Textos na Categoria 'Mundo'

“Nível Global Do Mar Deve Subir Até 22 Metros”

Dr. Michael LaitmanNas notícias (de Rutgers): “Mesmo que a humanidade consiga limitar o aquecimento global a 2o C (3,6 º F), como o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas recomenda, as gerações futuras terão de lidar com os níveis do mar de 12 a 22 metros (40 a 70 pés) mais elevados do que no presente, de acordo com a pesquisa publicada na revista Geology. …

“‘A diferença no volume de água liberada é o equivalente à fusão de toda a Groenlândia e lençóis de gelo da Antártida Ocidental, bem como alguns da margem marinha da camada de gelo do leste da Antártida’”, disse H. Richard Lane, diretor de programa da National Science Foundation’s Division of Earth Sciences, que financiou o trabalho. ‘Tal elevação dos oceanos modernos inundaria as costas do mundo e afetaria até quanto 70 por cento da população mundial…’

“Esta pesquisa destaca a sensibilidade das grandes camadas de gelo da terra à mudança de temperatura, sugerindo que, mesmo um modesto aumento na temperatura resulta num grande aumento no nível do mar. ‘O estado natural da terra com os atuais níveis de dióxido de carbono é um com o nível do mar cerca de 20 metros mais alto do que hoje”.

Meu comentário: O Dilúvio não vai acontecer de novo (como Deus prometeu na Bíblia); no entanto, a natureza vai pressionar o egoísmo e de todas as formas pressioná-lo a se corrigir, até que as pessoas tomem o seu lugar em seu sistema.

O Homem Do Universo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Suponha que tenhamos um grupo de estudo integral, que precisa de alguma orientação, para que possamos dizer com o que ele deve lidar, qual processo vai passar. Com o que devemos começar?

Resposta: Para os novos membros deve haver conversas sobre o mundo, sobre a nova tendência, sobre a evolução baseada no ego, etc. Primeiro nós temos que preparar uma base teórica séria do ponto de vista prático da história humana, da sociedade e de nós mesmos. A pessoa é gradualmente trazida à pergunta “o que é o próximo?”. Suponha que tenhamos explorado o mundo moderno, o nosso desenvolvimento, o desenvolvimento do homem e de toda a natureza, e para onde está nos levando. Nós nem sequer percebemos a falta de livre escolha, a dinâmica do nosso desenvolvimento, e o colapso do ego como o motor, a fonte de nossa vida e do nosso progresso. Chegamos a uma crise, e agora?

Agora, é claro, existem diferentes objetivos na natureza. Nós estamos agora num desses cruzamentos em que temos que mudar totalmente a nossa atitude para com o mundo, porque o ego com o qual crescemos antes, de repente parou de funcionar.

Então, para onde isso está nos levando? Para a sua negação. Nós vemos isso em todos os problemas: depressão, drogas, terrorismo, e até mesmo crise na família e na sociedade. A coisa que mais nos machuca é a crise econômica, porque nós, como animais, nós precisamos comer e suprir nossas necessidades básicas. Aqui, nos encontramos num estado onde não seremos capazes de suprir as necessidades básicas, sobretudo no mundo que criamos ao nosso redor, um mundo que é uma imensa selva urbana, na qual todos nós temos que fazer algo a fim de conseguir o que precisamos.

É muito fácil destruir tal mundo. Ele é tão sensível à mínima incapacidade de se adaptar, que milhões de pessoas podem se encontrar privadas de alimentos, água e fornecimento de energia e outros recursos. Não podemos sequer imaginar quão delicado e frágil é o mundo que criamos, e se algo der errado, só um pouco, isso vai cair como um castelo de cartas. Tudo isso vai entrar em colapso e o que será de nós?

Como resultado do nosso desenvolvimento, nós chegamos a este estado muito instável. Você pode imaginar cidades ao redor do mundo com uma população de 20 milhões de pessoas, mas mesmo em cidades com uma população de dois milhões de pessoas, o que vai acontecer quando essas pessoas são privadas de alimentos, eletricidade, água ou sistema de esgoto? Este é o fim!

Há uma necessidade de cooperação mútua entre os países, sem a qual não podemos lidar. Nenhum país sozinho pode prover suas próprias necessidades. Assim, podemos ver que o mundo é realmente muito frágil e inseguro. Nós estamos mostrando às pessoas tudo isso, explicando a tendência geral e porque a natureza e o ego nos trouxeram a este ponto, para que possamos superar o ego, porque no estado atual não somos capazes de nos adaptar à natureza global integral. Como podemos estar mutuamente conectados a ela, ou seja, ser incluídos na sua integralidade, na sua esfera, em harmonia, com o nosso ego?

É por isso que precisamos de orientação; através dela nós podemos mostrar às pessoas que existe outra forma de se desenvolver. Quando mudarmos psicologicamente a nós mesmos e as pessoas, veremos que o mundo não de uma perspectiva egoísta, mas de uma perspectiva altruísta integral. Seremos capazes de formar uma sociedade totalmente diferente que vai estar em harmonia com todas as leis naturais. Depois, sem ter escolha, a pessoa, a família, a sociedade, o Estado, a civilização, e toda a humanidade, alcançarão tal harmonia com a natureza que nós vamos recuperar todo o frágil equilíbrio na terra, interna e externamente, com o resto da natureza. Isso só é possível quando a pessoa muda de individualista para uma pessoa do universo. É para esse estado que nós temos que levar para as pessoas.

Agora, vamos ver como isso pode ser feito: nós podemos deixar a perspectiva individualista e egoísta do mundo? Podemos mudar os óculos egoístas e ver tudo através das lentes integrais? O que vou ganhar com isso? Em outras palavras, eu tenho que cuidar de todos. Isso é possível? Eu não deveria cuidar de mim; isso é possível? Eu tenho que “sair” totalmente de mim mesmo? E quanto a mim, a minha família e meus parentes? Como podemos visar à cooperação mútua com os outros para que possamos formar uma sociedade unificada?

O que significa unificada? É quando cada um de nós não sente a si mesmo, mas só a sociedade, como as formigas, que só entendem a sua cooperação. Nenhum deles tem um papel separado, um objetivo separado, tamanho ou prioridade, mas todos são operados por uma mente coletiva, um programa, e meticulosamente realizam todos os pedidos do programa. Isso é possível? É para esse lugar que a natureza está nos levando. Em tal nível nós atingiremos total harmonia com ela.

O que ganhamos com isso? Embora soe um pouco como uma fantasia, nós estamos ganhando a sensação de eternidade, de infinito, porque todos os nossos sentimentos hoje estão dentro do ego limitado, enquanto que aqui vamos passar para um sentimento diferente, fora de nós mesmos. Então, a pessoa não sente mais seu próprio corpo bestial, subindo ao próximo nível, à próxima dimensão chamada de “humano”, que não se sentia antes. Ela não está mais em seu “animal”, mas sobe para um nível superior. Até hoje éramos realmente os animais mais desenvolvidos.

Da “Discussão sobre a Educação Integral” # 17, 28/02/12

A China Caminha Para A Fome?

Dr. Michael LaitmanNas notícias (de Scientific American): “Perdas nas safras agrícolas relacionadas com o problemas climáticos já estão afetando a capacidade da nação em alimentar mais de 1,3 bilhão de chineses…

“No norte da China, onde os campos de trigo têm dominado a paisagem ao longo dos séculos, a cultura está se tornando cada vez mais difícil, à medida que a terra fica mais seca e quente. No sul da China, as secas nos últimos anos têm substituído estações chuvosas, secando arrozais em grande escala…

“Isso levanta a questão: será que 1,34 bilhão de chineses – respondendo por quase um quinto da população mundial – será capaz de se alimentar. Atualmente, a China produz uma quantidade de grãos um pouco abaixo do que seu povo consome. Perdas na safra provocadas por eventos climáticos extremos, ataques de insetos e outros problemas associados com as mudanças climáticas estão balançando o equilíbrio já delicado”.

Meu comentário: O problema da fome não está na seca, mas antes de tudo, no relacionamento incorreto dentro da sociedade humana: há muito se calculou que com distribuição igualitária, haveria o suficiente para tudo! Com o consumo egoísta, sempre haverá pessoas que passam fome. A Natureza vai nos forçar a alcançar uma distribuição igualitária.

Nós Somos Necessários Para O Mundo

Dr. Michael LaitmanAtualmente, o grupo não pode estar fechado em si mesmo; ele não pode evitar levar o método às massas. Ele deixaria de ser um grupo e não seria a sabedoria da Cabalá.

O isolamento não pode ser considerado; caso contrário, nós simplesmente não sobreviveremos. Pelo contrário, a cada dia, o mundo está exigindo cada vez mais de nós.

Ele agora está começando a entender do que depende o seu bom futuro, como ser resgatado da crise ou adoçá-la um pouco. Até agora, há investigações, mas já está se tornando claro que uma nova direção deve ser tomada para avançar o homem, e não é ciência ou tecnologia.

A principal coisa é o mundo interior das pessoas e o respeito mútuo entre elas. Enquanto a humanidade compreende isto, descobre a sua impotência.

Da mesma forma conosco, nós estamos investindo grande esforço no caminho espiritual, e não vemos resultados. Entretanto, não temos outra escolha. Devemos mudar a nós mesmos.

Os especialistas externos também entendem isso, mas aqui surge a questão: “Como podemos fazer isso?”. Mesmo nós aceitamos com grande dificuldade o pensamento de que a Luz que Reforma é o único meio.

Às vezes, só depois de dez anos que a pessoa entende que é especificamente esta Luz que devemos colocar em primeiro lugar. Acontece que meus esforços devem ser direcionados para isso, a fim de despertar a Luz, e ela irá executar a tarefa.

Na verdade, o mundo atual está num estado semelhante, onde muitos procuram. Eles estão procurando maneiras onde seja possível mudar uma pessoa. No final, eles vão ver que é só através da educação integral que nós, o movimento Arvut (Garantia Mútua), recomendamos.

O mundo vai descobrir isso. Eles não têm outra escolha. Portanto, o mundo realmente precisa de nós. Entretanto, precisamos disseminar este conhecimento e sistema para as pessoas o máximo possível, de modo que será mais fácil para elas acelerar o tempo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/04/12, Escritos do Rabash

No Meio Entre O Criador E O Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que é tão difícil entender o que significa a conexão em si?

Resposta: É difícil para nós realizarmos essas ações porque, inicialmente, nos relacionamos com elas e as abordamos egoisticamente. Eu não posso impedir a minha mente de perceber o mundo, o grupo e a mim mesmo, e começar a esclarecer a situação usando uma mente fria externa.

Em primeiro lugar devemos entender a razão de nossas ações e o que eu sou obrigado a fazer. O Criador quer que eu realize a correção do mundo. O mundo é toda a realidade que surge diante de mim. Isso significa que eu tenho que me relacionar com ele nesse sentido e ser incluído no público, nas pessoas, que em seu nível de desenvolvimento também estão exiladas no Egito; mesmo que elas não estejam nos estágios finais, elas estão em estágios muito avançados. As pessoas já estão sentindo que chegaram a um beco sem saída; elas estão sentindo que é o fim do mundo, pois têm encontrado problemas ecológicos, guerras, fome, suicídio, desespero, etc. Este é o “exílio no Egito” para elas, um exílio da prosperidade que conheciam antes e do desamparo.

No passado, a pessoa costumava fazer mudanças em sua vida e encontrar alívio nisso. Hoje, não há para onde ir; a pessoa não encontra conforto em nenhum lugar. Não há conforto em casa e na família, e nenhum lugar para descansar. As crianças não mostram qualquer esperança de algo bom; no trabalho, é impossível a pessoa se contentar com o que realmente precisa, juntamente com os outros, pois não há bondade. A esperança de descansar quando nos aposentarmos está se tornando imaginária, e não podemos ter certeza de que quando envelhecermos vamos ter comida e abrigo. As pessoas vivem na incerteza: durante as suas vidas elas economizaram em algum fundo, mas se algum dia elas terão esse dinheiro de volta é uma grande questão. E estes são apenas alguns dos problemas.

Portanto, quando estamos nos aproximando do Criador, não levamos em conta o que Ele quer e o que nós queremos? O Criador quer a correção do mundo. É assim que nos aproximamos das pessoas, pegando os seus desejos e nos preocupando com eles? Eu não tenho certeza. Será que nós nos dirigimos às pessoas o suficiente, àquelas que, por sinal, sentem o exílio muito mais do que nós? Será que estamos incluídos no seu exílio, em suas dificuldades corporais? Será que nós podemos transformar gradualmente seus problemas em problemas espirituais em nosso nível?

Se a Luz influenciar as pessoas através de nós, as pessoas se sentirão bem. Isto é o que a parte do mundo chamada “Israel” deve fazer, tornar-se a “Luz para as nações”. Para todos aqueles que não têm contato com a Luz, eu tenho que ser o “adaptador”, seu enviado. Será que eu devo começar a partir disso?

O Criador quer levá-las à Luz e ao avanço, enquanto eu sou apenas o elo. Eu tenho que pegar a deficiência delas e transformá-la numa necessidade de se conectar no meu nível, a necessidade da Luz que Reforma, e transmitir este pedido para cima, e não os meus desejos pessoais. Isso significa doar.

Nós fazemos isso? Nós valorizamos a disseminação a fim de absorver os desejos das pessoas? A contagem começa desde o inferior e não no meio. A verdadeira deficiência está oculta no mundo, enquanto nós recebemos a nossa deficiência do Criador e só devemos fazer parte do todo.

Ao absorver a deficiência das pessoas, você tem que se conectar com os amigos. Caso contrário, por que você precisa desta conexão? Para quê? A quem se destina a sua futura doação? Sem o mundo não há como você alcançar isto. O Criador não precisa de sua doação, ele não precisa de nenhum favor de você. Você pode Lhe dar alegria se você passar a Sua Luz para baixo, se você conseguir convencer as pessoas que elas precisam mudar. Em seguida, pela discreta mudança nelas, você vai aumentá-la e elevá-la ao Criador e, portanto, atrair a conexão de baixo para cima. Você vai crescer da pequenez até Seu nível superior e terá o seu lugar no meio. Sem a conexão entre os dois extremos, você está brincando com algo que não se baseia em nada, exceto o ego.

Pergunta: Então o que estamos fazendo de errado? Afinal, estamos tentando levar a nossa mensagem ao mundo.

Resposta: Parece que não estamos impressionados com os desejos do mundo o suficiente para agir por eles. No final, nós ficamos apenas com uma impressão “fictícia” formal do trabalho que é feito. Tudo se inverte: nós queremos avançar e, por isso, usamos as pessoas como meio, em vez de sermos o meio para seu avanço e levarmos as pessoas para onde o Criador quer levá-las. Nós estamos virando tudo de cabeça para baixo: em vez de sermos servos, estamos nos tornando os donos da situação. O Criador depende de nós, as nações dependem de nós, enquanto nós olhamos para elas ficando no meio.

A questão não são as ações, mas a nossa atitude interior. A deficiência do Criador e a deficiência do mundo é o que deve ser importante para nós. É a partir destas deficiências que devemos estabilizar a nossa autodeficiência, de modo que ela conduzirá ao resultado desejado. “Israel” pertence ao nível de Bina, e não tem nada próprio. Sua parte superior é Keter e a parte inferior é Malchut. No meio existe apenas uma fenda. Então, como as duas partes podem ser conectadas? Nós é que devemos ser esta conexão e esta é a nossa única propriedade.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/04/12, Escritos do Rabash

A Cura Para O Mundo Está Na Educação Integral

Dr. Michael LaitmanO número de pessoas no mundo que sofrem de depressão está aumentando. Rejeição, incompreensão do significado de nossa existência, uso de drogas e terrorismo, são todos indicadores de nossa decepção na vida.

Nós chegamos ao ponto em que devemos trazer o mundo a um estado racional, equilibrado. Já que agora muitas pessoas se encontram desempregadas e não têm nada para fazer, isso é um fator social muito perigoso, e os governos têm medo disso. Então, o que pode ser feito?

É impossível destruir milhões e até bilhões daquilo que é supostamente supérfluo no mundo simplesmente através das guerras. Seria uma guerra após a qual nada ficaria. Não há uma solução razoável, mesmo que abordemos o problema de acordo com Malthus: “Vamos purificar a humanidade de todos os elementos redundantes e cortá-la pela metade”; isso não vai funcionar!

Nós vemos como o colapso de um décimo de uma usina nuclear no Japão teve efeitos terríveis em todo o mundo, a maioria dos quais ainda não conhecemos, como em Chernobyl, porque a informação permanece confidencial.

Mas mesmo esses pequenos “problemas” são suficientes para parar a construção de usinas nucleares ao redor do mundo. Os tomadores de decisão compreendem a ameaça e param de construi-las. Mas, através desta ação única, nós podemos ver que não há nenhum problema e nenhuma solução. O problema está em outro lugar, em todos nós juntos: Como podemos levar bilhões de pessoas a um estado equilibrado?

Assim, nós devemos ver a liberação de tantas pessoas de seu trabalho como a transição do homem para outro tipo de trabalho, para o trabalho social produtivo, para que possamos realmente tornar a sociedade humana mais benéfica para todos.

Isso só pode ser implementado através da educação integral de todos. Assim, nós podemos elevar uma pessoa ao nível da compreensão integral, da gestão global da natureza, e, em seguida, ela trata a si mesma, ao mundo, e tudo o mais de forma diferente.

Primeiro, ela entende que o problema não se trata apenas de pessoas ricas e pobres, de líderes bons ou maus ou de bilionários que tomam tudo para si, mas ela entende que há uma tendência clara aqui, e é assim que a natureza nos desenvolve. Isto significa que nós devemos tomar a forma que está adaptada à natureza, porque não podemos fazer nada contra isso. A única coisa que podemos fazer é compreender as leis da natureza. Se estivermos adaptados às leis da natureza, nós chegaremos ao estado mais confortável.

De KabTV “Fundamentos da Sociedade Integral” 26/02/12

Resultado: Uma Educação Infantil Para o Mundo Inteiro

Pergunta: Qual é o resultado da lição de hoje?

Resposta: Estamos entrando numa nova época. Estamos diante da necessidade de mudar as nossas relações mútuas, na transição da competição egoísta de garantia mútua e, depois, ao amor universal. No começo isso ocorre com muita força, sob a influência do nosso estado atual e a pressão da natureza, mas então vamos mudar de boa vontade para concessões mútuas e respeito mútuo.

De acordo com isso, precisamos construir o nosso sistema de explicações, educação, e criação de tal forma que durante um longo tempo possamos exercer uma influência sobre um indivíduo, em grupos, na sociedade, nas pessoas, numa nação, e em todos os países juntos, até que, gradativamente, todos nós recebamos uma educação e aprendamos a viver felizes todos juntos em nossa única casa.

[68219]
Do KabTV “Uma Nova Vida” Episódio 5, 2/1/12

Material Relacionado:
Amor Dos Amigos (3)
O Ambiente Pode Fazer Qualquer Coisa

 

Revelando A Unidade Da Natureza

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se atingirmos o objetivo e nos unirmos num Kli mundial comum, que mudanças ocorrerão na Europa?

Resposta: Nós temos que entender que todos os problemas, incluindo a crise com todo o sofrimento, surgen por um motivo: orientar as pessoas a encontrar a raiz da causa, descobrir por que isso está acontecendo. Nós vemos que os cientistas, economistas e políticos não podem fazer nada.
O mundo entrou na fase que a Cabalá mencionou muito tempo atrás. Nós conversamos sobre isso antes do século XXI. Eu ouvi falar disso há vinte anos e não acreditava que poderia acontecer. “Então”, eu pensava, “eles falam. O que eu posso fazer?”.

O mundo entrou numa fase diferente. Hoje, nós estamos num nível completamente diferente. Temos que revelar a unidade da natureza. É por isso que o mundo é global, integral, não só em nós, mas em torno de nós.

Hoje, revelamos a força superior em todos os níveis do desenvolvimento; o nível inanimado da natureza, incluindo o espaço, para não mencionar as camadas mais altas, e a natureza vegetal e animal são um todo. Tudo isto é uma força global e integral de zero até ao infinito, um todo.

Há uma excepção que é um problema. No interior, há o ser humano, o centro do mundo. A ele é dada a liberdade, e ele faz tudo o que gosta, apesar de tudo. Ele é terrivelmente oposto a tudo o resto.

Nós comparamos este ser humano, isto é, toda a humanidade, esta imagem coletiva, ao crescimento de um câncer, porque ele come tudo a sua volta. Ele destrói tudo que vive, e está em contradição com o resto da natureza. O resto da natureza é global, integral, e unido. Nós não somos unidos de forma alguma, nem integral, nem global.

Dizemos que a crise global chegou. O que isso significa? Significa que vocês não combinam com o resto da natureza! Onde está a crise? Está em vocês ou no que os rodeia?

Vocês devem se reconstruir. Vocês representam uma sociedade humana que também deve se tornar global e integral. Como isso pode ser feito? Isso pode ser feito através da união, alcançando a igualdade, a intercpnexão e compreensão mútua. Todo o nosso desenvolvimento nos mostra até que ponto estamos interconectados. Nós não podemos fugir disso.

Olhe o que acontece: um país é boicotado, desconectado de transações financeiras ou qualquer outra coisa, e não pode fazer nada. É isso aí, a vida cessou. Corte-o do resto do mundo e ele não poderá existir. Isso é o quanto o mundo é global. Isso nunca aconteceu antes.

Nossa sociedade é oposta a essa globalização; a atual natureza humana é oposta a ela. É por isso que, obviamente, se removermos essa contradição, vamos ver a força da natureza revelada em sua totalidade.

Nós nos encontraremos totalmente conectados com o mundo inteiro e, além disso, como ilimitados, infinitos. Nós nos sentiremos existindo eternamente em harmonia com todas as outras camadas da natureza.

Isso se aplica não apenas aos países que estão sofrendo com a crise. Nós devemos considerar o nível ao qual nos elevamos e ver todos esses fenômenos da crise como obstáculos a serem superados para alcançarmos a meta mais elevada. Assim como uma pessoa tem crises, no sentido individual, o estado as tem no plano nacional e a sociedade humana em termos globais. Esta é a única maneira de olhar a vida.

Não podemos abordar os governos hoje e falar sobre isso com eles, porque eles são os maiores egoístas e não serão capazes de compreender. No entanto, suas mentes estão mudando. Há uma grande diferença entre o que diziam há cinco anos e o que dizem hoje, porque golpes e punições tornam a pessoa mais sábia e receptiva. É por isso que eu espero que sejamos capazes de conseguir isso.

Além dos materiais que estão sendo preparandos para serem apresentado à UNESCO, às Nações Unidas e outras organizações internacionais, nós estamos conectando muitos cientistas que têm a mesma opinião que a nossa ao nosso trabalho, aqueles que entendem que a natureza humana, a natureza da sociedade humana, deve ser mudada fundamentalmente.

O problema é que eles não têm um método. Não há dúvida de que precisamos estar em equilíbrio global com a natureza, para estar em homeostase com ela. Milhares de cientistas em todo o mundo estão falando sobre isso, mas nós também devemos fazê-lo. Como isso pode ser feito? Nós devemos…? Não há resposta.

Milhões de pessoas ao redor do mundo estão ficando desempregadas. A crise nos levará a um ponto onde produziremos apenas coisas que são necessárias à nossa existência.

É por isso que as pessoas devem entender. Elas devem estudar e transformar a si mesmas em vez de poluir e esgotar a natureza. Eu não preciso de muito para alimentar o meu “animal” para a minha existência normal.

Eu tenho que dedicar o tempo restante, o resto da minha força, para mudar a sociedade humana. Então, vamos sentir a harmonia eterna e total. Isso será muito mais do que o que tentamos alcançar hoje. Portanto, devemos ver a crise como um obstáculo acima do qual nós temos que subir juntos. É por isso que estamos aqui.

Da Convenção de Vilnius 24/03/12, Lição 3

Vamos Construir Um Telhado Comum Para O Mundo

Dr. Michael LaitmanMesmo que sejamos diferentes, nós ainda progredimos de alguma forma como em uma família. É verdade, não é fácil. Digamos que eu tenho uma mãe e pai, minha esposa também tenha, e cada um de nós tem irmãos e irmãs de ambos os lados, seus filhos, os nossos filhos. Temos de levar em consideração o outro, já que somos mutuamente dependentes, tanto na forma positiva quanto na negativa. É por isso que não temos intenção de mudar e reformar o outro.

É compreensível que, se no passado eu conheci uma mulher que possivelmente difere de mim em sua personalidade, mas de acordo com outras considerações, decidimos ficar juntos, então, nesta decisão de estar juntos, nós basicamente aceitamos e concordamos, mesmo sem falar isso, que estaremos levando uma vida compartilhada que nem sempre estará indo bem. Nós teremos que fazer concessões mútuas e concordar com a opinião do outro, parcial ou totalmente, e assim por diante. Mas nós nos conectamos com o outro, não tendo outra escolha, porque queremos criar uma família, aumentar a nossa prole e apoiar um ao outro.

Casais jovens não têm esse tipo de educação, que ensina como se dar bem entre si apesar das diferenças. Mesmo que nós pensemos que escolhemos livremente o parceiro de vida mais adequado para nós, na realidade, nós ainda somos muito diferentes. Para os animais, o acasalamento acontece instintivamente, mas as pessoas, já que seus cálculos estão corrompidos, procuram algo de especial, talvez até mesmo raro, não percebendo que, exatamente por causa disso, terão dificuldades de comunicação.

A falta de educação, compreensão e formação com relação à vida em comum, bem como a incapacidade de se submeter ao outro nos leva a uma crise da instituição familiar. Em nossos dias, mais da metade da população da terra, especialmente os jovens, são solteiros. Eles não estão prontos para se casar e não querem ter filhos porque se sentem incapazes de cuidar de alguém.

Esta crise já se arrasta há décadas, e hoje também somos obrigados a resolver problemas semelhantes entre os países. Afinal, cada um de nós, pelo menos em relação aos países vizinhos, está tanto dando quanto recebendo, assim como um casal. É por isso que é necessário aprender também como fazer concessões a nível internacional para se conectar acima de todas as diferenças e divergências. No entanto, nós também nunca fomos ensinados a fazer isso.

Então, como isso pode realmente ser feito? Qual é a técnica de fazer concessões, pois somente através da concessão que demonstramos a nossa boa intenção?

Por falta de outras opções, nós atualmente nos encontramos na crise que nos ensina as coisas mais urgentes. E as pessoas sentem essa urgência de tal forma (e é aí que reside a nossa esperança) que se recusam a aceitar o “divórcio”, pois o “divórcio” entre os países é a guerra.

Espero que nós percebamos que não temos uma escolha e que devemos exercer a moderação. É por isso que nós criamos a ONU, um lugar onde supostamente todos podem se reunir e discutir a cooperação pacífica, bem como muitas outras organizações que lidam com educação e saúde.

Por exemplo, em Genebra, há organizações internacionais que eu nunca sequer percebi que existiam. Há uma comissão sobre frequências de radiodifusão que assegura que cada estação de rádio e televisão no mundo tenha sua própria freqüência e não interfira nas outras. Há um conselho de fabricação de medicamentos, produtos médicos, e serviços, que determina normas neste domínio. Isto nos permite compreender uns aos outros e, assim, um médico, ao enviar seu paciente para tratamento em um país diferente, é capaz de explicar ao seu colega todas as nuances de procedimentos necessários.

Há ainda organizações que monitoram as bandeiras de cada país para que, de repente, não surjam duas bandeiras idênticas. Existem padrões em todos os campos, porque estamos nos tornando tão interligados e próximos uns dos outros que é preciso estabelecer leis para regular todas as áreas da nossa interação.

Assim como o parlamento de cada país, que define as leis para a interação dos seus cidadãos, isso também é feito em uma escala global hoje, para o mundo inteiro. Essas organizações foram criadas há algumas décadas, e sem elas as coisas seriam muito difíceis para nós.

Mas hoje o problema não está no estabelecimento de um lugar para todos. A situação atual nos obriga a construir uma “teto” comum que consiste na compreensão mútua e sensação de que estamos na mesma sala, por assim dizer. Nestas circunstâncias é muito difícil para nós estarmos juntos se não tivermos uma boa conexão entre nós.

Nós devemos sentir não só a proximidade, mas a interdependência que exigirá que todos mudem sua atitude para com os outros. Quer queiramos ou não, somos interdependentes, estamos conectados e unidos em diferentes níveis: alimentação, vestuário, educação, cultura, tecnologia, suprimentos de energia, água e até mesmo ar.

Se a indústria de alguém polui a atmosfera, não temos nada para respirar. Estamos todos familiarizados com o Protocolo de Kyoto que estabelece limites para as emissões de derivados de resíduos e poluição atmosférica.

Eu acho que vale a pena apresentar uma lista de organizações internacionais e as questões com as quais trabalham. Então, nós vamos sentir o escopo de nossa conexão. Parte destas organizações está localizada em Paris, Londres e Nova York, mas a maioria delas está em Genebra.

Isto é muito importante porque dá às pessoas uma idéia de dependência mútua, de tal forma que é difícil de acreditar. É muito maior do que numa família. Em uma família, eu posso parar de falar, discutir e até mesmo me distanciar por algum tempo.

Mas aqui, isso é impossível. Acontece que todos os países existentes já estão dentro de um mosaico único, e ninguém é capaz de sair dele ou se comportar da forma que agrada a si. Vemos que sempre que alguém tenta fazer algum movimento independente, nunca consegue. Depois de algum tempo eles regridem, ou talvez nem sequer vão além das tentativas verbais, nunca chegando a quaisquer ações práticas, porque no nosso tempo isso não é possível.

De KabTV “Uma Nova Vida” Episódio 5, 02/01//12

É O Serviço Secreto Ou Nós?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós dizemos que, devido à nossa união, a situação no mundo mudou: tornou-se mais pacífico; há menos terrorismo. Se um funcionário do serviço secreto nos ouvisse, ele diria: “Nós estamos trabalhando de manhã até a noite, neutralizando terroristas, então a situação melhorou por causa de nós não, porque você está se unindo”. O que você pode dizer a esse cético ou é melhor não contrariá-lo?

Resposta: Eu não costumo entrar em qualquer debate com quem quer que seja. Deixe-os falar; isso não importa. Se eles pensam que estão fazendo isso melhor, que assim seja.

Além disso, eu não acho que possamos substituir os serviços de segurança, etc., porque a humanidade está longe de ser capaz de avançar de forma consciente. As pessoas que querem fazer mal devem se deparar com uma ordem pública organizada.

Eu não tenho nada para lhe dizer; ele não percebe e nunca entenderá o que estamos fazendo, se ele não vier para os nossos cursos.

Da “Discussão sobre Educação Integral” # 14, 18/12/11