece um estado perfeito, e tentar criá-lo por conta própria. Não é a natureza nos dando essa meta, empurrando-nos na direção certa, como o fez em nossas fases anteriores de desenvolvimento, porque agora temos que alcançar o próximo estado consciente. Nós precisamos desenvolver uma ferramenta conceitual; somos obrigados a preferir o próximo estágio de nosso desenvolvimento com a compreensão de por que devemos chegar a ele.

O nosso egoísmo nos empurrou a desenvolver em nossas fases anteriores; nós não resistiamos ao próximo estado, ele foi desejado. A natureza nos mostrou que o próximo estado era um estado melhor, e nós nos esforçamos em sua direção; nós construímos nossas sociedades, criamos revoluções, desenvolvemos tecnologias, e por isso atingimos o nosso estado atual através de milhares de anos de desenvolvimento. Mas, hoje, existem duas forças opostas que nos desenvolvem: uma é a força de desenvolvimento, que nos empurra através da motivação; nós não queremos permanecer no mesmo lugar, mas uma contradição surge: não temos o desejo de nos desenvolver na direção que a natureza propõe.

Ela propõe que devemos nos desenvolver numa direção oposta ao nosso estado atual, o nosso egoísmo atual. Ela está nos mostrando que devemos nos conectar com cuidado absoluto pelo outro, uma conexão absoluta, uma composição mútua, e criar uma imagem, um esquema, um sistema onde todos pensam nos outros, apoiam a homeostase comum dentro deste sistema, de modo que ela exista harmoniosamente como o nosso corpo animal.

Mas em nosso corpo animal, os elementos e os órgãos se reuniram assim e agem automaticamente. E nós precisamos nos unir contra o nosso egoísmo. Em outras palavras, há forças egoístas que se manifestam em diferentes tipos, formas e qualidades entre nós que estão em constante crescimento e nos afastando. E nós temos que usar essas forças egoístas para construir nossa adição precisamente contra eles, colocar o nosso sinal de mais onde há um sinal de menos, a fim de ter uma inserção adequada das peças negativas e positivas, côncavas e convexas neste quebra-cabeça, e fazer uma imagem comum.

Isso é muito difícil, porque cada um de nós deve agir contra o seu egoísmo. Eu preciso entender que o egoísmo em mim ou é convexo ou côncavo, que quando eu tomo de outro sem dar a ele, isso cria peças côncavas ou convexas para fora de nossas formas, como peças de um quebra-cabeça que podem ser reunidas. Eu devo providenciar às minhas qualidades e movimentos egoístas, positivos (dar) e negativos (receptor), impulsos e possibilidades de se conectar harmoniosamente com as qualidades e movimentos egoístas dos outros, positivos e negativos.

E se todo mundo levar o outro em consideração, então vamos mutuamente nos juntar e criar uma imagem contínua comum do nosso novo estado. Este é um trabalho muito duro. No processo do trabalho, nós devemos compreender claramente quem somos, as forças que operam em nós, a localização das nossas peças côncavas e convexas, os desejos e as qualidades que existem em nós, temos que compreender plenamente toda a nossa natureza.

Além disso, também precisamos entender a natureza de todos os outros elementos da criação, e não apenas dos que eu estou em contato, como na minha imagem de quebra-cabeça onde eu só me conecto com os meus vizinhos. Acontece que quando todos nós nos conectamos juntos, nós criamos certa n imagem dimensional onde absolutamente todos se conectam com todos os outros. Em outras palavras, não somos apenas uma imagem plana; somos uma n imagem dimensional: cada um de nós tem um enorme número de dimensões, e todo mundo deve se conectar com absolutamente todos os outros nessas dimensões.

É um sistema holográfico muito complicado e complexo onde todos realmente examinam sua natureza, a natureza de todos os outros, e sua natureza em relação a todos os outros; só então é que eles começam a se conectar com os outros corretamente. Nós acabamos interconectados em todas as projeções e planos, assim como um holograma; todos adquirem a qualidade de toda a imagem no final. Nós atingimos a perfeição desta forma, cada um de nós, e todos nós juntos. Nós devemos chegar a isso.

Este é um desenvolvimento especial; não há exemplos assim no passado. Nós temos que aprender, alcançar, sentir e planejar tudo, ver os nossos erros, analisar e sintetizar o nosso cada movimento, e compará-lo com o que existe na natureza. Dessa forma, nós nos corrigimos e nos encaixam nesse cenário mútuo.

Além disso, quando nós realmente examinamos a natureza e a forma como devemos combinar isso, realmente examinamos o Criador, porque a nossa natureza combinada é o Criador. Através dos erros que cometemos, ao nos combinarmos com os outros e com o Criador, ocorre um fenômeno interessante. Ao tentar se conectar, nos comparamos com Ele e nos conectamos com Ele simultaneamente: uma conexão simultânea entre nós e o Criador. Desta forma, nós chegamos ao estado chamado de unidade, o estado que devemos atingir.

Nosso desenvolvimento social corpóreo nos trouxe a este ponto atual; nós vemos que precisamos começar seriamente a alcançar isso. Nossa crise global está nos empurrando em direção a isso e está começando a nos mostrar essa imagem quebrada. Nós não entendemos ainda, mas sentimos que temos que começar a corresponder um com o outro internamente. Não podemos mais continuar a existir como um elemento separado desse quebra-cabeça ou tentar se conectar egoisticamente com os outros; isso não vai mais ajudar. É necessário encontrar determinadas conexões, as mais adequadas.

Mas não somos capazes de construir as devidas conexões entre nós, porque só sabemos consumir ou usar o outro egoisticamente, tanto quanto pudermos. Nós, ou recebemos tudo dos outros, ou damos aos outros a fim de receber deles em troca; a recepção tem sido sempre o nosso objetivo, a nossa meta. Sempre fizemos coisas para nos beneficiar, recebendo mais do que estamos dispostos a dar. Isto é o que nos deu a energia para mover.

E agora nós temos a força para seguir, porque não podemos sequer imaginar o que poderíamos ganhar ao se conectar com os outros, a fim de alcançar a harmonia mútua. É por isso que a nossa natureza egoísta não nos dá nenhuma energia para fazer este movimento. Segue-se que sempre que eu faço qualquer movimento hoje, sempre que faço qualquer coisa, faço só como resultado do meu egoísmo; em outras palavras, eu me movo na direção errada. Então, como podemos nos mover corretamente?

Um grupo nos ajuda a aprender a se movimentar corretamente. Um grupo pode ser dezenas, centenas ou mesmo milhares de pessoas como nós que se reúnem com esse objetivo: encontrar uma forma adequada de conexão, encontrar a força superior, o Criador dentro desta forma adequada de conexão, dentro da nossa conexão com os outros. O Criador vai ajudar, Ele nos dará energia para formar conexões altruístas, para entender como se conectar juntos dentro desta enorme imagem que consiste de sete bilhões de seres egoístas separados, para saber como agir de forma geral, para encontrar aqueles que estão mais próximos ou mais distante, mas para se conectar com todos no final.

É a primeira vez que a humanidade está enfrentando esse tipo de trabalho interessante, difícil e criativo. E a sabedoria da Cabalá tornou-se revelada precisamente por esta razão. Sem ela não podemos sequer imaginar como poderíamos abordar este problema. Eu espero que a humanidade evite o sofrimento e avance sem um “pau afiado”, sem evocar golpes duros que vêm por trás, na forma de um enorme sofrimento, guerras, doenças, problemas geológicos, ecológicos, e vários outros problemas que irão forçar as pessoas a entender a “razão” da necessidade de identificar a imagem correta, o programa, o plano neste modelo, e então seremos capazes de nos mover de acordo com esse plano.

É o mesmo que montar um quebra-cabeça. Quando olhamos para suas peças separadas sem ver a imagem inteira, não sabemos como montá-lo. Para onde vão as peças? É por isso que primeiro temos que ver o quadro inteiro para montá-lo.

É necessário identificar o Criador, a fim de ver o quadro inteiro. O Criador é o plano coletivo de natureza, o objetivo comum, a sua mente, a dinâmica, qualidade e movimento. Quando começamos a ver o quadro geral, conforme ilustrado na caixa do quebra-cabeça, nós descobrimos o método de conexão com os outros. Nós revelamos a ordem da conexão, a força para se conectar para se aproximar dos outros dentro deste quadro; nós começamos a montar as peças, as peças côncavas e convexas de uma forma que nos permite se conectar de forma adequada, se conectar de forma altruísta com base na combinação correta, equilíbrio e unidade entre elas, em vez de se conectar numa maneira oposta egoísta.

A conexão adequada entre nós é chamada de garantia mútua; é quando nós transmitimos as forças mutuamente necessárias, que devem nos atrair uns aos outros e não nos repelir, apesar do nosso egoísmo. Nós temos que revelar esta ação que está escondida no manual dentro da nossa caixa de peças do quebra-cabeça. É por isso que a Torá é chamado de manual, que vem da palavra “Orah“. A Torá é o nosso manual da composição mútua adequada, que nós temos que entender agora entre nós.

Naturalmente, há certa ordem neste ato de montar todo o esquema que consiste de sete bilhões de peças. Por onde começamos? É por isso que o Baal HaSulam diz que tudo está dividido entre o interno e o externo. Primeiro, precisamos ver as peças internas.

As peças internas são os amigos e membros de nosso grupo de todos os países e continentes que estão experimentando esse movimento, talvez até de forma inconsciente, ainda indesejada.

Eles estão pensando em entrar neste novo estado no próximo nível, subindo do nível animal para o nível “humano”, mas ainda não conseguem perceber que precisam trabalhar contra o egoísmo. Eles falam sobre a conexão, mas ainda assim são incapazes de imaginar como podemos realmente nos conectar. Em geral, temos estes problemas diante de nós, e devemos gradualmente resolvê-los entre nós. Claro, a solução é a conexão e a percepção de que a nossa conexão é apenas o alicerce, a base para todos os outros membros e partes da imagem; todas as peças do quebra-cabeça se juntam a nós.

E verifica-se que esta parte interna que nós representamos é a parte principal do cérebro. Quando ela se reúne, todas as cordas de controle, incentivo, explicações, e a revelação de todas as outras partes vêm dela. Então eles começam a entender, a se desenvolver, se aproximar de nós, e a montar conosco. Como um ímã, começamos a atraí-los na medida em que somos capazes de fazer a conexão entre nós.

Todo mundo vai continuar a se reunir firmemente em círculos maiores, numa combinação maior e mais magnífica, que, no final, revela a perfeição da criatura. À medida que revelarmos gradualmente essa perfeição em 125 graus de ações consecutivas, vamos revelar uma maior manifestação desse plano, desta força chamada de “Criador” que existe dentro dele, no seu interior, e que move tudo para frente. Esta força surge gradualmente. Nós vamos ver toda a nossa história: como surgimos inicialmente de uma pequena força da Luz que criou o nível inanimado da vida.

O nível inanimado começou a se desenvolver até os nível vegetal e animal da vida, e hoje com a nossa consciência e participação consciente, ele está se transformando no nível “humano” do desenvolvimento. A sabedoria da Cabalá esteva ocultada todo este tempo, de modo não tivéssemos a oportunidade de se conectar ou teríamos reunido esta imagem egoisticamente, de forma incorreta, errada, e teríamos nos transformado em monstros horríveis. Esta é a razão pela qual a Cabalá foi ocultada.

Ela está sendo especificamente revelada hoje, porque o tempo já chegou. Nós vemos que não podemos mais continuar a permanecer no nosso nível, no nosso estado atual; as forças da natureza, como de costume, estão começando a nos empurrar por trás numa direção desconhecida, rumo ao nosso próximo estado de percepção e compreensão. Eu espero que possamos controlá-lo, e ao mesmo tempo mostrar o caminho para os outros que vão gradualmente se aproximar de nós e se juntar a nós.

Nosso estado preliminar em que nós existimos é chamado de “a serva que é herdeira da sua senhora”. Em outras palavras, é um estado egoísta cheio de rejeições, desacordos e contradições, mas que é indispensável porque somos capazes de mudar nosso egoísmo através de suas manifestações. Vamos mudamos o convexo para as peças côncavas e o côncavo para as peças convexas, e assim, examinamos gradualmente e alterarmos nossa natureza egoísta para uma natureza altruísta dentro de nós, dentro de todos os nossos desejos, impulsos, pensamentos e qualidades. Desta forma, nós usamos a nós mesmos para criar o próximo nível e atingir o plano do Criador em toda a sua profundidade e capacidade: para alcançá-Lo.

Ao participar, juntos, podemos conseguir isso muito rapidamente, porque o próximo nível que nós atingirmos conscientemente passará muito rapidamente. Quando os níveis inanimado, vegetal e animal da natureza precisam mudar por conta própria, eles operam sob o estímulo da força propulsora da natureza, e as mudanças são muito lentas e limitadas. Nós podemos ver que o nível inanimado da natureza levou bilhões de anos para se desenvolver, o nível vegetal levou centenas de milhões de anos, e o nível animal levou centenas de milhares de anos, e o que nós chamamos hoje de “ser humano” tem existido em seu estado animal por cerca de 50 mil anos.

É por isso que o que estamos vivenciando hoje é a contração do tempo desde os estados inanimado até o vegetal, animal, e humano. Nós vemos o tempo acelerar dia após dia. Por esta razão, logo que começarmos a trabalhar corretamente em nossa conexão apropriada, vamos ver e perceber uma enorme quantidade de ações em cada segundo. E nós vamos ser capazes de chegar a toda essa enorme estrutura unificada, literalmente ao longo de alguns anos. Portanto, nós estamos diante de um momento muito interessante e intenso, e é o maior e o melhor que pode ser.

Nós devemos valorizar o fato de que estamos num estado em que podemos falar sobre isso; nós entendemos onde estamos, do que consiste a nossa missão, que temos que tentar realizar este programa para nos corrigir, e ajudar os outros a fazer o mesmo. Esta é a nossa motivação hoje, mas ela não nos empurra dolorosamente por trás, obrigando-nos como animais; é um incentivo que nos direciona para frente para a construção de nosso próximo belo estado.

Está escrito no Zohar que o Rabi Shimon chorou porque queria dar às pessoas tudo que tinha preparado, mas não podia, porque elas eram como um fruto que ainda não está maduro. Em outras palavras, a humanidade tinha se reunido de forma errada, e as pessoas não eram capazes “sair” dela.

É por isso que este livro foi escrito de uma maneira especial “oculta”. Ele foi revelado gradualmente ao longo de muitos séculos, até que, finalmente, tornou-se revelado a nós em nosso tempo, através do “Comentário Sulam“. Só hoje nós estamos realmente começando a falar sobre o seu uso adequado.

Eu espero que realmente cheguemos a essa compreensão e experimentemos todas as vantagens deste método, este guia chamado “Torá” (“guia” – “Orah“), ou a Luz que existe nele, a revelação do Criador que acontece dentro de nós quando usamos o grupo e o que os Cabalistas têm escrito para nós corretamente. Essencialmente, os seus livros nos dizem sobre a conexão entre nós e como o Criador se revela dentro desta conexão.

Por um lado, eles falam sobre a correção dos desejos, a chamada conexão correta entre nós, e por outro lado, sobre a forma como a vida começa a se manifestar neste estado adequado corrigido. No início, a conexão no nível inanimado é pequena até que o movimento vegetativo aparece, depois as conexões animais e, finalmente, as relações humanas. Tudo depende da qualidade e da quantidade das conexões entre estes elementos egoístas separados num sistema altruísta comum.

Nós estudamos todas essas ações e graus na Cabalá. Cada um dos 125 graus representa a unidade máxima de acordo com seu grau; as dez Sefirot é a conexão completa entre eles, a síntese adequada de cada uma das partes separadas e a Luz que se manifesta neste estado, a essência do Criador, o seu programa, a força comum da vida. As peças individuais podem existir separadamente como em nosso corpo, mas quando se conectam em conjunto, formam um único organismo. Mas não é apenas um animal ou organismo porque a percepção da vida se manifesta em seu interior, e então, de repente, o propósito da vida, certas ações, certo mundo interno e externo é percebido. Por que isso acontece? Porque o corpo inteiro está trabalhando em uníssono.

E uma vez que montarmos a parte interna deste enorme quebra-cabeça, vamos ser capazes de começar a adicionar as peças externas a ele visto que esta única criatura consiste de inanimado – a parte mais externa, vegetal – uma parte interna, animal – a parte mais interna, e humano – a parte mais interna ainda. Nós representamos a parte humana. Em outras palavras, todos aqueles que têm uma aspiração independente para atingir o propósito da criação representam a parte interna. E todo mundo segue os círculos que se ramificam para longe de nós: o animal, vegetal e inanimado.

À medida que disseminamos gradualmente a Cabalá, temos que revelá-la a todas as outras partes, para ajudá-las a se conectar a nós. Isso ocorre porque as outras partes têm uma parte muito pequena que também terá que compreender o programa de criação, atingir o plano da criação, o plano de correção. Elas precisam da nossa ajuda, assim como um corpo que tem ambos os órgãos maiores e menores.

Num organismo perfeito e completo, cada célula é importante, porque de outra forma não há perfeição. Naturalmente, o papel crucial no processo de criação e reparação de um organismo é suas peças principais. Em outras palavras, a coisa mais importante para nós agora é primeiro nos corrigir.

E espero que sejamos capazes de conseguir isso rápido. Tudo só depende de nós.

Nós passamos por todas as fases anteriores de nosso desenvolvimento inconscientemente, sem saber para onde estávamos indo. O nosso egoísmo estava nos empurrando para algum lugar e nós tentávamos nos desenvolver desta forma, constantemente colidindo um com o outro, empurrando uns aos outros, mas agora temos que nos desenvolver de uma outra maneira. A principal coisa é nos dirigir para dentro rumo à conexão e maior adesão com o outro, em vez de nos dirigir à frente para algum lugar.

É por isso que precisamos simplesmente nos mover para dentro, rumo à unidade, a uma aspiração interna em direção a uma conexão única e contínua. Ela irá revelar o Criador dentro de nós, e teremos a força interior para corrigir todos os outros.

Inteligentes Ou Anomalias…

Laitman_120Nas Notícias (de Business Insider): “Os seres humanos geneticamente modificados poderiam ter QI de 1000 ou superior. Pelo menos essa é a teoria do cientista Stephen Hsu.

“Ele acha que aprimorando nossos genomas nós poderíamos fazer seres humanos drasticamente mais espertos. Hsu defendeu seu caso em Nautilus – e as implicações são tão tentadoras quanto aterrorizantes. Ele também publicou a teoria em detalhes em ArXiv, embora ela não tenha sido revisada por especialistas. …

“A perspectiva de tais super-humanos vagando o mesmo planeta que nós normais é, francamente, assustadora. Como Hsu escreve, “[as] questões éticas correspondentes são complexas e merecem séria atenção no que pode ser um intervalo relativamente curto antes destas capacidades se tornarem uma realidade”.

“Ele especula que alguns países vão tornar a engenharia genética legal antes que os outros, e, talvez, obviamente, essas elites serão as primeiras a se aproveitar dos benefícios da superinteligência para si e para seus filhos. Mas ele acredita – e nós devemos esperar – que o acesso a este tipo de tecnologia se tornará democratizado para que todos possam se beneficiar”.

Meu Comentário: O ser humano precisa de um pouco de felicidade, ou, como está escrito na Torá, “aquele que aumenta o conhecimento aumenta a tristeza”. Além disso, ficando à frente da natureza, nós atraímos sofrimento para nós mesmos. Afinal, se você não equilibrar o conhecimento com educação, cuidado com as pessoas e a natureza, então, o QI, habilidades e conhecimento serão transformados em mal!

Nós somos parte integral do mundo e devemos garantir que o nosso conhecimento não seja maior do que o nosso nível moral, caso contrário, cairemos numa existência cheia de sofrimento. O conhecimento deve ser equilibrado com a educação! Caso contrário, vamos produzir aberrações cerebrais! [

O Mundo De Hoje É Uma Bomba-Relógio

laitman_220A correção está apenas na unidade universal. O mundo hoje está numa posição em que podemos falar sobre ele aberta e concretamente, sem desculpas.

O mundo inteiro e Israel atingiram tal estado crítico que nós falamos sobre o futuro do ser humano, de sua família, país e mundo. É impossível continuar a se desenvolver da mesma forma; o mundo está à beira de uma explosão terrível.

Não entendemos que nossa conexão com o outro é uma poderosa arma com a qual podemos mudar tudo. É como os “quatro símbolos de Sucot” — os ramos das diferentes árvores ligados entre si e uma linda fruta cítrica, simbolizando a unidade do povo judeu — a conexão entre todos: todas as pessoas e os sábios.

Com este meio de conexão, nós podemos gerenciar toda a nossa vida; só precisamos juntá-lo e começar a trabalhar. Não há nenhuma outra possibilidade. A unidade é o meio de alcançar um desejo comum, tão poderoso como uma espada afiada.

Qualquer mudança positiva virá somente através da conexão entre nós. Se todos começássemos a pensar desta forma, isso obrigaria todos, porque a sociedade inspira todos os nossos pensamentos. Assim, nós afetaremos uns aos outros e nos unimos numa única força de doação mútua, que começará a revelar o futuro, um estado melhor.

Mudanças podem ocorrer muito rapidamente. A correção do mundo já se encontra na aspiração por esta unidade, mesmo que não a tenhamos alcançado ainda. O mundo está exigindo isso. A pessoa só tem que começar e vamos ver como podemos avançar.

Todo sistema mundial está numa terrível tensão interior; ele já deveria estar conectado. Nós vemos que o mundo está passando por terríveis acontecimentos. O mundo inteiro está amarrado num sistema, e as conexões entre todos estão extremamente tensas.

Isto é uma verdadeira bomba relógio que está constantemente fazendo tic-tac. Nós estamos à beira de uma explosão no ambiente, na sociedade, em todas as áreas. A tensão atingiu um ponto tão crítico que já não sabemos como sair dela, assim como antes de uma guerra.

Portanto, o mundo exige de nós apenas um pequeno esforço pela unidade. A pessoa tem apenas que começar, e imediatamente avançaremos para uma vida melhor.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/02/15, Escritos do Rabash

Não Devemos Perder A Oportunidade

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Nação”: É claro, salvar confiando em milagres. Que a nossa existência como indivíduos ou como nação está suspensa entre a vida e a morte. E a salvação é, se pudermos encontrar o empreendimento necessário, esse grande esquema cujo caminho é apenas para ser encontrado perto do perigo, e que pode inclinar a balança a nosso favor, para nos dar um abrigo seguro aqui por toda a diáspora dos nossos irmãos, que todo mundo diz que é, atualmente, o único lugar de salvação.

Assim, a estrada da vida estará aberta para nós, para continuarmos de alguma forma a nossa existência, apesar das dificuldades. E se perdemos a oportunidade e não subimos como um, com os grandes esforços necessários num momento de perigo, para garantir a nossa permanência na terra, então os fatos diante de nós são muito ameaçadores para nós, uma vez que as coisas estão evoluindo favoravelmente para os nossos inimigos, que estão pedindo para nos destruir da face da Terra.

Isto foi escrito no início da Segunda Guerra Mundial, quando as pessoas ainda não tinham visto o perigo real e o Holocausto para a qual estavam sendo conduzidas.

Mas Baal HaSulam diz que, embora tenhamos chegado a um estado tão terrível que o destruidor recebeu permissão de nos destruir, ainda podemos mudar a relação entre as forças do bem e do mal, se quisermos melhorar a nossa situação. Tudo está em nossas mãos.

Embora o tempo opere contra nós, nós podemos realmente ter sucesso durante este tempo e trazer grandes e rápidas mudanças.

Em vez de esperar por aflições, dificuldades e perigos, o que significa por efeitos negativos que nos empurrem para frente, nós precisamos avançar por nós mesmos e virar o caminho da nossa evolução natural (em seu tempo) para o caminho do “eu vou apressá-lo”. Então seremos capazes de avançar sem quaisquer golpes. Tudo depende se vamos despertar como resultado dos golpes ou se vamos despertar como resultado do nosso trabalho.

Despertar pelos golpes não é muito útil, uma vez que apenas mudamos e nos estimulamos. Nós precisamos mudar muita coisa, a fim de se recuperar e avançar depois de tais golpes. Então não seria melhor se nós avançássemos ao longo de um caminho suave? Este seria realmente o nosso despertar para o objetivo da criação e para uma fuga rápida dos golpes.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/06/14, Escritos do Baal HaSulam

Conectando-Se Com Outros Para A Correção Do Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Com quem o nosso movimento pode trabalhar em parceria e em que condições?

Resposta: Nós estamos prontos para nos conectar com todos aqueles que desejam conexão em prol da correção do mundo. Suponha que amanhã Abu Mazen venha e se ofereça para trabalhar em parceria para a correção do mundo. Nós gostaríamos de apertar as mãos e começar a trabalhar juntos. No momento em que alguns cálculos egoístas são inseridos deste pacto, nós pararíamos imediatamente esta atividade compartilhada.

A ausência de considerações egoístas e um anseio em corrigir o mundo é a condição necessária. Para a correção é necessário atrair a Luz que Reforma, pois só isso pode ajudar. Se ele está pronto para isso, eu estou pronto para me unir com ele. Mesmo que, por enquanto, pareça que não está pronto.

Nós devemos levar em conta que é possível tomar um pouco de todo o amplo espectro de diferentes facções, forças políticas, nações e governos por um curto período de tempo com o objetivo d e avançar. Isso ocorre porque cada um tem algum problema singular, e, portanto, eles podem se unir conosco e nos apoiar.

No ano passado, nós nos encontramos numa situação dramática com respeito ao sequestro de três jovens. As pessoas sentiram uma pressão e tensão terríveis porque nós queríamos encontrar e trazer de volta os meninos. Portanto, com este evento, nós tivemos a possibilidade de trabalhar com muitas organizações em Israel para conectar as pessoas.

De qualquer forma, é claro para todos que a conexão nos deixou mais fortes. Nós recebemos mais se nos conectamos por meio da oração, um desejo e uma ação compartilhados. Portanto, as pessoas saíram às ruas para marchar e se reunir. Milhares de pessoas saíram às ruas com cartazes exigindo a libertação dos reféns. Foi assim que aconteceu em todo o mundo.

Por que o desejo de reunir apareceu dentro de todos eles de repente? Inconscientemente, eles sentiram que havia algum tipo de força corretiva nisso, algum tipo de espírito novo que apareceria nas pessoas, juntamente com o conceito de um novo estado.

Mesmo os animais instintivamente convergem durante um momento de perigo. As ovelhas se reúnem num só rebanho e se amontoam quando estão preocupadas com um ataque de lobos. Se um incêndio florestal irrompe, todos os animais fogem dele juntos sem medo um do outro. Isso ocorre porque a crise geral os conecta, e ninguém se olha para o outro a fim de devorá-lo. Todos eles fogem, o que significa que se reúnem num movimento comum.

Essa inclinação para se conectar num momento de dificuldade também existe instintivamente entre as pessoas. Nós precisamos desse espírito de conexão, mesmo que não seja um exército marchando e tocando músicas que está prestes a atacar como uma pessoa. Mesmo que nós não saíamos ao ataque, apesar disso, nós achamos que desta forma estamos estabilizando uma força através da qual podemos corrigir a situação.

Portanto, eu acho que nós precisamos compartilhar essa inclinação que é sentida entre as pessoas e nos unir juntamente com elas em ações como estas. Além disso, devemos organizar círculos de discussão em parques, pátios e nas casas.

As pessoas que agora se encontram numa situação tão original estão prontas para participar de discussões como estas. É necessário discutir por que isso aconteceu conosco e como podemos garantir que isso nunca vai acontecer de novo, mas apenas com o propósito de avançar para a melhoria de uma situação e o bom relacionamento com os outros.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/06/14, Escritos do Baal HaSulam

A Era Do Antiliberalismo

Dr. Michael LaitmanOpinião (Eugene Chernich, comentarista): “Havia uma aliança transatlântica entre os Rothschilds (um patrimônio de mais de 3,2 trilhões de dólares) e os Rockefellers (um trilhão a menos). Mas a família número um era a dos Baruchs. Talvez o seu estado financeiro fosse menor do que o dos Rothschilds e Rockefellers, mas a situação no topo da escada financeira global é maior e mais séria.

“Em 1613, eles criaram o Standard Chartered Bank – o banco dos bancos! O verdadeiro poder é o poder secreto. Os Rothschilds continuam a orientar a economia. O próximo passo é a remoção do ‘dinheiro jovem’, e esta perda vai adiar o colapso da economia mundial por 5-10 anos.

“Assim, as antigas famílias juntaram forças para remover os novatos financeiros. Em geral, o curso antiliberal está ganhando força na economia global. Um era completamente nova – a era do antiliberalismo – está sendo revelada diante de nossos olhos”.

Meu Comentário: O que quer que eles decidam em silêncio entre as famílias no topo, a natureza está levando a criação à equivalência com a força superior, a realização da propriedade de doação e amor. Isso vai acontecer, quer à força ou voluntariamente, e qualquer um pode escolher, desde os Rothschilds, Rockefellers e Baruchs, até o muito pobre!

A Causa Da Drogadição

Laitman_154Nas Notícias (de The Huffington Post): “Passaram-se cem anos desde que as drogas foram proibidas pela primeira vez – e durante todo este longo século de guerra contra as drogas, nos foi contada uma história sobre o vício por nossos professores e governos. Esta história é tão profundamente enraizada em nossas mentes que nós tomamos como verdadeira. Parece óbvio. Parece certamente uma verdade… Mas o que eu aprendi no caminho é que quase tudo o que foi dito sobre o vício está errado – e há uma história muito diferente esperando por nós, se estivermos prontos para ouvi-la.

“Se realmente absorvermos essa nova história, vamos ter que mudar muito mais do que a guerra contra as drogas. Vamos ter que mudar a nós mesmos…

“Experimento 1: “Coloque um rato numa gaiola, sozinho, com duas garrafas de água. Uma tem apenas água. A outra tem água misturada com heroína ou cocaína. Quase toda vez que você executar este experimento, o rato vai se tornar obcecado pela água com droga, e continuará voltando cada vez mais, até se matar.

“Experimento 2: “O Professor Alexander [professor de Psicologia em Vancouver chamado Bruce Alexander] construiu o ‘Parque de Ratos’. É uma gaiola exuberante, onde os ratos teriam bolas coloridas, a melhor comida de rato, túneis para correr e muitos amigos: tudo o que um rato numa cidade poderia querer. O que  vai acontecer (Alexander queria saber)?

“No Parque do Rato, todos os ratos, obviamente, experimentaram as duas garrafas de água, porque não sabiam o que estava nelas. Mas o que aconteceu a seguir foi surpreendente.

“Os ratos com uma boa vida não gostaram da água com droga. A maioria deles a evitou, consumindo menos de um quarto das drogas que os ratos isolados utilizaram. Nenhum deles morreu. Enquanto todos os ratos que estavam sozinhos e infelizes tornaram-se utilizadores pesados, nenhum dos ratos que tinha um ambiente feliz fez isso…

“No início, eu pensei que este era apenas um capricho dos ratos, até que descobri que havia – no mesmo tempo que o experimento do Parque dos Ratos – um equivalente humano útil ocorrendo. Ele foi chamado de Guerra do Vietnã. A revista Time relatou que usar heroína era “tão comum como goma de mascar” entre os soldados norte-americanos, e que há uma sólida evidência que sustenta isso: cerca de 20 por cento dos soldados norte-americanos havia se tornado viciado em heroína lá, de acordo com um estudo publicado no Archives of General Psychiatry. Muitas pessoas estavam compreensivelmente apavoradas; elas acreditavam que um grande número de viciados estava prestes a voltar para casa quando a guerra terminou.

“Mas, na verdade, cerca de 95 por cento dos soldados viciados – de acordo com o mesmo estudo – simplesmente parou. Muito poucos se submeteram à reabilitação. Eles passaram de uma gaiola aterrorizante para uma agradável, de modo que não quiseram mais a droga. …

“Experimento 3: “Após a primeira fase do Parque dos Ratos, o Professor Alexander realizou este teste novamente. Ele refez os primeiros experimentos, onde os ratos eram deixados sozinhos, e se tornavam usuários compulsivos da droga. Ele os deixou usá-la por 57 dias – se alguma coisa pode pegar você, é isso. Depois, ele os tirou do isolamento, e os colocou no Parque dos Ratos. Ele queria saber, se você cai no estado de dependência, será que o seu cérebro é sequestrado, de modo que você não pode se recuperar? Será que as drogas o dominam novamente? O que aconteceu é, novamente, impressionante. Os ratos pareciam ter algumas contrações musculares de retirada, mas logo pararam seu uso pesado, e voltaram a ter uma vida normal. A boa gaiola os salvou…

“Aqui está um exemplo de uma experiência que está acontecendo ao seu redor, e pode muito bem acontecer com você um dia. Se você é atropelado hoje e quebra o seu quadril, você provavelmente vai receber diamorfina, o nome médico para a heroína. No hospital a sua volta, haverá muita gente que também recebe heroína por longos períodos, para alívio da dor… Então, se a velha teoria da dependência for correta – são as drogas que causam isso; elas fazem o seu corpo precisar delas – então é óbvio o que deve acontecer. Dúzias de pessoas devem deixar o hospital e tentar “dar um tapa” (usar drogas) nas ruas para atender seu hábito.

Mas eis o que é estranho: isso praticamente nunca acontece. Como o médico canadense Gabor Mate foi o primeiro a me explicar, os usuários médicos simplesmente param, apesar de meses de uso. O mesmo medicamento, utilizado pelo mesmo período de tempo, transforma usuários de rua em viciados desesperados e não afeta pacientes médicos. …

“O viciado de rua é como os ratos na primeira gaiola, isolado, sozinho, com apenas uma fonte de consolo a quem recorrer. O paciente médico é como os ratos no segundo compartimento. Ele está indo para casa para uma vida onde está rodeado de pessoas que ama. A droga é a mesma, mas o ambiente é diferente. …

“Portanto, o oposto do vício não é a sobriedade. É a conexão humana… Ironicamente, a guerra contra as drogas na verdade aumenta todos grandes propulsores do vício. Por exemplo, eu fui a uma prisão no Arizona – ‘Cidade de Tendas’ – onde os presos são detidos em minúsculas gaiolas de isolamento de pedra (‘O Buraco’) por semanas a fio para puni-los pelo uso de drogas. E quando eles saem, vão estar desempregados por causa de sua ficha criminal – garantindo que serão segregados ainda mais…

“Existe uma alternativa. Você pode construir um sistema projetado para ajudar os viciados em drogas a se reconectar com o mundo – e assim deixar para trás os seus vícios.

“Portugal tinha um dos piores problemas de droga na Europa, com um por cento da população viciada em heroína. Eles haviam tentado uma guerra contra as drogas, e o problema estava ficando cada vez pior. Então, eles decidiram fazer algo radicalmente diferente. Eles resolveram descriminalizar todas as drogas, e transferir todo o dinheiro que costumavam gastar em deter e prender os viciados em drogas, e gastá-lo reconectando-os: a seus próprios sentimentos e à sociedade em geral. O passo mais importante é dar-lhes uma habitação segura e empregos subsidiados para que tenham um propósito na vida, e uma razão para sair da cama…

“Isso não é apenas relevante para os viciados que eu amo. É importante para todos nós, porque nos obriga a pensar de forma diferente sobre nós mesmos. Os seres humanos são animais unidos. Nós precisamos nos conectar e amar. A frase mais sábia do século XX foi a de EM Forster: ‘só se conectar’. Mas nós criamos um ambiente e uma cultura que nos separa da conexão, ou oferece apenas a paródia do que oferece a Internet. O aumento da dependência é um sintoma de uma doença mais profunda na maneira como vivemos: constantemente dirigindo nosso olhar para o próximo objeto brilhante que devemos comprar, em vez dos seres humanos ao nosso redor…

“O escritor George Monbiot chamou isso de ‘a idade da solidão…’. Nós precisamos agora falar sobre a recuperação social: como todos nós nos recuperamos, em conjunto, da doença do isolamento que está submersa em nós como uma névoa espessa”.

Meu Comentário: Restaurar uma boa comunicação mútua entre as pessoas, apesar do nosso egoísmo, é uma panaceia absoluta para todos os nossos males. Assim, através da conquista da unidade, isso nos leva ao mundo superior, à existência eterna e perfeita.

Há Esperança!

Dr. Michael LaitmanPergunta: A questão da unidade e da conexão nunca foi tão dominante. Até mesmo os pais de três meninos que foram sequestrados no ano passado continuam dizendo quanta força eles receberam da unidade e o quanto sentiram que seu problema era um problema de todos. Então, por que a unidade que sentimos entre as pessoas nos dias de hoje não é tão forte como era antes?

Resposta: Nós simplesmente vemos a falta de conexão numa resolução muito maior e com muito mais precisão. Em vez do que antes parecia correto, a escala tornou-se maior e agora vemos que não há nenhuma conexão hoje.

Pergunta: Como podemos provar a uma pessoa que os resultados, como os sequestros, podem ser alterados por ações de conexão?

Resposta: Você quer mostrar a uma pessoa uma conexão clara e direta e que se ela realizar a conexão num determinado lugar, isso vai levar a uma conexão em outro lugar. Você nunca será capaz de fazer isso.

Mas há muitos casos na vida em que temos a certeza de que nossas ações ajudam, embora não vejamos uma conexão direta. Portanto, as pessoas saem para demonstrar e participar de reuniões públicas. Eu não posso mostrar a uma pessoa uma conexão entre coisas que ela não pode perceber com seus sentidos, uma vez que esta é a revelação das ações do Criador à criatura. Ela ainda não chegou a um nível tal, uma vez que não tem os sentidos que lhe permitem ver isso.

Pode ser uma pessoa racional, muito inteligente, que não se deixa levar pelas emoções e que pode dizer que todas essas ações de conexão são totalmente inúteis e que a busca pelos meninos sequestrados era uma questão militar e que não tinha nada a ver com ela. Se ela não sentia qualquer conexão com isso, não há nada que pudéssemos fazer. A fim de ver a conexão, ela tem que corrigir seus desejos para que eles sejam “a fim de doar” e, assim, ela vai descobrir dentro de si até que ponto a Luz superior está relacionada a esses desejos. Portanto, nós devemos simplesmente atrair essas pessoas para a conexão através de diferentes explicações que lhes mostrem que a conexão é benéfica e que através dela nós poderíamos ter ajudado a libertar os meninos e ajudá-los a voltar para casa em segurança.

Se uma pessoa se compromete a participar de um workshop, nós temos que fazê-la sentir que uma força especial desperta na conexão entre nós, e que esta pode fazer algo além de nossa natureza comum. Ela pode mudar a situação atual. Quando uma pessoa sentir a força da conexão, esta vai impressioná-la para além do seu nível atual. Nós podemos explicar que estamos todos conectados uns aos outros, que estamos todos num único sistema, que toda a humanidade está conectada e que se você corrige a si mesmo, você insere a força de correção em todos.

Na verdade, antes da revelação, é impossível provar qualquer coisa a uma pessoa, mas nós vemos que as pessoas estudam durante anos e não partem em função da expectativa da revelação. Elas acreditam que a revelação irá ocorrer em algum momento, já que uma iluminação à distância as sustenta. Uma pessoa que tenha participado de um workshop ou de um círculo também vai sentir tal iluminação à distância. A sensação de que essas ações podem realmente afetar e mudar a situação desperta nela, uma vez que a Luz age nela.

Há esperança. Caso contrário, eu não iria reunir as pessoas. Eu já estou comprometido com elas desta maneira e as transformo em minhas parceiras. Eu não posso mostrar-lhes o mundo do jeito que eu o veja, e elas não sabem que nós abrimos o caminho para a Luz que vai resolver tudo. Ela não só vai resolver com sucesso problemas como sequestros, mas também vai corrigir o mundo inteiro. Nós vamos subir até o topo, nos tornar mais respeitados e realmente nos transformarmos num reino de sacerdotes e uma nação santa.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/06/14, Escritos do Baal HaSulam

Um Novo Império Global

Dr. Michael LaitmanOpinião (Yuval Noah Harari, autor de Sapiens: Uma Breve História da Humanidade e conferencista do Departamento de História, na Universidade Hebraica de Jerusalém): “A partir do século II d.C., a maioria dos povos viveu em impérios. No século XX, o ideal político dominante era o ideal do Estado-nação: soberano, e o povo era a fonte de todo o poder. O dever supremo do Estado era para defender os interesses da coletividade nacional.

“Assim, surgiu a ideia de que deve haver tantos Estados independentes quanto nações no mundo.

“No século XXI, o nacionalismo está perdendo terreno rapidamente. Impérios separados permanecem no passado. No futuro, as pessoas vão viver num único império mundial. Um governo unificado para toda a Terra nos espera no futuro próximo.

“Mais e mais pessoas estão chegando à conclusão de que a única fonte legítima do poder político é a humanidade, em vez de nações separadas, e que o principal objetivo da política deve ser os interesses de toda a raça humana e a defesa dos direitos humanos. Neste caso, a existência de 200 Estados-nação é um obstáculo.

“O mundo ainda está politicamente fragmentado, mas a verdadeira autonomia dos Estados-nação está diminuindo rapidamente. Nenhum país é capaz de conduzir uma política econômica independente, declarar guerra por um capricho, e até mesmo levar a cabo as suas próprias políticas internas.

“Os países são cada vez mais influenciados pelos mercados globais, corporações internacionais e ONGs, e a opinião pública internacional e o sistema judicial comum são cada vez mais influentes.

“Os Estados são obrigados a contar com os padrões internacionais de conduta financeira, política ambiental e justiça. Poderosos fluxos de capital, trabalho e informação estão se espalhando por todo o mundo, transformando-o, e as fronteiras e posições dos Estados-nação individuais têm menos importância.

“O império mundial está sendo criado diante de nossos olhos, e não será governado por um Estado separado ou grupo étnico – este novo mundo seria gerido pela elite multinacional e cultura comum e os interesses comuns juntará tudo isso”.

Meu Comentário: É gratificante ver como o conhecimento mais elevado começa a se assentar gradualmente nas mentes das pessoas de nosso mundo. A perspectiva correta do desenvolvimento está sendo revelada a eles, de acordo com o objetivo da natureza de trazer todas as suas partes a um todo sinérgico. Nosso destino depende de como nós podemos participar de forma sensata e ativa deste processo.