Textos na Categoria 'Crise'

O Que Pode Reconciliar A Direita E A Esquerda?

273.02Pergunta: O mundo se dividiu em dois campos iguais: o direito e o esquerdo. O que isso significa?

Resposta: Significa que as pessoas não aprendem absolutamente nada. Elas permanecem as mesmas que nasceram, como foram criadas. Por sua natureza, inicialmente quando nascem, pertencem a uma variedade ou a outra, e você nada pode fazer a respeito.

Pergunta: Ou seja, elas são esquerdistas ou direitistas?

Resposta: Sim. A pessoa nasce assim, direto da sala de parto.

Pergunta: Mesmo quando criança, a pessoa pode ser identificada a qual campo ela pertencerá?

Resposta: Praticamente, sim.

Pergunta: Ou seja, ela não aprende nada durante a vida, mas segue essa linha?

Resposta: Ela não pode mudar, foi criada dessa forma. Ela será atraída a isso. Ela pode estar aqui ou ali por engano, mas então ainda chegará ao que pertence.

Pergunta: Então, o que vem a seguir? Ou seja, isso mostra que não existe uma ideia unificadora?

Resposta: Isso é certo, não existe uma única ideia unificadora. Mostra que a humanidade é criada em proporções iguais nas linhas direita e esquerda. Com base na natureza em que a pessoa nasceu originalmente, ela continua assim.

Comentário: Cada uma delas fala sobre a verdade o tempo todo. Tanto a direita quanto a esquerda.

Minha Resposta: Claro, elas falam francamente, não se dobram. É assim que cada uma delas realmente pensa.

Pergunta: Por sua natureza, uma pessoa afirma que isso é verdade? E outra, baseada em sua natureza, afirma que isso é verdade? Então, uma deve suprimir a outra?

Resposta: Elas fazem isso o tempo todo.

Comentário: Era assim até chegar ao meio. Antes disso, havia mais direitistas ou mais esquerdistas. De alguma forma, antes havia mais esquerdistas, depois havia mais direitistas, e é assim que eles lutavam. Mas hoje eles de repente se tornaram iguais em proporções.

Minha Resposta: Chegamos a um estado em que começamos a ver que tudo isso está acontecendo de acordo com alguma regra.

Pergunta: Quem será o primeiro a dar um passo em direção à reconciliação?

Resposta: Ninguém. Nem este nem o outro.

Pergunta: Mas como isso acontecerá então?

Resposta: O mundo deve sentir a necessidade, mais e mais de tais tormentos até que as pessoas entendam como podem existir. Como construir um país se metade, exatamente a metade, do país está contra ele?!

Comentário: Sim, isso é totalmente incompreensível. Você é o presidente de metade do país. E a outra metade está tramando para tirá-lo da próxima vez. Não pode ser assim o tempo todo. Ou seja, em algum lugar deve surgir um grito: “Vamos nos unir de alguma forma!”

Minha Resposta: O estado em si é incrível! Não a maioria, a minoria e assim por diante; isso é o que sempre estudamos em economia política.

Pergunta: Então você está dizendo que neste mundo dos nascidos à direita ou à esquerda, não há verdade?

Resposta: Naturalmente, nenhum deles detém a verdade. Ela pode existir se eles convergirem na linha média.

Então, se eles se reunirem para encontrar a verdade, eles reconhecerão o Criador nela. Ou seja, a raiz mais elevada da qual descendem os dois estados opostos. Então eles a encontrarão lá. E nela eles encontrarão uma conexão verdadeira e maravilhosa um com o outro.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 09/11/20

A Hora “X” Já Chegou

183.01Pergunta: Alguns milhares de anos atrás, a natureza cíclica das civilizações foi percebida. Tempos difíceis geram pessoas fortes. Pessoas fortes criam bons tempos. Os bons tempos geram pessoas fracas. Pessoas fracas criam tempos difíceis.

Agora é um tempo difícil. Ele vai gerar pessoas fortes? O ciclo continuará da maneira que era antes?

Resposta: Não. Vou explicar por quê. Naquela época, eles entendiam a lei do desenvolvimento egoísta da humanidade. Portanto, se estamos falando do crescimento do egoísmo, ele não tem escolha a não ser se desenvolver para cima e para baixo, como uma roda se movendo para frente.

Este mundo deve compreender que uma nova força deve aparecer, uma força positiva, a força do bem, que irá se opor à força negativa e egoísta, a força do mal. E podemos existir na conexão dessas duas forças, entre elas.

Ou seja, não removemos a força do mal da natureza, mas gradualmente a usamos para construir a força do bem contra ela. Então essas duas forças, como mais e menos, nos levarão adiante. Não vai funcionar de nenhuma outra maneira, eu realmente espero.

Pergunta: Isso é chamado de o tempo da última geração, tudo o que os Cabalistas têm falado ao longo dos milênios? Chegou a hora X?

Resposta: Sim.

Pergunta: E se não seguirmos este caminho?

Resposta: A natureza nos forçará de qualquer maneira.

Pergunta: Você acha que não há saída?

Resposta: Não, de maneira nenhuma. Essas estruturas mudam e ninguém nos pergunta.

Pergunta: Devemos atrair a força positiva da natureza?

Resposta: Sim. Essa é a força da conexão universal. Toda a natureza ao nosso redor é, na verdade, integral, interconectada e mutuamente determinada. Não existe força negativa nem positiva, mas a relação entre elas regula tudo. Somente nós, em nosso nível humano, distorcemos sua correspondência correta.

Precisamos ter certeza de que aprendemos naturalmente a manter um equilíbrio entre as forças positiva e negativa. Ou seja, ambas têm o direito de existir. Você deve rejeitar, você deve atrair, mas tudo depende do que você atrai e do que você rejeita, não cegamente, mas razoavelmente, de forma que no final entenda como funciona toda a natureza e a controle.

Pergunta: Quais são os requisitos para uma pessoa perceber isso?

Resposta: Só então ela se torna humana! Devemos agora sair de nosso desenvolvimento primitivo!

“Homem” – “Adão” (da palavra “Adomeh”, semelhante ao Criador, semelhante à força positiva superior) é aquele que entende como agir acima de seu poder animal. Devemos nos sentar em nossa força animalesca como um homem sentado em um burro cavalgando-o. Mas, na verdade, agora estamos sendo conduzidos pelo burro. Então, vamos tentar sair disso de alguma forma.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 12/10/20

Linha Média: O Caminho Do Homem

508.2Ódio, rejeição, desacordo e mal-entendido são, em essência, a forma oposta do Criador, a forma oposta da unidade. A partir disso, chegamos gradualmente à realização do Criador.

Quanto mais nos desenvolvemos de geração em geração, mais nos sentimos individualistas separados dos outros. No entanto, se cobrirmos todos os crimes com amor, seremos capazes de conectar acima de todas as diferenças.

A diferença entre rejeição e conexão, entre ódio e amor, dá a intensidade da revelação do Criador. Essa diferença permanece como a profundidade do desejo sobre a qual surge a conexão: restrição, tela e luz refletida. Então, entre o menos e o mais, sentimos o poder da revelação do Criador que, como cola, conecta todos os opostos.

É por isso que o Criador quebrou a alma comum de Adam HaRishon, entrou com toda a Sua força entre os pedaços quebrados, e ficou lá em Sua forma oposta para que pudéssemos revelá-Lo a partir de Seu oposto para entender o amor a partir do ódio, unidade e conexão a partir da rejeição e mal-entendidos, até chegarmos à adesão completa.

Portanto, conectar as partes de Adam HaRishon em um sistema ou revelar o Criador que está nos colando é a mesma coisa.

O trabalho é simples: entre eu e meus amigos está o Criador na forma oposta, que, por meio de meus esforços, pedidos e orações, eu transformo da força de rejeição na força de conexão, de adesão, para que a escuridão brilhe como luz. No lugar do ódio sem fim, o abismo negro entre nós, a luz mais forte aparecerá, a conexão e o amor de uma grande força precisamente por causa da escuridão revelada.

Nós entendemos que a realidade consiste em bem e mal, que um não pode existir sem o outro e ambos são igualmente importantes porque é na conexão entre eles que o Criador é revelado. É muito difícil manter o ódio quando surge o amor. Não queremos pensar no ódio, somos atraídos para amar de todo o coração. É muito mais difícil apegar-se ao ódio e não se jogar no oceano do amor.

No entanto, devemos consistir em ambos, e só então nos posicionaremos em oposição ao Criador. O Criador é a força única do bem absoluto. Nós, no entanto, incluímos duas forças e construímos uma linha intermediária entre elas com a ajuda do Criador, que está lá conosco.

Temos que nos acostumar com o fato de que cada pessoa sempre inclui duas opiniões, duas forças, dois desejos opostos. Na criação correta, duas formas da natureza devem ser combinadas, e no meio entre elas, queremos estabelecer o Criador para que “Aquele que faz a paz no alto, faça a paz sobre nós e sobre todo o Israel”. Ao compreender a diferença entre o bem e o mal, a luz e a escuridão, revelamos a força superior sobre o contraste de estados opostos. Se tentarmos revelar o bem e o mal, ódio e amor, separação e conexão, rejeição e atração entre amigos, iremos revelar o Criador entre nós e construir uma linha média.

O ódio e o amor se apoiam como óleo e um pavio, que juntos acendem uma vela. Deve sempre haver resistência (um pavio), uma incapacidade de conectar e, ao mesmo tempo, óleo e luz. É assim que construímos a atitude correta em relação à realidade.

Portanto, todas as tentativas do mundo de chegar ao bem apenas levarão a uma revelação ainda maior do mal, até que percebamos que precisamos de um método diferente para nossa existência. Não podemos destruir uns aos outros eliminando todos os opostos, como o egoísmo gostaria. Pelo contrário, é usando todos os opostos que podemos construir a linha média. Isso agora se tornará evidente em todo o mundo, especialmente nos países mais desenvolvidos.

Os opostos permanecem, mas todas as transgressões são cobertas com amor. Se não seguirmos este caminho, não seremos capazes de criar e manter uma família, criar filhos ou alcançar a paz entre as partes dentro do país e entre os países. Nós nos tornaremos uma força destrutiva na natureza. Matéria inanimada, plantas e animais podem existir porque são controlados pela natureza e agem instintivamente de maneira correta. Os seres humanos, entretanto, só podem existir se encontrarem a linha média.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/12/20, “Linha Média”

“O Pior Ano De Todos?” (Medium)


A Medium publicou meu novo artigo “O Pior Ano De Todos?”

Stephanie Zacharek, crítica de cinema da revista Time, escreveu em seu artigo que resume 2020, intitulado “O Pior Ano de Todos”: “Se 2020 fosse um filme distópico, provavelmente você o desligaria após 20 minutos. Este ano não foi terrivelmente emocionante, como um apocalipse fictício. Foi, além de ser forjado pela dor, irritantemente mundano, a rotina do dia a dia voltada contra nós”. Além disso, “Nossa ameaça mais debilitante este ano”, acrescenta ela, “foi uma sensação de impotência” e “Desde a propagação do fascismo na década de 1930 … não temos enfrentado tantos eventos anormais”.

Com todo o respeito a distinta crítica de cinema, eu discordo totalmente. Não houve nada de anormal neste ano, uma vez que não há nada de anormal nesta pandemia. Pelo contrário, até este ano temos levado um modo de vida enlouquecedor e anormal, e a “ordem de restrição” que recebemos do vírus restabeleceu a normalidade no planeta Terra. Pela primeira vez em mais de um século, a vida funcionou normalmente!

Temos empurrado os limites da natureza à beira de explodir, e o vírus é apenas a maneira mais branda que ela pode invocar para nos fazer parar antes de nos explodirmos junto com o resto do planeta. A natureza não poderia ser mais gentil conosco do que com a Covid-19.

Além disso, como pode qualquer pessoa sensata dizer sobre incêndios florestais, furacões, uma pandemia e terremotos que eles são anormais? Como os fenômenos naturais podem ser anormais? Apenas uma perspectiva distorcida pode ver os fenômenos naturais como estranhos e os artificiais como normais. Além disso, para uma revista distinta como a Time declarar em sua reportagem para 2020 que a natureza é, bem, não natural, é um testemunho de nossa incompreensão do mundo em que vivemos. Se há algo a lamentar sobre este ano, é a nossa loucura.

As pessoas da Time claramente não têm ideia de seu papel como meio de comunicação, sobre o papel da mídia. Em vez de usar sua revista para fins educacionais, para ensinar às pessoas onde estamos e para onde vamos, eles estão usando-a para divulgar a inanidade eloquente.

2020 é o melhor ano de todos! É a primeira vez que a natureza nos mostra, bem à vista, como responde às distorções que instalamos em seu sistema. Isso nos diz que cruzamos a linha e se continuarmos no caminho que estamos indo, nos extinguiremos. A Mãe Natureza está fazendo tudo o que pode para salvar seus filhos ingratos, e nós reclamamos como pirralhos mimados que ela não está nos dando o doce que queremos.

Quando você não sabe o que está fazendo, enfie as mãos nos bolsos e mantenha-as lá até ficar mais esperto. Temos feito exatamente o oposto: alternando todos os botões e pressionando todos os botões que encontramos para, de alguma forma, extrair mais diversão da natureza. É apenas um milagre termos sobrevivido até aqui. O coronavírus salvou nossas vidas nos forçando a ir para casa e limitando o abuso de nosso único lar. É claramente uma bênção, mas é uma tolice que a amaldiçoemos na primeira página de uma de nossas publicações mais aclamadas.

A mídia é nossa ferramenta educacional número um. Devemos usá-la para aprender sobre nós mesmos e nosso entorno, não para reclamar dos ensinamentos da natureza, mas para explicar como devemos trabalhar dentro do ecossistema que é o nosso universo. É um sistema fechado e qualquer irregularidade carrega consigo as suas consequências. Podemos não sentir isso imediatamente, mas é apenas porque somos insensíveis ao nosso ambiente e alheios às nossas interconexões. Se estivéssemos um pouco mais cientes de nossa interdependência, veríamos o impacto negativo de nossos erros imediatamente, e não pensaríamos que, quando essas ofensas cobram seu preço, não é nossa culpa. Porque não só é por nossa causa que tivemos um ano tão “agitado”, não é de mais ninguém.

Se não aprendermos a lição que a Covid-19 nos ensinou em 2020, 2021 nos ensinará a mesma lição ainda mais dolorosamente. Não é pela maldade da natureza, mas por nossa densidade. Sinto pena da Mãe Natureza; não é fácil criar filhos tão obstinados. Ao mesmo tempo, sou grato por ela sempre escolher o meio menos doloroso para nos ensinar o que ela deve, e que ela finalmente escolheu nos revelar seus caminhos, para que possamos estudá-los e também nos tornarmos adultos em nosso próprio mundo.

Quando Serão Os Jogos Olímpicos?

273.02Nas Notícias (BBC News):

“Os adiados Jogos Olímpicos de Tóquio acontecerão no próximo ano ‘com ou sem Covid’, disse o vice-presidente do Comitê Olímpico Internacional.

“John Coates confirmou … que as Olimpíadas começariam em 23 de julho do ano que vem, chamando-as de ‘Jogos que conquistaram a Covid’.

“Eles estavam originalmente programados para começar em julho de 2020, mas foram adiados devido aos temores da Covid-19. …

“Pois bem, estes serão os Jogos que conquistaram a Covid, a luz no fim do túnel.’”

Pergunta: O que você acha das afirmações dele?

Resposta: O que ele deve dizer? Ele precisa mostrar a todos que eles estão inspirando e avançando em direção a essa causa, construindo e assim por diante. Em frente!

Pergunta: Isso significa que eles não sentem a razão do vírus?

Resposta: Eles nem mesmo sentem como são fracos.

Comentário: Eles sentem que são fortes.

Minha Resposta: Eles ficarão de pé e chorarão como crianças pequenas que procuram sua mãe.

Pergunta: É para onde a COVID-19 está nos levando?

Resposta: Sim e muito mais.

Pergunta: Para que todos nos sintamos como trapos?

Resposta: Sim, de que outra forma? Só então começaremos a ouvir.

Comentário: Mas o que vemos é a reação oposta em todos os lugares: vamos derrotar o vírus; vamos encontrar uma vacina …

Minha Resposta: Veja como você cria filhos. Você os leva a um estado em que eles entendem que precisam de você! Então você diz a eles o que fazer e, sem escolha, eles ouvem você. Uma criança chora, mas ainda faz o que precisa ser feito, porque ela entende que não tem outra escolha. É nisso que se baseia a geração do egoísmo.

Pergunta: Isso significa que estamos constantemente vivendo em um estado em que o Criador está acima de nós e estamos dentro Dele, e Ele nos conduz de um lugar para outro?

Resposta: Sim.

Pergunta: É assim que temos vivido ao longo da história e é assim que continuamos a viver agora. Então, os Jogos Olímpicos vão acontecer ou não, o que você acha?

Resposta: Se nos comportarmos bem, eles ocorrerão, e se nos comportarmos mal, eles não ocorrerão.

Pergunta: Que apelo você escreveria para a força superior em nome do COI? Gostaríamos muito que os jogos acontecessem, o que devemos escrever?

Resposta: Eu escreveria: “Toque os fãs para que eles entendam que precisam ficar mais sábios, para entender as condições em que os jogos podem acontecer”.

Os verdadeiros Jogos Olímpicos são quando, pelo menos durante os jogos, cessamos o ódio mútuo e a rejeição que sentimos uns pelos outros.

Pergunta: E temos que sentir isso antes que os jogos comecem?

Resposta: Sim, vamos nos preparar para isso durante o próximo ano.

Pergunta: Então esta será a preparação para os Jogos Olímpicos?

Resposta: Sim.

Pergunta: Você pode imaginar que o COI escreveria tal apelo ao Criador?

Resposta: Eles deveriam começar interrompendo todas as operações militares ao redor do mundo durante esse período.

Comentário: Este poderia ser um belo apelo para a humanidade.

Minha Resposta: Sabemos que os verdadeiros Jogos Olímpicos acontecerão apenas quando a humanidade quiser pôr fim, pelo menos por algum tempo, a todas as guerras, conflitos e lutas, e quiser participar da luta certa, não com todos os tipos de vírus e estimulantes proibidos, mas expressando sua preocupação de forma direta, aberta, racional e honesta.

Isso pode ser incrível! Mas, para isso, precisamos mudar totalmente nossa atitude em relação aos jogos, ao mundo, à guerra, a tudo.

Que tipo de jogos poderia haver hoje sem estimulantes? Quem competiria hoje sem essas drogas? Hoje laboratórios e instituições inteiras operam para fornecer a um atleta uma pílula que por um lado não seja rastreável e, por outro lado, o ajudará a avançar, mesmo que ele venha a morrer mais tarde. Isso são jogos? Isso é nojento.

Pergunta: Então, é por isso que não podemos nos aproximar dos jogos, uma vez que não são mais jogos e não são mais Jogos Olímpicos?

Resposta: Sim, e até mesmo a declaração de John Coates, de que “seguirá em frente no próximo ano ‘com ou sem Covid’ … esses serão os Jogos que conquistaram a Covid”!, como pode ser? Com quem você está lidando!? Você nem mesmo está ciente da grandeza dos jogos em si, nem dos jogos que deveriam ser, nem do fato de que eles estão realmente acima da natureza humana.

Os Jogos Olímpicos foram dados a nós para elevar o homem acima de sua inclinação competitiva, para que a amizade e a atitude certa um com o outro realmente ganhem. Aqui, no entanto, tudo se baseia na ideia oposta. Veja o ódio que é invocado entre todas as nações antes dos jogos. É uma coisa boa que esses jogos não ocorram.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 14/09/20

Construindo Pontes Na Conexão Entre Nós

 202A principal questão que deve nos preocupar é como restaurar e reconstruir o vaso geral da alma que foi quebrado pelo egoísmo que o penetrou. Assim como a água flui de uma área montanhosa e preenche os vales entre as montanhas, o egoísmo que foi revelado preencheu os vazios na conexão entre nós e começou a nos dividir e nos afastar ainda mais uns dos outros. Desde então, surgiu o problema de como podemos construir pontes acima do nosso egoísmo.

O egoísmo não desaparecerá. É impossível lutar contra ele e não há necessidade de fazer isso. Ele é uma força que foi criada pelo Criador que nos governa. É impossível fazer qualquer coisa com ele, apagá-lo ou destruí-lo de qualquer forma. A única coisa que podemos fazer é equilibrá-lo.

É pelo fato do egoísmo nos separar que começaremos a ascender cada vez mais acima dele e a construir grandes pontes que nos permitirão conectar os “vales” que nos separam, para que a água, o mar, o oceano, fiquem embaixo e possamos  construir um segundo andar.

Quando construirmos essas pontes acima da água para nos conectarmos, sentiremos uma integração totalmente nova uns com os outros. Teremos de levar em consideração o nosso egoísmo, porque por um lado, não seremos capazes de construir essas pontes sem ele, e por outro lado, precisamos elevar a conexão entre nós para o próximo nível.

Este é um nível muito interessante. Somos todos diferentes e opostos uns aos outros. Não nos entendemos e não podemos concordar e nos unir tanto a ponto de nos afastarmos mais e nos tornarmos cada vez mais estranhos.

Veja como os jovens de hoje não conseguem mais se conectar para se casar, criar os filhos juntos e manter um lar. Consequentemente, as fundações de muitas instituições no mundo estão sendo destruídas: aldeias, tradições, o que quer que seja, estão na verdade se desintegrando e desmoronando.

O egoísmo cresce continuamente e as distâncias entre nós são preenchidas com mais e mais água e nos levam a um estado onde não podemos mais existir neste mundo, especialmente hoje.

Não existe mais um mundo integral global no qual todos estão conectados uns aos outros até certo ponto, pelo menos por forças egoístas. O século XX foi caracterizado pela unidade entre as pessoas, a fim de alcançar ganhos mútuos nos campos das finanças, comércio, política e relações internacionais. Mas esta era já passou e o estado de estranhamento está aqui novamente.

É por isso que temos que aprender a construir as pontes certas entre nós acima dos estados anteriores, acima da divisão que sentimos hoje, como se diz: “o amor cobrirá todos os crimes”, o que significa as intenções contra os outros, e portanto, devemos construir pontes de amor.

Teremos que perceber e entender como podemos fazer isso. Que tipo de conexões pode haver entre nós se cada um se mantiver em suas próprias opiniões? Se cada um puder mudar sua visão para a visão de outro, o que acontecerá? Vai surgir um ditador e todos começarão a obedecê-lo? Isso também não pode acontecer.

No geral, a correção do mundo consiste em levar em conta todas as diferenças e os atributos que cada um tem para que possamos nos unir corretamente. Mas como isso é possível se cada um de nós tem uma visão diferente? Além disso, quanto mais desenvolvidos estivermos, maior será a polarização entre nossas diferentes visões, desejos, compreensão e conceitos.

A sabedoria da Cabalá, por outro lado, nos chama a nos conectar acima de nossos atributos, nossa compreensão e nossos conceitos. Como é possível que dois indivíduos atendam às suas necessidades, seus objetivos e operem em entendimento mútuo? Isto é um problema.

Não há nada que possamos fazer sobre isso. Não podemos compreender o mundo que opera em duas dimensões totalmente opostas ao mesmo tempo.

No nível inferior, cada um de nós está dentro de si, e nós entendemos que só podemos entrar em contato uns com os outros acima de algo distante e externo, como diferentes países que mantêm uma relação de “você é por mim e eu sou por você”, e nada mais do que isso. Mas o plano de criação nos empurra para a conexão absoluta.

Aqui estamos em um contraste cada vez maior com o Criador, que quer nos conectar a qualquer custo e, assim, nos empurra uns para os outros de maneira egoísta. Mas quanto mais nos aproximamos um do outro, mais nos sentimos como inimigos jurados e não podemos nos aproximar. Isso significa que o Criador constantemente invoca e convoca guerras, conflitos, competitividade, rivalidade, etc. entre nós.

Vemos que mesmo em nossa infância e juventude, e também como adultos e na velhice, não podemos chegar a um acordo em nenhum nível. O egoísmo cresce e nos tornamos cada vez mais opostos um ao outro. Até mesmo as nações do mundo sentem essa separação hoje e se dispersam em todas as direções.

Uma pessoa não sente que tem que viver entre sua nação, em seu Estado, em sua terra, porque comparados a seu ego, a nação, o Estado e a terra são níveis inferiores. Então, o ego pessoal vence.

Estatisticamente, massas imigram hoje em busca de novos lugares para morar. Elas não se importam se vivem em sua terra natal ou não, contanto que a barreira do idioma não seja muito grande, e elas tentam mudar seu lugar de origem de todas as maneiras possíveis.

No entanto, estamos sob a influência da força geral da natureza, o Criador, que nos pressiona, não importa o que aconteça, e nos empurra para cada vez mais perto uns dos outros por um campo de força. É por isso que nos sentimos cada vez piores e com medo de estarmos juntos.

Claro, não podemos nos conectar neste nível, pois isso nos levará a outra explosão. O que podemos fazer? De acordo com a sabedoria da Cabalá, precisamos construir outro nível de pontes entre nós, mas precisamos saber como construí-las.

Este é o atributo de Bina, que não existe em nosso mundo. Devemos, portanto, começar a nos envolver na criação de dezenas, a fim de construir dentro das dezenas as conexões entre nós no segundo andar, no segundo nível.

de KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 06/02/19

Qual Futuro Vamos Escolher?

961.1Comentário: Bill Gates diz que a pandemia de coronavírus nos fez regredir vinte anos, se não mais. Ele também diz outra coisa muito interessante que não condiz com o que você diz. Em uma entrevista do New York Times, “No entanto, o Sr. Gates estava otimista de que o terreno perdido seria recuperado ‘em dois ou três anos’. Os rios de dinheiro do turismo, remessas, empréstimos do Banco Mundial e outras fontes voltariam a fluir assim que todo o mundo fosse vacinado, pondo fim à pandemia; ele espera que isso fosse realizado em algum momento de 2022”.

Isso significa que ele deseja restaurar o passado.

Minha Resposta: Bem, o que podemos fazer? Ele é como uma criança confundida com todos os seus cálculos econômicos. Ele provavelmente também perdeu um pouco de dinheiro ou talvez o contrário, talvez tenha ganhado mais dinheiro.

Comentário: Ele é um otimista e acalma o mundo dizendo que é possível voltar ao estado em que estávamos antes, mas você está dizendo que o mundo nunca será o que era antes.

Minha resposta: Nunca.

Comentário: Você não acalma o mundo.

Minha Resposta: Não! Eu digo ao mundo, “as coisas vão ser muito piores para nós”.

Pergunta: Você pode explicar melhor? O que há de tão otimista nisso? Por que o mundo precisa ouvir isso?

Resposta: Eles precisam ouvir que, a menos que as pessoas corrijam a si mesmas e as relações entre elas, todas as pessoas se sentirão mal. Todas as pessoas vão se sentir mal! Isso significa que temos que nos corrigir. Não há nenhum lugar para onde você possa escapar e não há outra escolha. O que estou dizendo de tão ruim?

Comentário: Eu pessoalmente não acho que haja algo de ruim nisso, mas as pessoas querem voltar ao mundo em que a gente voava e passava férias o tempo todo e visitava gente.

Minha Resposta: Você pode voar para onde quiser, mas não será capaz de restaurar o velho mundo de forma alguma.

Comentário: As pessoas não querem apagar o velho mundo de sua memória.

Minha Resposta: Você sabe, há filmes como aquele em que uma pessoa sai de um determinado lugar, abandona-o e, em dois ou três anos, tudo ali simplesmente se desintegra, tudo desmorona.

Pergunta: Então você acredita que este é um pensamento muito superficial e que o pensamento correto é que não vamos voltar ao passado e precisamos pensar no futuro?

Resposta: Não há como voltar atrás! Mostre-me pelo menos um evento histórico, um caso em que as pessoas voltaram. Não existe tal coisa. Mesmo que elas voltassem depois de uma guerra, após a restauração, era totalmente diferente. Havia novas cidades e novos relacionamentos!

Comentário: Isso é o mais importante para você, um novo relacionamento.

Minha Resposta: Não é para mim. É a coisa mais importante para a natureza e é por isso que a natureza nos coloca nesses estados.

Pergunta: Não se trata de turismo, nem cidades, nem indústria, nem comida, nada, apenas relacionamentos?

Resposta: Trata-se de levar uma pessoa ao estado de um todo.

Pergunta: É isso que a natureza deseja e irá alcançar, não importa o quê?

Resposta: Claro, e nós escolhemos o caminho bom ou o mau.

Pergunta: A natureza pode sussurrar para nós: “Escolha o bom caminho?”

Resposta: A natureza sussurra constantemente para nós, mas não queremos ouvir. Ela constantemente sugere isso para nós!

Pergunta: Isso significa que não ouvimos essa voz da natureza?

Resposta: Nós não a ouvimos.

Comentário: Nós nos ouvimos e apenas gritamos: “Leve-nos de volta. Não queremos viver assim!”

Minha Resposta: Essa é a única coisa que fazemos!

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 21/09/20

Todos Os Dias Às Urnas?

294.2Quando ouço os discursos do Knesset [braço legislativo do governo israelense], me pergunto de que tipo de eleições eles estão falando. O que vamos escolher? Cada palestrante tem um programa para reunir todo o país e tornar a sociedade um lugar melhor? Ninguém pode oferecer qualquer solução para conexão, cada um apenas tenta provar seu caso.

Mas nesta forma, todos estão errados, todos trazem separação e não há ninguém para seguir. Ninguém clama por conexão e unidade, mas apenas demonstra como ele é o único que está certo e os outros estão errados. Se isso continuar, é claro, realizaremos eleições não apenas quatro vezes por ano, mas todos os dias. Não sei como o Estado pode funcionar nessas condições.

Devemos compreender que somente nossos esforços internos para unir toda a nação e o mundo inteiro podem trazer paz ao mundo. Caso contrário, sempre surgirão pontos explosivos que ameaçam explodir na guerra.

Nada é mais importante do que nossos esforços para unir a nação. Mas o problema é que todos pensam que só eles sabem se unir e só sob sua liderança a unidade pode ser alcançada. No entanto, vemos todas essas tentativas falharem uma após a outra.

E isso continuará até que mudemos nossa abordagem de uma forma que não definamos exatamente como deveria ser, mas todos deveriam pensar que antes de tudo a unidade deveria estar em seus corações. É quando ela será implementada. Não importa de que forma, eu não estabeleço nenhuma condição: o principal é lutar pela conexão. Aproximar-se um do outro é sempre uma coisa boa.

A questão é o que fazer se houver vários grupos, vários partidos e métodos opostos, e cada um achar que está certo e o outro errado? Só existe uma solução. Ninguém deve ter outra opinião a não ser o desejo de união, como se diz “O amor cobrirá todas as transgressões”.

Todas as transgressões, todas as contradições, não precisam ser levadas em consideração. Todas essas diferenças permanecem entre nós, estamos cientes delas, entendemos que estamos longe uns dos outros e somos opostos, todos entre nós: socialistas, comunistas, oportunistas, capitalistas, etc. Não importa o partido, há várias dezenas de eles no pequeno país de Israel, e eles crescerão infinitamente se a separação continuar.

Devemos entender que não podemos falar sobre nossas contradições uns com os outros, porque é claro que o egoísmo de todos se manifesta em sua forma natural, que é diferente dos outros. A esse respeito, cada indivíduo é único, então cada um deve organizar seu próprio partido pessoal?

E se ele se aprofundar mais em si mesmo, verá que também está dividido por opiniões conflitantes e terá de se dividir em várias partes em conflito. Não há outra solução a não ser superar todos os obstáculos, todas as contradições e cobrir todos os crimes com amor.

As transgressões nos ajudam a construir o amor porque devemos cobrir todas as diferenças com ele. É por isso que os pecados são revelados – para nos ajudar a construir o amor – é assim que vem do pensamento da criação, o pensamento do Criador.

Se nos tratarmos assim, não haverá desacordos, ataques e brigas entre pessoas e partidos. Construiremos juntos, cada um levará em consideração sua ideia da própria retidão e dos erros dos outros, mas cobriremos tudo com amor. Essa será a estrutura certa.

Então cada parte e cada pessoa construirá uma forma de amor que se baseia no oposto de seus sentimentos críticos negativos em relação aos outros. Haverá ódio por dentro e amor por fora, até que vejamos o mundo inteiro corrigido e nós mesmos no melhor estado possível.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/12/20 , “Unidade Acima de Tudo”

Cidades Fantasmas Do Século XXI

426Comentário: No início do século XX lindas cidades foram construídas: Londres, Paris, Nova York, Hong Kong e outras. Pessoas, empreendedores, ideias e dinheiro fluíram para essas cidades e foi maravilhoso.

O que o vírus fez? De repente, a vida começou a fluir dessas cidades. Parecia impossível, mas as pessoas estão indo embora e as cidades estão gradualmente se tornando cidades fantasmas. A mente se recusa a aceitar que isso seja possível.

Minha Resposta: Parece impossível, mas é verdade!

Comentário: Esse fluxo das cidades vai parar em um determinado ponto e as pessoas vão voltar para as cidades?

Minha Resposta: Não, elas não vão voltar. Para quê? O que elas vão encontrar em Nova York? Eles podem ir ao Carnegie Hall um dia, a um certo restaurante, ou a algum outro lugar, mas acredito que de modo geral tudo isso vai desaparecer. Tudo mudou, virou de cabeça para baixo!

Não acho que o vírus tenha causado isso. É a força interna da natureza a responsável por essa mudança.

Pergunta: De uma perspectiva Cabalística, o que mudou tão dramaticamente nas pessoas?

Resposta: A essência da vida mudou. Não se trata do lugar físico onde podemos estar juntos, mas de encontrar o lugar certo onde possamos existir, não uma existência física, mas virtual.

A saída de Manhattan, por exemplo, sair da Big Apple física, indica que não precisamos de todas as pessoas, dos prédios de escritórios e bancos, e que podemos ficar em casa sentados no sofá de pijama e cuidar de tudo. Por que devemos pagar por edifícios de escritórios tão caros? Para que as pessoas possam vir e sentar-se aí? Não precisamos disso. Podemos assistir a tela ou várias telas à nossa frente e gerenciar um empreendimento inteiro.

Pergunta: Mas e quanto ao seu sonho de conectar pessoas, de se conectar?

Resposta: A Torá se refere à conexão física entre as pessoas e diz “dispersar os ímpios, é bom para eles e é bom para o mundo”.

Pergunta: Era uma ilusão de conexão física?

Resposta: Não era uma ilusão. Não havia nenhuma conexão física. Eu ia trabalhar porque amava as pessoas de lá, porque queria estar mais perto delas?

Pergunta: Claro que não. Alguma coisa mudará agora? Como isso acontecerá virtualmente se eu apenas vir outras pessoas na tela?

Resposta: Eu vou me conectar a elas virtualmente e talvez fisicamente em algum momento. Mas o mais importante é que serei livre e nada me pressionará e me obrigará a sorrir para uma ou outra pessoa, a estar conectado, etc. Só me conectarei com as pessoas de maneira profissional.

Pergunta: É interessante pensar em como as pessoas vão se conectar em seus corações, como essa conexão acontecerá pelas telas?

Resposta: Elas receberão golpes de diferentes aflições da vida, e assim compreenderão que só podem superar os problemas que encontram se se aproximarem internamente, emocionalmente.

Pergunta: Isso significa que uma pessoa não conseguirá escapar da dor se deixar Nova York ou Londres?

Resposta: Claro que não, mas quando ela se senta no gramado com seu cortador de grama e seu cachorro, ela pensa que, como parte de uma vida normal, ainda precisa ter boas relações com os outros. Ela vai pensar sobre isso e receber tais golpes que entenderá que você ainda precisa estar conectado a outras pessoas.

Pergunta: Ele entenderá aonde esses golpes o estão levando ou correrá para a conexão como um animal?

Resposta: Ela terá que entender, e será um processo muito longo e doloroso, mas ela entenderá. Os golpes desenvolverão um nível superior de pensamento na pessoa.

Comentário: Continuamos voltando aos golpes.

Minha Resposta: É impossível mudar de outra forma. Pode ser muito fácil e pacífico, ou através de muitos problemas e até guerras.

Pergunta: Como você vê isso pessoalmente?

Resposta: Estou tentando explicar à humanidade com todas as minhas forças que não há escolha e que ela está em um estado em que as relações corretas entre as pessoas são uma necessidade, mas ainda não vemos que as pessoas entendam.

Mas pelo menos você já pode falar sobre isso e não é dissuadido, silenciado ou ridicularizado porque todo mundo hoje está em um estado em que não sabe o que fazer consigo mesmo, com seus filhos, com seu futuro.

Comentário: O apelo à conexão, a dizer algo simpático aos outros, a pensar positivamente nos outros parece um pouco infantil, e pode ser por isso que ainda não o conseguem ouvir.

Minha Resposta: Eu os entendo.

Pergunta: O que podemos acrescentar para que o que você diga seja como uma flecha que atinge o coração, para que sintam a profundidade que há por trás dessas palavras simples?

Resposta: Isso vai acontecer, e eles vão começar a entender que não há outra escolha, que não são apenas palavras, mas que a natureza está nos guiando nessa direção.

Pergunta: Uma pessoa terá a sensação de que estamos vivendo de acordo com a lei da natureza?

Resposta: Definitivamente! Ela virá e será preenchida e implementada na prática.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 21/09/20

“Por Que As Vacinas Da Covid Não Me Dão Alívio” (Thrive Global)


Thrive Global publicou meu novo artigo: “Por Que As Vacinas Da Covid Não Me Dão Alívio”

Se nos tornarmos uma sociedade governada pela solidariedade e cuidado ao invés da alienação e crueldade, nos tornaremos uma sociedade saudável e próspera, onde todos são livres e seguros.

Mulher segura um frasco com a etiqueta “COVID-19 Coronavirus Vaccine” sobre gelo seco nesta ilustração tirada em 5 de dezembro de 2020. REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração

Desde o início do ano, as pessoas têm tentado manter suas antigas vidas na expectativa de uma vacina que curaria a humanidade da síndrome respiratória aguda grave por coronavírus 2 (SARS-CoV-2), que causa a doença do coronavírus 2019 (Covid19). Agora parece que ela chegou, de várias formas e por várias empresas. De acordo com um ensaio publicado pelo Fórum Econômico Mundial, “Uma vacina geralmente leva mais de 10 anos para se desenvolver”. No caso da Covid-19, várias empresas demoraram apenas dez meses para desenvolvê-lo. Como várias empresas desenvolveram uma vacina 12 vezes mais rápido do que o tempo médio? No mínimo, isso deixa uma pessoa intrigada.

No entanto, esse não é o maior problema aqui. O que é mais desconcertante para mim é nosso pensamento delirante de que, ao nos livrarmos do vírus Covid, nos livraremos de nossos problemas e retornaremos ao nosso estilo de vida anterior, que nos causou o vírus em primeiro lugar.

Não tenho dúvidas, e nem os incontáveis ​​cientistas que citei em posts anteriores, de que o coronavírus é apenas o primeiro de uma série de muitas outras misérias que pousarão na humanidade com frequência crescente. Livrar-se da Covid apenas agilizará a chegada do próximo e mais doloroso golpe. Temos que entender que nossa exploração da natureza e das pessoas acabou. Se entendermos isso e nos adaptarmos a essa realidade, passaremos pela fase de conserto com relativa facilidade. Se formos obstinados, a natureza terá muitos outros truques na manga para nos mostrar quem é realmente o chefe, e nenhum deles é agradável.

Nós tratamos a natureza como se ela não tivesse vida, algo que podemos desprezar e rejeitar, como se pudéssemos fazer com ela o que quisermos. A Covid veio para nos ensinar o contrário. Por meio dela, a natureza fala conosco. Ela nos ensina sua linguagem, sua conduta e aos poucos nos revela seus segredos.

A natureza não tem ambição de nos matar. Se tivesse, existem maneiras muito mais rápidas de fazer isso do que a Covid-19. Chamamos a natureza de Mãe Natureza porque isso é exatamente o que ela é. Como uma mãe amorosa, ela quer nos ensinar com o mínimo de dor e esforço o que ela deve nos ensinar. Quer nos mostrar como funciona, como pensa, o que quer e por que quer. Ela age diante de nós como uma mãe age diante de seu bebê: ela ri e canta, fala com seu bebê, faz caretas e aponta para outros objetos e pessoas. Por que ela faz tudo isso? Afinal, seu bebê não a entende, então qual é a questão? A questão é que o bebê quer aprender e, ao olhar para a mãe “atuando”, ele aprende tudo de que precisa para crescer.

A natureza está nos tratando exatamente como aquela mãe. Como aquele bebê, não a entendemos; e como aquele bebê, não precisamos. Tudo que precisamos é querer, assim como aquele bebê, e a compreensão virá até nós, assim como acontece com todo bebê que já nasceu.

A natureza quer nos tornar oniscientes, sábios e amorosos. Ela quer nos mostrar como tudo está conectado, por que está conectado e nosso lugar e função nessa conexão. Não precisamos saber disso antes de assumirmos nosso papel; nós simplesmente precisamos ouvir. Assim como um bebê primeiro quer aprender, depois aprende e, por fim, atua, a humanidade deve querer aprender, então aprende e só então realiza.

Se adotarmos essa atitude, não precisaremos de vírus, desastres naturais ou quaisquer outros sustos. Esses são o último recurso da natureza, quando ela desiste de chamar nossa atenção de outra forma. Se somos obstinados e não queremos aprender, prestar atenção à natureza e compreender sua linguagem, a natureza não tem escolha a não ser chamar nossa atenção da única maneira que funciona – nos machucando. Ela poderia nos machucar muito mais se quisesse, mas não faz. Devemos ser mais sábios do que dizer que a Covid é apenas uma gripe forte, já que a natureza pode administrar um “remédio” muito mais sério.

O que nos recusamos a entender é que não precisamos desenvolver uma vacina; já a temos – é nossa relação positiva um com o outro. Pode não funcionar se poucos a adotarem, mas se toda a sociedade transformar sua atitude uns com os outros, se nos tornarmos uma sociedade governada pela solidariedade e cuidado ao invés da alienação e crueldade, nos tornaremos uma sociedade saudável e próspera, onde todos são livres e seguro.

– Publicado em 6 de dezembro de 2020