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O Milagre De Chanucá

laitman_943Pergunta: Um milagre aconteceu em Chanucá quando uma vela que só podia queimar por um dia continuou queimando por oito dias. O que é uma vela, um pavio e óleo da perspectiva Cabalística?

Resposta: A vela é um barril com óleo e um pavio flutuando dentro dele. Graças ao pavio, podemos acender o óleo que sobe o pavio e queima. Separadamente, o óleo e o pavio não queimam, mas quando o óleo entra no pavio, a vela acende.

O pavio encarna a rejeição da luz. O óleo representa o combustível, mas não pode queimar sozinho. Portanto, devemos entender que o nosso crescente egoísmo é transformado através do nosso trabalho em seu oposto, como está escrito: “O anjo do mal se torna o anjo bom” ou “O anjo da morte se torna o anjo da vida”.

Os Macabeus encontraram o barril de óleo porque tentaram alcançar a qualidade de amor e doação, a conexão entre eles, e conseguiram acendê-lo porque tinham grande resistência àqueles segmentos da população que se curvavam aos ídolos gregos e construíam Templos gregos em Jerusalém.

A guerra dos Macabeus era interna, dentro deles, não externa com os gregos ou os helenistas dentro de Israel. Quando superaram a resistência egoísta, eles transformaram o ressentimento entre si no pavio dentro do óleo e conseguiram acendê-lo.

Portanto, o barril de óleo com um pavio incorpora especificamente o trabalho espiritual da pessoa. Não significa simplesmente encontrar um barril: o principal é poder acendê-lo. Quando os Macabeus, ao superar a resistência de seus egos, se uniram, o barril foi encontrado, no qual foram capazes de colocar o pavio e acendê-lo. Em outras palavras, eles transformaram seu egoísmo e ele começou a ser iluminado pela Luz superior, e suas almas se acenderam, iluminadas pela Luz. Este é o milagre de Chanucá.

Pergunta: Por que a vela queimou por oito dias ao invés de um?

Resposta: Porque se você trabalha com o propósito de amor e doação, você ascende mais alto. Há oito Sefirot de Malchut à Bina, oito partes de desejos. Mesmo que haja apenas uma Malchut, através da resistência, ou seja, a fé acima da razão, ela ilumina todas as Sefirot até a mais alta delas: Bina.

Os Macabeus foram capazes de elevar-se à verdadeira qualidade de doação, que é chamada de fé acima da razão. A razão está em Malchut, enquanto a fé – em Bina. A ascensão de Malchut à Bina encarna o milagre de Chanucá.

De KabTV “Significado Cabalístico de Chanucá”, 07/12/17

Quando Os Macabeus Retornarão?

laitman_750.02Pergunta: Qual é o significado Cabalístico do feriado de Chanucá?

Resposta: O significado Cabalístico do feriado é que, tendo descoberto que somos egoístas absolutos que não têm conexão com o mundo espiritual e que vivem apenas suas vidas animais, percebemos que devemos sacudir o pó do egoísmo de nós mesmos e começar a viver com a Luz dentro do coração: com a aspiração de uma conexão sincera entre si.

Somente na conexão entre nós pode o mundo superior, a força superior, ser revelado. Acender uma pequena chama entre nós – a qualidade de doação e amor mútuo – é chamado “Chanucá”. Daquela pequena Luz chamada Nefesh, depois Ruach, Neshama, Haya e Yechida, que são todas relações fraternais mútuas, gradualmente começam a florescer, o que nos permite conectar todas as nossas qualidades e aspirações entre nós e começar a nos sentir como uma família amável e solidária.

Isso acontece gradualmente. Existem sete estágios no mundo espiritual: Chesed, Gevurah, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod e Malchut. É justo que estamos subindo de baixo para cima, de Malchut para o mais alto, à Chesed, acendendo dentro de nós uma luz cada vez maior.

Isto é o que Chanucá representa (do hebraico “hanu-kah”, “hanaya” – escala). Após esta escala, há um período até Purim, quando alcançamos as Sefirot acima de Chesed: Bina, Hochma e Keter. Então, a unidade absoluta, a completa iluminação e a consagração de nossa conexão mútua serão alcançadas, quando realmente nos tornaremos como um todo, uma alma, chamada “Adão”.

Nós temos que aspirar a isso, porque este é o objetivo de nossas vidas, de nossa existência, o objetivo da criação.

Pergunta: Onde estão os gregos neste caminho?

Resposta: Os gregos estão entre nós, são forças que nos separam, nos impedem de nos unir, nos afastam uns dos outros, como os egípcios fizeram antes.

Em outras palavras, tudo o que impede a nossa unidade e adesão é chamado de egípcios, romanos ou gregos, dependendo do nível. Mas, em princípio, é o nosso egoísmo.

Mesmo agora, nós obedecemos aos egípcios, romanos e gregos – as chamadas “nações do mundo”, que existem dentro de nós – as forças egoístas que nos controlam.

Pergunta: Então agora não estamos em guerra com eles?

Resposta: de jeito nenhum. Que guerra? Pelo contrário, nós atraímos todos os nossos inimigos externos para nós. Nós sequer os consideramos inimigos. Somos elitistas. Pensamos que sua cultura, ciência e educação são o que é melhor para nós. Nem estamos planejando nos unir.

Pergunta: Em outras palavras, queremos viver como eles, mas devemos querer viver como a nação de Israel?

Resposta: Viver como a nação de Israel não significa sentar de manhã à noite lendo a Torá. Precisamos construir o tipo certo de sociedade em que todos estariam conectados pelas leis de amizade e amor. “Ama o próximo como a ti mesmo” é a principal lei da Torá que devemos começar a obedecer.

Pergunta: Quando os Macabeus virão e começarão a guerra?

Resposta: Estamos tentando fazer o máximo que podemos.

Pergunta: Isso acontecerá de repente? No último momento, quando tudo chega a um beco sem saída, em sofrimento?

Resposta: Espero que não seja assim. Os Macabeus viream quando não havia outra alternativa, e o Macabeu Judá gritou: “Quem for a favor do Criador, siga-me!”

No entanto, vamos esperar que, gradualmente, através da disseminação da Cabalá, cheguemos a um tempo em que as pessoas começarão a nos entender e desejarão abordar essa ideia.

Pergunta: Se estamos falando em termos do mundo material, então os Macabeus eram Cabalistas?

Resposta: Claro. “Todo aquele que for a favor do Criador, siga-me!” É um chamado Cabalístico, isto é: “Vamos nos unir! Concordamos em ser o ponto central de conexão”. O Macabeu Judá era um grande estudioso, um grande sábio, um Cohen, e é por isso que foi capaz de fazer isso. Em seu nível espiritual, ele realmente tinha o poder de atrair toda a nação para si mesmo.

Pergunta: Em outras palavras, o Criador é unidade?

Resposta: Sim. A experiência da unidade ou a experiência do Criador é a mesma coisa. O Criador não é algo que existe fora de nós, mas a força de unidade e amor que alcançamos. Nós a chamamos de Criador.

De KabTV “O Significado Cabalístico de Chanucá”, 07/12/17