The Times Of Israel: “O Que A Educação Para A Unidade Realmente Significa”

O The Times of Israel publicou meu novo artigo: “O Que A Educação Para A Unidade Realmente Significa

O Ministério da Educação de Israel escolheu o tema “unidade” para o próximo ano letivo. “O Estado de Israel está sofrendo de divisão e polarização agora”, diz o ministro da Educação Naftali Bennett, “e a cura para essa doença é a unidade e a reconciliação por meio da educação”.

De fato, a divisão social é o principal problema na sociedade israelense. Ela irradia para todos os aspectos da vida e continua a aumentar a cada ano. Certamente é uma coisa boa que o problema esteja na mesa e os dirigentes eleitos percebam que não vai ser resolvido por si só.

Eu ainda não examinei os programas que o Ministério da Educação pretende ensinar nas escolas no próximo ano, mas acho difícil acreditar que visem à unidade baseada nas leis da natureza. Mais do que isso, acho difícil acreditar que o Ministério tenha preparado um plano sistemático para alcançar tal unidade.

Idealmente, os educadores ensinariam sobre a unidade entre todas as partes da natureza. O delicado equilíbrio e os laços naturais que acontecem em todos os níveis – objetos inanimados, vida vegetal e vida animal. A conexão entre os seres humanos deve ser introduzida como uma continuação direta disso – uma parte integral do sistema natural.

A física, por exemplo, nos ensinaria sobre a reciprocidade entre ondas e partículas que se conectam para formar os diferentes átomos que compõem toda a realidade ao nosso redor.

A química nos ensinaria como os diversos elementos químicos se fundem para formar muitos tipos de materiais.

A biologia mostraria, entre outras coisas, como o metabolismo e a transferência de informação genética ocorrem entre células, tecidos e órgãos que se conectam para formar os organismos vivos.

Em todos os níveis, a natureza é baseada em qualidades diferentes e opostas que se conectam corretamente para criar equilíbrio e permitem a evolução de formas mais avançadas de vida. Mais e menos, calor e frio, contração e expansão, fluxo e refluxo, masculino e feminino, e assim por diante – a vida depende da conexão entre os opostos. Polarização e unidade são encontradas em toda a natureza.

Nos mundos inanimado, vegetativo e animado, vemos mecanismos de conexão que evoluem sobre a separação e o conflito. No nível humano, no entanto, essas conexões evoluem conscientemente.

Se, por exemplo, elétrons, árvores e formigas se conectam sem a necessidade de alta consciência, então, para nós, humanos, a consciência de nossa conexão se desenvolve em dois estágios: primeiro, desenvolvemos uma consciência aumentada do “egoísmo” natural que separa e, depois, desenvolvemos uma consciência da força de ligação natural que nos conecta acima de nossas diferenças egoístas.

Este é o tipo de unidade que deve ser apresentado no próximo ano letivo. Uma unidade baseada nas leis imutáveis ​​da natureza – não na ética e moralidade fracas.

A educação é apenas o meio para um fim. O objetivo é treinar a mente e a emoção humanas para perceber o mecanismo de conexão na natureza e imitá-lo conscientemente. Essa educação nos treinará para experimentar uma nova qualidade de vida. Não é de se surpreender que nas últimas duas décadas, uma série de descobertas de vários campos de pesquisa revela que, quando fazemos conexões positivas em nossos ambientes sociais, nos tornamos mais inteligentes, mais criativos, mais produtivos, mais saudáveis ​​e mais felizes.

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