Como O Vento No Campo
Pergunta: As pessoas estão constantemente em busca de novas sensações; experimentam uma coisa, depois outra, depois uma terceira. Por exemplo, eu não entendia o que significava fazer uma tatuagem e decidi experimentar. Obviamente, é um sinal de certa autoexpressão. Mas só depois de fazê-la é que entendi o que uma tatuagem realmente é.
O mesmo acontece com as coisas espirituais. Até que você tente, não poderá explicar. Muitas pessoas que vêm estudar Cabalá começam a cultivar um princípio de igualdade entre si, para que todos se tornem semelhantes. Até que ponto o ambiente pode influenciar uma pessoa positiva ou negativamente nesse sentido?
Resposta: Você está falando de uma pessoa que é como o vento no campo. Ela tem um objetivo ou não? Primeiro, ela precisa descobrir o seu. O que eu quero alcançar? Qual é o meu objetivo? Ele existe ou não? Se não, então o quê? Devo apenas olhar ao redor? Algumas pessoas se comportam assim, outras têm um objetivo específico, enquanto outras vagam à sua maneira. Então, eu escolho o que é mais próximo, melhor e mais fácil para mim. Eu sigo a multidão ou alguns grupos, e assim me junto a eles.
Mas se estamos falando de individualidade, eu preciso encontrar meu próprio objetivo pessoal. Depois de encontrá-lo, preciso esclarecer como posso realizá-lo: onde, com quem e por quais meios. Então analisarei: se, por esse objetivo, eu precisar, digamos, fazer a mesma tatuagem, então farei; se eu precisar aprender algo, aprenderei.
Em outras palavras, o objetivo deve justificar os meios. O estado final deve determinar o caminho para alcançá-lo. Meu estado atual não tem sentido se eu não conheço o estado final, e sou como o vento no campo: para onde ele me leva, é para lá que vou. Ou seja, agirei não com a minha própria cabeça, mas com a de outra pessoa; tudo o que me for apresentado no momento torna-se importante. E assim a pessoa gira em torno de si mesma durante toda a vida, até que se enfraquece, concorda que “é isso aí” e morre.
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De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. Todos Deveriam Ser Iguais”, 01/10/10