Como Se Mede O Progresso?

243.01Nosso problema é que consideramos nossos estados como bons ou ruins e medimos subidas e descidas pelo nosso humor, bem-estar físico e quanta energia temos no trabalho. Isso não tem nada a ver com o verdadeiro estado.

A intenção de doar ou receber algo, sua nitidez e clareza, a consciência do mal nela contido e a capacidade ou incapacidade de praticar o bem não são medidas por nossas sensações, mas pela própria intenção, pela profundidade com que a esclarecemos. De acordo com isso, podemos medir nosso progresso.

Talvez, em seus esclarecimentos, a pessoa revele que está inteiramente no estado de receber para si mesma, que não há nada nela em prol da doação, e que, portanto, está longe do Criador. Nisso, ela está de fato longe do Criador, mas está perto Dele na medida em que avança no esclarecimento da intenção e no processo de correção.

Portanto, nossa sensação não determina nada na escala de graus que percorremos, pois esta deve ser considerada apenas de acordo com a profundidade do esclarecimento da intenção. Quão boas ou ruins são as sensações de uma pessoa durante esses esclarecimentos não importa; quanto mais profundas forem, mais ela avança.

Portanto, devemos nos esforçar apenas para renovar nossa intenção — isto é, examinar constantemente qual é a nossa atitude em relação ao Criador. Devemos examinar constantemente essa conexão mútua, esse sistema de relacionamentos, e aprofundá-lo o máximo possível.

Da Lição Diária de Cabalá 08/09/26, Rabash, “O que significa ‘A cada dia serão como novos aos teus olhos’, no trabalho?”