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O Amplificador Espiritual

Dr. Michael LaitmanO Zohar descreve um estado no nível dos 125 graus, o mundo do Infinito, o mundo da adesão, o mundo da nossa correção absoluta, quando nós adquirimos equivalência em qualidades com o Criador. Por essa razão, indepententemente de quão distante e opostos nós estejamos desse estado perfeito, carecendo de qualquer ponto de contato com ele, mesmo no mais ínfimo grau, a força da nossa pressão acaba sendo maior, especificamente no estado oposto, conforme os nossos esforços em alcançar a perfeição. Aqui, a distância realmente trabalha a nosso favor.

Eu não criei esse estado oposto; Aquele que eu desejo alcançar criou. Por esta razão, um grama de esforço que eu faço para estar com o Criador, a despeito dessa maior distância possível, é multiplicado por 125 graus. Em outras palavras, esses graus trazem benefícios em meus esforços.

Da mesma forma que tudo é feito para um bebê quando ele chora. Mas, quando a criança de dois ou três não chora, os adultos não dão mais atenção a ela.

A distância máxima trabalha especificamente de forma que ela multiplica a força dos esforços da pessoa na outra extremidade da escada de graus. Por isso nós precisamos apreciar nosso estado e desejar alcançar o estado final tanto quanto possível. Então, nossos esforços serão realmente grandes.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 05/07/11, O Zohar

A Economia É Uma Cópia Das Relações Sociais

Dr. Michael LaitmanOpinião: (Bilionário investidor George Soros,Ekathimerini.com): “Nós estamos à beira de um colapso econômico que começa, digamos, na Grécia, mas que pode facilmente se alastrar. O sistema financeiro permanece extremamente vulnerável”. A Europa está em crise, centralizada em torno do Euro, e as autoridades estão somente empenhadas em ganhar tempo, mas o tempo está trabalhando contra elas.

A Europa enfrenta uma escolha: procurar por soluções em nível nacional ou europeu. A sobrevivência do Euro é “vital para todos”. Tem que haver uma solução européia.

No longo prazo, o Euro seria obrigado a fracassar, a menos que uma união política também fosse estabelecida. Enquanto a Zona do Euro tinha um banco central comum, ela falhou em montar um tesouro central e não teve uma política fiscal comum. “O Euro criou divergências, quando era esperado que criasse convergência”, disse ele, comparando os níveis de competitividade na Espanha e na Alemanha.

Meu comentário: O grande financista continua resolvendo problemas usando os velhos métodos, mas eles não funcionam mais. Nada pode se construído sem a mudança das relações sociais; ajustes não vão funcionar.

Por alguma razão, os financistas não vêem as pessoas por traz dos papéis, não entendem que a economia é a cópia das relações sociais e que uma crise econômica irrompe especificamente porque elas precisam mudar. Desta forma, a crise financeira pode ser resolvida somente com mudanças sociais.

Duas Faixas Da Transmissão Cabalística

Dr. Michael LaitmanO mundo está gradualmente submergindo em uma crise global; entretanto, a pessoa simples, o suposto cidadão cumpridor da lei, não a sente. Ele não vê mais do que aquilo que lhe está sendo mostrado em determinado tempo. Portanto, como nós alcançamos essa pessoa?

A sabedoria da Cabalá fornece resultados em dois níveis:

Primeiro de tudo, ela é a conquista do Criador, em cujo processo nós descobrimos a força eterna e perfeita. Nós nos unimos a ela na medida em que a revelamos, e fazendo isso, nós nos salvamos do anjo da morte; nós nos tornamos como o Criador.

Na medida em que adquiro essa semelhança, eu não me sinto mais como se pertencesse a algo finito e imperfeito. Agora, eu pertenço a Ele, mesmo que seja somente do jeito que o sêmen se fixa na parede do útero. Agora, eu estou Nele. Agora, eu estou num grau mais elevado do que esse mundo. Eu alcancei a eternidade, a perfeição, a harmonia e a liberdade.

Em segundo lugar, nessa vida corporal, eu recebo um método que me permite escapar dos meus infortúnios, que gradualmente se aproximam e se manifestam nesse mundo. Na verdade, eu dependo enormemente dos outros no nível desse mundo. Por essa razão, eu não posso garantir que o estudo da Cabalá me fará sentir confortável. Isso porque aqui eu existo numa rede comum que conecta todos.

Porém, eu me beneficio bastante no nível corporal com coisas como educação de crianças, e na minha atitude pessoal em relação à vida. A Cabalá realmente me ajuda em áreas onde eu posso pessoalmente influenciar minha vida, quase independentemente dos outros.

Dessa forma, eu sou contemplado com vantagens que eu posso sentir mesmo durante os primeiros anos de estudo. Eu posso educar meus filhos melhor, e eu entendo a vida melhor do que os outros. Mesmo assim, o elemento chave é a minha conquista do Criador. Essa é a “libertação do anjo da morte”.

Naturalmente, é mais fácil permanecer como “Simão do mercado”, vender melancias, assistir futebol à noite enquanto bebo cerveja, e ficar totalmente cego a tudo o mais. Quais são os planos, demandas e sonhos de tal pessoa? O paraíso para ela é um número infinito de hamburguês na grelha em frente a uma enorme tela de plasma onde seu time sempre ganha: seus olhos na tela, a mão automaticamente acende a chama. Nós não podemos explicar nada a uma pessoa como essa. Ela está sintonizada em um comprimento de onda diferente.

A Cabalá “transmite” em duas faixas: uma para aqueles que aspiram pelo sentido da vida e são capazes de tirar dela um novo entendimento da vida. A segunda também é um tesouro, porque a pessoa começa a ver o mundo mais profundamente e descobre os mecanismos que o dirigem, as conexões se desenvolvendo através dele. Ela vê os costumes e maneiras das pessoas, a natureza do universo, o fluxo da evolução, e a escala de prioridades. Você revela a ela nosso mundo, o sistema global e ela começa a entender os princípios de acordo com os quais ele opera.

Esse é um presente muito valioso. A pessoa na rua é incapaz de entender o que está acontecendo, mas, aqui, ela de repente começa a conectar uma coisa com outra, e as peças separadas se juntam em uma bela imagem diante dela. Ela revela o mundo onde vive e a jornada que trouxe a humanidade ao estado atual.

Até agora, ela não entendia essas coisas. Ela vivia atrás de uma cortina: “Essa é minha casa, esse é meu emprego, minha comida, e meu quarto”. Agora, a pessoa abre seus olhos mesmo antes que realmente comece a pensar sobre o propósito e o Criador. É assim que ela se torna um ser humano no nível desse mundo.

Da Lição Diária de Cabalá 13/05/11, “O Artigo da Sabedoria” do Ramchal

Um Ataque Dentro Do Coração

Dr. Michael LaitmanPergunta: Ultimamente se sente que o Kli mundial está trabalhando num único desejo. Uma vez, Rabash o aconselhou a fazer um ataque a partir desse estado. O que exatamente estamos atacando?

Resposta: Nós mesmos, nosso coração, nossa preguiça, nosso orgulho, nossos hábitos do passado. Eu tenho que me elevar acima de todos esses cálculos.

A coisa mais importante é dissolver-se entre os amigos, com a intenção de incluir-se no grupo. Eu quero estar lá o tempo todo. Eu quero perder minha mente e sentimento pessoal e adquirir a mente e o sentimento de todos os amigos. É como se eu me perdesse neles pelo meu próprio desejo.

Isto significa adquirir o vaso da garantia mútua.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/07/11, Matan Torah

O Benefício Da Vergonha Espiritual

Dr. Michael LaitmanNo “Prefácio à Sabedoria da Cabalá”, o Baal HaSulam apresenta a sua famosa parábola sobre o convidado e o anfitrião, o exemplo que reflecte a relação de uma pessoa com o Criador. O Anfitrião cumprimenta o Seu convidado como o Seu amigo mais próximo e, guiado unicamente pelo poder do Seu amor, quer dar-lhe tudo sem qualquer intenção de receber nada em retorno.

Ele obtém prazer por servir o convidado, está contente com isso, e não espera nenhuma compensação, porque a lei do amor obriga-O a agir desta forma. Pelo contrário, se o convidado se recusar a receber, isto irá chatear muito o Anfitrião, porque Ele tem um grande desejo de satisfazer completamente o convidado, o Seu amigo, com toda a abundância.

Se o convidado sente algum desconforto, este sentimento não vem directamente do Anfitrião mas vem emerge involuntariamente, uma vez que ele costumava estar vazio, e agora alguém lhe deu satisfação. E dentro desta satisfação, há algo vergonhoso, não merecido; há uma falta da sua própria participação e esforço, que faz crescer um sentimento de vergonha no convidado.

Nesta medida de vergonha, o convidado descobre o que lhe falta. Ele pensa: “O Anfitrião dá, e eu recebo. Como um recebedor, sinto-me envergonhado, mas não há vergonha no doador. Esta é a diferença entre o doador e o recebedor! Ele não está envergonhado porque Ele dá, mas eu não sou capaz desta acção de doação. Se eu pudesse dar como Ele dá, eu não me sentiria envergonhado; em vez disso, sentir-me-ia honrado!

O Anfitrião não sente qualquer honra na Sua doação para mim, porque doar é natural para Ele; Ele ama de acordo com a Sua natureza. Assim, Ele não está orgulhoso de dar; pelo contrário, assim Ele satisfaz o Seu desejo.

Se eu dou, irá trazer-me honra em vez de vergonha. É por isso que a vergonha que estou a sentir agora é útil; irá ajudar-me a sentir o estado oposto: honra, respeito próprio, em adição à alta posição do doador”.

O recebedor obtém todos estes entendimentos como resultado da vergonha: porque e como deve ele realizar os passos necessários, de forma a não só extinguir a vergonha, mas também atingir o nível do doador. Aqui, não é simplesmente chegar à doação – a pessoa tem de chegar ao amor! Que esta vergonha faça crescer ódio em mim, que eu transformarei em amor, e então irei de facto atingir o estado do Criador.

Todo o amor que Ele tem será naturalmente uma grande aquisição para mim, que eu próprio atinjo e ganho. É por isso que agora começo a amar e a apreciar esta vergonha! É através disso, através das profundezas desta vergonha, que começo a sentir ódio, e deste ódio, eu chego ao amor.

A criatura chega a esta conclusão como resultado de uma série de esclarecimentos internas.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/6/11, “Prefácio à Sabedoria da Cabalá”

Cabalistas Sobre A Natureza Do Homem E A Natureza Do Criador, Parte 17

Dr. Michael LaitmanCaros amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

A Distância do Criador é a Razão para Todo o Sofrimento

A razão para a nossa distância do Criador e a nossa capacidade de transgredir a Sua vontade não é outra senão a “falta do nosso entendimento na Sua Providência sobre as Suas criações”. Nós não percebemos o Criador! É a fonte de todo o tormento que sofremos e os enganos em que caímos. Claramente, ao remover essa razão, livrar-nos-emos instantaneamente de qualquer pena e dor e garantiremos adesão com Ele.

– Baal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot” Item 42

 A base de todo o mal é o amor próprio chamado “egoísmo”. Ele é oposto ao Criador em forma, o qual não tem qualquer desejo de receber para Si próprio, mas apenas para doar.

– Baal HaSulam, “A Essência da Religião e o Seu Propósito”

Viver Para Escapar À Pergunta Sobre O Significado

Dr. Michael LaitmanEstamos em uma realidade onde nós nos temos desenvolvido ao longo de milhares de anos. No principio, éramos selvagens, sem saber para quê, como e por que – animais de verdade. Então começamos a ter relações humanas com os outros, formamos uma sociedade, e começamos a desenvolver tecnologia.

Assim, gradualmente, através de todos esses eventos, nós estamos descobrindo um processo que foi pré-orientado desde o início. Novas facetas do desejo sempre foram reveladas na humanidade, empurrando-nos de forma contínua para um novo rumo em nosso desenvolvimento, a fim de nos satisfazer. Entretanto, uma vez que alcançamos um estado específico, um determinado nível de desenvolvimento, começamos a ter desejos que não poderão ser realizados em nosso mundo.

De repente, o homem está contemplando coisas que não pode encontrar aqui. Comida, sexo, família, dinheiro, honra e conhecimento, em diferentes variações e combinações – esta é toda a seleção. Pareceria: O que mais pode haver? No entanto, num dia de sol o homem começa a ter novos questionamentos: sobre a sua raiz e a razão de existência. De repente, ele percebe que cada objeto tem um motivo, um processo, e um resultado – um começo, desenvolvimento e fim. Aparentemente, eu não sou uma exceção?

Esta pergunta não pertence mais ao nível animal, mas ao nível humano em nós. Até que ela apareça, as criaturas que têm a forma de seres humanos não perguntam sobre a vida, ou se elas fizeram perguntas sobre isso, elas ficaram satisfeitas com diferentes métodos de auto-apaziguamento. Mas estamos falando da pessoa que deseja saber, “O que sou? Por que estou aqui? De onde vim e para onde vou?”. Portanto, como ela pode receber respostas para suas perguntas?

Primeiro ela tem que descobrir a verdadeira pergunta, porque ela não é simples. Qualquer pessoa pode pedir por ela, mas toda a questão aqui é a profundidade da pergunta, a sua direcção. Afinal, uma pergunta é um vaso, um Kl .

No final a pessoa torna-se completamente confusa. Além disso, pela nossa natureza, nós aspiramos ao auto-apaziguamento, que nós realizamos por meio de todos os tipos de ações, costumes e hábitos. Eu faço algo e me sinto bem. Então, vamos estabelecer costumes que nos ajudam a receber uma compensação psicológica e satisfação. É assim que nos acalmamos, não querendo revelar a nossa pergunta em toda a sua profundidade e usá-la para nos desenvolver, para chegar à verdade. Nós não nos importamos com a verdade, mas com o conforto.

Dito de outra forma, eu não estou feliz com o surgimento dessa nova pergunta ou novo desejo em mim, que me leva a procurar alguma coisa, me obriga a fazer uma análise, e evoca o sofrimento interior. O ideal seria que eu estivesse gostando – porque é assim que eu me desenvolvo, e o desenvolvimento é mais importante do que sensações transitórias. No entanto, porque eu preciso disso se sou capaz de me realizar e supero o meu ardor sem isso? O que eu tenho é suficiente para mim.

E logo depois eu sou vencido pelo cansaço e me irrito com as dificuldades da vida. A velhice está se aproximando e a pessoa concorda com os pequenos em vez dos grandes.

Assim, o nosso problema, e também um grande obstáculo para nós, reside em elevar-nos do nível normal de desenvolvimento para o nível espiritual – o nível humano.

Da 5ª parte da Lição Diária de cabalá 06/07/11, Matan Torah

A Zona Do Euro Vai Desmoronar Em Dois Anos

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (Centro de Pesquisas Econômicas e Negócios (CERB)): “As novas previsões divulgadas hoje mostram que é quase certo que a zona do euro vai desmoronar nos próximos cinco anos e, provavelmente, em 2013.

A combinação de pacotes de austeridade, exportações contidas pelo valor global do euro e o impacto estrutural de exportações de baixa tecnologia enfrentando a concorrência maciça do Leste da Ásia, significa que as perspectivas de crescimento para o sul da Europa na zona do euro são sombrias”.

Meu comentário: Portanto, a União Européia (UE) não é uma comunidade, mas um bazar, uma farsa, por assim dizer, mas não uma comunidade. Embora a UE não seja mais que uma união de egoístas, construída para fortalecer-se contra o mundo inteiro, o seu colapso conduz à degradação dos Estados membros, porque qualquer ruptura é contra as forças da natureza.

Isso será semelhante à antiga Babilônia, que deixou de existir durante a divisão da sociedade em partes separadas no tempo de Abraão e Ninrode, 3700 anos atrás.

Finalizando O Trabalho De Abraão

Dr. Michael LaitmanHoje nós completamos o que Abraão começou quando ensinou aos filhos das suas concubinas diferentes práticas espirituais que precedem o verdadeiro trabalho espiritual em prol da doação. Ele incutiu-lhes as bases dos sistemas de crença e enviou-os para terras ocidentais. Mais tarde, o mesmo trabalho de Abraão materializou-se através das pessoas de Israel que, depois da destruição do Templo, caíram do nível espiritual e originaram as religiões a partir daí.

Assim, as crenças, que tiveram origem nos tempos de Abraão, e as religiões, que apareceram por volta da destruição do Templo, representam essencialmente fases da inclusão do método de Israel nas nações do mundo. Judaísmo, Cristianismo, e Islamismo entre outros têm avançado a humanidade em direcção ao entendimento da Santidade. As pessoas teriam permanecido completamente bárbaras sem elas.

No nosso tempo, depois de milhares de anos de evolução, é difícil para nós imaginar uma pessoa que não pondere de forma alguma sobre este mundo e o próximo, o Criador, ou bem e mal. Se não houvesse as religiões, não teríamos cultura, educação, e uma sociedade humana no seu entendimento moderno.

Simplesmente não estamos conscientes do papel que as religiões desempenharam no avanço da humanidade. As universidades surgiram devido às religiões. No desejo de difundir as religiões, as pessoas descobriram novos continentes, colonizaram novas terras, e aspiraram por algo no futuro.

Desta forma, a mensagem espiritual tornou-se parte do egoísmo do nosso mundo e atingiu pessoas que não tinham nenhuma conexão com o Criador ou desejo por Ele, devido à falta do ponto no coração. Contudo, agora elas têm certo impulso, anseio, e medo perante o próximo mundo, de uma possível punição, e algo acima desta vida.

Elas têm um sentimento de algo maior e antevêem certas coisas. E mesmo que imagens corpóreas apareçam na sua imaginação, muito embora isto seja idolatria, ainda assim, algo próximo de um ser humano começa a crescer do “animal superior”. Elas já pensam sobre coisas que os animais não se preocupam.

Anteriormente, as pessoas não pensavam além de um ciclo fechado de proveito, comida, reprodução, e morte. Nós simplesmente não estamos conscientes da contribuição da religião na cultura humana e arte.

Contudo, hoje o nosso desenvolvimento está a chegar ao fim, e a crise global, atingindo a humanidade inteira, é um sinal disso. A religião não é o problema: nós simplesmente não conseguimos aguentar mais uma sociedade egoísta que vive de acordo com as leis do amor-próprio.

O nosso egoísmo trouxe-nos ao seu componente espiritual. O dinheiro tornou-se um “valor espiritual” para as pessoas e forçou-as a rebentar bolhas impensáveis na economia ao vender ar umas às outras na forma de negócios virtuais.

Isto trouxe-nos à necessidade de mudança. Nós estamos enfrentando o verdadeiro trabalho espiritual em prol da doação.

Da Aula Diária de Cabalá 13/5/2011, “O Artigo da Sabedoria” de Ramchal

A Força De Fora

Dr. Michael LaitmanNosso desenvolvimento pode ser dividido em duas partes:

1. Todas as fases inevitáveis, quando as pessoas são capazes de se acalmar com a vida e as ações dentro dos limites do nosso mundo.

2. A fase em que a pessoa entende que nenhum dos meios que tem à sua disposição é eficaz e ela tem que atingir a raiz.

Então tudo que é externo retrocede para segundo plano, como está escrito, “O Criador não se importa em como você mata um animal para sacrifício – na garganta ou na nuca”. Em outras palavras, não há ações em nosso mundo com as quais podemos realmente alcançar o Criador. Portanto, temos que encontrar um meio novo, completamente diferente – a Luz que corrige. Graças a esta força, começamos a nos desenvolver.

Há um esboço muito claro aqui:

– Ou estamos em nosso mundo e usamos os seus atributos, pois o nosso desejo existe apenas aqui, e desejamos receber o que este mundo tem a oferecer, e, além disso, esperamos por algo mais após a morte;

– Ou queremos revelar um novo meio nesta vida que não está presente no nosso mundo – a Luz que corrige, uma força nova e especial que nos é revelada e começa a mostrar desejos completamente novos e realizações em nós, que são totalmente diferentes de tudo que conhecíamos até então.

Eu vivo como uma pessoa em nosso mundo – com uma família, trabalho e relações sociais, com todos os meus conhecimentos e sentimentos, mas essa pessoa não está de forma alguma conectada com o que acontece dentro de mim, sob a influência da Luz que corrige. Ela desenvolve a alma dentro de mim, a parte do Criador que vem de cima, a imagem Divina que eu desejo alcançar e construir dentro de mim, participando do processo juntamente com a Luz. Nesse caso, o que veio antes é chamado de “nível animal”, enquanto que a parte nova se chama “humano” (Adam), porque é similar (Dommeh) ao Criador.

É por isso que as acções externas não importam. Só uma coisa pode me ajudar – atrair a Luz que corrige. Não há outra força que possa elevar-me do nível animal para o nível humano. A única coisa necessária aqui é uma força de fora, e todo o método Cabalístico destina-se apenas a isso.

Da 5ª parte da Lição Diária de cabalá 06/07/11, Matan Torah