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Escolhendo O Doce- Amargo Da Verdade

Os bons e os maus estados não são definidos de acordo com o prazer que sentimos vindo deles. Estados podem ser bons ou maus também de acordo a sensações ou desde a perspectiva da verdade e da mentira. Cada pessoa que começa a desenvolver seu gene espiritual (a chispa, Reshimo) percebe cada estado das duas maneiras.

De acordo com seu desejo, a pessoa percebe o estado como “doce” ou “amargo” porque o desejo é  “animal”, uma simples matéria. Porém, de acordo com a chispa espiritual, ela percebe esse estado como verdadeiro ou falso.

Além disso, tudo depende em quão importante para nós é a verdade ou a amargura; é mais importante para uma pessoa, menos importante para outra. Nosso avanço depende da nossa habilidade de tolerar a amargura pelo o bem da verdade.

Digamos que hoje eu pego 100 gramas de amargura, e ainda eu irei me agarrar à verdade. Isso significa que eu estou pronto para seguir adiante. Amanhã, eu estarei pronto para pegar 150 gramas de amargura. Amargura significa que isso é contra minha natureza, o desejo de receber prazer, como aconteceu durante a última convenção onde nós tentamos nos conectar e ficamos com medo, “Tudo menos isso!”

Porém, quando sabemos que a verdade está nessa conexão e queremos nos elevar acima da nossa amargura, então seremos capazes de fazer isso da próxima vez. Seremos capazes de fazer um cálculo de acordo com verdade e mentira.

Mesmo que eu não esteja pronto para me conectar, e que quebrar meu ego e subir acima dele me machuque e assuste, eu ainda vejo que isso é falso, e eu odeio isso. Eu não posso mais permanecer assim.

Até agora não sentimos esse ódio, mas ele irá aparecer. Então, nós quebraremos a casca impura, Klipa, e seguiremos. Nós só precisamos de tempo para fazer isso.

Mais Alto, Mais Alto, E Mais Alto

O que é o fim da correção? Digamos que eu precise consertar meu carro para ir a algum lugar. Eu o levo a uma oficina, e o mecânico conserta meu carro. Uma vez que o carro está consertado, isso significa que eu completei a correção. Agora, com o carro consertado (ou, se somos nós que estamos corrigindo, então, com uma alma comum corrigida) nós começamos nossa viagem para o alto.

Porém, nós não falamos sobre isso. Nós só falamos sobre o meio de obter a correção. Os Cabalistas não dizem o que acontece à alma corrigida. Eles somente dão pistas sobre as coisas que esperam por nós lá, mas isso é uma realidade ainda mais elevada, acima de todas as palavras, acima do Mundo Infinito.

Querer Não É Suficiente

Pergunta: O que significa pedir correção à Luz, dirigir-se a ela?

Resposta: Nós precisamos entender que a verdadeira correção não depende de nós. Nós somos o desejo de prazer, e se somos capazes de fazer qualquer coisa, é somente evocar a ação desde o Alto.

Todo nosso trabalho é elevar MAN, o pedido por correção, mas o Criador faz todo o trabalho. Por isso nosso caminho é chamado “o trabalho do Criador”. Nós nos esforçamos no grupo e estudamos somente para convencer a cada um da necessidade de desenvolver uma única aspiração descrita como: “Israel, a Tora, e o Criador são um”.

Não devemos nos esquecer, mesmo por um segundo, que precisamos pedir pela correção. Tudo é somente dado através da prece, um apelo, a revelação da necessidade. Eu não só quero algo abstrato, eu quero corrigir os Kelim (vasilhas), eu quero ser como Você, eu quero ser grande. [Leia mais →]

Uma Balança Para Recompensa E Castigo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se não existe recompensa e castigo nesse mundo, onde eles existem?

Resposta: Existe recompensa e castigo em nosso mundo, gente boa e má, e tudo o mais que você vê e entende. Está escrito: “O mundo se comporta de acordo com leis fixas”. Dentro do âmbito do nosso mundo, cada sociedade, país, e civilização têm suas próprias leis.

Se você vai a um jardim de infância, a uma escola, ou a alguma instituição para adultos, em cada lugar você irá encontrar leis específicas de comunicação, e recompensa e castigo para sua observância. Para onde quer que você vá, irá existir um estatuto de leis para um grupo de pessoas, seja uma sociedade ou uma nação.

Mas, com respeito a ganhos e perdas relativas ao mundo espiritual, suas ações corporais não têm influencia no nível espiritual. Elas afetam as futuras reencarnações da alma, mas não na revelação do Criador às criaturas, a revelação do mundo espiritual, que é descrita como “veja seu mundo nessa vida”. E, como explica a Torá, a pessoa que só executou ações corporais é considerada como não tendo feito nada.

Nós estudamos que a sua única ação livre nesse mundo é o esforço em unir-se ao grupo; todas as suas outras ações não são suas. Nós somos avaliados somente com respeito à escolha do melhor ambiente a cada momento, de modo a alcançar o propósito da criação.

Da  Lição 2, Convenção Mundial de Cabalá 2010, 09/11/10

Eu Quero Cruzar A Machsom!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando nós atravessamos a Machsom (a barreira que nos separa da espiritualidade), nós fazemos isso juntos ou cada um a seu tempo?

Resposta: A Machsom é uma fronteira potencial. Se eu aspiro à união com os amigos, e da separação entre nós desejo alcançar uma maior proximidade, se tento aniquilar essa distância o máximo possível, mas sou incapaz de fazê-lo, então eu apelo ao Criador, a Luz, e atravesso a Machsom. Em outras palavras, o meu ego permanece, mas eu desejo subir acima dele, apesar do fato de que em estágios anteriores eu não desejei especialmente isso e aceitava sua presença em mim.

Assim era antes da Machsom. Porém, acima dela, existem duas formas de conexão; “doar para doar”, o nível de Bina, e “receber para doar”, o nível de Hochma e Keter.

Portanto, onde eu percebo a Machsom? Na conexão entre nós. Nela, eu não estou sujeito às nossas ações externas com respeito um ao outro e às expressões de gostos pessoais. Aqui, eu preciso trabalhar somente dentro de mim.

Eu tenho que sentir uma capacidade interna de me conectar com eles dentro de mim, em nossos desejos, para que assim todas as nossas centelhas de doação se conectem. Tão logo eu comece a desejar isso, eu cruzo a Machsom. Mesmo assim, todos os nossos atributos egoístas permanecem.  Afinal, nós não corrigimos o nosso ego, mas subimos acima dele, ávidos em unir nosso desejo apaixonado pela espiritualidade, a qualidade de doação.

Se as nossas centelhas de doação se unem, elas formam o vaso para a Luz de Hassadim (Misericórdia), porque tal vaso já tem o atributo de Hafetz Hesed (agir acima do egoísmo). É quando a pessoa começa a perceber a Luz Superior governando tudo que existe.

Abaixo da Machsom, a mesma Luz Superior preenche toda a realidade, mas nós não a percebemos. Tão logo nossos pontos nos corações começam a se conectar, numa união, densidade e compressão entre eles, eu subitamente começo a sentir a Luz que permeia tudo. Porém, as centelhas já “encontraram” a Luz e se tornaram seu “medidor”.

Agora, nós estamos na mesma condição, e não precisamos voar para outra dimensão ou  galáxia. A Luz reside entre nós, e só nos falta a sensibilidade a ela, um órgão de percepção. Quanto mais perto os nossos corações chegam, mais descobrimos a Luz que habita entre nós. Nós chegamos a isso na doação mútua e desejamos que isso aconteça.

Da  Lição 2, Convenção Mundial de Cabalá 2010, 09/11/10

Um Vigarista Em Meu Próprio Direito

A percepção da realidade, como a sabedoria da Cabala nos ensina, é muito subjetiva. Realidade é percebida apenas em relação a nós e aos nossos órgãos sensoriais. Mas fora deles, não há nenhuma realidade, ela não existe. Nós a recebemos como uma imagem na tela localizada na “parte” de trás do nosso cérebro, como se a realidade existisse independentemente de nós, do lado de fora.

Enquanto o livro do Zohar explica, que eu vejo partes do meu desejo de receber, na medida em que difere da Luz, à medida que o meu desejo de receber varia entre o atributo de doação que caracteriza a Luz.

Nosso desejo coletivo, a única criatura, estava inicialmente no estado do “Infinito”. Em seguida, ele desceu do estado do “Infinito” para o do “nosso mundo” experimentando a quebra, ou seja, alterando sua propriedade de doação para a recepção. [Leia mais →]

Existe Alguém Mais Lá Fora?

Pergunta: Se não há ninguém além de mim, então por que eu tenho que vir à Convenção, unir-se com todos, e amá-los?

Resposta: Você tem que começar a perceber a verdadeira realidade em suas sensações. Portanto, você tem que vir e ver que todos nós existimos, e você tem que executar todas as ações para que pudéssemos “deixar de existir.”

Pergunta.: Mas você disse que não há mais ninguém aqui?

Resposta: Mas sou eu quem disse isso! E você tem que alcançar tal realização por conta própria. Você tem que provar para si mesmo que não há ninguém aqui, exceto Malchut do Mundo do Infinito.
[26529]

Da Lição da Convenção Mundial de Cabala de 10/11/10

O Criador Saboroso!

A pergunta “Para que eu vivo?” é o início do desejo de revelar o Criador. Eu quero saber Quem me gerou, minha raiz, onde resido, e Quem me governa. Quem criou tudo isso, e por que Ele me criou “embrulhado” dentro deste mundo tão grande? O que Ele quer de mim a cada momento, dando-me não um momento de repouso e me empurrando em direção a algo desconhecido?

Quando essas perguntas vêm a mim, elas envenenam toda a minha vida, e eu não posso mais viver sem revelar o Criador. É assim que fui programado porque eu fui criado pela Luz, que imprimiu em mim, em todos os meus desejos.

Todos os meus desejos são como um molde, a impressão revertida da Luz, até eu chamar a Luz e encher-me com ela, não vou descansar, até o ponto onde essa vida vai se sentir pior que a morte. Eu vou estar pronto para fazer qualquer coisa para sentir pelo menos uma gota dessa realização.

Portanto, minha tarefa é a de esclarecer a forma de revelar o Criador, a Luz, e a forma em que eu possa me satisfazer com ela. Na verdade, esta não é uma tarefa simples e é por isso que a sabedoria da Cabala é chamada “Hochmat HaKabbalah (sabedoria de recepção).”

Não é como no nosso mundo onde só precisamos abrir a boca para saciar nossa sede. Um desejo espiritual não pode ser saciado diretamente. Pelo contrário, deve ser esclarecido pela primeira vez já o Criador não me dá uma vontade pronta adequada para a Luz. Ele quer que eu verifique o que é que eu desejo, que é a Luz, e para perceber que ela é a maior de todas as realizações possíveis. Ele quer que eu tente todos os desejos e todas as realizações, a fim de verificar por mim mesmo, e dizer: “Não, eu quero só isso!”

O Criador é extremamente ciumento e caprioso. Ele quer que eu ame-o somente e nada além, e Ele verifica isto, revelando em mim todas as coisas possíveis. Devo responder: “Não, Você ainda é maior do que todas as realizações de todos os prazeres! Você é o mais saboroso!  Está escrito:” Prove e veja que o Senhor é bom “, porque este tipo de entendimento é chamado sabor.
[26423]

Da Lição 7 do Congresso Mundial de Cabala de 11/11/10

Permissão Para Revelar a Cabala

Estamos constantemente procurando formas de melhorar a nossa vida, e todos os nossos pensamentos e desejos são destinados a isso. O Criador sempre nos revela novos desejos e um vazio interior que nos remete no sentido inverso, forçando-nos a fugir desse vazio.

Ele revela algo ruim para mim, e eu começo a fugir disso, na direção oposta, para algo bom. No entanto, nesse momento, Ele revela ainda um outro vazio dentro de mim, e eu mudo meu caminho novamente. É assim que somos governados de Cima.

Cada instante, nós experimentamos um novo desejo e instintivamente tentamos cumpri-lo com o melhor da nossa capacidade. Desta forma, o Criador nos leva em direção ao objetivo de se tornar como Ele. Embora uma pessoa seja totalmente oposta ao Criador (uma vez que o Criador é amor absoluto e doação, e o homem é a força do ódio e da recepção), ainda assim, gradualmente ela torna-se habilitada para ver sua natureza antagônica e se corrige.
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A Primeira Peste do Egito

Pergunta: Qual é o maior mal que devemos revelar dentro de nós para que a Luz nos ilumine?

Resposta: Temos a convicção de que nossa natureza inata, é o Faraó (ego) que não nos permite superar a nós mesmos. Devemos odiá-lo, mas nós ainda o amamos; continuamos gostando de viver nele. Quando, semelhante à nossa situação atual, nós começamos a receber golpes, ficamos desapontados com a nossa natureza e entendemos que não podemos alcançar a espiritualidade.

Então, pela primeira vez, conseguimos ver a nossa natureza, como a inclinação ao mal, como o nosso rival, que é o oposto ao Criador, à espiritualidade. Esta é considerada a primeira praga do nosso Faraó.

Quanto as outras nove pragas, eu não acho que vamos precisar de mais nove convenções. Nós vamos ser capazes de nos submeter à nossa conexão mútua diariamente durante nossas aulas. Nós vamos passar por elas rapidamente, porque a chave em cada etapa espiritual é o seu primeiro grau.

Mais tarde, tudo vai ser apenas uma rotina até que uma determinada fase esteja concluída. Por exemplo, agora, estamos tomando consciência do nosso próprio mal, e nós começamos este processo. Da próxima vez, iremos escapar do Faraó, o êxodo do Egito, e é isso que é chamado de nascimento espiritual.
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Da lição sobre a Parte Semanal da Torá de 12/11/10