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Mude Seus Óculos

O que significa alcançar o infinito? Quando eu entro no Infinito, eu me torno Malchut do Mundo Infinito, o que significa que contenho todos dentro de mim. Afinal, “amarás ao teu próximo como a ti mesmo” significa que todos aqueles a quem eu agora venho a sentir como estranhos passam a  ser componentes essenciais da minha alma. Minha alma recebe de volta todas as suas partes, dispersas e distanciadas, e ela se torna um todo, a alma completa.

Tudo o que parece existir fora de mim, como objetos inanimados(imagine que você está engolindo todas as estrelas!) são relacionados ao nível inanimado do seu desejo egoísta, todas as plantas estão relacionadas com o seu nível vegetativo, e todos os animais ao seu nível de animado. Tudo isso é uma impressão do seu desejo egoísta que está mostrando a você todas essas coisas como se elas se encontrassem fora de você.
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Derramar Sangue Fresco Em Um Embrião Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: A pessoa pode pedir que o ponto no coração seja revelado num ente querido?

Resposta: O nosso desenvolvimento é semelhante ao de um embrião no útero da mãe. Cada parte se desenvolve com certa velocidade e numa determinada ordem. Nós não entendemos por que isso acontece, mas à medida que estudamos as Sefirot e as três linhas – KaHaB, HaGaT e NHY – esse desenvolvimento se torna mais claro para nós (isso é explicado em detalhes no Estudo das Dez Sefirot, partes 11 e 12).

Eu não posso falar ao indivíduo sobre o início do seu desenvolvimento, pois isso depende da raiz de sua alma. Meus filhos ou netos podem não ter nada a ver com a Cabalá e ser indiferentes à espiritualidade, enquanto que uma pessoa desperta em algum lugar no Alasca e não pode viver sem ela.

Isso depende se a alma atingiu o seu desenvolvimento. É por isso que eu não devo orar para o Criador mudar a ordem de desenvolvimento deste “embrião” comum. Eu só deve trabalhar dentro do grupo, tanto quanto possível. O nosso principal objetivo é alcançar a união entre nós!

Através dessa união nós derramaremos um novo fluxo de sangue, rápido e forte, neste feto em desenvolvimento. Nós aceleraremos o desenvolvimento comum, e todos se desenvolverão mais rápido, à medida que mantêm sua própria ordem. É por isso que nós devemos acelerar o nosso desenvolvimento e, através disso, aceleramos o desenvolvimento em geral.

Da Lição 8, Convenção Mundial de Cabalá 2010, 11/11/10

O Único Desejo Que Atinge A Meta

Dr. Michael LaitmanO Zohar, “Introdução ao Zohar“, “BeLaila De Kala (A Noite da Noiva)”, item 128: …Zeir Anpin une-se com Malchut, e ela vê seu marido… Pois ela não será capaz de ver o marido até que todos eles se reúnam. E ambos dependem um do outro.

Malchut incorpora todas as almas. Sem elas, ela é apenas um ponto no Mundo de Atzilut, um ponto de Keter que nada tem de si mesmo.

As almas quebradas, em outras palavras, eu e o grupo, encontram-se abaixo, nos Mundos de BYA. Eu quero unir-me com meus amigos e o meu desejo se eleva em direção à Malchut. De lá, ele sobe a Zeir Anpin, e de lá ainda mais alto, em direção ao Infinito (Ein Sof). Então, como resposta , eu recebo a força para subir. Desta forma, a única coisa que vai até Malchut é o meu desejo de participar do grupo, quando eu me obrigo a ele.

Eu o quero ainda mais forte, e só este tipo de pressão se eleva para ser incorporada em Malchut de Atzilut. Somente ela constitui MAN, o verdadeiro pedido pela correção.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 15/11/10, “Hakdama, Laila de Kala (A Noite da Noiva)”

Rumo À Espiritualidade Através Deste Mundo

Dr. Michael LaitmanZohar, Capítulo “BeShalach (O Faraó Enviou)”, item 470: … como está escrito: “Porque eu certamente apagarei a memória de Amaleque”. “Apagar” é acima, “Eu apagarei”, abaixo. “Memória” significa a memória acima e abaixo.

“Acima” e “abaixo” não diz respeito ao nosso mundo, pois ele não está sujeito à correção; não há nada a ser corrigido nele. Este mundo em que vivemos enquanto permanecemos em nossos corpos (assim como outras pessoas), antes que o ponto no coração desperte em nós e que encontremos um grupo através do qual nos relacionamos com a espiritualidade, não tem nada a ver com a correção e/ou com a espiritualidade .

Nós estamos falando sobre o desejo que se origina no ponto no coração e, posteriormente, é incorporado no grupo (ou seja, no conjunto de outros pontos no coração, que temos que reconectar juntos). O Zohar fala apenas sobre esse processo. O restante da realidade que observamos à nossa volta não tem relação com a correção ou a espiritualidade.

Nós vemos um enorme mundo material à nossa volta, mas que não existe na espiritualidade. Ele nos é dado apenas para servir como base, a partir da qual começamos a nossa vida espiritual. Em relação ao mundo espiritual, o nosso mundo não existe. Ele é uma realidade imaginária, a partir do qual podemos entrar na espiritualidade de forma independente, por nós mesmos.

O Criador nos dá um ponto no coração que nos permite avançar. Se colocássemos o nosso estado interior em um filtro que realmente separasse o mundo espiritual (autêntico) do “irreal”, apenas os pontos no coração passariam por esse filtro. O restante deste reino seria detido pelo filtro e desapareceria, uma vez que simplesmente não existe.

Em outras palavras, a nossa realidade imaginária tem apenas um propósito: permitir que os pontos em nossos corações entrem na espiritualidade. Nós temos que continuar vivendo nesta realidade até conseguirmos conectar todos os pontos no coração em um reino espiritual e, assim, alcançar a correção completa (Gmar Tikun). Posteriormente, esta imagem imaginária desaparecerá.

Até então, o nosso mundo não desaparecerá. Em cada ato de correção (do primeiro ao último) nós devemos ficar dentro da imagem “irreal” do nosso mundo material, porque é onde começamos uma nova rodada de correção, a cada vez.

Está escrito sobre o Rabi Shimon (o autor do Livro do Zohar), que antes da sua última correção ele se identificou como “Shimon do mercado”, isto é, que caiu neste mundo e só percebia essa dimensão da vida. A partir deste mundo ele conseguiu atingir o nível máximo de correção.

Esta é a razão pela qual a realidade imaginária que chamamos de “nosso mundo” é tão importante: ela nos dá um sentimento de separação da espiritualidade. Como nós sentimos uma separação, nós conseguimos corrigir cada parte de nossos desejos não corrigidos. Nós fazemos isso enquanto permanecemos neste mundo que está totalmente ausente do mundo espiritual, “a partir da ausência”.

É por isso que este mundo é tão importante. Todo mundo deve levar uma vida normal: ter um bom emprego e família, estudar e cumprir com tudo o que este mundo exige de nós. Sem esse mundo nós não nos tornaremos semelhantes ao mundo espiritual; não nos corrigiremos ou entraremos na espiritualidade.

Da 2 ª parte da Lição Diária de Cabala 15/11/10, O Zohar

Instruções Sobre Como “Conservar” O Egoísmo

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, Introdução, Capítulo “BeLaila DeKala (Na Noite da Noiva)“: … a Sitra Achra tem apenas uma fina luz da iluminação de Malchut. Essa é considerada Shoresh (raiz), e é suficiente para a persistência das Klipot… Esta Shoresh também é chamada de “um fio fino”, isto é, uma fina raiz para os pecados. Está escrito sobre ela: “À primeira vista, assemelha-se a teia de aranha, e mais tarde torna-se como cordas de uma carruagem”.

As Klipot são Kelim (vasos) que ainda somos incapazes de corrigir através da intenção de doar. Nós estamos falando de desejos muito poderosos e importantes, nos quais as maiores Luzes serão posteriormente reveladas, na correção final. Em princípio, nós não temos a possibilidade de fazer qualquer coisa com o desejo por prazer. Nós só podemos separar seus componentes e decidir com qual deles somos capazes de trabalhar em várias condições.

Quanto ao resto dos desejos, nós devemos “enlatá-los” (fazer conserva) e constantemente guardá-los, de modo que não escapem e nos ataquem. Todos os inimigos de Israel, isto é, aqueles que odeiam a aspirar “direto ao Criador”, são exatamente os grandes desejos egoístas que ainda não podemos corrigir. A Torá os denomina as nações que nunca deixarão Israel existir.

Naturalmente, nós entendemos que suas guerras são o despertar do egoísmo, o qual é para o benefício da pessoa. Elas permitem-lhe discernir seus desejos não corrigidos e “matá-los”, ou seja, encontrar sempre novas partes neles que possam ser corrigidas e ligadas a ela para serem usadas em prol da doação.

Assim, nós precisamos nos preocupar com as partes egoístas do desejo que ainda não estão sujeitas à correção. Devemos apoiar a sua existência e executar um trabalho espiritual especial em prol delas.

Afinal, eu as sinto dentro de mim. Não basta simplesmente cortá-las e não usá-las. Na fase atual eu as corrijo dando-lhes uma pequena iluminação, designada pela letra Kuf (ק), cuja parte inferior desce abaixo da linha, trazendo um fino brilho para os mundos de BYA e para as Klipot que estão lá.

O mesmo ocorre quando uma pessoa doente está ligada a uma máquina de suporte de vida na sala de emergência. Não que eu finja que estes desejos não existam em mim, mas, pelo contrário, eu admito que eles existam e eu os governo. Acontece que eles dependem de mim, porque neles eu carrego uma pequena centelha de vida.

Nós precisamos da Klipa porque, como uma casca, ela protege a fruta durante o seu período de amadurecimento. Sem essas ações nós não somos capazes de começar a corrigir Malchut.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabala 18/11/10, O Zohar

Escolhendo O Doce- Amargo Da Verdade

Os bons e os maus estados não são definidos de acordo com o prazer que sentimos vindo deles. Estados podem ser bons ou maus também de acordo a sensações ou desde a perspectiva da verdade e da mentira. Cada pessoa que começa a desenvolver seu gene espiritual (a chispa, Reshimo) percebe cada estado das duas maneiras.

De acordo com seu desejo, a pessoa percebe o estado como “doce” ou “amargo” porque o desejo é  “animal”, uma simples matéria. Porém, de acordo com a chispa espiritual, ela percebe esse estado como verdadeiro ou falso.

Além disso, tudo depende em quão importante para nós é a verdade ou a amargura; é mais importante para uma pessoa, menos importante para outra. Nosso avanço depende da nossa habilidade de tolerar a amargura pelo o bem da verdade.

Digamos que hoje eu pego 100 gramas de amargura, e ainda eu irei me agarrar à verdade. Isso significa que eu estou pronto para seguir adiante. Amanhã, eu estarei pronto para pegar 150 gramas de amargura. Amargura significa que isso é contra minha natureza, o desejo de receber prazer, como aconteceu durante a última convenção onde nós tentamos nos conectar e ficamos com medo, “Tudo menos isso!”

Porém, quando sabemos que a verdade está nessa conexão e queremos nos elevar acima da nossa amargura, então seremos capazes de fazer isso da próxima vez. Seremos capazes de fazer um cálculo de acordo com verdade e mentira.

Mesmo que eu não esteja pronto para me conectar, e que quebrar meu ego e subir acima dele me machuque e assuste, eu ainda vejo que isso é falso, e eu odeio isso. Eu não posso mais permanecer assim.

Até agora não sentimos esse ódio, mas ele irá aparecer. Então, nós quebraremos a casca impura, Klipa, e seguiremos. Nós só precisamos de tempo para fazer isso.

Cabalistas Sobre O Estudo Da Cabalá, Parte 13

Queridos amigos, por favor, façam perguntas sobre essas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

A Oposição ao Estudo da Sabedoria da Cabalá

Desgraça sobre as pessoas que afrontam a Tora. Pois sem dúvida, quando elas se engajam somente no literal e em suas histórias, vestem suas roupas de viúva, e se cobrem com um saco. E todas as nações dirão a Israel: “O que é teu Amado mais do que outro amado? Por que sua lei é mais do que nossa lei? Afinal, sua lei, também, é história mundana”. Não há maior afronta à Tora do que essa.

Assim, desgraça sobre as pessoas que afrontam a Tora. Elas não se comprometem na sabedoria da Cabalá, que honra a Tora, pois elas prolongam o exílio e todas as aflições que estão para vir ao mundo.

– Rav Chaim Vital, Os Escritos de Ari, A Árvore da Vida, Parte 1, “Introdução do Rav Chaim Vital”, 11-12

Mais Alto, Mais Alto, E Mais Alto

O que é o fim da correção? Digamos que eu precise consertar meu carro para ir a algum lugar. Eu o levo a uma oficina, e o mecânico conserta meu carro. Uma vez que o carro está consertado, isso significa que eu completei a correção. Agora, com o carro consertado (ou, se somos nós que estamos corrigindo, então, com uma alma comum corrigida) nós começamos nossa viagem para o alto.

Porém, nós não falamos sobre isso. Nós só falamos sobre o meio de obter a correção. Os Cabalistas não dizem o que acontece à alma corrigida. Eles somente dão pistas sobre as coisas que esperam por nós lá, mas isso é uma realidade ainda mais elevada, acima de todas as palavras, acima do Mundo Infinito.

Todas As Respostas Estão No Grupo

Pergunta: Se eu me engajar no trabalho interior e pedir ajuda, como eu reconheço a resposta?

Resposta: Para nos dar respostas claras e, em geral, para falar conosco e manter uma comunicação constante que pode ser verificada, identificada, e sentida, o Criador nos deu o grupo e reside nele. Se você se unir com o grupo, você o encontrará lá. Quando você o encontrar um dia, você verá que Ele pode ser encontrado somente no coração da conexão com o grupo.

O Criador está oculto por trás de todos eles e parece estar dizendo a você: “Tudo bem, agora você tem que se unir com todos, e isso significa que você tem que unir Comigo”. Ele quebrou o Kli (vasilha) para assim ao reunir os pedaços nós O encontremos. Ao juntar a vasilha quebrada, nós construímos, compomos a imagem do Criador ante nós.

Querer Não É Suficiente

Pergunta: O que significa pedir correção à Luz, dirigir-se a ela?

Resposta: Nós precisamos entender que a verdadeira correção não depende de nós. Nós somos o desejo de prazer, e se somos capazes de fazer qualquer coisa, é somente evocar a ação desde o Alto.

Todo nosso trabalho é elevar MAN, o pedido por correção, mas o Criador faz todo o trabalho. Por isso nosso caminho é chamado “o trabalho do Criador”. Nós nos esforçamos no grupo e estudamos somente para convencer a cada um da necessidade de desenvolver uma única aspiração descrita como: “Israel, a Tora, e o Criador são um”.

Não devemos nos esquecer, mesmo por um segundo, que precisamos pedir pela correção. Tudo é somente dado através da prece, um apelo, a revelação da necessidade. Eu não só quero algo abstrato, eu quero corrigir os Kelim (vasilhas), eu quero ser como Você, eu quero ser grande. [Leia mais →]