Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

O Centro Do Grupo É O Lugar Da Correção

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”, item 141:  “Agora você pode entender o significado das palavras ‘Abandone-Me e mantenha minha lei’. Eles interpretaram, ‘Eu desejava que eles tivessem Me deixado e mantido Minha Torá – a Luz nela os reforma’”.

Existe uma ligação entre você e o Criador (a Luz): o seu desejo de receber corrompido. Se você o corrigir, você vai sentir o mesmo resultado chamado de Luz ou Criador, ou seja, “Venha e veja” (Boreh, em hebraico) no mesmo material. O Criador é revelado no seu desejo corrigido conforme a sua correção.

Em geral, o método pelo qual você corrige gradualmente o seu desejo, a fim de sentir, entender e revelar o Criador, é chamado de “Torá”. Com sua ajuda, você evoca uma força especial, a força de doação, que está fora de você e que corrige o seu desejo. Na medida em que você pede por ela, esta força muda o desejo vestido nela e você sente a Luz, o Criador, seu estado sublime.

Esta é a única maneira de você avançar. Se você não pedir a correção e se voltar ao “Criador” que você inventou, seu trabalho será inútil, uma vez que não corresponde à realidade.

Pergunta: O que se entende por “manter a minha lei”?

Resposta: Isso significa que todas as suas ações devem ser destinadas apenas à correção do vaso danificado de acordo com o princípio: “Eu criei a inclinação ao mal e criei a Torá como tempero para ela”.

Se você trabalha corretamente na correção do desejo, ele começa a tomar a forma do Criador. Então, você começa a compreender, reconhecer e se aderir a Ele. Você tem um “material” que assumiu uma nova forma, a forma de doação e amor. Assim, através da matéria do desejo você alcance a adesão com a forma do Criador.

Pergunta: Se estamos falando de ter que encontrar o ponto no centro do grupo, o que isso tem a ver com “manter a minha lei”?

Resposta: É ali, no centro do grupo, que você corrige a sua inclinação ao mal. É lá, e só lá, que você descobre o Criador, seus estados espirituais avançados. Não há outro lugar onde a “matéria” má do desejo pode ser revelada, exceto no centro do grupo, que deve ser revelado como uma montanha de ódio, como o “Monte Sinai”.

Portanto, ao nos comprometermos com a garantia mútua, a aliança e a ajuda mútua, nós começamos a descobrir a Luz que Reforma. Isto também é chamado de “recepção da Torá”: nós a recebemos se sentimos que não podemos corrigir a nossa conexão, mas nós não tentamos fugir do problema. Depois, nós recebemos a Torá, corrigimos a separação e o Criador é revelado.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/05/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot “

Permanecer Acima Da Rejeição

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu devo trabalhar com o mal que está sendo revelado?

Resposta: O método da Cabalá é destinado para a correção da nossa inclinação ao mal, ou seja, o desejo corrupto que está totalmente voltado para seu próprio benefício, em vez da doação a outra pessoa. Essa correção nos ajuda a ser semelhantes à Luz, ao Criador. De acordo com a equivalência de forma, a Luz se torna revestida de um vaso, e nós sentimos a realidade superior.

Pergunta: O que acontece na relação entre os amigos quando eu sinto inveja ou ódio?

Resposta: Apesar dos vícios estarem sendo revelados, você vai continuar e tentar se unir com seus amigos acima dessa corrupção. Há a natureza, mas devemos estar acima dela. É assim que nos corrigirmos. Não estamos destruindo o egoísmo, mas estamos trabalhando acima dele.

Eu não suporto meu amigo e não desejo interagir com ele. No entanto, eu estou tentando me conectar com ele acima dessa rejeição.

Afinal, essa rejeição é o resultado do meu desejo corrupto, egoísta. Sendo o meu objetivo a correção, eu vou tentar subir acima da rejeição e tratar o meu amigo de forma oposta, com amor.

Ambas as formas coexistem dentro de mim. Eu reconheço a minha rejeição e, ao mesmo tempo, decido expressar uma atitude diferente, vendo meu amigo como uma grande pessoa.

Este é o nosso trabalho.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/05/12, O Estudo das Dez Sefirot

Tudo Depende De Vocês

Dr. Michael LaitmanA confusão que vocês sentem após a aula é boa. Vocês já passaram por muitos estados e não sabem o que fazer.

Venham para o nosso workshop à noite e falem sobre seu futuro. Na medida em que vocês são capazes de se unir, vocês receberão a resposta. Não há outra maneira de revelar algo.

Vamos esperar que isso ocorra. Portanto, vamos nos preparar à medida que nos aproximamos dele, vamos pensar mais nele, enquanto expurgamos todos os outros pensamentos, para que possamos nos preparar melhor para nos unir com os amigos.

Além disso, não esperem nada de mim; qualquer um pode sentar aqui no meu lugar. Tudo depende apenas da união entre os amigos. Obviamente, eu vou tentar orientar o workshop, mas tudo depende de vocês.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 20/05/12, O Estudo das Dez Sefirot

Milagres Acontecem Todos Os Dias

Dr. Michael LaitmanNós podemos sentir algo novo a cada minuto, e não apenas uma vez por ano. A questão é que muitas vezes recebemos coisas novas, mas não pode senti-las. Não podemos percebê-las já que não temos vasos para eles.

Milagres acontecem para nós todos os dias, e nós nos encontramos diante do “Monte Sinai”. Há inovações infinitas, porque o mundo de Ein Sof (Infinito) está diante de nós.

Tudo depende apenas da nossa capacidade de perceber as coisas, em nossos vasos. Portanto, uma inovação abençoada é quando a pessoa pode sentir. Tudo é medido em relação à pessoa que alcança. Por isso, nós devemos trabalhar em nossa sensibilidade, nos vasos.

As Reshimot (genes informativos) são constantemente evocadas dentro de nós. Nós passamos por muitos estados, mas no momento, nós estamos nos desenvolvendo de forma passiva, no nível animal, incapazes de sentir a essência dessas mudanças, incapazes de alcançar a intensidade do nível, a conexão com o Criador.

A diferença entre os níveis pode ser comparada a comprar algo novo, trazendo-o para casa e colocando-o na sala de estar, seja um vaso de flores ou um cão, ou alguém que veio me visitar. Isto é o que nós sentimos quando somos levados para dentro do palácio do Rei, mas tudo depende da forma que temos quando entramos nele.

Eu sou um objeto, uma planta ou um ser vivo? Eu já preparei minha deficiência para que eu possa conscientemente entrar no palácio e entender onde estou, graças à equivalência de forma, como um ser humano que se assemelha ao Criador, o anfitrião?

Tudo depende da preparação dos nossos vasos. Nós passamos por muitos estados inconscientemente, na forma de um objeto inanimado, uma planta ou algo vivo, de modo que não sentimos nada novo neles. Só a mudança que um ser humano atravessa é considerada uma inovação, quando ele alcança, entende e sente de modo a assemelhar-se ao Criador.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 18/03/12

O Sistema Decimal De Círculos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que a próxima etapa do trabalho será a união entre os grupos? Como isso está conectado à união dentro de cada grupo e ao trabalho individual da pessoa?

Resposta: Na verdade, a união começa com um grupo de dez pessoas. O ser humano é construído de tal maneira que ele pode apreender especificamente esta quantidade de pessoas. Dez é um número “redondo” conveniente, nem muito grande nem muito pequeno. Ele é chamado de “Minian“, ou seja, que pode ser “contado” (Limnot). Nossa percepção é estruturada de tal forma que compreende apenas esse tipo de sistema, uma vez que veste completamente nossa estrutura interna (dez Sefirot).

No entanto, na lição, quando não estamos falando de nossas próprias impressões, mas geralmente estamos lendo artigos e discutindo o material, um grupo muito grande pode participar disso, incluindo todo o mundo. Portanto, durante os workshops nós nos sentamos em grupos de dez, enquanto na aula há qualquer quantidade de pessoas capaz de tal esclarecimento e discussão usando a linguagem Cabalística.

Nós só precisamos nos preocupar que isso não se transforme numa rotina. Para isso nós precisamos aumentar constantemente o desejo dentro de nós e a importância da meta. Cada vez nós estaremos falando de um novo aspecto da revelação do Criador.

Ao nos unirmos ao grupo, estamos criando o “Um”, a comunhão de todos nós, que não pertence a nenhum de nós, mas somente a todos nós juntos. É a essência superior, o “amálgama”. Não é simplesmente a nossa soma, mas uma espécie de adição a ela. Isso porque, a fim de chegar a esta soma, cada um deve se livrar de seu egoísmo. O conceito de Um, estando acima de nós, é composto de todas essas anulações pessoais do egoísmo. É assim que construímos o nosso nível superior.

Se nós nos uníssemos simplesmente como egoístas, por um lucro comum, a fim de construir algo em conjunto ou para ganhar algo, como um time de futebol, então o resultado seria a soma vazia de nossos esforços. No entanto, se estamos anulando o nosso ego, então estamos construindo um novo vaso comum, acima de todos nós.

Ele pertence a todos nós, aqueles dez que estão sentados num círculo tendo uma discussão e que estão se anulando e exaltando o grupo e os amigos. A Sefira mais elevada, Keter, é definida pela forma como eu escuto todos os outros, como eu coloco o grupo, o Criador e a meta acima de mim mesmo. Eu me valorizo como inferior e me rebaixo em relação aos meus amigos. É assim que minha Malchut é definida.

Depois que cada um esclareceu estes dois pontos, Keter e Malchut, nós unimos todas essas Keters e Malchuts juntas. E se cada um fizer isso com capacidade suficiente para o primeiro nível da revelação da Luz, esta se revela no hiato entre as Keters, unidas numa só, e as Malchuts unidas. Uma luminescência interna ocorre entre elas, uma vez que nos anulamos.

Embora isso ainda não seja a restrição ou tela, a Luz já está sendo revelada e está começando a agir conforme o nosso desejo de nos unir e a nossa oposição ao nosso egoísmo. Isso porque esses dois princípios já são espirituais. Nós estamos exaltando a espiritualidade, a doação, e estamos negligenciando a materialidade, a recepção; nós estamos tomando as medidas cabíveis, como crianças pequenas.

Então, as dez pessoas, complementando-se e prontas para se unir, criam uma enorme tensão, uma distância entre a Keter unida e a Malchut unida, construindo assim nosso vaso espiritual comum. Quando nós o construímos entre os dez, entendemos que os demais amigos ao redor do mundo estão realizando os mesmos esforços agora. Todos os nossos esforços conjuntos são combinados, independentemente do tamanho de cada grupo.

Se depois de nossos esforços em nos unirmos em nosso círculo nós quisermos incluir o resto dos grupos dentro de nós, então estamos unindo todos juntos. Assim, um vaso realmente enorme e poderoso está sendo formado, capaz de revelar o primeiro nível da Luz, de acordo com a equivalência de qualidades. Quanto maior a distância que há entre Keter comum e Malchut comum, maior o vaso, e, possivelmente, ele já será suficiente para a primeira revelação da Luz.

A Luz é revelada de forma discreta, em porções: Nefesh, Ruach, Neshamah, e assim por diante. Se nós a revelarmos, ela será revelada em cada grupo e em cada um de acordo com os esforços pessoais, mais em uns e menos em outros, na medida dos esforços investidos.

É por isso que nós precisamos de tempo para conectar todos os grupos e amigos separados de nós, e mesmo o mundo inteiro, uma vez que ele tem um vaso enorme. É lá que reside o verdadeiro desejo de desfrutar, e se ele se juntar a nós, mesmo de forma passiva, ele irá adicionar um monte de matéria a nós. E se nós, com o nosso anseio pela espiritualidade, estivermos trabalhando nesta matéria, nós estaremos recebendo uma enorme capacidade adicional.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/05/12, “Discussão sobre Convenções Passadas”

Detalhes Sobre O Retrato Do Criador

Dr. Michael LaitmanEstando deste lado da Machsom (barreira), nós não vemos as razões para as nossas ações e pensamos que somos independentes. No entanto, o resultado realmente está predeterminado e convoca as ações que levarão a ele.

Pergunta: Mas é dito que mesmo que a recompensa seja garantida, ainda temos que fazer nosso trabalho. Portanto, esta é a nossa independência, nosso livre arbítrio?

Resposta: Eu gostaria que chegássemos a isso e víssemos que o mundo inteiro de Ein Sof (Infinito) se espalha diante de nós. Não importa o que você faça, o Criador lhe dá tudo o que é bom, mas como um convidado sentado diante do anfitrião, você está preparado a receber Dele somente através da “restrição” e da Masach (tela).

Pergunta: E cada vez a pessoa tem que decidir: “Estou indo agora fazer o que deve ser feito?”.

Resposta: Claro. Então você descobre a doação por parte do Criador.

Ele quer ensiná-lo a receber a fim de doar. Da parte do Criador não há limitações, mas Ele faz isso a fim de levá-lo ao seu nível, onde você irá adquirir a compreensão e o reconhecimento, e não apenas a satisfação que é só o meio. Se você receber mais ou menos, é apenas o meio, enquanto a meta é chegar à adesão.

A adesão não é o que satisfaz, mas o prazer de ser semelhante ao Criador. É acima do jogo das “Luzes e vasos” e esta é a satisfação do “ponto no coração”, é o maior prazer.

Por um lado, nós dizemos que o objetivo do nosso desenvolvimento é a adesão. Por outro lado, dizemos que o objetivo da criação é o prazer e deleite. Assim, verifica-se que a adesão é igual a prazer.

Na verdade, trata-se sempre de níveis de prazer, já que o desejo (o vaso) não sente nada disso. O prazer está por trás de cada detalhe da minha percepção. Por exemplo, eu diferencio cores na medida em que elas me trazem prazer.

Em qualquer situação nós podemos medir os prazeres e geralmente conectamos de acordo com suas formas, porque temos uma forma similar. Para cima e para baixo, força e fraqueza, calor e frio, nós verificamos tudo de acordo com este princípio, e tudo isso decorre da impressão do desejo a partir da satisfação ou da falta de satisfação.

Nosso desejo é dividido em muitos discernimentos e tons que são determinados pelos nossos cinco sentidos de acordo com faixas e níveis paralelos. De uma forma ou de outra, não há nada exceto o desejo. Tudo é medido pela minha sensação, até as coisas mais neutras. Eu não sinto e não identifico nada que não toque a minha sensação. Cada discernimento que eu faço recebe um “sinal emocional”, que eu meço. Por trás de todas as palavras e nomes há emoções, o estado em que se encontra o meu desejo. É nisso que se baseia a nossa língua.

Pergunta: Eu sei os prazeres que me satisfazem. Eu sei o que anseio. Mas o que significa “assemelhar-se ao Criador”? Que tipo de satisfação é essa? O sentimento de pertencer a algo grande?

Resposta: Se você tomar a interioridade do seu coração, algo que é muito profundo e pessoal, e tentar conectar essa centelha oculta ao centro do grupo, você vai satisfazer o seu “ponto no coração”.

Pergunta: E isto significa assemelhar-se ao Criador?

Resposta: Sim, porque o centro do grupo é a representação do Criador. Esta é a imagem que é retratada em seus vasos. Você não sabe o que é a Luz por si só. Para você a Luz é um fenômeno que você descobre no vaso. Quando nossos vasos estão conectados, quando cada um anula a si mesmo e quer chegar à conexão de todos os pontos em um só, esta é a representação do Criador. Isto significa que estamos aderidos a ele.

Assim, se eu estou aderido ao grupo, estou aderido ao Criador. Lá dentro, entre os amigos, estão todos os discernimentos de Seu retrato.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/05/12, Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

Levado Pelas Mãos Da Felicidade

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu posso avançar para a doação se minha aspiração é egoísta, em meu próprio prazer, decorrente deste mundo? Afinal, eu não posso fazer isso de outra maneira.

Resposta: Não se preocupe com isso, pois você tem tudo que precisa para o avanço espiritual: um grupo no qual concretizar o seu desejo pela espiritualidade, onde a Luz (Criador) é revelada. O que mais você poderia precisar? Você tem um sistema que o ajuda a crescer, como uma família carinhosa!

Você recebe o apoio do nosso grande grupo mundial, de muitos amigos. Além disso, o mundo inteiro em geral o apoia, revelando sua inutilidade a cada dia que passa. Estas condições são tão favoráveis que nós realmente não temos nada a reclamar. É até um pouco perturbador. Será que somos realmente tão impotentes que nos deve ser mostrado claramente a destruição do mundo egoísta para nos convencermos de que não há outro caminho, senão esse? Isto fala à nossa fraqueza e à completa incapacidade de resistir ao nosso desejo de desfrutar; assim como mostra como somos pequenos, pobres e vazios.

Nos tempos do Baal HaSulam, o mundo cresceu, perseguindo prazeres e riquezas, aspirando desenvolver a ciência e novas tecnologias. Mas hoje o mundo sente só decepção, como se estivéssemos sendo deliberadamente apoiados em nosso caminho.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/05/12, O Estudo das Dez Sefirot

Um Estado Corrigido

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você disse que nós devemos constantemente retornar ao estado corrigido e mantê-lo em mente. Que estado é esse?

Resposta: A questão é que quando uma pessoa atinge uma conexão integral com outras pessoas num grupo que não é muito grande, ela se lembra disso, ela tem uma impressão chamada Reshimo (reminiscência). Esta impressão é emocional e é armazenada nela como uma memória, mas é uma memória ativa.

Isto significa que com a ajuda de qualquer estado que se assemelhe a isso nós podemos sempre preencher a Reshimo e realmente começar a experimentá-la de novo,  viver nela e imediatamente sentir nela a calma, a falta de restrições, o calor, a segurança e a saída de qualquer crise, etc.

Quando uma pessoa começa a sair de si e conectar-se com os outros, ela vê que todos os problemas que sentiu antes eram sentidos por ela porque ela tinha uma percepção diferente da realidade, “para si mesma” e não “de si mesma”.

Assim, a principal coisa é deixar na pessoa uma impressão muito exata de cooperação mútua com o mundo a sua volta, com o ambiente, ensinando-lhe hábitos e como ela pode retornar a este estado básico a partir de diferentes estados. Então, nós iremos voltar a ele em níveis diferentes, mais elevados, apesar das possíveis interrupções, com a ajuda de diferentes ambientes, em qualquer ambiente.

Pergunta: Quantas vezes a pessoa deve retornar ao estado corrigido durante o dia?

Resposta: Ela deve estar constantemente nele. Eu tento transformar qualquer estado que estou no estado corrigido.

Pergunta: Como isso pode ser intensificado, como pode ser mais forte e mais poderoso?

Resposta: É possível intensificá-lo pela resistência que eu sinto de voltar a ele. No final, quando eu venço a resistência que sinto, ela se torna um coeficiente de intensidade. Minhas experiências de cooperação, a oposição de estados “para mim” e “de mim” será consequentemente mais clara, mais distante e mais forte.

Pergunta: Quando você descreve esse fenômeno eu vejo isso como um processo individualista, mas nós estamos sempre dizendo que é um processo em grupo.

Resposta: É um processo em grupo, mas nós estamos falando de um esforço individual dentro do processo em grupo. Mais tarde, quando o processo se estabiliza como um processo em grupo, todo mundo começará a sentir uma parceria unificada. Este é o estado em que os indivíduos se tornam um todo, assim como muitas gotas se fundem em uma, onde nenhuma divisão é sentida, mas sim há o sentimento de uma grande gota unificada.

Mas nós estamos falando que esses estados estão mudando constantemente: grupos se quebram e se reconectam. Nós não estamos falando de um grupo ou sobre o fato de que a humanidade se tornou um grupo. Portanto, o componente individual do meu trabalho com todo o ambiente torna-se o principal aqui.

Da “Discussão sobre Educação Integral” 27/02/12

“Amigo” Significa Igual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós podemos ser iguais aos outros? Como podemos medir se somos iguais? Afinal de contas, caso contrário, não podemos ser amigos e criar as condições para a revelação do Criador entre nós.

Resposta: Você pode se sentir acima ou abaixo dos outros, mas somente aqueles que alcançam a igualdade entre si se tornam amigos. Em outros tipos de relacionamentos, quando você quer dar ou receber, você não é um amigo, mas um professor ou um aluno.

As pessoas tornam-se iguais se desejarem simultaneamente:

1. Dar tudo, como um adulto a uma criança, cuidar deles;

2. Estarem prontas para aprender com qualquer amigo, como um aluno de um professor (como está escrito, “Mi Kol Talmiday Iskalti“- “Eu aprendi com todos os meus alunos”).

É exatamente através da combinação destas duas atitudes em relação ao outro que eu me torno igual a ele, ou seja, me torno seu amigo.

Sequência Eterna

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos ter certeza que a nossa correcção no grupo é suficiente para o trabalho que queremos realizar?

Resposta: Vocês podem realmente descobrir isto se em vez da fricção, vocês tentarem se conectar e trabalhar juntos. Então vocês trabalham em dois níveis: embaixo estão os argumentos, ódio, rejeição e a falta de entendimento, por outras palavras, o ego que nos separa; e acima, vocês são o oposto, conectados em amor.

Na manutenção de ambos os níveis, vocês sobem constantemente em ambos: o ego cresce acima do amor, e vocês se odeiam, e depois o amor se eleva acima do ego, e isto ocorre uma e outra vez; semelhante a como andamos com duas pernas. O positivo e o negativo se alternam constantemente, como engolir e regurgitar. Toda a vida é construída em sequência, e é impossível avançar de outra forma.

Mas se o ódio que cresceu pressiona o amor e vocês concordarem com isso, então a conexão entre vocês será rompida, e o grupo será destruído. Assim, a pessoa precisa lembrar que o Criador diz: “Eu criei a inclinação ao mal”. Ele renova constantemente o seu ego, de forma que vocês se elevem constantemente assim dele na inclinação ao bem.

Desta forma vocês se conectam a Ele uma e outra vez. Ele reforça especificamente o seu amor-próprio, de forma que vocês expandam a conexão e peçam ajuda. Este processo deve ser tão claro para vocês como a luz do sol. Apenas desta forma, nós avançamos como grupo; caso contrário, podemos esperar um colapso.

Da Convenção no Brasil 6/5/12, Lição 5