Textos arquivados em ''

Esposas Do Rei Аhasuerus

Pergunta: O que significa “a primeira esposa do rei Аhasuerus”?

Resposta: Sua primeira esposa, Vasti, simboliza um desejo egoísta do qual temos de nos livrar. Desejos egoístas que não somos capazes de transformar em propriedade de doação são chamados de “esposas infiéis”. “Esposas fiéis” significa desejos que são usados para buscar o Criador.

O que acontece com as mulheres do rei que são infiéis a ele? Elas são executadas, assassinadas, decapitadas, uma vez que tendem a receber para seu próprio beneficio.

É por isso que todos os desejos “infiéis” devem ser aniquilados; apenas os desejos que “transmitem” a Luz de Hochma com o objetivo de satisfazer os outros devem permanecer vivos.

A fiel esposa do rei personifica um desejo enorme, por meio do qual ela nutre a nação inteira, ou seja, todas as propriedades humanas.

Pergunta: Quem são os eunucos no palácio do Rei?

Resposta: “Eunucos” são os desejos que suportam as propriedades de doação e recepção; esses desejos não participam diretamente nos processos de doação e recepção; tudo que eles fazem é ajudá-los. Estes desejos são chamados de “eunucos”.

Da Lição Virtual, 24/02/13

Material Relacionado:
Os Dias Benéficos Do Purim

 

O Casal: Amigos

Pergunta: Como é que o mundo dos negócios precisa ser ligado à família com base nas leis da integralidade da natureza?

Resposta: Estamos atualmente em tal transição, onde as massas ainda não estão incorporadas na educação integral. Porém, é difícil para nós falarmos sobre este assunto. No entanto, vamos imaginar que amanhã durante o intervalo da tarde, realizássemos um workshop na fábrica onde alguns casais iriam participar. Eles iriam compartilhar ideias sobre como resolver vários problemas e ajudar uns aos outros a resolver os problemas que enfrentam.

A questão é que há coisas que, em princípio, não podemos mudar em nós mesmos, mas podemos mudar a nossa atitude em relação a elas. Pedimos que os participantes da discussão mudem sua abordagem, sejam mais tolerantes, compreensivos, compassivos, cooperativos, e assim por diante.

Este é o primeiro objetivo que precisamos alcançar em workshops familiares. Por discutir todos os tipos de questões em conjunto, as pessoas começam a entender que esses tipos de problemas existem para todos, e isso as acalma, reduz o calor da paixão pela metade. Quando eu vejo que a mesma coisa acontece com todo mundo, então eu relaxo: “O que pode ser feito? Todos vivem assim”. [Leia mais →]

Cada Detalhe Adicionado Nos Aproxima Da Simplicidade

Quanto mais alguém avança, mais próximo ele fica da simplicidade – da explicação simples (Pshat),  isto é, do desejo original e genuíno de estar satisfeito. Todas as formas insubstanciais, complicadas e confusas que observamos neste momento serão simplificadas.

Como se tivéssemos completado um quebra-cabeça, o quadro torna-se mais claro e uniforme. Já não há milhares de detalhes emaranhados e obscuros, sem conexão devido às peças que faltam.

Cada complicação e confusão resulta da “força do mal”, em vez de derivar do nosso avanço. De acordo com o grau do nosso desenvolvimento, tudo à nossa volta fica incluído na Luz Superior. Alcançamos a simplicidade através de uma multiplicidade de detalhes particulares. A conexão recíproca entre os opostos é o que faz a diferença.

Da 3 ª parte da Lição Diária de Cabala, 25/2/13,”O Estudo das Dez Sefirot”

Material Relacionado:
Do Segredo À Interpretação Simples

Uma Partícula De Matéria Ao Lado De Uma Centelha De Luz

Estamos no mundo de Ein Sof (Infinito). Mas no mundo de Ein Sof há uma Luz muito pequena: Nefesh de Nefesh que criou a criatura como “algo do nada”, como um minúsculo grão do desejo de receber. Esta é a primeira fase, a “fase da raiz” do mundo de Ein Sof. Então, por que é chamado de infinito?

É porque não há nada além da pequena centelha de Luz e a partícula de matéria. Tudo o resto vem por conta da grandeza da Luz nos sentimentos da particula do ser criado, pelo grande respeito à Luz que o criou e que cuida dele. A partir do reconhecimento dessa grandeza vem o sentimento do mundo de Ein Sof.

Então esta partícula começa-se a desenvolver e a tornar-se cada vez mais independente, e mundos inteiros nascem em seus sentimentos. Em primeiro lugar, ocorre instintivamente, sob a influência da Luz. Mas, eventualmente, o seu desenvolvimento atinge o ponto em que estamos agora. Se agora, a partir deste estado, subíssemos de volta, usando todos os preparativos que foram feitos para nós, iremos alcançar o verdadeiro reconhecimento da Luz.

Mas podemos chamá-la de verdade apenas condicionalmente, uma vez que é impossível alcançar a verdadeira essência do Criador e subir em relação ao ser criado. Mas quando subirmos novamente, descobrimos a Luz da NRNHY, a dimensão com que o Criador nos permite alcançá-Lo chamada “adesão”. Nessa dimensão, de acordo com a sua vontade, temos de ser como Ele.

É dito: “Levanta o pobre do pó” (Salmo 113). Mas nós não exigimos que Ele nos levante do pó, a fim de ser rico, mas sim, queremos subir apenas para que possamos respeitar e louvar o Criador. Esta é a única razão pela qual lhe pedimos para nos levantar do pó, a fim de atingirmos Sua grandeza e não de forma a melhorar a nossa própria condição.

Esta subida é para entender quem nos criou e quem tem cuidado de nós. A questão em si pode permanecer na pobreza absoluta já que o que é importante para nós é juntar a Luz superior, o atributo de doação, não para o nosso próprio bem, mas para trazer o contentamento ao Criador. Esta é a nossa única esperança. Assim, combinaremos perfeitamente com a imagem, a imagem que está no mundo de Ein Sof: uma partícula de matéria ao lado da centelha de Luz, e tudo o resto é a infinita grandeza do Criador.

Da preparação para a Lição Diária de Cabala 07/03/13

Um Campo Brilhando Na Luz

A principal coisa a corrigir é a nossa atitude para com a realidade e entender que toda a realidade é a Shechina, a revelação do Criador. Agora, no entanto, ainda revela-se a mim como os níveis de natureza inanimada, vegetativo e o animal, como seres humanos e todo o mundo que me rodeia e que eu acredito ser externo a mim. Na verdade, tudo isto é a revelação do Criador, que, entretanto, está escondido na forma oposta do que deveríamos ver.

Todo esse quadro oposto é explicado apenas pela oposição de nossos atributos. É possível corrigi-lo apenas se nos esforçarmos para ver esta realidade através do professor, o grupo, os livros e a disseminação, tentando percebê-la como uma única realidade, procurando peloo que nos falta para atingir tal atitude e por sermos reforçados pelo ambiente. Depois, gradualmente, pelos esforços que fazemos, tal como “muitos centavos somam uma grande conta”, começamos a sentir que só nos precisamos corrigir a nós próprios e que tudo que é externo a nós é toda Sagrada Schechina ou a alma.

A cada momento temos uma oportunidade para trabalhar sobre nossos maus pensamentos e sobre nossa crítica da realidade, da Providência superior, e até mesmo de mim mesmo, dos meus atributos, da incompletude interna ou da incompletude externa, a fim de esclarecê-los, para superar a crítica, e julgar tudo na escala de mérito. Em seguida, toda a verdadeira realidade será revelada.

Então, vamos ver que todos os desvios da totalidade, todas as deficiências que estamos constantemente a sentir, a auto-corrupção e da corrupção do mundo exterior são apenas forças feitas para fortalecer e aumentar a ligação de uma pessoa com o Criador. A realidade agora é revelada para nós como um campo iluminado brilhando na Luz de muitos raios, em discernimentos diferentes de completude. Assim, uma pessoa cumpre o objetivo da criação.

Da preparação para a Lição Diária de Cabala 06/03/13

O Que Me Detém?

Baal HaSulam “Introdução ao Livro do Zohar,” Item 10: É assim porque Ele não tem interesse na receção, somente na doação, enquanto que as Klipot não querem nada de doação, mas apenas para receber para si mesmas, para seu próprio prazer, e não há maior oposição do que isso.

Pergunta: O que é um Klipa?

Resposta: A Klipa é algo que me impede de ficar mais perto do Criador. Eu reconheço-a como a força que coloca obstáculos na minha frente.

Na verdade, o que me pode impedir?

Eu quero aproveitar, e isso significa todos os tipos de prazeres me impedem, eles distraem-me, levam-me para longe da semelhança com o Criador, e impedem-me de avançar em direção à unidade e doação. Estes são os prazeres que são chamados de “sujeira”.

Assim, a Klipa é algo extremamente agradável. Vamos dizer, eu gosto de relaxar em casa mais do que para participar do encontro de amigos. É mais agradável para mim não pensar sobre o mundo e a correção, mas sobre o que vai acontecer comigo pessoalmente. É mais gratificante para mim cuidar dos meus filhos do que dos meus vizinhos.

Mas a Klipa real é quando eu sinto que avanço em direção ao Criador ao longo de um determinado caminho e, assim, posso trazer-lhe prazer, mas de repente eu descubro que é mais agradável e confortável desviar-me em algum lugar, distrair-me com alguma coisa. Isto é o que a Klipa é: parece segurar-me pela minha roupa e puxar-me de volta.

Nós não podemos entender tudo isto até adquirirmos a intenção acima do desejo, até que saiamos do desejo e comecemos a agir na base da intenção.

Para agir em função da intenção significa aplicar a restrição (Tzimtzum) ao desejo de receber. Eu devo ser independente dele e estar completamente livre para escolher. Por outras palavras, independentemente do desejo, eu posso decidir por mim mesmo que vou trabalhar com ele a fim de receber. Eu tenho a oportunidade de trabalhar a fim de doar, mas eu decido o contrário. Isto é o que é sujeira. Por outro lado, se eu não tenho escolha, não há nada para me perguntar. Receber com a intenção egoísta é a Klipa que atravessa todas as nossas subidas até o fim da correção. E nós estamos sempre obrigados a tomar uma decisão difícil de como agir, a fim de receber ou para doar?

Nós estamos a falar sobre o trabalho com as Luzes e os vasos do desejo egoísta, não apenas sobre a rejeição dos “pequenos” prazeres do nosso mundo. Eu sou obrigado a tomar uma decisão de uma ordem elevada, quando eu começo a sentir que há um rei, egoísta por natureza. Este é o outro lado do Criador, e eu acho que ele domina o mundo. Assim deve ser, e eu decido nestas condições.

Além disso, a decisão só é possível se eu subir acima da restrição, se eu for independente. Isto é quando eu decido aproveitar para o bem da recepção e transformando-a numa Klipa.

Em geral, as forças de imundície energicamente propulsionam uma pessoa para a meta. Elas despertam-na de tal forma que, como um alpinista, ela deve subir acima delas, superá-las e subir até o cume para o palácio do rei. E cada movimento seu é um degrau acima de sujeira.

A Klipa é a essência do material de criação, o desejo de receber, que toma a sua forma egoísta e aparece-nos deste modo. É por isso que é impossível dar um passo para a frente sem estar conectado à Klipa.

Mas, claro, nós mesmos não conectamos a estas. Nós devemos sempre manter-nos na linha direita, e então as forças de sujeira virão na hora e na forma certa.

Da 4ª parte da Lição Diária da Cabala 05/03/13,”Introdução ao Livro do Zohar“

Tudo É Medido Com Precisão

Pergunta: Como podemos mudar a nossa atitude negativa para com a realidade, se é assim que a sentimos?

Resposta: Este sentimento negativo nos é dado de propósito. Tudo é medido com precisão de acordo com as relações entre a Luz e os vasos. O Criador mede-as de acordo com a criatura no sistema quebrado, de modo a que nos esforcemos e nos corrijamos a nós mesmos e, assim, alcancemos a doação. Então, iremos sentir o bom estado correto.

Se agora não tivéssemos sentimentos negativos, nós nunca iriamos sentir o estado em que estamos. Os nossos vasos de percepção são vasos de avaliação: eu sinto apenas o que eu avalio como bom ou ruim.

Se eu vir alguma coisa, então sinal de que é importante para mim: eu ou estou com medo ou a amar isso, ou quero chegar perto ou afastar-me para longe disso. Eu sinto apenas o que me interessa. O atributo de doação não nos interessa de maneira nenhuma e por isso não existe no nosso mundo, estamos todos apenas no atributo de receber.

Mas se, de acordo com o programa da natureza, nós temos de alcançar o atributo de doação, então é-nos dada uma chance de o trazermos a nós a partir do atributo de receber, ou seja, a partir do atributo corrompido que é oposto à doação. Isso é chamado de a “quebra”. Houve um bom programa que funcionou bem, mas depois quebrou. Agora, temos de aprender como mover-nos do estado corrupto para o estado corrigido.

Assim vamos aprender o programa em si, de modo a não existirmos nele como anjos. Quando eu corrijo o programa e vejo todos os males e corrupções presentes, compreendendo como bom eu poderia ser se funcionasse corretamente no sistema, de forma oposta à minha, então eu descubro a essência real do programa, o planeador do programa, e eu fico a conhecer os Seus pensamentos para os seres criados, que é chamado o “pensamento da criação.” Estou ativamente incorporado neste programa e eu adquiro a natureza do Criador, que está vestida em mim. Ele começa a operar em mim, forçando os meus músculos, os meus ossos, e o meu cérebro a moverem-se. Ao mesmo tempo, eu sinto que é o Criador que está vestido em mim e não uma força desconhecida.

Primeiro eu era controlado pelo meu ego mas não me apercebia disso. Em seguida, dá-se a divisão interior quando eu descubro que o ego opera em mim, que há dois: eu e o ego com uma disparidade entre estes. Depois, eu quis que o atributo de doação operasse em mim em vez do ego. Então, no atributo de doação, eu senti a raiz superior que criou tanto o ego como a boa força, e assim eu alcanço a adesão.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 05/03/13, Escritos do Baal HaSulam

Dê Ao Criador Uma Oportunidade De Trabalhar

Pergunta: Se o Criador criou um desejo de correção para nos assemelharmos a Ele, qual é o nosso papel? Onde está a nossa escolha? Qual é a nossa atitude? É este o nosso trabalho ou o trabalho do Criador?

Resposta: Todo o nosso trabalho é dar ao Criador uma oportunidade de trabalhar porque não podemos fazer nada por nós mesmos. Apesar de sermos matéria consciente e com sentimentos – isto é, temos coração e mente – isto não nos dá nada a não ser a oportunidade de percebermos o que gostaríamos de mudar. No entanto, não podemos mudar nada.

É por isso que todas as nossas tentativas de mudar o mundo não levam a nada. Não tente mudar nada. Você só precisa tentar atrair a Luz superior que pode mudar tudo.

Se as mudanças desejadas estão de acordo com a Luz superior, então esta vai fazer essas alterações e vamos conseguir o que queremos. Caso contrário, vamos continuar com os nossos desejos não realizados.

É por isso que todo o nosso trabalho é entender que mudanças são desejáveis em nós, e em seguida, a Luz vai fazê-lo.

Da Lição Virtual 3/3/13

Processando O Desejo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando eu começo a dar alegria ao Criador conscientemente?

Resposta: Na fase de maturidade espiritual (13 anos), quando eu já tenho vasos de recepção que estão prontos para a correção, onde posso receber a Luz com a intenção de a fim de doar. Na medida em que eu recebo, eu realmente dou alegria ao Criador.

Até lá há apenas a preparação, o estado de “pequenez” (Katnut), onde ainda não somos obrigados a fazer coisas “maduras” e somos tratados com generosidade. Nós exigimos de uma criança porque queremos educá-la e não porque ela deve. Ela não tem que preencher todos os requisitos.

Pergunta: Quantos anos são necessários para atingir a maturidade?

Resposta: Não há tempo na espiritualidade. “13 anos” é um nível e nós realmente ansiamos por ele, realmente queremos entrar no estado de Ibur (gestação), entrar no sistema superior e senti-lo como um útero, um ambiente amigável, um ambiente em que os meus amigos pensam apenas em como ajudar a mim e o professor nos orienta à meta. Eu realizo a adesão com eles e por meio deles, como através do cordão umbilical, sou “alimentado” pelas Luzes que me influenciam. Este ambiente é um útero para mim, algo redondo, inteiro, uma esfera redonda em que estou dentro. Eu também sou como uma esfera e não me limito a nada, mas constantemente me restrinjo a fim de me aderir, nada mais do que isso.

Eu valorizo ​​a totalidade do ambiente externo, os amigos e os professores, e eles refletem e projetam os atributos certos em mim. Então meu “pedaço de carne”, o meu desejo, começa a tomar a forma de Adam, um ser humano. O ambiente imprime sua forma em mim, não o ambiente que eu vejo hoje, mas um ambiente diferente, que eu valorizo ​​cada vez mais.

Assim eu me desenvolvo como um embrião, constantemente me aderindo ao ambiente, embora eu esteja constantemente enviando diferentes interrupções e reclamações sobre todo o grupo ou cada um dos amigos. Eu aceito tudo na “fé acima da razão” e continuo trabalhando não em relação ao Criador, mas sim com relação ao ambiente, os amigos, entre os quais já identifico a essência interior.

Então, depois que eu os sinto, eu quero receber a sua marca, sua impressão. Eu espero por sua doação, porque descubro totalidade neles. Eu quero que eles se “imprimam” em mim com força. Eu estou pronto para isso e me esforço para que isso aconteça. Eu realmente correspondo a eles e peço que eles não abandonem, que eles trabalhem comigo e se imprimam em mim.

Tudo depende da Ibur (gestação); é a fase mais perigosa do nosso desenvolvimento. Se for bem sucedida, o resto é muito mais fácil. Toda vez eu recebo uma força mais defensiva, uma força mais forte de superação interior que me permite superar todas as coisas negativas que vejo no grupo. É porque eu olho para o desejo de doar aos amigos através do meu ego e descubro coisas terríveis.

Mas eu continuo a subir na fé acima da razão e digo-lhes para continuar trabalhando em mim, para me processar, para continuar imprimindo-me com a sua marca. Eu quero! Eu abaixo minha cabeça diante deles e estou pronto com antecedência para aceitar tudo o que vem deles.

Se a pessoa realmente quer isso, ela recebe uma marca completa e está pronta para nascer.

Pergunta: Mas, ao mesmo tempo, eu ainda não chego à equivalência de forma com o ambiente.

Resposta: É verdade, mas nada mais é necessário nesta fase. É como se eu estivesse diante de um quebra-cabeça em que uma peça está faltando: a minha parte. E eu enfio meu pedaço de argila na abertura, de modo a que a sua forma corresponda aos contornos das outras partes.

Como você faz isso? Eu peço aos amigos para me empurrar de todos os lados, para me apertar, me amassar, e me empurro para o grupo até tomar a forma correta. Esta forma é “eu” certo, junto todos os Sefirot e Partzufim, com todos os componentes certos.

O Criador é revelado neste quebra-cabeça quando ele está inteiro. Nós projetamos o desejo correto, construímos Malchut corrigida, e nela descobrimos o Criador de acordo com o princípio do “venha e veja”, Bo-re (Criador, em hebraico). Não há outro caminho; nós só podemos fazer isso junto, só se reunirmos pelo menos uma peça do quebra-cabeça humano. Quanto maior for esta peça, maior será a revelação.

Pergunta: Que importância tem em eu entrar neste quebra-cabeça conscientemente?

Resposta: Você deve concordar que o grupo imprima a si mesmo, sua forma externa, em você. A fim de fazer isso você tem que concordar com os amigos em cada questão relacionada com a espiritualidade, valorizá-los como os maiores em nossa geração, pedir-lhes para influenciá-lo, e abaixar a cabeça diante deles, já que o Criador vive neles.

Pergunta: Mas se eu vejo algo que é totalmente oposto…

Resposta: Este é exatamente o nosso trabalho. O desejo egoísta permanece (em preto), mas do lado de fora ele assume uma forma, a forma de doação (em vermelho). Esta é a nossa educação espiritual, que é uma educação “formativa”. A matéria simples que é o desejo de receber não é suficiente. Tudo depende da forma; quando dois tipos diferentes de matéria tomam formas diferentes, nós recebemos uma educação que significa que começamos a compreender a realidade.

Pergunta: Por que é tão difícil para nós sermos incorporados no ambiente espiritual?

Resposta: Porque aqui a inclinação do mal é cada vez mais revelada a mim. Cada vez novos “espinhos” são revelados e cada vez eu tenho que tomar uma nova forma, ceder, anular a mim mesmo, e olhar para todos esses problemas na “fé acima da razão”.

Só ontem tudo foi bom, mas hoje não é mais, e eu tenho que trabalhar em mim mesmo novamente, a fim de ver nos obstáculos as formas corretas que pertencem ao corpo do embrião. No dia seguinte, as dificuldades aumentam e exigem que eu mude minha atitude. Assim, eu sempre supero as interrupções na “fé acima da razão” e me corrijo.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/03/13, “Introdução ao Livro do Zohar“

A Pé Para A Convenção Na Alemanha

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como você sugere que nos preparemos para a Convenção na Alemanha, no final do mês?

Resposta: É preciso compreender que no primeiro nível em que estamos agora, nós estamos agindo na estrutura do tempo, espaço e movimento. Essas são as limitações corporais contra as quais somos impotentes agora e estamos sob sua forte influência.

Quando chegarmos aos níveis espirituais, será muito mais fácil e não teremos que sentir a presença corporal. Nós já vivemos numa realidade diferente; a vida espiritual será parte da vida corporal.

Nesse meio tempo, eu não vejo como saltar sobre o tempo e a distância. Este problema é apenas no nível atual de preparação.

O primeiro nível espiritual já nos une internamente, libertando-nos totalmente das limitações corporais. Mas, para romper com o mundo espiritual, nós temos que trabalhar neste nível atual e nos conectar como se tempo e espaço não existissem.

É exatamente por esta razão que temos workshops e Convenções, que nos unem, nos conectam fisicamente e fortalecem os laços entre nós. Não há outra escolha, já que este sentimento físico ainda age em nós. Não é por acaso que este mundo foi criado, e não é por acaso que sentimos este primeiro nível nele. Sem qualquer contato entre os desejos quebrados, sem sermos capazes de sentir o outro, não seríamos capazes de avançar.

É como um casal corporal em que um homem e uma mulher têm que estar junto, e não apenas ao lado um do outro, mas sim, um entra no outro. Nós temos que aprender com estes exemplos corporais que a nova continuidade nasce dessa conexão estreita.

Portanto, nós temos que ir à Convenção e atingir este abraço forte. Não importa se realmente nos abraçamos ou não, o que importa é que nós vamos realmente sentir a proximidade sentando ao lado um do outro, estudando juntos, comendo, cantando, dançando, e tendo discussões. Tem que haver ao menos um contacto físico, dois ou três dias por ano ou a cada dois meses. Isso já deixa uma impressão que nos permite mais tarde senti-la novamente, para sentir um ao outro melhor.

Se nós nunca nos vemos, não usamos os meios que recebemos. É impossível avançar sem isso. Os Cabalistas estavam sempre juntos. Baal HaSulam trouxe para Israel equipamentos para curtimento de peles e queria abrir uma pequena fábrica para curtimento em Jerusalém. Ele pensou que seus alunos trabalhariam com estas máquinas, ganhariam a vida, e também estudariam lá.

Curtimento é um trabalho sujo acompanhado por um fedor terrível. É impossível estar perto de um curtidor por causa deste cheiro; Baal HaSulam queria abrir essa fábrica para que as pessoas se mantivessem longe do seu grupo. Normalmente essas fábricas estão longe dos quarteirões habitados de uma cidade.

Ele trabalhava como juiz rabínico em Varsóvia, mas decidiu lidar com esse trabalho sujo porque sonhava com um grupo Cabalístico próximo.

Isto significa que é impossível ter sucesso sem contato físico. Eu não consigo imaginar um estudante que se recusa a vir para a Convenção e encontrar-se comigo, embora ele possa. Se a pessoa tem vontade, ela estará pronta para andar por um mês se não tiver dinheiro para um avião ou trem. Lembro-me que muitas vezes no caminho para Rehovot (onde eu morava) meu carro tinha uma pane no carburador. Então eu gostava de deixar o carro na beira da estrada, pedir carona até certo ponto, e depois ir a pé o resto do caminho. Tudo isso também faz parte do próprio esforço.

Mas, sem contato físico, sem estar ao lado do outro na mesa durante a aula ou num workshop, cantando juntos ou dançando, é impossível avançar.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/03/13, Escritos do Baal HaSulam