Textos na Categoria 'Convenções'

Sentir O Coração Comum

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós sentimos um estado especial quando mergulhamos profundamente no workshop e perdemos a noção do tempo; o tempo passou e nós sequer notamos. Isso significa que nós atraímos a Luz?

Resposta: Eu não quero desapontá-lo, mas esta não era a Luz. Claro, se você estava ocupado com outra coisa que lhe interessava, você sentiria o mesmo estado. Você não deve se preocupar se tudo ao seu redor desaparece ou não, não tem sentido.

Você se vê no interior dos amigos? Você sente seus movimentos como seu: seus desejos, intenções, direção e mudanças? Você sente as mesmas sensações internas que o amigo sente porque há um coração batendo comum dentro de você? Nós devemos tentar examinar isso.

Pergunta: O Criador espera que nos voltemos a Ele. E, voltando-se a um amigo, dando a ele, eu devo esperar algo em troca?

Resposta: Quando você se volta a um amigo, você se volta ao Criador. O que você espera em troca? O que você quer Dele? Você quer certa conexão interna e adesão, a fim de atingir a raiz superior e descobrir como você O agrada com isso? Tudo já está incluído em tal ação, mas deve ser vestido em números específicos, e na roupa específica.

Da Convenção em Sochi 25/08/14, Lição 2

Ver O Mundo Como O Paraíso

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós criamos uma arma tão poderosa que todos nós temos a oportunidade não só de nos anular e dissolver, mas também de nos desenvolver, crescer para o bem da sociedade.

Nós aprendemos a nos sentir como um único conjunto. O que nós precisamos adicionar para sentir o Criador de forma mais clara? Para onde devemos fazer um esforço além da lição, além de orar pelo sucesso de nossos amigos?

Resposta: Tudo o que eu sinto ao meu redor é a minha alma, é tudo eu, mas, na minha percepção, todas as pessoas são separadas de mim pelo meu ego. Se eu o neutralizo, vou parar de senti-las como contrárias e opostas a mim. Eu vou começar a desejar para elas o que desejaria para mim anteriormente, ou seja, o melhor. Então, eu vou estar usando a mim mesmo, o meu ego, da maneira certa, para corrigi-lo.

Não se trata de ter a atitude certa para com os outros, nem do amor ao próximo; pelo contrário, é para corrigir o meu ego dentro de mim.

Como eu posso corrigir isso? Apenas de acordo com os exemplos que vejo: este aqui eu não amo por essa razão, e aquele por outros motivos. Aquele é distorcido, este é repulsivo, mal, e assim por diante. Meu ego retrata uma imagem emocional para mim do meu relacionamento para com todos. Eu critico todos, assim como todo mundo faz, pois eles têm algo a criticar nos outros, como está escrito: “Com o seu próprio defeito ele estigmatiza [outros] como impróprios” (Talmud Kiddushin 70a).

Eu critico o mundo que é retratado a mim como terrível, e o vejo cada vez pior, porque o ego está crescendo. Nós percebemos o mundo desta maneira, de acordo com a forma como o ego nos retrata: pessoas lutando, alguém mata alguém, tudo possível. É assim que o ego projeta uma imagem do mundo para nós, não dentro de nós, mas fora de nós, para que tudo seja percebido de forma mais vívida, clara e proveitosa.

A fim de corrigir o ego, um indicador muito bom foi dado a mim. Eu devo alcançar um estado tal onde vejo o mundo como o Jardim do Éden (paraíso): as pessoas se amam, elas só estão fazendo o bem para o outro, e se fundem num todo único de amor mútuo.

Além disso, é a mesma coisa na natureza inanimada, vegetal e animal. Isso depende da correção interna da pessoa. O mundo em si não muda; é permanente. A pessoa é quem muda e vê o mundo de forma diferente. Isto é toda a correção.

Quando vocês estão juntos, você percebe uma situação como esta, onde não vê nada de negativo nos amigos?

No início, um parece preguiçoso para você, outro parece sujo e desorganizado, e um terceiro é barulhento. Um irrita a todos com sua pompa e outro com seus gritos. Ninguém sabe o seu lugar. É assim que você avalia todos em primeiro lugar.

Será que agora você pode dizer que essas pessoas estão mais perto de você, que você não vê quaisquer rostos distorcidos, quaisquer olhares nocivos? Isto porque, quando você vive com alguém, você não presta atenção em seus defeitos e o percebe como uma espécie de imagem geral. Por exemplo, uma criança não vê a sua mãe, mas sabe que há alguém grande próxima a ela: esta é a sua mãe.

Você pode dizer a mesma coisa sobre o seu relacionamento com os amigos? Algum tipo de mudança ocorreu neles, pelo menos parcialmente? Você sente, mesmo egoisticamente, que não consegue imaginar sua vida sem eles? Você sente esses fragmentos de você que estão espalhadas por toda a Rússia, como se o seu corpo fosse despedaçado e espalhado por diferentes locais?

A sensação de uma pessoa deve ser exatamente assim, realmente a tal ponto que vocês vão começar a sentir um ao outro, experimentando estados paralelos, e, depois disso, um único estado comum de subida ou descida. Vocês inclusive vão começar a sentir os estados fisiológicos mútuos: como este tem uma dor de estômago e aquele uma dor de cabeça.

Houve um tempo em tempos antigos, quando estes eram os requisitos de um médico. Isto é porque a medicina não era baseada em todos os tipos de dispositivos, mas na sensação do médico do estado do paciente, porque ele era um médico divino. A correção era uma profissão onde um corrigia o outro. Portanto, sentindo-o, ele tinha que trabalhar em conjunto com a Luz para transmiti-la ao paciente, para ajudá-lo. Este era um medicamento completamente diferente.

Desta forma, é necessário examinar o que nos falta o tempo todo para que a situação dos corpos separados desapareça e todo mundo se torne “como um homem com um coração”. Eles vão se mover em sincronia. Eles vão entender e sentir o outro, onde todos devem idealmente estar em todos os momentos. Este não é o movimento Browniano; não é caótico. Pelo contrário, é internamente coordenado porque uma única Luz age e influencia a todos.

Se nos dirigirmos assim, vamos aumentar a nossa sensibilidade. Então, vamos começar a sentir como uma força única está agindo dentro de nós, nos reunindo conforme a nossa sensibilidade a ela, no grau necessário, pelo nosso anseio interno e atração constante.

Este é todo o nosso trabalho comum que só pode ser feito coletivamente. Uma pessoa pode pular, caminhar, fazer um esforço, mas, para ela, nada sairá disso. Basicamente, ela está fazendo tudo certo, mas a prova de que ela está fazendo isso para o bem do Criador, é quando ela realiza estas atividades em conjunto com os outros, querendo se conectar com eles.

Por quê? Porque o ego foi criado especificamente para nos separar, e, anulando-o, a pessoa se dirige ao Criador, em direção à equivalência com Ele. O ego é um auxiliar que não podemos prescindir.

Da Convenção em Sochi 25/08/14, Lição 2

A Urgência De Sochi E O Avanço A São Petersburgo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nem todo mundo tem a oportunidade de vir para a Convenção em São Petersburgo, em setembro. Como todos os amigos do mundo podem se ajudar a se conectar a ela?

Resposta: Essa Convenção vai envolver o grupo de Sochi, isto é, aqueles amigos que estavam fazendo o trabalho de disseminação em Sochi neste verão, e em três dias, temos que passar pelo que eles passaram.

Certamente, não só aqueles que estão vindo para São Petersburgo vão participar, mas sim todos os nossos grupos e estudantes de todo o mundo. Portanto, todos nós juntos, como um todo, ao sentir internamente tudo o que eles sentiram e experimentaram em Sochi, com certeza vamos adquirir um novo nível. Nós estamos diante disso. Nós estamos esperando deles a preparação para a realização da Convenção em São Petersburgo.

Não há nenhuma obrigação de vir fisicamente à Convenção. Uma viagem não é pertinente a isso. A distância não significa nada. Eu vi isso no exemplo dos nossos grupos na América do Sul, que se aderem a nós sem separação por meio da conexão integral e estão estreitamente relacionados com as lições diárias. Eles simplesmente não têm sentimento de desprendimento ou distância.

É a mesma coisa com os amigos em Sochi que sinceramente me deixaram ir para casa depois de uma visita de um dia, para que na noite seguinte, eu pudesse transmitir uma lição para todos. Eu sinto que eles também têm o mesmo sentimento, a mesma conexão, a mesma realização e satisfação com as lições.

Portanto, todos nós estamos conectados, e não há problemas para ninguém com relação à conexão com a Convenção. Alguém que realmente não pode vir para a Convenção não precisa se dar ao trabalho e investir esforços sobre-humanos para além dos limites de sua capacidade. É preferível organizar Convenções espelho em seus grupos, onde você mantém contato máximo, e eu lhes garanto a mesma intensidade de conexão e o mesmo entusiasmo. Se você está conosco, então nós estamos com você como se estivéssemos num único lugar.

Em geral, nós queremos que a experiência em Sochi seja transmitida a todos em sensação. Nossa grande comunidade mundial estará integrada com o que eles passaram e suas experiências, de modo que este será um nível muito bom.

Nossos amigos, homens e mulheres, alcançaram uma boa e bela cooperação e integração mútua lá, uma dedicação verdadeiramente real. Nós esperamos que também estejamos integrados a eles. É por isso que os amigos existem.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/08/14, Escritos do Baal HaSulam

O Longo Caminho Para O Bem

Dr. Michael LaitmanDurante o desenvolvimento espiritual uma pessoa passa por uma série de etapas antes de chegar ao desespero. Do desespero ela experimenta ainda mais todos os tipos de estados até que descobre que só o Criador pode ajudá-la.

Se estamos num grupo, então, como se diz, “Eles ajudaram cada um a seu próximo” (Isaías 41: 6). Nós lembramos um ao outro que o Criador é o único que está nos dando todos os tipos de exercícios e que por trás de todos esses estados que acontecem conosco, devemos descobri-Lo a cada momento. Mas nós estamos confusos por esquecer isso nesses momentos em que tudo isso está vindo para que possamos pedir a Ele para ser revelado. Sozinhos somos incapazes de descobrir o Criador.

Sobre isso, Baal HaSulam escreve no artigo, “Não há Outro Além Dele”: E o benefício das rejeições é que através delas a pessoa recebe uma necessidade e um completo desejo pelo Criador para ajudá-la, pois vê que de outra forma está perdida.

Portanto, nós temos que concentrar toda a nossa atenção na forma de descobrir o Criador em tudo o que está acontecendo conosco. Nós devemos verificar o que os Cabalistas nos recomendam quando estamos estudando, quando estamos num grupo, e quando estamos disseminando, para que todas essas atividades sejam dirigidas para descobrir o Criador em cada situação que acontece com cada um de nós e com todos nós juntos.

O Criador só ajuda as pessoas que realmente querem se aproximar Dele. É impossível para elas pararem no meio do caminho e permanecer na situação falsa em que se encontram.

Se um Reshimo, o desejo de se aproximar do Criador, é verdadeiramente despertado nelas, Ele as ajuda, colocando-as em situações ainda mais complicadas, onde é ainda mais difícil de compreender, entender e concordar que tudo vem do Criador. Ou Ele as deixa relaxar; tudo está bem, tudo é maravilhoso: elas estudam, avançam, disseminam, tudo está indo bem e não lhes falta nada.

Mas se a pessoa investe esforço em todas as circunstâncias, tenta reunir desejos adicionais com a ajuda do grupo e trabalha com o público externo, todos esses desejos adquiridos dos amigos ou do mundo externo se tornam partes de sua alma, se ela reúne todos os seus desejos, todas as deficiências pela realização, todos os seus fracassos na vida. Ela os transforma num único desejo, uma única demanda voltada ao Criador. Portanto, Ele organiza tudo isso para eles. E então ela não pode justificar o Criador e fica tão confusa que não está preparada para atribuir tudo apenas ao Criador; ela acha que pode existir todos os tipos de outras causas e forças.

E ao começar a se envolver com elas, a pessoa de repente vê que não está ligando tudo ao Criador. Da mesma forma, não consegue dizer que tudo o que está acontecendo é para o bem. Então, ela tem uma razão para avançar, há o imperativo de gritar para o Criador ajudá-la, para que Ele lhe dê a percepção correta, de modo que Ele possa ser descoberto. Mas isso não é porque a pessoa está confusa. Neste caso, ela estaria pedindo a partir do ego para que as coisas fossem melhores e mais agradáveis para ela, para que tudo ficasse bem.

Pelo contrário, ela quer permanecer confusa e tem reclamações contra o Criador. Por não concordar com Ele, ela O culpa pelo que está acontecendo no mundo e não pode levar a si mesma a um estado em que vê que todos os eventos que estão acontecendo no mundo, mesmo nas piores situações mais difíceis, tudo isso é a misericórdia superior e tudo está vindo do bom e que faz o bem.

E todas as situações vis e terríveis apenas passam sobre o nosso ego para que possamos nos afastar dele e nos purifiquemos, e assim todos eles vão permanecer no ego, ao passo que nós nos desprendemos dele e seguimos em direção ao Criador.

Isto significa que os golpes só nos ajudam a nos distanciar do ego e a passar para o outro lado. Eles não passam sobre nós, mas sobre o nosso ego e são sentidos em nós na medida em que aderimos a ele. Mas se subirmos sobre ele, então os golpes continuam lá, dentro do ego.

Da mesma forma, por meio desses golpes, nós devemos entender que esta é a Luz Superior que está brilhando mais forte do que o normal, mas ela não pode brilhar dentro do ego; então, dentro do ego ela é sentida como o oposto, como escuridão. Essa escuridão na densidade do nosso desejo, do inanimado, vegetal, animal e falante, nos traz a sensação de um mundo cheio de sofrimento.

Se dentro do desejo no nível falante nós construímos um grupo, com a sua ajuda nós podemos nos desprender de todo desejo egoísta. Então nós nos levantamos elevamos como uma nave espacial e decolamos rumo ao Criador.

É assim que nos desprendemos de todas as sensações ruins e ficamos muito felizes com isso, porque começamos a descobrir que não há outro além Dele e que Ele é o bom que faz o bem, e agora podemos dizer isso sobre Ele e não culpa-Lo. Nós vemos a verdade e por isso estamos felizes, não que agora sentimos que as coisas são boas para nós, mas porque podemos dizer coisas boas sobre o Criador.

Da Convenção em Nova Jersey 09/08/14, Lição 4

O Caminho Para A Adesão Com O Criador

Dr. Michael LaitmanShamati 1: “Não há outro além Dele”: O homem deve sempre tentar se ligar ao Criador. A adesão com o Criador é uma indicação de que tudo o que acontece está vindo somente Dele, e que Ele age e me influencia apenas com a ajuda da Luz; “Não há outro além Dele”, e Ele é o “bom e benéfico”. Eu tento descobrir esses dois fatos e continuar me aderindo a eles. Eu tento com todas as minhas forças e eu tenho certeza de não deixar nenhum deles.

Em tudo o que acontece, eu primeiro olhe para dentro de minha mente e vejo que isso vem como uma influência sobre mim do bom e benevolente e que “não há outro além Dele”.

Na representação que se desenvolve dentro de mim de todo este mundo e do que está dentro de mim, todo esse sistema me dirige no sentido dessa fonte que apresenta esta representação do nosso mundo, esta vida e eu. É aqui que Ele quer que eu descubra somente Ele através de todo esse teatro, até que o teatro desaparece e só Ele e eu permanecemos em adesão.

Portanto, não temos outro trabalho a não ser nos orientar assim em todos os momentos de nossas vidas. E tudo o mais é projetado para ajudar nisso: estudar a sabedoria da Cabalá, a fim de atrair a Luz que Corrige e despertá-la ainda mais para que ela ilumine mais fortemente. Eu devo estar num grupo com os amigos para que eles frequentemente me lembrem disso.

Eu devo estar envolvido com a disseminação para mostrar como essa força única age no mundo, porque eu saio para o mundo, querendo levá-lo para um acordo onde ele estará conectado num único conjunto que está integralmente ligado com o “não há outro além Dele”. Todas essas atividades são concebidas apenas para que por trás deste mundo, por trás dos amigos, por trás do estudo, eu descubra o Criador com quem estou em adesão.

É assim que sempre foi. Mesmo agora, nós estamos neste estado, só que está oculto. Isto me traz muita confusão. Esta ocultação é chamada de Olam (mundo), da palavra “Alama” (ocultação).

Nós temos que remover este mundo, remover esta ocultação, e assim, tudo o que estamos sentindo agora com nossos sentidos vai desaparecer, toda a natureza inanimada, vegetal e animal. Tudo vai se tornar conexão entre nós, entre os nossos desejos conectados. Dessa forma, nós descobrimos o poder único, o bom e benevolente. Tudo acaba no estado de “um recebe um”, uma criatura é preenchida por um Criador. Este é o fim da correção.

Da Convenção em Nova Jersey 09/08/14, Lição 4

Descubra O Criador Através De Todas As Telas

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam escreve no artigo, “Não Há Outro Além Dele”: Está escrito: “não há outro além Dele”. Isso significa que não há nenhuma outra força no mundo com a capacidade de fazer qualquer coisa contra Ele. Esta é a primeira e única força que decide e implementa tudo, e não há nada fora Dele.

E o que o homem vê, que há coisas no mundo que negam a providência superior, a razão é que esta é a Sua vontade, a fim de confundir a pessoa, dando-lhe a sensação de que existem várias causas, várias forças.

E isso é feito desta forma intencional, para que através desta confusão, através da dissipação, a pessoa possa se dirigir precisamente a esta força, como com um visor. Primeiro, o foco é difuso; depois ele se torna gradualmente dirigido com precisão. É a mesma coisa aqui.

Especificamente, se nós começamos a sentir algumas forças, algumas causas, algumas fontes de nossas vidas, em última análise nós chegamos a uma decisão de que tudo isso está sendo feito por uma força que tem a intenção de nos confundir por todos os lados para que possamos corrigir nossa visão, nossa percepção, e em todos os tipos de situações que acontecem conosco, estaremos mais focados nela.

O método do Criador é para nos confundir, e precisamente por essa confusão é preciso descobri-Lo, a fim de compreendê-lo mais, para se conectar com ele mais, para romper essa visão turva chamada, a esquerda rejeita e a direita acrescenta.

O Criador age em dois sentidos: por um lado, Ele nos rejeita, nos confunde, nos dá todos os tipos de exercícios, como se estivéssemos indo na direção errada, não até Ele, que isso não é Ele, e nossos amigos não são nossos amigos e nosso professor não é um professor, e isso é desnecessário. Ao contrário, é o oposto.

Tudo isso é para que possamos verificar a verdade e adquiri-la. Então, ela já será nossa e não vamos nos confundir mais.

O que significa que o que a esquerda rejeita, confundindo-nos, é considerado correção. Isto significa que há coisas no mundo, todos os tipos de situações, que, para começar, visam confundir-nos, desviar a pessoa do caminho certo, e pelas quais ela é rejeitada de santidade. E a partir disso, para entendê-Lo e chegar mais perto dos amigos, do estudo, da compreensão e sentimento.

É precisamente a partir disso que nós começamos o caminho certo. Nós começamos a sentir e identificar a direção do caminho certo. Mas o nosso objetivo não está nisso. Se, com a ajuda dessas rejeições, nós nos tornássemos mais sábios, mais compreensíveis e avançados, no total, nós nos tornaríamos animais mais sábios e mais sofisticados e não mais do que isso. Mas nós não precisamos atingir o estado em que somos sábios e entender o que está acontecendo e como o Criador está nos dando exercícios. Não, temos que atingir o nível Dele.

Assim, o Criador nos leva a esses estados confusos, muito difíceis e desagradáveis, à exaustão, de onde aparentemente não há saída possível, para que possamos realmente sentir que sem Ele não temos chance de alcançar o objetivo da criação, o objetivo de toda a vida, de modo que precisamos Dele.

Se fizermos um pedido a Ele, gritarmos com Ele para que Ele venha e ajude, para que Ele nos conecte, de forma que Ele irá corrigir nossa percepção, para que Ele nos resgate, então este é o estado mais feliz aos Seus olhos. Assim, Ele pode nos aproximar, realizar estas correções, e nós vamos estar juntos.

Este é o objetivo de todas as rejeições.

Da Convenção em Nova Jersey 09/08/14, Lição 4

No Limiar De Um Grande Evento

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que fazemos quando o sentimento de unidade começa a diminuir?

Resposta: Eu aconselho a todos se empenhar seriamente numa união ainda maior. Além disso, esta deve estar distintamente visar a criação de um único desejo dirigido à conexão onde surgirá o Criador.

Você deve desenvolver esse pensamento em você, procura-lo constantemente, analisar, recolher, processar e refiná-lo. Ele deve constantemente agitar dentro de você e você precisa “chupá-lo” como balas duras.

Esforcem-se em apoiar e tratar um ao outro com grande sensibilidade. Não desviem um ao outro do pensamento sobre a espiritualidade. Releiam o que os Cabalistas escrevem sobre as condições para se unir no Monte Sinai, a fim de “ser como um homem com um só coração”. Estas são as condições para a revelação do Criador.

Todo o grupo mundial está no limiar deste evento. O que é necessário para isso acontecer? Encontrar materiais sobre permanecer diante do Monte Sinai e lê-los, tentando não perceber a linguagem das fontes como religiosas.

Mantenham-se constantemente numa intenção cada vez mais precisa, incisiva, comum, mútua e entrelaçada para que todas as suas intenções se conectem entre vocês e criem um único todo, através do qual o Criador será revelado. Vocês podem alcançar isso.

Não confundam este objetivo mais importante com sair ao grande público. Sair ao povo destina-se apenas a “apertar” vocês um pouco mais, dar-lhes necessidades espirituais adicionais.

Da Convenção em Sochi 14/07/14, Lição 6

Oportunidade De Ajudar A Humanidade

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando eu lido com o público em geral, é muito difícil para mim senti-los. Mesmo que o nosso conhecimento sobre estas questões seja vasto, talvez haja uma maneira mais curta, sensorial e psicológica de abordá-los? Minha incapacidade de encontrar conexão com estas pessoas me dói muito.

Resposta: Eu entendo que você não possa descer ao nível da rua. É muito difícil. Muitas vezes, é mais fácil subir do que descer. No entanto, esta fase tem que ser coberta.

Por exemplo, o Baal HaSulam subiu por conta própria, mas para escrever O Estudo das Dez Sefirot, ele pediu ao Criador para abaixá-lo. Em seu artigo “A Profecia“, Baal HaSulam escreveu: “… mesmo que eu desça do meu grau elevado, eu tenho que fazer um apelo sincero ao Criador, que me conceda a realização e o conhecimento da profecia e da sabedoria, e as palavras pelas quais posso ajudar o povo desamparado do mundo, para elevá-los ao mesmo grau de sabedoria e prazer que o meu“.

Rebaixar-se a estas pessoas é muito difícil! É antiespiritual! É contra toda a criação; é difícil mesmo nesta esfera! Um verdadeiro professor que consiga rebaixar-se ao nível de uma criança e falar com ela como igual é um profissional raro e maravilhoso. Normalmente, isso é feito mecanicamente.

Nos workshops, você deve praticar em pensar como as pessoas comuns pensam, senti-las e falar com elas no nível delas. Ao mesmo tempo, isso é muito perigoso. Tente fazer isso com muita precisão e meça a sua capacidade de jogar como se você fosse uma delas.

Você tem que aprender como fazer a transição entre o nosso nível e os graus inferiores. Dinamicamente, você deve alternar entre os vários níveis e estar em diferentes estados: tornar-se como um homem, uma mulher, uma criança, uma pessoa mais ou menos educada ou um ignorante. Você deveria desempenhar estes papéis muito a sério e sentir a reação, necessidades, demandas e opiniões delas.

Ao mesmo tempo, você tem que se manter no seu próprio nível e ainda ser “vestido” à imagem deles. Isso é chamado de “Levush” (vestimenta). Só então você vai estabelecer um bom contato com elas.

Digamos que seu nível permite que você defina os graus das outras pessoas. Como você pode descer do seu nível e fazer contato com elas? Este processo é chamado de uma “descida”, “vestimenta”, é uma manobra pedagogicamente espiritual. Professores utilizam este método inconscientemente. Em nosso sistema, isso deve ser medido com precisão.

Você deve fazer um Zivug de Aka’a (coesão com a Luz) especial; ou seja, você deve se transformar num estado inferior e fazer contato com pessoas comuns, de forma que ambos os estados se mesclem. É um trabalho muito interessante que temos que aprender a fazer. É por isso que somos chamados de “professores da humanidade”.

É muito bom que já tenhamos uma demanda por esse tipo de trabalho. Tente falar sobre estas questões com os outros. Isto é, na verdade, tudo o que O Estudo das Dez Sefirot trata. Todo o nosso trabalho é sobre isso também. Então, ao trabalhar nestes estados entre vocês, você vai começar a senti-los internamente.

Além disso, é interessante, porque quando a pessoa passa por estes estados, quando ela se veste em inúmeros Partzufim novos, ela se torna “redonda” e igual ao mundo do Infinito. Este é o tipo de conexão entre as pessoas através do qual ocorre a união, o amor e a fusão completa.

Da Convenção em Sochi 14/07/14, Lição 4

Amor Altruísta

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que os amigos devem manter uma conexão entre eles semelhante à que existe entre mãe e filho?

Resposta: Sim, é uma unidade interna especial entre você e seus amigos, que se estende profundamente em seus sentimentos e pensamentos mais internos, e sua relação com a meta.

Comentário: Muitas vezes, acontece que mesmo se eu demonstro minha preocupação interna por uma pessoa, eu não recebo a mesma atitude em troca. Então, eu acabo tendo uma conexão muito estranha com essa pessoa.

Resposta: Você não recebe nada em troca, e daí? Não está escrito em nenhum lugar que um amigo tem que amá-lo. O amor é o sentimento que se eu amo meu amigo, eu sou feliz. Não se trata de ser amado e, portanto, sentir-se bem.

Você não deve ter reclamações contra seus amigos por negligenciá-lo (como você acha que eles fazem). Nem um pouco! Estas injúrias não devem ser dirigidas a eles, mas ao Criador. Você sempre fala com o Criador, e não com os seus amigos. Este é o problema que é constantemente esquecido.

Da Convenção em Sochi 14/07/14, Lição 4

No Outro Lado Do Ego

Dr. Michael LaitmanPergunta: Ao se anular, a pessoa deve anular seu ego, transformando sua essência. Mas um medo terrível surge em mim: se o ego físico desaparecer, o que restará? Será que a espiritualidade vai turvar e obscurecer?

Resposta: Este é um sentimento muito bom e genuíno. Se você se sente assim, é sinal de que o que está surgindo em você é a impressão correta do quanto você é um egoísta primitivo, pequeno e simples. E se o ego desaparece, então o que vai sobrar? Nem o seu “eu” ou nada?

Todas as perspectivas espirituais se encontram do outro lado do ego. Ao rejeitá-la, você vai começar a sentir uma nova dimensão.

Da Convenção Em Sochi 14/07/14, Lição 6