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“Reformadores Do Mundo” Destruirão O Mundo

546.02Observação: Quando o mal surge, e agora há muito mal no mundo em todas as suas cores, de repente aparecem aqueles que querem corrigi-lo. Eles são chamados de pessoas honradas, recebem prêmios Nobel, etc. Eles vêm para corrigir esse mal. Eles doam dinheiro para isso e investem suas forças nele.

O grande Cabalista Baal HaSulam, cujas obras estudamos, escreve no artigo “Paz no Mundo” sobre “A Fraqueza dos ‘Reformadores do Mundo’”: “Esta é a chave para compreender a fraqueza dos reformadores do mundo através das gerações. Eles consideravam o homem como uma máquina que não está funcionando corretamente e precisa de consertos, ou seja, remover suas peças quebradas e substituí-las por outras que estão funcionando”.

Em princípio, parece bastante lógico. Ou seja, eles desejam operar a máquina adequadamente para que ela funcione sem problemas de acordo com o seu entendimento.

“Esta é a tendência de todos os reformadores do mundo – erradicar qualquer dano e mal na espécie humana … e é verdade que se o Criador não se opusesse a eles, eles certamente teriam agora purificado o homem inteiramente, deixando nele apenas o que é bom e útil”.

Resposta: E isso traria o fim do mundo.

Observação: Mas está escrito aqui que eles deixariam “apenas o que é bom e útil”. Isso seria bom para o mundo.

Meu Comentário: Bem, é claro! Tente sugerir isso e você verá que todos concordarão com você! Exceto o Criador.

Observação: E o Criador diz: “Não, Eu não preciso do que se chama de bom e benéfico. Eu não preciso que seja a única coisa que resta no mundo”.

Mais adiante, o Baal HaSulam continua: “Mas como o Criador zela meticulosamente por todos os elementos de Sua criação, não permitindo que ninguém destrua uma única coisa em Seu domínio, mas apenas reformule-a e torne-a útil e boa, todos os reformadores do tipo mencionado acima desaparecerão da Terra e as más qualidades não desaparecerão. Eles existem e contam os graus de desenvolvimento que ainda devem percorrer até que completem seu amadurecimento”.

É como se o Criador estivesse dizendo: “Não gosto desses reformadores do mundo. Não gosto de quem gosta de fazer o bem”. Eles querem que esse mal desapareça, substituir as peças danificadas do carro por outras boas e fazer o carro andar bem. Eu não quero isso”.

Meu Comentário: Isso está correto. Quem são os parceiros do Criador? Vilões. Eles revelam o mal no mundo, como disse o Criador: “Eu criei a inclinação ao mal…” Ou seja, eles são Seus cúmplices que O ajudam e revelam o mal.

Eles nos mostram: “Veja o que o Criador criou!” E a única coisa que falta aqui é o outro lado, onde precisamos pegar as forças da natureza e construir um sistema oposto que compensaria esse mal. Então, através da criação de nosso próprio sistema de bem que compensa o mal, iremos nos elevar por ambas as forças, em ambos os níveis.

Pergunta: Isso significa que as pessoas más são as mais próximas do Criador?

Resposta: Sim. É por meio delas que o Criador cria o mundo.

Pergunta: Ele cria o mundo e nos mostra que o mundo foi criado a partir do mal. Vemos isso, ficamos horrorizados e começamos a lutar contra esse mal. Você está dizendo: “É errado lutar contra o mal?”

Resposta: Devemos aprender a compensar isso corretamente, a usá-lo como o menos e o mais na eletrônica e em outras áreas.

Pergunta: Então, o mal existe e não eu devo tocá-lo. Pelo contrário, devo criar uma montanha do bem. Aqui está uma montanha do mal e uma montanha do bem. Esta montanha do mal cresce? E a montanha do bem também cresce? O principal é não apagar essa segunda montanha?

Resposta: Você não pode apagá-las, apenas mutilará toda a natureza.

Pergunta: Como faço para construir a montanha do bem?

Resposta: Com base no mal.

Pergunta: Vendo todo esse mal, digo: “Este não é o caminho certo, devo escolher outro caminho”?

Resposta: Claro. Caso contrário, você será como os que destruíram pardais, moscas e assim por diante.

Pergunta: Então, eu construo uma montanha do bem olhando para essa montanha do mal?

Resposta: De acordo com ela.

Pergunta: Onde obtenho forças para construir esta montanha do bem?

Resposta: Aqui você tem que perguntar ao próprio Criador.

Pergunta: Não há outra maneira?

Resposta: Não. Então você verá porque o Criador criou o mal. É para que você se volte a Ele e receba a força do bem.

Observação: Então, apenas com recursos materiais, com minhas habilidades…

Resposta: Isso não levará a lugar nenhum. Você não vai realizar nada. Só existe o mal em nosso mundo. Mesmo o bem que você vê também é mal.

Pergunta: E quando dizem: “Este líder forte, carismático, corajoso e determinado será capaz de nos levar ao bem, à felicidade” e todos começam a votar nele, é tudo mentira?

Resposta: Claro. Hoje, mais e mais pessoas começam a perceber isso.

Pergunta: Nossa tarefa é construir este bem contra o mal, e tudo o que precisamos fazer é pedir força à natureza, ao Criador?

Resposta: Pedir ao Criador a força do bem para equilibrar o mal e ascender sobre essas duas forças como se estivesse sobre duas pernas.

Pergunta: O mundo chegará a isso?

Resposta: Muito em breve! Eu acredito que, talvez, eu também consiga ver isso. Mas devemos lançar o alicerce.

Observação: Este é definitivamente um ponto de virada para uma pessoa.

Resposta: Precisamos educar as pessoas! Conceitos básicos que só precisamos apresentar diante delas.

Pergunta: Estamos falando de uma pessoa comum. Diga-me, quando alguém enfrenta o mal, qual deve ser sua primeira reação?

Resposta: Equilibrar o mal. Se eu quiser destruí-lo, tenho que equilibrá-lo! Dessa forma, eu não apenas o erradico como se o estivesse reduzindo a zero, mas o emprego e uso para o bem.

Como duas forças na eletricidade: o negativo e o positivo. Qualquer força que se revela neste mundo consiste em si mesma e em seu oposto, seu paralelo. Não há mais nada, apenas isso. Portanto, em relação ao mal, devemos encontrar a expressão do bem e colocá-los uns contra os outros, colocando-se no meio. E você verá como subir nestes dois riachos da fonte. É assim que você vai subir usando os dois.

Pergunta: Então, você está dizendo que para que alguém se eleve ao bem, ele deve estar entre o bem e o mal?

Resposta: Eles devem empurrá-lo por baixo como os jatos de uma fonte.

Pergunta: Quando eu construo o bem contra o sentimento do mal, é chamado de que estou no meio? Eu vejo o bem e o mal.

Resposta: Sim. Precisamos ensinar as pessoas como usar ambas as forças corretamente. Para elas, esta é a revelação do novo mundo e de possibilidades infinitas.

Pergunta: Isso significa que precisamos trabalhar na primeira reação de uma pessoa para destruir o mal? Para que a primeira reação seja: “Oh!”

Resposta: Depende do apoio da sociedade, do ambiente.

Pergunta: Então, de uma forma ou de outra, a pessoa deveria estar procurando, ou deveria ser colocada no ambiente que pensa assim, certo?

Resposta: Sim. O ambiente a apoiará nos bastidores. E ela sentirá que precisa realizar certas ações. Ela receberá pensamentos do ambiente. O mundo está chegando a esse ponto, não há outra maneira. É assim que o mundo está organizado. O principal é seguir em frente!

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 10/08/20

“É Um Empate! Discutam! ” (Times Of Israel)

O Times of Israel publicou meu novo artigo: “É Um Empate! Discutam!”

Quer Trump ou Biden acabem na Casa Branca, nenhum será o presidente dos Estados Unidos. Ele será o presidente apenas dos americanos que o elegeram. Um presidente cem por cento aceito por metade do país e cem por cento rejeitado pela outra metade não pode ser considerado POTUS (President of the United States). Isso deixa o povo americano com duas opções: discutir ou lutar. Espero que eles escolham o primeiro.

A América é um país altamente desenvolvido, especialmente quando se trata de política. Como acontece com qualquer nação desenvolvida, seu povo é muito opinativo. E quanto mais teimosos eles se tornam, mais difícil é para eles se afastarem de suas opiniões. Eles se tornam menos tolerantes e mais arrogantes, menos atentos e mais assertivos, até que, finalmente, todo o país explode em tumultos, violência e segue-se uma guerra civil.

Este é o caminho natural, e os países devem observar cuidadosamente o que está acontecendo na América, porque também acontecerá com eles. É a evolução natural da natureza humana.

Apesar do prognóstico sombrio, os humanos têm mais do que a natureza humana a seu favor; eles têm intelecto. Quando uma situação se tornar um impasse evidente, procure um desvio. Não há razão para que as coisas terminem em violência se já vemos que é para lá que vamos; podemos redirecionar.

Há muita verdade no famoso ditado de Albert Einstein: “Os problemas com os quais estamos lidando não podem ser resolvidos no mesmo nível de pensamento com que os criamos”. Mas há mais do que isso; nós, essa é a nossa natureza, os criamos de modo a subir a um nível superior.

Pense nisto: se tudo estivesse bem enquanto morávamos em cavernas, teríamos saído delas? Se tudo o que fizéssemos desse certo, algum dia desenvolveríamos novas táticas ou ferramentas para melhorar nossas vidas e torná-las mais fáceis? A vida continua apresentando problemas agora como sempre fez, e sempre com o mesmo propósito: para nos levar adiante, nos forçar a evoluir. E hoje, a evolução centra-se principalmente na sociedade.

Na verdade, nossa sociedade é manca. As relações humanas em todos os lugares são atormentadas por suspeitas, animosidade, alienação e ódio. Gostamos de nos sentir assim um com o outro? Se gostássemos, não veríamos os índices de depressão, abuso de substâncias, violência, homicídio e suicídio que estamos vendo. Nós nos tornamos uma sociedade de pessoas tristes, deprimidas, assustadas e principalmente sem esperança, e tudo isso porque há um demônio dentro de nós que nos faz odiar uns aos outros.

Mas não é um demônio; é a natureza humana, o mesmo motor que nos desenvolveu ao longo dos tempos. Anteriormente, isso nos fazia sentir desconfortáveis ​​fisicamente para que pudéssemos desenvolver maneiras mais fáceis de viver. Agora, isso nos deixa emocionalmente desconfortáveis, então desenvolveremos maneiras mais fáceis de viver uns com os outros.

É por isso que a esquerda e a direita nunca vão concordar. Os republicanos sempre pensarão que os democratas estão completamente errados e os democratas pensarão o mesmo dos republicanos. Mas sem a tensão, não haverá ímpeto para o crescimento, nenhuma compreensão de que devemos de alguma forma estabelecer a unidade ou iremos matar uns aos outros.

Há uma coisa engraçada sobre conflitos insolúveis. Quando você finalmente consegue se reconciliar, muitas vezes se sente mais perto do que antes do conflito estourar. Além disso, muitas vezes você percebe que o problema não existe mais, embora nunca o tenha tocado, mas apenas se concentrou em se conectar com a outra parte. Se alguma vez aconteceu com você que você brigou com seu parceiro e depois que fez as pazes, você não conseguia se lembrar do que brigou, então você sabe o que quero dizer.

Mas não é apenas no nível pessoal. A mesma ideia é verdadeira para conflitos sociais, nacionais e internacionais. Quando você trabalha na unidade, os problemas não são resolvidos, eles desaparecem, pois estavam lá apenas como catalisadores para a conexão.

A América tem sido a líder do mundo livre praticamente desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Agora ela está em uma crise que pode elevar ou afundá-la. Se os americanos quiserem, eles podem ser os pioneiros que sempre foram e levar o mundo inteiro a uma nova era, onde os problemas são promotores de conexão e os conflitos são oportunidades para uma concórdia profunda. Tem sido um empate político na América desde 2016; é hora de discutir e subir juntos para um novo nível de solidariedade e coesão, e abrir o caminho para longe do atrito e em direção à paz real e duradoura.

Nova Vida 464 – Negação Do Antissemitismo, Parte 2

Nova Vida 464 – Negação Do Antissemitismo, Parte 2
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Yael Leshed-Harel

Os israelenses não sentem que o antissemitismo existe e são insensíveis às manifestações de antissemitismo em todo o mundo. Hoje, dificilmente há qualquer conexão entre israelenses e judeus no exterior. Se houver alguma conexão, ela ficará gradualmente mais fraca. O nível de antissemitismo no mundo hoje é semelhante ao nível de antes da Segunda Guerra Mundial na Alemanha. Somos teimosos e não aprendemos nada desde então.

No entanto, a sabedoria da Cabalá foi revelada para nos ensinar que certos problemas em Israel só podem ser resolvidos pela conexão.

De KAbTV, “Nova Vida 464 – Negação Do Antissemitismo, Parte 2”, 02/12/14

 

A Vergonha É Um Meio De Derrota Ou Uma Ascensão?

276.06Observação: A vergonha é inerente apenas à raça humana e é subdividida de acordo com os níveis de desejo. Quanto mais desenvolvida uma pessoa, mais frequentemente ela tem um estado de vergonha.

Meu Comentário: A vergonha é um sentimento de imperfeição. Nos animais, a sensação de vergonha está completamente ausente. Mas às vezes, mesmo em pessoas avançadas, esse sentimento pode ser completamente suprimido. E quem está próximo da natureza, mais afinado, pode sentir vergonha.

Pergunta: A vergonha é o sentimento mais odiado por uma pessoa. As pessoas estão mais dispostas a cometer suicídio do que sentir vergonha pública. Qual é a raiz desse fenômeno doloroso para uma pessoa?

Resposta: O fato de afetar o “eu” de uma pessoa, seu egoísmo, que é a nossa essência. Portanto, para uma pessoa que se desenvolve egoisticamente, a vergonha é a maior derrota. Ela não aguenta.

Observação: Dizem que, na ausência de testemunhas, o sentimento de vergonha não surge.

Meu Comentário: Sim. Normalmente, a vergonha só se manifesta em relação a algo ou alguém. Em particular, no que diz respeito às regras específicas que existem na sociedade envolvente. Sempre nos avaliamos em relação ao nosso ambiente.

Pergunta: Você escreve que uma pessoa precisa de vergonha perante o Criador. Ou seja, conseguir isso é um grande meio de correção. Esse sentimento é concedido a almas elevadas. Do que se trata?

Resposta: Se uma pessoa realmente começa a sentir sua conexão com o Criador, ela já se mede em relação a Ele. É aqui que ela sente vergonha como meio de ascensão ao Criador.

De KabTV, “Habilidades de Comunicação”, 07/08/20

Blitz De Dicas De Cabalá – 11/06/20

592.03Sobre Liderança

Pergunta: Você se considera um líder?

Resposta: Sim.

Pergunta: Qual é a melhor qualidade de um líder que você pode identificar em si mesmo?

Resposta: A imutabilidade da meta para a qual direciono todos os humanos.

Pergunta: Você sempre foi um líder ou isso veio com o tempo?

Resposta: Acho que nasci assim.

Pergunta: Qual dos líderes do passado você respeita?

Resposta: Além dos líderes bíblicos, eu respeito os grandes intérpretes da Torá de todos os tempos. Porque a Torá é um método de desenvolvimento do nosso mundo.

Pergunta: Você se considera uma pessoa carismática?

Resposta: Não. Tento não esconder minhas qualidades das pessoas próximas a mim e dos meus alunos, para que possam ver absolutamente todas as minhas fraquezas. Não acho que preciso fingir. Um líder não deve fingir. A ideia dele precisa funcionar, não ele mesmo. Ele não é o chefe.

Pergunta: Você sempre se prepara para falar em público?

Resposta: Nunca! Isso pode ser um problema. Muitas vezes me encontro nessas situações quando expresso a ideia de que vim para uma palestra pública em 15-20 minutos e não tenho nada a dizer. Aí passo o microfone para o público, e eles começam a me dirigir.

Pergunta: Você sente prazer quando consegue convencer alguém?

Resposta: Não acho um prazer forçar ou persuadir alguém. É um prazer saber que o propósito da criação, o sistema do universo, está se tornando mais claro para uma ampla gama de ouvintes.

Pergunta: O que você faz de melhor? Como você desenvolve essa habilidade?

Resposta: Eu nem penso no que preciso ser capaz de fazer. Eu ensino e faço tanto quanto posso. Além disso, procuro notícias, alguns materiais e tudo a fim de ensinar.

Observação: Diga o nome do sucesso do qual você se orgulha particularmente.

Meu Comentário: Com a ajuda de meus alunos, eu criei uma organização que explica à humanidade seu próximo estado corrigido e superior.

Observação: Diga o nome do fracasso do qual você se lembra e as lições que você aprendeu com ele.

Meu Comentário: Minha vida inteira é um grande número de pequenos fracassos. Mas não acho que poderia ter sido diferente.

Pergunta: Deus ou a sociedade escolhe o líder ou você se torna um?

Resposta: Somente a força superior determina todos os nossos passos.

Pergunta: Seu professor era um líder?

Resposta: Para um círculo restrito de seus alunos, ele era o líder indiscutível e absoluto. Mas ele não é um líder por natureza. O pai dele, eu acho, era um líder.

Pergunta: Como devemos tratar as pessoas que não trabalham bem? Que métodos eficazes de punição você conhece?

Resposta: O mais eficaz é a equipe. Se a equipe estiver configurada corretamente, a menor falha na pessoa em seu lugar será imediatamente percebida pelos membros da equipe com feedback negativo.

De KabTV, “Habilidades de Gestão”, 11/06/20

“Na Selva Da Política Americana, Burros E Elefantes Devem Coexistir” (Medium)


Medium publicou meu novo artigo: “Na Selva Da Política Americana, Burros E Elefantes Devem Coexistir”

No momento da redação deste artigo, ainda não havia um vencedor claro para a eleição presidencial. Mas mesmo quando os resultados finais forem declarados oficialmente, ainda não haverá vencedor, a menos que seu objetivo seja unificar a nação. Por quê? Porque quando o país se divide em dois, um lado vence, anula, desqualifica e ofusca o outro. Isso não pode ser chamado de democracia real, um conceito que por definição deve incluir e abraçar a pluralidade de opiniões.

Então, como a situação está agora, é possível evitar um confronto entre as duas frentes? Não, é impossível. Mas a América não é exceção. O mesmo é relevante em todos os países e em qualquer sociedade do mundo, porque os polos nitidamente opostos nas perspectivas das pessoas derivam da natureza humana. Cada lado quer provar que está certo e o outro completamente errado, atitude que destrói qualquer chance de se chegar a um entendimento civilizado. Significaria rejeitar a premissa básica de que tudo na realidade tem o direito de existir, mesmo que tenha qualidades opostas. Da mesma forma, o ponto de vista de todos deve ser considerado e valorizado, mesmo aqueles cujos pensamentos ou educação são radicalmente diferentes dos nossos.

A melhor escola para entender a política e qualquer modelo de interação humana que possa realmente funcionar para as pessoas, para todas as pessoas, é a selva. Literalmente. Por exemplo, quem está certo na selva, os lobos ou as ovelhas? Na verdade, ambos. Lobos e ovelhas sempre existiram lado a lado em um espaço comum. Nunca os lobos eliminaram todas as ovelhas de uma vez; eles só se alimentam do que é essencial para sua sobrevivência. É verdade que, se olharmos para essa ação específica sem considerar o quadro completo da natureza, um come o outro e, portanto, o mais forte sobrevive. Mas o princípio aqui é que o que julgamos como fraco ou forte não é classificado pela natureza como tal, ela simplesmente considera cada elemento como essencial. Dessa forma, a natureza mantém seu equilíbrio certificando-se de que cada parte de seu sistema é importante e serve a um propósito.

Se não fosse o caso, a evolução teria deixado vivas apenas espécies poderosas. Ainda assim, por milhares e milhões de anos, os fracos foram preservados pelas leis da natureza por meio da reprodução contínua, sustentando seu lugar na criação.

Por outro lado, a história humana nos mostra que os fortes não são mantidos para sempre em uma posição vantajosa. Impérios surgiram e caíram um após o outro – o Império Romano, o Império Austro-Húngaro, o governo dos egípcios, gregos e turcos – porque a natureza evolui de acordo com seu plano geral, dependendo do que é necessário para o benefício geral naquele momento particular no tempo.

Pode-se perguntar como poderia uma “linha média”, na qual visões opostas podem convergir e coexistir harmoniosamente, ser construída em uma realidade tão divisiva e hostil como na América? Como poderíamos estabelecer uma sociedade onde ninguém menosprezasse o outro e, em vez disso, todos encontrassem um lugar para expressar livremente suas opiniões, encontrando um terreno comum de respeito e consideração mútuos?

É claro que o caminho que seguimos para construir nossas sociedades – baseado na competição cruel e no desrespeito mútuo – proporcionou um terreno fértil para conflitos sem fim. Portanto, é necessário estabelecer um novo mecanismo de inclusão que seria implementado pela liderança eleita ouvindo as vozes e demandas das pessoas, prestando atenção às necessidades de base independentemente de suas preferências políticas, um governo que representasse todos sob um mesmo telhado chamado Estados Unidos da América.

A ruptura atual que agora está sendo revelada na sociedade dos EUA é na verdade uma oportunidade única para todos perceberem que não há maneira de sobreviver e prosperar a menos que o país se una. Em um mundo perfeito, nas atuais circunstâncias de margens tênues do eleitorado americano, a nação não deveria ser liderada por apenas uma direção. As principais figuras dos dois partidos políticos deveriam se reunir para chegar a decisões conjuntas sobre as questões mais urgentes que afetam a sociedade americana.

Mas isso é ilusão. A implementação desse tipo de processo exigiria uma educação baseada no sistema integral da natureza em que o ponto de equilíbrio é alcançado justamente considerando os opostos – pequeno e grande, sólido e líquido, frio e quente, negativo e positivo. Quando os opostos se elevam acima de seus desacordos e diferenças, uma força comum especial é revelada que forma a linha média, ou seja, a área comum criada para sustentar o funcionamento correto de qualquer sistema na natureza, o sistema social sendo um deles.

Isso agora pode soar como um objetivo utópico. É no momento, mas mais cedo ou mais tarde, Burros e Elefantes perceberão que não foram feitos para agir de acordo com o instinto visceral, devorando um ao outro como outras espécies fazem para alcançar o equilíbrio. Ao contrário, o ser humano deve entender que precisará se aproximar, não porque se ame profundamente, mas porque a alternativa é uma situação insuportavelmente explosiva de luta constante. Assim, é de nosso interesse comum superar nossas diferenças para encontrar a força conjunta para sobreviver e prosperar.

Aprenda A Ouvir

281.02Observação: Não sabemos ouvir uns aos outros. Até mesmo os médicos interrompem seus pacientes em média 12 segundos depois que eles começam a falar sobre suas doenças.

Meu Comentário: O principal para um médico é fazer um diagnóstico e mandar o paciente embora. E isso é natural porque ele precisa lidar com um fluxo de pacientes.

Na maioria dos casos, acreditamos que sabemos o suficiente sobre a outra pessoa, não temos nada a ouvir e é melhor expressar nossa opinião. Supostamente, é isso que ela espera de nós.

É o mesmo com pacientes e médicos. Muitos pacientes vêm à consulta porque precisam falar, e o médico acha que o paciente quer ouvir sua opinião.

De KabTV, “Habilidades de Comunicação”, 14/08/20

Para Transmitir Sua Mensagem Ao Público

522.01Pergunta: Parece que todo palestrante deveria ser um psicólogo. Afinal, se ele entende o mundo interior de uma pessoa, sabe o que lhe dizer, que pontos deve seguir para se emocionar. Isso funciona na educação integral quando queremos aproximar as pessoas? Devo insistir nesses pontos também?

Resposta: Certamente. Ainda mais. Você deve colocar as pessoas em certos estados, não apenas um, mas vários, e direcioná-las para que se conectem entre si e desempenhem certas formas de comunicação, comportamento, conexão, retraimento. Com base nesses exercícios, elas devem chegar a uma determinada conclusão.

Pergunta: Como uma pessoa visualiza corretamente a imagem do público? Ela deve focar em uma única pessoa ou perceber o público em geral?

Resposta: Eu não pretendo imaginar a imagem do público porque eu conscientemente trago minha mensagem para eles, e depois de algumas frases ela começa a funcionar neles, e eles já se relacionam de uma certa forma comigo, com o tempo, com o lugar, para o que está acontecendo.

Eu procuro as pessoas a fim de uni-las para que, em sua conexão, comecem a obter uma imagem mais precisa e elevada do mundo.

Pergunta: Qual a melhor maneira de se comportar com o público: ser igual a ele ou mostrar-lhe sua superioridade?

Resposta: Você deveria ser um professor, um tutor. Mais experiente, não superior. Você nunca deve colocar pressão sobre eles. Mas, quando necessário, você pode controlá-los para que o processo educacional não seja interferido.

Pergunta: Como você sente a necessidade das pessoas que estão sentadas à sua frente? Como você sente o que está faltando em seus alunos?

Resposta: Tenho que fazê-los se interessar pelo material, que irei explicar. Portanto, eu sempre começo contando a eles algo novo e especial que eles possam ouvir. Tento inspirá-los, fazê-los pensar e querer saber o que quero transmitir a eles. Então apresento a eles minha visão da natureza e da sociedade.

De KabTV, “Habilidades de Comunicação”, 14/08/20

Nova Vida 463 – Negação Do Antissemitismo, Parte 1

Nova Vida 463 – Negação Do Antissemitismo, Parte 1
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Yael Leshed-Harel

O antissemitismo ou, mais precisamente, o ódio aos judeus origina-se da raiz da nação judaica quando Abraão reuniu pessoas que queriam revelar a força superior aderindo ao princípio “ame o seu amigo como a si mesmo”. O amor pelos outros nos distingue de todas as outras nações desde o início de nossa história porque desenvolvemos o método de conexão. Muitos países hoje negam o fato de que são antissemitas, mas mesmo assim surgem fortes movimentos antissemitas nesses países. Até mesmo as Nações Unidas são extremamente antissemitas, mas afirmam que não.

O antissemitismo não desaparecerá e, finalmente, o mundo inteiro estará contra Israel a menos e até que cumpramos nosso papel de ensinar o método de conexão ao redor do globo.

De KabTV, “Nova Vida 463 –  Negação do Antissemitismo”, 12/02/14

“Por Que As Pessoas Perdem A Motivação?” (Quora)

Dr. Michael LaitmanMichael Laitman, no Quora: “Por Que As Pessoas Perdem A Motivação?”

Nós somos movidos por nossos desejos e, em nossa época, nossos desejos estão encerrando seu desenvolvimento linear individualista e entrando em uma nova fase de desenvolvimento coletivo e integral.

Em outras palavras, nossos desejos aumentaram ao longo das gerações, de desejos individuais por comida, sexo, família e abrigo, por meio de desejos sociais por dinheiro, honra, controle e conhecimento, e em nossa era, um novo desejo apareceu que não pode ser satisfeito diretamente como nossos desejos passados.

O novo desejo só pode ser satisfeito por meio de uma conexão harmoniosa com outras pessoas. É um tipo de desenvolvimento fundamentalmente novo e diferente de como temos desenvolvido por milhares de anos, e ainda temos que compreender como navegar em nossas vidas após o surgimento desse novo desejo.

Fenômenos como tecnologias e economias globalmente interconectadas que surgiram em nossa era são uma expressão superficial desse novo desejo. Em outras palavras, nós criamos sistemas que nos conectam cada vez mais, mas ainda não conectamos positivamente nossas atitudes umas às outras. Conectar-se superficialmente por meios tecnológicos e econômicos não nos satisfaz, em última análise, porque precisamos nos conectar positivamente em um nível mental e emocional. Fazer isso revelaria um novo tipo de satisfação em nossas vidas.

Quanto mais nos conectamos externamente enquanto permanecemos desligados internamente, e quanto mais continuamos tentando nos satisfazer de acordo com nossos métodos anteriores, mais difícil achamos ficar motivados correndo atrás dos prazeres oferecidos em nosso bufê corporal: comida, sexo, família, dinheiro, honra, controle e conhecimento. Da mesma forma, no entanto, ainda não chegamos a um acordo com o novo desejo que surge em nós, o que ele deseja em última instância e como satisfazê-lo.

A fim de renovar nossa motivação e entusiasmo pela vida em um nível totalmente novo, precisamos de um novo método, uma nova educação e influências que nos orientem a nos familiarizar com esse desejo recém-emergente, como vivemos em uma era de transição significativa de um paradigma individualístico-linear para um analógico-integral, e como podemos perceber nossa recém-descoberta interdependência e interconexão harmoniosamente.

Muitas pessoas perdem a motivação hoje porque não sentem mais que podem se realizar por meios individualistas de interesse próprio. Precisamos, portanto, mudar a maneira como nos realizamos: que construamos uma intenção sincera de realizar os outros, e quando almejarmos realizar uns aos outros, não descobriremos nada menos que uma vida perfeita.

Além disso, as leis da natureza, que são leis de interdependência e interconexão, estão por trás desse desenvolvimento. Elas guiam nosso caminho para uma conexão cada vez maior. Portanto, quanto mais tomamos medidas ativas para realizar nossa crescente conexão positivamente, mais nos alinhamos com as leis da natureza e, consequentemente, despertamos as forças positivas que residem na natureza para entrar em nossas conexões recém-estabelecidas. Quando isso acontecer, teremos um gostinho da vida sem limites, fora de tudo que conhecemos e sentimos atualmente, e sentiremos toda uma nova onda de motivação proveniente de uma atmosfera que nos encoraja a sair de nosso ego egoísta e a nos conectar harmoniosamente com os outros.

Imagem: Global Interconnectedness por Wannapik Studio.