Textos na Categoria 'Convenções'

Ynet: Tempo Para Aceitação – 10 Mitos Sobre Cabalá


“A Convenção Internacional de Cabalá realizada na semana passada no Centro de Convenções de Tel Aviv, despertou a curiosidade e a necessidade entre muitos de entender o que está escondido atrás do misticismo. O Rav Dr. Michael Laitman lança um pouco de luz sobre a autêntica sabedoria da Cabalá, desafiando os mitos e respondendo a todas as perguntas que você não teve tempo de perguntar”.


Para ler o texto no site do Ynet, clique aqui

Na semana passada, no Centro de Convenções em Tel Aviv, ocorreu a Convenção “Os Bons” dos centros de “Cabalá para o Povo”. A Convenção foi assistida por cerca de 8.000 pessoas de 64 países, incluindo Chile, Nova Zelândia, Turquia, Japão e até mesmo Gana.

Sob o lema: “A Cabalá Mundial Torna Israel Mais Forte”, milhares de estudantes do país e do exterior se reuniram com o objetivo de fortalecer a unidade e a conexão do povo de Israel. De fato, tal demonstração de conexão, unindo-se uma vasta gama de pessoas acima das diferenças de opinião e estratos sociais, acima das etnias e seitas, acima das religiões e nacionalidades, poderia ser possível somente graças ao poder da conexão inerente ao estudo da sabedoria da Cabalá.

A exitosa Convenção despertou entre muitos uma série de questões sobre a natureza do estudo da sabedoria da Cabalá. À luz de muitos pedidos, nós preparamos especialmente para você, um “Guia aos Desorientados Sobre a Sabedoria da Cabalá”, que inclui respostas às perguntas e aborda mitos comuns.

O que é Cabalá?

Se você resumir os milhares de livros e palavras em uma frase, a Cabalá é o método para descobrir a força suprema que governa nossas vidas. Os Cabalistas descobriram que a realidade em que vivemos é gerida por um sistema chamado “HaTeva (A Natureza)” ou “Elohim (o Divino)” – dois termos cujo valor em Gematria (numerologia) é 86.

A Cabalá nos permite reconhecer o sistema que gerencia a realidade e aprender como podemos mudar nosso destino para melhor. Ela fornece ferramentas para lidar com sucesso com os problemas da vida diária em uma variedade de áreas como economia, saúde, educação, relacionamentos, segurança, ecologia, etc.

Qual é o propósito da Cabalá?

O objetivo da Cabalá é estabelecer dentro da nação de Israel e em toda a sociedade humana relações adequadas e boas entre as pessoas, até a relação de “amor ao próximo”. Como resultado, nós nos comunicamos com o sistema que nos gere, de modo que podemos influenciar o nosso destino.

Qual é a origem da Cabalá?

A Cabalá foi descoberta pela primeira vez na antiga Babilônia cerca de 3.800 anos atrás, no fundo de uma crise social que eclodiu na sociedade babilônica e chegou ao ódio abismal entre os seus membros. Abraão, um grande sacerdote babilônico, reuniu os moradores da Babilônia e ensinou-lhes sobre a conexão e amor ao próximo. A Cabalá é a ciência que os conectou e os levou a viver “como um homem com um coração”, similar à unidade e integridade da natureza.

Desde então, o amor ao próximo tem sido o valor mais elevado, e só através dele é que o equilíbrio pode ser trazido ao ego humano (a força que é passível de conduzir à separação quando está em desequilíbrio). O grupo acabou se tornando o povo de Israel, Yashar-El (direto ao Criador), por seu desejo de descobrir o “Divino”, o poder da unidade que existe na natureza.

Para quem é a Cabalá?

A Cabalá é destinada a qualquer um que sinta a pergunta sobre o sentido da vida ardendo dentro de si. É apropriada para qualquer um que sinta a necessidade do desenvolvimento espiritual, independentemente de idade, sexo, religião ou raça.

Existem pré-requisitos para o estudo? Não, qualquer um que tenha o desejo em seu coração é bem-vindo.

O que não está incluído na Cabalá?

A Cabalá autêntica não é misticismo, numerologia, amuletos, milagres, magia, feitiços, fitas vermelhas, água benta, cartas de tarô, astrologia, ou qualquer coisa do tipo … A Cabalá é uma investigação científica com base na experiência, na qual a pessoa estuda sua natureza egoísta. Ao estudar essa ciência e o seu desenvolvimento com ela, a pessoa adquire gradualmente a característica de doar e muda a sua natureza egoísta no amor ao próximo.

Quem é um Cabalista?

Um Cabalista é uma pessoa que, por meio do estudo da Cabalá, atinge o amor ao próximo e o amor do “Criador”, a força geral na realidade. A partir da conexão com a força superior, ele revela as leis ocultas da natureza, e agora é capaz de ajudar os outros a mudar a sua atitude perante a vida da mesma forma.

Qual é a conexão entre religião e Cabalá?

Ao longo da história, o amor ao próximo foi a chave para o sucesso e prosperidade do povo de Israel. Enquanto estávamos conectados uns aos outros e o amor habitava entre nós, o povo estava em sua completa glória espiritual e material. No entanto, quando perdemos o poder de conexão, o povo dividiu-se, separou-se, e até mesmo perdeu seu lugar de direito no mapa das nações.

Desde a descoberta da Cabalá por Abraão até a destruição do Templo, o povo de Israel cumpriu o mandamento do amor ao próximo, que inclui no seu interior 613 Mitzvot (mandamentos), contra os 613 desejos egoístas inerentes em nós. Ao mesmo tempo, na replicação completa e acomodação a essas correções internas, existem também ações entre as pessoas formadas por essas 613 Mitzvot. Como resultado da destruição do templo, o povo “caiu” do amor fraterno ao ódio infundado, negligenciando a correção do coração e tudo o que restou foi um foco na realização prática das 613 Mitzvot (10).

Desde a época do Santo Ari no século XVI em diante, os Cabalistas determinaram que a geração estava pronta para voltar ao estudo da ciência e à reconstrução das relações entre o homem e seu semelhante (11). Em outras palavras, era hora de se envolver em corrigir a “inclinação ao mal” – os 613 desejos “quebrados” – com a ajuda da “Torá”, a força superior. A Torá nos foi dada apenas para construir relacionamentos de amor absoluto; caso contrário, não vamos pertencer ao poder supremo. Desde então, as restrições foram removidas do estudo da Cabalá e a sabedoria está agora disponível a todos em todos os lugares: seculares, religiosos, judeus e não-judeus.

Qual é a causa da oposição à sabedoria da Cabalá?

O Santo Ari, o Baal Shem Tov, e todos os grandes Cabalistas dos últimos quinhentos anos acreditavam que a correção do mundo vai acontecer através do estudo da Cabalá e sua disseminação em Israel e em todo o mundo. Aqueles que se opõem à sabedoria da Cabalá têm uma opinião contrária. Eles afirmam que é proibido estudar a sabedoria da Cabalá até que a descoberta venha da boca do Messias.

Por muitos anos, houve uma discórdia entre os Hasidim e os Mitnagdim (seus adversários) em relação ao tratamento da Cabalá; uma disputa que começou nos dias do Baal Shem Tov no século XVIII e continua até hoje. Apesar da luta que surgiu ao longo do tempo, nós esperamos que aqueles círculos que se opõem ao estudo da Cabalá entendam o erro amargo que tem dividido o povo de Israel, especificamente no ponto de sua fundação.

O povo de Israel foi fundado em torno da sabedoria da Cabalá e em torno do “ama ao próximo”. Eles vivem e existem graças a isso, e todo o seu papel e essência é divulgar ao mundo o poder da conexão inerente no coração da ciência.

Então, o que acontece depois? De onde vem a necessidade e a vontade de estudar a sabedoria hoje?

A natureza egoísta do homem levou a humanidade à criação de modos de vida fundados na exploração dos outros, um processo que culminou hoje. Depois de milhares de anos de progresso e desenvolvimento, a maioria dos sistemas de vida que temos construído está no meio de uma difícil crise: o sistema econômico está em uma morte prolongada, a cultura e as artes estão morrendo, os sistemas educacionais estão em colapso, a unidade familiar está se desintegrando, e acima de tudo destaca-se o estado do ecossistema, o qual parece estar completamente desequilibrado.

Nós chegamos a um ponto decisivo a partir do qual já não podemos continuar a gerir egoisticamente os modos de vida como estamos acostumados. A natureza está nos trazendo gradualmente a um nível de desespero e decepção com a vida, exortando-nos a mudar a nossa atitude para com a realidade, obrigando-nos a parar de usar o egoísmo como o único incentivo para o desenvolvimento. Para mudar a nossa maneira, cabe a nós reconhecer e aprender as leis que controlam a realidade e começar a operar em harmonia com a natureza, “como um homem com um só coração”: é assim que vamos alcançar a felicidade que almejamos.

Do Artigo no Ynet, 02/03/16

Convenção Mundial De Cabalá, 23-26 Fevereiro De 2016: Momentos De Unidade

Sobre Os Resultados Da Convenção

laitman_938_04A Convenção Mundial que ocorreu há pouco tempo é uma fase muito séria, mas acabou.

Infelizmente não sentimos ainda a dor de não estarmos incorporados nos outros. Eu não sinto qualquer dor por não viver no coração dos outros; não tenho nenhum sentimento do qual quero fugir e estar nos outros, mas não pode fazê-lo e assim sinto dor. Eu não sinto que isso me pressiona e me preocupa tanto de modo que seja a razão para eu pedir e gritar, mas estamos nos aproximando disso.

Ainda assim, foi um esforço muito sério de movimento rumo à meta. Eu não sei como medi-lo, uma vez que estamos nos movendo ao longo de um caminho que nunca foi tomado, e não há exemplos com os quais possamos aprender, mas eu acredito que em mais duas ou três dessas Convenções, se as pessoas persistirem, se sentirem uma maior necessidade de mergulhar uma na outra, tudo será resolvido. É para isso que são as próximas Convenções, e não há como voltar atrás. Eu tenho que viver no coração do amigo, no seu interior; eu não estou aqui. Eu existo lá com toda a minha alma.

Pergunta: Perguntas e workshops serão apenas nessa direção a partir de agora?

Resposta: Somente a fim de ser como um homem em um só coração. Essa é uma pré-condição sem a qual não podemos alcançar a espiritualidade. A questão não é o Criador, mas o coração do amigo. Nós sentimos isso agora; nós tivemos acesso a isso, e, embora ainda não houvesse uma clara demanda para isso, nenhum ataque  ea acumulação de dor, isso vai acontecer.

Agora vamos trabalhar nisso sistematicamente e realizar uma série de Convenções nos EUA e na Rússia e, depois, em Israel novamente. A pessoa deve sentir a dor de não estar no coração do amigo. Ela anseia por isso, mas não pode. Algo a está segurando, mas ela realmente quer estar dentro de seu coração. Ela quer trabalhar com seus próprios desejos, como Malchut, enquanto que os nove desejos a sua frente são os desejos de seus amigos, o desejo deles pelo Criador e não o seu próprio. Os poderes são dela enquanto o anseio é dos amigos.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 26/02/16

Doação Altruísta

laitman_238_02Pergunta: Como podemos ter certeza de que estamos colocando o Criador primeiro, visto que o nosso grupo tem aumentado? Onde está a garantia de que não vamos nos tornar adoradores de ídolos e avançar exatamente em direção ao Criador? Como é possível verificar isso?

Resposta: Colocar o Criador primeiro significa que não há ninguém e nada além do poder de doação e amor no mundo. É um poder! É propriedade! É a única coisa que determina e controla tudo. E agora você o eleva acima de todos e o coloca em primeiro lugar.

Isso indica que agora você compreende que o mundo inteiro está sujeito a esse poder sozinho e existe dentro dele. Só Ele é quem o gere e o leva onde quer que Ele queira. Se você quiser estar harmoniosamente ligado a Ele, deve tentar alcançar essa característica.

Pergunta: O que é essa “doação altruísta”? Afinal de contas, nós não temos consciência do amor apenas através de nosso desejo de receber?

Resposta: “Doação altruísta” é quando eu dou algo sem saber o que e para quem, em relação ao meu ego. Você pode imaginar o quanto isso está separado daquilo?

Suponha que eu sou um milionário e doei um milhão de dólares para ajudar a África. Mas ninguém no mundo sabe disso. Mas eu sei e estou satisfeito. Isso não é a doação altruísta, porque eu sei que dei, e em algum lugar, inconscientemente, o pensamento está girando: “E o Criador sabe que eu fiz isso para o bem do mundo”.

Isso não é a doação altruísta. Isso significa que eu sei a quem, o quanto e o que doei. Portanto, aqui há uma conexão comigo. Mas se você cortar todas as três conexões de modo que não sabe o que, para quem e quanto deu, e, além disso, o Criador não sabe nada sobre isso, essa será uma doação altruísta.

Na medida em que você gradualmente se aproxima disso, o mundo espiritual é revelado a você. Seu estado é chamado de Hafetz Hesed (misericórdia absoluta, ou não desejar nada para si mesmo).

Da Lição de Cabalá em Russo 10/02/14

Entre Duas Forças

laitman_558Baal HaSulam, Shamati # 121, “Ela É Como Navios Mercantes”: Há um versículo, “Ela é como os navios mercantes; ela traz o seu pão de longe”. Quando a pessoa reclama e insiste: “ela é toda minha”, que todos os desejos serão dedicados ao Criador, a Sitra Achra desperta contra ela e também afirma: “Ela é toda minha”. E depois há uma troca.

Quando uma pessoa recebe um despertar de cima com respeito ao Criador, o poder da Sitra Achra também é despertado nela para possibilitar-lhe a liberdade de escolha. Portanto, duas forças estão ativas simultaneamente.

A troca significa que a pessoa quer comprar um determinado objeto e que o comprador e vendedor debatem o seu valor, o que significa cada um deles afirma que está certo.

A pessoa está dividida entre essas duas forças, pois ambas estão puxando-lhe: “… o que significa cada um deles afirma que está certo”.

Aqui o corpo examina a quem vale a pena ouvir: ao receptor ou à força de doação. Ambos argumentam claramente: “Ela é toda minha.”

Uma força insiste que é preferível avançar junto com esse mundo e tomar tudo o que é possível da vida, e a outra força a puxa em direção à espiritualidade, alegando que esse mundo não vale nada e é construído dessa forma apenas para superá-lo, e a pessoa arruína sua vida, dividida entre as duas forças que negociam entre si.

E embora a pessoa veja seu estado de baixeza, que nela também existem centelhas que não concordam em observar nem o mínimo (“o ponto sobre o iota”) de Torá e Mitzvot, mas o corpo inteiro reclama: “ela é toda minha…”

O “ponto sobre o iota” (o mínimo) é o início de todas as letras. No entanto, a pessoa não está preparada para realizar até mesmo esse pequeno ponto em prol da doação.

…. Então, “ela traz seu pão de longe”. Isso significa que, a partir dos afastamentos – quando a pessoa descobre quão longe está do Criador, lamenta e pede ao Criador para traze-la mais para perto – “ela traz o seu pão”.

Pão significa fé. Nesse estado, a pessoa é recompensada com fé permanente, uma vez que, “Deus assim faz para que haja temor diante Dele”. Isso significa que todos os afastamentos que a pessoa sente foram trazidos a ela pelo Criador, para que ela tivesse a necessidade de assumir o temor do céu.

Ela tivesse a necessidade de servir ao Criador porque senão não seria capaz de escapar do atoleiro da vida.

Este é o significado de “que o homem não viverá só de pão, mas de tudo o que sai da boca do Senhor”. Isso significa que a vida de Kedusha (Santidade) dentro da pessoa um não vem especificamente da aproximação, das entradas, isto é, admissões na Kedusha, mas também das saídas, dos afastamentos. Isto é assim porque através da vestimenta da Sitra Achra no corpo da pessoa, e suas reclamações: “Ela é toda minha”, com um só argumento, a pessoa é recompensada com a fé permanente ao superar esses estados.

Este é o nosso caminho. Nós estamos constantemente recebendo várias tentações físicas para nos confundir, e cabe a nós reduzir o seu valor renunciar a elas. É impossível para nós se abster ou ser ascetas visto que temos que usar tudo que existe em nosso mundo, mas no âmbito de uma existência normal e razoável. Em relação a tudo o que ultrapasse as necessidades, devemos nos voltar à espiritualidade. Ambos os aspectos devem estar equilibrados.

Nosso método não é misticismo nem religião. É impossível se abster de qualquer coisa. A pessoa deve usar razoavelmente todos os meios que estão à sua disposição neste mundo, e voltar todos os seus desejos para cima para se assemelhar ao Criador, para se conectar a Ele.

“Razoavelmente” refere-se a algo que podemos renunciar, mas não porque decidimos que isso é necessário para a nossa existência normal. Em um caso como este, não é “nem louvado nem condenado”. Basicamente, a partir de hoje, o mundo inteiro está avançando rumo a este estado.

Hoje há um número crescente de habitantes sobre a face da terra; há cada vez menos trabalho, mais e mais desempregados, benefícios sociais estão sendo cortados, e assim por diante. Segundo as estatísticas, 50% de toda a propriedade sobre a face da Terra é propriedade de 1% de toda a população.

Em última análise, isso vai forçar o mundo – através de guerras e revoluções, ou por meio da conscientização – a chegar à decisão de produzir e consumir apenas o necessário para sobreviver razoavelmente e com dignidade.

No passado, havia uma condição, “comer pão com sal, beber pouca água, dormir no chão, levar uma vida triste, e trabalhar na Torá” para que tudo ficasse bem. Mas algumas centenas de anos antes da nossa era, os Cabalistas fizeram correções especiais para nós no sistema de gestão, e agora não há necessidade de uma pessoa em nosso mundo impor quaisquer limitações físicas e corporais para fins de correção. Ela pode consumir de forma razoável e calma tudo o que é necessário para a sua saúde, para sua existência, sem qualquer limitação. Portanto, se minha mente está sempre ocupada com o avanço espiritual em um grupo, com estudo, e em disseminação, então não importa o quanto eu bebo e como com os amigos. Não há limitações.

Agora o mundo está avançando no sentido de alcançar o consumo sustentável. De qualquer forma, não temos para onde fugir. A atmosfera externa e o ambiente, e até mesmo o estado da economia e da indústria nos obrigam. Portanto, uma pessoa estará envolvida apenas com a manutenção racional do corpo e todo o resto visará ao nível espiritual.

No entanto, este artigo afirma que, mesmo se uma pessoa se colocar na linha média, ela será atraída constantemente à direita ou à esquerda, à esquerda ou à direita. A fim de avançar, nós temos que estar entre as duas linhas de desenvolvimento. Por um lado, parece que estamos sendo atraídos ao desenvolvimento espiritual, e, por outro lado, que somos atraídos a vários distúrbios, longe do lado da linha direita.

Isto significa que a pessoa deve unir tudo com o Criador, isto é, que mesmo as saídas vêm Dele – e quando ela é recompensada, vê que ambas as saídas e as entradas eram todas Dele.

Ser humilde significa estar na linha média o tempo todo, estar fixo em “Não há outro além Dele” com a ajuda do equilíbrio das duas linhas, quando a pessoa entende que as duas linhas vêm igualmente do Criador, e só por isso ela percebe a liberdade de escolha e avança.

Moisés tolerava a humildade, razão pela qual foi chamado de humilde, já que a baixeza o fazia feliz. Assim, em cada grau, a pessoa deve agarrar-se à baixeza, e no momento em que perde a baixeza, ela imediatamente perde todos os graus de Moisés que ela já tinha conseguido.

“Baixeza” (humildade) significa que a pessoa não tem suas próprias forças, e que todas as forças para seguir em frente, ela recebe do Criador. Em outras palavras, eu não sou um gerador de forças, eu não as tenho. Tudo o que eu tenho é energia, inteligência, desejo, estado interno, circunstâncias externas e aquilo que eu me conscientizo a cada momento da minha vida. Tudo isso vem do Criador. Não existem acidentes aqui ou algo que dependa de mim. A única coisa que depende de nós é entender o que está acontecendo, fazer a escolha certa, e trazer tudo o que sentimos dentro de nós e à nossa volta para a fonte única.

Este é o significado de paciência. Baixeza (humildade) existe em todos nós, mas nem toda pessoa sente que a baixeza é uma coisa boa. Ela não quer sofrer.

A pessoa começa a entender que não é a principal fonte de inteligência, pensamento, ação, decisões ou nada. Tudo isso vem apenas do Criador. Isto a ajuda a se aderir ao Criador, e se ela entende isso mais e mais profundamente, ela simplesmente se funde com isso.

Portanto, o nosso trabalho é atribuir tudo o que temos no coração, na mente, em nossas decisões, em nossa visão, tudo o que sentimos dentro de nossos sentidos, tudo o que acontece ao nosso redor e dentro de nós, à fonte única. Esse é o princípio de “Não há outro além Dele”. Se nós atribuímos tudo o que fazemos a mesma origem, nós alcançamos a adesão com o Criador.

Da Lição de Cabalá em Russo 10/02/14

Feira Do Livro De Miami 2015


Notícias de nossos amigos do Bnei Baruch Center – Miami, Flórida, que participaram dos cinco dias da Feira do Livro de Miami: “Nossa tenda teve muitos visitantes, especialmente os jovens que vieram e compraram nossos livros. Ficamos impressionados que as pessoas tornaram-se sensíveis à nossa mensagem da necessidade de conexão e união”.

Cabalá Prática: Como A Pessoa Sente O Mundo Superior? – No Círculo De Unidade

laitman_942Em nosso mundo há uma condição especial para começar a sentir o mundo superior: a criação de uma pequena sociedade, um mínimo de dez pessoas, que deve tentar constantemente estar mutuamente interconectada, como um organismo vivo, numa conexão boa, completa e integral.

E se nós tentamos estabelecer uma estrutura como essa entre nós, gradualmente começamos a sentir novas propriedades integrais dentro de nós. Mas elas não vão pertencer a nenhum dos dez participantes; em vez disso, se tornarão sua propriedade comum.

O desejo geral manifestado entre nós de nos conectarmos como um único ser espiritual é o que nós mesmos criamos; nós complementamos os pensamentos uns dos outros que se tornarão nossa mente compartilhada. Como resultado, uma nova união espiritual é criada: um ser comum de todos os dez.

Cada um de nós experimenta-o por si mesmo, porque quando entramos nessa imagem, o sentimos em nosso lugar. Nós nos dissolvemos nele, e juntos começamos a nos tornar um único sistema, um único sentido.

Cada um que deixa sua percepção egoísta do mundo por meio da conexão, da integração de todos em algo único, atinge a percepção de um novo mundo que não depende do estado anterior.

E neste órgão sensorial que criamos, nós começamos a sentir um novo estado da natureza chamado mundo superior, o sistema que nos gerencia e influencia com características bem diferentes do mundo: não egoístas, mas o seu oposto.

Tudo em nosso mundo é construído de acordo com duas características opostas: positivo ou negativo, quente ou frio, etc. O equilíbrio entre elas cria um estado de vida, conforto, homeostase; isto é o que aspiramos. Existe equilíbrio em tudo, exceto no nosso desejo egoísta interior.

Mas a descoberta do mundo superior possibilita construir um novo sistema de equilíbrio dos nossos desejos egoístas com desejos altruístas, sem destruir o egoísmo, mas complementando-o. Além disso, os desejos altruístas não pertencem ao nosso mundo porque o que nós consideramos como sendo altruísmo no nível físico também é egoísmo.

O equilíbrio entre o interesse próprio e o novo sistema (o sistema de doação, integração e saída de si mesmo) é chamado na Cabalá de “amor”. O amor é um estado em que você satisfaz os desejos do outro, sem querer nada para si mesmo. Isto é o oposto do estado atual da natureza humana.

No momento em que chegamos a este estado, pelo menos uma vez no nível mínimo, podemos equilibrar o ego, porque todos esses estados são graduados; nós vamos sentir imediatamente onde estamos.

Em torno de nós se manifestam as forças que controlam nosso mundo. Nós começaremos a nos sentir existindo numa rede completa de forças, e ficará claro para nós o que está acontecendo conosco e o que deve ser feito. Esse é o nosso papel.

Assim, a pessoa que realmente tem um desejo sério de alcançar o sentido da vida e o sistema de gestão do mundo superior, imediatamente, automaticamente, involuntariamente, como uma carga num campo elétrico, se encontra em um dos nossos grupos, e se não, nos encontra através da Internet.

Essa é a lei da natureza, porque lá tal pessoa tem uma carga negativa particular, que está à procura de um ponto positivo que seja apropriado para ela, para se conectar a ele e receber dele o que é desejado. É assim que todo o sistema da natureza é organizado.

E quando ela chega até nós, nós imediatamente começamos a ensiná-la a conexão adequada com os amigos, porque o principal é o treinamento prático. Durante esse processo de aprendizagem, a pessoa está conectada com aqueles que são como ela, criando um órgão sensorial integral compartilhado com eles, e começando a sentir o sistema de gestão do mundo superior nele.

Eu espero sinceramente que possamos fazer uma grande coisa e descobrir a verdadeira imagem do nosso mundo, que nós precisamos.

Afinal, enquanto suportamos virtualmente a fonte de todos os problemas e encontramos soluções possíveis, nós nos elevamos a um nível superior acima de todas as deficiências do nosso mundo e entramos no novo sistema: um sistema de harmonia entre nós e a natureza em todos os níveis.

Das Convenções em Odessa, “No Círculo da Unidade”, Dia Um 16/10/15, Lição 1

Os Grandes Cabalistas E As Suas Obras

laitman_527_07A sabedoria da Cabalá foi descoberta pela primeira vez 5.776 anos atrás por um homem chamado Adão, que descreveu o que descobriu em seu livro O Anjo Raziel. Desde então, houve muitas gerações de Cabalistas e tudo o que eles fizeram até aos nossos dias está incorporado num sistema.

Os Cabalistas eram um tipo diferente de pessoa e cada um engajou-se nessa sabedoria a sua própria maneira: alguns numa determinada maneira especial de alcançar a sabedoria da Cabalá, outros a escreveram em determinados níveis, e a meta dos outros era atrair tantas pessoas quanto possível para a revelação deste sistema da Providência. Esses Cabalistas são particularmente importantes e queridos para nós, porque com a sua ajuda, podemos alcançar aquilo pelo qual estamos começando a nos esforçar.

Ao longo da história humana, a maioria dos Cabalistas escreveu num nível que hoje encontramos dificuldade de entender, mas o maior Cabalista que viveu no século XVI, o ARI, realmente conseguiu resumir e apresentar essa sabedoria.

Ele trouxe um grande tesouro de conhecimento ao sistema e nós temos recebido dele uma matriz pronta, na qual se baseia toda a sabedoria da Cabalá. Muitos antes dele tinham tentado fazer isso, mas não tiveram êxito.

Essa é a razão pela qual não há ninguém mais próximo em espírito para nós do que o ARI e tudo o que ele fez é muito importante para nós. Ele morreu numa idade muito jovem, 38 anos, e deixou seu legado para todos nós.

Quatrocentos anos depois do ARI, no início do século XX, outro grande Cabalista chamado Baal HaSulam apareceu. Nenhum dos Cabalistas que viveram antes dele conseguiu transmitir o método e os ensinamentos do ARI de uma forma mais popular e acessível como o ARI fez. Esta é a razão de nós usarmos os escritos do Baal HaSulam, que foram escritos numa linguagem moderna relativamente simples. Seus escritos são o pilar de nossos estudos.

Além disso, seu filho mais velho, o Rabash, meu professor, completou os escritos de seu pai adicionando os princípios de nosso trabalho interno. Baal HaSulam escreveu principalmente sobre o sistema do mundo superior e sua psicologia interna. E o meu professor explicou em seus artigos como podemos começar a sentir o mundo superior de forma prática, o que devemos fazer para realmente senti-lo e absorvê-lo dentro de nós, e como criar novos sentidos e, assim, avançar.

Se não tivéssemos os escritos do Rabash, poderíamos ler os escritos do Baal HaSulam e aproveitar a lógica de sua bela e harmoniosa descrição simples do mundo superior e o efeito deste sistema sobre nós, mas nós não saberíamos como alcançá-lo. Tudo isso é explicado nos escritos de meu professor.

Os Cabalistas descrevem o mundo superior e o nosso mundo, que é o nível mais inferior e menor que está separado do mundo espiritual, que trabalham em perfeita harmonia.

A única semelhança com esse sistema em nosso mundo é o corpo humano perfeitamente corrigido, onde o coração e a mente e todos os sistemas, como o circulatório, nervoso, linfático e outros sistemas, operam em harmonia, em uníssono.

Eles se apoiam, nada é supérfluo, e só o correto funcionamento mútuo cria a oportunidade de experimentar todo o sistema e estudá-lo.

Continua…

Da Convenção em Odessa, “No Círculo da Unidade”, Dia Um 16/10/15, Lição 1

Para Que A Qualidade Prevaleça Sobre A Quantidade

laitman_570Pergunta: Muitos amigos que estão envolvidos com atividades similares perseguem o dinheiro, a quantidade (número) de pessoas. Eu tenho medo de que nós também comecemos a perseguir a quantidade e não a qualidade.

Resposta: Se você está constantemente conosco nas aulas, isso não vai acontecer com você.

Assim, eu estou convencido de que todos, especialmente aqueles que estão envolvidos com a educação integral para o público, devem comparecer a todas as lições matinais. É uma obrigação!

Sem isso, não está claro o que eles vão começar a ensinar. Eles vão se desviar para a psicologia, a sociologia, o misticismo, e quem sabe mais o quê. Nós precisamos ter medo disso. Portanto, a conexão comigo através das lições é essencial.

Da Lição de Cabala 11/02/14

A Feira Internacional Do Livro De Frankfurt 2015


Este é o décimo ano consecutivo que a nossa editora participa da Feira Internacional do Livro em Frankfurt. Nosso estande este ano é no salão principal, perto de editoras líderes nas áreas de livros impressos e eletrônicos.

Este ano também estamos apresentando entrevistas e clipes de vídeo que eu tive com diferentes pessoas, como Larry King, e nós os projetamos numa tela grande em nosso pavilhão.

Nossos alunos de centros de Cabalá La’am na Noruega, República Checa, Canadá e Alemanha estão nos ajudando.

Em 2015, nós publicamos dois novos livros em alemão, três em turco, três em romeno, um em francês, dois em italiano, um em Checo, três em dinamarquês e três em Inglês.
Muito obrigado por todo seu apoio!