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Ciência Emocional

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a diferença entre cuidar e servir? Você diz que é preciso atrair os estados futuros. Isso é confuso, porque eles realmente não existem dentro da nossa sensação.

Resposta: Certamente. Portanto, isso não é compreensível. Nós entendemos apenas o que nos é dado na sensação. A matéria do mundo, da criação, é o desejo. Assim, os sentimentos são primários. Em primeiro lugar, nós sentimos, e depois começamos a entender o que estamos sentindo, as razões, todos os tipos de conexões e tudo o que está acontecendo dentro do próprio desejo. Nós entendemos como ele é reforçado e como é possível recuperá-lo, e assim por diante.

É muito importante entender que a principal coisa é o desejo, ou seja, o sentimento.

O que aborda a diferença entre cuidado e serviço? Bem, “serviço” ou “uso”, estas palavras não são boas, porque indicam que devemos fazer algo sem entendermos. Isto é o que foi ensinado, ordenado e forçado sobre nós. Eu não estou dizendo que isso é ruim. Por exemplo, servir uma nação é outra coisa. No entanto, isso é algo que não pode estar no caminho espiritual.

No caminho espiritual, é necessário alcançar tudo emocionalmente dentro de nós mesmos e, depois disso, explorar as nossas emoções. Em que nível de desejos se encontra Shoresh (raiz), Aleph (primeira), Bet (segundo), Gimel (terceiro) e Dalet (quatro)? Que Luz é estendida a estes desejos de acordo com a nossa intenção? O grau de intenção –Shoresh, Aleph, Bet, Guimel, Dalet– determina a quantidade de Luz que é revelada, em outras palavras, a intensidade, a força do sentimento do Criador, que é descoberta nesse desejo.

Todos nós temos que começar a sentir de certa forma que quando lemos um livro, nós experimentemos e avaliamos nossos sentimentos ao mesmo tempo. O livro deve ser o nosso guia espiritual e emocional, no sentido pleno da palavra, para que possamos rir e chorar quando lemos, pois isso se refere a que atividades eu devo realizar dentro de mim a cada momento.

A sabedoria da Cabalá é uma ciência muito emocional, mas apenas para aquele que já consegue sentir estas emoções em si mesmo, e, se não, ela parecerá árida para ele.

Da Convenção de Sochi09/06/14, Lição 1

Aceleração Do Caminho

Dr. Michael LaitmanTodos os seres humanos são portadores de uma determinada parte da primeira e única alma coletiva: Malchut do Mundo do Infinito. No estado correto de semelhança e equivalência com Luz, isso é chamado de Adam (de Domeh, ou seja, similar). Todos nós estamos quebrados em partes, distantes uns dos outros, de modo que, apesar de nossa rejeição natural chamada egoísmo, possamos nos conectar acima dela.

Na medida em que começarmos a ansiar pela aproximação mútua, o desejo quebrado que está em nós vai gradualmente começar a ser descoberto cada vez mais, e nós seremos egoisticamente repelidos uns dos outros cada vez mais forte.

Através da nossa oposição à rejeição mútua e da construção de uma conexão mútua acima dela, nós queremos melhorar a intensidade do vaso da alma coletiva, que é composto de duas forças opostas: repulsão e atração. Assim, com o nosso desejo acima do ego, uma Luz cada vez maior é descoberta: a característica de doação.

Como está escrito, (Provérbios 10:12) “O amor encobre todas as transgressões”. Por isso, elas são necessárias, e o grau da diferença entre os crimes e o amor determina o volume do vaso onde a característica de doação e amor é revelada. Um pequeno vaso (um pequeno contraste entre ódio e amor) torna-se cada vez maior até que o contraste se torna infinito, e este é o mundo do Infinito.

É assim que avançamos. Tudo depende da intensidade do nosso trabalho. Se construímos a nós mesmos da maneira certa, não fugimos das oportunidades de conexão que aparecem para nós em todos os tipos de condições físicas, como estudar e disseminar, sempre que possível. Esta é uma condição necessária, com a ajuda da qual temos que correr e acelerar nosso caminho.

Com isso, a atitude para com um amigo e todo o mundo deve ser como o relacionamento com o Criador, porque esta é a descoberta Dele. É assim que Ele é revelado para mim. Se eu tento me aproximar Dele, eu devo dizer que tudo o que está acontecendo vem Dele. Neste caso, eu já estou justificando tudo o que está ao meu redor.

Isto porque, desde o início, tudo é determinado por Ele, assim como todas as características e todos os tipos de movimentos dentro de mim. O Criador é encontrado em tudo (tanto dentro de mim e no que está fora de mim), e a relação entre o interno e o externo é o terço médio de Tiferet, lá, onde a pessoa sente livre escolha.

Portanto, uma intenção correta como essa acelera o nosso caminho.

Da Convenção em Sochi 09/06/14, Lição 1

Conectando-se Igualmente

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como é possível alcançar a igualdade numa Convenção para equilibrar todo o sistema?

Resposta: Nós não falamos sobre igualdade, mas sobre conexão. E da conexão vem a igualdade. Não é necessário cortar cabeças e alinhar todos de acordo com um padrão para isso. Pelo contrário, todos devem crescer o mais alto possível e ser integrados numa conexão geral. Igualdade é isso.

Não há nenhuma necessidade de limitar ninguém. Limitação nunca leva a nada de bom. A única coisa que precisamos é a conexão e disso nasce o sentimento do que é ser igual.

Nós queremos participar, abraçar e nos conectar. Com base neste sentimento que surge como resultado de todas essas ações, nós podemos começar a nos conectar igualmente. Isso ocorre porque a conexão não pode existir se não somos iguais. Conexão entre as diferenças; isto se tornará os níveis superior e inferior.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/06/14, Escritos do Rabash

Problemas Materiais São A Razão Para O Progresso Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como alguém pode aprender a linguagem do Criador e como devemos responder a Sua mensagem?

Resposta: Nós precisamos entender que tudo o que acontece deve ser resolvido nesta vida de acordo com como as coisas funcionam neste mundo. Todas estas leis físicas também são determinadas pelo Criador e as pessoas têm determinado que precisam dessas leis. Então, não faz diferença se elas parecem boas ou ruins para nós; eu devo mantê-las. Isso é porque elas são todos derivadas de uma única fonte; não há nada além disso.

Quando eu recebo algum problema, eu devo determinar que ele foi enviado pelo Criador. Eu devo resolvê-lo, como é habitual. Mas eu organizo as coisas de tal forma que opero dentro da relação com os amigos, com o grupo. Mesmo que seja pessoal e irrelevante para qualquer outra pessoa, isso me obriga a conectar mais fortemente com o grupo.

Na verdade, eu respondo fisicamente a este problema exatamente como outra pessoa no meu lugar o faria. Só que ela não pensaria que, com isso, o Criador está chamando a sua atenção para Ele, com isso Ele está lhe dando esse trabalho; pelo contrário, ela simplesmente o resolveria no âmbito deste mundo.

Eu também resolvo o problema no âmbito deste mundo, mas, na verdade, este mundo se torna o mundo espiritual. E é assim que eu avanço. Para mim todos os eventos no mundo material se tornam uma razão para o avanço espiritual, para semelhança e uma maior equivalência com o Criador.

Da Convenção na França “Um por Todos e Todos por Um”, Dia Dois 10/05/14, Lição 4

O Mal Resulta Em Mais Avanço Do Que O Bem

Dr. Michael LaitmanPergunta: Basta simplesmente reconhecer o fato de que tudo o que acontece é enviado do Alto, ou a pessoa deve fazer outra coisa?

Resposta: Não basta apenas dizer que tudo vem do Alto. Há muitas pessoas que falam dessa forma. Mas o que importa não é o que a pessoa diz, mas como ela reage.

Será que este reconhecimento de que tudo vem do Alto me obriga a alcançar essa fonte? Será que eu percebo tudo o que acontece como a linguagem do Criador, através da qual Ele fala comigo, e será que eu tento mudar, de modo a me tornar como Ele, ou estou apenas dizendo que tudo isso vem do Alto?

Se eu entendo que tudo vem do Alto, ambos os eventos agradáveis e desagradáveis, que me aproximam do Criador, então não faz diferença que tipo de impacto isso tem sobre mim, porque eu quero chegar mais perto Dele. Ele pode me bater, e eu quero fugir Dele e esquecê-Lo. Mas eu devo subir acima do meu ego e dizer que não importa para mim como Ele me afeta: se é bom ou ruim para o meu ego.

Eu sempre quero me aproximar Dele, para que o bem e o mal tenham relevância para o meu ego e não apenas para mim mesmo, não para a minha consciência. E pode ser que o mal me avance para o Criador mais do que o bem. Então, Ele vai me enviar mais mal, e eu vou subir acima dele.

Diz-se que “Aqueles que amam o Criador odeiam o mal”, porque o mal é considerado não o problema ou os golpes que eu sinto. Se algo me afasta do Criador, isso é chamado de mal, e se isso me leva para mais perto do Criador, então isso é chamado de bom.

Então, isso me corrige até certo ponto; eu começo a sentir prazer por avançar em direção ao Criador, mesmo por meio de golpes. E eu sofro se algo me afasta Dele, mesmo que seja agradável. Se eu consigo algum tipo de prazer físico, levo isso em conta e entendo que estou distante do Criador através disso, então isso me faz sofrer.

É assim que uma pessoa começa a mudar os desejos egoístas, corporais e bestiais, em desejos que dependem da proximidade ou distância do Criador, que são chamados de vasos de doação. Nós precisamos passar por esse processo.

Se uma pessoa se move de desejos como estes para outros, isso significa que ela está cruzando o Machsom e entrando no trabalho em prol da doação, em Lishma. Ela agora leva a cabo todas as ações apenas em prol do avanço, sente todo o avanço como prazer e já não sente os golpes. Ela já está desprendida do seu ego através do qual os golpes passam, e recebe prazer apenas do avanço.

Isso pode parecer difícil, complicado e difícil de compreender de um ponto de vista psicológico, mas não se preocupe, isso é possível e nós vamos chegar a isso. Nós já estamos preparados para absorver, compreender e começar a realizá-lo.

Da Convenção na França “Um por Todos e Todos por Um”, Dia Dois 10/05/14, Lição 4

Investigando A Fonte De Toda A Realidade

Dr. Michael LaitmanUma pessoa que anseia por descobrir o verdadeiro mundo, que quer saber para que e por que está vivendo na face da terra e o que está acontecendo aqui em geral, se vê como um investigador que aprende sobre o mundo, a fim de compreender e senti-lo. Mas, na verdade, esta não é a abordagem correta, porque no centro do mundo, se encontra o poder superior e não nós. Ele se move e determina tudo. E se quisermos investigar o mundo, então devemos sempre aderir a esse poder superior.

A fim de realmente descobrir a imagem do mundo, é necessário, em primeiro lugar, ver esta fonte de toda a realidade e tudo o que acontece dentro dela. Eu preciso saber que tudo é derivado de um único poder. E todas as criaturas, inclusive eu, o inanimado, vegetal, animal e os seres humanos, tudo o que existe neste mundo, o que sabemos e o que ainda é desconhecido, é recebido a partir desta fonte superior.

Eu devo concentrar minha atenção especificamente nisso, no Criador. Isto significa que todos os eventos que acontecem comigo e com os outros, todos os nossos sentimentos, todo o passado, presente e futuro, tudo vem do Criador e para um único propósito: nos conduzir a Ele.

Mas, para que todos nós possamos ir até Ele, é necessário receber todos os tipos de observações Dele; não importa se são observações positivas ou negativas. Nós precisamos estar sempre entre essas experiências e observações, e com o passar do tempo aprendemos sobre Ele cada vez mais.

Esses estágios do nosso avanço em direção ao Criador são chamados de “cinco mundos” (Olamot), que vem da palavra “Alama (ocultação)”: Assia, Yetzira, Beria, Atzilut, Adam Kadmon, após o qual vem o mundo do Infinito, onde nos fundimos com o Criador como um todo. Então, passo a passo, nós nos aproximamos Dele, digamos 20% em cada fase, até chegarmos a cem por cento de semelhança e equivalência, compreensão e percepção do Criador.

Segue-se que eu não atribuo todos os sentimentos internos do nosso corpo e experiências pessoais às pessoas ao meu redor que aparentemente os causam, mas, em vez disso, ao Criador. Todas as pessoas, o mundo inteiro, incluindo o meu corpo e eu, são movidos por Ele. Então eu só preciso saber como relacionar corretamente tudo o que está acontecendo: primeiro lembrar que tudo vem do Criador; segundo, isso vem para me ensinar a compreendê-Lo.

Isso significa que eu tenho que tirar conclusões a partir de todos esses estados pelos quais estou passando e ver um bom sinal no que sinto agora. Isto é porque o Criador não criou nada de ruim e se eu estou dirigido a Ele, não posso sentir nada de ruim. Mas se eu estou sendo dirigido em outra direção, Ele vai ser ruim para mim. Na medida em que eu continuamente sigo, como radar, essa visão do mundo e tudo o que está acontecendo, eu absorvo a atitude do Criador, o que significa que vejo que tudo está vindo Dele para me orientar em Sua direção e somente com o que é bom.

Assim está escrito: (Salmos 97:10), Ó vós que amais ao SENHOR, odiai o mal. Nós começamos a descobrir que, quando estamos na direção certa, na direção do Criador, tudo o que se opõe à doação é descoberto como mal. Isso ocorre porque estar direcionado a Ele nos obriga a ser como Ele. Isto é o que devemos aprender durante cada segundo de nossas vidas.

Da Convenção na França “Um por Todos e Todos por Um”, Dia Dois 10/05/14, Lição 4

Um Novo Foco Com Os Olhos Do Grupo

Dr. Michael LaitmanÉ impossível me dirigir ao Criador só porque sou obrigado a sair do meu ego. Então eu devo estar conectado com outras pessoas. É desejável que tenhamos dez pessoas.

Se nós nos unimos em conjunto para encontrar o Criador, então começamos a ver que só através do desprendimento de cada um de si mesmo e do desaparecimento em nossa conexão podemos abandonar nossa visão antiga e focar no Criador. Isto é como imagens em estéreo que se parecem com um desenho caótico, com muitas linhas. Mas se olharmos para esta imagem com olhos desfocados, então começamos a ver todos os tipos de imagens na profundidade da imagem.

Essa é também a forma como nós precisamos nos libertar da nossa visão egoísta do mundo, a qual é típica da natureza de cada um. Nesta visão, nós ficamos imersos artificialmente num mundo muito limitado, e para deixá-lo, precisamos abrir nossos sentidos.

Isso só é possível através da criação de um novo foco. É necessário ver o mundo não com os nossos olhos egoístas, mas com os olhos do grupo e, assim, um novo foco aparece em todas as direções. Assim nós entramos não num mundo tridimensional, mas num mundo de infinitas dimensões, onde em cada direção passa algum plano de coordenadas de eixos. Se eu quiser avançar corretamente, antes de tudo eu preciso agir por meio do grupo. Não há nenhum outro mecanismo para anular o foco da minha visão e direcioná-lo espiritualmente. Somente por meio do grupo eu posso tentar sentir algo espiritual.

Se eu sinto o mundo através do grupo, é sinal de que foquei no mundo espiritual, semelhante aos esforços para ver a imagem em estéreo. A principal coisa é discernir que tudo vem do Criador para me ensinar a entendê-Lo. O mundo é Sua linguagem, com a qual Ele fala comigo.

Alguém grita para mim e há um conjunto de eventos que ocorre a cada momento, enquanto eu tenho que tentar entender o que o Criador quer me dizer, que tipo de reação é exigido de mim para com Ele.

Isso significa que, antes de tudo, eu devo entender que isso vem Dele. Depois disso, eu decido como devo reagir ao que está acontecendo. A reação deve ser tal que através do que o Criador disse para mim e do meu desejo de responder-Lhe desde dentro, nós nos aproximamos, o que significa que eu O entendi e fiz o que Ele espera de mim.

Então, com todos, eu vou me comportar exatamente desta forma: com as crianças, na família, com as pessoas próximas ou distantes. O esclarecimento da minha atitude para com o Criador, a recepção da informação Dele e a resposta a ela, chama-se intenção. Depois disso pode haver ação. Nós temos que estar envolvidos com isso a cada momento de nossas vidas.

Da Convenção na França “Um por Todos e Todos por Um”, Dia Dois 10/05/14, Lição 4

Parece Que Você Está Indo Para Trás

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Shamati # 1 “Não há outro além Dele”: Está escrito: “Não há outro além Dele”. Isso significa que não há outra força no mundo que tem a capacidade de fazer qualquer coisa contra Ele. E o que o homem vê, que há coisas no mundo que negam o Governo Superior, a fonte solitária, a razão é que esta é a Sua vontade.

O Criador quer nos dar a sensação de que, supostamente, há outras forças e fontes de influência existindo no mundo: a própria pessoa e muitas outras pessoas.

E é considerada uma correção, chamada a esquerda rejeita e a direita acrescenta, duas formas de supervisão superior para ensinar uma pessoa. Isto é, que o que a esquerda rejeita é considerado correção. Isso significa que há coisas no mundo, que, para começar, tem o objetivo de desviar a pessoa do caminho certo, e pelas quais ela é rejeitada da santidade, da conexão com o Criador.

E o benefício das rejeições é que através delas a pessoa recebe uma necessidade e um desejo completo para que o Criador a ajude, porque ela vê que sozinha não pode manter a imagem certa da realidade. Uma vez que ela vê que de outro modo está perdida, vai embora,  está perdida neste mundo.

Não só ela não progride em seu trabalho, mas vê que regride. Torna-se constantemente mais e mais difícil para nós mantermos a conexão com o Criador. E muitos abandonam este caminho; eles pensam que podem não estar aptos para ele ou que o próprio caminho não está certo e que leva a uma meta inatingível.

Nós não entendemos que as dificuldades são dadas a nós intencionalmente. É bom que não tenhamos sucesso! Pois então sentimos uma necessidade pelo Criador e começamos a nos aproximar Dele, e não apenas de forma inteligente superamos algum tipo de tarefa. O Criador nos dá intencionalmente tarefas cada vez mais difíceis que não podem ser levadas a cabo para que possamos pedir a Sua ajuda; vamos querer nos aproximar Dele e não lutar sozinhos com as dificuldades.

Antes de sermos capazes de aderir ao Criador, nós tentamos compreender e sentir o que está acontecendo na vida. No começo todo mundo queima de emoção e está cheio de energia. Mas, depois, nós gradualmente nos esfriamos e começamos a ver que não é fácil. E o principal é entender ao mesmo tempo que este é um processo natural.

Nós não avançamos egoisticamente de um sucesso para um sucesso maior. Especificamente a falta de sucesso em perceber a realidade, em compreender o mundo, é um bom sinal. Isso mostra que nós vemos o quanto não estamos prontos para nos dar bem sozinhos e precisamos da ajuda do Criador.

A questão principal aqui é não fugir, mas continuar a avançar. Se uma pessoa não julga o que está acontecendo de acordo com o seu intelecto material, mas percebe corretamente, então ela entende que decepção, desespero, confusão e falta de sucesso são enviados por um poder superior, que não há outro além Dele. Então ela chega à decisão que ninguém pode ajudá-la, exceto o próprio Criador. Isso faz com que ela faça um pedido sincero que o Criador abra seus olhos e coração, e realmente a aproxime da adesão eterna com o Criador.

Isso significa que ela exige se aproximar e aderir ao próprio poder superior e não a solução para seus problemas materiais. Ela não quer mudar e compreender o mundo; ao contrário, quer se conectar com o Criador através dele. Segue-se, portanto, que todas as rejeições que ela experimentou vieram do Criador. Isso significa que não foi porque ela estava em falta.

Precisamente porque o Criador não dá a possibilidade de avançar, aparentemente confunde, rejeita e cria distúrbios, Ele apresenta ajuda à pessoa, mostrando-lhe suas deficiências em seu estado atual, enviando-lhe pensamentos e argumentos que são contrários ao trabalho espiritual. E tudo isso é para que a pessoa veja que o que lhe falta é a união com o Criador, e não a prosperidade neste mundo.

E por mais que ela supere, ela sempre vê como está mais distante da santidade do que outros. Ela olha para os amigos e vê que todos parecem avançar, enquanto ela não. Mas, por outro lado, ela sempre tem queixas e demandas, e não pode justificar o comportamento do Criador, e como Ele se comporta em relação a ela. Isso lhe dói. Por que ela não é um com o Criador? Finalmente, ela passa a sentir que não tem qualquer parte na santidade… No entanto, isso é o que faz com que ela venha a perceber que só o Criador pode ajudar e realmente aproximá-la.

Da Convenção na França “Um por Todos e Todos por Um”, Segundo Dia 10/05/14, Lição 2

O Pedido Para Que A Luz Volte

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como é possível corrigir a conexão negativa entre as pessoas numa conexão positiva?

Resposta: O problema todo está em como corrigir uma conexão negativa entre nós numa positiva. Se tivéssemos sucesso na organização e determinação de uma conexão positiva, poderíamos sentir a força superior entre nós, e em vez da realidade atual, veríamos uma realidade que está completamente cheia de Luz, doação. Esta seria a vida em outra dimensão espiritual.

Mas nós estamos numa quebra no que diz respeito a essa condição de plenitude, de forma que é seu oposto. Todo o nosso trabalho é ir do estado quebrado para o estado de plenitude.

Um vaso que estava cheio de Luz foi criado no início da criação. Este estado é chamado de mundo do Infinito. Mas aqueles que estavam neste mundo não se sentiam como se existissem, porque a Luz suprime todas as diferenças e não permite sentir nada. Por esta razão, a quebra foi criada, e todo mundo lá descobre que não há mais nenhuma Luz. A Luz desapareceu deste mundo; ela foi removida e o mundo ficou vazio. Agora todas as partes da criação tornaram-se egoístas; o ego é revelado entre elas!

Nós precisamos trazer a Luz de volta para que ela volte a preencher o mundo. Este é o nosso objetivo e isso vai indicar o estado do fim da correção (Gmar Tikkun). Mas, devido à diferença entre estes dois estados, nós passamos de um estado negativo para um nível tão positivo, onde começamos a entender e sentir o poder superior, o Criador.

No primeiro estado nós estávamos suprimidos e não sentíamos a nós mesmos, estávamos completamente preenchidos com a Luz Superior, como um bêbado que fica tão bêbado que perde a consciência e não entende o que está acontecendo com ele. Nós estamos agora no segundo estado e estamos começando a sentir o quanto nos falta a Luz, o quanto nos falta a conexão correta entre nós. Esta é a crise que o mundo está enfrentando hoje. A Luz gradualmente desapareceu e agora nós estamos começando a sentir que estamos afundando na escuridão.

E o nosso próximo estado é o início da correção, onde trazemos a Luz de volta para um lugar, na medida em que nossas almas estarão prontas para aceitá-la e atraí-la mais uma vez, conforme exigimos que o Criador esteja conosco. Nós precisamos desocupar um lugar para Ele, e para isso temos que remover o nosso ego, que ocupa todo o nosso espaço vital. É necessário suprimi-lo. Então, todos nós juntos entramos no centro do grupo, onde construímos relacionamentos uns com os outros que são como a Luz. De acordo com essa semelhança e equivalência, de acordo com a lei de equivalência de forma entre a Luz e o vaso, a Luz volta à nossa conexão. Tudo isso é muito fácil de entender e incrivelmente difícil de realizar.

Da Convenção na França “Um por Todos e Todos por Um,” Dia Dois 10/05/14, Lição 2

Temos Que Dar Algo Às Pessoas

Dr. Michael LaitmanUma pessoa deve estar num grupo composto de preferência por dez pessoas. Também é possível ter três a dez pessoas, mas dez é o número ideal. É necessário tentar organizar um grupo de cinco a dez amigos que estejam prontos para se conectar, para alcançar a meta.

Além disso, uma vez que estamos vivendo uma crise, só é possível avançar para cima com a condição de que possamos disseminar externamente.

Existem três níveis: superior, médio e inferior. Nós estamos no meio e devemos nos elevar. Na parte superior (1) está a Luz; ela é completa e perfeita. Este é o professor, o Criador, tudo o que está acima de nós.

O meio (2) é o nosso grupo. E a parte inferior (3) é a sociedade e o público externo. Para receber a Luz de cima, do Criador, através do professor, deve haver quem queira recebê-la abaixo de nós. Portanto, nós devemos disseminar a sabedoria da Cabalá ou o método de conexão integral, que é basicamente a mesma coisa exceto sem ensinar a física dos mundos superiores.

Sem o inferior que queira sair da crise, é impossível. Ele não sabe o que é a sabedoria da Cabalá, e pensamentos sobre o significado da vida não o preocupam, mas ele tem um grande déficit no banco, na família, com seus filhos, com toda a sua vida, o que lhe tem amargurado, deprimido, levando-o a usar drogas; as coisas estão ruins para ele.

E basta que nós nos preocupemos com ele, cuidemos dele e elevemos seus desejos até nós. E quando começamos a nos importar com as pessoas, começamos a ser infundidos com suas necessidades. Elas estão esperando obter algo de nós. Então nós estamos agarrados com medo sobre como proporcionar-lhes o que elas precisam.

Afinal de contas, nós não temos nada, e sentimos uma deficiência. Mas isso nos desperta e nos empurra para subir ainda mais alto com essa deficiência, até o professor e o Criador, para exigir que eles nos deem o mais rápido possível a satisfação que os inferiores precisam de nós. Nós estamos envergonhados porque somos incapazes de fornecê-la.

Nós internalizamos os desejos do público em geral, e isso nos obriga a nos virar para o Criador. Isto é porque, na verdade, devemos trazer algo para eles. Nós devemos nos colocar neste lugar estreito (Tsar), trazer os problemas (Tsarot) para nós, e as pessoas começarão a culpar e exigir o que foi prometido de nós. Mas isto é essencial, porque depois vamos querer ir ao professor, exigir dele, e vamos receber isso dele.

Da Convenção na França “Um por Todos E Todos por Um”, Dia Dois 10/05/14, Lição 3