Textos arquivados em ''

Condições Para Aqueles Que Exigem A Vida

Dr. Michael LaitmanÉ dito na Torá que na base do Monte Sinai o Criador disse ao povo de Israel: “e agora, se vocês Me ouvirem e guardarem a Minha aliança, vocês serão um povo único entre todas as nações”. Existe uma condição aqui: “Eu vou dar-lhes a Torá, o que significa o método de correção, se vocês entenderem que devem cumprir a fórmula da correção, o plano da correção”.

O Criador dá tudo, as instruções e seu cumprimento, mas você tem que saber para onde está indo. Aqui, certo compromisso é exigido em nome do inferior, que analisa a si mesmo: Será que eu concordo com isso? E se eu não atingi ainda o nível de concordância, então o exílio no Egito pode reaparecer e, no final, vamos nos encontrar novamente na base do Monte Sinai, diante da mesma condição.

O acordo em nome do inferior simboliza a necessidade de esclarecimento: ele precisa descobrir que realmente quer isso e nada mais. Mesmo que ele não receba tal condição rigorosa, ele ainda a aceita com coração e alma, pedindo por ela e desejando-a. A condição que ele recebeu ajuda a esclarecer o que realmente tem que fazer.

Portanto, porque pessoa não chega ao encontro no Monte Sinai com uma exigência clara: “Eu quero ser corrigida! Por favor, dê-me a Torá e eu a manterei para Lhe dar alegria…”? A questão é que a pessoa chega a este como resultado da quebra. Ela tem uma deficiência, mas não pode esclarecer as coisas de forma independente. Assim, a Luz deve agir primeiro. Pela Luz que é revelada, a pessoa sente escuridão: o seu ponto no coração sobe ao Monte Sinai e, ao mesmo tempo, na base da montanha, ele constrói o “bezerro de ouro”. Na verdade, como podem todos os seus outros desejos concordar em se elevar ao mesmo nível em que ela está pronta para trabalhar em doação, fazendo o trabalho dos sacerdotes?

A pessoa deve descobrir o campo de seu futuro trabalho, toda a espessura da “montanha” de cima para baixo. Portanto, ela encara essa condição. Ela pode recusar e “morrer”, o que significa permanecer no desejo de receber, retornar ao Egito. O povo de Israel exigiu isso de Moisés mais de uma vez durante a viagem no deserto. O ego constantemente chama para retornar ao Egito, já que o Egito é descrito como uma terra fértil em abundância. Tudo estava em abundância lá; então qual era o problema?

O Egito satisfaz os desejos egoístas ao máximo. Nunca lhes faltou nada lá, exceto uma coisa: na medida em que vocês se desenvolvem, vocês sentem trevas e sofrimentos, e entram nos “sete anos de fome”, mas esta é a fome espiritual, uma sede espiritual, quando não há nada para reviver sua alma, mas apenas o seu estômago. O desejo de receber está cheio, mas para o desejo de doar este é o exílio e a morte.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/06/12, “A Arvut (Garantia Mútua) “

À Beira De Uma Atitude Razoável À Vida

Dr. Michael LaitmanHoje nós sentimos não só o mundo à nossa volta como invertido, hostil e ameaçador, mas também nossa própria natureza como hostil, porque o egoísmo nos coloca nesses estados, e não podemos domar ou destruí-lo.

Nós estamos esgotando os recursos naturais, embora saibamos que em mais de 20 anos, eles estarão esgotados. E o que vai acontecer então? Isso não importa. A principal coisa é aproveitar ao máximo, a fim de acumular “papel verde” no banco. Então, onde está a abordagem inteligente aqui? Nós fabricamos milhões de itens plásticos para jogá-los fora no lixo alguns meses depois, e depois o óleo com o qual fabricamos esse plástico vai ter ido embora, mas nós sequer pensamos nisso.

Todas essas manifestações hostis da natureza interna e externa em relação a nós forçam a pessoa a se “encolher” e esconder em algum canto. Ela não consegue controlar nem essa ou outra natureza, nem a sua ou uma externa.

Assim, nós nos encontramos na necessidade de cruzar o ponto de bifurcação. Acrescenta-se a isso, especificamente, o reconhecimento do mal em nossa natureza que nos posiciona contra a natureza externa e não nos permite considerar tudo de forma sábia, correta e sensata. O ego nos obriga a sermos atraídos à riqueza, honra, conhecimento e controle, e nós o utilizamos apenas de uma forma prejudicial.

Tudo isso é a revelação do dano resultante daquilo que aconteceu conosco nos últimos 30-40 anos. Até então tínhamos nos desenvolvido corretamente: as pessoas usavam a natureza quando era realmente necessário. Lembro-me que a garantia do primeiro refrigerador que eu comprei tinha 18 anos! Hoje nada disso existe! Hoje tudo é feito de propósito, de modo que o produto quebre o mais rapidamente possível. Mesmo que não esteja estregado, você será chamado para substituir o antigo pelo novo com um desconto.

Acontece que nós cruzamos a fronteira da atitude correta para com a vida, o mundo e a natureza. E nós precisamos reconhecer as nossas relações ruins conosco mesmos, com os outros e a natureza. E só depois disso será possível falar sobre o fato de que existe um sistema para se alcançar a harmonia.

Ele irá revelar um enorme mundo para nós que não é construído sobre opostos, sobre a escravidão absoluta e a total liberdade, mas sobre a correta linha do meio, o que significa que tudo vai estar equilibrado. Então, nós vamos ver que essa é exatamente a forma como a natureza funciona.

Assim, eu acho que as comunicações vão finalmente mudar, o pêndulo vai mudar, a amplitude de sua oscilação que se desvia na direção oposta do estado original chegará ao seu meio. Então, vamos começar a agir de forma mútua, e não através de dispositivos de comunicação, mas através da comunicação interna direta entre todos, não verbalmente, não externamente emocional, mas criando um campo comum de comunicação. Nós temos essas aptidões para as quais não precisamos de nenhum dispositivo. Nós simplesmente sentimos a tudo e a todos como um todo coletivo.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 21/05/12

O Narcisismo Está Em Alta!

Dr. Michael LaitmanNas notícias (de Scientific American): “Um estudo recente descobre um declínio na empatia entre os jovens nos EUA…

“A empatia é a pedra angular do comportamento humano e tem sido considerada inata. Um futuro estudo, no entanto, desafia essa premissa, demonstrando que os níveis de empatia têm diminuído ao longo dos últimos 30 anos.

“A pesquisa, liderada por Sara H. Konrath, da Universidade de Michigan em Ann Arbor, e publicada on-line na Personality e Social Psychology Review, descobriu que a empatia relatada por estudantes universitários tem diminuído desde 1980, com uma queda especialmente acentuada nos últimos 10 anos. Para piorar a situação, durante este mesmo período o narcisismo relatado por estudantes alcançou novos níveis”.

Meu comentário: Esta é a consequência do crescimento exponencial do egoísmo em nosso tempo para o seu valor máximo, que não pode ser tolerado nem na sociedade nem na sua total oposição e violação do equilíbrio com a natureza.

Reconhecendo O Mal De Uma Boa Maneira

Dr. Michael LaitmanPergunta: Há notícias da Europa sobre a crescente crise econômica. Fala-se em estabelecer novas autoridades governamentais. Isso representa a expressão “e havia um novo rei no Egito” que a Torá nos fala?

Resposta: O problema não são os políticos. Diz-se: “Os corações dos ministros e reis estão nas mãos de Deus”. O cata-vento nos mostra a direção do vento e só nós podemos mudar sua direção – o grupo mundial Bnei Baruch, que trabalha muito duro experimentando descidas e subidas.

Pergunta: O que gostaríamos que acontecesse na Europa?

Resposta: Desejamos para eles, assim como para todo o mundo, reconhecer o mal de uma forma fácil. Depois de perceber e alcançar o reconhecimento do mal, as pessoas também perceberão a direção para bondade.

Portanto, nós temos que disseminar o mais amplamente possível a mensagem sobre a verdadeira razão para todos os problemas do mundo e sobre como corrigir a situação. O mundo está realmente no estado do reconhecimento do mal, e como exatamente isso vai acontecer depende do nosso trabalho. Nós somos os intermediários que podem orientar a humanidade para o bom ou mal caminho, ou algo entre os dois.

Ninguém pode imaginar que desastres podem ser esperados. A crise indica que não é apenas um colapso, mas o sistema global integral que é claramente revelado oposto ao sistema egoísta. Os círculos se opõem à linha reta, e a ligação entre eles está faltando. No seu conjunto, a humanidade não será capaz de se sustentar – tudo está em abundância, mas não há alimento. Este já é um problema espiritual.

Agora, há de tudo em abundância e suficiente para todos, mas olhe o que está acontecendo no mundo – disparidades entre as pessoas, desigualdade e suicídios. Em alguns segundos uma criança morre de fome. Isto não acontece entre animais, mas acontece com seres humanos.

A humanidade precisa desesperadamente da revelação do mal, mas de uma boa maneira. Espero que conduzamos o mundo nesta direção. Caso contrário, o “destino cego” irá nos enviar tais catástrofes e golpes, que decorrem das Luzes e dos vasos frente um ao outro. Quando não há um “adaptador” entre eles, isto conduz à guerra e destruição. É assustador pensar sobre tais eventos, especialmente se somos responsáveis por eles.

Não devemos esperar. Devemos começar a conectar assim que pudermos.

Baal HaSulam diz nos “Escritos da Geração Futura”: “Já expressei a minha opinião em 1933. Eu também já falei com os líderes da geração e as minhas palavras não foram aceitas por eles, embora eu tenha gritado e prevenido sobre a destruição do mundo, isto não deixou mais que uma impressão. Mas agora, após a bomba atômica e de hidrogênio acho que o mundo vai acreditar em mim, que o fim do mundo está muito próximo. Israel será o primeiro a se machucar, como foi na guerra anterior. Portanto, é melhor estimular o mundo, de modo que eles recebam o único remédio e, assim vivam e existam”.

Este é o nosso trabalho. Só nós podemos mudar as notícias.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/06/12, “A Arvut (Garantia Mútua)”

O Dia Do Senhor E A Noite Do Senhor

Dr. Michael LaitmanPergunta: Do artigo do Baal HaSulam do livro Shamati, “O que é o Dia do Senhor e a Noite do Senhor no Trabalho”, por favor esclareça o que significa “o dia do Senhor e a Noite do Senhor ” em oposição aos nossos dias e noites?

Resposta: Diz-se, para que desejais o dia do Senhor? Ele é trevas e não luz. A pergunta é: O que é o dia do Senhor? Se a pessoa se esforça em alcançar semelhança de propriedades com o Criador, então o dia do Senhor é um estado em que ela é capaz de doar. Não se trata de realizar seus desejos, mas sim um estado que é contrário a um desejo satisfeito, quando a pessoa exige apenas uma coisa: obter a qualidade de doação, a propriedade da fé acima da razão.

Em outras palavras, dentro de desejos em constante mutação, a pessoa sente escuridão e não se quer que a Luz brilhe neles, porque isso significaria que ela está em um estado chamado “dentro da razão”. O Criador quer que obtenhamos uma nova natureza, que irá permitir-nos sentir que somente quando nos elevamos acima a sensação de escuridão podemos realmente aprender a doar a Ele.

O que podemos doar? Apenas a nossa aspiração! Este é o ponto em que começamos a agradecer ao Criador por nos fazer egoístas, concedendo-nos enormes desejos individuais com os quais podemos brincar, e ao fazê-lo, aprender a ir contra eles. É como se o Criador quisesse preencher os nossos desejos egoístas e nós tivéssemos medo de receber Dele. É assim que subimos acima de nossos desejos; este processo dá-nos a chance de receber um “presente”, uma ajuda do Criador, que por sua vez, permite-nos perceber que o poder da nossa oposição faz o papel da verdadeira ajuda. É a nossa doação tangível para o Criador.

Nosso apelo nunca é verdadeiro, uma vez que os desejos que surgem em nós são completamente egoístas. Portanto, mesmo se nós orarmos para adquirir a qualidade de doação, nossas ações ainda são originárias do desejo de receber corrompido, o desejo que trazemos dentro de nós mesmos, o desejo de receber “por nossa causa”. É por isso que nossas demandas não são autênticas e são chamadas de “miskhak”, um jogo (brincadeira).

Por outro lado, o Criador também joga (brinca) com a gente, como é dito: Ele joga (brinca) com Leviathan. Isso significa que o propósito, que é a conexão do Criador com as criaturas, é só no jogo; não é uma questão de desejo e necessidade. Consequentemente, torna-se possível invocar e exigir que Ele nos conceda a qualidade de doação de uma maneira “não-séria”, tornado assim a Sua e a nossa seriedade equivalentes. Isso promove a nossa semelhança com Ele, a equivalência de forma.

Tudo o que temos que pedir é que na Luz constante do Criador fluamos acima de nossas condições internas que ocorrem por causa das Reshimot. Não há nada para pedir, exceto “boiar” acima das Reshimot, como se estivéssemos flutuando sobre as ondas, acima de quaisquer desejos que surjam em nós e todas as propriedades que temos. Nós devemos nos esforçar em superá-los, a fim de sermos capazes de doar ao Criador.

Esta é a única coisa que podemos dar a Ele; não há mais nada que possamos dar. Se não recebermos o poder de doação Dele, não seremos capazes de gerar estas propriedades por conta própria.

Se a pessoa fosse informada que o conhecimento formal iria ser sua recompensa por observar Torá e Mitsvot, (em vez de autossatisfação) ela diria, “Eu considero isso trevas, não luz”, uma vez que este conhecimento leva a pessoa à escuridão.

Uma Pista De Decolagem Em Vez De Um Labirinto Em Espiral

Dr. Michael LaitmanPergunta: De onde a fé acima da razão vem até nós?

Resposta: Tudo vem de cima, e a única coisa que depende da pessoa é o quanto ela pode subir acima de suas sensações, a fim de alcançar o entendimento, a clareza, a unificação e a conexão.

Esse despertar pode ocorrer através do sofrimento, que é chamado de “no tempo devido” (Beito). Mas se a pessoa recebe esse despertar do grupo, ele é chamado de “aceleração do tempo” (Ahishena).

Se a pessoa desperta através de golpes, ela passa por todos estes estados de novo desde o início. Mas se o despertar vem do grupo, ele já inclui a tela e a Luz Refletida. Isso porque, tornando-se incluído no grupo, ela já realizou seu trabalho, esforços, e atraiu a Luz Refletida para si mesmo.

Existem quatro fases de HaVaYaH que a própria pessoa realiza, e, portanto, o caminho da Luz e o caminho do sofrimento são dois caminhos completamente opostos, como a Luz Direta e a Refletida.

“Aceleração do tempo” é quando nos tornamos parte do grupo, que imediatamente começa a construir os instrumentos adequados ou desejos em nós para compreender o Criador. Enquanto que o caminho natural (“no tempo devido”) apenas estabelece as condições preliminares em nós para iniciar esse processo. Há uma enorme diferença entre os dois.

Afinal de contas, ao receber o sofrimento, eu tenho que repetir tudo indefinidamente, a fim de entender de onde o sofrimento está chegando e por quê. Este é um processo extremamente prolongado. Eu só corro de um lado para o outro à medida que recebo os golpes, mas não avanço, pois isso não me dá entendimento. Somente depois de muitos golpes e sofrendo assim é que eu finalmente começo a ver a sua intencionalidade e causalidade. Então, eu já começo a entender que, aparentemente, eles estão vindo para mim para me ensinar.

Muitas vezes as pessoas me perguntam: “Por que eu fui o único a receber esta punição de Cima?”. Isso é chamado caminho do sofrimento.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/06/12, Shamati # 121

Polícia E Ladrão

Dr. Michael LaitmanPergunta: Há sociedades e instituições públicas: polícia, exército, escolas, e assim por diante. Há uma instituição fora dos padrões que não é reconhecida, mas está lá: o mundo do crime, que vive por suas próprias leis.

O sistema integral proposto tem em vista construir uma nova instituição?

Resposta: Não. Nós propomos uma metodologia integral como inclusão de todas estas instituições como elementos necessários. Deixe todas estas instituições, incluindo a criminosa, existir se isso for necessário na sociedade e, com isso a sociedade vai limpar, proteger, ou, inversamente, mudar a si mesma. O que quer que exista na sociedade, há lugar para todos. Há polícia e ladrões. Um não pode existir sem o outro.

A propósito, o ensino da educação integral é realizado com sucesso em prisões nos Estados Unidos. As autoridades prisionais estão bem felizes com isso; elas aceitam todos os nossos materiais e escrevem cartas de gratidão. Imagine receber uma carta de agradecimento do diretor de um presídio com 5000 presidiários!

A administração prisional vê presidiários se tornarem gradualmente homens, e não bestas. Normalmente, as pessoas aprisionadas se tornam brutalizadas. Em poucas semanas, as condições podem fazer qualquer pessoa normal ser igual a todo mundo ali porque o ambiente afeta a todos. E aqui ocorre um milagre: a situação de repente se torna estável, confortável e fácil. A violência e todos os tipos de problemas desaparecem.

Portanto, nós queremos entrar em todos os setores da sociedade. Nós não estamos interessados em saber se você é um ladrão ou um policial. Nós estamos interessados que você passe por um curso de educação integral e torne-se diferente em sua “instituição”, em sua comunidade. Assim, todas as estruturas, da legítima à criminosa, vão começar a mudar.

De forma alguma nós dizemos como. Todo o ambiente vai mudar através das mudanças nas pessoas. Assim como o egoísmo humano criou todos os tipos de instituições, da legal à criminal, seu egoísmo integral vai mudar tudo isso.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 20/05/12

A Ascensão Para Novas Possibilidades

Dr. Michael LaitmanPergunta: Vamos supor que uma pessoa enfrente um confronto entre interesses pessoais e sociais. De que forma ela será capaz de anulá-lo?

Resposta: Não há necessidade de anular nada. Nós não precisamos nos dividir! Nós só precisamos participar dos workshops, onde você vai gradualmente se acostumar a discutir tudo com todos e chegar a um denominador comum. Além disso, este denominador comum é muito interessante.

Quando nos reunimos em torno da mesa-redonda e começamos uma discussão, de repente, lá dentro, entre nós, uma nova força é criada, que não é apenas a soma de nossos anseios por acordo, mas algo muito maior do que nós, um resultado de nossos esforços em nos integrar. Isso é revelado como algo independente, que nasce de dentro de nossos esforços, uma nova força que está um nível acima de nós em inteligência, em valor, em importância e atratividade. Nós já não queremos deixá-la, não queremos nos retirar ou ser afastados. Assim, verifica-se que através desta força mútua, deste sentimento de união que é criado, nós podemos resolver muitos problemas. De repente, nós começamos a entender de que forma funciona tudo ao nosso redor .

Antes, nós não usávamos esses óculos integrais. Nós não víamos a natureza desta maneira ou a sociedade e todos os problemas. Nós os víamos de uma maneira puramente egoísta, mesquinha, e, portanto, não encontrávamos soluções porque fugíamos para o nosso pequeno ego, cada um em sua toca, e isso é tudo o que existia.

No entanto, quando começamos a olhar através de nosso componente integral, de repente a solução aparece. De repente, aparece um estado que realmente dá uma solução para tudo, e a pessoa só precisa se posicionar corretamente com relação a todos os seus problemas. Acontece que eles não são problemas. Eram problemas quando você não estava adaptado a eles, já que você era uma pessoa egoísta. E agora você não é. Mesmo que você permaneça dentro do ego, você não é mais um indivíduo e, assim, os problemas são resolvidos.

Nós precisamos dar à pessoa a sensação da possibilidade de resolver tudo através de “nós”, que revela horizontes completamente diferentes. Nós precisamos levar as pessoas a este estado. Nós não precisamos convencê-las de nada, nós não precisamos usar a força e falar sobre a mudança que irá ocorrer nelas. Não haverá uma mudança, mas uma ascensão para possibilidades totalmente novas.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 20/05/12

Folheto Do Movimento Arvut: “Mudança De Prioridades”

O Movimento Arvut (Garantia Mútua): “Mudança de Prioridades” (trecho do folheto):

Sobre Nós: A nossa organização representa praticamente todos os setores da sociedade israelense: os israelenses nativos e imigrantes, os seculares e religiosos, professores e estudantes, empresários e trabalhadores, especialistas em tecnologia e ciências humanas.

O que temos em comum? Não importa como possa parecer, o que partilhamos é a nossa preocupação com o que está acontecendo no mundo. O fato é que o mundo (e o nosso país não é exceção) está passando por uma transformação histórica sobre a qual a sociedade, na maioria das vezes, desconhece.

Os cientistas políticos, historiadores e filósofos afirmam que estamos testemunhando o nascimento de uma nova civilização. Inesperadamente, nos encontramos numa realidade totalmente nova. A sua singularidade reside no fato dela ser imprevisível e, principalmente, da velha lógica tradicional não funcionar mais. Parece que estamos extremamente despreparados para o estado radicalmente novo do mundo: um mundo global integral.

Paul Gilding, autor de A Grande Ruptura, descreve a nova realidade com muita precisão: “Eu olho para o mundo como um sistema integrado, de modo que não vejo os protestos, a crise da dívida, da desigualdade e do clima insano como problemas não relacionados; sim, eu vejo todo o sistema passando pelas turbulências do colapso”.

Quantas Vezes O Mundo “Morreu”

Dr. Michael LaitmanDeclaração: 2800 aC – Assíria: A inscrição numa placa de argila diz: “Agora, no fim dos tempos, a Terra está chegando ao fim. Existem múltiplos sinais do cataclismo iminente. Suborno e corrupção se tornaram habituais”. No entanto, cerca de dois séculos após estas palavras terem sido escritas, os assírios criaram um dos Estados mais poderosos do mundo antigo.

50-100 dC – Palestina: Os primeiros seguidores de Jesus Cristo esperavam o fim do mundo, que em sua opinião poderia acontecer a qualquer momento. A predição de Jesus Cristo da próxima destruição do Templo em Jerusalém e a profecia do Seu segundo advento rapidamente se espalhou de boca em boca. O extermínio pelos romanos do Templo em 70 dC significava que a profecia se tornara realidade. A perseguição dos cristãos formou uma atmosfera psicológica específica dentro de suas pequenas comunidades. No entanto, logo o Cristianismo se tornou a religião oficial do império romano; além disso, as hierarquias clericais anunciaram oficialmente que o apocalipse seria adiado até um tempo indefinido no futuro.

1000 dC – Europa Ocidental: No ano 1000, católicos justos tinham medo de entrar no novo milênio, a nova era, no reino celestial. A antecipação contínua do “fim dos tempos” conduziu a Europa a completar a desolação. As pessoas estavam se preparando para o Dia do Julgamento e pararam de se preocupar com problemas corporais: eles não aravam as terras, nem davam pastos para o gado ou negociavam… A véspera do ano novo do ano 1000 foi uma apoteose de tensão, milhares de pessoas se reuniram em Roma, em antecipação à bênção do Papa que elas receberam juntamente com o seu conselho para voltar para casa. Tornou-se aparente que o fim do mundo tinha sido atrasado mais uma vez. Mas a histeria em massa só terminou em 1033 depois que todos testemunharam que os apocalipses prometidos não aconteceram mais uma vez no aniversário de 1000 da crucificação.

1492 – Rússia: Países ortodoxos da Rússia e da Grécia estavam se preparando para celebrar o 7000º aniversário da criação do mundo e encarar o fim dos tempos. O colapso de Constantinopla 40 anos antes deste evento parecia ser uma evidência óbvia do próximo fim do mundo. Mesmo que isso não tenha acontecido em 1492, nem em qualquer momento depois, as pessoas na Rússia ainda estavam esperando que isso acontecesse muitas décadas depois.

1914 – EUA: A previsão do fim do mundo se tornou um dos truques principais de várias seitas populares que surgiram no século XX, começando com Russell, o fundador dos “Testemunhas de Jeová”, que declarou que o “Dia do Julgamento” aconteceria em 1914, depois mudou a data para 1915; no final, ele morreu em 1916. Seus sucessores imediatamente continuaram prevendo o fim do mundo no futuro próximo, até 1975. Em antecipação ao apocalipse, as suas vítimas doaram suas propriedades para se salvar do esquecimento eterno. Quando o “fim dos tempos” não ocorreu mais uma vez, os seguidores dos “Testemunhas de Jeová” explicaram esta situação dizendo que eles foram mal interpretados.

2010: O medo do apocalipse voltou quando o Grande Colisor de Partículas foi lançado: ele demonstrou claramente que a colisão de prótons desencadeou o surgimento de micro “buracos negros” que têm a capacidade de “engolir” o mundo. Como se sabe, a Terra é constantemente bombardeada por raios cósmicos extremamente poderosos.

21/12/2012: O próximo dia do juízo final está previsto para o final de 2012. “Intérpretes” dos antigos maias explicaram que as palavras, “O décimo terceiro ciclo de um período de 400 anos vai acabar no dia 4 de Ahav, terceiro dia do mês de Kankin – as imagens da armada Okte Bolon com seu grande cerco”, representam a previsão de um apocalipse iminente, embora este trecho específico demonstre a coroação de um rei.

Meu comentário: De acordo com a Cabalá, não há tal coisa como o “fim do mundo”, mas sim uma transição para uma nova e maior percepção integral do reino material que se revela no nível da correção das nossas qualidades e, como consequência da expansão da alteração nos nossos órgãos de percepção da realidade. Isso já está acontecendo; o processo começou em 1995 e vai continuar.