Textos na Categoria 'Corpo e Alma'

O Que O Nome De Uma Pessoa Indica?

laitman_600.02Pergunta: Existem certos níveis de realização de nomes? Por exemplo, o nome do meu amigo é Emanuel. O que pode ser dito sobre esse nome?

Resposta: O nome Emanuel significa “Deus está conosco” em hebraico. É um nome muito antigo da Torá.

Pergunta: Um nome caracteriza uma pessoa?

Resposta: Não. Se soubéssemos a fonte da alma de um recém-nascido, poderíamos dar-lhe um nome de acordo com a fonte da alma, conforme descrito na Torá. Mas não sabemos, e por isso damos nomes arbitrários. Examinaremos isso no futuro.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 08/12/19

Como Encontrar Sua Alma

laitman_204Pergunta: A Holanda tem um museu do corpo humano. É criado de forma tão realista que tira o fôlego dos visitantes. Dentro do museu, na verdade, existe uma cidade inteira composta de diferentes partes do corpo pelas quais você pode passear.

Os visitantes sentem que são pequenos e se movem pelos corredores de um gigante humano artificial enquanto observam como o sangue circula, como o trato digestivo funciona e o coração gigante bate, como os sistemas auditivo e muscular, cordas vocais, ossos e dentes trabalham. Tudo isso pode ser estudado em detalhes e visto em ação.

Ao viajar pelo corpo, os visitantes podem ver claramente como os hábitos prejudiciais afetam negativamente o trabalho de órgãos e sistemas.

Que transformações ocorrem dentro de uma pessoa quando ela se familiariza com o mundo ao seu redor e com o sistema de conexões nele? De alguma forma, isso muda sua atitude interior em relação ao mundo, a si mesma?

Resposta: Pode mudar, é claro.

Pergunta: Por que essa impressão, essa inspiração, não age em uma pessoa a longo prazo, para que a todo momento ela se lembre do sistema de conexões?

Resposta: Ela desfruta ou não? Se ela não desfruta, ela esquece imediatamente. Se desfruta, isso permanece na medida em que é agradável para ela.

Pergunta: É possível fazer a mesma simulação, o mesmo museu de “relações entre pessoas”? Podemos criar esse modelo?

Resposta: Pode ser imaginário, mas não ensina nada a uma pessoa, porque é contra a natureza humana. Tudo isso será desagradável para ela.

Ela ficará feliz em ver uma imagem tão bonita, mas não em participar dela contra sua natureza egoísta!

Pergunta: Mas se todo mundo a trata bem, faz tudo para o seu benefício, ela não se envolve neste jogo?

Resposta: Ele a ocupará por um curto período de tempo, como ir ao cinema.

Pergunta: E o que é preciso para uma pessoa querer não apenas se envolver neste jogo, mas também mudar a si mesma para que isso se torne seu?

Resposta: Para fazer isso, ela deve, é claro, já adquirir sofrimentos significativos na vida. De que outra forma ela vai querer isso? Afinal, tudo isso é contra a nossa natureza.

Pergunta: Quando uma pessoa sofre, ela sempre quer fugir, essa é a coisa mais fácil. E aqui ela tem a opção de adquirir outra coisa. Como acontece o ponto de inflexão da escolha, quando ela não quer mais fugir, mas quer escolher um novo caminho?

Resposta: Quando não há outro caminho. Quando ela tem que encontrar o sentido da vida, caso contrário, a vida não vale nada. Só não quero outra coisa senão o sentido da vida! Por que eu preciso de tudo isso? Por que existo? Por que nasci? Se isso a incomoda muito, somente na extensão dessa preocupação, na extensão desse sofrimento, ela será capaz de mudar.

Pergunta: Percorrendo os corredores de um museu desses, que também estão sendo criados em Toronto e Nova York, uma pessoa não terá pensamentos sobre o sentido da vida se estiver sofrendo?

Resposta: Absolutamente não! Isso é sobre fisiologia, não sobre o mundo interior de uma pessoa. Sobre suas entranhas, mas não sobre seu mundo interior.

Pergunta: Onde surge a pergunta sobre o sentido da vida?

Resposta: Não é dentro de uma pessoa. Nem no coração, nem na mente. É na alma. E a alma não está dentro de uma pessoa. Está ao lado dela.

Pergunta: Como o despertar dessa pergunta acontece dentro de uma pessoa?

Resposta: A alma faz uma sugestão ao cérebro de uma pessoa que começa a pensar nisso.

Pergunta: O que é a alma?

Resposta: A alma é a pergunta sobre o sentido da vida. Por enquanto. Mais tarde, ela se desenvolverá a partir dessa pergunta.

Pergunta: No que se converterá?

Resposta: Se converterá em uma capacidade, na qual a pessoa começará a atingir o sentido da vida. O desejo de atingir o sentido da vida é chamado de alma, o estado inicial da alma.

Então, esse desejo começa a se encher de todos os tipos de realizações espirituais, espiritualidade – sobre o sentido da vida. Assim, ela se desenvolve.

Uma pessoa começa a fazer perguntas mais inteligentes, mais eternas, mais elevadas e recebe respostas para elas. Este é o desenvolvimento da alma.

Comentário: A realização do sentido da vida é diferente para todos.

Minha Resposta: E não podemos comparar. Como posso retirar minha alma e colocá-la em você para que você possa comparar duas almas lá?

Pergunta: Uma pessoa tem um desejo crescente pelo sentido da vida. Isto é o que chamamos de alma. Todo mundo tem seu próprio desejo, que não é como os outros. Então, o que acontece com esses desejos? Eles se conectam?

Resposta: Eles não se conectam. Por que eles se conectariam?

Comentário: Eles dizem que existe uma grande alma para todos.

Minha Resposta: Essa conexão é diferente quando temos um objetivo comum. Quando precisamos alcançar um objetivo comum, as almas se conectam para alcançar o objetivo comum. Mas elas se conectam através da oposição.

Pergunta: Por que elas se opõem?

Resposta: Para não se anular. E uma vez que elas se conectam, temos um todo comum que consiste em muitas partes.

Pergunta:  Como eles se conectam?

Resposta: Por meio das qualidades de doação e amor.

Pergunta: E o que esses desejos conectados descobrem sobre o sentido da vida?

Resposta: Eles descobrem a interação entre si acima do egoísmo comum.

Pergunta: Existe algum tipo de definição única dessa interação entre eles acima das qualidades?

Resposta: É a alma comum, Adam. A rede comum de conexões é chamada “Adam” das palavras “semelhante ao Criador”.

Pergunta: As pessoas, construindo todos esses sistemas de conexões, desejam inconscientemente alcançar a rede superior de conexões?

Resposta: Sim. A alma anseia por isso.

De KabTV, “Notícias com Michael Laitman”, 03/03/20

“Óculos” Dos Cabalistas

laitman_962.4Pergunta: Geralmente, para acalmar as massas, elas recebem pão e circo. O governo dará pão. Que óculos o Bnei Baruch pode dar ao mundo?

Resposta: Estamos tentando organizar uma transmissão ininterrupta de programas úteis necessários para a humanidade em todas as línguas possíveis. Para isso, temos certas capacidades, pessoas e todos os tipos de modelos. Espero que possamos fazer isso.

Todos os dias preparamos todos os tipos de programas, videoclipes, músicas e lições para transmitir a uma pessoa o que, em princípio, ela deve saber sobre sua vida, seu propósito, por que vive, o que encontra após a morte de seu corpo animal, e o que fazer com sua alma, com o ponto espiritual nela que é eterno, perfeito e que não morre com o corpo. Devemos contar a uma pessoa tudo isso.

Precisamos ajudá-la a encontrar contato entre ela, seu “eu” e sua alma, para que ela não se divida em duas partes: o corpo e a alma, mas os combine em um “eu”. Queremos que todas as pessoas tenham essa oportunidade. Espero que possamos fazer isso. Pelo menos vamos tentar.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 22/03/20

Como Alguém Pode Sentir O Desenvolvimento Da Alma?

Laitman_043Pergunta: Uma pessoa pode sentir a alma se desenvolver?

Resposta: A certa altura, uma pessoa começa a sentir que uma alma está se desenvolvendo dentro dela e que está exigindo certas ações dela. Às vezes, uma pessoa executa instruções às cegas, sem saber se elas chegam de dentro dela ou da natureza que as dita. Talvez o Criador queira que ela se comporte de uma certa maneira e execute ações que possam se tornar como se ela fosse forçada a executá-las.

No geral, existem relações mútuas e versáteis entre uma pessoa e o Criador.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 16/02/20

Por Que Os Eventos Se Repetem?

laitman_571.03Pergunta: Por que as mesmas coisas estão acontecendo em nossas vidas? Por que há recorrência, repetição de eventos?

Resposta: Para que possamos gradualmente nos corrigir. Você não pode fazer tudo de uma vez. Portanto, passamos por muitos ciclos de vida.

Além disso, cada vez que a alma passa pelo que é chamado de gênese ou reencarnação, ocorre uma reunião parcial das almas, seguida por outra separação e novamente uma combinação subsequente. Como resultado, todas as almas são completamente corrigidas.

Eu aconselho você a ler materiais sobre o ciclo das almas. Almas significa desejos que são gradualmente transformados do desejo de si mesmo para o desejo pelo Criador.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 08/03/20

Termos Cabalísticos: “Reshimo”

laitman_527.12Reshimo é um registro informacional que existe na criação para que, de alguma forma, possa se orientar no passado, presente e futuro, e se direcionar para a meta.

Geralmente, as pessoas simplesmente entendem onde elas existem. E os idosos com demência (perda de memória) não têm isso, então apenas fazem as coisas sem qualquer base. Do mesmo modo, o Reshimo comanda decisivamente um homem e determina seu movimento para a frente.

Um Reshimo está na alma, em cada nível e subnível. Onde há um desejo, onde há luz, há sempre um Reshimo, que conecta essa luz e esse desejo e os controla dentro da alma.

De KabTV, “Fundamentos da Cabalá”, 17/06/19

Termos Cabalísticos: “Alma”

laitman_626Pergunta: De onde veio o termo “alma”?

Resposta: O termo “alma” vem da palavra “Neshama“. Existem cinco estados do desejo na Cabalá semelhantes ao Criador: Nefesh, Ruach, Neshama, Haya e Yechida.

Nefesh, Ruach e Neshama são estados nos quais podemos alcançar e permanecer constantemente. O mais alto deles é Neshama. Portanto, este é o nome da nossa parte espiritual.

Além disso, também existem estados chamados Haya e Yechida. Mas essas são adições temporárias suplementares ao estado da alma.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 17/06/19

Existe Vida Após A Morte?

Laitman_506.3Pergunta: Existe vida após a morte?

Resposta: É precisamente após a morte que há vida. Até que nos libertemos do nosso egoísmo, não há vida. Sentimos nossa existência dentro do ego, e ela é insignificante, muito mesquinha e limitada.

Assim que nos livramos do egoísmo, mesmo com a ajuda da morte de nosso corpo físico, apesar de ser uma redenção muito pequena e um nível muito pequeno de ascensão, ainda nos traz a libertação do primeiro nível egoísta. Estamos começando a entender que, de fato, a natureza e o mundo existem em uma dimensão diferente, acima do egoísmo.

Pergunta: As pessoas que vivem em seu círculo não têm tempo para pensar em nada além disso, porque precisam alimentar a si mesmas e suas famílias. Portanto, provavelmente, o egoísmo consome a humanidade hoje em dia. Como podemos sair desse pequeno círculo?

Resposta: Isso deve ser explicado, ensinado. É para esse fim que criei uma academia de Cabalá que opera em praticamente todas as línguas do mundo, em todos os continentes, e inclui vários milhões de estudantes. Realizamos aulas e palestras, nos conhecemos e organizamos conferências internacionais e outros eventos.

Mas o vírus atual, esse último sistema de percepção da natureza, que agora está entrando gradualmente em nossa consciência, leva a pessoa a perceber onde ela mora, por que ela existe. E aqui ela não tem saída.

Tanto no bem como no mal, teremos de entender o quadro completo da natureza integral e como existir nela. Devemos chegar à interação integral correta com ela. Nós mesmos devemos nos tornar integrais.

De KabTV, “Encontros com a Cabalá – Victoria Bonya”, 29/03/20

Revele Sua Alma Agora Nesta Vida

laitman_963.1Pergunta: Pelo que entendi, o lado positivo da natureza que precisamos atrair é começar a respeitar a natureza. Quando as pessoas saem do país, deixam muito lixo para trás e poucas pessoas pensam no fato de que precisam limpar depois delas.

Qual é o uso da energia positiva? Como podemos dizer que a partir de agora assumirei a responsabilidade, serei uma pessoa consciente que entende as forças da natureza e vive numa frequência superior?

Resposta: Obrigado por sua pergunta, mas estamos falando de um nível completamente diferente de influenciar a natureza. Afinal, nossa natureza humana é egoísmo absoluto. Mesmo todas as nossas ações aparentemente positivas, boas e gentis, amor pelos filhos, pelo mundo e assim por diante, vêm apenas do egoísmo. Nosso mundo é controlado apenas por uma força. A segunda força está oculta e devemos revelá-la. Portanto, as pessoas não entendem o que devem fazer.

Não basta nos tratarmos bem, isso não muda nada. Houve muitas dessas tentativas na história. Precisamos aprender a atrair a força positiva da natureza, o mais (+) que começaria a agir ao lado do menos (-), e assim existiremos entre esses dois pólos.

Então, certamente descobriremos o que é um mundo perfeito, eterno e a existência eterna. Entenderemos que uma pessoa existe não apenas na forma terrena (corpo físico), mas há algo eterno em uma pessoa, chamada alma, e isso deve ser revelado enquanto se vive neste mundo agora, hoje, aqui.

Precisamos revelar nossos estados futuros, isto é, o mundo perfeito eterno que existe ao nosso redor, mas não vemos porque percebemos apenas através de nossas qualidades egoístas. É tudo o que precisamos aprender e gradualmente explicar às pessoas.

E elas devem entender que uma pessoa que vive neste mundo deve subir para o próximo e novo grau e começar a sentir o mundo verdadeiro.

Isso é possível. Eu tenho estudantes que alcançaram isso. E o sistema que estudamos e implementamos é chamado de sabedoria da Cabalá. Ele permite que você faça isso.

Pergunta: Você está falando do amor universal que podemos chamar de amor absoluto?

Resposta: Não, você não pode chamar isso de amor absoluto, porque eu não posso amar o mal. Eu só quero que as pessoas se tratem com essa bondade inerente à natureza.

Então, através do sistema correto do bem e do mal, seremos capazes de distinguir, como preto e branco, a verdadeira imagem do mundo. O véu que paira sobre nós desaparecerá e veremos com nossa visão interna e externa que não existimos em um planeta pequeno nem em algum volume fechado do cosmos, mas em dimensões superiores completamente diferentes. Isso devemos revelar agora, hoje, nesta vida.

Para que mais existimos? Para nos satisfazermos com pequenos prazeres e morrermos pacificamente?

Pergunta: Você está dizendo que não devemos amar o mal. No entanto, existem muitas pessoas agressivas no mundo e muito mal vem delas. O que cria essa agressão? Como isso pode ser curado?

Parece-me que o verdadeiro amor absoluto ajuda a iluminar o lado sombrio da alma de uma pessoa. Existe uma cura para esta agressão e maldade?

Resposta: Paciência e exemplo.

Paciência contra o mal de uma pessoa e um bom exemplo que ela possa entender. Nada mais.

De KabTV, “Encontros com a Cabalá: Victoria Bonya”, 29/03/20

Desenvolvimento Da Alma No Útero

Laitman_507.05Não faz diferença quem somos, pois onde quer que vivamos, cada um de nós tem um registro de dados (Reshimo) de onde ele está e seu estado na alma geral de Adão. Essa é a razão pela qual o Reshimo é chamado de ponto no coração.

Taamim significa que quem quer provar um bom gosto na vida, deve prestar atenção ao seu ponto no coração, ao embrião da alma, a gota espiritual de sêmen.

Toda pessoa tem um ponto no coração, exceto que não brilha. Pelo contrário, é como um ponto preto. O ponto no coração é o discernimento de Nefesh (alma) de Kedusha (santidade), cuja natureza é um vaso de doação.

No entanto, ela está em um estado de Shechina (Divindade), no pó, o que significa que a pessoa a considera como nada. Em vez disso, para ela, ela é tão importante quanto o pó. Isso é chamado de Nekudot (pontos).

A solução é aumentar a importância dela e torná-la importante como Tagin (coroas), como “uma coroa na cabeça”. Isto é, em vez de ser pó, como antes, ela deveria enfatizar a importância dela de ser como uma Keter (coroa) em sua cabeça.

Nesse momento, Nefesh de Kedusha se expande em Otiot (letras), ou seja, no Guf (corpo), pois o Guf é chamado Otiot. Em outras palavras, a Kedusha se espalha do potencial para o real, chamado Otiot e Guf” (Os Escritos do Rabash vol. 3, artigo 34, “TANTA” (Taamim, Nekudot, Tagin, Otiot)

… exceto que não brilha. Pelo contrário, é como um ponto preto. Uma pessoa nem sente que pertence a alguma coisa ou a alguém. Mas se ela começa a sentir isso, já é um passo à frente. É dado a uma pessoa a base de um sentimento de que falta alguma coisa e, se começar a desenvolver seu desejo, ela pode seguir em frente.

O ponto no coração é o discernimento de Nefesh (alma) de Kedusha (santidade), cuja natureza é um vaso de doação. Enquanto uma pessoa não desenvolve o desejo de doar internamente, ela sente seu desejo como um ponto negro. É assim que começamos nosso caminho espiritual neste mundo, quando sentimos que estamos em um beco sem saída por causa das circunstâncias que nos levaram até lá, e nada nos atrai e nada nos empurra. O ponto preto nos empurra para a frente, mas é por sofrimentos e dúvidas e não por desejo ou pela luz que brilha adiante.

No entanto, ela está em um estado de Shechina (Divindade) no pó, o que significa que o Criador está envolto em preto, em uma capa que não entendemos e não achamos atraente, e que a pessoa não valoriza, o que significa que a considera como nada. Ela não vê nada e, pelo contrário, toda a sua vida começa a parecer inútil, sem gosto e sem sentido. Por fim, ela é empurrada à frente como resultado da incerteza e do vazio, e quer encontrar um sentido na vida, mas nada é esclarecido para ela nesse meio tempo. É assim que começa o desenvolvimento in utero da alma de uma pessoa.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 16/02/20