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O Mundo Depois Da Convenção, Ou A Bola Está Em Nossas Mãos

The World After The ConventionPergunta: Eu realmente gostaria que o mundo fosse um lugar melhor após a Convenção, um lugar onde ninguém tirasse proveito dos outros, onde não houvesse mais dor, minha conta bancária estivesse bem e a vida fosse boa. Isso é possível?

Resposta: Eu acho que isso está em nosso poder. Basta imaginar que muitos de nossos amigos em todo o mundo se unem em torno desta Convenção. Estas são as pessoas que têm as centelhas espirituais, as partículas do mundo superior. Se nós as conectarmos todas, poderemos fazer qualquer coisa!

Uma vez que todo o nosso mundo é inanimado, ele não tem o poder de mudar nada. Agora, quando isso se torna tão claro, nós vemos que ninguém pode gerir o mundo, e ninguém sabe como controlá-lo também.

Um século ou dois atrás, nós podíamos fazê-lo, já que o nosso ego ainda não era tão desenvolvido , e nós podíamos mudar a forma como o utilizamos. No entanto, isso é impossível agora. O ego tornou-se fechado, redondo, e ninguém no mundo sabe o que fazer com ele.

Só nós podemos tirar vantagem do fato de que ele se tornou redondo, o que significa conectado e amarrado com os outros, enquanto os egoístas não podem, pois estão todos separados. Assim, quando o mundo se torna global, fortemente conectado e mutuamente interdependente, todo mundo levanta as mãos em desespero, e ninguém sabe o que está acontecendo. Nós vemos que eles não conseguem sequer gerenciar sistemas financeiros, não porque não têm conhecimento suficiente, mas porque as regras do mundo mudaram.

A conexão integral, o sistema analógico que está agora tomando o controle, não vai deixar que um indivíduo ou um grupo egoísta administre as coisas. Só se você estabelecer um sistema analógico entre várias pessoas, você pode mudar o mundo de alguma forma, usando-o como um painel de gestão. Os egoístas não podem fazer isso. Só nós podemos, e isso inclui também a sua conta bancária.

Portanto, tudo está em suas mãos. Se você nos pedir para conectar a você, você vai ver como isso acontece. Não é misticismo ou magia, mas verdadeiras leis espirituais, o que significa que estão acima do nosso mundo. Se você mudar positivamente a maneira como o sistema funciona, você vai ver até que ponto as coisas mudam no mundo físico, já que o mundo é o  resultado das forças espirituais. Nada acontece por conta própria. Tudo é gerenciado por uma força interior à qual você terá acesso.

Assim, você vai entender por que nós precisamos de sofrimento neste mundo, incluindo um saldo negativo em sua conta bancária e tudo o que está acontecendo no mundo. Tudo isso serve para nos despertar para subir para a força superior, mesmo que seja para gerir nossa vida corpórea. Da altura desta força, nós realmente podemos fazer algo, mas enquanto não fizermos isso, os problemas e dificuldades em nosso mundo só vão crescer. Portanto, a bola está em suas mãos.

Da Conversa sobre a Preparação para o Congresso em Nova Jersey, 10/05/13

Amando O Pai Difícil

Suponhamos que eu magoei alguém. Ele pode amar-me de volta em vez de sentir ressentimento e ódio em relação a mim? Para quê? Talvez eu seja maior e mais inteligente. Ou talvez ele me ame uma vez que pelos golpes eu o quero trazer para o bem, para algo especial e sublime?

Por exemplo, eu pressiono o meu filho pequeno a estudar para que ele cresça mais esperto e se torne um “grande homem.” Ele agora pode não gostar e pode querer ir brincar, mas eu obrigo-o a estudar.

Em resposta, ele não me ama, pelo contrário, ele me odeia. No entanto, mais tarde, como resultado de meus golpes ele cresce mais inteligente e graças ao estudo desenvolve-se internamente. Eu o forço a desenvolver-se, e com o tempo ele entende que eu o faço para o seu próprio bem. Sim, eu pressiono-o e forço-o a seguir o caminho difícil, mas isso não significa que eu não o ame, como ele pensava anteriormente. Não, eu faço-o desta maneira, porque eu quero o que é melhor para ele e eu sofro ainda mais do que ele por causa da minha dureza, mas simplesmente eu não tenho outra escolha

Então, o Criador também não tem outra escolha: Esta é a única maneira que Ele pode criar o ser criado. Só então, à medida que ele se desenvolve, ele irá se voltar para o Criador não por causa dos golpes ou os prazeres que vêm d’Ele, mas de um modo propositadamente diferente, entendendo que o Criador o desperta a esforçar-se e ascender, a atingir o eterno, a vida perfeita, para vir para a compreensão eterna, e para alcançar a um nível novo e especial.

Quando ele alcança isto ele já tem dois tipos de natureza:

1. Os sentimentos de prazer e sofrimento que vêm do Criador.

2. E acima deles, um novo amor que ele sente pelo Criador, invés do ódio que sentia anteriormente

É desta forma como o ser criado se torna independente da sua natureza inicial e recebe uma segunda natureza.

Neste mundo às vezes eu também quero que as pessoas me amem, não porque eu sou bonito e bom, mas que elas me amem só como eu sou, mesmo que eu as trate mal. Eu quero que tu me ames e me valorizares, apesar de eu te tratar com dureza e te causar dor. Eu quero que tu me ames não por causa do modo como eu te trato a ti e aos outros, mas por causa de quem eu sou.

É um pouco como o jogo que o Criador brinca connosco quando Ele estabelece relações diretas connosco e, ao mesmo tempo nos permite focar numa outra “linha direta.” É como a relação que vemos entre pais e filhos, quando os pais amam as crianças, embora elas lhes causem grandes problemas e preocupações. É dito: “O amor cobre todos os pecados”.

Assim, podemos entender o jogo que o Criador joga connosco. Todo o nosso trabalho envolve transcender o corpo que só sente prazer ou dor e estabelecer a atitude certa para com o nosso Mestre, que nos ensina a transcender o nosso “animal”, e a apreciar a sua essência: Porque é que Ele faz isto e para quem? Ele o faz apenas para o nosso bem.

É dito que Ele sofre mais do que nós, uma vez que Ele tem de se esconder e tem de submeter a nossa parte “animal” a diferentes sofrimentos. Ele faz isso para que possamos transcender este nível (o nível animal) e tornarmo-nos seres humanos, sublimes, eminentes, maduros e desenvolvidos. Ele quer que nós apreciemos sua atitude de acordo com sua essência e não de acordo com a forma como ele nos evoca a transcender o “animal”, ignorando os prazeres e os sofrimentos que Ele nos envia intencionalmente, e ver tudo tendo em mente que tudo está direcionado ao objetivo.

Em termos Cabalísticos significa que realizamos uma restrição (Tzimtzum) sobre o sentimento “animal” de prazer ou dor, apontando apenas para o objetivo, ou seja, realizamos Zivug de Hakaa (acoplamento por golpe) acima de todos os prazeres corporais, a fim estar apenas em doação mútua com o Criador, independentemente de todos os meus prazeres e sofrimentos “animais”. Este é já um nível diferente, mais alto, no qual eu estabeleço a minha conexão com o Criador de acordo com o quanto nós pensamos acerca desta conexão, do objetivo único, do estado especial.

Voltando ao exemplo do pai e filho: Quando o filho já entende porque o pai o trata com dureza e força-o a estudar, ele transcende os sofrimentos e sobe para um novo nível de relacionamento com seu pai, já que ambos se preocupam com o seu sucesso. Graças a isso, eles estão em unidade, em adesão e, em uma intenção comum; eles estão conectados e entendem-se um ao outro. Este é já um nível espiritual, a unidade de espírito, apesar da dor e das limitações que o filho tem experimentado do seu pai no nível corporal.

Estes dois níveis são essenciais, pois caso contrário o pai e filho não vão ser capazes de estabelecer uma conexão real, pessoal, interna entre eles. Sem a conexão espiritual , estarão á conectados apenas por aquilo que recebem um do um outro, que está no “nível animal”, onde o ser criado é, sem dúvida, dirigido pelo Criador e permanece dependente para sempre. Este exemplo explica claramente a base da nossa conexão com o Criador.

Da Conversa sobre a Preparação para o Congresso em Nova Jersey, 10/05/13

Uma Convenção Que Nos Leva À Eternidade

Dr. Michael LaitmanRabash, Shlavei HaSulam (Degraus da Escada), “O Propósito da Sociedade” (parte 1, 1984): E é por isso que nos reunimos aqui, para estabelecer uma sociedade onde cada um de nós segue o espírito de doar ao Criador. E para conseguir a doação ao Criador, nós devemos começar com a doação ao homem, o que é chamado de “amor ao próximo”.

Graças a isso, nós seremos capazes de doar ao Criador, a força geral de doação. Isto é o que nós chamamos de atributo pelo qual nos elevamos acima do nosso ego.

A doação mútua é o amor ao próximo. Se eu amo alguém, eu quero dar-lhe tudo e ter certeza de que ele se sente bem. É como se eu estivesse constantemente nele e eu me vejo apenas como um meio para doar-lhe, o que me ajuda a superar a mim mesmo.

Esta é a razão da criação de um mundo tão grande, com tanta gente nele. Isso nos permite reunir e criar um grupo onde pela conexão mútua entre nós todos serão capazes de transcender o seu ego e ver que têm os meios para adquirir uma segunda natureza: a doação. Na verdade, isso é o que chamamos de saída do ego, do seu sistema limitado.

E, por outro lado, ter orgulho que o Criador nos deu a chance de estar numa sociedade onde cada um de nós tem apenas um único objetivo: que a Divindade habite entre nós.

Nosso objetivo é que a revelação do mundo superior nos preencha. Isso é chamado de “a revelação da Divindade”, que ocorre especialmente entre nós. Cada um de nós é um egoísta, mas quando nós saímos da nossa natureza e começamos a nos elevar acima de nós mesmos, uma grande força coletiva é criada entre nós, cheia de doação mútua. Nós temos certeza de que alcançamos essa força mútua quando doamos mutuamente um ao outro, e nossa preocupação é chamada de garantia mútua.

Todos nós sentimos o mundo superior nesta força geral. Aí nós descobrimos as forças de todas as pessoas que viveram antes de nós e que vivem neste mundo junto com a gente, de todas as pessoas que superam a si mesmas e vivem num estado eterno.

Esta força geral é uma alma coletiva. Não existem almas individuais separadas, mas uma só alma para todos. Mas nela todos sentem o mundo eterno em diferente profundidade e largura, na medida em que se elevam acima do seu ego.

Nós passamos por subidas e descidas ao longo desta estrada que atraem diferentes estados onde o mundo eterno parece estar mudando. A verdade é que ele não muda, como se diz: “A Luz está em repouso absoluto”. Mas nós sentimos como se ele mudasse, uma vez que estamos realmente mudando. Nosso ego está se transformando o tempo todo, nós o superamos de diferentes maneiras, e, consequentemente, a imagem do nosso mundo e os sentimentos que experimentamos são muito dinâmicos.

Assim, nós podemos avançar até que tudo seja totalmente revelado e este é o fim da correção. Todas as pessoas no mundo devem chegar a isso. Mesmo que os corpos mudem, nossas partes espirituais permanecem as mesmas. Os corpos nos separam do sentimento geral em indivíduos, mas se nós deixamos o corpo, imediatamente sentimos um mundo e nós mesmos como um só. Isso é precisamente aonde estamos indo.

Os esforços que fazemos na Convenção dependem de nós. Nós podemos experimentar este estado eterno por alguns minutos. Pode ser temporário ou desaparecer, mas o fenômeno real vai permanecer e vai nos atrair para frente com força, nos ajudando a superar as fases futuras.

Se nós realmente fizermos grandes esforços, então, para além deste mundo, vamos sentir o mundo espiritual e viver em dois mundos. Tudo depende de nós. Se nós pudermos inicialmente pensar nisso e estivermos nos preparando para isso, então quem vier à Convenção vai se juntar a nós e vamos todos avançar juntos.

Portanto, vamos esperar a revelação do mundo superior, que devemos sempre ver como o objetivo que é alcançado pela nossa unidade.

E, embora ainda não tenhamos alcançado esse objetivo, isto é, não sentimos o mundo superior através da saída do nosso ego, nós temos o desejo de alcançá-lo. E isso também deve ser apreciado por nós.

É verdade que nós recém começamos, mas esperamos atingir o objetivo, e isso deve ser apreciado por nós. Cabe a nós, e depende dos nossos esforços. Diz-se: “A pessoa pode comprar o seu mundo em uma hora”. Se as pessoas, que são parte de um grupo, realmente desejarem superar a si mesmas, elas realmente vão sentir esta subida.

Da Conversa sobre a Preparação para o Congresso em Nova Jersey, 05/10/10

Preocupações Do Embrião

The Embryo's WorriesRabash, Shlavei Hasulam (Degraus da Escada), Artigo 38, “O Que um Copo de Bênção Deve Estar Cheio, na Obra”: Uma vez que é um trabalho duro superar constantemente a si mesmo e anular-se diante do superior, de modo que o superior fará o que quiser. Isto é chamado de Ibur, o estado de pequenez que é mais restrito.

Por um lado, é um estado de pequenez (Katnut), o estado de um “embrião”, o nível mais baixo possível, e por outro lado, é um estado de grandeza (Gadlut). A questão aqui é em que nível eu permaneço como um embrião. É porque a fase de Ibur (concepção) inclui todos os estados e todos os níveis. Só depois é que passo para os níveis de Yenika (sucção) e Mochin (mente), quando eu já trabalho com o meu desejo a fim de doar, continuando na mesma direção da autoanulação que está no nível do embrião. No entanto, eu já me anulo, não só restringindo-me, limitando o meu desejo, mas também em usando-o a fim de doar, na mesma direção que eu comecei a usá-lo inicialmente.

Assim, o nível de embrião, que é a base de tudo, é grande e único. Desta forma, o futuro ser humano continua a sua fase embrionária, mas ele já a usa de forma diferente. De um jeito ou de outro, nós estamos constantemente nos anulando diante do Criador, diante da Luz superior, de modo que ela vai nos mostrar a nossa natureza e nos dará mais força.

Anular-se diante do superior significa subir acima do meu eu atual e assumir a sua forma. “Embrião” (Ubar – רעֻבָּ) é um estado estático de quem passa (Over – עוֹבֵר) de um estado para outro. Além do mais, ele se move sentindo raiva, e contra os seus desejos naturais, uma vez que sempre esclarece e supera a si mesmo sob pressão.

No início, este caminho parece muito difícil e inatingível. É possível viver assim? É claro que é impossível se tivéssemos que agir sozinhos. Mas o Criador criou a quebra dos vasos para nós, e nós podemos trabalhar num estado de um embrião com a ajuda do ambiente, e não sozinhos. Nós estamos rodeados de amigos e trabalhamos com eles. Assim, nosso trabalho é dividido em muitas partes de acordo com os nossos esforços, e cada parte se junta aos outros. Por fim, nós juntamos os esforços adequados para o estado de Ibur, e finalmente o aceitamos.

Portanto, nós devemos entender que a parte mais difícil não é a autoanulação, mas a unidade e a conexão do grupo. Se eu me juntar os amigos, eu vou ter o poder de me tornar um embrião.

Da Convenção dos Homens “O Próximo Passo” 26/04/13, Lição 2

A Convenção Em Nova Jersey: Unidos Em Um

Dr. Michael LaitmanPergunta: A Convenção de unidade em Nova Jersey está chegando. Nós entendemos que tudo depende da preparação. Como nossos amigos em todo o mundo precisam se preparar para este encontro?

Resposta: Primeiro de tudo, nós nos conectamos na Convenção para alcançar unidade, Arvut, fusão entre nós: todas essas condições são necessárias para descobrir a força superior que controla o mundo e constrói toda a realidade. Este é o objetivo de aprender a sabedoria da Cabalá. Isso é projetado especificamente para encontrar essa força superior. A sabedoria da Cabalá é a revelação da força superior às criaturas, como Baal HaSulam escreve no artigo, “A Essência da Sabedoria da Cabalá”: “Esta sabedoria não é nada mais, nada menos, do que uma sequência de raízes, que pendem por meio de causa e consequência, por regras fixas e determinadas, entrelaçando-se num objetivo único e exaltado, descrito como “a revelação de Sua Divindade às Suas criaturas neste mundo”.

Esta é a razão de nos reunirmos numa Convenção: construir as condições através das quais o Criador será revelado. A descoberta do Criador às criaturas é o objetivo da sabedoria da Cabalá. Isto é realizado através da unidade entre nós. Isto é o que queremos alcançar numa Convenção, e nós devemos pensar sobre isso.

A força que descobrimos é a força de doação e amor. O “Criador” é o fundamento da doação e amor. Ele é o bom e benevolente, porque a benevolência é a característica de alguém que faz o bem. E “não há outro além do bom que faz o bem”.

Para revela-Lo, nós também precisamos adquirir dois detalhes de percepção:

· Não há ninguém, exceto nós, unidos como uma pessoa com um coração;
· Cada um de nós é bom e benevolente para todos os outros.

Desta forma, nós criamos um “lugar” onde o Criador pode ser descoberto de acordo com a lei de equivalência de forma. Quando as relações entre nós forem ajustadas para o princípio do “bom que faz o bem”, então o Bom superior que faz o bem vai se manifestar entre nós. É assim que vamos revelar o Criador nas criaturas, tornando-nos a Shechinah, ou seja, o “lugar” onde Ele habita.

Isto é o que nós queremos descobrir em todo o mundo na Convenção que será realizada em uma semana. É para isso que devemos nos preparar.

Deve ser dito que a Convenção será única em seu escopo. Uma grande variedade de participantes estará reunida lá, e isso é bom. Diversidade fortalece a unidade.

Eu espero que nós possamos nos conectar corretamente e que todos nós sintamos que pertencemos a essa unidade para a qual devemos retornar; para sermos integrados, para sermos como um de novo. Então, dentro desta unidade comum, o Criador será descoberto, e a descoberta dessa força superior vai resolver todos os nossos problemas, tanto físicos como espirituais.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/05/13, “A Garantia Mútua”

Não Seja Um Prisioneiro Do Sono

Dr. Michael LaitmanDepois de uma Convenção masculina muito poderosa, nós sentimos grande pesar. Mas eu acho que deveria ser o oposto, uma vez que nós subimos para um novo nível, recebemos novos desejos, e agora temos que sair e lutar contra o mundo limitado a que nos dirigimos. Nós temos que lutar para que todas as confusões e o endurecimento do coração que vamos sentir, não diminuam o nosso sentimento de espanto e euforia. Se não deixarmos que as coisas nos acalmem, todas as fechaduras se tornarão aberturas e as portas vão se abrir.

Se você se sentir pesado e indiferente, é sinal de que está trabalhando com seu puro egoísmo primordial. É a maneira como ele age em sua forma pura, como a sensação de um escuro desejo extinto que não se preocupa com nada. Agora você recebeu mais dez quilos ou 10 onças de desejo, não importa o quanto, e caiu sob esta carga.

Você não deve se recusar a receber o novo desejo, uma vez que isso é considerado desrespeito à chance de avançar, ao presente que é dado do Alto. Mas você deve pedir duas coisas: do grupo – apoio, capacitação, garantia mútua e responsabilidade mútua; e do Criador – correção, despertar, alegria e Luz.

Você tem que pedir. Não há nada que você possa fazer, exceto isso! Se você para de pedir, você imediatamente cai num estado de inconsciência. Portanto, você deve sempre pedir e orar internamente, com foco no grupo e no Criador, segurando-se a esta oração. Caso contrário, você cai num sono profundo.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/04/13, Talmud Eser Sefirot

Para Nascer Além Da Machsom

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós podemos esperar atravessar a Machsom na Convenção de Nova Jersey, de 10 a 12 de maio?

Resposta: Se você sabe exatamente o que significa atravessar a Machsom e quer fazê-lo, então você certamente vai ter sucesso. Atravessar a Machsom significa entrar no grupo e nascer no mundo espiritual.

Para nascer, o ponto no coração, a gota de sêmen espiritual, tem que ser levado para cima e ser transformado numa “gota branca”, o embrião de sua alma que pertence à Luz. Através dele você vai sentir a espiritualidade e nele vai sentir a auto-anulação: primeiro no que diz respeito ao grupo, depois em relação ao atributo de doação e, em seguida, no que diz respeito ao Criador. Este será o primeiro sentimento do mundo espiritual: a auto-anulação.

Então, a partir desta gota de sêmen espiritual, o embrião vai começar a se desenvolver, e cada vez mais ego será adicionado à auto-anulação, o qual você vai corrigir e transformar em matéria para conexão com o grupo. Então você vai construir o seu vaso, ou seja, o corpo espiritual, e continuará a mover todo o seu ego para o outro lado, para além da Machsom.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/04/13, Escritos do Rabash

É Necessário Estar “Em Tempo”

Pergunta: Como é que um aluno que aprende Kabbalah precisa se ​​relacionar com um mundo em que há tantos problemas: terror (como as recentes bombas em Boston), as crises econômicas e desequilíbrio ecológico? O que precisa ser feito?

Resposta: A verdade é que o mundo está em um estado muito mais difícil do que pensamos, falta compreensão e conhecimento. Há um período de reação da natureza, que está acumulando nossas influências negativas, toda a destruição que jogamos nela. A principal destruição existe no nível humano, nas relações entre nós, pois por isso, influenciamos diretamente o lugar mais vulnerável, o próprio sistema.

Houve um tempo quando o dano que causamos não era tão grande. Foi quando destruímos algo na “grosseira”, parte mecânica da natureza. Depois disso, começamos a destruir seus sistemas mais sutis, como se diz, os mecanismos eletrônicos ou elétricos que ativam toda a natureza. Nós, finalmente, chegamos ao programa em si, onde cada pequena lesão traz terríveis consequências negativas em todo o sistema. [Leia mais →]

Convenções: Quebrando A Casca Do Velho Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós estamos agora no limiar de três grandes Convenções. Que estado o grupo mundial deve alcançar como resultado das próximas Convenções?

Resposta: Nessas Convenções, nós temos que alcançar a entrada para o mundo superior, começar a senti-lo, pelo menos temporariamente!

Antes que a pessoa entra no mundo superior, ela se move como um verme que tenta sair de um rabanete. Ele mete sua cabeça um pouco para fora e puxa para trás, vem para fora e volta outra vez. Ele se move como um pistão, para trás e para frente.

Da mesma forma, nós fazemos o mesmo: metemos nossas cabeças para fora e para dentro, projetamos e voltamos, até que a pressão desejada se acumula e a usamos para finalmente sair do rabanete, do nosso mundo. Assim, há momentos quando roemos a casca do rabanete e começamos a quebrá-lo.

Este é um passo difícil, mas eu espero que o façamos em nossas Convenções e, pelo menos, comecemos a sair, a respirar numa realidade diferente.

Da Lição Virtual 21/04/13

O Propósito Da Vida É A Revelação Do Criador

Dr. Michael LaitmanNós sempre esclarecemos a questão do “não há outro além Dele” em nossas Convenções. É uma questão muito importante, porque ela realmente abre a essência da sabedoria da Cabalá, ou seja, o método para a revelação do Criador, a única força que atua em toda a criação.

Além dessa força, não há nada na verdade. Todo o resto é o que ela gera, desenvolve, estimula e gerencia. Tudo depende dessa força única. Não faz diferença se nós a chamamos “Natureza” ou “Criador”; ela cria e gerencia tudo, mas é realmente uma.

Ao contrário de outras partes da natureza (inanimada, vegetal e animal), o homem tem um objetivo, um papel, um propósito, e tem que alcança-lo: descobrir esta força e senti-la. A percepção dessa força e sua revelação acontecem de acordo com a lei básica da física, a lei básica da natureza, a lei da equivalência de forma: à medida que os nossos atributos são semelhantes aos do Criador, nós O sentimos, nos tornamos parte Dele e nos unimos com Ele.

O Criador constantemente nos empurra para esse estado para que O alcancemos. Este movimento ocorre desde o início da criação até seu final, até que O descubramos inteiramente. Nós começamos o caminho de revelar e alcançar o Criador enquanto estamos em nosso mundo.

O nosso mundo oculta o Criador de nós.

O Criador influencia este mundo. Ele nos influencia; e se nós percerbemos Sua influência corretamente, como essencial para alcançá-Lo desde dentro e a partir deste mundo, então vamos avançar ao Criador. Nós recebemos a sabedoria da Cabalá para nos sintonizar com a revelação do Criador através da casca exterior do nosso mundo.

Ao revelar o Criador, nós alcançamos nossa origem, nossa raiz, o estado de eternidade e perfeição. Nós podemos nos desconectar de nosso corpo a tal ponto que o nosso corpo (desenhado como um ponto do qual O alcançamos, o ponto no coração) e o nosso mundo, de repente, desaparecem.

Nós começamos a sentir que há um Criador em tudo isso, uma Luz superior. Tudo o que foi descrito anteriormente para nós, nosso corpo, os cinco sentidos, com os quais sentimos a nós mesmos e o mundo, tudo parece evaporar, desaparecer, e, com isso, vemos uma Luz superior.

Este é o estado que temos que alcançar. Ele é muito real, muito mais real do que o nosso mundo “ilusório”. O artigo “Não Há Outro Além Dele”, nos diz como fazer isso.

Da Convenção Europeia 23/03/13, Lição 3