Textos na Categoria 'Crianças'

Antes E Depois Da Era Da Internet

959Pergunta: Os psicólogos dizem que a maior lacuna existe entre os Millennials (pessoas nascidas nos anos 80-90 do século XX) e seus pais. Os cientistas chamam essa lacuna de conflito digital.

Estamos falando de pessoas que entraram na era da Internet, e existe uma grande lacuna entre elas e seus pais. Qual é a sua opinião? O que aconteceu durante esse período além da lacuna digital?

Resposta: Nós, que vivíamos na era pré-Internet, sabemos como existíamos: íamos trabalhar, voltávamos, comprávamos comida, levávamos ela para casa, preparávamos uma refeição e íamos para a cama. E no dia seguinte a mesma coisa acontecia novamente. Como nos filmes de Charlie Chaplin.

Hoje, tudo é completamente diferente: Vivemos na Internet, em comunicação integral entre nós, entre todas as partes da Terra. Nem mesmo sabemos de onde algo está sendo escritos ou para onde estamos escrevendo; não importa para nós, porque mudamos para um nível de comunicação completamente diferente. Se você cortar a conexão à Internet entre as pessoas agora, pode imaginar o caos que reinaria na Terra.

Imagine que houve uma suposta explosão de atividade solar, os plugues queimaram e todas as comunicações falharam. Todos os sistemas de gestão deixariam de funcionar: militar, civil, ministérios, bancos e assim por diante. Os dispositivos parariam de funcionar em hospitais, em qualquer lugar, em todos os lugares.

Ou seja, agora, se rompermos a conexão entre nós, que não existia há 50 anos, deixaríamos de existir porque não teríamos meios de comunicação. Tudo está ligado a isso.

De KabtV, “A Era Pós-Coronavírus”, 21/05/20

Responsabilidade Pela Criação Dos Filhos

630.2Pergunta: Quem, em sua opinião, é responsável por criar os filhos: a família, a escola, o ambiente? Qual é o papel de cada um desses fatores?

Resposta: O principal papel na criação dos filhos é dos pais.

Os pais são obrigados a cuidar da educação dos filhos; não pode ser de outra forma. Não importa quantos supervisores e professores o Estado institua, ninguém pode substituir a pessoa que tem amor instintivo pela criança.

Comentário: Mas nas condições modernas, a criança tem muito pouco tempo em casa. Portanto, uma pessoa é criada pela sociedade, pela escola e pelo trabalho.

Minha Resposta: Nós organizamos nosso mundo desta forma. Isso é o que temos! Nosso egoísmo é estabelecido de modo que estejamos prontos para nos separar de nossos filhos o mais rápido possível.

Depois de 15-20 anos, os filhos sabem que devem sair de casa e os pais já estão prontos para que seus filhos comecem uma vida independente. E eles continuarão a cuidar de si mesmos.

Em outras palavras, quando construímos uma sociedade, já estamos lançando as bases para as relações sociais futuras, incluindo as relações familiares.

Pergunta: Na família moderna, a criança é ensinada a tirar tudo que precisa deste mundo, ou seja, a ser egoísta. Por outro lado, a sociedade estimula, por meio de escolas e meios de comunicação de massa, a ser altruísta, gentil e ajudar a todos. E as crianças recebem mensagens conflitantes. Quem está certo aqui?

Resposta: Ninguém está certo. É necessário, como se costuma dizer, ir ao longo da linha média: onde necessário, deve haver uma certa rigidez e, se necessário, suavidade. Um meio-termo benevolente de comportamento sempre deve prevalecer.

De KabTV, “A Era Pós-Coronavírus”, 21/05/20

“As Escolas Já Estavam Mortas, E A Covid Veio Enterrá-Las” (Medium)


Medium publicou meu novo artigo: “As Escolas Já Estavam Mortas E A Covid Veio Enterrá-Las”

Por um lado, queremos que as crianças voltem à escola para que possamos voltar ao trabalho e à normalidade. Por outro lado, não há dúvida de que as escolas se tornarão locais de infecção em massa, uma vez que o distanciamento social é completamente antinatural para as crianças. Elas não serão capazes de cumprir essas regras e é emocionalmente prejudicial para elas se manterem fisicamente separadas. O resultado do conflito entre abrir escolas e estimular a economia, e fechar escolas e manter as crianças e suas famílias seguras será o colapso permanente e há muito esperado do sistema educacional.

O que as escolas oferecem em termos de conhecimento, elas ensinarão por meio de aulas online ou gravadas. Para as crianças de hoje, o aprendizado online é tão natural quanto o aprendizado físico é para nós. Na verdade, é o aprendizado físico e a frequência obrigatória às aulas que não são naturais para elas.

A escola como a conhecemos é um sistema extinto que está morto há décadas. Mais do que conhecimento, ela “ensina” às crianças comportamentos desagradáveis, as expõe às drogas, à promiscuidade sexual extrema, ao bullying, à violência, ao vício em qualquer coisa, de jogos de computador a drogas pesadas, e as afasta de suas famílias.

A Covid-19 fez um grande favor a todos nós ao encerrar o sistema de “educação” e nos fará outro favor quando nos impedir de reabri-lo. No final, aprenderemos quais estruturas sociais precisamos abrir e que tipo de atividades queremos que elas conduzam, mas cabe a nós decidir com que rapidez queremos que chegue esse final feliz.

A Flórida, que tentou abrir seu sistema escolar, exemplifica o custo da insistência na abertura de escolas. O Departamento de Saúde da Flórida relatou um aumento de 9.000 casos confirmados em crianças em apenas 15 dias desde a reabertura das escolas no estado. É um absurdo pensar que poderia acontecer de outra forma. O próprio desenvolvimento das crianças depende do contato próximo umas com as outras. Tocar, brincar juntos, trocar objetos, compartilhar e fazer amizade são necessários para o seu crescimento. As crianças precisam de um contato próximo com amigos e colegas para se estabelecerem como seres sociais. Para elas, isso é tão vital quanto comida.

Pior ainda, a mensagem que enviamos a elas, dizendo-lhes para ficarem separadas e obedecerem ao regulamento de distanciamento (anti) social, provavelmente as deixará com cicatrizes para sempre. Estamos alienando-as uma da outra. Nossos instintos parentais saudáveis ​​nos fazem encorajar nossos filhos a se socializar, fazer amigos, ser bons com as pessoas e ter cuidado com as pessoas más, já que queremos que eles cresçam e sejam indivíduos realizados. Mas com as restrições do coronavírus, temos que dizer o contrário: “Fiquem longe de todos! Fiquem no seu próprio canto; não deem nada a ninguém e não tirem nada de ninguém. Qualquer pessoa pode transmitir o vírus; fiquem longe delas!” Que tipo de pessoa esperamos crescer a partir de tais imperativos?

Nessas condições, é melhor manter os filhos em casa e ensiná-los online, onde a comunicação entre eles é monitorada e mínima. As conexões que desenvolverão com colegas online serão muito mais positivas e menos estressantes do que a pressão social que suportam em sala de aula, e eles completarão sua necessidade de contatos sociais com a família e alguns amigos próximos onde se sintam confortáveis ​​e seguros, e onde minimizam o risco de infecção.

O que as escolas oferecem em termos de conhecimento, elas ensinarão por meio de aulas online ou gravadas. Para as crianças de hoje, o aprendizado online é tão natural quanto o aprendizado físico é para nós. Na verdade, é o aprendizado físico e a frequência obrigatória às aulas que não são naturais para elas.

A presença das crianças em casa não será gratuita. Um adulto terá que ficar com elas em casa durante o horário de “escola”. Em famílias com dois pais, um terá que ficar com os filhos, cuidar para que eles consigam comida e tempo de descanso, e que estejam realmente aprendendo durante as aulas. E se parece difícil sobreviver com um salário, será muito mais difícil para famílias monoparentais. Mas aqui também será necessário encontrar algum arranjo, seja com a ajuda do governo, ONGs ou por meio de outro arranjo. Afinal, quando as escolas são centros de infecção em massa, não é uma questão de saber se as crianças devem ficar em casa, mas de como isso pode ser feito. Quanto mais rapidamente reconhecermos a necessidade de nos adaptarmos à realidade, mais facilmente passaremos pela transição.

Quando escrevi, meses atrás, que as esperanças das pessoas de voltar aos dias pré-Covid eram irrealistas, as pessoas não conseguiram aceitar. Agora espero que elas já vejam que é assim, pois quanto mais cedo adaptarmos nossas políticas e instituições ao fato de o vírus não estar indo embora, melhor poderemos adaptar nossa educação, economia e todos os outros aspectos de nossas vidas ao novo mundo que surgiu aparentemente durante a noite.

A Sociedade Pode Dar A Uma Pessoa As Habilidades Aprendidas Na Família?

549.02Pergunta: A natureza nos deu um amor natural pelos filhos, caso contrário, não seríamos capazes de criar famílias e descendentes.

Você acha que alguma organização ou Estado pode assumir o papel de criar os filhos? Qual seria o resultado?

Resposta: Em primeiro lugar, temos tais exemplos na história, começando com a educação espartana na Grécia Antiga e a educação em instituições especiais na Roma Antiga, que literalmente estragavam as crianças.

Além disso, eles praticaram o alistamento militar precoce, dos dez aos quinze anos, onde faziam o que queriam com as crianças. Eles cresceram como pessoas muito cruéis e duras, que não podiam criar famílias normais. Eles não tinham senso de empatia para com os outros e, sem isso, a sociedade não pode ser criada.

Pergunta: Ou seja, a sociedade não pode substituir as habilidades que a família fornece?

Resposta: Não. Até os dias de hoje, vemos que as pessoas que não foram criadas em famílias normais são diferentes das outras. Não importa o quanto elas queiram começar uma família, não podem. Afinal, sempre criamos uma família de alguma forma semelhante àquela de onde viemos.

De KabTV, “A Era Pós-Coronavírus”, 21/05/20

O Feto Salva A Mãe

624.03Observação: O feto no ventre da mãe, via de regra, está constantemente sob seus cuidados e amor neste ambiente. No entanto, os cientistas genéticos descobriram que ele não apenas cresce no amor, mas também ama.

Os cientistas dizem: “Se a mãe adoece de repente e algo acontece com ela, algum tipo de hormônio é desenvolvido no feto, que é enviado para curar a mãe”. Existe um tal processo de amor.

Meu Comentário: Se eles se importam, se dependem um do outro, então naturalmente há feedback.

O feto está sempre tentando fazer tudo ao seu alcance para se anular perante a mãe e, com isso, ajuda-a a controlá-lo. Por outro lado, a mãe e o feto enviam sinais um ao outro a cada minuto sobre o quanto estão em amor mútuo, consentimento, apoio e quanto precisam um do outro. O tempo todo! Essa circulação de sentimentos entre eles fortalece o desenvolvimento do feto.

Pergunta: Isso significa que a mãe está constantemente se renovando e o feto está crescendo? A renovação de uma mulher durante a gravidez – é esse amor mútuo, a energia que entra?

Resposta: Sim. O fato é que o feto dá a ela tantas forças espirituais superiores que quase tudo é renovado por causa da estrutura espiritual na qual ela existe como o Criador em relação à criação.

Pergunta: O jogo do feto na mãe e a mãe são como o Criador e a criação?

Resposta: Sim.

Pergunta: Podemos alcançar tal estado quando estamos dentro do Criador?

Resposta: Temos que fazer isso!

Pergunta: O que é estar dentro do Criador?

Resposta: Estar dentro do Criador significa sentir não a si mesmo, mas a Ele. Ou seja, eu me anulo completamente. No fato de eu me anular, em todos os parâmetros da minha anulação, sinto Sua atitude para comigo.

Pergunta: Quando você diz: “Eu me anulo”, isso significa que meus pensamentos, minhas ações e meu comportamento estão Nele? Ele conduz e eu meio que me entrego a Ele: “conduza-me”.

Resposta: Sim. Absolutamente. Eu nem verifico nada de forma alguma, eu me anulo completamente de antemão.

Pergunta: Uma pessoa pode chegar a tal estado?

Resposta: Todos devem fazer isso. O coronavírus nos ajudará nisso.

Pergunta: A que isso nos leva agora, deste ponto de vista?

Resposta: A nos anular. Somente se eu me anulo perante a sociedade, e assim cada um de nós, a sociedade pode se recuperar e não infectar uns aos outros. Por meio disso nós chegaremos.

Pergunta: Então, eu não discuto nada? Disseram-me para ficar em casa – eu fico em casa, para usar máscaras – eu uso uma máscara e assim por diante.

Resposta: Além disso, eu acho que, ao fazer isso, não infecto outras pessoas. Sigo todas as instruções para evitar infectar outras pessoas. Eu penso nelas.

Imagine fazer isso. Veja o quanto o mundo vai mudar. Esta é uma intenção diferente.

Pergunta: Isso significa que a ideia principal é que eu não infecto outras pessoas? Isso significa que você já está silenciosamente dentro do Criador?

Resposta: Você ainda não é parte Dele, mas não é mais oposto a Ele. É como Hilel disse: “Não faça aos outros o que é odioso para você”. Em seguida, “Ame seu próximo como a si mesmo”. Esta já é a próxima etapa.

Pergunta: O que neste caso será “Ame seu próximo como a si mesmo”?

Resposta: Certifique-se de que ele está saudável. Imagine que você está com saúde e ele está doente, e você lhe dá sangue, tudo o que ele precisa.

Pergunta: Você dá a ele tudo o que você tem? Isso é “ame o próximo como a si mesmo”? Neste momento, você não pensa em si mesmo?

Resposta: De maneira nenhuma. Então você está curado e ele está curado.

Pergunta: Eu nem peço o sorriso dele ou algum tipo de “obrigado”?

Resposta: Do que você está falando?! Isso já é uma recompensa!

Pergunta: Nenhuma recompensa?

Resposta: Não. Nada.

Pergunta: Uma pessoa pode chegar a este ponto?

Resposta: Uma pessoa pode alcançar isso e ser grata por ter essa oportunidade.

Pergunta: Não pedir nada para mim e apenas dar tudo?

Resposta: Sim. Não é tão longe; nós podemos entender isso.

Pergunta: Podemos entender. Mas podemos fazer isso ou não?

Resposta: Devagar. Aos poucos, com o apoio da sociedade.

Pergunta: Você acha que é para isso que veio o vírus, para nos aproximar disso?

Resposta: Exatamente por isso. Veja o que está fazendo. Esse é o primeiro golpe para toda a humanidade em nosso tempo.

Observação: Essa é a maneira de “não fazer aos outros o que é odioso para você”, depois “Ame o seu próximo como a si mesmo” e então um único todo?

Resposta: Sim. Uma humanidade com um Criador. Tudo vai ser rápido.

Pergunta: Você e eu veremos isso?

Resposta: Acho que sim. Eu até tenho confiança.

De KabTV “Notícias com Dr. Michael Laitman”, 06/07/20

Família: Combinação De Dois Opostos

603Pergunta: A família é um sistema natural que também existe no mundo animal.

Alguns animais possuem partes masculinas e femininas para reprodução no mesmo corpo.

Mas quanto mais desenvolvidos são os animais, mais há uma divisão das partes masculina e feminina, que são naturalmente opostas e existem em indivíduos separados. É aqui que surge um princípio interessante: para dar à luz um novo corpo, é necessário combinar dois opostos.

Qual é o propósito deste princípio? Hoje, essa questão é particularmente relevante porque em alguns países e sociedades existem tentativas artificiais de nivelar esses opostos, em particular o gênero.

Resposta: É impossível. Quanto mais desenvolvida é a natureza, mais ela inclui todos os tipos de opostos, que se separam uns dos outros em infinitas variações.

Vemos que os organismos primitivos existem praticamente no mesmo corpo. Há aqueles que se tornam a parte feminina e há aqueles que se tornam a parte masculina. Sua identidade de gênero muda. Eles podem ser completamente livres para combinar, cruzar e separar por gênero com uma separação mínima de um indivíduo do outro.

Ao longo da evolução, os indivíduos tornaram-se cada vez mais distantes uns dos outros em princípios psicológicos, fisiológicos e sexuais. Portanto, eles precisam de uma combinação muito séria entre si, e isso não é fácil.

Em animais isso é extremamente raro, mas em humanos, a combinação correta das partes masculina e feminina é necessária para criar a prole, garantir sua existência normal e garantir um desenvolvimento sério até 15 a 20 anos de vida, o que é necessário para uma pessoa se levantar e começar a se sustentar, a reproduzir a própria prole e a cuidar dela.

A natureza nos criou para que quanto mais desenvolvidos somos, maior é a separação entre nós.

Então, quando nos tornamos unidades sociais, há uma grande divisão entre nós na busca pela ciência, arte, qualquer coisa. Veja quantas especialidades existem no mundo, quantas oportunidades cada um tem para se desenvolver. Nisso, ninguém é igual ao outro.

Não se trata apenas de gênero, mas do fato de que internamente somos todos muito diferentes. Portanto, é simplesmente impossível falar sobre combinar tudo isso em um corpo.

Observação: Em princípio, a combinação psicológica e fisiológica de dois objetos opostos que torna possível uma existência mais perfeita é um princípio da natureza.

Meu Comentário: Sim. Isso possibilita variar e fazer o que quiser. Por exemplo, em nosso tempo, existem muitas novas profissões que não existiam 100 ou 200 anos atrás.

De KabTV, “A Era Pós-Coronavírus”, 21/05/20

Como As Crianças Geniais Perdem Suas Habilidades

959Observação: A NASA descobriu que 98% das crianças nascem gênios criativos. No entanto, as escolas as tornam pessoas comuns e monótonas.

No decorrer da pesquisa, 1.600 crianças de quatro a cinco anos foram testadas para genialidade. Inesperadamente, descobriu-se que 98% das crianças poderiam ser chamadas de gênios.

Cinco anos depois, novos exames foram realizados com as mesmas crianças, já com dez anos, e obtiveram o seguinte resultado: em vez de 98%, permaneceram 30%. Cinco anos depois, eles realizaram testes novamente – apenas 12% das crianças geniais permaneceram.

Então os pesquisadores abandonaram isso e realizaram um teste com adultos. Descobriu-se que apenas 2% deles passaram no teste de gênio. Os cientistas concluíram que o processo de estudar na escola, na universidade e assim por diante, que supostamente deveria adicionar QI, “mata” a criança que nasce um gênio.

Meu Comentário: Claro! Eu senti como a escola estava me destruindo. Quebrando no sentido pleno da palavra! Como eles me forçaram a estudar exatamente assim, e explicar assim, e pensar assim. Eu sinto isso hoje. Como os pais estavam me pressionando, como a escola estava me pressionando!

Observação: Se eu pensar sobre isso, ocorre que construímos todo o sistema educacional em nosso próprio detrimento.

Meu Comentário: Claro!

Pergunta: Por quê?

Resposta: Porque este sistema é construído para colocar um egoísmo pequeno e frágil em alguma estrutura e fazer disso o que precisamos.

Ou seja, quebramos a criança, ao invés de desenvolvê-la livremente. Por que precisamos alimentar a criança com esses padrões de pensamento? Nós as ensinamos a pensar desta forma e não de outra forma. Claro, nós aos incapacitamos com isso.

Pergunta: Como devemos educar uma criança?

Resposta: Devemos conversar com elas com calma, livremente, mesmo sem tópicos. Só no estilo livre, na conversa. Pode até ser um grupo de pessoas de diferentes idades. Para que conversassem sobre diferentes temas e aprendessem umas com as outras, desenvolvendo novos temas e novas oportunidades dentro de si.

Quando ouço os outros, começo a pensar: “E quanto a mim? Como é isso para mim?” Este é um desenvolvimento completamente diferente. Tudo que você precisa é comunicação, comunicação simples entre as pessoas.

Todo o resto é criado artificialmente, egoisticamente, para nossas necessidades egoístas, que apenas nos elevam, como egoístas, uns acima dos outros.

Pergunta: Você acha que a escola e a universidade são apenas pressão egoísta sobre nós?

Resposta: Para ganhar dinheiro uma com a outro. Tanto a ciência quanto a arte, e tudo o que existe, existem apenas para ganhar uma da outra: seja na forma de algumas coisas materiais, dinheiro, ou na forma de adoração, aprovação, respeito, orgulho e assim por diante.

Pergunta: E se, como você diz, pudéssemos apenas conversar, apenas sentar sob uma árvore, apenas conversar e se desenvolver desde dentro, a que chegaríamos?

Resposta: Talvez tivéssemos encontrado alguma nova comunidade correta. Não acho que teria sido fácil. No entanto, se pudéssemos analisar corretamente nossos impulsos egoístas internos na comunicação entre nós, seríamos capazes de mantê-los e equilibrá-los de alguma forma.

Pergunta: Em outras palavras, você acha que teria havido discussões e ódio de qualquer maneira?

Resposta: Claro! Nossa natureza egoísta não desaparece.

Pergunta: Como teríamos equilibrado isso?

Resposta: Entre nós. Nós explicaríamos um ao outro. Se não estivéssemos enredados em todas essas noções psicológicas, científicas etc., seria mais fácil para nós. O mais importante é a comunicação direta e aberta.

Pergunta: Será que vamos exigir alguma inovação técnica, todo esse progresso técnico?

Resposta: Por quê? O que isso nos dá?!

Observação: Mesmo agora, você e eu estamos conversando virtualmente. Estou em um estúdio e você em outro.

Meu Comentário: Bem, para que precisamos disso? Com isso, só temos que compensar nossa separação de alguma forma. Estaríamos conversando, mas talvez de uma maneira diferente, por meio de recursos diferentes.

Pergunta: Internamente, mesmo sem palavras?

Resposta: Sim, uma comunicação diferente, em um canal diferente. Através da conexão interna entre nós.

Tudo chega a um ponto em que desistimos de nossa atitude anterior em relação à vida, ao mundo, a nós mesmos, ao progresso.

Eu espero que a atitude em relação a si mesmo e aos outros como criaturinhas egoístas se torne cada vez mais aparente, como se diante dos olhos da pessoa e ela tivesse que mudar a si mesma.

Pergunta: Ainda assim, em que é o gênio de uma pessoa?

Resposta: Na integração. Em absoluta e completa integração interna e externa.

Pergunta: Você chama uma pessoa que pode fazer isso de gênio em geral?

Resposta: Sim. Se toda a educação fosse direcionada para lá, o gênio de uma pessoa seria preservado e aumentado.

De KabTV, “Notícias com Dr. Michael Laitman”, 08/06/20

“Uma Catástrofe Geracional Na Educação” (Medium)


Medium publicou meu novo artigo: “Uma Catástrofe Geracional Na Educação”

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, alertou que estamos enfrentando uma “catástrofe geracional” na educação por causa do fechamento das escolas durante a pandemia de coronavírus. Por um lado, eu entendo por que isso é triste. Por outro lado, se observarmos como as pessoas se saem depois de passar toda a infância e adolescência no sistema educacional, não tenho tanta certeza de que devemos nos arrepender de seu fechamento. Na minha opinião, é na verdade a desconexão do sistema antigo que nos permitirá examiná-lo de fora, criticá-lo e criar um sistema novo e melhor.

O sistema educacional correto deve enfatizar a conexão humana, não a inculcação de informações. Deve ensinar às crianças que pessoas com visões diferentes não são inimigas.

A violência nas ruas e nas residências, a taxa de criminalidade, abuso de substâncias, prostituição, índices de depressão, suicídios, tudo isso é resultado da educação que damos a nossos filhos. Podemos lamentar o fechamento do sistema educacional, mas, a julgar pelos resultados, não foi uma história de sucesso.

A deterioração não começou com o surgimento da Covid-19. Ela já dura décadas. O sistema educacional foi construído durante a Revolução Industrial, e seu objetivo era fornecer aos agricultores que migraram para as cidades o conhecimento necessário para se tornarem operadores de máquinas. Com o tempo, adicionamos mais e mais campos de conhecimento ao sistema escolar, mas não mudamos o princípio básico: memorize o material que seus professores lhe dizem e isso é tudo o que você precisa para fazer um bom trabalho.

Em algum lugar ao longo do caminho, esquecemos que a escolaridade dá conhecimento às crianças, mas não as melhora como seres humanos. Essa parte, a que ensina como se comunicar com outras pessoas, como cuidar um do outro, como ser um elemento positivo na sociedade, foi completamente esquecida. Os pais não ensinam mais porque as crianças não estão em casa, e as escolas não ensinam porque não foram criadas para isso, então o resultado é que dezoito anos depois de nascerem, as crianças doces a quem depositamos nossas esperanças tornaram-se selvagens crescidos e incorrigíveis. É por isso que é tão bom que as escolas tenham fechado; é mais um benefício da Covid-19 para a sociedade.

O sistema educacional correto deve enfatizar a conexão humana, não a inculcação de informações. Deve ensinar às crianças que pessoas com visões diferentes não são inimigas. Pelo contrário, elas nos mostram perspectivas que de outra forma poderíamos ter perdido. Mesmo se discordássemos de outras pessoas, não saberíamos por que pensamos o que pensamos se não fosse a necessidade de articular nossos pontos de vista.

Além disso, em um mundo tão cheio de opostos, é fácil ver que, assim como nada na natureza está completo sem o seu oposto, o mesmo acontece com as pessoas. Quando temos opiniões diferentes, pode parecer que estamos discutindo sobre a opinião correta, mas, na verdade, estamos avançando o mundo inteiro para um nível mais elevado de existência.

Da mesma forma, quando olhamos para os nossos pés enquanto caminhamos, parece que eles estão competindo. Mas nós, que os vemos de cima, sabemos que a aparente competição é realmente um avanço de todo o corpo em direção ao próximo lugar que queremos ir. Se não fosse pela aparente competição, não avançaríamos, ficaríamos parados.

Mas as crianças não aprendem tudo isso na escola; elas apenas memorizam. É por isso que estou tão feliz que finalmente chegamos a um ponto em que podemos realmente nos educar, nos tornar seres humanos, não computadores humanos. Agora, talvez, haja esperança para nossa espécie.

Como Podemos Prolongar A Vida?

laitman_560Pergunta: Em um experimento, os lares para idosos estavam conectados a orfanatos e os pesquisadores notaram que o funcionamento diário dos idosos melhorou com a presença de crianças e o medo, insegurança, indiferença e restrição anteriormente observados nas crianças desapareceram e elas se tornaram como crianças comuns, barulhentas e inquietas. Como podemos explicar isso?

Resposta: Isso aconteceu porque as duas partes não possuíam essas coisas. Os idosos careciam de crianças inquietas, e as crianças careciam do tipo que os adultos podem lhes dar. Esta é a melhor maneira que a vida se complementa.

Os órfãos adquirem uma sensação precisa e clara de segurança e bondade em relação ao mundo e à vida. Os idosos suavizam o sentimento do mundo em muitos aspectos.

Mesmo que eles não tenham uma conexão especial, a transmissão de energia, a conexão externa e até a percepção de que esse fenômeno existe, criam uma imagem e uma atmosfera totalmente diferentes.

De fato, de acordo com a natureza, somos construídos para viver com três gerações juntos – filhos, pais e avós. Duas gerações não são suficientes.

Uma criança precisa ver isso, assim como seus pais a criaram e seus pais foram criados por seus pais. Assim, ela vê continuidade, um fluxo, evolução. Ela vê como seus pais se relacionam com os pais, e esse é um modelo para ela sobre como ela deve tratar seus pais.

Ela precisa aprender muito com os avós, porque sabemos que “Israel, Saba (avô) e sabedoria” são um sistema completo em nossa conexão espiritual, e, portanto, é muito importante. Aqui, quando falamos de órfãos, o resultado deve ser incrível.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 27/11/18

Treine Para Saltar Sobre O Egoísmo

laitman_751.1O coronavírus nos colocou na realidade virtual, nos mandando para casa. Gradualmente, com o tempo, nos acostumaremos a trabalhar em casa, a novos relacionamentos virtuais com colegas de trabalho, bancos, agências governamentais e amigos. Construiremos círculos virtuais de comunicação, cada vez mais distantes, relacionados ao trabalho e lazer.

Você pode jogar xadrez online; você pode até participar de esportes juntos enquanto cada um fica em casa. Um programa de computador dá a impressão de que estamos juntos e fazemos os mesmos exercícios.

No entanto, isso levanta uma questão porque as pessoas vão a uma academia de ginástica para se colocarem sob a influência desse ambiente. Se eu perder um treino, receberei uma repreensão do treinador. E no treinamento, devo tentar não ser pior que os outros. Como tudo isso acontecerá em um ambiente virtual se eu estiver sozinho em casa com um programa de computador na minha frente? Não sinto mais a pressão do grupo físico e não tentarei tanto.

Eu me torno um grande egoísta, permaneço sozinho comigo mesmo no meu microcosmo e não preciso mais contar com ninguém ou explicar nada a alguém. Mas acho que é bom. É assim que começo a perceber como eu era egoísta. Para me conectar com o ambiente, preciso me elevar um pouco acima do meu egoísmo. É por isso que tento me conectar com outras pessoas.

O fato de eu estar me distanciando de minhas conexões anteriores não significa que me tornei um egoísta maior porque o faço sob coação por causa da pandemia. Afasto-me, seguindo as instruções dos médicos e do Ministério da Saúde, para não transmitir o vírus a alguém e não me infectar.

Mas quando fui deixado sozinho em casa, tive a oportunidade de pensar em como poderia me aproximar dos outros. O problema é que estamos cometendo um crime em nossos pensamentos. Se nossos pensamentos sobre o outro fossem gentis, não teríamos medo do coronavírus.

Se saíssemos para lugares públicos com o pensamento de como não prejudicar outras pessoas e soubéssemos protegê-las, nunca passaríamos o vírus de uma pessoa para outra. Tudo é determinado pelo pensamento, intenção.

Agora estamos em comunicação virtual, cada um distante dos outros. Então, vamos tentar sentir o quanto podemos nos aproximar do nosso próximo, não por causa do coronavírus, mas por causa de outro vírus, por causa do meu egoísmo.

Eu tenho o direito de usar meu egoísmo apenas na medida em que não prejudique meu próximo. Se eu puder me aproximar sem machucá-lo, irei. E se tenho pensamentos egoístas, não posso chegar perto. Nessa forma, você já pode começar a medir a distância entre nós, a fim de entender o quão longe ou perto estamos realmente. A proximidade é definida de acordo com o meu desejo de trazer a você bondade de coração para coração.

Como podemos garantir que cumpramos nossos compromissos com o grupo e apareçamos para o treinamento a tempo e realizemos todos os exercícios necessários juntos? Eu concordo com meus colegas de grupo que estamos nos preparando para a nossa reunião virtual, para que todos pensem gentilmente no resto. Então todos devem verificar a si mesmos se podem abordar uma reunião dessas.

Se concordamos em nos encontrar, eu saio de casa e vou para meus amigos. Em algum momento do caminho, eu começo a duvidar se posso me aproximar? E se você não puder continuar e eu os machucar? Talvez eu esteja pensando em mim mesmo em vez de pensar neles? É assim que começo a estimar a distância material de acordo com a distância espiritual.

Então começamos a conversar com os amigos apenas a distâncias espirituais, descobrindo quão próximos ou distantes estamos um do outro, conectados ou desconectados. E tudo isso é sobre convergência ou distância espiritual. Acontece que a sociedade virtual nos ajuda a alcançar a conexão espiritual. Se medirmos a distância de coração para coração dessa maneira, essa já será uma dimensão espiritual.

Devemos estabelecer entre nós uma medida de referência que será espiritual, não material, isto é, não em metros ou quilômetros, mas em unidades de medida do coração, de coração para coração. Assim, desenvolvemos uma sensibilidade especial entre nós. Só se eu realmente desejo bem ao meu amigo, estou pronto para abordá-lo e me conectar com ele. Nesse caso, nunca iremos prejudicar um ao outro e nenhum vírus pode se espalhar entre nós.

Para conseguir isso de forma prática, precisamos desenvolver um programa de computador que permita treinar nossa atitude em relação aos outros da maneira como treinamos os músculos. Ele vai me mostrar o quão perto ou longe estou de outras pessoas e como posso me aproximar ou me distanciar delas. Deveria ser óbvio para mim que não estou me afastando materialmente, mas apenas espiritualmente.

É assim que começaremos a passar do mundo material para o mundo espiritual, onde tudo é medido apenas pela correspondência de propriedades, pela proximidade dos corações.

O programa deve guiar uma pessoa através de uma série de exercícios, começando pelos mais simples e ficando cada vez mais complexos, permitindo que ela entenda sua atitude em relação a várias ações, todos os tipos de desejos de outras pessoas. Ela verá se é capaz de se elevar acima de sua natureza, a fim de se conectar mais com seu próximo. Então, gradualmente, vamos nos aproximar.

Precisamos de programas de computador que treinem uma pessoa, como se estivesse em uma academia, em diferentes situações da vida e ensine-a a se elevar acima delas em benefício dos outros, e não de si mesma. Através de tais exercícios, ela verá com quem se importa mais: os outros ou a si mesma.

O programa apresentará à pessoa várias situações da vida, uma após a outra, guiando-a através de diferentes estados sensoriais e mostrando como ela está pronta para se elevar acima de seu egoísmo pelo bem dos outros e cuidar deles sem pensar em si mesma ou não está pronta para isao. Isso mudará muito uma pessoa e formará novas pessoas fora de nós. É possível criar esses programas, você só precisa mostrar um pouco de imaginação.

De KabTV, “O Impacto do Ambiente no Mundo Virtual”, 14/07/20