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Pegando A Corda

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você diz que nós precisamos pegar a ponta da corda que o Criador nos lança. Quando eu era criança eu costumava balançar uma corda na frente do nariz do meu cão e quando ele pulava para alcançá-la, eu a suspendia. Portanto, agora parece que eu estou numa posição tal qual aquele cão.

Resposta: É realmente assim. No entanto, pense em Quem está brincando com você. Este não é um jogo nobre?

Se você leva em conta com Quem você está jogando, então você deve ficar satisfeito. O que mais você precisa? Tente sentir que você é sócio do Dono, ou Seu servo fiel.

Você deve saltar atrás da corda com a intenção de doar prazer ao Dono.  Afinal, o cão com quem você brincava quando criança também brincava com você. Ele tinha prazer em brincar com você! Tente se elevar ao menos até o nível daquele cão. Eu estou falando sério! Isso é muito difícil.

Se você brincar dessa maneira, a fim de dar prazer ao Criador, então você vai se tornar um ser humano.

Você vai pular porque tem uma conexão com Ele. Você vai saltar e brincar junto com Ele, vai entendê-Lo e senti-Lo. O que separa você do resto das pessoas é que elas permanecerão animais e você vai se tornar um ser humano.

Da Convenção Arvut de Arava 24/02/12, Lição #2,

Amor Além Do Infinito

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós precisamos adicionar mais amor de nós mesmos em cada nível espiritual, e se sim, como isso é feito?

Resposta: Esses níveis ainda estão longe de nós, mas desde o começo nós recebemos os desejos (ferramentas) para isso graças à nossa subida acima do nosso ego e da tentativa de nos conectar com o grupo, os amigos e alcançar a garantia mútua e a adesão.

Assim, nós construímos os vasos que podem transcender os cálculos particulares da pessoa. Eu tento executar um cálculo geral, tentando sentir como outra pessoa pode ser mais importante do que eu mesmo. Estes são já os primeiros passos para o amor.

Antes de tudo, através destes passos nós construímos dentro de nós a capacidade de amar, começando com o desejo de simplesmente sentir o outro. Depois, queremos sentir o outro como ele mesmo se sente, e depois senti-lo mais do que a nós mesmos, para começar a viver nele, desejar satisfazê-lo. Assim, podemos atingir um estado onde a Luz de Hassadim (Misericórdia) preenche todo nosso Kli, e assim alcançamos o amor.

Nós começamos a receber os desejos do outro (AHP) e a trabalhar com eles de modo que satisfazer o outro se torne nossa única preocupação. Desta forma, chegamos à total devoção e ao amor absoluto.

Quando estamos em amor absoluto, estamos constantemente procurando o que mais pode ser adicionado a ele. Quando atingimos certo grau, o Criador nos revela cada vez mais espaços vazios. Mas quando alcançamos o amor completo no mundo do Infinito, nos parece que, como resultado do amor mútuo e da completa ausência de deficiência, uma nova dimensão nos será aberta além do nível do mundo do Infinito. Esta já é a transição para além dos limites do amor.

De fato, de acordo com nosso entendimento e razão, o amor absoluto não pode existir. Se houver somente branco ou somente preto, a criatura perde suas sensações. Isto é o que acontece com um filho que sente o amor absoluto de seu pai. Ele não tem nada por que trabalhar, não há lugar vazio que ele precise preencher se ele sentir que nenhuma ação sua, mesmo a pior ou a melhor, vai mudar a atitude de seu pai para com ele.

Este é o problema. Afinal, cada vez ele tem que sentir alguma resposta. Nessa interação de doação e recepção, ele percebe a si mesmo. Caso contrário, ele não vai sentir nada. Seu pai, desde seu amor infinito, anula o filho. Assim, o Criador se oculta.

E como será no fim da correção, isto não podemos dizer agora. Evidentemente, um novo espaço será descoberto, no qual a criatura subirá para algum tipo de existência superior. Isso vai acontecer após a adesão com o Criador e o amor absoluto, depois de ter sentido o Criador totalmente.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 13/02/12, Escritos do Baal HaSulam

Uma Transformação Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Um embrião no útero de uma mãe se transforma como resultado da ativação dos instintos fisiológicos. Mas, como acontece uma mudança psicológica? Como funciona este mecanismo?

Resposta: Em primeiro lugar, quando um embrião está prestes a nascer, existe tanto uma pressão do lado da mãe (forças que empurram, chamadas de contrações) quanto do lado do embrião. Ele também ajuda nesse processo de certa forma e avança.

O nascimento é um processo muito sério e complicado. Eu diria até que ele é um tanto trágico e ameaçador para a mãe e a criança. Da mesma forma, deve haver algumas forças de pressão muito severas em nosso caso, e a natureza toma conta delas nos pressionando com diferentes crises: identidade, família, sociedade, economia, ecologia, etc., através de tudo que fazemos, isto é, tudo o que constrói o nosso útero.

No mundo atual, tudo está gradualmente sendo estabelecido contra nós. Estas são as forças de pressão, as contrações do parto.

Elas ainda não são tão fortes como poderiam ser, mas o seu ponto culminante está próximo. Observamos isso em todas as crises e, agora, no desenvolvimento da última crise econômica, que está, literalmente, ameaçando nossas vidas. Assim, por um lado, já estamos nos aproximando do estágio final, estamos perto de nascer.

Por outro lado,  não nos sentimos confortáveis dentro do nosso estado atual. Nós mergulhamos nas drogas, depressão e em diferentes problemas. Não nos sentimos calmos e confortáveis interiormente. Não é só o mundo ao nosso redor que é assim, mas não somos capazes de encontrar paz interior. Nada mudaria mesmo se o mundo simplesmente se tornasse diferente por um momento: existem muitos conflitos e pressões dentro de nós, dos quais queremos escapar, mas somos incapazes.

Se integrássemos e reuníssemos esses conflitos internos e pressões numa única força entre nós, nós somaríamos nossos esforços aos empurrões maternos, e, claro, nasceríamos num novo nível, o do “Homem” ou “Adão”. Tudo isso pode ser aliviado sem “parteiras” ou “obstetras”, mas usando os poderes úteis da sociedade: opinião social, influência social e pressão.

Isso acontece quando nos reunimos junto a esta imagem unificada que tem que nascer, enquanto que, do lado de fora, a nossa sociedade trabalha integrando, conectando, discutindo, explicando e identificando todas essas forças ao nosso redor. Então, a pessoa começa a entender esse processo dentro dela. Isto também pertence à educação, quando discutimos nossas ações, história, propósito e finalidade de todos esses conflitos; quando examinamos não apenas a causa, mas seu  significado: nos chegamos a um estado onde todos nós somos como um único embrião numa mãe-natureza, que está nos empurrando para fora dela para o próximo nível. A natureza deseja dar à luz esse embrião, e ele precisa ajudar a natureza a fazer isso. 

Ajudar a natureza é fundamental para nós. A natureza divide nosso nascimento num parto trágico ou num parto bom e fácil, que é chamado “sair das águas maternas”.O que são as “águas”? A água é uma ação de aliviar. Quando voluntariamente aspiramos a isso, podemos facilmente cruzar o “Rubicão”: uma mudança espiritual natural e psicológica.

Pergunta: Será que a pessoa contribui no processo de nascimento espiritual, como no caso de um embrião, participando ativamente no grupo da educação integral?

Resposta: Obviamente, deve ser num grupo, porque o grupo representa o embrião! A pessoa não é um embrião (ela não pode nascer); um embrião é especificamente uma conexão integral entre as pessoas, quando as preparamos para o nascimento.

Primeiro, formam-se pequenos grupos, depois grupos maiores, e depois muitos grupos aparecem. Quando eles começam a se entender, eles se tornam como uma pessoa num grupo, e em relação a outros grupos cada grupo também representa um único individuo. Dessa forma, eles se reúnem: como as células em órgão e os órgãos num único corpo.

Da “Discussão sobre Educação Integral” #9, 15/12/11

Na Virada Da Evolução

Dr. Michael LaitmanNós mudamos de geração em geração no processo de evolução, e após milhares de anos do nosso desenvolvimento, chegamos a um estado especial onde existimos nesta terra como uma sociedade global e integral, comandando conhecimento e capacidade. No processo do nosso desenvolvimento, nós recebemos força, intelecto e habilidade de perceber e sentir muitas coisas, tudo o que não tínhamos antes.

Sejam quais forem as formas, embora desagradáveis, que possamos assumir durante todos os estados que experimentamos, elas nos levam a alguns estados perfeitos no final do caminho. Nós não vemos seu fim, uma vez que ainda estamos no processo de desenvolvimento, mas vamos esperar que em breve consigamos sentir esses estados.

Nós precisamos aprender a fazer o que precisa ser feito em determinado momento, a fim de assegurar um processo fácil e confortável de desenvolvimento para nós, que nos levará a uma vida futura brilhante, segura, próspera e feliz.

À medida que passamos por vários estados no processo do nosso desenvolvimento, vemos que não somos realmente capazes de controlá-los. Certamente, nós tentamos tornar nossa vida mais confortável, mudamos a sociedade, a estrutura familiar, o sistema de formação e as nossas relações mútuas, enquanto tentamos o tempo todo alcançar um estado melhor, mais confortável. Nós nos esforçamos exatamente para isso, já que somos apenas o “desejo de receber prazer da vida”, e tentamos ao máximo obter estes prazeres. Este processo acontece de forma gradual, e a cada vez nós utilizamos os meios disponíveis no momento.

Sempre que nós queremos mudar a nossa vida, nos inclinamos sobre as realizações científicas. Nós estudamos para ver o que podemos extrair da natureza, e acima de tudo, de que forma podemos imitá-la a fim de organizar a nossa vida; quais as leis da natureza que podem ser usadas para proteger a nós mesmos. Por exemplo, é útil para nós saber a previsão do tempo: que condições nos aguardam em cada estação. Nós precisamos estudar a natureza do homem a fim de termos saúde, medicamentos, desenvolver tecnologias que tornam o trabalho de limpeza mais fácil, como máquinas de lavar, processadores de alimentos e outros aparelhos domésticos.

Em outras palavras, acima de tudo, nós nos preocupamos em garantir condições confortáveis ​​para a nossa existência. Ao mesmo tempo, tentamos evitar o sofrimento o máximo possível, tanto o sofrimento particular de pequeno porte, como o sofrimento grande e global, e com isso, procuramos ter prazer em cada estado. Essa é a natureza do homem, e todos os nossos esforços estão direcionados no sentido de satisfazer as nossas necessidades naturais.

Nós nos desenvolvemos através da influência de impulsos internos. Em cada momento, em qualquer fase de desenvolvimento, um novo desejo surge em cada um de nós e nós nos esforçamos para satisfazê-lo. Se olharmos para nós mesmos de fora, veremos que nos comportamos como criancinhas na quais os desejos mudam a cada minuto. Agora eu quero comer, agora beber, depois dormir e depois assistir algum programa interessante na TV. Acima disso, eu também sou obrigado a trabalhar…

Em outras palavras, estou constantemente me desenvolvendo sob a influência de algumas forças. Uma delas me empurra por trás: eu tenho que trabalhar e preparar as necessidades da vida para mim; afinal, nada acontece por um toque de varinha mágica, e o prazer que eu desejo não é chega a mim por conta própria. Isso só acontece no paraíso, não na vida real.

Aqui, em primeiro lugar, surge a pergunta: De onde é que vêm os nossos desejos? Parte deles é determinado pela fisiologia do nosso corpo, que em certos momentos deve se encher de alimentos, descansar e dormir. E, no meio, ele deseja se deliciar com algo interessante.

Nós dividimos todos os nossos desejos em desejos por comida, sexo e família. Esta é uma base sem a qual não podemos existir, assim como qualquer outra parte do mundo animal. Além desta vida animal, nós desejamos ter interesses dignos de um ser humano. E isso inclui dinheiro, poder, honra, conhecimento, cultura, educação, religião, e muitas outras coisas semelhantes, que nós mesmos desenvolvemos e precisamos, não menos do que comida, sexo e família. Às vezes, nós estamos prontos a sacrificar a comida, sexo, família, apenas para receber uma educação melhor, para fazer descobertas científicas, para enriquecer nossa vida cultural. Há pessoas que estão dispostas a literalmente se sacrificar, a fim de se tornar ricas, para alcançar a fama ou ganhar poder. Então, o alimento, sexo e família não são tão importantes para elas; elas mal prestam atenção nisso, apenas o suficiente para alcançar o que desejam.

Todos estes desejos são misturados no interior de cada um de nós, e todo mundo tenta realizá-los de acordo com suas possibilidades. Mas há um conjunto completo deles em qualquer pessoa, e os meios através dos quais ela está pronta para realizá-los depende da educação da pessoa e do ambiente.

A Avaliação Da Europa Continua A Diminuir

Dr. Michael LaitmanNas notícias (da Forbes): “A Moody’s foi a última a rebaixar o status, anunciando na segunda-feira que estava retirando a avaliação de crédito soberano de seis países Europeus, incluindo Itália, Espanha e Portugal. Ao mesmo tempo, a agência de avaliação de crédito colocou três nações triplos A (Reino Unido, França e Áustria) sob perspectiva negativa, sinalizando que também podem perder o precioso, ainda que arbitrário, selo de aprovação”.

Meu comentário: Agora, é só uma questão de tempo: ou a crise vai mudar a União Europeia (UE) ou a UE vai se tornar mais inteligente, rejeitando o velho sistema e tomar o rumo de uma plena integração.

Eles terão que fazer o seguinte:

1- Introduzir um sistema de educação integral e formação de crianças em toda a UE;

2- Desenvolver um novo sistema econômico de consumo racional e distribuição equitativa;

3- Planejar a implementação gradual dos pontos 1 e 2 em todos os países da UE.

Certamente, quando os líderes da EU e um novo governo único da UE começarem a se preocupar com essas questões, a crise sistêmica vai começar a enfraquecer.