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Especialista Em Desejo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que é muito mais fácil ler as partes do Zohar onde o Baal HaSulam o explica usando termos Cabalísticos?

Resposta: É porque fica claro para nós que estas são as definições técnicas e não as imagens terrenas. No entanto, tudo depende do nível de qualificação da pessoa.

Se eu convidar um especialista para consertar o meu computador, eu mostro-lhe as imagens na tela e digo-lhe que não gosto das tonalidades de cor ou a qualidade de exibição, mas ele não olha para a imagem real. Um especialista em informática olha para os sinais elétricos, as forças que criam a imagem dentro, a quantidade de cores instalada no sistema. Ele não se preocupa com a própria imagem, pois para ele é nada mais que um reflexo externo, um símbolo para o que está acontecendo lá dentro, o que indica o funcionamento adequado ou inadequado do computador.

Por outro lado, quando eu lhe mostro esta imagem e pergunto como corrigi-la, ele me explica em termos técnicos: “Aqui você precisa substituir HGT, NHY, conciliar as forças das linhas direita e esquerda…”, e eu não entendo o que ele está falando.

Estamos confusos não porque O Zohar fala desta ou daquela maneira, se é o idioma das lendas ou a língua da Cabalá, mas devido a nossa incapacidade de discernir corretamente a imagem real e perceber o que se está falando. Cada palavra do Zohar indica um desejo que deve ser corrigido. Não há nada mais exceto isso.

O Criador criou o desejo. Este desejo deve ser levado à correção e realização. Até que ele atinja atingir a sua correção, seguido pela realização, estamos falando apenas deste desejo. Tão logo ele se torne corrigido e satisfeito, nós paramos de falar dele e começamos a discutir o próximo nível, um desejo mais profundo que se segue logo após.

É assim que nós corrigimos desejo após desejo, camada por camada. Esta abordagem em fases de todo o poder do desejo dentro de nós, que tentamos corrigir passo a passo, um após o outro, é chamada de Mishpatim- julgamentos ou reencarnações das almas. “Reencarnações das almas” significa que eu estou sempre passando por essas transformações interiores.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/05/1, O Livro do Zohar

Libere Em Você O Espaço Para A Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que é necessário abstrair-se do Criador até o ponto máximo, para conseguir  a correção e a adesão com Ele?

Resposta: Não basta descer através de todos os mundos até este mundo. Temos que descer ainda mais fundo. Só quando entramos no grupo nós começamos a perceber o que significa um “homem quebrado”. Então, caímos mais e mais baixo, muito mais profundo do que quando nós começamos a estudar.

Afinal de contas, nós anteriormente não estávamos familiarizados com a nossa inclinação ao mal e não nos sentíamos mal com isso. Nesse ponto, nós ainda pensávamos que os desejos que tínhamos eram bons, e quanto mais o nosso ego evoluía, mais energia nos dava para avançar.

Então, começamos a querer nos unir com os outros e revelar a essência interna do grupo. Fazemos isso ao mesmo tempo pensando constantemente sobre isso, a fim de encontrar a conexão interna entre nós, que existe, mas está oculta de nós. É só então que descobrimos que nós sempre nos esquecemos, rejeitamos e odiamos isso. Assim, a pessoa aos poucos começa a alcançar sua natureza.

Esta ainda é uma descida, visto que a pessoa não revelou todo o mal em si, e todas as subidas e descidas são definidas exclusivamente pela forma como a criatura se sente em relação a isso. A pessoa ainda não se vê como mais distante do Criador. Toda a sua compreensão e experiência baseiam-se no grau da sua distancia Dele, como se ela se estivesse movendo cada vez  para mais longe.

Assim, ela sente um vazio, uma amargura e frustração ainda maior. Ela não entende como pode ser que ela trabalhe e estude tanto, apenas para sentir-se pior, a medida  que o mundo se torna ainda mais sombrio para ela. No entanto, ela finalmente percebe que esta é a forma como a criatura é revelada, e é necessário passar por isso.

No final, ela concorda com isso, o que é considerado como “aceitação incondicional”. Ela está preparada para o que vier e acha que está tudo bem se ela se sente mais inferior ainda; o mais importante é não desistir!

Nesse caso, ela recebe uma carga ainda maior pelo ego, enquanto que, ao mesmo tempo, ganha a oportunidade de corrigi-lo. Aqui o progresso baseia-se em dois opostos, pois quando ela começa a corrigir-se, igualando-se ao Criador e aproximando-se Dele em cada novo passo, ela deve revelar a sua natureza oposta na “linha da esquerda”. Então, de acordo com isso, ela pedirá a Luz “na linha da direita” e se corrigirá na “linha do meio”.

Isso significa que ao longo de toda esta subida até Malchut do mundo do Infinito, até o último momento, à adesão considerada como “Rav Paalim UMekabtziel (Ele que Abençoa e Adorna-a)”, ela vai continuar a revelar um mal cada vez maior. Isso não pode ser evitado.

Caso contrário, nós não vamos encontrar em nós a necessidade da Luz. Nós precisamos de um espaço onde possamos fazer o Criador dentro de nós mesmos. Este espaço deve ser oposto às propriedades inatas do Criador, e dependerá de mim o que fazer nele.

É por isso que encontramos esse vazio, todos os lugares que o compõem, e todas as suas partes, como separadas, opostas, e distanciadas umas das outras, como as partes quebradas de um lego. Nós, entretanto, começamos a montá-lo, procurando as peças que combinam e colocando-as na seqüência correta, na ordem correta de causa e efeito, de modo a alinhar todos os detalhes que foram separados.

Assim, eu revelo como o Criador se sente em relação a mim, que Ele é o Bom que faz o Bem, que criou o ponto da “existência a partir da ausência” que eu preciso corrigir em mim mesmo. Esta consciência de que fui criado “a partir da ausência” me ajuda a entender a “existência a partir da existência” (Yesh Mi Yesh) que me criou.

Todo o processo que este ponto criado por Ele passa é necessário apenas para que eu possa alcançar a Luz infinita. Todas estas fases foram pré-estabelecidas muito antes, durante o plano da criação, antes da criação deste ponto “a partir da ausência”, como é dito: “O fim de uma ação está em seu pensamento inicial”. Assim, ele chega à conquista da força que o criou e à compreensão do que era a essência de todo esse processo de correção.

 Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/05/11: “Todos Que Sofrem pelo Público”

Momentos De Cabalá – Tropa De Elite

Momentos De Cabalá – Ocultação

Os Sinais De Trânsito Da Minha Alma

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que o sofrimento aponta diretamente para a área a ser corrigida, ou apenas indiretamente?

Resposta: Nós precisamos discernir exatamente o que está causando a dor, ou seja, o que o Criador espera de nós. Quando um pensamento, um desejo, uma intenção chega até nós e não está conectado ao amor pelos outros, devemos sentir imediatamente a luz vermelha acendendo internamente!

Existem pensamentos, desejos e intenções, onde o sinal de alerta está, num primeiro momento, amarelo, depois laranja, e, finalmente, vermelho, como um verdadeiro sinal de desastre. Depende do caso.

Mas eu deveria ver isso como se desejasse olhar para tudo com amor, e se for menos que isso, eu quero que uma luz vermelha se acenda. Então, eu verei um campo de luzes vermelhas na minha frente. Isto me faz compreender e ter consciência da minha real condição, para que eu possa me conter e queira mudar todas essas luzes para verde. Eu procuro saber como se faz isso, e assim, começo a trabalhar com o Criador.

Ele acende a luz vermelha dentro de mim, e eu a mudo para verde. Enquanto eu estou tentando fazer isso, eu procuro a razão pela qual ela ficou vermelha e como mudá-la. Este é todo o nosso trabalho, o processo que precisamos experimentar.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/05/11, Shamati # 113

Momentos De Cabalá – Fazer O Trabalho Dele

Há Um Lugar Para Tudo

Dr. Michael LaitmanMesmo no mundo material, nós não temos qualquer oportunidade de nos transformar em uma nação que viva em seu próprio país, em sua própria terra, a menos que primeiro nos corrijamos espiritualmente. Somente as forças que descem do alto fornecem as condições materiais para nós aqui.

Em geral, nós devemos tentar compreender, da melhor forma possível, o que significa o mundo material. Ele não é a meta, mas o menor e mais externo meio para se começar a ascensão. Nesta realidade material extremamente falha, que repousa no nível mais inferior, devemos começar a executar a obra de união, a fim de entrar no mundo espiritual.

Depois disso, vamos recorrer a todas as outras nações e mostrar a elas este trabalho, para que elas também se unam umas com as outras. Como resultado, todos nós, o mundo inteiro se tornará um todo único, uma só família, e ascenderá ao seu nível espiritual. Essa é a única maneira de nós realizarmos a nossa predestinação, o propósito pelo qual nós existimos.

Nós temos que dar a tudo a sua devida importância: o nosso mundo em comparação com o mundo espiritual, a nação de Israel material em comparação ao seu análogo espiritual, o estado de Israel material em comparação à terra espiritual de Israel. Cada coisa deve ter seu próprio lugar conforme a meta final. É exatamente isso o que determina a importância de um objeto e os meios para utilizá-lo.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/05/11, “Herança da Terra”

O Criador Aos Olhos Da Criatura

Dr. Michael LaitmanNós estamos separados do Criador apenas por um pequeno ponto preto no interior da Luz infinita, que é considerada como “a existência a partir da ausência” (Yesh Mi Ain). Esta é, de fato, a base de toda a criação, a nova realidade “a partir da ausência”. O resto é “a parir da existência”, do Criador.

Este ponto é criado pelo Criador, enquanto que toda “existência” (Yesh), que é adicionada a este ponto, deve vir de nós, do nosso próprio esforço. Assim, no final, nós atingimos a equivalência com o Criador, a adesão, o nível igual ao Dele.

Primeiro de tudo, este ponto da criação evolui nas quatro fases de expansão da Luz Direta, onde estas quatro fases de doação instilam no ponto “a partir da ausência” todos os fundamentos. Por parte da Luz, as ações não mais são necessárias; é o suficiente. O resto surge como reação a este ponto, que recebeu a impressão da Luz, absorveu suas propriedades e, portanto, é capaz de agir por si só.

Assim, a partir do mundo do Infinito, do estado onde ele se fundiu com a Luz, o ponto começa a se retirar em direção ao nosso mundo através das dez “Sefirot de ocultação” (Sefirot Blima) que absorvem (Bolim) a Luz interiormente, dentro da criatura. Devido a isto, a criatura cresce a partir do ponto de oposição ao Criador, atingindo a máxima distância possível Dele, que é considerado como “este mundo”.

Esta retirada (qualitativa e quantitativa) abrange todas as propriedades e locais. Como resultado, a criatura não tem nenhuma qualidade que possa ser compatível com o Criador no mínimo grau. Nós achamos que isso significa uma queda, uma descida, a retirada, a escuridão, mas é completamente o oposto. É o desdobramento de nossa natureza, o próprio ponto negro criado pelo Criador!

Este desenvolvimento é necessário para revelar o quanto este ponto de “ausência” é oposto à existência, ao que “existe”. É o que nós atingimos a partir de toda essa descida, embora não todos de uma vez, mas com o tempo, descendo cada vez mais, depois de chegar a “este mundo” e experimentar o desenvolvimento de nosso egoísmo, o que significa perceber nossa oposição ao Criador. Assim, nós passamos através dos níveis inanimado, vegetal e animal da natureza, até chegar ao menor, o “humano”.

O ser humano se torna consciente de estar longe e oposto ao Criador e conclui que é mal. A partir da consciência do mal, ele continua a estudar ainda mais a si mesmo e o Criador, como a “vantagem da Luz vinda da escuridão”, e entende que é necessário tornar-se corrigido. Assim, ele alcança a verdadeira oposição ao Criador.

Quando ele começa a sua correção, por um lado, ele começa a subir de volta para o mundo do Infinito ao igualar-se com o Criador. Por outro lado, mesmo ao fazer isso, ele alcança o quanto oposto ele é em relação ao Criador.

Só no fim da correção (Gmar Tikun), quando ele retorna ao ponto inicial (Malchut do Infinito), ele obtém o entendimento, a consciência plena, e a experiência do que significa a existência (Yesh), a propriedade do Criador.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/05/11: “Todos Que Sofrem Pelo Público”

A Última Gota Que Acende A Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você diz que O Zohar é o sistema de laços entre nós. Como essas conexões são expressas no Zohar: na forma de letras ou no significado por trás das palavras?

Resposta: Você não vai encontrar os símbolos dessas conexões em letras ou palavras, e mesmo sem elas. Devemos ver O Zohar como um dispositivo de conexão e nada mais. Eu não sei como ele funciona. Tudo o que sei é que, se os meus desejos estão corrigidos e se estou lendo O Zohar com a esperança de que estes desejos sejam satisfeitos, isso irá ocorrer.

Eu tenho determinado dispositivo que eu ajusto e ligo na eletricidade, mas falta uma última gota: um pouco mais do meu pensamento e desejo de que isso funcione, para que o dispositivo comece a canalizar a eletricidade e comece a trabalhar.

Eu devo antecipar isso e nada mais. Isso é considerado como “aguardar a salvação”. Mas nós precisamos, da melhor forma possível, preparar os nossos desejos e necessidades, de forma que eles estejam aptos para a correção, tanto quanto possível. Afinal, um desejo não amadurecido não merece correção. Deseje o tempo que passou e que um novo desejo precise ser usado, ou que o mesmo desejo em um grau mais elevado não mereça correção.

Tudo tem que ocorrer com a máxima precisão e, então, a Luz que Corrige vem e realiza a nossa fusão com o Criador. É isso que o nosso trabalho exige.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/05/11, O Zohar

O Anel Mágico

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, Capítulo “Mishpatim (Decretos)”, Item 343: Ele [Rei Salomão], marcou seu trono com um selo gravado com o Nome sagrado, pegou um anel no qual o Nome sagrado foi gravado, continuou subindo, montando essa águia, e foi embora.

Pergunta: O que é este anel?

Resposta: É uma força especial que protege Malchut, a qual se restringe a fim de utilizar a luz de Hochma apenas de cima para baixo, acima do desejo de desfrutar, ou seja, na intenção de doar, ao invés de receber para si, em seu desejo egoísta. Isso é chamado de “anel”.

Esta é a origem do ritual do casamento, onde as pessoas colocam anéis uma na outra, simbolizando sua doação mútua e sua conexão.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/05/11, O Zohar