Direitos Ao Monte Do Templo

3Pergunta: Houve uma situação muito tensa na semana passada em Israel, especialmente em Jerusalém em conexão com o Monte do Templo. Você vê esta situação se encaminhando para uma resolução positiva ou ela será encerrada catastroficamente?

Resposta: Naturalmente, no final, todos ficarão bem, mas por qual caminho vamos chegar a esse final feliz: pelo caminho do sofrimento ou sem ele? Tudo depende da nação de Israel. Infelizmente, a julgar pelo comportamento de toda a nação em Israel e no exterior, não há sinais de que o processo esteja indo pela rota positiva.

Nós estamos tentando disseminar amplamente o método de correção, apelando que a nação de Israel use esse recurso para trazer correções ao mundo inteiro. Mas se a nação não despertar para esse chamado, a correção não será pelo caminho da Luz, mas sim pelo caminho do sofrimento. Infelizmente, isso é o que está acontecendo agora. É por isso que vemos a agitação no Monte do Templo e o envolvimento policial.

Dia após dia, uma guerra ideológica muito complexa está sendo travada e o mundo inteiro está pronto para aceitar a infame mentira de que nem o Monte do Templo nem as cavernas com os túmulos de nossos patriarcas em Hebron pertencem ao povo judeu. Se não pertencem, então, a quem pertencem? Mas a verdade não importa para ninguém – o que importa é o que beneficia o egoísmo em qualquer momento.

Parece que a nação de Israel não quer aceitar a verdade e reconhecer a sua responsabilidade de trabalhar na doação e ensiná-la ao mundo inteiro, levando o mundo inteiro à correção. Ela resiste à sua missão, pensando que a verdade está em seguir a Torá e os mandamentos em uma forma material ou talvez não seguir nada. Assim, tudo isso resulta em nossa condição cada vez pior dia após dia.

E vai continuar piorando até que finalmente entendamos que devemos nos corrigir primeiro e, depois, o mundo inteiro, como cabeça e corpo. Porque Israel é chamado “a cabeça é minha” (Li Rosh) e todo o resto das nações do mundo são o corpo da alma coletiva. Portanto, no final, todos se unirão em uma humanidade corrigida, trabalhando para doação em unidade coletiva.

No pior dos casos, um terrível infortúnio nos espera. Baal HaSulam nos advertiu para a possibilidade de sermos exilados novamente desta terra se não pudermos transformá-la na verdadeira “Terra de Israel” (em vez de trazer conosco o mesmo estado de exílio em que existimos entre as nações do mundo). Mesmo agora, nós continuamos a vender sua cultura e sua relação com a vida.

Com base nisso, parece que não temos o direito de existir nesta terra porque não somos diferentes de ninguém. De fato, exatamente o contrário: é como se “profanássemos” esse lugar sagrado com nossa existência.

Não temos o direito de subir ao “Monte do Templo” espiritual, porque isso só pode acontecer quando todos estamos unidos e em adesão ao Criador. É por isso que vemos que as nações do mundo não nos permitem entrar no Monte do Templo material porque o mundo material é uma projeção do mundo espiritual.

Até nos corrigirmos – mesmo em um mínimo grau – para nos assemelharmos ao Monte do Templo e ao Templo, que representam a nossa unidade, continuaremos a ver no mundo material externo todos os tipos de conflitos e problemas.

E o mundo inteiro concordará com os árabes, que nem a Torá, nem o Monte do Templo, nem Jerusalém, nem mesmo Tel Aviv e toda a terra de Israel nos pertencem.

Não é em vão que eles se chamem palestinos e não árabes; eles querem se apresentar como uma nação ostensivamente antiga que esteva sempre nessa terra. E o mundo inteiro vai acreditar neles. E nós não temos ninguém para culpar por isso porque nós mesmos criamos a condição em que os árabes se elevam e nós caímos. Nós criamos essa situação com nossas próprias mãos.

Da 3ª parte da Lição diária de Cabalá 28/07/17Lição sobre o Tema: “No Mérito do Estudo da Cabalá, Israel Sairá do Exílio”

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