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Deixe A Luz Nos Guiar

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o significado de “necessidade”, com a qual sempre devemos nos preocupar?

Resposta: A necessidade para mim é sempre sentir a minha conexão com a Luz que me guia, como um adulto que orienta a criança pela mão. É assim que eu desejo estar conectado à Luz, a fim de sentir constantemente que ela me guia adiante.

Você se lembra sendo arrastado pela mão por sua mãe? Deixe a Luz nos guiar da mesma maneira!

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/05/11, Escritos do Rabash

Cabalistas Sobre A Torá E Os Mandamentos, Parte 48

Dr. Michael LaitmanCaros amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

Trabalhadores do Criador Que Tornam a Torá Árida

Mas se a pessoa de Israel degrada a virtude da Cabalá, que trata da correção de nossas almas, relativo ao cumprimento mecânico de rituais religiosos, … ela humilha e envergonha os Filhos de Israel e fortalece os destruidores do mundo nas nações do mundo, que vão ver a Israel como supérfluo, como se o mundo não tivesse nenhuma necessidade dele, Deus não o permita.
– Baal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar”, Item 69

Eu me encontrei com os mais renomados Cabalistas de Jerusalém, pessoas que já esgotaram seus anos mergulhando nos escritos do Ari e do Zohar e os conheciam virtualmente de cor…. Eu perguntei se eles haviam estudado com um Professor que atingiu a essência interior dos textos. Eles responderam: “Céus, não! Não há aqui qualquer interioridade, mas textos precisos, dados a nós, e nada mais que isso”. …” O Ari recebeu a composição dessas questões da parte de Elias, e ele conhecia a interioridade, já que ele é um anjo”. Aqui, a minha indignação derramada sobre eles, pois a minha paciência para com eles terminou.
– Baal HaSulam, “Introdução ao Livro, Da Boca de Um Sábio”

Entre No Círculo

Dr. Michael LaitmanPergunta: No que devemos nos concentrar a fim de revelar a conexão em nosso desejo comum?

Resposta: Todos devem se esforçar em ver o grupo (mundial e/ou os seus próprios) da melhor forma possível e adentrá-lo: um lugar sem corpos físicos, apenas formado de desejos que visam o Criador. A pessoa percebe como esses desejos estão mutuamente conectadas em um único sistema, deseja estar com eles, mas ainda se sente separada. Eles estão todos ligados, enquanto ela ainda não está.

Então, conforme a sua capacidade de se doar a eles, ela pede e exige que eles a influenciem de volta e a incluam, levem-na para dentro Assim, dançando em círculo, você deixa outra pessoa entrar de fora: você abre espaço para ela e ela se junta. Isto é o que significa receber o apoio do grupo.

Dependendo de quão fortemente ela pede e deseja ser incluída no grupo, de modo a obter o poder, desejo e pensamentos dele, e como ela está disposta a substituir seus próprios pensamentos e desejos pelos do grupo, não deixando nada de si mesma, neste ponto ela se anula. E se em vez de ter seus próprios pensamentos e desejos, ela recebe algo do grupo, dizemos que ela ganhou a espiritualidade.

Então, no grupo que ela entrou, ela anseia por revelar a força coletiva que os preenche e conecta. Esta força reside entre eles: o amor mútuo e a conexão. A pessoa deseja mergulhar nas forças que ligam todas as partes do desejo comum. Isto é considerado como seu engajamento na adesão com o Criador, quando ela recebe a mente e a sensação do grau superior.

Mas ao fazê-lo, ela não se anula; pelo contrário, ela começa a sentir-se como nova, nascida graças ao fato de que anulou-se, recebeu pensamentos e desejos do grupo, alcançou a conexão, e dentro dela sentiu uma força vital, a Luz. Isto significa que, agora, o vaso (Kli) e a Luz são novos, espirituais.

Estas são as etapas que você precisa passar primeiro.

Da Lição 8, Convenção NÓS! 03/04/11

Um Teste De Cabalá

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando leio seus livros, eu sinto a revelação de um novo mundo. No entanto, assim que os fecho, só me lembro de mim mesmo. Como posso manter a sensação que tive ao ler os livros?

Resposta: Você não precisa se ​​lembrar de nada, mas sim esquecer, e é maravilhoso que você o faça! Afinal, se você não se esquece, você age de acordo com o que eu escrevi nos livros, de acordo com a minha mente e sentimento. Se você ler muito, repetir o que já leu, e ainda se esquecer, você acumula suas sensações interiores. Você precisa fazer isso, e esta é a sua realização.

Quanto mais você se esquecer, melhor. A pessoa tem que sair da aula e não se lembrar de nada, porque a sabedoria da Cabalá não é como as outras ciências do mundo, que exigem memorização. Quando eu estudo em uma universidade, eu tenho que lembrar de algum conhecimento e, depois, demonstrá-lo no exame. Na Cabalá, o exame testa o que eu construí dentro de mim como resultado do que li e ouvi.

Portanto, eu recomendo muito que todo mundo tenha a série completa de nossos livros. Leia-os em casa, nos transportes públicos, durante uma pausa para o almoço, toda vez que você tiver a oportunidade de abrir um livro. Através dele você se conecta com a raiz espiritual.

Da Lição 8, Convenção NÓS! 03/04/03

Uma Fundação Forte É A Base De Todo O Edifício

Dr. Michael LaitmanEscritos do Rabash, Shlavei HaSulam (Degraus da Escada), Artigo “Qual é a Fundação Sobre a Qual a Kedusha [santidade] Baseia-se”: Quando construimos um edifício na materialidade, vemos que quem quer construir um edifício deve primeiro cavar as fundações, e sobre a fundação ele constrói o edifício. Na escavação da fundação, vemos que devemos discernir entre a obrigação de construir um edifício de um andar, ou seja, apenas o piso térreo, ou um edifício de vários andares. Assim, a escavação da fundação para o pavimento deve ser de acordo com a altura do edifício. A fundação não é cavada de uma só vez. Pelo contrário, a cada dia a fundação é construída de modo que seja mais profunda, e a pessoa possa construir um edifício maior.

A mesma ordem se aplica na espiritualidade. … E o que se está cavando na espiritualidade? É uma deficiência, quando a deficiência é cavada no coração, pois o coração é chamado de “desejo”, um coração é chamado de Malchut, e um coração é chamado de ‘terra’ ou ‘solo’. … Em outras palavras, antes que vamos e construimos um edifício, devemos primeiro escavar na terra, ou seja, tirar tudo o que há no local de escavação.

Para a criatura aprender as condições que lhe permitam tornar-se semelhante ao Criador e realizar o propósito da criação, ela deve incluir em si todas as propriedades do Criador, uma por uma. É por isso que todas as propriedades do Criador e todas as propriedades da criatura estão incluídos uma na outra e interligadas de tal forma que a criatura fica com um “registro” (impressão) do que significa ser semelhante ao Criador . Isto é conseguido através da quebra, que se estende desde acima até a profundidade do desejo, do nível zero ao nível quatro.

É assim que ocorre uma completa inclusão mútua das propriedades do Criador e as da criatura na forma oposta à meta. Esta forma contém todos os detalhes que são completamente opostos ao estado final (totalmente corrigido). Aqui, surge a verdadeira criatura (“homem”), e ela é convidade a tornar-se semelhante ao Criador no futuro. A partir deste estado, ela começa a subir por si própria e atingir o Criador, a propriedade real de doação. Desta forma, a pessoa avança desde o início da criação até a sua conclusão, o fim da correção.

Tudo é construído sobre o desejo de desfrutar, sobre a matéria da criação. Quanto mais a usamos, mais nós podemos construir, ou seja, que primeiro temos que aprofundar o desejo de desfrutar e sentir o quanto ele é oposto ao Criador. Isto significa que mergulhamos nele em uma grande profundidade e não temos medo de revelar sua oposição. Esta é uma sensação desagradável e, geralmente, traz sofrimento. Afinal, nós revelamos a propriedade oposta à bondade.

Em seguida, alcançamos à necessidade da correção e começamos a pedir que a Luz, a propriedade do Criador, corrija a propriedade da criatura. Isso é chamado de “construir um edifício”. Entretanto, as pessoas não são capazes de construir por si mesmas: a Luz constrói. Temos que oferecer o vaso, o desejo, e manifestar o nosso pedido com precisão. Se entendermos e perguntarmos exatamente por aquilo que é necessário para subir mais um degrau, mais um “piso”, a Luz vem e o cria. Assim, avançamos ainda mais.

A fundação, usada para construir a estrutura espiritual, é o desejo de desfrutar, a sensação de sua oposição ao Criador. Quanto mais fundo cavamos, mais alto podemos subir.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/05/11, Escritos do Rabash

Nossa Casa De Quatro Andares

Dr. Michael LaitmanQuando nós começamos a estudar a sabedoria da Cabalá, pensamos que será fácil e que continuaremos a ter a extraordinária inspiração que sentimos no início. Mas, com o tempo, devemos começar a cavar mais fundo, dentro do nosso próprio egoísmo; então, a experiência se torna desagradável.

O corpo realmente não quer se levantar para a lição matinal, vai estudar, menospreza descansar, pensa e sente que estou distante da espiritualidade, não querendo ter contato com os outros ou se preocupar com a doação, sabendo apenas como receber .

Assim, nós começamos a experimentar o “fosso da fundação”, que está sendo escavado em nossos corações. Depois, tudo é determinado pelo quão longe podemos chegar em nosso ego. Isso pode ser feito com a ajuda do ambiente, já que a pessoa não pode fazer isso sozinha. Não importa o quão desagradável isso seja e quanto doa o egoísmo, a pessoa estará disposta a descobrir quão oposta ela está da doação, não tendo qualquer de suas propriedades. A partir do desespero da pessoa, de todas as descidas e falta de inspiração, ela avançará.

Isto significa que a fundação sobre a qual construímos a estrutura espiritual não é agradável. Ela é um “abismo” vazio cavado no coração; é a nossa escavação na “terra”, nosso próprio desejo, a escuridão, a realização do nosso egoísmo e a oposição à doação. Somente alguém que seja capaz de suportá-la e esteja disposto a trabalhar tão metodicamente, tendo construído um ambiente propício a sua volta, terá a força necessária e não terá medo de cavar mais fundo em si mesmo e avançar.

Assim, ele estabelecerá uma fundação sobre a qual será capaz de construir seu edifício, isto é, que através do grupo, ele exigirá a Luz que Corrige, que construírá o edifício para ele. Quanto mais fundo ele escavar, mais alto o edifício que ele será capaz de construir. Afinal, está escrito que “o Criador fez um contra o outro”.

Nós começamos com o estado considerado “zero” e, em primeiro lugar, descemos um degrau, para depois subir um degrau acima. Damos dois passos para baixo e subimos novamente. Assim, passamos por todos eles: 0-1-2-3-4, até que, finalmente, chegamos ao fim da correção tendo sido submetidos a quatro “exílios” e quatro “redenções”.

Agora, nós alcançamos o último estado de exílio; portanto, o que se avizinha é a última e completa redenção.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/05/11, Escritos do Rabash

Não Pule As Etapas, Você Precisará Delas Mais Tarde

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que precisamos de todos esses milhares de anos de desenvolvimento, encarnações, e sofrimento, se a grande mudança está ocorrendo somente hoje?

Resposta: O desejo de receber prazer deve submeter-se a todas essas fases e em cada uma delas, não importa quão pequenas sejam, para concluir de forma consciente que seu estado atual é ruim e precisa continuar a viagem, adicionar outra grama de desejo, e subir um milímetro mais em direção a uma nova qualidade.

Em cada novo degrau, tudo parece bem, mas alguns momentos depois lhe falta algo novo, e algo está errado. Outro mal se revela, a tal ponto que você não agüenta mais isso. Antes, tudo era tão bom, e agora isso está me matando, e eu tenho que subir para o próximo degrau.

Assim, nós subimos uma série de degraus, encantadados no início de cada uma e nos contorcendo de dor no final. Sem essas impressões, eu não experimento o contraste entre a Luz e a escuridão, e não adquiro um vaso, construído a partir desses aspectos opostos da percepção. Sem vaso, eu não tenho nada com que me dirigir à Luz do Infinito.

Por isso, eu tenho que andar por todo esse caminho, subir milhares de degraus, tendo absorvido o deleite e o horror de cada um deles. Portanto, nós chegamos ao último degrau da escada, e mesmo agora, no estado de amor e doação, ainda ficamos como o rabino Shimon, que se transformou em um “comerciante do mercado” antes de atingir a correção final.

Que tipo de estado é esse? Para onde ele caiu? No 124o degrau, que antecede o última, ele descobriu que é o pior degrau de todos, onde se sentia como “Shimon do mercado”. Então, quando ele experimentou a diferença com o próximo degrau, ele subiu à perfeição final.

Quanto mais alto você ascender, pior o seu grau atual fará você se sentir, uma vez que ele se torna um trampolim para o próximo. Este grau atual é tão ruim que você não consegue aguentar mais. No fim das contas, tendo reunido todas as suas impressões positivas e negativas, você as eleva para cima. As negativas criam a profundidade do seu vaso, enquanto que as positivos se tornam a sua resposta à doação e, assim, você adquire um vaso completa.

Esperamos por certo “salto”, enquanto não houver nenhum. Uma criança de um ano de idade não pode dar um salto e se tornar uma criança de cinco anos de idade. Será que ela pode realmente saltar um processo lento e gradual de crescimento? Faltariam-lhe aqueles anos perdidos por toda sua vida. Sua percepção em todas as áreas da vida seria distorcida. A preparação do vaso é necessária, e não pode ser evitada.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/05/11, “A Liberdade”

Espremido Entre O Bem Eo Mal

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como pode existir a “inclinaçãoao mal” se só existe o Criador e ninguém mais além Dele?

Resposta: E quem criou esta “inclinação ao mal” se não há mais nada além do Criador? O Criador criou esse mal. E ela vive sob o jugo do Criador. O Criador a controla; Ele a gerou; ela é Seu filho, como está escrito: “Eu criei a inclinação ao mal”.

Pergunta: Mas o Criador é o bom que faz o bem; portanto, como o mal pode derivar Dele?

Resposta: O bom que faz o bem criou esta “inclinação ao mal”, como é dito: “O resultado final está no pensamento inicial”.  Na verdade, se você decide criar alguém além de você, para que sua criação possa alcançar o seu nível, e se você quer assisti-la com todo seu coração e alma, com tudo o que você tem, então você não tem escolha: você deve criar um vaso nela, um desejo que será exatamente como o seu em quantidade , qualidade, nível de compreensão, e tudo mais, mas com uma impressão inversa. E isso é exatamente o que o Criador fez.

Portanto, a “inclinação ao mal” é a criação inteira; nada mais é necessário. Nós não entendemos isso. Nós pensamos que existem objetos materiais, por exemplo, um lápis. Por que não? Afinal, você vê que ele existe. Tem cor, forma e peso. Mas na espiritualidade ele não existe. Na espiritualidade, a pessoa só existe se ela tiver uma essência individual, algo de si mesma, em vez de existir somente porque alguém a criou.

Digamos que um lápis não existe na espiritualidade, pois não há ação proveniente dele, nenhum desejo de ser semelhante ao Criador. Portanto, ele não existe na dimensão espiritual. Tudo o que vemos em nosso mundo não existe na espiritualidade. Este mundo não existe, porque ele é uma realidade que não tem qualquer movimento pessoal em relação à equivalência com o Criador, em nenhum objeto ou desejo.

Por esta razão, se quisermos criar um ser, devemos programar nele a capacidade de se mover de forma autônoma, independente. Que tipo de criatura o Criador criou? Foi a “inclinação ao mal”. Mas será que essa “inclinação ao mal” tem a sua própria capacidade de mover-se? Será que ela é realmente independente e respeitável? Sim, é sim.

A inclinação ao mal é a linha esquerda na espiritualidade, onde ela reage ao Criador, compreende-Lo, e deseja ser o oposta. É onde tudo começa. A inclinação ao mal não começa com o meu desejo de devorar comida ou dormir.

Depois de passarmos pela preparação neste mundo e atravessarmos a Machsom (barreira), de um lado nós recebemos a “inclinação ao mal” (a linha da esquerda, a recepção) e do outro a “inclinação ao bem” (a linha direita, a doação). É nosso trabalho restaurar a linha do meio entre ambas.

No lado esquerdo, há a “inclinação ao mal”, o Faraó, que afirma: “Eu mando!”, e isso só depois da Machsom. E bem diante dele, existe a força superior, de doação. Quanto a nós, estamos na linha média (ou do meio).

Esta é a própria “inclinação ao mal” criada pelo Criador, enquanto que tudo o que temos durante a nossa preparação neste mundo é uma mera existência animal, nem boa nem má. Não é disso que estamos falando. Portanto, esse mundo não existe, é imaginário e não há nem bom nem ruim nele.

As inclinações ao “bem” e ao “mal” só existem na espiritualidade. Elas são os dois anjos, as duas forças, os dois servos. A quem elas servem? Elas servem ao homem que está construindo a si mesmo, ou seja, seu próprio desejo, o seu “Eu”, a partir de ambas. Isso é o que o Criador deseja.

Portanto, como pode o meu “Eu” se concretizar se não tenho essas duas forças a partir das quais vou construira mim mesmo no meio, entre “prós” e “contras”, fazendo minha própria escolha? Portanto, o Criador criou intencionalmente a “inclinação ao mal” como uma força que se opõe a Ele. Afinal, a doação, a “inclinação ao bem”, é o próprio Criador. Então, entre essas duas forças, na parte média de Tifferet, entre os seus e terços superior e inferior, há espaço para o homem.

Somente assim você pode construir um espaço livre ou o ponto de livre-arbítrio. A liberdade reside apenas entre os dois estados bem definidos, que pressionam você de ambas as direções, e você deve escolher entre eles.

O ponto de liberdade, de escolha, do livre arbítrio, é a escolha que você faz no espaço estreito e contraído entre as lâminas da tesoura. Imagine isto: duas paredes começam a se mover de repente e nos apertam entre elas… Isso é que é a liberdade. E quanto mais alto você subir nos degraus da escada espiritual, mais estreito fica o espaço entre elas e mais forte elas lhe pressionam. Mas é a partir dessa própria pressão muito, da horrível tensão entre elas, qu você encontra sua expressão do Eu.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/05/01, O Zohar

Responsáveis Pelo Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que devemos esperar das próximas convenções? Qual a intenção que devemos construir?

Resposta: Nós estamos nos aproximando de mudanças muito grandes, devido à nossa união, e eu espero que a próxima série de convenções nos ajude a manter a intenção em conjunto, durante um mês inteiro, sem nos abandonar. Trabalho, família, filhos, problemas pessoais – apesar de tudo isso, inconscientemente, em algum canto da minha mente, eu deixo um espaço para a coisa mais importante e sempre me preocupo com a nossa unidade, sobre como devemos avançar de uma convenção para a outra, de um dia para o outro, em nossas intenções e nossa solidariedade interna – até que, interiormente, revelaremos o Criador.

Nós já temos estudado isso teoricamente há muito tempo. Então, vamos realmente desejar que Ele seja revelado. Nós temos ouvido falar disso milhares de vezes; então, vamos fazer o esforço.

Nós não podemos cair na dúvida: “Outra vez? Quantas vezes temos passado por isso?”. Nós estamos no limiar de uma descoberta. E o mundo também está exigindo isso. Afinal, ele não tem a menor chance de encontrar uma solução. Na Internet, nós podemos ver que tipo de “soluções” estão sendo oferecidas em resposta às crises modernas, como as pessoas estão tentando esconder e silenciá-las, porque não percebem nenhuma saída.

De uma forma que seja confortável, clara e próxima do povo, nós devemos informar ao mundo que existe uma solução, e quanto mais rápido começarmos a fazer isso, menos sofrimento isso nos custará.

Portanto, a nossa intenção nas convenções é começar a “viver permanentemente” no grupo que está trazendo a todo o mundo a solução para a crise. Não há nada mais importante que possamos preparar ou fazer para o mundo.

Agora, nós estamos em um ponto muito importante: há um paciente doente na nossa frente e sua doença é quase fatal, mas podemos criar um medicamento e curá-lo. Então, ele não será apenas saudável, mas se elevará ao nível do Criador, a uma dimensão nova e eterna.

Portanto, devemos atribuir a maior importância possível aos nossos esforços e nosso estado – a ascensão que estamos começando nestes dias. Temos que nos manter responsáveis ​​pelo tipo de tarefa que estamos realizando. Quem somos nós para receber uma missão tão grande: para realmente participar na correção não só do mundo, mas de toda a realidade?

Nós precisamos ser um pouco mais orgulhosos, de modo que isso nos ajudará a sentir a nossa responsabilidade.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/05/11, “Paz no Mundo”

Cabalistas Sobre A Torá E Os Mandamentos, Parte 47

Dr. Michael LaitmanCaros amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

Trabalhadores do Criador Que Tornam a Torá Árida

A redenção de Israel e a ascensão de Israel depende do estudo da Cabalá. E, vice-versa, toda a destruição e o declínio… de Israel é porque… eles degradaram o seu mérito degradado e o tornaram aparentemente redundante.
– Baal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar”, Item 69

O Criador nos deu a Cabalá, o método de correção, … para que com sua ajuda possamos aprender a realizar ações com a intenção de beneficiar o Criador. Se não fosse pelo empenho na Cabalá em prol do Criador, … não haveria nenhuma tática no mundo que pudesse nos ajudar a inverter a nossa natureza.

… Se a intenção da pessoa no estudo da Cabalá não for para beneficiar o Criador, … não só não a sua natureza não será corrigido, mas ela vai se tornará pior: seu egoísmo será maior do que aquilo que ela recebeu da natureza.
–
Baal HaSulam, “Discurso pela Conclusão do Zohar”