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Respirar A Vida Em Malchut

Dr. Michael LaitmanNós existimos no sistema das leis exatas. Tudo o que descobrimos, nós construímos de forma independente. Na descida, de cima para baixo, tudo existe sob a forma de Reshimot (reminiscências), a base primordial e, ao subir, de baixo para cima, nós descobrimos todas as características destas Reshimot; através do nosso desejo, realização e aspiração, nós criamos a imagem do mundo a partir desses parâmetros e formamos níveis espirituais.

É por isso que não podemos saltar os estágios de desenvolvimento e pularmos em um nível completo. Não há nada completo. Os níveis não estão prontos, pois eles existem em idéia, na forma de Reshimot, e não são preenchido com vida.

Quando todos os dados necessários são inseridos em nosso sistema, quando todos nós nos conectamos mutuamente e desejamos reviver Malchut (Reino), as Reshimot ganham vida e revelam a imagem do mundo para nós. Malchut é o mundo.

Pergunta: O que significa “reviver Malchut“?

Resposta: Eu alcanço Malchut, o lugar onde as Reshimot estão armazenadas, e revivo (reanimo) estas Reshimot com o meu esforço, desejo e força de vida. Em Malchut, todas as Reshimot unem-se entre si e o espírito da vida flui nelas, tudo por causa de mim.

Eu elevo o meu desejo espiritual, e em conformidade com este desejo, Malchut atrai a luz do Alto, e vejo a imagem do mundo nele. Eu sempre vejo a minha própria imagem do mundo, todos os 125 níveis, em Malchut do mundo de Atzilut (Nobreza).

Se eu exijo, imploro, e desejo reviver todo o sistema que está contido dentro Malchut, na sua condição primordial e quebrada, eu verei esta imagem preenchida com vida. Isso é o que se chama minha vida espiritual.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 31/10/10, Rabash “A Necessidade do Amor dos Amigos”

Revelar O Poder Do Amor

Dr. Michael LaitmanQuando a espiritualidade se revela à pessoa, esta começa a sentir certa força que preenche todo o espaço à sua volta, que ela existe neste mundo. É como se o ar se tornasse mais denso, espesso e suave. Esta é a força do Criador, a força da doação, a força do amor que enche todo o mundo da pessoa.

Nós devemos evocar e exigí-la, de modo que ela pudesse se revelar como uma força que nos conecta. Através dela nós começaremos a perceber todos nós como um todo.

Nós só precisamos prestar mais atenção nela, procurá-la com amor e sensibilidade. Vamos começar a sentí-la!

De 4a Lição da Convenção Mundial de Cabala 2010, 10/11/10

Cabalistas Sobre Estudar A Cabala, Parte 10

Dr. Michael LaitmanQueridos amigos, por favor, façam perguntas sobre essas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

A Oposição do Estudo da Sabedoria da Cabala

Agora você pode entender a aridez e a escuridão que se abateram sobre nós nesta geração (a falta de conhecimento das leis da vida e do mundo), como nunca vimos antes. Isso porque, mesmo os devotos do Criador (aqueles que estudam a Torá) abandonaram o compromisso com os segredos da Torá (Cabala).
– Baal HaSulam,” Introdução ao Livro do Zohar”, Item 57

Todos os grandes Cabalistas unanimemente clamam como gruas, que, enquanto privarmos a Torá de seus segredos e não nos envolvermos em seus segredos, estaremos destruindo o mundo (já que não atrairemos mais a Luz ao nosso mundo).
– Rav Kook, Igrot (Cartas), vol. 2, p. 231

Nascimento: A Primeira Contração

Dr. Michael LaitmanNa convenção, nós tentamos atravessar a Machsom, a fim de nascer no mundo espiritual, adquirir um novo sentido e sentir o que há fora do desejo por prazer. Esta perceção é chamada externa porque destina-se à doação.

O que nós descobrimos é que isso é muito difícil. A pressão recebida imediatamente nos esfria, “congelando-nos”. Nós não a desejamos mais, pensando que somos incapazes disso. “Qualquer coisa menos isso, qualquer coisa menos a verdadeira união e o Mundo Superior que está dentro dela”.

Como resultado, as nossas expectativas não se concretizaram. O egoísmo (o Faraó) nos empurrou para trás. Isto permitiu-nos sentir um leve ódio por ele, a fim de revelarmos o nosso inimigo, para começarmos a compreender que, sem superá-lo, não nasceremos. O adversário foi identificado e nós o discernimos de forma cada vez mais clara.

Agora, nós devemos realizar várias ações análogas. Elas assumirão uma forma nova a cada vez, porque nada se repete na espiritualidade. Parecerá que as ações são as mesmas, mas elas serão sentidas de forma diferente, e no próximo estado nós não seremos mais capazes de reconhecer o estado anterior.

Nós estamos falando sobre as contrações do parto, chamado de “Tzirim” em hebraico, que é a mesma palavra para “dobradiça da porta”. O ventre da mãe onde nos encontramos, assemelha-se à forma da letra Mem (ם) final. Mem é Bina, que nos encerra entre duas portas. Em hebraico, a palavra “porta” é Delet. Em outras palavras, nós estamos entre duas letras Dalet (ד), que compõem a letra Mem.

Durante as contrações nós empurramos as portas, de modo que elas se abrirão deslizando as dobradiças. É assim que o feto empurra desde dentro para sair para fora. (Tzir é uma dobradiça, Tzirim são as dobradiças da porta, e Rehem é o útero, que vem da palavra Rahamim, a misericórdia, a qualidade de Bina).

O Faraó, o nosso egoísmo, obstrui o nosso nascimento, tendo sido deliberadamente criado pelo Criador a fim de exercer a pressão oposta, até que adquiramos um desejo forte o suficiente, até que nos tornemos dignos de ver e sentir o Criador, a realidade externa, e viver nela. Caso contrário, nos tornamos prematuros e não estamos prontos para o novo mundo. Acontece que o Faraó é uma boa força. Mesmo que ele nos pareça como um inimigo, na realidade, a sua oposição faz um desejo suficientemente forte em nós, a fim de abrirmos as portas do ventre e virmos para fora.

Nós começamos o trabalho que nos tirará do poder do Faraó, e eu estou muito feliz que tenhamos chegado a este estágio. Eu tenho esperado por isso há muito tempo.

Quanto maior a decepção e mais forte a oposição, mais profundo é o desespero depois que as expectativas da pessoa não forem correspondidas, e ela é lançada para trás. Esta é a melhor coisa para a pessoa, porque seu ódio pelo Faraó torna-se maior. Nós passamos por uma das contrações do parto. Mais algumas contrações e nasceremos para a Luz!

Vamos acelerar a velocidade; isso depende do nosso trabalho. Deixe a força com a qual nós estamos nos lançando para a frente, e as forças do Faraó que nos puxam para trás, unirem-se em um salto decisivo em direção ao nascimento!

Da lição sobre o artigo do Rabash 12/11/10

Um Passo Entre Os Mundos

Dr. Michael LaitmanExistem dois sistemas paralelos de conexão entre nós:

1. O sistema egoísta, aquele que vivenciamos agora.
2. O sistema mais interno e corrigido, oculto por trás do egoísta. Este é o nosso próximo estágio de desenvolvimento. Neste sistema, pré-existente, mas ocultado de nós, estamos na intenção de Lishma (em Nome Dele), e este contém a Luz Interior (Ohr Pnimi).

Se nós, com o melhor que temos, nos conectarmos ao próximo estado, querendo alcançá-lo, atraíremos sobre nós a influência da Luz Circundante (Ohr Makif), que nos afeta de longe. Como nós podemos alcançar a conexão entre esses dois níveis, o atual e o futuro, de modo que a Luz Circundante nos afete desde lá? Entre eles há uma diferença, uma transição de “Lo Lishma“(Não em Nome Dele) para”Lishma” (Em Nome Dele), e eu preciso da Ohr Makif para realizar esta transformação em mim.

Como iso é feito? Nós fazemos isso através da leitura do Livro do Zohar. É por isso que os Cabalistas escreveram livros para nós. Se nos esforçamos para alcançar este sistema Superior, lemos sobre a conexão íntima, interna e corrigida.

É irrelevante se ao lê-lo nós não entendemos nada. Isto se deve à diferença entre os níveis (estados, mundos). Como eu posso compreender o Mundo Superior, se não estou nele e nem sequer existo em relação a ele? É claro que eu sou incapaz de sentí-lo e, portanto, não tenho conhecimento dele. Mas eu estou lendo sobre ele.

Os Cabalistas escreveram sobre o Mundo Superior numa linguagem que eu não consigo entender, e eu olho para estas letras sem qualquer idéia do que elas dizem. Mas eu olho com esforço, como uma criança que está tentando entender este mundo, e através do meu esforço e desejo de conhecer o Mundo Superior, atraio a Luz Circundante (Ohr Makif) para mim. Este é o propósito de ler O Zohar.

Hoje, na nossa lição, os nossos amigos, representantes de 50 países, estão presentes conosco. Vamos todos olhar para essas letras desconhecidas e desejar alcançar a espiritualidade, e ouvir os mundos do Zohar sem qualquer compreensão que seja. Com o seus desejos em aprender, viver nela (nós estamos falando sobre a alma no seu estado mais elevado), com seus esforços e anseios, a Luz que Corrige, a Luz Circundante (Ohr Makif), os afeta.

Em outras palavras, ao ler O Livro do Zohar nós devemos nos conectar e desejar sentir (em oposição a entender) o que O Zohar descreve. Assim, o Livro revela a tela dentro de nós, e sobre ela nós veremos tudo o que acontece no Mundo Superior.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabala 07/10/10, O Zohar

Para Ser Ouvido

Dr. Michael LaitmanÉ fato conhecido que os nossos esforços e clamores sozinhos não ajudarão. Eles são como o choro de um bebê, e aí precisa haver alguém Que o escute: a mãe (Bina) ou o Criador.

Um clamor só pode ser ouvido quando é correto, ou seja, quando é direcionado ao verdadeiro objetivo de unir-se, aquir a força de doação. É por isso que nós precisamos nos conectar, a fim de criarmos especificamente o desejo de doação entre nós, e juntos, pudermos clamar ao Criador.

É por isso que nós lemos O Zohar juntos, desejando nos conectar, mesmo que seja através da internet, televisão ou outros tipos de comunicação. Não importa que, por enquanto, a nossa conexão seja egoísta, porque cada um de nós é impulsionado pelo desejo de beneficiar a si mesmo (Lo Lishma). Nós estamos preparados para a conexão, embora ainda queiramos tirar proveito dela. Essa é a nossa natureza e não como tirar proveito mentindo para nós mesmos.

Nós somos egoístas, e cada um de nós entende que está se conectando com outras pessoas a fim de, alguma forma, beneficiar-se com isso. Caso contrário, nenhum de nós seria capaz de realizar a menor ação, e não teríamos a energia para nos conectar com outras pessoas.

Mas essa conexão física (reunião em um lugar físico ou virtualmente ao mesmo tempo, em um só pensamento) é a única ação permitida para nós. Isto porque, por enquanto, nós só conseguimos realizar ações físicas (as supostas ações realizadas em nosso egoísmo).

Além dessa ação, nós precisamos que a Luz Superior que Corrige, a Luz Circundante (Ohr Makif), influencie a nossa conexão egoísta. Ela é chamada de circundante (Makif) porque brilha de longe, do nosso próximo estado, dos desejos (Kelim) corrigidos, nos desejos do tipo “Lishma“, que têm a intenção de doar.

Portanto, se nós realmente tentarmos nos esforçar por ela, atrairemos a sua influência sobre nós, pois nós existimos no mundo das leis físicas da natureza (o Criador). Através da leitura do Zohar nós atraimos esta Luz sobre nós, porque, inconscientemente, nós nos conectamos com o nosso próximo nível.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabala 07/10/10 Cabala, O Zohar

Vá Com O Fluxo Da Natureza

Dr. Michael LaitmanQuer queiramos ou não, nós precisamos aprender a tornar-nos semelhante ao Criador, a fim de nos aproximarmos Dele e sermos como ele. O Criador é a Força Superior da natureza, e esta age em toda a natureza inferior, afetando a todas as suas partes.

Uma vez, o Criador quebrou a criatura em partes, da mesma maneira que o nosso mundo foi formado como consequência do Big Bang, quando uma pequena centelha superior irrompeu, explodiu e criou todo o nosso universo. Da mesma forma, o Criador criou todos os mundos espirituais por meio da descida da Luz até o nosso mundo.

Agora, uma força de correção oposta está começando a reunir todas essas partes no espaço espiritual, e nós não temos como evitar isso. Resistir a essa conexão é o mesmo que lutar contra as forças da natureza; isso só nos trará sofrimento, até desistirmos.

Se nós resistirmos, atrairemos grande sofrimento sobre nós mesmos, e não apenas os habituais problemas familiares, ou de saúde, mas epidemias terríveis, catástrofes ecológicas, e até mesmo guerras atômicas, sobre as quais o Baal HaSulam escreveu. Tudo depende apenas de nossa resistência e falta de vontade em seguir constantemente a força de correção, a fim de melhor nos relacionar a ela.

Tudo isso acontece de acordo com um programa muito específico. Quando nós avançamos de acordo com ele, sentimo-nos bem e confortáveis. Ao acelerarmos a realização deste programa, e mesmo querendo correr na frente dele, sentimo-nos ainda melhor, pois atraímos o Criador com nossas ações e O forçamos a fazer ainda mais, acelerarando a natureza, como se diz: “Aqueles que se esforçam pelo Criador aceleram o tempo”.

Mas quando nós ficamos para trás, o nosso sofrimento e os problemas aumentam conforme nosso atraso, na medida em que se esforçam em nos desenvolver. E isso não ocorre porque o Criador quer nos punir; pelo contrário, é assim como tudo funciona, conforme a lei da natureza!

Não há nada aqui exceto as leis da natureza, que podemos vir a entender e perceber como elas nos empurram como se estivéssemos em um campo de força. Quanto mais longe ou perto eu chego do ponto de equilíbrio, a força do campo (sua intensidade) me influencia na proporção do quadrado da distância, como se ele se esforçasse em trazer-me para o equilíbrio. Por exemplo, eu me distancio em uma medida e a pressão da força dobra; eu me distancio duas medidas e a pressão quadruplica.

Eu preciso entender que o meu menor movimento, um pequeno retrocesso, imediatamente atrai enormes forças de sofrimento. Isto porque qualquer campo, seja no campo da luz, do campo magnético, ou do campo de gravidade, age sempre ao quadrado. O campo espiritual age da mesma maneira. As leis do Criador são constantes.

Está escrito que o justo paga o dobro. É por isso que até mesmo um ligeiro desvio para um dos lados provoca um enorme impacto, positivo, ou, Deus nos livre, negativo.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabala 07/10/10, “A Futura Geração”

Depois Da Convenção: As Primeiras Conclusões

Dr. Michael LaitmanUm e-mail que recebi: Caro Dr. Laitman, eu acho que falo por muitos quando digo que estou dominado por uma grande desilusão. O que devo fazer com ela?

Resposta: No último dia da Convenção, eu ouvi que várias pessoas esperavam fazer a passagem para o mundo espiritual nesta Convenção, e, agora, elas estão dominadas pelo desespero total!

Eu vou dizer isso com sinceridade: Pessoalmente, eu estou surpreso com o resultado da convenção que recém acabou. E não é por causa da quantidade recorde de participantes ou da reação positiva da imprensa, mas pelas mudanças internas e o amadurecimento de cada participante e de todo grupo mundial. Pela primeira vez, as pessoas passaram por estados que não seriam capazes de passar individualmente. Discernimentos internos extremamente importantes ocorreram dentro delas.

Agora, sobre suas expectativas: Se o seu desejo fosse pela verdadeira espiritualidade, pela doação e o amor ao próximo, então você não experimentaria qualquer desespero, porque você sempre tem a oportunidade de doar e amar. Ninguém dá ou tira isso de você.

A primeira qualidade espiritual (Bina) é uma aspiração à Hafetz Hesed (estar acima do seu egoísmo), a sensação fora do seu desejo. Se você aspira a isso, então não lhe interessa qual estado você está, porque tudo vem do Criador e só Ele decide, de acordo com seu plano, o que acontecerá a todos e a cada um de vocês. A sua única reação a tudo deveria ser a alegria e o desejo de estar sob o poder do Criador, a qualidade de doação. A Machsom (barreira) é superada por aqueles que fogem de seu egoísmo e concordam com todas as condições para serem libertados dele, concordando em assumir a condição de “todos como um” (como um homem com um coração ou desejo) e da garantia mútua, “um por todos e todos por um”.

Nenhum de nós tem o poder de desprender-se do seu egoísmo. Até agora, nós temos falado sobre isso, mas não fomos capazes de discerní-lo com precisão dentro de nós, porque esta é exatamente a qualidade que não nos deixa penetrar na espiritualidade, a qualidade de doação. Nós somos incapazes de distinguir o que ela é e onde ela está dentro de nós. Ela se esconde dentro de nós como uma cobra e nós não podemos identificá-la de forma precisa, sempre confundindo-a com outras qualidades.

Assim como a dor em uma doença, apenas a dor da decepção nos ajuda a reconhecer o nosso egoísmo e descobrir que ele não é bom, mas o nosso governante do mal, o Faraó. Nós temos que aumentar a nossa decepção de tal forma, de modo que o odiaremos dentro de nós e desejaremos apenas uma coisa: separar-nos dele. No entanto, a fim de chegarmos a este estado de desespero, nós devemos primeiro aspirar a ele com todo o nosso egoísmo (Lo Lishma). Isto é o que eu falei antes da Convenção, que “estamos saindo do Egito”. E todo mundo tinha certeza de que isso deve acontecer. Se nós não tivéssemos essa confiança, não seríamos capazes de nos decepcionar e discernir de forma precisa este mal (o Faraó) dentro de nós, o qual não nos permite ascender à qualidade de doação.

Para despertar imediatamente esse mal, eu declarei no início da Convenção que somos obrigados a alcançar a união; que todo o nosso trabalho na Convenção deve ser feito por meio da investigação profunda de nós mesmos e da nossa atitude para com todos os amigos. No entanto, em vez da “revelação dos céus” que esperávamos, ela imediatamente provocou uma descida, arrefecendo-nos. Com a minha súplica em busca a união, para ascender acima de nós, acima do “eu” pessoal, eu queria mostrar aos participantes da Convenção que ainda não estamos preparados para isso, e, como resultado desse sentimento, os participantes entraram em transe.

Por um lado, eu fiquei muito feliz com este estado de “compreensão do mal”. Mas, por outro lado, eu comecei a temer que o grupo não fosse capaz de sair deste estado em tão pouco tempo. É semelhante à forma como uma pessoa doente descobre a dor e tem que entender que isso indica uma doença, e começa a tratá-la com a ajuda de um médico, o Criador. Além disso, 30 a 40% dos participantes da Convenção eram novatos na Cabala e não entendiam o que estava acontecendo com eles. Portanto, decidiu-se deter com um golpe o Faraó, suas esperanças egoístas, a fim de ascender-se acima delas.

No entanto, são exatamente estes processos que experimentamos que nos prepararam para a passagem – que não é egoísta (aspirar em revelar a realização), mas que deseja revelar a oportunidade de doar, unir-se “como um homem com um coração”, concordando com a garantia mútua. O resultado da Convenção é o primeiro golpe no Faraó – o nosso amor-próprio, nossas esperanças egoístas em “romper a Machsom” e receber o Mundo Superior, assim como este mundo dentro de nós, dentro dos nossos desejos, dentro de nossa realização.

O Baal HaSulam escreve que quando a pessoa atinge o limite espiritual, ela está convencida de que o mundo espiritual não pertence a ela e só depois é que ela rompe a Klipa, a fronteira, e adquire a qualidade de doação.

A revelação da nossa indisposição ocorreu de imediato, na minha primeira aula, quando eu disse no início que em vez de ações externas, devemos mergulhar dentro de nós mesmos, na nossa conexão, na garantia mútua. Imediatamente, tudo se transformou em gelo! O nosso egoísmo apareceu, mas esta revelação do mal dentro de nós também é uma grande conquista que foi trazida por ninguém menos que a nossa união (a santidade do dia).

Ao longo da nossa Convenção, nós descobrimos que o Faraó está dentro de nós e não fora. Ele recebeu seu primeiro golpe com o fato de que estamos desapontados com os resultados da Convenção. Nós pensávamos (nós sendo o Faraó) que receberíamos algo dentro de nós, mas nós não recebemos nada. Este é o primeiro golpe do Faraó, o nosso egoísmo. Nós descobrimos que não receberemos nada dentro do nosso desejo egoísta.

Agora, nós temos uma maior capacidade de dizer em quais qualidades a espiritualidade deve ser revelada dentro de nós. Nós temos um melhor entendimento de que isso não acontecerá dentro do Faraó, e sobre o que significa pensar no Superior. Significa não pensar em si mesmo. Por enquanto, cada um de nós simplesmente agita-se impaciente: quando o milagre acontecerá e nós receberemos tudo neste mundo, juntamente com o mundo espiritual – dentro de nós! Agora nós temos um novo sentimento da necessidade de nos separarmos daquilo que nos traz decepção, e este é o começo da rejeição do egoísmo.

Nós pagamos um preço alto por esta lição, mas custa muito mais que isso. É exatamente a decepção, o golpe no nosso amor-próprio, no nosso egoísmo, em nossas esperanças de receber, a maior aquisição que poderíamos desejar, e eu sou dominado por uma alegria ao ver egoístas decepcionados.

Agora você só deve perceber o que aconteceu consigo. Dependendo da preparação de cada pessoa, uma parte de você percebe isso mentalmente, e uma parte ainda experimentará várias decepções em suas sensações, e depois você perceberá isso. De qualquer forma, haverá uma conclusão: a pessoa não se ligará inseparavelmente ao seu egoísmo. É exatamente este golpe nas nossas esperanças egoístas e injustificadas que nos ajudará a começarmos a nos afastar disso (o Faraó)!

É possível que ainda precisemos experimentar mais golpes, mas eles já estarão indo na mesma direção que nós adquirimos nessa Convenção. Talvez nós sejamos capazes de passar por eles não apenas nas Convenções, mas dentro da nossa conexão virtual diária, na sensação de que acabamos de adquirir juntos. Por enquanto, vamos realmente desejar apenas uma coisa: rejeitar o nosso egoísmo, que é o único mal que existe, e ascender do nosso “eu” até a qualidade de doação.

O Criador nos trouxe este grande presente! Não há outro além Dele! Escreva-me e faça perguntas nas aulas. Eu não menti para você, mas ao seu egoísmo.

Com amor para você,
Dr. Laitman

O Criador Será Aquele Revelado No Grupo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se eu sinto o meu afastamento do meu amigo, ou talvez um amigo pareça mais distante de mim, será que eu posso dizer que o mesmo acontece comigo com respeito ao Criador? O que posso fazer com essa situação?

Resposta: Os estados podem ser diferentes; portanto, se estamos falando sobre um amigo, o paralelo com o Criador é possível, mas não em todos os casos. Aqui, há algo adicional, que é o quanto eu aprecio o grupo e a meta que estamos revelando entre os amigos.  Afinal, o grupo, o a meta, e o Criador são um.

Somente o grupo é o vaso, o desejo (Kli), enquanto o Criador, o atributo de doação, é a Luz que satisfaz esse desejo, manifestando-se no desejo na medida de sua equivalência mútua. Finalmente, o vaso e a Luz se tornam completamente equivalentes pelo alcance do atributo de doação mútua e da união; eles se tornarão inseparáveis.

Assim, a pessoa pode atribuir ao grupo uma importância ainda maior do que ao Criador. O grupo é o meio, sem o qual não posso alcançá-Lo, e nesse estágio o que me importa é o meio. O Rabash dá um exemplo do funcionário sem importância do governo, de quem eu dependo mais do que do próprio governo. Enquanto os ministros estão ocupados com os assuntos de estado, o funcionário toma decisões específicas sobre o meu caso, aprovando ou mesmo rejeitando-o.

O Grupo é o encontro dos nossos pequenos desejos, aspirando revelar ao Criador, o atributo de doação. Eu preciso decidir de uma vez por todas: eu não posso dirigir-me ao Criador sozinho. A minha mensagem é realizada somente no grupo, e quanto ao Criador, eu não sei quem Ele é, mas Ele será aquele revelado dentro do grupo.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabala 05/11/10, Os Escritos do Rabash

Nos Braços Do Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que viver durante a última geração é uma responsabilidade enorme e séria?

Resposta: Pelo contrário, viver durante a última geração não é uma responsabilidade séria; a vida é muito boa e fácil! Todos cuidam de mim, tudo é bom, eu estou cercado pelo amor dos meus amigos, e o Criador me doa o bem através deles.

A revelação da face do Criador significa que a vida começa a dar certo, eu me torno saudável, os problemas desaparecem, e eu me sinto bem e confortável. E eu vejo o resto do mundo a minha volta da mesma maneira: eu vejo que cada um tem uma vida boa! Eu vejo todo o Mundo Superior revelado diante de mim e ele é eterno.

Eu não levo mais em conta os momentos da minha vida que me foram dados até o dia da minha morte, sem saber o que acontecerá comigo amanhã; pelo contrário, eu me dissolvo no Mundo do Infinito. Portanto, por que eu deveria esperar que isso me trouxesse problemas? Não há mal no mundo; eu “me conecto com o bem!”. É exatamente isso que nós desejamos alcançar durante a nossa convenção, de modo que ela tenha uma influência boa e constante sobre nós. 

Todas as preocupações e expectativas de dificuldades precisam ser apagadas e descartadas, porque nenhuma delas existe! No momento em que você se conecta com os amigos e deseja revelar o Criador nessa conexão, você cai sob a melhor influência possível da Fonte de todo o bem. Não há outra força além dessa que possa nos influenciar.

Através do grupo você se conecta com uma fonte de energia mais forte e amável. Você só precisa manter a força dessa conexão acima de todos os obstáculos, e pronto! Nós tentaremos fazer isso durante os três dias da convenção, e veremos que toda a vida pode ser organizada e arranjada dessa forma. Você adquire uma força fantástica através dessa conexão, que o capacita a alcançar o sucesso em tudo o que fizer na sua vida. Mas, isso só pode acontecer sob uma condição: que você queira estar conectado com essa força, porque ela determina todas as ações e eventos em nosso mundo.

E você a revelará de forma clara e absoluta. Você se sentirá como uma criança, que se agarra à mão de um adulto e o leva para onde ela quer. Como uma criancinha, que pega sua mãe ou seu pai pela mão e os puxa, para que eles façam por ela o que ela mesma não pode fazer. E você fará o mesmo com o Criador: Ele também quer você!

Esperemos que sejamos capazes de alcançá-Lo, tomando-nos em Seus braços e nos ajudando a fazer tudo o que precisamos fazer!

Da 4a parte da Lição Diária de Cabala 07/11/10, Baal HaSulam  “A Última Geração”