Textos na Categoria 'Convenções'

Nós Somos Os Primeiros!

Dr. Michael LaitmanNós temos que ser gratos por nosso destino, por termos sido escolhidos para conhecer de forma clara do que se trata a sabedoria da Cabalá e apresentá-la ao mundo inteiro. Somos os pioneiros! Nós somos os primeiros de todas as gerações ao longo de toda a nossa evolução. Durante bilhões de anos, a criação passou por uma grande cadeia de transformações. Hoje, finalmente, nós somos os primeiros que podem dominar este método e deixá-lo pronto para o uso, para ser aplicado por aqueles que seguem.

Nós o percebemos em nós mesmos. Nós o desenvolvemos na conexão entre nós, com base no que está acontecendo entre nós nos grupos, na conexão. Com base nisso, nós podemos escrever novos artigos e estudar os materiais sobre os tipos de conexões entre nós. Através deste trabalho prático, nós o oferecemos de uma forma realista a toda a humanidade.

Portanto, nós somos buscadores, pioneiros da sua utilização prática. Por um lado, temos que ser gratos por nosso destino, e por outro lado, temos de ser responsáveis por termos tido essa chance. De acordo com o ritmo que toda a humanidade está se desenvolvendo, vemos até que ponto ela sente a necessidade de um novo método de vida.
Bilhões de pessoas em todo o mundo estão perguntando: “O que devemos fazer”. Nós temos que apresentar tudo isso a elas.

Assim, nas conexões internas entre nós, não devemos esquecer que estamos fazendo isso não só para nós, visto que seríamos como egoístas. Nós estamos fazendo isso não só para revelar a força superior, seu plano e senti-la, para ganhar compreensão através do sentimento, e estudá-la na realidade, mas também para levá-la ao resto da humanidade.

O nosso movimento interno deve ser acompanhado pela expansão externa. Estas duas ações devem ser equilibradas como órgãos do corpo que funcionam como deveriam: ambas recebem e doam. É muito importante nos lembrarmos do resto do mundo e da força superior que nos criou de modo a nos elevarmos a ela. Se incluirmos todos esses componentes dentro de nós, nos desenvolveremos de forma correta e muito rapidamente.

Nós já passamos por tanta coisa: muitas convenções, reuniões e noites de união. No entanto, hoje, nós estamos numa situação em que simplesmente devemos exigir de nós mesmos e da força superior a sua revelação real, de modo que realmente comecemos a trabalhar com ela entre nós, para que todos nós e a força superior, que se faz sentir entre nós, sejamos revelados como um todo.

Devemos exigir muito claramente que a nossa oração, nossa demanda, seja cumprida. Cada um de nós não deve apenas esperar, mas de cada ação que fazemos, avancemos com a demanda correta para sentir o Criador através da união.

Da Convenção de Vilnius 23/03/12, Lição 1

Filosofia Vazia Ou Ciência Prática

Dr. Michael LaitmanAo longo dos muitos anos em que tenho explicado o método da cooperação integral, dou como exemplo o nosso corpo feito de diferentes órgãos. Todos os órgãos parecem operar por si próprios: o coração, os pulmões, os rins, ou o fígado. Cada um opera no seu próprio ritmo e ordem e em cada um existe um programa interno, um software, mas tudo é baseado na cooperação.

Embora todos eles operem em planos diferentes, em ritmos diferentes, com tarefas internas completamente diferentes, todos eles devem ter uma tarefa colectiva: manter o corpo todo num estado equilibrado, que depende apenas da cooperação correcta de cada parte corrigida. Uma parte corrigida é a parte que coopera com todas as outras, e o seu trabalho interno orienta-se apenas de acordo com todas as outras partes do corpo.

Nós, também, devemos cada um sentir-nos como pequenos órgãos num grande corpo. A criação do nosso vaso colectivo de percepção, de um novo órgão sensorial, depende do facto de que ninguém opera como um corpo separado, mas em concordância com todas as outras partes do sistema.

Portanto, tudo deve ser dirigido não para o nosso desenvolvimento individual interno, que na verdade não existe, mas apenas para a conexão!

Há ainda muitas pessoas que nos procuram e estudam a partir dos livros, mas apenas para saberem, verem o que está escrito lá. Mas elas não estão incluídas no trabalho geral de conexão e unidade, e assim elas não percebem para onde tudo isto se dirige. “Oh bem, é uma ciência, uma teoria, que fala sobre mudar de lugares e movimentos num espaço imaginário qualquer, para cima e para baixo, sobre diferentes conexões entre algum tipo de objectos estranhos. Onde estão eles? É tudo muito abstracto porque no nosso mundo nada disto existe. Portanto, o que devo eu fazer com isto?”.

Estas pessoas não percebem que têm de conectar-se entre elas, e apenas na conexão entre elas começarão a ver através destes laços: “Onde estão estas partes? Onde é este nível de Bina, a doação, a recepção, a restrição do desejo, a ascensão acima do desejo na conexão com os outros, recebendo deles e doando a eles?”. Até que tentem implementar tudo isto na conexão entre sia, a sabedoria da Cabalá será para eles uma filosofia vazia, que não diz nada.

Portanto o principal não é estudar o que está nos livros, mas desejar sentir o que estudamos, para o implementar na nossa vida, na conexão entre nós. Caso contrário, como os nossos professores nos dizem, uma pessoa “seca”. Ela simplesmente não vê os resultados do que ela lê. Claro, há muitas coisas interessantes lá, muita informação, mas é apenas um estudo abstracto e nada mais que isso. Enquanto que o próprio método é muito prático, e nós temos de o implementar entre nós.

Do Congresso em Vilnius 23/3/12, Lição 1

Um Novo Desejo

Dr. Michael LaitmanO nosso programa de hoje se resume em esclarecer um elemento primário e fundamental em nosso desenvolvimento: a busca para sentir a força superior. Muito nesta busca diz respeito à psicologia do homem, porque nós começamos no nível psicológico mais básico, assim como qualquer pessoa normal em nosso mundo. Mas depois da psicologia básica nós começamos a ascender mais. Por quê? Porque a aspiração que temos internamente, e com a qual trabalhamos, é chamada de “ponto no coração”.

Isso é o que devemos desenvolver; isto é o que devemos expandir. Este ponto deve se tornar grande para nós, maior do que qualquer outra coisa, preenchendo todo o horizonte. Através dele eu preciso começar a sentir a natureza, sua eternidade e perfeição, a harmonia, a força superior, informação: tudo! Isso só pode acontecer se eu cultivar meu ponto no coração.

O ponto no coração já não pertence à psicologia simples. Ele surge apenas em indivíduos especiais após várias vidas ao longo de sua evolução, tendo chegado a um estado em que o desejo de uma nova camada, o nível “Humano”, surge neles. Eles se desenvolveram através dos níveis inanimado, vegetal e animal da matéria e viveram muitas encarnações diferentes como seres humanos em nosso mundo, mas agora um novo desejo surge neles, que começa gradualmente a desenvolvê-los em direção à sensação da força superior da natureza.

Hoje, este desejo está surgindo em milhões de pessoas em todo o mundo. E nós temos o método para efetivá-lo.

Da Convenção de Vilnius 24/03/12, Lição 3

Sentindo A Força Que Controla O Destino

Dr. Michael LaitmanTodo o nosso trabalho é encontrar em nós mesmos a oportunidade de sentir a força que preenche o mundo, controla o mundo e nosso destino, leva-nos através da vida e determina todos os eventos nela – o que vai acontecer com cada um de nós, a cada minuto.

Para fazer isso, nós precisamos constantemente mergulhar em nós mesmos, especificamente através de nós mesmos. Nós não seremos capazes de encontrar nada no mundo mecânico que nos rodeia. Somente através do refinamento de nossos sentidos, aumentando a nossa sensibilidade interior, é que vamos começar a sentir as finas camadas da natureza, bem como sua camada de informação. Esta camada nos revelará todo o programa da criação, tudo o que deve acontecer para nós, e que já aconteceu, e nos elevará acima da sensação de tempo, espaço e movimento mecânico para uma área totalmente diferente.

Assim, nós temos que constantemente nos aprofundar e procurar em nós mesmos a sensação desta camada de informação, desta força que controla tudo. Ela pode ser chamada de força fundamental da natureza, a força superior da natureza ou o Criador, porque tudo cria e contém todo o programa da Criação. Para isso, nós estamos juntos para aumentar o nosso impacto sobre o outro e, assim, ajudar cada um de nós a unir.

Nós começamos a criar um novo órgão sensorial no sentimento coletivo, que é capaz de revelar para nós a força que nos rodeia e penetra tudo. Ao estar nessa conexão correta e constante com os outros, eu me elevo acima de mim mesmo, saio de mim mesmo, e começo a sentir o que está entre nós. Isto se torna mais importante.

Mas o resto é meu, como o meu corpo animal. Quando eu desejo para sair completamente de mim mesmo, sentir o que está fora de mim, lá eu encontro essa força superior da natureza.

Conectar-se com ela é o objetivo da nossa existência. E todos nós queremos alcançar isso.

Da Convenção de Vilnius 24/03/12, Lição 3

Não Deixe A Porta Fechar

Dr. Michael LaitmanPergunta: Uma nova porta foi aberta para nós na convenção em Vilnius. Como eu posso colocar o pé e não deixar que a porta se feche?

Resposta: Em primeiro lugar, nós devemos temer perder isso, admirar a grandeza do estado que alcançamos e reforçar a nossa impressão, tanto quanto possível.

Nós não vamos entrar por esta porta de uma só vez. Isso levará meses. Afinal, nós estamos entrando em trabalho de parto e o nascimento da criança acontece de diferentes maneiras: às vezes é preciso um par de dias e, às vezes, um par de semanas. De qualquer forma, não importa quanto tempo nós podemos precisar, estamos falando de um processo que inclui as dores do parto, e não de um evento súbito.

Nós estamos na estrada, e se você quer que o processo continue se desenvolvendo, você deve aceitá-lo corretamente. Você continua seu caminho não porque ele é agradável e emocionante. Você não se importa com o próprio estado: a principal coisa é saber que ele dá o máximo de prazer ao Criador. Você tem que mudar o vetor da recepção para a doação.

Se você adicionar essa intenção, você vai avançar. É verdade, isso vai deixar imediatamente um gosto insípido em sua boca, mas vai garantir o seu progresso. Mais tarde, você vai conhecer o verdadeiro sabor, mas já em contato com o Criador, em doação. Agora você atrai a Luz para perceber isso.

Mas se você é inspirado por sensações agradáveis, se você está feliz por ter finalmente provado a delícia da união com os amigos, esse sentimento tem o sabor amargo do egoísmo e, portanto, não vai ficar com você. Afinal, você precisa estar adiantado para que o seu estado seja tirado de você. Você receberá um tratamento justo, o esquecerá, o buscará, e novamente o abordará, mas você estará mais pronto para ser imbuído da intenção, sem sentir.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/03/12, Perguntas sobre a Convenção

“Nós” Significa Um Novo Sensor

Dr. Michael LaitmanAté hoje, nós ainda estamos no nível animal do desenvolvimento. Nós passamos os níveis inanimado, vegetal e animal do desenvolvimento, e ainda não atingimos o nível “Humano”. O nível “Humano” é a imagem coletiva na qual todos nós estamos integralmente ligados.

O que a conexão integral nos dá? Por que a natureza nos empurra nessa direção através de sua lei de equilíbrio, obrigando-nos a conectar?

Hoje, nós percebemos o mundo através dos nossos cinco sentidos: visão, audição, olfato, paladar e tato. Se nós estivermos conectados integralmente, começaremos a sentir tanto a nós mesmos quanto os outros como se uma nova sensação integral do “nós” surgisse em nós.

Essa nova sensação integral, este novo sensor, nos permitirá sentir a natureza integral. Vamos começar a sentir a força da natureza, que nos envolve, dirige e gerencia, e que dá origem a todos os fenômenos. É a força que determina o nosso futuro, nosso destino.

Nós começamos a sentir o fluxo da vida – o passado, o presente e o futuro – como um fluxo de informação. Isto é o que podemos sentir quando adquirimos uma conexão integral com os outros. Com isso a pessoa sobe a um nível superior ao seu corpo animal e começa a sentir o que existe além da matéria: as forças, as correntes que existem fora de nós, acima de nós.

Isso é chamado de nível “Humano”, o nível da informação adicional, que determina a nossa vida inteira. A Natureza nos empurra até este nível para que possamos saber o significado de nossas vidas e sua finalidade. Isto é o que a conexão integral entre nós nos dá.

Portanto, nós enfrentamos um problema muito interessante que parece ter uma solução fácil. Mas, embora a solução esteja ao alcance da mão, ela contradiz totalmente o nosso ego.

É por isso que nós estamos preocupados com a disseminação deste conhecimento que reduz o sofrimento: nós queremos começar a sentir esta necessidade não pelo sofrimento, mas pelo reconhecimento; queremos entender com antecedência por que tudo acontece da maneira como ocorre. Quando uma pessoa começa a ver que o mundo é global, porque e como ela está interconectada, ela já começa a prever os acontecimentos e entender o que e como deve acontecer se agirmos de uma maneira ou de outra.

Nós esperamos que este método se torne o método para a tomada de novas decisões, e que a humanidade seja capaz de sair da crise, não apenas da crise econômica, mas da crise geral.

A crise é realmente o nascimento de um novo estado. É como as dores de parto, quando o bebê faz um esforço para sair do útero, para o nosso mundo. Nós também estamos atualmente atravessando o mesmo ponto de virada em nossa consciência, em nossa compreensão do mundo e de nós mesmos.

Da Convenção de Vilnius 22/03/12, Lição Preliminar

A Aterissagem Final do Ego

Dr. Michael LaitmanDe certa forma, nós sempre soubemos o que fazer e para onde ir. A Natureza sempre nos empurrou por trás: nós queríamos evoluir, fazer mais e expandir, desenvolver a ciência e a tecnologia – tudo que podíamos.

Hoje, nós não queremos nada. Nós estamos paralisados, calados. O nosso ego, que ao longo da história era a força motriz da humanidade, deixou de funcionar. Ele não evoca nenhum desejo ou impulso em nós, não nos empurra para frente. Nós já passamos por muitas mudanças na sociedade, nos desenvolvemos, construímos, criamos e fizemos revoluções. A humanidade sempre tentou fazer algo, avançar. Nós estávamos buscando.

Atualmente não há busca. Não existe um paradigma de pensamento, nenhum plano claro e preciso do que queremos e em que direção nos desenvolver. Isto é o que caracteriza o nosso tempo.

O principal problema é que isso se aplica a todos. Nunca houve algo assim na história. Todos os países e continentes: Oceania, Ásia, América do Norte e América do Sul, Europa, Extremo Oriente, Japão, China e África, todos se desenvolveram a sua própria maneira, em seu próprio ritmo e não eram dependentes um do outro.

De repente, nos tornamos tão dependentes que este problema tornou-se global. Nós nos encontramos num mundo onde tudo está conectado. Nós não queremos isso, mas a conexão mútua é tão forte que se manifesta diariamente e afeta virtualmente cada um de nós. Se alguma coisa acontece em algum lugar do mundo, é sem dúvida imediatamente refletida em nós. Vemos o que está acontecendo nos mercados de ações em Nova York, Tóquio, Alemanha, ou Frankfurt, o que está acontecendo com o óleo ou metais… Se há um terremoto, um furacão ou um vulcão que explode em algum lugar, isso é refletido em todos. Nós estamos num mundo em transformação que sequer podemos imaginar o que fazer a seguir.

Se traçarmos um gráfico simples do desenvolvimento do ego num eixo de tempo, veremos que estávamos acostumados a nos desenvolver mais ou menos uniformemente. Somente no século XX é que o nosso ego cresceu muito rapidamente. Fizemos um grande avanço em todos os aspectos da vida: na tecnologia, educação e formação, desenvolvendo terras e conquistando o espaço. De repente nos encontramos numa “aterrissagem”. Nós atingimos o máximo do nosso ego, e isso não nos empurra a lugar algum. Chegamos a este estado no final do século passado.

Este é um problema muito sério, que grandes homens e grandes mentes estão lidando. Mas hoje nós estamos começando a pesquisar e entender, começando a perceber o que aconteceu.

Da Convenção de Vilnius 22/03/12, Lição Preliminar

O Mundo Na Encruzilhada

Dr. Michael LaitmanHoje, vamos falar da crise que afeta toda a humanidade e de sua possível solução, que o método da educação integral proporciona.

A humanidade entrou num período difícil e se transformou de tal forma que se sente completamente perdida.

As pessoas estão muito pouco preocupadas com família, sociedade, educação, formação e com os problemas públicos, governamentais e sociais; elas não conseguem encontrar soluções para os problemas que surgem em cada atividade individual, social e governamental. Nós nos encontramos num estado que não podemos compreender.

No entanto, nos últimos anos (79-80 anos), os cientistas suspeitaram do que estava acontecendo. Começando nos anos de 1920, os primeiros artigos apareceram sugerindo que o mundo estava entrando numa área completamente diferente de desenvolvimento, que estava subindo a um nível totalmente diferente: o nível do desenvolvimento integral. Muitos pesquisadores escreveram sobre isso. Na década de 1960, o famoso Clube de Roma falou sobre isso, bem como muitos pesquisadores e organizações.

Hoje, durante a crise, nós chegamos a um estado muito profundo do qual não conseguimos encontrar a saída.

Anteriormente, a crise tocava apenas os problemas da criação e educação de crianças. Nós estávamos insatisfeitos com o que estava acontecendo, mas de alguma forma suportávamos, embora víssemos que as escolas não educavam as crianças, que as nossas crianças sofriam intimidação, violência e abuso na escola. Mas nós tolerávamos isso.

Então, nós começamos a perceber como as pessoas de repente pararam de se preocupar com a família e a família começou a se desintegrar, o que não ocorria 100 a 200 anos atrás. Ao longo da história humana, aceitava-se que a pessoa vivesse numa família com seus pais e então criasse sua própria família. Depois, seus filhos nasciam, e eles permaneciam todos unidos numa casa comum; mas agora tudo está passando por um declínio crítico. As pessoas começaram a se divorciar, os filhos a se afastar de seus pais, as pessoas não querem se casar ou constituir família. Esta é também uma crise, porque este fenômeno não é natural para nós, como pessoas.

E o que vai acontecer com as gerações futuras? Nós já estamos enfrentando um problema demográfico, onde os idosos são mais numerosos do que os jovens. E quem sabe quem vai cuidar deles na velhice. O que vai acontecer com você se você não tem filhos? Quem vai apoiá-lo?

As pessoas nem sequer pensam que uma geração apoia a outra. Pelo menos três gerações são necessárias: os idosos, os pais e os filhos, para que eles apoiem, eduquem uns aos outros, transmitam conhecimento, cuidem da família; os jovens cuidam dos idosos e os idosos transmitem sua experiência e valores da vida. Não há nada como isso.

Então, há os problemas com drogas e a depressão, a qual é tão forte que os médicos consideram hoje a doença número um do século, não só a doença em si, mas também suas consequências. A causa, a origem da maioria das doenças no mundo é a depressão, a ansiedade intensa, o desapego e o desamparo.

As últimas crises envolvem a crise na ciência, na educação, em todas as coisas. A crise na ciência começou a partir do ponto que paramos de acreditar na ciência. Antes, nós pensávamos que através da ciência chegaríamos a uma boa vida, conquistaríamos o espaço, nos estabeleceríamos em outros planetas e teríamos possibilidades ilimitadas à frente. De repente, fechamos todos os programas espaciais; não estamos mais interessados ​​na exploração do espaço; nós não pensamos que podemos encontrar alguma coisa lá. No final, tudo está se desacelerando. A pessoa se sente deprimida, não quer nada.

A mais recente crise é a crise econômica. É a mais dura e mais difícil porque afeta todos os aspectos de nossas vidas. Alimentação, saúde, aquecimento, segurança, tudo depende da economia. Mas a economia se recusa a funcionar; ela já não funciona mais e não sabemos por quê. Empresas fecham, “bolhas” financeiras inflaram, e todo o tipo de mau uso do dinheiro ocorre. E tudo o que era para se desenvolver bem, para o nosso benefício, se volta contra nós.

Mas o que é interessante é que ninguém consegue lidar com isso, nem os eminentes economistas, nem os políticos, mas todos nós estamos dispostos a ajudá-los porque não vamos sobreviver sem a economia. Acontece que não sabemos o que fazer. Um grande número de altos políticos, chefes de estados, o G8, G20, se reúnem e não conseguem resolver nada. Eles não sabem o que fazer.

Da Convenção de Vilnius 22/03/12, Lição Preliminar

Estágios De Ascenção Em Direção Ao Criador

Dr. Michael LaitmanA ciência da Cabalá descreve os estágios do desenvolvimento que devemos atravessar ao nos aproximarmos uns dos outros a fim de revelar a Força Superior. De acordo com as nossas aspirações em direção à união, ao anularmos nosso egoísmo, subirmos acima dele e nos unirmos, nós chegamos ao primeiro nível e sentimos esta força no nível de Nefesh (nível inanimado). Nós começamos a sentir que algo está entre nós, mas ainda não podemos compreendê-lo exatamente. Existem algumas sensações, mas que ainda não são definíveis ou determináveis.

Mais tarde, com um desejo mais forte pelo outro, nós chegamos a uma conexão mais forte e começamos a sentir como “penetrar” um pouco um no outro e sentir mais a conexão. A partir daí, emerge uma maior sensibilidade, a capacidade de sentir. E não apenas sentir, mas determinar e compreender como fazê-lo. Assim, surge a sensação no nível de Ruach, o nível do movimento. De acordo com o nosso movimento em direção ao outro, nós podemos entrar em contato com esta força em diferentes níveis de esforço, mais ou menos de acordo com as nuances de nossos encontros. Nossos movimentos e a compreensão desta força superior acontecem em algum tipo de diálogo: em nosso esforço e na sua resposta, a reação da força superior.

Nós avançamos no sentido de estabelecer uma harmonia ainda maior entre nós e de começar a sentir como nos conectar, mas também para dar e receber do outro. Assim, nós chegamos à sensação da força superior e nos comunicamos com ela doando ou recebendo dela. Este nível é chamado de Neshama, o nível de Bina, um nível extremamente elevado.

Então, nós chegamos a uma percepção mais profunda da interação entre nós: qual o caminho a trabalhar, recebendo do outro ou dando ao outro através de si mesmo. Ao dar aos outros através de si mesmo, nós alcançamos o nível da Luz de Hochma ou Haya.

Finalmente, nós chegamos ao estado em que sentimos todos como um todo. Não há diferenças, comunicação, transições e transmissão, mas tudo se funde numa gota de água e, em seguida, toda a separação desaparece totalmente. Nós chegamos ao nível de Yechida (da palavra “união”): a união completa entre nós e a força superior.

Esses cinco níveis somente são alcançados conforme a conexão entre nós; quando o nosso egoísmo pessoal, o protecionismo e tudo que é pessoal forem removidos, a pessoa sobe e vive apenas em comum.

Para desenvolver esta possibilidade, tal instrumento de percepção, nós nos reunimos num grupo durante os congressos, em todas as nossas ações, e gradualmente desenvolvemos isso dentro de nós mesmos.

A nossa época é especial, porque nos obriga e nos move em direção a isso, e não só nós, mas toda a humanidade é movida em direção aos estágios iniciais, quando a pessoa ainda não entende o que significa “desenvolver sentimentos, unir e se conectar com os  outros”.

É preciso muitos passos antes que a pessoa descubra: “Por que tudo isso? Eu tenho isso?”. Ela age automaticamente ao olhar para os outros. E só mais tarde, algo começa gradualmente a “se mover” dentro, como se rompesse de dentro. Ela começa a sentir algo mais, algo novo e totalmente desconhecido surge lá, como uma entrada para uma área absolutamente nova, que estava completamente oculta antes.

E o mundo nos ajuda com isso hoje, ao permanecer num estado totalmente incompreensível e confuso. Todas as pessoas no mundo, de jovens a idosos, pobres e ricos, fortes e fracos, ninguém sabe onde está. Todo mundo está procurando, mas não sabe onde. Eles agem mecanicamente tentando viver a vida que costumavam ter, mas ela não está mais lá.

Da Convenção de Vilnius 23/03/12, Lição # 1