Textos na Categoria 'Crise'

Surgem Dúvidas

laitman_207Pergunta: Agora a quarentena foi relaxada, as pessoas foram às ruas: restaurantes, cabeleireiros e lojas em consumo contínuo. Tudo está como antes, nada mudou. Então, por que o vírus foi necessário?

Resposta: Eu acho que não podemos mudar na primeira vez. Mas, no entanto, começamos a duvidar se estaríamos vivendo incorretamente. Tudo é revelado por comparação.

Mas, pela primeira vez, é improvável que possamos tirar conclusões. Além disso, ainda não voltamos ao passado e analisamos o que aconteceu. Tomamos o nosso ficar em casa como encarceramento, prisão.

Agora, voltaremos ao trabalho e gradualmente veremos que o retorno às práticas de consumo se manifestará em nós como negativo. Então saberemos o que fazer.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 03/05/20

Do Animado À Sociedade Humana

laitman_276.04Pergunta: Você diz que a natureza é um sistema integral e que tudo nela se baseia no amor. Mas sabemos pela história que tudo na natureza se baseia na competição, sobrevivência e supressão do próximo. Como você comentaria isso?

Resposta: É muito simples. Cada um de nós consiste em duas partes: animada e humana – em uma única forma. Na forma animada, nos submetemos ao desenvolvimento evolutivo geral e nada pode ser feito a respeito.

E o humano em nós deve estar acima da concorrência, apenas em assistência mútua. A Cabalá ensina como criar uma sociedade humana a partir de nós, animais. Essa é a única maneira de sobrevivermos. Caso contrário, simplesmente desapareceremos – mesmo como animais.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 12/04/20

“Máscaras E Liberdade” (Newsmax)


Meu artigo no Newsmax: “Máscaras E Liberdade“

Os Estados Unidos, como o resto do mundo, enfrentam uma guerra contínua contra um inimigo invisível, a COVID-19. A prevenção de sua propagação, no entanto, é altamente visível no uso de máscaras faciais. Essa medida profilática dividiu o público entre aqueles que se recusam a usar máscaras com base em seu direito de livre escolha e aqueles que consideram a cobertura do rosto um ato de solidariedade com os outros para limitar a transmissão da pandemia. Assim, o vírus nos forneceu um exercício exemplar de responsabilidade mútua, pois todos nós precisaremos perceber que, por estarmos no mesmo barco, a consideração do bem-estar coletivo deve substituir os cálculos individuais.

“Alguns acham que as máscaras infringem sua liberdade de escolha – mas se mais as usarem, teremos mais liberdade para sair”, disse o cirurgião geral dos EUA, Jerome Adams. Estudos mostram que as máscaras são essenciais para ajudar a limitar a disseminação do coronavírus e, no entanto, muitas pessoas ainda desafiam os requisitos para usar máscaras em ambientes públicos. Outros seguem o conselho dos médicos ao pé da letra, enquanto a maioria é encontrada em algum lugar no meio.

Como a COVID-19 é uma doença nova e não estudada anteriormente, evocou em nós o medo do desconhecido. Não está claro o que aconteceria se, Deus nos livre, fôssemos infectados. Portanto, a incerteza está causando um sentimento geral de histeria.

A doença do coronavírus é discutida na mídia de manhã à noite, e toda personalidade política e profissional tenta tirar proveito da situação para demonstrar quão inteligente ou importante ela é e que sabe o melhor caminho para o país avançar. Se elas estiverem corretas, é por seu crédito, mas se não, é culpa de outra pessoa. Como sempre, o sucesso tem muitos pais e o fracasso é um órfão.

Se houvesse locais separados para os cautelosos e os descuidados, as coisas poderiam ter dado certo. No entanto, estamos inseparavelmente interconectados nessa situação, então o que faremos? A solução está na maneira como calculamos os riscos. Se estou extremamente preocupado com a doença, despreocupado ou em algum lugar do meio, talvez haja uma necessidade de mudar o foco da minha atenção. Em outras palavras, em vez de medir o que sinto e penso sobre o risco de contrair o vírus, devo medir como meu comportamento pode impactar os outros.

Isto é, tenho que dizer a mim mesmo que posso ser um portador, e se outras pessoas estão ou não infectadas depende de mim. Consequentemente, devo considerar meu comportamento a todo momento e em qualquer lugar para garantir que eu não transmita o vírus a outras pessoas e, assim, protejo sua saúde.

Infelizmente, o público ainda não está muito atento à responsabilidade pessoal porque, dia após dia, somos bombardeados com opiniões conflitantes de médicos e outros. Isso nos deixa confusos. Embora a consideração de uma variedade de opiniões seja positiva, o público precisa de uma direção clara e informada no final.

Se continuarmos no caminho em que estamos viajando agora, chegaremos a uma situação em que cada pessoa seguirá seus próprios conselhos e não serão possíveis precauções para o bem-estar geral. Isso afastaria as pessoas ainda mais da segurança de viver em uma sociedade organizada. A circunstância em que cada um segue sua tendência natural de se considerar apenas à autoridade mundial apenas criará caos e nos levará à anarquia.

Um acordo público para usar máscaras faciais em benefício de outras pessoas pode ajudar a evitar esse deslize em direção à desordem social. Onde quer que haja uma disputa entre o coletivo e o indivíduo, somos obrigados a governar de acordo com a vontade do coletivo. Por quê? Porque, ao fazer isso, nos alinhamos à força geral de conexão da natureza, capaz de permear positivamente a sociedade, em oposição à força egoísta negativa do indivíduo que desintegra a ordem. Como está escrito: “Na multidão de pessoas está a honra do rei”. (Provérbios 14:28) E esse também é o ponto principal.

Embora alguns de nós sejam cautelosos e outros descuidados, de acordo com nossas características inatas, uma sociedade saudável deve estar ligada a uma nova consideração – o benefício dos outros. Se todas as pessoas tentarem sempre agir a favor dos outros, não haverá necessidade de medo ou desconsideração excessivos. Todos estaríamos sintonizados com o sistema integral da natureza onde prevalece o equilíbrio, e descobriremos que a liberdade suprema é encontrada quando se defende o interesse do coletivo, que é, afinal, a soma de cada um de nós.

Experiência: 5 Dias Em Isolamento Completo

laitman_962.3Comentário: Sabemos que as pessoas estão imersas na Internet agora; elas não parecem precisar de ninguém, apenas de um gadget e acesso à Internet. Recentemente, foi realizado um experimento: cinco dias em uma única cela aconchegante sem a Internet.

Minha Resposta: Essa é uma experiência semelhante à morte.

Pergunta: Foi no Reino Unido, onde o Canal de TV Cinco lançou o programa chamado “Na Solitária: O Experimento Antissocial”. Cada pessoa tinha uma cela única e confortável, com uma cama macia, condições sanitárias e alimentos saudáveis ​​por cinco dias.

Mas a principal condição era a completa solidão. As pessoas só podiam desenhar, ler e conversar sozinhas. E dentro de algumas horas, elas começaram a entrar em pânico.

Todas enfrentaram esse pânico de maneiras diferentes: uma pressionou o botão de resgate, uma começou a conversar com as câmeras de vigilância e outra estava com dor de estômago. Apenas uma pessoa, uma blogueira do sexo feminino, que se propôs a se livrar desse hábito dessa maneira, trouxe lápis, marcadores e muito papel, e ela desenhou algumas fotos sem sentido.

Qual foi a conclusão do experimento? Os pesquisadores escrevem que um
ser social, um ser humano, sofre de solidão, mas um cidadão do mundo moderno com acesso constante à Internet não percebe isso de forma plena até que esteja completamente isolado.

Humanidade e solidão, essas categorias são compatíveis?

Resposta: Uma pessoa que sempre esteve fechada no mundo e agora se vê afastada dele sente um enorme vácuo. Ela trabalhou no ritmo deste mundo, dia, noite, notícias e assim por diante, todos esses programas e ligações, e de repente não tem mais acesso a nenhum deles. Claro, isso é um enorme vazio para ela.

As pessoas viviam em tal vazio. Lembro-me da minha infância e juventude até os anos 90. Em 1995, criei meu primeiro site: kabbalah.info. Antes disso, como vivíamos? Tínhamos jornais e televisão. Antes da televisão, que veio a mim em 1955, tínhamos jornais e livros.

Pergunta: O que mudou em uma pessoa em apenas 50 anos que de repente ela não pode ficar sozinha?

Resposta: Uma pessoa tem uma conexão com o mundo e não pode viver sem essa conexão. Não é a web eletrônica; é a rede de conexões entre nós que se abriu. Não podemos mais existir sem nos sentirmos. Porém, nós preenchemos esse sentimento com pensamentos, notícias e outras coisas completamente diferentes. Mas, em geral, descobrimos uma rede de conexões entre nós.

Sinto que estou conectado a ele e não posso ficar sem ele. É como ar para mim. Estou conectado e me alimento dele; recebo esse “feed” de informações e ele me mantém em movimento. Sem ele, não sinto que estou vivo.

Pergunta: Se você extrair as camadas de informação que uma pessoa recebe, o que ainda é importante para ela nessa rede de comunicação?

Resposta: Veja o que está acontecendo à noite nos noticiários da TV e nos programas esportivos. Aqui, eles dançam, gritam um com o outro e discutem. Tudo isso agora é chamado de “o mundo” ou “nosso mundo”.

Se tudo estivesse desligado, você entenderia o que acontece com o mundo? O mundo mergulharia na Idade Média. A Idade Média! As pessoas terão tanta falta de informação! Elas não precisam dela e podem, em princípio, sobreviver sem ela, mas não poderão. Elas já são diferentes.

Você pode visualizar as notícias conforme são apresentadas e verá que, a cada 100 notícias, talvez uma ou duas lhe interessem o suficiente para abri-las, e o restante, você não precisa. Mas você não pode prescindir delas.

Comentário: Os pesquisadores escrevem que todas essas informações derramadas em uma pessoa causam estresse, porque são muito supérfluas para ela.

Minha Resposta: Mas ela não pode ficar sem estresse.

Pergunta:  Como você preencheria o conteúdo desses programas?

Resposta: Eu posso escolher o conteúdo, mas isso exigiria pessoas completamente diferentes. Precisamos educar as pessoas. É necessário educar as pessoas sobre como descobrir a fonte da vida e a fonte do mundo e como não se perder nessas correntes de notícias que são compostas por elas.

Uma pessoa precisa de uma boa conexão. De uma boa comunicação! E a web não faz nenhuma conexão. É como a teia de uma aranha.

Pergunta: O que é uma rede de boa comunicação?

Resposta: É quando cada pessoa pensa em como fazer o bem aos outros.

Comentário: Então, se ela estiver isolada…?

Minha Resposta: Essa rede ainda agirá sobre ela, porque outros pensarão nela.

Pergunta: E você não precisa de nenhum gadget para isso?

Resposta: Nada é necessário! Apenas boas intenções que conectarão as pessoas. As pessoas estarão conectadas de tal maneira que todas sentirão as boas intenções entre si e nada mais será necessário. Com isso, todos ficarão encantados e sentirão um sentido de existência e capacidade de se elevar acima de seu “eu” e assim por diante. Isso é necessário.

Não tenho dúvidas de que teremos sucesso.

De KabTV, “Notícias com Dr. Michael Laitman”, 03/03/20

Para Onde O Vírus Aponta?

laitman_566.02Pergunta: Se todos os empregos desnecessários desaparecerem, 90% da população permanecerá desempregada. O que essas pessoas farão e como a economia se sustentará sem esses empregos?

Resposta: Mas as pessoas que ocuparam esses lugares não fizeram nada de útil. Para que elas trabalharam? Para jogar dinheiro por aí?

Do que temos medo de desistir? De fazer um trabalho inútil: tirar de um lugar para que outro possa retirá-lo e jogá-lo em outro lugar? Então, algumas pessoas podem cavar um buraco e outras preenchê-lo?

Pergunta: Baal HaSulam escreveu no jornal A Nação: “Certamente, a medida do egoísmo inerente a toda criatura é uma condição necessária na existência real da criatura. Sem ele, ela não seria um ser separado e distinto em si. No entanto, isso não deve negar a medida do altruísmo em uma pessoa. A única coisa necessária é estabelecer limites distintos entre eles: a lei do egoísmo deve ser mantida em todo o seu poder, na medida em que se refira à existência mínima. E com qualquer excedente dessa medida, é concedida permissão para renunciá-la para o bem-estar do próximo”.

Só precisamos descobrir qual é o benefício dos outros. Não se trata apenas de redistribuir a produção para necessidades mínimas, mas de determinar quais benefícios resultarão disso para as outras pessoas. Como vamos experimentar isso e qual é essa tendência?

Resposta: Acho que precisamos criar um novo grupo de Estados que possa realmente resolver isso. Mas deve haver líderes que entendam a integralidade do mundo e a necessidade do momento de trazê-lo para uma forma integral.

Pergunta: Onde podemos encontrar esses líderes e políticos? Veja o que está acontecendo! Trump está agora culpando a China, a China está respondendo da mesma maneira, surgem conflitos. As mesmas tendências de antes. O mundo não mudou.

Resposta: Nós, os Cabalistas, precisamos seguir na direção da nossa visão. Devemos explicar, de todas as formas possíveis, propagandear e disseminar nosso conhecimento, que é consistente com as leis da natureza.

A natureza não nos permitirá fazer mais nada. Assim que todos começarem a voltar aos costumes antigos, o vírus mutante vai golpear ainda mais. Agora, suas consequências são inofensivas. Segundo as estatísticas durante o reinado mundial do vírus, muito menos pessoas morreram do que se ele não existisse.

Mas o vírus funciona para todo o sistema da humanidade e, se não fizermos o que está apontando, ou seja, se não nos tornarmos integralmente interconectados, nada de bom resultará disso. Espere e veja. Ainda estamos a caminho. Vejo que, infelizmente, todos os países querem voltar à maneira como as coisas eram no passado.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 05/03/20

As Crises São Uma Consequência Do Desequilíbrio Na Natureza

laitman_959Pergunta: Agora, em muitos países, as pessoas começam a sair lentamente para as ruas, encher cafés e fazer compras. Pode-se chamar esse sair de casa de sair da crise?

Resposta: Não. Sair da crise significa que realmente entendemos o que significa estar na crise, sair dela e já ter saído dela. Até agora nós sequer nos aprofundamos no que aconteceu conosco.

Não sabemos a natureza desse vírus, como se livrar completamente dele, se ele tem outras formas, se são recorrentes, etc. Portanto, não podemos afirmar com segurança que sabemos onde estamos.

Tudo é como sempre: uma pessoa quer viver da forma mais conveniente, confortável e simples possível. Não podemos mais ficar em casa e, portanto, dizem que estamos “saindo da crise”, fugindo de onde ficamos fechados por um tempo. Mas eu não diria que, com isso, estamos realmente nos livrando da crise.

O fato é que a crise é uma consequência da pressão da natureza sobre nós, que quer nos ver integralmente conectados com todas as suas partes. Seus níveis inanimado, vegetativo e animado trabalham juntos em uníssono. Devido à falha do egoísmo humano, a natureza nos expulsa de sua estrutura, nos coloca fora de si.

Por suas crises e cataclismos, tsunamis, vulcões, furacões e terremotos, a natureza indica que despertamos nela forças muito desequilibradas e não queremos ser parte integrante. Para fazer isso, precisamos nos tornar interdependentes, interconectados entre nós. Mas não queremos isso e não podemos fazer isso; portanto, a humanidade tem problemas.

Agora chegamos ao ponto em que a natureza começa a nos levar à felicidade com um pedaço de pau. Portanto, todos os tipos de vírus são ativados, o que inevitavelmente nos levará à conexão, a uma atitude mais correta em relação a nós mesmos e à natureza. Num futuro próximo, isso ficará mais claro, até entendermos como nos comportar.

Pergunta: O sentimento da crise é um sentimento de que o mal domina o mundo?

Resposta: O sentimento da crise são as forças compulsivas da natureza que se manifestam para equilibrar os distúrbios egoístas que causamos na natureza.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 10/05/20

Equivalência Do Sistema Integral

laitman_962.6Pergunta: Nós não entendemos a relação entre o homem e a natureza, e muito menos a relação entre as pessoas. Elas estão totalmente ocultas.

Por exemplo, a destruição de pardais na China nos anos 60 levou à fome em um país de dezenas de milhões de pessoas. O extermínio de gatos na Coréia do Norte causou o surgimento de um grande número de ratos e cobras, resultando na necessidade de importar gatos de países vizinhos.

A destruição de lobos também sempre leva a um desequilíbrio no número de veados e javalis, porque os lobos, em geral, apenas matam animais doentes.

Há muitos exemplos assim. Mas minha pergunta diz respeito ao nível humano em particular. Você concorda com a afirmação de que, na natureza, o geral é mais importante que o particular?

Resposta: Mas não uma à custa da outra. Se tomarmos um sistema integral, cada parte dele será igual em valor a todo o sistema. Caso contrário, o sistema não será integral, completo e absoluto.

Observação: Também é afirmado que, se uma pessoa é necessária para o sistema geral, ela existe e, se não, ela não existe.

Meu Comentário: Eu posso dizer isso sobre a natureza inanimada, vegetativa e animada, mas não sobre o homem, porque ele, com seu egoísmo, interfere na natureza, a domina e pode fazer qualquer coisa, mesmo contra o senso comum.

Pergunta: Os cientistas dizem que todos os sistemas passam por algum tipo de processo evolutivo, desenvolvimento. No começo, sempre existe um processo de rejeição e separação para passar ao próximo estado, à unificação, mas em um nível superior. Agora a natureza nos dividiu com um coronavírus. Estamos desenvolvendo um tipo de realidade virtual. Qual é o próximo estágio do nível de conexão entre nós?

Resposta: Ainda precisamos perceber que nossa conexão deve, antes de tudo, ser integral e nos levar à unidade. Não somos animais que se unem instintivamente. Somos pessoas, mas somos contra essa conexão. O egoísmo é difícil para nós. Então, teremos que reconhecer sua corrupção e nos elevar acima dela.

De KabTV, “Era Pós-Coronavírus”, 16/04/20

“O Novo Mundo Do Trabalho Da COVID-19” (BIZCATALYST)


Meu novo artigo no BIZCATALYST: “O Novo Mundo Do Trabalho Da COVID-19”

Estamos reabrindo a economia enquanto o COVID-19 ainda está aqui, até 2020. Pelo que parece, haverá o COVID-21 também. E se essa previsão se tornar realidade, a economia sobreviverá? Que empresa pode suportar alternar por tanto tempo entre abrir e fechar?

Algumas indústrias são essenciais. Não há dúvida de que são necessários alimentos, moradia, gás, energia elétrica e educação. Quanto ao resto, apenas uma fração das transações pré-coronavírus eram realmente necessárias. Na nova realidade, o que não é essencial morre.

Mas os governos precisarão de dinheiro. Setores essenciais, como a produção de alimentos e vários serviços, fornecerão trabalho para algumas pessoas, mas a maioria ficará sem trabalho para sempre. Entramos em um mundo onde o desemprego é a norma e a ocupação a exceção. Como as pessoas vão viver? Se os países gastarem suas reservas de moeda em setores sem futuro, eles não terão os recursos para apoiar as pessoas através do processo de adaptação de suas vidas à era dos coronavírus.

Para adaptar a sociedade à nova era, todos aqueles que estão desempregados hoje, e provavelmente permanecerão assim, devem ser admitidos em um programa que os informe sobre a nova realidade e os ensine como viver nela. Durante o curso, eles receberão uma bolsa de estudos completa que sustentará a eles e suas famílias.

Os cursos não apenas fornecerão informações sobre o novo mundo; eles também ajudarão os participantes a desenvolver a atitude correta em relação à vida em um mundo onde as pessoas têm abundante tempo livre.

Assim como as pessoas aprendem sobre a mentalidade necessária para ter sucesso no mundo dos negócios, ou a atitude necessária para ter sucesso na indústria de alta tecnologia, as pessoas precisarão se familiarizar com o estado de espírito da era COVID.

Consequentemente, o programa incluirá exercícios de comunicação social que constroem conexões adequadas para um mundo em que todos dependem de todos, os empregos regulares são escassos e as pessoas precisam confiar umas nas outras para sobreviver. Gradualmente, as pessoas encontrarão valor nos vínculos e na socialização mais do que em seus valores anteriores, como a obtenção de riqueza e poder.

À medida que os cursos se concentram no fomento de vínculos entre as pessoas, responsabilidade mútua, conscientização das necessidades dos outros e preocupação com a sociedade, as pessoas começarão a pensar nesses valores sociais positivos como o produto de seu aprendizado. Assim como é possível acumular riqueza, é possível acumular felicidade.

Quanto mais as pessoas se tornarem socialmente integradas, mais felizes e seguras elas se sentirão. Os valores e as aspirações das pessoas pela vida mudam para aqueles que lhes dão satisfação verdadeira e duradoura.

Dessa maneira, o coronavírus nos conduzirá a uma nova realidade, onde algumas pessoas tendem ao sustento de todos, e o resto das pessoas, à felicidade de todos.

Como Se Tornar Independente Dos Outros

laitman_227Observação: Pelo que entendi, minha independência está no reconhecimento voluntário da minha completa dependência da sociedade. No entanto, isso não é possível porque não quero depender de ninguém.

Resposta: O fato de você ser completamente dependente do vasto, universal e eterno desejo criado pelo Criador, torna você eterno, perfeito e independente. Você não pode se livrar do fato de que você é um ser criado. Portanto, reconhecer que você é um ser criado lhe dá a oportunidade de atingir o nível do Criador, de alcançar adesão e equivalência com Ele.

Pergunta: Ainda assim, como uma pessoa comum pode se tornar independente dos outros?

Resposta: Comece a amá-los. Então você verá que seu amor por eles o torna mais elevado e independente deles, embora você pense neles e deseje-lhes bem. Este é o único caminho.

Você não pode sair do sistema integral. A única coisa que você pode fazer é ascender dentro dele. E ascender significa cuidar dele.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 19/04/20

Nova Vida # 1237 – Do Novo Pensamento Às Novas Relações

Nova Vida # 1237 – Do Novo Pensamento Às Novas Relações
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi

Precisamos entender o que a natureza exige de nós e que todos os golpes que encontramos resultam do desequilíbrio nas relações entre as pessoas. Nossos egos estão entre nós e, por meio de concessões, podemos ascender acima do ego humano e construir uma conexão equilibrada entre nós em um nível superior. Podemos nos livrar do ódio e dos conflitos entre nós desistindo do controle. Precisamos nos apegar a um pensamento: agir pelo bem de todos. Isso só pode ser feito quando houver apoio mútuo. Precisamos agir com gentileza em relação a todos e garantir que todos se sintam bem, incluindo nossos parceiros. Se soubermos nos conectar ao mecanismo interno da natureza, equilibraremos a humanidade e construiremos o céu na terra.

De KabTV, “Nova Vida # 1237 – Do Novo Pensamento Às Novas Relações” – 12/05/20